quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

"Monumentos" urbanísticos da região de Sicó


Numa região com vastas potencialidades em vários domínios, por vezes deparamo-nos com coisas inacreditáveis pela negativa. Desta vez vou destacar algo que muitos de nós já viram, mas que infelizmente ninguém faz por resolver, torna-se então importante denunciar casos, no domínio do urbanismo, que muitas vezes são chamados como "mamarrachos" e que teimam em continuar a ferir a vista em vez de serem demolidos. Concerteza se alguns destes belos "monumentos" se localizassem perto da casa de alguém "importante", concerteza que já estariam demolidos....
Pessoalmente é algo com que não me conformo, termos um património arquitectónico riquíssimo e pouco ou nada é feito para o valorizar, ao invés deixa-se construir casas com uma arquitectura que nada tem a ver muitas vezes com a envolvência e que muitas vezes leva a que antigas casas de pedra, bem bonitas, tenham de ir abaixo para fazer outras que muito deixam a desejar em termos paisagísticos. Outras vezes acontece o que vocês vêm na imagem, deixa-se andar anos e anos...
Este belo "monumento" fica no concelho de Ansião, logo a seguir à Lagarteira, espero que alguém veja isto e reconheça a vergonha que é ter um mamarracho destes a estorvar a vista, pois brevemente irei de novo chamar à atenção num concelho qualquer da região de Sicó. Se entretanto alguém me quiser informar de mais casos destes, estarei disponível para analisar a situação, pois não é com urbanismo de meia leca que fazemos a região avançar....


Será que é mesmo isto que queremos ver na nossa terra?

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Adensam-se as graves suspeitas na serra de Alvaiázere....

As suspeitas começaram muito antes da fase de avaliação pública do parque eólico de Alvaiázere, reforçaram-se na fase de avaliação pública (Julho de 2008) e confirmaram-se na fase de pós-avaliação do respectivo projecto (Fevereiro de 2009).
É certo e sabido o valor internacional da Serra de Alvaiázere (apesar de uma elitezinha intelectual tentar esconder isto...), quer no que concerne ao seu património natural, quer no que toca à existência do maior castro (povoamento) da península ibérica da Idade do Bronze. É certo e sabido que aquela área, em especial, necessita de uma criteriosa atenção, mas que infelizmente tem sido apenas ignorada pelas entidades locais, regionais e nacionais.
Num país democrático, o projecto que surgiu para a construção de um parque eólico neste serra, seria logo à partida chumbado, curiosamente ainda não foi (embora já tenha sofrido alguns revés que irritaram uma pessoa em especial...). Não sou só eu que detectei factos curiosos e gravosos no processo associado a este eventual parque eólico, portanto, como um pesudo político refere eu e muitos outros não somos entraves ao desenvolvimento, somos sim actores locais de desenvolvimento que têm legitimidade para participar nas decisões que afectam, para bem ou para mal, este território (Sicó). Pessoalmente eu gosto de me intitular anticorrupto, pois geógrafo já todos sabem que sou...
Continuando, vários pareceres negativos representativos de centenas de pessoas da região foram entregues na entidade própria, onde aliás descrevemos com precisão o sucedido e expomos as suspeitas que temos sobre o que, de facto, se passa de estranho neste processo, quer no que se refere a factos concretos quer no que se refere a pessoas possivelmente envolvidas num caso que pode envolver, entre outros, alguém ligado à política da alta esfera. Basicamente a coisa está montada para aprovar o projecto sem que para isso haja legitimidade legal e moral, pois o que está em questão é apenas interesse financeiro!
Há alguns ditos inteligentes, que ficam muito ofendidos com estas suspeitas, não sabem sequer o que significa a liberdade de expressão legalmente instituída nesta democracia com mais de 30 anos (pautando-se por valores legais e morais, pois há quem confunda liberdade com libertinagem...), mas felizmente que, apesar de tudo o que de mal se faz neste país, ainda podemos denunciar o que de mal se passa por aqui. O seu problema é que lhes interessa o bem pessoal, pois o bem público está depois, estão onde estão pelo interesse e quem se lhes mete à frente pode ter sérios problemas e ser alvo de ameaças cobardes e ainda por cima supostamente não identificadas.
Não me vou alongar muito nesta questão, pois não quero estragar a surpresa a umas pessoas em especial, mas fico à disposição da comunicação social para qualquer tipo de esclarecimento, pois este tema é demasiadamente interessante para ficar em branco....
Como é que podem sequer pensar em construir um parque eólico numa serra que é protegida por legislação nacional e internacional, com valores insubstituíveis? Ainda por cima há alternativas sem impacto algum, mas como não favorece determinadas pessoas nem sequer se equacionou isso, será coicidência? Não nos parece, de todo...
Brevemente voltarei a este assunto, pois para já quero apenas adoçar a coisa, daqui a pouco tempo este assunto vai surgir de um modo.... abrangente.
Sei que vão haver duas ou três pessoas que vão tentar abafar a coisa, mas felizmente hoje em dia na sociedade global basta um blog para fazer toda a diferença em vários assuntos. Como já muitos sabem, quando eu digo que ali há gato, é porque há mesmo, eu não faço as coisas por menos, pois está o nosso património em jogo, literalmente!

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Alguém "me" arranja um terreno para plantar árvores?

Sirvo apenas de intermediário nesta questão, mas é com todo o prazer que o faço. Esta mensagem serve para vos pedir uma coisa muito simples, se sabem de alguém que tenha um terreno e que esteja disponível para deixar plantar até 50 (eventualmente 100) árvores nesse mesmo terreno, podendo ser carvalho cerquinho ou nogueiras por exemplo. Trata-se de uma associação de Ansião que, ao abrigo de uma actividade que já realiza há 3 anos, pretende dar o exemplo plantando árvores no concelho de Ansião. Caso não se arranje em Ansião, penso que noutros concelhos circundantes não será problema, o importante é que alguem arranje um terreno.
O compromisso é simples, a pessoa arranja o terreno e numa data pré-estabelecida (a um Sábado) elementos desta associação deslocar-se-ão ao respectivo terreno para proceder à plantação das árvores, responsabilizando-se a mesma pelo acompanhamento do crescimento das árvores.
Perguntem a todos os que vocês conhecem e caso conheçam alguém com disponibilidade para isto, entrem em contacto comigo através deste blog (para aqueles que não me conhecerem pessoalmente), eu tratarei do resto!
Pensar global agir local.
Adenda a este post (a 17 de Fevereiro):
Após várias questões sobre este post, nomeadamente sobre quem é a associação que promove esta actividade e que necessita de um ou vários terrenos para plantar árvores, fica a informação que quem promove a actividade são os Bombeiros Voluntários de Ansião, através da sua Academia de Infantes (crianças dos 11 aos 15 anos). Fica assim esclarecida a questão e reiterada a importância de alguém arranjar um ou vários terrenos suficientes em dimensão para plantar uma ou duas centenas de árvores (carvalho cerquinho por exemplo...).
Este blog serve acima de tudo para servir como veículo de informação que possa permitir passar esta mensagem muito importante, o facto de estes jovens bombeiros precisarem de um, ou vários, terrenos para plantar a tão necessária árvore!
Passem a mensagem sff, pois é muito importante não só para os miúdos, bem como para o todos nós, o ambiente agradece!!

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Mudar as mentalidades, para melhor!


Uma das razões fundamentais para a criação deste blog, foi precisamente a mudança de mentalidades, para melhor, no domínio ambiental. Deixo-vos desta vez com uma imagem que resume muito do que digo, o facto de nós desprezarmos a nossa casa, o planeta Terra!
Esta imagem foi captada por mim em 2006 na cidade suiça de Geneve, era uma exposição pública ao ar livre de painéis feitos por crianças, sobre o seu olhar sobre o mundo. Esta, em especial, captou-me a atenção e ficou-me na memória, como é que uma criança consegue fazer algo de tão brilhante, algo que muitas das auto-intituladas pessoas inteligentes não conseguem interiorizar? Pois é, a inteligência só serve para alguma coisa se houver sabedoria para a utilizar!
Observem bem esta imagem e interiorizem que infelizmente é mesmo isto que andamos a fazer à nossa casinha, o planeta Terra. Resta mudar as coisas para que possamos por cá continuar por muitos anos, pois a Terra continuará por mais mal que lhe façamos...

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Um mea culpa de mim para Penela

Na notícia que que publiquei neste blog a 13 de Janeiro, onde referi um caso ambiental grave em Penela, (http://azinheiragate.blogspot.com/2009/01/um-caso-inaceitvel-em-penela.html), cometi um pequeno erro derivado da análise cartográfica relativa aos limites de concelho entre Ansião e Penela. Quem trabalha com sig´s (Sistemas de Informação Geográfica) sabe bem que por vezes cometemos erros e quando os cometemos resta-nos corrigir o erro, mesmo que sem intenção, pois errar é humano. Quando refiro o local dos factos, referindo-me a Penela, estava a induzir-vos em erro, pois efectivamente é em Ansião (a 300m do limite do concelho de Penela). Fica aqui o pedido de desculpas público pelo sucedido, infelizmente por vezes também erro, mas quando acontece publico o respectivo pedido de desculpas.

No entanto, queria apenas fazer um comentário acerca deste mesmo caso, o qual foi publicado na última edição do Notícias do Centro e que mereceu direito de resposta, na edição nº 87 por parte do município de Penela:

- É óbvio e justo que eu seja chamado à atenção sobre este erro de interpretação cartográfica, não percebendo eu, no entanto, que esta mesma chamada de atenção seja feita de uma forma hostil e exagerada por parte daquele município, não tendo o mesmo entrado em contacto comigo, pois a publicação do texto no Notícias do Centro não se deve a mim (concordando no entanto que todo e qualquer assunto do meu blog seja publicado em qualquer órgão de comunicação social).

- O conhecimento dos limites geográficos do concelho devem ser conhecidos não só por mim, mas também pelo próprio município de Penela, pois o mesmo já cometeu o mesmo erro de interpretação cartográfica aquando da construção do parque eólico de Penela, mesmo tendo em conta que os limites da CAOP são diferentes dos limites presentes na Carta Militar.

- Um eventual manifesto dano para o Município de Penela não existe, pois o meu blog é aberto a todos e não houve, até agora, nenhum habitante de Penela que me tenha chamado à atenção. Chamar a atenção para um erro é justo, mas referir que há manifesto dano para o Município de Penela, para as suas populações e para os respectivos orgãos que o dirigem é manifestamente um abuso não compreensível da parte da autarquia local. Tenho amigos em Penela e já realizei acções de educação ambiental neste concelho, não compreendendo eu então o exacerbar desta questão.

- O meu interesse é acima de tudo divulgar casos graves em questões ambientais e divulgar também os bons exemplos, já o fiz relativamente a Penela e irei continuar a fazer, pois o que me move não são os interesses, é sim a paixão pela terra, pelos seus valores naturais e pela sua identidade cultural. Não penso o território de uma forma redutora, onde os limites administrativos são apenas entraves à correcta gestão territorial. Quando se trabalha com um volume grande de informações, por vezes complicadas, por vezes erramos, algo que é válido para mim e para a própria autarquia referida acima.

- Independentemente deste caso ocorrer em Ansião ou Penela, o importante é que as consequências sentem-se tanto em Ansião tanto em Penela, é pena que a autarquia de Penela não considere este facto, pois o aquífero é o mesmo e não se rege pelas ditas fronteiras administrativas.

-Para terminar, refiro apenas que em forma "compensatória" por este breve erro, irei oferecer à Biblioteca Municipal de Penela conteúdos ligados à temática da educação ambiental, já que infelizmente pouco se aposta neste domínio um pouco por toda a região, estando eu no entanto disponível para ajudar a colmatar esta lacuna.