quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Balanço 2008 na região de Sicó e perspectivas para 2009


Nada melhor do que acabar o ano fazendo um breve balanço do que se passou na região nos últimos 12 meses. Não vou alongar-me no assunto pois sei que nesta altura é bom espairecer um bocado e não passar muito tempo à frente do computador.
Considero que o balanço é negativo, face a tudo o que se passou efectivamente na região no domínio das políticas de desenvolvimento regional. Os vícios continuam, a corrupção (há que dizê-lo com frontalidade!) continua a ser um dado adquirido, por mais que se queira negar o facto.....
O próximo ano vai ser curioso, ano de eleições, será que vão surgir mais políticos por encomenda? Estou particularmente curioso para ver pessoas que até criticam, mas que em época de crise calam-se, já que quase toda a gente tem um familiar que precisa de cunha para entrar em algum emprego e por isso têm de se portar bem. Eu, pessoalmente, estarei aqui para criticar o que há a criticar, bater palmas ao que de bom se faz (coisa rara hoje em dia no que concerne a entidades públicas) e denunciar o que há para denunciar. Uma coisa vos garanto, 2009 vai ser um ano em cheio para algumas pessoas que se aproveitam do poder para construir fortunas escondidas.....
Para quem não sabe, estive um bocado parado em algumas frentes, isto, porque estive a acabar um trabalho de investigação que daqui a poucas horas estará....entregue! Mas em poucos dias vou recomeçar as "hostilidades" a "todos" os que se aproveitam da região em benefício próprio, usurpando o nosso património natural e cultural de todo um povo. Muitas surpresas há para vos mostrar....

Agora falando a sério sobre coisas sérias, o próximo ano vai ser muito especial no que toca à divulgação da região, na medida do possível vou dar um contributo positivo, pois sei que há muito que vocês não conhecem nesta região, muito de bonito e que merece ser mostrado a quem gosta da região. Tenho já acertadas mais duas viagens para divulgar o que de melhor a região tem, sou eu a pagar, mas há coisas que valem mesmo a pena!
Fiquem com uma foto que eu considero muito particular, já que é uma geoforma raríssima. Desculpem o cansaço acumulado (que se deve depreender pelo texto..) e o facto de colocar o nome na foto, mas tenho de salvaguardar os direitos de autor, pois há por aí gentinha que gosta de se aproveitar do louro dos outros....
Acima de tudo um 2009 com saúde para todo/as, a força de vontade faz o resto para um futuro que se pretende melhor para nós e para a região. Pensa global, age local!

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Grande atentado ao património natural e cultural da região de Sicó!


É sem dúvida uma questão que tem andado nas bocas do mundo, o facto de quererem a todo o custo implantar um parque eólico na Serra de Alvaiázere, mas há muitas questões por explicar e muitas situações difíceis de explicar tendo em conta tudo o que está em jogo.
Obviamente não poderei explicitar aqui tudo, já que houve factos que já foram falados, tendo em conta isto interessa resumir tudo o que há a saber, pois há pessoas que não querem que alguns factos se saibam...
Começando pelo início, a Serra de Alvaiázere é um local com valor patrimonial de nível nacional e internacional, valores naturais e culturais, destacando-se neste último a existência do maior povoamento da Idade do Bronze da Península Ibérica, algo que muitas pessoas não sabem e que outras fazem questão em ignorar!
Estes valores patrimoniais podiam resultar em divisas e postos de trabalho, caso os "actores de desenvolvimento locais" estivesses interessados, isto podia ocorrer já há coisa de duas décadas (pelo menos), já que antes disso não estariam reunidas as condições ideais. Estes mesmos "actores de desenvolvimento locais", que têm responsabilidades em termos do desenvolvimento da região, nunca se mostraram interessados em potenciar esta riqueza que volto a repetir é de nível nacional e internacional. O facto de muitas vezes à frente de organismos vários estarem pessoas que mais não parece que estão lá para se servir do bem público, faz com que a região esteja literalmente parada no tempo, com isto vai-se denegrindo a imagem do Estado. De forma demagógica estes "actores" vêm com discursos políticos lamentáveis como que se fossem os salvadores e que só com as suas ideias as coisas podem melhorar. Dizem eles que não há outra forma....
A determinada altura surgiu uma empresa que mostrou interesse em construir um parque eólico na Serra de Alvaiázere, em 2003/04, facto curioso porque tendo em conta o valor patrimonial desta área nenhum tipo de infraestrutura poderia ali ser construída. Em 2004, no entanto, foi emitida uma declaração de impacte ambiental (DIA) em que este projecto poderia ser aprovado de forma condicionada, ou seja, caso determinadas condições fossem cumpridas (com vista à salvaguarda de alguns dos valores patrimoniais). O tempo passou-se e o processo felizmente parou, talvez pela mão de pessoas que realmente se preocupam com o desenvolvimento da região.
Mais tarde, surgiu outra empresa interessada no projecto, uma empresa (Sociedade anónima) de capitais espanhóis sediada em Alvaiázere, algo de muito curioso, como é que numa terra como Alvaiázere surge assim uma empresa, é legal, mas será normal? Continuando, em 2007 começou-se a fazer uma estrada sem autorização para que fosse possível fazer sondagens para a implantação de torres, algo de estranho, pois esta estrada foi feita como que se já estivesse tudo aprovado... (só se poderia ter cortado vegetação e nada mais!)
Dado estes acontecimentos, eu e muitas pessoas começaram a mexer-se com o intuito de defender este vasto património, já que parques eólicos sim, mas em alguns locais como este não!
Fiz uma denúncia sobre estas ilegalidades, algo que tenho direito enquanto cidadão, está aliás consignado na constituição! Esta denúncia baseou-se em dois factos, o primeiro era de que a estrada era ilegal e o segundo era que três das sondagens tinham sido feitas dentro do perímetro do Castro (maior da península ibérica...), destruindo alguns valores ali presentes. Esta denúncia teve seguimento e passado poucos meses foi-me dada razão pela tutela!
Mais pessoas começaram a mexer-se, destacando eu todas as pessoas e entidades (das que eu sei...) que são frontalmente contra esta ideia absurda:
- João Forte (Geógrafo Físico - especialista em Ordenamento do Território)
- Albaiaz - Associação de Defesa do Património
- Oikos Leiria - Ambiente e Património
- Quercus - Associação de Defesa do Ambiente
- Geota - Grupo de Estudos do Ordenamento do Território e Ambiente
- GPS - Grupo Protecção Sicó
- Entre outros...
Destaco também que em 2005, numa inquirição aos alvaiazerenses, no âmbito de um trabalho de investigação sobre Alvaiázere (Plano Estratégico) pela Universidade de Lisboa (não fui eu....), a maioria das pessoas revelou ser contra este projecto, pois iria destruir valores naturais e culturais de valor muito elevado.
Entretanto iniciou-se o perído de acompanhamento público, onde eu elaborei um extenso parecer sobre o projecto, um documento de 10 páginas onde detectei irregularidades graves, destacando-se estudos obrigatórios que não foram feitos! Um facto conhecido neste tipo de trabalhos é o de que existem alguns profissionais que trabalham exclusivamente para este tipo de projectos, sendo conhecidos por terem pouca aptidão na área, pois fazer trabalhos todos os fazem agora estudos a sério é só para alguns... Muitos são vistos como persona non grata, ou seja maus profissionais.
Outros pareceres negativos foram elaborados neste âmbito, é chocante o que se tem visto com toda esta polémica, pois há interesses escondidos em muitos projectos deste âmbito, onde o que interessa não é a energia renovável, mas sim o lucro financeiro. Para alguns "actores" tudo se pode fazer de forma a aprovar estes projectos...
Uma coisa que sempre me intrigou foi o facto de a DIA (datada de 2004) ter validade de dois anos e eu nunca ter visto a prorrogação (não digam a ninguém pois isto é mesmo chato para alguns...).
Outra coisa estranha é o facto de neste momento o Castro estar a ser classificado e terem havido pessoas que querem que apenas parte seja classificado, permitindo desta forma que sejam implantadas 3 torres dentro do perímetro do castro. Destaco neste âmbito que segundo a Lei 107 de 2001, de 8 de Setembro:
Artigo 52.ºContexto
«2 - Nenhumas intervenções relevantes, em especial alterações com incidência no volume, natureza, morfologia ou cromatismo, que tenham de realizar-se nas proximidades de um bem imóvel classificado, ou em vias de classificação, podem alterar a especificidade arquitectónica da zona ou perturbar significativamente a perspectiva ou contemplação do bem»
Felizmente que passado pouco tempo esta possibilidade foi recusada, pois a Comissão de Acompanhamento CHUMBOU o facto, pois havia a intenção de implantar 9 torres.... Neste momento o projecto tem parecer desfavorável e mesmo assim há quem não aceite este facto!
Finalizada a breve descrição, destaco agora factos que me parecem estranhos e carecem de investigação de forma a ver se há ou não questões polémicas que podem enviezar o processo, pois a minha opinião pessoal e profissional é que todos estes factos estranhos são devidos a situações que indiciam factos gravosos do ponto de vista legal (é uma constatação):
- Como é possível um projecto sem base legal ter chegado tão longe, que interesses se movem por detrás destes factos?
- Como é possível ter sido provado que houve estudos que não foram feitos? Situações, por exemplo, que que seria obrigatório estar um arqueólogo a acompanhar os trabalhos de abertura da estrada (ilegal) e não esteve? Objectos arqueólogos foram destruídos!
E por último uma questão que muito me interessa, o facto de Paulo Tito Morgado estar a fazer comentários na comunicação social que não lhe são devidos, pelo que li o seu discurso assemelha-se ao de um representante da empresa promotora, afinal haverá alguma ligação ou já terá havido alguma ligação deste autarca com a empresa promotora? Há ou haverá algum tipo de ligação com esta empresa por parte de algum elemento da Assembleia da Câmara Municipal de Alvaiázere? É algo que é legítimo e legal questionar, mesmo que haje quem não goste. Interessa saber de forma a limpar a imagem da Câmara Municipal de Alvaiázere, sendo este um objectivo meu, o de proteger esta entidade para a qual trabalhei 3 anos, entidade esta que prezo e com a qual tenho excelentes relações. Não pode haver dúvida alguma nesta questão, a bem dos instrumentos de ordenamento territoriais, desde PDM até PNPOT...
Agora a parte final, será que tenho receio de andar a falar de temas tão sensíveis? Muito simples meus caros, não, já que apenas falo de factos, eu faço jogo limpo e não falto ao respeito a ninguém. A constituição da república portuguesa apela ao dever de cidadania por parte de cidadãos, infelizmente poucos são os que fazem questão de usufruir desse direito. Não represento interesse algum, seja político ou outro qualquer.
Destaco por fim algo que devem saber:
Lei 107 de 2001, de 8 de Setembro
«Artigo 11.ºDever de preservação, defesa e valorização do património cultural
2 - Todos têm o dever de defender e conservar o património cultural, impedindo, no âmbito das faculdades jurídicas próprias, em especial, a destruição, deterioração ou perda de bens culturais. »
Lei de Bases do Ambiente

Artigo 2.ºPrincípio geral
1 - «Todos os cidadãos têm direito a um ambiente humano e ecologicamente equilibrado e o dever de o defender, incumbindo ao Estado, por meio de organismos próprios e por apelo a iniciativas populares e comunitárias, promover a melhoria da qualidade de vida, quer individual, quer colectiva.»
Sei que posso ser chato para alguns, mas o que me move não são interesses pessoais, é sim o interesse de promover o desenvolvimento do país, uma das coisas que faço mais questão de fazer por isso é o de proteger os valores que permitem este mesmo desenvolvimento. Se este facto perturba interesses pessoais, pena é!!
Só não compreendo porque é que há alternativas (apresentei as mesmas!) para a implantação de um parque eólico (bem maior do que o projectado) em Alvaiázere, sem que haja tanta destruição, e isso não seja falado. Afinal não são só nos baldios que se podem construir parques eólicos....
Porque é que Tito Morgado afirma de forma muito directa que o parque eólico vai seguir em frente no primeiro semestre de 2009 quando tem parecer desfavorável? Parece-me estranho afirmar perentóriamente este facto, não tendo o mesmo ligações de algum tipo à empresa promotora de um projecto, especialmente sabendo que há muitas formas legais de impedir o atentado ao património natural e cultural que é este projecto que actualmente está CHUMBADO!!
Resta esperar pelo próximo episódio, o qual está para breve...

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Aviso sério à navegação...

Decidi colocar esta mensagem antes mesmo da que tinha prometido, sobre a questão do atentado ao património cultural e natural a ocorrer na Serra de Alvaiázere, no que se refere ao eventual parque eólico, mensagem que irei publicar nos próximos dias. Isto por um motivo muito simples e que agora descrevo, nas últimas duas semanas detectei uma possível intrusão num dos meus mails, derivado a isso tomei medidas de segurança reforçadas. É curioso este facto porque há quase um ano recebi uma dica de uma pessoa craque na área, de que uma certa e determinada pessoa iria contratar os serviços de um especialista informático para tentar entrar furtivamente num dos meus mails. Logo após esta notícia procedi a medidas que agora não vou descrever, mas que visaram salvaguardar informações preciosas sobre casos comprometedores, por isso basicamente fiz de tolo o possível intruso do mail afectado. Se a intenção foi prejudicar-me de alguma forma (por exemplo enviando mails em meu nome) desengane-se o intruso e o contratador do intruso, pois apenas foi alvo de uma contra informação que já vai com quase um ano. É notável o facto de ainda haver pessoas que pensam que eu não tenho atenção a pormenores tão simples e que eu não tomo medidas de segurança tendo em conta o que sei sobre determinadas pessoas....
Enfim, ilusões de gente mesquinha!

Foto: http://www.aepga.pt/portal/PT/60/default.aspx

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Paulo Tito Morgado plageia ideia de projecto?

Sem dúvida que este autarca é bom nas polémicas, na altura em que faz precisamente um ano sobre o abate ilegal de azinheiras, surge então uma nova polémica que sinceramente me causa um desconforto mas que faço questão em colocar na praça pública, afinal o plágio é coisa feia, especialmente se for um possível plágio de um projecto nosso... Posso afirmar que para já a dúvida fica no ar até que se esclareça a questão, mas tendo em conta os factos....

Li, num artigo que saiu na última edição do Jornal de Leiria (a 4 de Dezembro), sobre a questão do eventual parque eólico de Alvaiázere (tem parecer desfavorável!), que este autarca convenientemente e de uma forma populista fala na possibilidade da entidade promotora do projecto ter mostrado interesse em co-financiar um centro de interpretação da Natureza, algo de curioso e muito conveniente.... (é sem dúvida uma boa manobra estratégica para tirar as atenções da questão das ilegalidades do parque eólico, mas aqui estou eu para o contrariar) Refiro também que este autarca diz que as vozes discordantes são forças de bloqueio que contribuem para que Alvaiázere continue encravado, mas afinal quem tem encravado Alvaiázere é a mentalidade política de políticos medianos como este, que mentiu e continua impune em termos políticos, o caso das azinheiras é a prova viva deste facto, uma atitude reprovável por parte deste jovem autarca. Curioso como é que alguém pode afirmar impunemente que pessoas que apresentam ideias e projectos para Alvaiázere e para a própria Terras de Sicó, como é o meu caso, são forças de bloqueio?! É apenas mais um indicador da fraca competência que este autarca demonstra num cargo tão importante. Sinceramente esperava mais originalidade quando nos chama "forças de bloqueio", discurso muito parecido com o do PCP.
Quem pagou a máquina que andou a abater as azinheiras durante vários dias? Quem pagou as manobras para tentar encobrir o caso? Quem pagou a advogada que tinha como objectivo procurar matéria para que me fosse movido um processo disciplinar e que não deu em nada? Quem pagou os vários projectos que foram abaixo com a minha saída? Foram milhares de euros.... Resposta: Os contribuintes.

Referindo-me então ao possível plágio da minha ideia, começo pelo início, em 2006, no âmbito da minha tese de mestrado que versa sobre a área que compreende desde a Serra de Alvaiázere até à Serra da Ameixieira, iniciei um trabalho de investigação que visava a identificação e avaliação de património geomorfológico, sendo objectivo final o de potenciar e divulgar todo este e outro tipo de património. Como na altura trabalhava na Câmara Municipal de Alvaiázere nada mais lógico do que desenvolver este projecto para beneficiar este maravilhoso concelho (além de Ansião também), por isso continuei o meu trabalho pessoal tendo em vista a sua aplicação prática. Meses antes de sair de Alvaiázere (ainda não imagivava o que estava para vir, estanto tudo acertado para mais uma renovação...) comecei a tratar da candidatura de um projecto ímpar na região, a recuperação de duas antigas escolas primárias (Ariques e Bofinho) para centros de interpretação aos quais eu chamei de Escola da Geodiversidade (Bofinho) e Escola da Biodiversidade (Ariques), sendo que ainda se poderia englobar mais uma como um local para receber investigadores. A parte da geodiversidade (património abiótico) seria eu o responsável enquanto a parte da biodiversidade seria a Associação Florestal a tratar (preferencialmente). Esta última poderia fazer com que a Escola da Biodiversidade fosse um centro ciência viva (relacionado fundamentalmente ao carvalho cerquinho, mas não só).

Estas infraestruturas seriam energéticamente autosuficientes (energia solar) e ainda seriam uma fonte de rendimentos para o município de Alvaiázere.
Todo este projecto seria sustentado com parcerias com algumas universidades, com um Geopark e com associações locais de desenvolvimento, mas infelizmente estas parcerias foram abaixo com a minha saída, já que eu era o mentor do projecto e Tito Morgado não gosta de outros tenham protagonismo!
A figura abaixo seria o aspecto de uma das escolas reabilitadas (Ariques), todo o trabalho gráfico foi elaborado por um técnico externo à Câmara Municipal de Alvaiázere, é só para que vejam...


De forma sucinta é esta a história, lembro apenas ao Tito Morgado que lhe irei enviar a minha tese de mestrado brevemente para este autarca ver como se trabalha a sério e como ele pode deixar de ser uma "força" de bloqueio com vista ao desenvolvimento da região. Irei enviar um exemplar por correio com aviso de recepção e registado, exactamente igual ao que ele me fez com a carta de aviso de não renovação de contrato há um ano sem qualquer aviso prévio, algo que mais não pareceu do que uma vingança pessoal, algo de lamentável. Informo-o que estarei disponível para dar ajuda num processo que vise o potenciar do vasto património ali existente, apesar de fazer questão em nunca mais trabalhar com este autarca, apenas e só com a Câmara Municipal de Alvaiázere. Eu sei que sou um "osso duro de roer", mas não desisto de Alvaiázere só porque uma elitezinha pensa que pode fazer o que bem lhe apetece, estou para ficar e continuo com um princípio fundamental, a verdade acima de tudo!
Relembro este autarca que não poderá retirar quaisquer conteúdo do meu trabalho sem autorização quer da Universidade de Lisboa, quer do seu autor (eu), espero sinceramente que não tente "copiar" os percursos pedestres que eu também apresento no meu trabalho de investigação, alé de outras linhas de actuação com vista a desenvolvimento da região. Na mesma linha que estava a implementar o projecto dos dois centros de interpretação, também estava a elaborar percursos pedestres (no âmbito da tese) e mesmo isso foi anulado quando eu saí, porquê? Simples, uma "força" de bloqueio chamada Paulo Tito Morgado. Se não aceita estes factos democraticamente, paciência, eu respeito e cumpro as leis e falo olhos nos olhos, nunca me escondo nem evito me cruzar com ninguém, acima de tudo não tenho medo de falar olhos nos olhos com Tito Morgado acerca de políticas territoriais, algo que não é recíproco.
Além disso não faço uso do meu poder financeiro e lobbysta, como outros fizeram, para tentar queimar boa imagem profissional e pessoal de outros, seja por tentativas cómicas de processar outrém, seja por outras formas pouco próprias.... Isto acontece quando se tem sérios problemas em aceitar a democracia em que vivemos!
Tudo o que refiro neste âmbito está registado legalmente e é comprovável, desde actas de congressos nacionais e internacionais, desde mails trocados com universidades e ONG´s regionais, agora resta-me esperar pela apresentação do tal projecto, isto é se o parque eólico for em frente, pois para já está chumbado e muita água vai correr por debaixo da ponte... Curioso como este autarca diz que o projecto vai avançar no primeiro trimestre, será que ele sabe mais do que a empresa que está por detrás do projecto?
No próximo post irei falar sobre os segredos do eventual parque eólico, que nesta fase está chumbado!! Quem estará por detrás deste processo externo à Câmara Municipal de Alvaiázere?!
Só para finalizar esta questão, tenho o prazer de informar aqueles que gostam de Alvaiázere (e não só...) e não se deixam manipular politicamente com canetas e aventais (além de ameaças de que se não votar em X perde a reforma...), que em 2009 vou começar a colocar Alvaiázere no mapa, como ?! Depois irão ver, nada melhor do que um geógrafo para ajudar a dar um Norte a esta região!
Aproveitando esta polémica aproveito para pedir publicamente a demissão de Paulo Tito Morgado à luz da Lei n.º 27/96 – de 1 de Agosto (Regime jurídico da tutela administrativa) referindo-me ao artigo nº 9:
«Dissolução de órgãos
Qualquer órgão autárquico ou de entidade equiparada pode ser dissolvido quando:
c) Viole culposamente instrumentos de ordenamento do território ou de planeamento
urbanístico válidos e eficazes;
i) Incorra, por acção ou omissão dolosas, em ilegalidade grave traduzida na consecução de fins
alheios ao interesse público.»
Foi comprovado pela tutela que no caso das azinheiras houve violação da lei, nomeadamente os instrumentos de ordenamento do território, consequentemente é meu direito enquanto cidadão exigir a demissão do Presidente da Câmara Municipal de Alvaiázere: Paulo Tito Morgado.
Sei que é normal o visado ficar preocupado com esta minha exigência, mas numa sociedade democrática temos os direitos e também os deveres a cumprir, eu cumpro-os e com isso sou um cidadão exemplar, quer goste ou não.
Nota: no início deste projecto prometi que iria disponibilizar o resultado do mesmo às autarquias de Ansião e Alvaiázere, algo que irei cumprir na íntegra, mas espero que ninguém faça confusões, o projecto é da minha autoria. Terei todo o prazer em desenvolver o projecto em parceria caso haja interesse, mas se alguém plagiar alguma das minhas ideias não terei quaisquer problema em processar quem ousar fazer esta injustiça. É muita dedicação, encargo financeiro e sacrifício pessoal para poder deixar esta possibilidade acontecer, fica o aviso.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Soure dá o exemplo!




Não é hábito meu dar a notícia de outros, mas o facto desta vez justifica-se plenamente não só derivado do facto de ser um tema que me agrada de sobremaneira mas também de pela segunda vez falar de um dos municípios que anda mais "esquecido" deste blog, Soure. Além disso estas pequenas grandes notícias escapam ao olhos de muitos, por isso e por muito mais fica então a notícia:


«Soure dá o exemplo na reflorestação do país É na Serra de Degracias que vai nascer a primeira reserva de carvalho português do concelho de Soure, resultante de um projecto conjunto entre a autarquia local e a Quercus, Associação Nacional de Conservação da Natureza. Mas no coração da vila sede de concelho, na zona de Bacelos, estão desde ontem plantados alguns exemplares desta espécie autóctone característica do Maciço de Sicó. Quercus, Câmara de Soure, Junta de Freguesia de Soure e muitas mais entidades do concelho puseram mãos à obra e plantaram alguns exemplares, criando assim uma espécie de mini floresta autóctone. O primeiro a meter as “mãos na terra” foi Américo Oliveira, o primeiro presidente da Quercus, que ontem, Dia da Floresta Autóctone, foi homenageado pela associação, 23 anos depois da sua fundação.«São imensas as razões para plantar quercus (nome científico do carvalho)», disse Paulo Magalhães, coordenador do projecto que envolve a associação e a autarquia e que permitiu a assinatura do primeiro contrato de custódia do território em Portugal. «Quando nascemos ficamos com a ideia de que a floresta são pinheiros. Fomos o país que mais cedo destruiu a floresta», justificou, citando o professor Jorge Paiva, que costuma dizer que para os portugueses fazerem os descobrimentos foi necessário destruir oito milhões de carvalhos. A floresta está, portanto, diferente. Para pior. «Agora temos de reduzir as emissões de CO2 e recuperar a capacidade de absorção do planeta», plantando espécies autóctones, que deverão substituir os pinheiros e eucaliptos, erradamente plantados em Portugal, concluiu o responsável da Quercus.A iniciativa de ontem foi «mais um passo para a reflorestação a nível nacional», afirmou, desejando que a reserva de carvalho português em Soure, que será composta por 30 mil árvores a plantar até ao próximo ano, «se multiplique pelo país fora». E o desafio é plantar cada vez mais, fazendo como a Macedónia que «num só dia plantou seis milhões de árvores».Para além da plantação do carvalho português, a autarquia de Soure tem em desenvolvimento um outro projecto no mesmo âmbito: a reflorestação com espécies ripícolas nas margens do rio Arunca, na freguesia de Vila Nova do Ceira. E também ontem, durante a manhã, foram plantados alguns exemplares de espécies autóctones nesta zona. É uma «preocupação acrescida de valorização do meio ambiente», disse o presidente da Câmara de Soure, congratulando-se com a parceria que foi possível estabelecer com a Quercus, juntando ainda 12 associações e instituições concelhias. «Que o mundo que legaremos seja melhor do que o que encontrámos», desejou João Gouveia, afirmando que se isso não acontecer «não será por falta de motivação de Soure». Uma «motivação» que o governador civil de Coimbra constatou, afirmando que «em Soure as preocupações ambientais não são retórica, são mesmo para fazer». «Se não soubermos voltar a ter a relação com a floresta que tínhamos antes da “pinheirização” não teremos seguramente um bom futuro», constatou, falando não apenas ao nível ambiental, mas até financeiro. «O combate aos fogos custa todos os anos milhões de euros só no distrito, um custo para todos nós que poderia ser aplicado no desenvolvimento».




No próximo mês irei falar sobre um projecto semelhante mas com contornos absurdos, algo que está a começar pelos lados de Ansião...

domingo, 23 de novembro de 2008

Pugnar pela educação ambiental e cívica!

Os que me conhecem já sabem que uma das coisas em que mais aposto é a educação ambiental, algo que se pode incluir na clássica educação cívica, é algo que tem avançado a olhos vistos nos últimos anos e que demonstra que afinal há temas que começam a ser implementados por entidades públicas e privadas no dia-a-dia do cidadão, mesmo apesar de já avisarmos da importância deste facto há décadas. Passado todo este tempo é com enorme orgulho que constato que gestos simples, mas de enorme importância para a sustentabilidade ambiental, começam a entrar na mentalidade da sociedade.
Desta vez trago-vos dois exemplos de notável sucesso no que concerne à mudança de mentalidades e de paradigmas em termos de educação cívica, onde afinal entra a educação ambiental. O primeiro exemplo é um filme (documentário), o qual depois de ter tido o privilégio de visionar fiquei completamente espantado com a sua qualidade, isto mesmo tendo em conta o facto de eu ser alguém que já viu muitos filmes e documentários em cinema e com isso ser muito crítico em relação aos mesmos, ou seja, poucos são os que realmente me fascinam, pois a qualidade de um filme não se vê pelos milhões que se gasta no mesmo, mas sim no enredo e no conteúdo.

Este filme (11 hora) passou despercebido a muitos, já que outro houve que concentrou as atenções, quem não se lembra do filme "uma verdade inconveniente"? Sem dúvida que foi um filme marcante, mas quanto a mim do ponto de vista pedagógico não teve a mestria de conseguir passar a mensagem essencial e que apenas se centrou na questão das alterações climáticas. Neste âmbito há algo que vocês devem reter, quando pessoas como eu pugnam pelo ambiente não quer dizer que estejamos a defender apenas e só o planeta onde vivemos, estamos sim a defender tudo aquilo que este planeta tem de belo e que nos permite subsistir nele, o planeta continuará independentemente do que façamos, mas o mesmo já não se pode dizer da espécie humana, caso não tomemos medidas que permitama a continuação do nosso modo de vida (de uma forma sustentável) quem está em risco somos nós e não o planeta, é bom que entendam esta mensagem!

Numa sondagem que a Greenpeace fez aos ciberactivistas como eu, foi-nos questionado sobre qual seria o nome com que o novo balão de ar quente que seria baptizado, pois bem eu votei no nome "One world", algo que demonstra bem o que quero referir, planeta há só um, se alterarmos as condições que o planeta nos dá para que tenhamos condições de viver nele, o nosso futuro não será nada risonho...

Voltando ao filme que quero salientar, o 11ª hora, sugiro antes de mais que vejam o trail deste que consta no link oficial - http://wip.warnerbros.com/11thhour/ - . A minha humilde opinião é de que é um documentário brilhante que fala de forma transversal sobre a problemática ambiental e como poderemos nós fazer para melhorar o nosso futuro, sabiam que podemos reduzir a nossa pegada ecológica em 90% sem que para isso tenhamos de prescindir de muito do que temos? Pois é, se calhar não sabem, isto porque alguém passa mensagens estereotipadas....

É sem dúvida um filme (documentário) que aconselho vivamente, eu pessoalmente fiquei estonteado com a qualidade e pedagogia do mesmo. E sem pensam que são "malucos" a falar da problemática ambiental, enganam-se, podem ver e ouvir pessoas como o Mikael Gorbachev e o génio da matemática americano (tetraplégico) que alguns de vós conhecem, sinceramente vão ficar surpreendidos com esta maravilha cinematográfica. Para quem não souber, nas bibliotecas municipais de Ansião e Alvaiázere existe o dvd que podem visionar, fica o desafio!
Se o cidadão estiver devidamente informado das suas responsabilidades e direitos, este pode contribuir de forma decisiva, e a várias escalas, para a melhoria da sua vida e do local onde vive, neste caso a região de Sicó (apesar de saber que este blog tem uma abrangência muito maior..)
O segundo exemplo que quero referir, é algo de diferente mas igualmente brilhante, uma forma de passar a mensagem de uma forma pedagógica e que agrada a miúdos e graúdos. O link que agora vos deixo foi-me enviado por um amigo e já o reenviei a muitos dos meus amigo/as, já que é algo realmente fabuloso:



http://www.animalssavetheplanet.com/

Neste site têm disponíveis uma série de clips que aconselho, todos diferentes, mas todos igualmente brilhantes, mesmo quem tem filhos pequenotes deverá achar estes clips uma boa "prenda" para os reguilas!

Nesta região já vi alguns bons exemplos no que concerne à mudança de mentalidades neste domínio e já referi alguns, sejam de boa vontade ou por "pressão pública" há que referir este facto e dizer-vos que se querem um mundo melhor, só têm de pugnar pelo mesmo, começar pela região de Sicó é um bom passo, pensar global agir local!

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Boas novas do pseudoprojecto da cimenteira

Dada a importância da notícia, deixo-vos a mesma sem que seja necessário eu fazer algum comentário:

«“Problemas na sociedade” poderão ter ditado suspensão
Cimenteira de Figueiró dos Vinhos desaparece da lista PIN

A cimenteira de Figueiró dos Vinhos já não se encontra na lista online dos Projectos de Interesse Nacional-PIN. Fontes ligadas ao empreendimento confidenciaram ao JORNAL DE LEIRIA que o projecto pode ter sido suspenso. Em Abril, o projecto, avaliado em 166 milhões de euros, ainda figurava na lista online da Aicep- Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, como um dos PIN em acompanhamento.
Questionada sobre a razão da retirada da infra-estrutura do documento, a agência preferiu não sepronunciar. A falta de enquadramento legal para a auto-suficiência energética da cimenteira, uma das mais-valias deste projecto, é uma das razões que poderá ter levado a esta situação, avança uma fonte. “Um dos pressupostos deste projecto era ser energeticamente sustentável, o que implicava a produção de energia eólica para abastecer a fábrica”. “Não deve haver esse cumprimento, porque não há legislação sobre o auto-consumo das entidades.” Outra fonte justificou a saída da cimenteira da lista de PIN com problemas entre sócios e a incapacidade das pedreiras para abastecer a unidade de transformação. “Os fornecedores de materiais para as pedreiras estão com dificuldade em receber as facturas”, adianta.
O vereador Álvaro Gonçalves sabe “há mais de dois meses” que a cimenteira não figura na lista dos PIN. Sublinha que “os únicos pressupostos indispensáveis aos estatutos PIN são a credibilidade dos promotores e características do próprio projecto”. Refere também que os promotores fizeram alterações na composição da sociedade e sempre que há alguma alteração desse género o projecto é suspenso. “Mas continuamos a pugnar para que a cimenteira seja uma realidade”. Até ao final do ano, o autarca prevê que a questão esteja ultrapassada.

Espanhóis afastam portugueses
A empresa portuguesa Esvap e a espanhola Aricam formaram uma holding, denominada Instituto de Reservas Geológicas. Esta entidade criou por sua vez a sociedade Cimentaurus, para desenvolver o projecto na freguesia de Aguda. Até dia 19 de Maio, Manuela Lourenço geriu a Cimentaurus com outros dois gerentes espanhóis. A partir dessa data, a gerência espanhola passou uma procuração a António Valejo, para representar a sociedade. Até ao fecho da edição, não foi possível ouvir o novo gestor sobre a suspensão do projecto da lista PIN e Manuela Lourenço também não se quis pronunciar. »
Jornal de Leiria, Edição 1271, 20 de Novembro de 2008
Obviamente que não resisto a dizer que gigantes com pés de barro caem depressa, resta ver se vai ser completamente diluído....
A região fica a ganhar com este tombo de um projecto ridículo sob todos os pontos de vista!

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

O "roubo" das Terras de Sicó!

É o título que considero mais ajustado a um tema que já referi de forma sucinta, mas que de novo volto a falar dada a sua importância para o futuro da região de Sicó. A importância deste assunto tem a ver com a necessidade de uma vez por todas acabar com este processo muito pouco claro em torno de uma eventual cimenteira nas proximidades da região e que passaria pelo "roubo" de uma das maiores riquezas da região, a pedra calcária.
Destaco uma notícia do Jornal de Leiria, na sua edição nº 1270, datada de 13 de Novembro de 2008:

«Cimenteira preocupa Os Verdes

Heloísa Apolónia, deputada de Os Verdes, pediu esclarecimentos, na terça-feira, ao ministro do Ambiente e ao ministro da Economia, sobre a construção de uma cimenteira em Figueiró dos Vinhos. No documento, a parlamentar mostra-se preocupada com os impactes da infra- -estrutura “numa das malhas mais verdes” do País. A deputada pretende saber se foi atribuída à cimenteira o estatuto de Projecto de Potencial Interesse Nacional e, em caso afirmativo, quais os fundamentos que estiveram nessa classificação. Se foi feita alguma análise comparativa em relação às potencialidades de desenvolvimentoregional, e quais os impactos do empreendimento, a nível ambiental e na qualidade de vida das populações.
»
É bom que as pessoas se revoltem com esta situação e façam ouvir a sua voz, afinal que direito tem o Presidente da Câmara de Figueiró dos Vinhos para querer a todo o custo um projecto deste género que além de insustentável é depradatório dos recursos de um concelho que não o seu?
Muitos habitantes deste município estão revoltados com esta atitude, por isso volto a divulgar uma petição contra este projecto que os mesmos criaram e que peço encarecidamente que assinem:
Como pode alguém andar a dizer que um projecto já está aprovado quando os próprios estudos que podem inviabilizar este mesmo projecto nem sequer estão feitos?
Como pode uma indústria destas ser implantada num pulmão do país e numa área que aposta (pouco e de forma errónea) no turismo de natureza?
Como pode esta indústria pensar em comprar duas pedreiras (Ansião e Penela) que distam vários km da mesma? Que sustentabilidade é esta?
Será que o Presidente da Câmara de Figueiró dos Vinhos, pessoa que ainda tenho em consideração, não consegue idealizar projectos que além de criarem mais empregos, dos que o tal projecto bomba, não sejam depradatórios?
Que moral político tem este autarca para apoiar uma indústria sem sustentabilidade, que vai buscar o "que é dos outros" (Ansião e Penela) para depois vender a espanhóis?
Estas e outras questões esperam resposta e se este autarca quiser ajuda para pensar projectos com cabeça troco e membros, aqui estarei para ajudar em termos profissionais.
Não basta criticar mesmo que de forma construtiva, há que apresentar soluções e por isso estranho que um município que até esteve presente o ano passado num colóquio que versava sobre um modelo de desenvolvimento para toda a região de Sicó e que iria favorecer Figueiró dos Vinhos, agora esteja desesperado por projectos tão depradadores das riquezas naturais como este (http://www.geographus.com/portal2/index.php?option=com_content&task=view&id=8392&Itemid=48
São estes pequenos pormenores que fazem Portugal o pior país da europa, isto apesar de mesmo tendo em conta sermos um país pequeno sermos um país diverso com muitas riquezas a nível natural, cultural etc. Andamos a desbaratar o que temos de melhor e daqui a uns anos os nossos filhos vão dizer:
- Bolas, os meus pais deixaram destruir um dos países mais bonitos e maravilhosos que poderíamos querer, que faço agora, será que vale a pena continuar a viver neste país?!
Será que voces vão continuar impávidos e serenos? Sugiro que enviem por carta ou mail a vossa posição a desfavor deste projecto à Câmara Municipal de Figueiró dos Vinhos, quem sabe enviar um postal com as belas paisagens que ali poderão desaparecer para sempre?
O nosso problema, enquanto portugueses é apesar de dizermos que as coisas estão mal, ficamos à sombra da bananeira a pensar que já fomos donos de metade do mundo, ficamos impávidos e serenos enquanto destroem o que mais gostamos e que melhor nos caracteriza. Sejam activos e não passivos, é um conselho que vos dou!

domingo, 9 de novembro de 2008

O Ano Polar Internacional e a região de Sicó


In:http://www.portalpolar.com/index.php?option=com_content&task=view&id=200&Itemid=1

A educação ambiental é para mim uma prioridade já há vários anos e tenho pugnado para que este tema entre especialmente na mentalidade das gerações mais novas, para isso tenho desenvolvido quer a nível pessoal nas várias entidades a que pertenço ou pertenci, actividades várias que visam esta temática.
O Ano Polar Internacional (API) foi algo que fiz questão em divulgar especialmente enquanto técnico ao serviço da Câmara Municipal de Alvaiázere (Dez 2004/Março 2008), consegui que a mesma fosse uma das entidades apoiantes do projecto Latitude60, projecto português ligado ao API e um dos programas educacionais com mais impacto a nível mundial no que concerne a um país, sim, somos capazes de estar entre os melhores! Na altura (2007) consegui despertar o interesse de duas escolas de Alvaiázere, a EB2.3 e a Creche Santa Cecília (Santa Casa da Misericórdia), as quais elaboraram dois trabalhos para um concurso a nível nacional. Consegui também que o responsável por este fantástico projecto se deslocasse a Alvaiázere para duas palestras, podem ver como curiosidade as escolas presenteadas por estas palestras e ver quantas afinal constam no que toca às Terras de Sicó.http://www.portalpolar.com/index.php?option=com_content&task=view&id=117&Itemid=262
Os trabalhos que referi atrás, feitos pelas escolas e com algum aconselhamento meu, conseguiram fazer boa figura no concurso, a Escola Básica 2,3 e Secundária Dr. Manuel Ribeiro Ferreira, fez um iglú de.... chícharo, sim leram bem, chícharo. Conseguiram entrar num concurso destes com uma das marcas da sua terra. Não sei qual o destino que foi dado a esta obra de arte, mas espero sinceramente que o meu amigo Tito Morgado não a tenha posto para o lixo, já que esta obra de arte está ligada também à minha pessoa.... Podem ver o resultado na foto:



Já a Creche Santa Cecília, com miúdos mais pequenos, conseguiu fazer um trabalho bem bonito e que actualmente se encontra na biblioteca municipal de Alvaiázere em exposição. Facto a salientar e que deve ser destacado é que este trabalho foi elaborado sob a supervisão de uma técnica especialista em artes plásticas e que na altura estagiava na Câmara de Alvaiázere, a Dr.ª Joana:



A foto que se segue é do dia do concurso, que ocorreu no pavilhão do conhecimento. Ficámos todos contentes pelo resultado, pois no momento em que eu lancei o repto às escolas referidas não parecia que ia ter sucesso, mas o empenho de todos resultou nisto que podem ver:






O repto que lanço agora é que as escolas da região se inscrevam na actividade a que a foto inicial se refere, ou seja, uma peça de teatro de índole ambiental, têm o link por debaixo e fica aqui o desafio para que integrem esta actividade nas vossas actividades lectivas, levando a que as crianças fiquem cada vez mais sensibilizadas, de uma forma pedagógica, para o problema que é de todos. Todos temos a obrigação de pugnar por um mundo melhor, a educação das gerações mais novas é apenas uma das muitas formas de a fazer!
O município em que deposito mais esperanças neste repto que agora lanço é o de Penela, mas a ver vamos...

No portal polar (http://www.portalpolar.com/) têm todas as informações necessárias, onde podem acompanhar este projecto desde o início até agora, algo de extremamente interessante de vários pontos de vista.
Para finalizar queria apenas referir um facto pertinente, o de que a Câmara Municipal de Alvaiázere, mais precisamente Tito Morgado nada fez para dar continuidade a esta parceria com a Ano Polar Internacional, será que é mais importante acabar com todos os projectos em que eu estava envolvido enquanto técnico da Câmara Municipal de Alvaiázere do que garantir às gerações mais novas uma educação mais abrangente? Será que as suas posições pessoais têm mesmo de se sobrepor ao interesse público de uma entidade pública tão digna e preponderante para o desenvolvimento local como a Câmara Municipal de Alvaiázere?
É uma questão que deixo no ar, sabendo no entanto que o que eu refiro são factos e contra factos não há argumentos, por mais que custe...




quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Albufeira na Ribeira do Vale NÃO EVITA INUNDAÇÕES em POMBAL!!

Confesso que não é novidade esta notícia, pois no início deste ano já me tinham referido o facto. O problema que se assiste agora é que a opinião pública tem de saber o que efectivamente está em jogo e os dados concretos sobre o mesmo e não do ponto de vista político, ou seja do ponto de vista parcial. Antes de mais destaco a notícia que me faz rir numa primeira instância e numa segunda instância me faz ficar profundamente revoltado dado o conteúdo da mesma:

«Para evitar as inundações provocadas pelas chuvas, como aquelas que sucederam dia 25 de Outubro de 2006 em Pombal, a autarquia está a estudar a construção de uma albufeira a Norte de Pombal. De acordo com o presidente do município, Narciso Mota, "está a decorrer um estudo por parte do Instituto Nacional de Água para a construção de uma albufeira, na Ribeira do Vale, junto à Urbanização Senhora de Belém". A estrutura permitirá regularizar o escoamento das águas para o túnel que atravessa a cidade de Pombal, evitando a hipótese de eventuais inundações, esclarece o autarca. A forte pluviosidade que se fez sentir em Pombal há dois anos provocou um morto, estradas cortadas, carros arrastados, jardins destruídos, água e lama por todo o lado. A cidade de Pombal ficou interdita durante dias. Os serviços do centro de saúde foram transferidos para o hospital, as escolas deixaram temporaria- mente de funcionar e 40 famílias de um bairro foram realojadas na Expocentro. Além de prejuízos dos particulares, a câmara teve estragos avultados no teatro-cine, nos pavilhões gimnodesportivo e das actividades económicas, em toda a zona desportiva e na biblioteca municipal. Os prejuízos ascenderam a seis milhões de euros e Narciso Mota afirma que a autarquia ainda não recebeu qualquer apoio do Estado
Jornal de Leiria, edição 1268, a 30 de Outubro de 2008
Antes de mais é importante voltar a 2006, mais precisamente ao dia 25 de Outubro, dia que muitos já esqueceram, fingindo que foi algo que não se irá repetir. As inundações são algo que perturba a acção do homem, infelizmente a maior parte das vezes acontece devido a acções irreflectidas da parte de quem por nós devia zelar, não efectivando as demais leis afectas ao ordenamento do território.
No caso específico de Pombal, o caso tomou contornos graves devido às consequências da impermeabilização do solo e não derivado ao facto de "chover demais", coisa que não existe, chove ou muito ou pouco, nunca demais.... As consequências só não foram mais graves apenas e só derivado da hora a que a catástrofe se desenrolou.
A impermeabilização do solo deve-se nesta área (Pombal) fundamentalmente à galopante urbanização de áreas que não deveriam ser impermeabilizadas e também derivado da acção de exploração das pedreiras na Serra de Sicó. Brevemente irei ao local fazer uns vídeos para vos mostrar na prática o que acontece ali.
Os culpados desta situação são as autoridades competentes, nomeadamente a Câmara Municipal de Pombal e as indústrias extractivas que operam na área, a inobservância de regras básicas, mas fundamentais, das leis naturais tem levado à situação actual de elevada vulnerabilidade da cidade de Pombal a eventos como o ocorrido a 25 de Outubro de 2006.
O estudo do INAG apenas poderá confirmar o que eu quero salientar, o erro que é esta ideia absurda e sem fundamento técnico, que o amigo Narciso Mota quer a todo o custo implementar, mostrando o porquê de frequentemente estar implicado em polémicas (pela negativa).
Antes de continuar, sugiro que vejam um pequeno vídeo de 3 mn sobre os efeitos nefastos do rebentamento de uma barragem, pois este é uma ameaça real caso fosse em frente esta ideia de uma albufeira a Norte de Pombal, que poderia passar pela construção de várias mini-barragens:
Ou então um site que fala sobre a questão de uma forma muito concreta:
O que quero salientar é o facto de que o problema não se resolve desta forma, só se agrava, o risco de rebentamento de uma barragem ou açude é real e muito concreto na área pensada pelo amigo que teve esta ideia "brilhante", o amigo Narciso Mota. "Gostava" mesmo de ver uma barragem ali, duraria poucos anos, ou ficava colmatada por sedimentos e depois era o "ai jesus" para retirar estes sedimentos com custos astronómicos, ou poderia rebentar (ampliando a catástrofe) devido a alguns factores que numa análise posterior irei salientar.
Interessa salientar vários factos que demonstram a fragilidade e o fracasso das políticas de Narciso Mota face ao ordenamento do território e protecção civil, já que o mesmo nada tem feito para mitigar os efeitos de catástrofes como o ocorrido a 25/10/2006. O problema não está a ser resolvido, apenas agravado, já que a urbanização selvagem em Pombal é antiga, um dos exemplos práticos é a situação que todos podemos ver no terreno situado entre a estação de comboios de Pombal e o IC2, terreno este que deveria ser um parque urbano e não terreno para construção, exemplos há muitos mais e voltarei a falar dos mesmos.
Em termos de protecção civil é bom que todos se lembrem que o quartel dos bombeiros de Pombal ficou inoperacional durante as inundações, mostrando o quanto mau é o cenário! E não, não sou pessimista, tudo está no mesmo, com a agravante de não ter sido feito um plano para quando voltar a acontecer, como sabem as pessoas o que fazer? Se muitas das pessoas que tinham os carros estacionados no parque do Pingo Doce (na altura) tivessem ido a correr buscar os mesmos, quantas teriam perecido, isto se tivesse acontecido em pleno dia?
Não podemos andar a brincar como se as cidades fossem um castelo de lego, há pessoas e bens em risco, os autarcas não se podem desculpabilizar, pois a aplicação das leis passa por eles! O amigo Narciso Mota no domínio do ordenamento do território não esclarece nada, pois não é especialista, tem apenas andado a sacudir a água do capote, como os antigos dizem.
O que aconteceu a 25/10/2006 voltará a acontecer, pode ser para o ano ou pode ser daqui a 100 anos, há que diminuir a vulnerabilidade de Pombal a eventos desta génese, não aumentá-la....
Brevemente voltarei a esta questão mas de uma forma mais abrangente, para já fica a pequena nota sobre algo que a todos deve preocupar!

sábado, 1 de novembro de 2008

Estradas romanas na região de Sicó

Confesso que ainda não li com olhos de ver, a falta de tempo tem-me limitado alguns dos meus passatempos, algo que vai terminar muito brevemente. O livro, do qual a capa é mostrada acima, é muito interessante e leva-me a falar de mais um tema que a todos nos interessa, o património histórico e arqueológico relacionado com a romanização ocorrida nesta região e os vestígios por ela deixada, nomeadamente as estradas romanas.
Da leitura (na diagonal) do livro que vos falo, dá para ver que muita informação pertinente pode ser retirada da mesma, mão só para Alvaiázere mas para toda a região, dado o manancial de informação ali descrito.
Infelizmente esta região é pródiga em casos de destruição deste mesmo património, o qual se vivêssemos num país com políticos de classe estaria a render divisas muito significativas. O primeiro caso que vos mostro tem a ver com a foto que vos mostro agora:


Esta imagem é de 2007 aquando um extenso levantamento fotográfico que fiz sobre uma área que estudei no âmbito de um trabalho académico, a qual tem a ver com uma estrada romana que por aqui passava, digo passava porque foi literalmente arrasada para fazer uma estrada florestal.... Aqui entra um facto que me intriga, será que a entidade sediada em Ansião que fez este atentado cultural não sabia que por aqui passava uma estrada romana, algo de valor inquestionável? Porque é que ninguém até agora disse nada? Será que não havia alternativas que evitassem esta destruição?
Quando tiverem a oportunidade passem pelo local, o qual se situa na Venda do Negro, é fácil chegar lá e observar o ocorrido, já que poucas semanas depois de ter feito esta foto foi tudo arrasado!

Outro caso que também interessa destacar neste post, é outro caso que felizmente foi impedido, para isso dei a minha contribuição, salvaguardando um património que é de todos. A foto que mostro a seguir é de outra estrada romana em Alvaiázere:

Esta estrada romana esteve em risco de ser destruída derivado do facto de se situar numa área relativa a uma das propostas de traçado para o IC3, felizmente a mesma foi descartada porque eu e outros mais fizémos relatórios que mostravam que esta possibilidade nem sequer poderia ser possibilidade, já que a hipótese de traçado que efectivamente ganhou era a mais indicada dos vários pontos de vista (ambiental, económico, histórico, etc). Curiosamente o meu amigo Tito Morgado na altura esqueceu-se de dizer que isto era património da humanidade, termo que utilizou aquando do caso azinheiragate (no que concerne à Rede Natura 2000), esquecendo-se também de referir à população da existência deste maravilhoso recurso. Enfim, políticos....
Termino com uma foto fabulosa, uma ponte romana em Alvaiázere que está ao abandono, quando Tito Morgado refere que Alvaiázere é um concelho com poucos recursos pena é que não saiba efectivamente o que é afinal um recurso para o desenvolvimento do concelho, pois se soubesse já teria incluído este local num percurso pedestre intermunicipal com o concelho de Ferreira do Zêzere, uma ideia que infelizmente não pude colocar em prática devido ao meu afastamento da Câmara Municipal de Alvaiázere a 7 de Março de 2008. Mas afinal é de todo compreensível que o mesmo não conheça este local, já que é inacessível a moto4.... Mas se o mesmo quiser conhecer o local, convido-o para ir lá!


Uma coisa me parece, com esta falta de conhecimento do território e de muitos dos seus valores, parece-me que o próximo ano vai ser complicado para as aspirações de alguns políticos na região, imaginem quais?!
Brevemente irei mostrar mais casos semelhantes, desculpem alguns dos munícipes de outros concelhos que até agora não tenho referido convenientemente, mas em poucas semanas irei inverter o facto. Fico à espera de informações sobre outros casos que não conheça, pois conheço muito, mas não tudo...
Que património fabuloso que temos!!!

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Xeque Mate a Paulo Tito Morgado, por João Forte

Provérbio: "A justiça de Deus é infalível"
In: Jornal de Leiria, 23 de Outubro de 2008

Provérbio: "A verdade é nua e crua"


In: Jornal de Leiria, 23 de Outubro de 2008


"A verdade e o azeite vêm sempre ao de cima", é com este provérbio que inicío este comentário. Confesso que fiquei um bocado emocionado com esta notícia, já que a carga emocional é grande, afinal foi este caso que deu origem à minha situação de desemprego inesperado, já lá vão 7 meses.

Quando este caso foi despontado e começou a surgir na comunicação social, começaram os jogos de bastidores, onde Tito Morgado referiu que o meu afastamento (http://www.oalvaiazerense.com.pt/index.php?n=0803_01) seria pelo facto de supostamente eu não ter implementado uma aplicação SIG no site da autarquia, pura mentira, já que esta aplicação estava já pronta há quase 1 ano e só não estava online porque ele não fez o trabalho de casa, ou seja, não providenciou a verba para alugar um servidor web para servir de "casa" à aplicação. Esqueceu-se que tudos estes factos estão registados em acta em local seguro e fora da sua abrangência.... Por algum tempo, algumas pessoas menos informadas ainda pensaram que ele dizia a verdade, mas o tempo passou e a verdade começou a vir ao de cima.

Espero agora a oportunidade de ser entrevistado pelo Jornal o Alvaiazerense (ou outros...), já que com esta condenação de Tito Morgado o facto justifica-se, é uma questão de igualdade de tratamento!

Paulo Tito Morgado negou algo que foi evidente e que eu fiz questão de divulgar no youtube, facto este que não passou despercebido à sociedade no geral e que se reflectiu no enorme número de visualizações do vídeo mais emblemático da minha autoria, onde pretendi apenas desmascarar uma (grande) mentira:


Foram tempos difíceis, onde tive de me expor para me defender de ataques cobardes de alguns, mas estou orgulhoso do que fiz, não me arrependo de nada, a minha única intenção foi desmascarar a mentira e não fazer algo que o mesmo quis referir, nunca despoletei «uma série de ofensivas contra a Câmara Municipal e contra si, pessoalmente, através de e-mail’s e de vídeos no youtube.» Ainda teve a infelicidade de considerar «que as acusações que são feitas são sérias e, estando em causa o seu bom-nome e o da Câmara Municipal, propõe que se lhe instaure processo disciplinar e que se participe criminalmente.» (Acta da Câmara Municipal de Alvaiázere, a 22 de Janeiro de 2008).

Abriu um inquérito de averiguações (com vista a um processo disciplinar), mas acabou por desistir, a fundamentação não existia! Impediu-me de trabalhar, cortando o acesso ao computador que eu utilizava, situação que levou a uma queixa directa ao primeiro-ministro (sendo endereçada à CM de Alvaiázere um pedido de esclarecimentos!) e que mostra uma prepotência inaceitável por parte de um autarca. Tentou destruir a minha imagem de profissional íntegro, mas esqueceu-se que eu era dos poucos que trabalhava a sério e a população de Alvaiázere (e não só) saiu em minha defesa, protegendo-me de males maiores... com isso a minha imagem de profissional íntegro apenas saiu reforçada, a história espalhou-se a todo o país e alguns dos vídeos do youtube serviram para aulas numa universidade brasileira, sendo um exemplo de seriedade de um profissional que se viu em apuros por defender um património que é de todos!

Tenho uma excelente relação com a Câmara Municipal de Alvaiázere, por mais que Tito Morgado não goste ou não, pena é que ele coloque em cheque a imagem da Câmara, quem colocou o bom nome da Câmara foi Tito Morgado, não eu!

O caso seguiu nos media durante três longos meses, mas agora surge o que eu esperava e confirma tudo o que eu referi relativamente ao abate ilegal de azinheiras! Entretanto a aventura no youtube ganhou uma importância que nunca esperei, mas que se revelou uma boa defesa! Nunca hei de retirar os vídeos, apesar de muito exposto, retratam um caso que fica para a história da região e é um exemplo a seguir por outros!

Provérbio: "Quem mentiu e jurou, não me enganou"



Provérbios: "A coragem é a força de resistir e de sofrer"

"Quem está perto da razão, fica longe da culpa"

"A sabedoria não vem dos ricos, vem dos pobres"


Sinceramente não sei que mais escrever, já que a emoção é grande, a sensação de justiça é enorme. Contudo não posso deixar de salientar e agradecer a ajuda de muitas pessoas, as quais me ajudaram especialmente na fase que se seguiu aos ataques ferozes sobre a minha pessoa.

Há muitas a quem não posso agradecer na praça pública porque podem ter problemas nos seus empregos, este mundo é mesmo cão.... Mesmo assim agradeço-lhes, agradeço aos cidadãos "sem nome", agradeço à opinião pública que esteve sempre ao meu lado, ao lado da verdade, agradeço à imprensa que de forma imparcial tratou o tema (mesmo apesar de um jornal ter sido enganado aquando de uma visita ao terreno, onde curiosamente um tractor estava a barrar o caminho das azinheiras - muito conveniente...), e a todos os que me ajudaram e me mantiveram o ânimo, vivi tempos difíceis... felizmente já passaram!!

Se alguém pensa que me fico por aqui... desengane-se, pois a minha luta pela verdade está apenas no início. Lutei até agora em três grandes "batalhas" por Alvaiázere e pelas suas gentes, foram as três grandes lutas e todas elas ganhei:

- Abate ilegal de azinheiras (ganhou a verdade)

- IC3 (ganhou o traçado que mais beneficia Alvaiázere)

- Parque eólico de Alvaiázere (as ilegalidades foram descobertas e a comissão de acompanhamento chumbou o projecto, a ver vamos o que se segue...).

No entanto tenho pena de uma coisa, o facto de quem vai pagar as ilegalidades ser o contribuinte e não quem promoveu a ilegalidade, Tito Morgado. O dinheiro da multa deveria sair do ordenado daqueles que promoveram este atentado ambiental e não de quem não tem culpa!

No comício do PSD em Alvaiázere, a 17 de Fevereiro, Tito Morgado disse:

«O poder autárquico é o bode expiatório de tudo o que há de mal no nosso País» e, a cada dia que passa, «fazemos mais com menos», mas está-se a chegar ao «limite do insuportável e do insustentável».

Ao que eu respondo:

- É bode expiatório por alguma coisa, casos como o abate das azinheiras são só e apenas um dos muitos exemplos do porquê serem bodes expiatórios, pena é que assim seja, mas a verdade é esta mesma. O tempo de crise ajuda a estabelecer prioridades, exposições de pianos não são uma delas, servir o povo sim.

O limite do insuportável e do insustentável é ter em Alvaiázere um autarca que promeveu uma ilegalidade e continua no poder sem pedir a respectiva demissão, a lei é para cumprir!
E se este autarca não lida bem com críticas construtivas, habitue-se, pois vivemos em democracia e podemos expressar opiniões e dar a conhecer factos, sem que haja intenção de vingança, mas apenas justiça!
E se por acaso alguém pensa que eu tenho medo, desengane-se, já provei que sou capaz de me defender de vinganças e não tenho telhados de vidro...

Desculpem o texto talvez desconexo, mas a alegria é por demais evidente!!

Nota: para quem quiser rever o assunto, os conteúdos estão no início do blog, aquando da sua "inauguração" (assim percebem melhor...):


David e Golias: http://www.aciprensa.com/Banco/images/david.jpg

domingo, 19 de outubro de 2008

O Centro de Negócios de Ansião e o desenvolvimento regional


Inaugurado à poucos dias pelo Presidente da República, o Centro de Negócios de Ansião é agora uma realidade, por isso mesmo não posso deixar de escrever umas breves linhas sobre a importância do mesmo para e economia da região e o seu significado para as Terras de Sicó.
Ainda me lembro de quando o IC8 estava a ser construído, foram meses de obras que eram muito esperadas pela população, esta via de comunicação era algo necessário e ao longo dos anos mostrou-se como estruturante para os concelhos que eram servidos pela mesma. Obviamente falo mais de Ansião porque vivo à beira do IC8, acompanho há mais de 20 anos a sua evolução e percepciono os seus impactos a vários níveis. No que concerne ao domínio económico noto que foi uma via de comunicação que transformou não só Ansião, bem como todos os concelhos por onde passa, uns mais do que outros.
Ansião beneficiou mais do que outros, tendo algumas empresas estabelecido a sua actividade na zona indústrial do camporês (uma das duas zonas indústriais do concelho). O camporês situa-se numa área estratégica, por isso o seu sucesso enquanto zona indústrial, tendo começado com fábricas como a SNSV, expandido-se depois de forma bastante expressiva.
O "culminar" desta expansão é a criação do Centro de Negócios de Ansião, que apenas peca por tardio, não é preciso ser-se uma mente brilhante para saber que mais tarde ou mais cedo seria importante apostar num espaço estruturante como este, não só para Ansião, mas também para toda a região!
No entanto é de salutar a aposta neste espaço como uma infraestrutura fundamental em termos económicos para toda a região, sendo um pólo que se pode revelar muito frutuoso para todos.

in: http://www.presidencia.pt/?idc=10&idi=21145

Apesar de tudo o que já referi ser algo de bom, refiro agora alguns aspectos que me parecem fundamentais para o futuro e que pretendem acima de tudo alertar para alguns factos que podem impedir que o aproveitamento desta infraestrutura se revele em todo o seu potencial:
- A lógica política destes investimentos pode revelar-se como um entrave ao bom funcionamento dos mesmos. De uma forma pomposa é referido que este investimento é de nível regional, mas quase todos sabemos que estes mesmos investimentos são utilizados como "arma" de arremeço político entre autarcas da região. Em vez de a lógica ser de favorecimento intermunicipal (Terras de Sicó, por ex.) é a lógica das capelinhas, Muitas vezes observamos que os autarcas salientam a lógica do "funcionamento em rede" na região das Terras de Sicó, com todos os seus benefícios, mas depois na prática vemos que cada um defende apenas a "sua capelinha", ou seja, defendem apenas os seus interesses. Isto numa região com características homogéneas.....
Não se pode ter uma estratégia diferente para cada um dos municípios das Terras de Sicó, as características são iguais, mesmo que cada um tenha as suas particularidades!
Idealmente o Centro de Negócios deveria funcionar numa lógica de funcionamento intermunicipal, promovendo e favorecendo "toda" a economia da região. O meu receio é que isto não aconteça, mas o tempo o dirá...
Após a inauguração deste espaço, ocorreu o Biz camp, destinado a jovens desempregados do concelho de Ansião, e consistiu na avaliação do seu perfil de empreendedor. Este é o primeiro exemplo do que refiro, porque não organizar um evento do género para jovens da região? Em vez de avaliar apenas o seu perfil porque não avaliar ideias que alguns já têm?
Outro aspecto deriva de algo que merece atenção, hoje em dia as ditas "zonas indústriais" já estão "fora de moda", ou seja constata-se a sua transformação (em alguns casos) para áreas de serviços, acabando com algumas indústrias pesadas. Não podemos querer só e apenas indústrias poluidoras pelo facto de promoverem o emprego, será que não há outras que além de pouco poluidoras criem postos de trabalho?
E os clusters de novas tecnologias, será que não são importantes? A inovação aproveitando por exemplo algumas escolas tecnológicas é cada vez mais estratégica para a economia, há poucos anos apostava-se apenas em quadros superiores e "ignorava-se" os quadros médios, hoje em dia há falta de quadros médios e os quadros superiores estão muitos deles a ser formados para o desemprego. Tudo isto é dificultado pela (i)lógica da falta de empreendorismo do povo português...
A semana passada desloquei-me ao Centro de Negócios de Ansião, para uma formação que não pude continuar, e fiz uma pequena experiência, fui de bicicleta e não tinha sequer um local próprio para "estacionar" o velocípede, além disso não vi nenhum ecoponto neste belo espaço que é o Centro de Negócios de Ansião. É nestes pequenos pormenores que se vê a diferença...
Brevemente voltarei a falar neste assunto, por agora ficam estas breves linhas que pretendem acima de tudo alertar e chamar à atenção certos pormenores que fazem toda a diferença para o potenciar do sucesso desta infraestrutura!

terça-feira, 14 de outubro de 2008

CSI Alvaiázere

Todos conhecem ou pelo menos já ouviram falar desta série, bem como do lendário Sherlock Holmes. O que têm a ver com Alvaiázere, perguntam vocês?
Bem, nada de nada, mas após o caso que a seguir vos relato, seria bom que alguém investigasse o caso de forma a apurar responsabilidades, já que uma pessoa inocente faleceu horas depois de algo de muito grave se ter passado.
Num país onde a democracia já tem três décadas, acontecem ainda casos lamentáveis, agravados pelo facto de quem faz o mal não ser devidamente responsabilizado. O caso que agora denuncio na praça pública passou-se há semanas atrás em Alvaiázere:
Certa e determinada pessoa foi a casa de um senhor de idade ver se o mesmo estaria interessado em vender a sua casa, o motivo era simples, esta mesma pessoa queria comprar para posteriormente a demolir. Aqui começa o problema, a justificação seria a que era imperativo alargar uma estrada (mesmo que sem justificação plausível), e para isso a casa teria de ir abaixo.
Acontece que este mesmo senhor não queria vender a casa e fez questão em sublinhar o facto, mas a certa de determinada pessoa hostilizou fortemente este senhor de idade, o qual estava "só e apenas" a defender o seu lar, sentindo que algo tão sagrado como o seu lar estaria em perigo sem que justificação houvesse. Com tamanha resistência do senhor de idade, a certa e determinada pessoa foi-se embora.... Horas depois este senhor de idade faleceu devido a problemas do coração! A filha deste senhor já me tinha avisado que andavam a hostilizar o pai, mas nunca pensei que isto fosse possível nos dias de hoje...
Agora resta saber quem foi a "certa e determinada pessoa" e responsabilizar a mesma, já que ninguém num país de direito pode fazer o que esta certa e determinada pessoa fez, os meios semi-rurais, como Alvaiázere, não são local para gente snob. Senhores como este que faleceu, sujaram as mãos e trabalharam de sol a sol para outros poderem hoje andar todos engravatados, parecendo que são gente...

domingo, 12 de outubro de 2008

Denunciar justifica-se cada vez mais!

Após alguns anos de experiência a denunciar o que de mal se faz por esta região, continuo a sentir que há pessoas que não sabem como chegar a quem de direito. Digo isto porque ainda há bem pouco tempo me vieram questionar sobre o facto de quererem denunciar um caso ilegal (em termos ambientais) e não saberem como proceder. Justifica-se então um link extremamente útil, no que me toca, sei que é útil, já que através de denúncias através desta entidade já consegui que algumas destas denúncias resultassem em alguns milhares de euros de multas:
A SEPNA é uma brigada da GNR com formação especializada no domínio ambiental, daí a sua importância, aqueles agentes têm a formação mínima necessária para fiscalizar muito do que de mal se faz por esta região, estando sediados em Pombal.
A maioria das vezes conseguem-se bons resultados através de denúncias à SEPNA, por isso... denunciem situações graves que vejam, é simples e ninguém estranho vai saber que são vocês!


Outra solução é fazer uma denúncia através da CCDR-Centro (http://www.ccdrc.pt/), a qual tem um espaço próprio para denúncias.
Os vossos filhos agradecem e alguns autarcas estremecem....

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Mostrar as riquezas da região de Sicó ao mundo!

Bem, por esta hora já devem estar a estranhar o facto de eu não dar novidades à coisa de uns 7 ou 8 dias, o que tendo em conta eu colocar em média 2 posts por semana é algo de "estranho"!
Acontece que tenho estado ausente de Portugal, a esta hora estou num hotel em Zagreb, na Croácia a pernoitar (que cidade fantástica!), amanhã estou de volta a casa.
Participei num congresso internacional (na foto abaixo), na ilha de Rab, onde apresentei alguns factos do meu trabalho sobre uma área que compreende parte de Ansião e parte de Alvaiázere, mostrando as riquezas naturais ali presentes, avaliando as mesmas e mostrando o caminho por onde se deve seguir em termos de desenvolvimento sustentável, conjugando as necessárias actividades antrópicas com a preservação do ambiente, algo que é possível mas só mesmo sem estes políticos incompetentes e que têm travado o desenvolvimento da região.

Nos últimos dois anos já fui às minhas custas (carteira...) a congressos europeus e internacionais, apresentar o que de bom temos numa área específica das "Terras de Sicó", mostrando o caminho que deveríamos seguir neste domínio. Os percursos pedestres que elaborei na área (uma das muitas aplicações do meu trabalho) suscitaram interesse!!
Apesar deste facto os políticos (genericamente!) continuam a ignorar um vasto património presente neste território, algumas vezes tentando arredar do caminho quem lhes dá cartas em termos profissionais e morais, especialmente aprendizes de político...

Política à parte, o balanço de mais uma deslocação cá fora é muito positivo, apresentei o que investiguei nos últimos dois anos, mostrei a região a 24 países e a muitos especialistas, em particular a um dos mais brilhantes especialistas mundiais na geoconservação, Murray Gray. Este especialista publicou um livro à três anos sobre a temática da geoconservação, não o conhecia até antes de ontem aquando da minha apresentação oral, na qual suscitou uma questão sobre a minha área, fiquei muito orgulhoso porque não é todos os dias que um dos cientistas de top na área que mais gosto me questiona (de forma positiva!) sobre a minha investigação em plena "Terras de Sicó", afinal eu sou insignificante à frente dele! É bom termos a oportunidade de aprender com os melhores, infelizmente é pena não ter em termos efectivos a oportunidade de aplicar o resultado da minha investigação (por agora....). Sinceramente até fico contente não ser reconhecido pelas entidades políticas na região onde sempre vivi, afinal ser reconhecido por incompetentes (genericamente falando) não é algo que me agrade de todo, prefiro sim ser reconhecido por entidades idóneas que avaliam o nosso trabalho sem que interesses pessoais estejam por detrás...

A ilha onde o congresso se realizou é uma área cársica (calcários) é muito bonita e recebe por ano cerca de 1000000 de visitantes, curiosamente não tem indústrias pesadas, mostrando que é possível trazer desenvolvimento a uma região sem actividades poluidoras (de forma insustentável..). A "Terras de Sicó" tem também muitas potencialidades e património, infelizmente os nossos políticos apenas trazem destruição a muito do património natural, cultural etc da região, os seus interesses regem-se pelos interesses pessoais (genericamente falando...) e moldam as coisas à sua visão pessoal, muitas vezes errada, sobre o que deve ser o futuro da região.

Hoje foi um dia engraçado, houve uma saída de campo pós congresso (e duas pré-congresso) e visitámos um... fjord (sim parece que é mesmo um fjord!) onde estava afundado um navio alemão da segunda guerra mundial, via-se bem porque estava perto da margem e a água era límpida.
Deixo-vos com uma foto de um parque natural que visitámos no segundo dia.


Fica então a notícia e uma garantia, ninguém me vai parar, vou continuar o meu trabalho em prol da região e de algumas das suas riquezas inigualáveis! Daqui a mais uns meses terão novidades acerca disto no que concerne a como materializar todo este trabalho....

Uma das coisas mais bonitas em termos o privilégio de viajar é aprendermos com os outros países e culturas e podermos ser melhores pessoas e melhores profissionais, com isso ganhamos nós, o nosso trabalho e aqueles para quem trabalho, vós!

sábado, 27 de setembro de 2008

Turismo nas "Terras de Sicó"


Aproveitando o dia mundial do turismo que se celebra hoje, dia 27 de Setembro, cumpro uma promessa que fiz no início deste blog, a de convidar especialistas em áreas diferenciadas a falar sobre o seu conhecimento profissional sobre as "Terras de Sicó". Os critérios fundamentais que utilizo para determinar quem convido são simples, tem de ser alguém competente, imparcial e livre de passados obscuros no que concerne a coisas como corrupção. Confesso que é difícil encontrar alguém nesta posição, mas é possível!

Antes de vos deixar com o texto da autoria do meu convidado, apresento-vos o mesmo, sabendo que o conheci no contexto profissional e que reconheci nessa altura o talento na área que domina, o turismo. Tem algumas características com as quais me identifico, não se deixa corromper, não liga a prefixos que apenas pretendem fazer das pessoas maiores do que elas efectivamente são e tem também uma grande paixão por esta região. O seu nome é Sérgio Ferreira, formado em turismo e já com experiência no ramo em que se formou.

O texto que agora vos deixo é da sua autoria, não fiz qualquer tipo de alteração porque além de não ter legitimidade para isso, considero que é simplesmente fantástico, em breves linhas consegue dizer o que autarcas da região demoram anos a pensar. Demonstra um conhecimento profundo da realidade nesta região e mostra o porquê de a meu ver ser um dos jovens talentos da região neste domínio:


«Turismo Sustentável

É sempre com prazer que falo sobre turismo, e espero estar a altura com esta contribuição para o enriquecimento deste blog.
O ecoturismo representa uma das modalidades de turismo de maior interesse na sociedade contemporânea, envolvendo o contacto do ser humano com a natureza preservada e contribuindo à conservação do meio ambiente no local visitado.
A Organização Mundial do Turismo (site em inglês) define o Turismo sustentável como “aquele ecologicamente suportável em longo prazo, economicamente viável, assim como ética e socialmente equitativo para as comunidades locais”.
O turismo sustentável e o ecoturismo constituem-se como um dos grandes desafios deste Século e, provavelmente, a grande oportunidade de Portugal.
Desde há alguns anos que se vem a discutir a importância que o turismo tem no panorama nacional. Muitos analistas chegam mesmo a avançar que o futuro do país passa pela aposta no turismo. A nossa vocação turística resulta de várias condições excepcionais, entre elas, as condições climáticas, mas também das características culturais e paisagísticas. No cenário das Terras de Sicó uma vez que não dispomos da dupla “sol e praia” teremos de ser capazes de atrair turistas e visitantes que procurem novas experiências, novos destinos, enriquecimento cultural e gastronómico. Actualmente o sector do turismo tende a fugir dos lugares comuns, da massificação, dos conceitos repetitivos, procurando como alternativas cada vez mais a diferenciação e a qualidade, fruto do desenvolvimento dos transportes e das tecnologias de informação. Este novo paradigma pode ser a grande oportunidade da região para se desenvolver e qualificar para um turismo mais expressivo, já que dispomos de excelentes recursos naturais, de boas estruturas rodoviárias. Não podemos continuar a desculparmo-nos por sermos uma região isolada e sem acessos, é tempo de apostar forte. No entanto, só se conseguirá um bom resultado se se investir na qualificação dos recursos humanos, numa promoção clara, objectiva e responsável, na requalificação das nossas aldeias, é preciso apostar forte nestes factores chave. Contudo a aposta no turismo pode falhar se não houver esta aposta na diferenciação e num investimento responsável, possível com a mudança de prioridades dos empresários. É necessário captar o investimento privado e esta visão deverá ser compartilhada pelos actores locais. A formação e qualificação deverão ser o aspecto mais importante para se encontrar um modelo de diferenciação e qualificação assente numa autêntica visão estratégica. Enfrentamos pois o desafio de desenvolver um turismo sustentável, que pressupõe uma diversificação da oferta e do aumento substancial da qualidade do serviço. Teremos de ser capazes de encontrar a excelência do serviço para que consigamos surpreender quem nos visita. É com esta dinâmica que podemos colocar a região em lugar de destaque no panorama nacional, e aproveitar os últimos dados do trade turístico que evidenciam um crescimento turístico da zona centro do país.
Aproximam-se a passos largos novas campanhas autárquicas, espero que os candidatos falem do cluster turismo com cabeça, tronco e membros e não o utilizem como receita para todos os males conceptualizando-o reconceptualizando-o, fazendo dele uma receita para todos os males, não sabendo na maioria das vezes do que falam. O Turismo é uma economia de arrasto que pode e deve potenciar o desenvolvimento regional mas deve ser planeado e estruturado conscientemente.»

Autor: Sérgio Ferreira

Para terminar refiro apenas algo que vos poderá interessar, já que infelizmente a política em Portugal é vergonhosa. A determinada altura o Sérgio trabalhou numa entidade pública, mas certa pessoa lobbista que trabalhava nesta mesma entidade pública, quando soube que o Sérgio era de outro partido, ostracisou-o por isso e colocou-o num canto durante 9 meses sem que lhe dessem nada para fazer. Perdeu a entidade pública e perdeu o povo do município onde o Sérgio trabalhou, porquê? Simples, porque há muitas pessoas que se servem dos organismos públicos, desonrando o país e servindo-se destas mesmas entidades para fazer o que bem entendem, servindo não o povo mas sim os seus interesses privados. Desta forma impedem quem tem talento como o Sérgio trabalhe em prol da sociedade!
Brevemente voltarei a este tema do turismo para partilhar algo que a todos nos interessa, as implicações das alterações globais no nosso futuro enquanto destino turístico, há dois anos fim um trabalho na área e fiquei a saber coisas bem interessantes!