27.3.26

O primeiro aniversário da minha empresa!


Foi há 1 ano que dei início a uma aventura que já estava pensada há mais de uma década e meia e que em 2009 ficou em águas de bacalhau, depois de, basicamente, me terem fechado portas e dificultado a criação de uma empresa. Acabou por ser algo de positivo, esta interferência pulhítica, pois acabei por continuar a minha formação académica e trilhar o caminho que em Março de 2025 teve o seu início formal, com o início de actividade da Montante Geoconsultoria. Acabou por ser algo de natural para mim, daí não ter falado muito do facto até agora.
Tem sido uma aventura gratificante, embora muito difícil. Quem nunca teve uma empresa não imagina o que é e o que vos possam dizer nunca será compreendido senão estiverem nesta situação. Estranhamente tenho visto situações algo bizarras, como aquelas em que me aplaudiam por defender o património natural e, depois, quando decidi que era no património natural que me queria dedicar a fundo a nível profissional, já me criticavam. Aí já era um vendido... Gente com palas ideológicas que é tão ingénua que confunde um orçamento de um projecto com os honorários ganhos com o mesmo. Gente que não sabe o que é o mérito e tem o que tem graças ao cartão partidário...
Para quem quiser ser empreendedor, se o querem fazer pelo dinheiro tenho más novidades, a de que vão ter uma desilusão. Nunca após a licenciatura ganhei tão mal e de forma tão irregular. Vale pela sensação de conquista e de prazer que vamos tendo com as vitórias que vamos conseguindo trilhando o nosso caminho pelas nossas mãos. Neste último ano tive vitórias que ficam para o resto da vida. Fiz a inventariação do património geológico da minha terra, descobrindo muito património natural, onde se destacam as pegadas de dinossauro, algo de mágico!. Foi, diria, que o projecto da minha vida até agora, não em termos de CV, pois já tive outros muito valiosos em termos de CV, mas em termos de dedicação, dificuldade e amor pelo trabalho. Ansião é ainda mais mágico do que conhecia e agora sim, 1703 km depois, a pé, conheço Ansião como mais ninguém!
Um cromo que há uns anos afirmava que se eu não conseguia oportunidades era porque o problema era eu (o mesmo cromo que sempre viveu apenas de tachos políticos e alegados favores via cartão partidário...), agora anda calado, pois não tem argumentos (nunca os teve, pois é um mero ressabiado já dos tempos em que éramos bombeiros voluntários e ele me fazia aquilo que agora dá pelo nome de bullying.). Ele apenas vai apontando as minhas conquistas profissionais em prol de causas como o património natural e cultural enquanto dá aulas, sem ser factualmente professor numa escola profissional tomada pelo cartão partidário. Mérito é um conceito estranho para ele, que até gosta de jogar com palavras.
Houve quem apostasse em mim e eu apresentei trabalho. Mas não só... Criei o Festival Estratos, o qual teve a sua primeira edição e teve uma sucesso acima do que esperava, já que o conceito nesta primeira edição era em primeiro lugar trazer a música, ciência e arte a uma pedreira onde tinha um projecto de recuperação da mesma. A intenção era mostrar ao público o potencial a nível cultural (não falei na altura das outras partes do projecto, pois era muitifacetado). O festival ficou para a história, dado o sucesso do evento e o marketing territorial associado ao mesmo. Infelizmente o projecto de recuperação da pedreira ficou sem efeito, sendo algo que lamento, pois iria ser algo de destaque internacional com a ajuda de uma equipa multidisciplinar, com muitos craques nacionais e um internacional. Mas o Festival Estratos terá a sua segunda edição na região de Sicó, talvez só no próximo ano, já que a Kristin alterou muito para este ano...
Outro projecto que finalizei, mas que está fechado a sete chaves, já que se trata de um produto que deu muito trabalho, é a inventariação do património cultural de Ansião, onde foquei muito deste património, destacando-se as minhas amadas eiras. Ansião poderá ser eventualmente o município com mais eiras em Portugal, sabiam?. Deste projecto não vou obviamente falar muito, embora esteja prevista uma breve apresentação nas próximas semanas, via associativismo, e um projecto de trabalho que visa trabalhar toda esta informação com outros colegas de outras áreas de investigação. Há tanto para trabalhar...
Já trabalhei noutros trabalhos de pequena monta, relacionados com educação ambiental, e actualmente estou a trabalhar noutro projecto, daqueles que é uma vez na vida. Mas disso não posso falar agora, pois é informação reservada.
Tenho tentado angariar mais projectos, mas tenho a perfeita noção que a Kristin será uma barreira intransponível nos próximos meses e que impedirá projectos nos próximos meses.
Durante todo este tempo tentei deixar ao máximo dinheiro na economia da região, nomeadamente Ansião. Sim, porque não basta dizer sem ser consequente, há que ajudar a economia local das mais variadas formas. Durante o projecto de Ansião, foram largas centenas de euros que deixei no comércio local e que de outra forma não deixaria, pois não estaria por Ansião.
Algo que sempre gostei revelou-se como um trunfo, ou seja falar com as pessoas, já que há muito património ainda por descobrir e muita gente excepcional para conversar. Já tenho pistas para descobrir mais umas "coisas" de vulto, mas como nos próximos tempos não irei andar pela região de Sicó, não terei tempo para dedicar tempo à prospecção, facto que para mim é algo que me custa, estar ausente do território.
Tinha também em vista fazer alguns investimentos para dinamizar o território e voltar para Ansião, mas esses planos tiveram de ser adiados por alguns anos (espero eu, pois não se concretizarem será algo que me custará bastante). Muito embora tenha posto em pausa esses investimentos, a região de Sicó é o meu foco e pretendo continuar aquilo que me proponho com a minha empresa, fazendo o que gosto com quem quero nesta região extraordinária. E se puder começar a criar postos de trabalho melhor, pois temos muita gente jovem talentosa em áreas tão importantes e pouco valorizadas. 
Por mais estranho que possa parecer dou um conselho aos mais jovens. Se não tiverem uma boa almofada, emigrem para ganhar experiência, dinheiro e depois sim, regressem e invistam. Em Portugal a competência e o mérito não são quem mais ordena, facto. Lá fora são quem mais ordena. Poderia dizer para ficarem, numa de politicamente correcto, mas a realidade é esta, não nos valorizam a maior parte das vezes e boa parte das vezes dificultam a vida a quem quer fazer mais e melhor. 
Facto também muito estranho é saber que Ansião tem uma associação empresarial mas que a mesma não se publicita às empresas, pelo menos à minha. Mas, diga-se, não é surpresa para mim e está devidamente registado... 
O primeiro ano está passado, sem dívidas a terceiros e empréstimos, factor que, para mim, é essencial. O segundo ano a ver vamos como será. Tenho noção que os primeiros tempos são particularmente difíceis, como o primeiro ano confirmou, pois só depois de chegar a um patamar dá para começar a respirar sem muitas preocupações. Uma coisa é certa, esqueçam a lenga lenga motivacional que leem no Linkedln e afins, pois é treta de colarinho branco. A realidade dos factos é outra. Compreendo que para quem tem padrinhos, cunhas e afins, coisas que dispensam mérito e aceleram e suavizam o caminho, a coisa seja bem diferente.
A todos os que apostaram em mim e me têm dado força no último ano, o meu agradecimento!


Nota: esta última imagem é de uma formação em empreendorismo que fiz há uns anitos em Alvaiázere, município do qual nunca obtive qualquer resposta a uma proposta de projecto (o único que não respondeu dos vários municípios da região de Sicó). Isto mostra que de pouco vale dinamizar cursos de empreendorismo se depois se ignoram os empreendedores...

23.3.26

É fundamental termos disponível nas bancas a imprensa local! É inaceitável não termos!!


É algo que não compreendo mas que com este comentário quero ver se de alguma forma ajudo a que o cenário mude. Quem acompanha o azinheiragate e me acompanha nas rede sociais sabe que regularmente dou destaque à imprensa local e regional, não tanto por mim, mas sim pela importância que a imprensa local e regional tem para o desenvolvimento territorial, para a cultura e outras "coisas" mais que eu defendo e promovo a título pessoal. A imprensa local e regional é um vector fundamental nesta equação, daí nunca ser demais sublinhar o facto e pugnar pela sua manutenção.
Eis que há poucos dias me apercebi de que, em plena sede de concelho, Ansião, não havia onde pudesse comprar o Jornal de Leiria, o qual acompanho há muitos anos. Como é isto possível? Territórios como este não podem ficar desligados da imprensa local e regional, aliás nenhum outro território pode estar. Ah e tal, porque não me torno assinante? Porque gosto de ir às papelarias e afins, sendo um hábito saudável. Mas claramente que me tornarei agora assinante, pois é a única forma de me manter informado e também ajudar a imprensa regional. Todos os territórios têm de ficar bem integrados na dinâmica da imprensa local e regional, a bem da nossa região, do nosso património, da nossa cultura, do nosso associativismo e muito mais, pois temos muito para "dar e vender". 
Por isto, e por muito mais, deixo um desafio a todos os municípios da região de Sicó, o de garantirem que há sempre locais onde esteja disponível para compra a tão necessária imprensa local e regional. Além dos locais prováveis, caso de papelarias, porque não postos de turismo a disponibilizar a imprensa local e regional? Sim, porque a imprensa local também é embaixadora da nossa região. No último ano perdemos um jornal regional de referência, o Jornal Terras de Sicó, agora não há disponível alguma da imprensa regional. O que se seguirá?! Temos de pugnar por uma imprensa local e regional, de qualidade e com jornalismo de referência, sem que este esteja dependente de subsídios de autarquias, que tantas vezes usam o facto como arma para condicionar os critérios jornalísticos. O desafio está lançado, sendo que lanço outro desafio, o de consumirem a imprensa local, pois é fundamental que o façam!

 

17.3.26

É fundamental ler... e cada vez mais!

Eis mais uma "batalha" das leituras e do conhecimento. Volto à temática dos livros, revistas e leituras com mais umas entradas na minha biblioteca pessoal.

Inicio com um livro que me interessou de sobremaneira, pois debate sobre a questão que alguns iluminados acham que é uma questão, ou seja as reparações históricas. É algo que me irrita, este wokismo que acha que temos de olhar o passado longínquo com os valores de hoje e que nos devemos penitenciar sobre algo que se passou há séculos. Isto em vez de contextualizar, compreender e balizar. Por isso, e depois de confirmado que não padecia do desacordo ortográfico, foi a mais recente entrada.

Segue-se outro livro também interessante, igualmente em bom português, sobre os ódios que encantadores de burros e afins nos querem fazer engolir. Ler é o melhor remédio para combater a burrice, daí esta ser mais uma leitura obrigatória.


Já andava há umas semanas a procurar um livro que me pudesse introduzir ao mundo da IA, pois é um tema que quero compreender bem. Eis que encontrei o livro ideal escrito por um dos grandes da ciência em Portugal e não só. Os próximos anos vão ser transformadores à conta da IA, resta saber se no bom ou no mau sentido...


Não andava à procura deste livro, mas achei-o interessante, daí o ter trazido comigo. Enriquecer a nossa perspectiva sobre os mais variados temas é uma mais-valia!


Depois seguem-se três revistas que acompanho regularmente, em francês, pois é também uma forma de treinar o meu francês, já enferrujado. São três revistas que falam de temas que tanto me interessam, daí serem também um dos meus alvos quando vou à procura de revistas daquelas das boas e úteis.

Não se esqueçam, leiam e deem a ler. Comprem livros, revistas e/jornais ou aproveitem e usufruam das nossas bibliotecas municipais! E não se esqueçam que também podem trocar livros!





 

13.3.26

Vamos mapear as espécies invasoras que destroem a biodiversidade de Sicó?

No dia 7 de Março tive o privilégio de assistir a uma palestra sobre espécies invasoras, na sede da Al-Baiaz. A palestrante foi a Professora Doutora Hélia Marchante, que já conheço deste 2008, aquando um curso sobre... plantas invasoras, ocorrido na maravilhosa Mata da Margaraça. Foi lá que comecei, de facto, a abrir os olhos para esta temática. 

Uma das muitas coisas úteis que retive nesta palestra foi uma aplicação que qualquer um de nós pode e deve ter no telemóvel e possibilita mapear facilmente espécies invasoras.

O desafio que vos faço é simples, inscreverem-se nesta plataforma, descarregarem a aplicação no telemóvel e começarem a mapear as espécies invasoras que encontram na nossa região. Quem aceita o desafio? A nossa biodiversidade agradece!!



 

9.3.26

Novas datas para o 11º Curso de Iniciação à Espeleologia, Nível II



Tendo em conta o facto da tempestade Kristine ter afectado gravemente a nossa região, eis que foi reagendado o 11º Curso de Iniciação à Espeleologia, Nível II. Não percam esta oportunidade de conhecer um mundo novo e excepcionalmente belo, que faz literalmente sob os nossos pés. Fica o desafio para se inscreverem neste curso!

 

1.3.26

Quero a casa cheia!


"Plantas invasoras – uma ameaça que vem de longe! O que podemos fazer?

A região dos concelhos do Norte do Distrito de Leiria está a ficar dominada por espécies invasoras, designadamente acácias que nesta época do ano se tornam bem visíveis da nossa sede, situada na freguesia de Maçãs de Dona Maria, concelho de Alvaiázere. 

Assim, decidimos tomar a iniciativa de convidar a Prof.ª Hélia Marchante da Escola Superior Agrária de Coimbra, uma investigadora destas espécies para uma palestra. 

As plantas exóticas e invasoras são espécies oriundas de outras regiões que se adaptam e proliferam muito rapidamente no novo ambiente, competindo assim, com as espécies nativas por nutrientes, luz solar e mesmo por espaço físico. Por isso, as plantas invasoras são uma das maiores ameaças à biodiversidade global. 

Aqui fica a nossa preocupação e o nosso alerta para a grande perda de biodiversidade no nosso território.

Com esta iniciativa, pretendemos dar a conhecer as espécies invasoras em Portugal, designadamente as acácias e as implicações da sua presença nos habitats naturais da nossa região. Aproveitando para sensibilizar as autarquias e as populações para a perda de biodiversidade e a importância da preservação dos ecossistemas da região do Norte do Distrito de Leiria.


Aqui fica o convite

Esperamos por vós.


Saudações patrimoniais,


A Direcção

Élio Marques

(o presidente)"