23.3.26

É fundamental termos disponível nas bancas a imprensa local! É inaceitável não termos!!


É algo que não compreendo mas que com este comentário quero ver se de alguma forma ajudo a que o cenário mude. Quem acompanha o azinheiragate e me acompanha nas rede sociais sabe que regularmente dou destaque à imprensa local e regional, não tanto por mim, mas sim pela importância que a imprensa local e regional tem para o desenvolvimento territorial, para a cultura e outras "coisas" mais que eu defendo e promovo a título pessoal. A imprensa local e regional é um vector fundamental nesta equação, daí nunca ser demais sublinhar o facto e pugnar pela sua manutenção.
Eis que há poucos dias me apercebi de que, em plena sede de concelho, Ansião, não havia onde pudesse comprar o Jornal de Leiria, o qual acompanho há muitos anos. Como é isto possível? Territórios como este não podem ficar desligados da imprensa local e regional, aliás nenhum outro território pode estar. Ah e tal, porque não me torno assinante? Porque gosto de ir às papelarias e afins, sendo um hábito saudável. Mas claramente que me tornarei agora assinante, pois é a única forma de me manter informado e também ajudar a imprensa regional. Todos os territórios têm de ficar bem integrados na dinâmica da imprensa local e regional, a bem da nossa região, do nosso património, da nossa cultura, do nosso associativismo e muito mais, pois temos muito para "dar e vender". 
Por isto, e por muito mais, deixo um desafio a todos os municípios da região de Sicó, o de garantirem que há sempre locais onde esteja disponível para compra a tão necessária imprensa local e regional. Além dos locais prováveis, caso de papelarias, porque não postos de turismo a disponibilizar a imprensa local e regional? Sim, porque a imprensa local também é embaixadora da nossa região. No último ano perdemos um jornal regional de referência, o Jornal Terras de Sicó, agora não há disponível alguma da imprensa regional. O que se seguirá?! Temos de pugnar por uma imprensa local e regional, de qualidade e com jornalismo de referência, sem que este esteja dependente de subsídios de autarquias, que tantas vezes usam o facto como arma para condicionar os critérios jornalísticos. O desafio está lançado, sendo que lanço outro desafio, o de consumirem a imprensa local, pois é fundamental que o façam!

 

17.3.26

É fundamental ler... e cada vez mais!

Eis mais uma "batalha" das leituras e do conhecimento. Volto à temática dos livros, revistas e leituras com mais umas entradas na minha biblioteca pessoal.

Inicio com um livro que me interessou de sobremaneira, pois debate sobre a questão que alguns iluminados acham que é uma questão, ou seja as reparações históricas. É algo que me irrita, este wokismo que acha que temos de olhar o passado longínquo com os valores de hoje e que nos devemos penitenciar sobre algo que se passou há séculos. Isto em vez de contextualizar, compreender e balizar. Por isso, e depois de confirmado que não padecia do desacordo ortográfico, foi a mais recente entrada.

Segue-se outro livro também interessante, igualmente em bom português, sobre os ódios que encantadores de burros e afins nos querem fazer engolir. Ler é o melhor remédio para combater a burrice, daí esta ser mais uma leitura obrigatória.


Já andava há umas semanas a procurar um livro que me pudesse introduzir ao mundo da IA, pois é um tema que quero compreender bem. Eis que encontrei o livro ideal escrito por um dos grandes da ciência em Portugal e não só. Os próximos anos vão ser transformadores à conta da IA, resta saber se no bom ou no mau sentido...


Não andava à procura deste livro, mas achei-o interessante, daí o ter trazido comigo. Enriquecer a nossa perspectiva sobre os mais variados temas é uma mais-valia!


Depois seguem-se três revistas que acompanho regularmente, em francês, pois é também uma forma de treinar o meu francês, já enferrujado. São três revistas que falam de temas que tanto me interessam, daí serem também um dos meus alvos quando vou à procura de revistas daquelas das boas e úteis.

Não se esqueçam, leiam e deem a ler. Comprem livros, revistas e/jornais ou aproveitem e usufruam das nossas bibliotecas municipais! E não se esqueçam que também podem trocar livros!





 

13.3.26

Vamos mapear as espécies invasoras que destroem a biodiversidade de Sicó?

No dia 7 de Março tive o privilégio de assistir a uma palestra sobre espécies invasoras, na sede da Al-Baiaz. A palestrante foi a Professora Doutora Hélia Marchante, que já conheço deste 2008, aquando um curso sobre... plantas invasoras, ocorrido na maravilhosa Mata da Margaraça. Foi lá que comecei, de facto, a abrir os olhos para esta temática. 

Uma das muitas coisas úteis que retive nesta palestra foi uma aplicação que qualquer um de nós pode e deve ter no telemóvel e possibilita mapear facilmente espécies invasoras.

O desafio que vos faço é simples, inscreverem-se nesta plataforma, descarregarem a aplicação no telemóvel e começarem a mapear as espécies invasoras que encontram na nossa região. Quem aceita o desafio? A nossa biodiversidade agradece!!



 

9.3.26

Novas datas para o 11º Curso de Iniciação à Espeleologia, Nível II



Tendo em conta o facto da tempestade Kristine ter afectado gravemente a nossa região, eis que foi reagendado o 11º Curso de Iniciação à Espeleologia, Nível II. Não percam esta oportunidade de conhecer um mundo novo e excepcionalmente belo, que faz literalmente sob os nossos pés. Fica o desafio para se inscreverem neste curso!

 

1.3.26

Quero a casa cheia!


"Plantas invasoras – uma ameaça que vem de longe! O que podemos fazer?

A região dos concelhos do Norte do Distrito de Leiria está a ficar dominada por espécies invasoras, designadamente acácias que nesta época do ano se tornam bem visíveis da nossa sede, situada na freguesia de Maçãs de Dona Maria, concelho de Alvaiázere. 

Assim, decidimos tomar a iniciativa de convidar a Prof.ª Hélia Marchante da Escola Superior Agrária de Coimbra, uma investigadora destas espécies para uma palestra. 

As plantas exóticas e invasoras são espécies oriundas de outras regiões que se adaptam e proliferam muito rapidamente no novo ambiente, competindo assim, com as espécies nativas por nutrientes, luz solar e mesmo por espaço físico. Por isso, as plantas invasoras são uma das maiores ameaças à biodiversidade global. 

Aqui fica a nossa preocupação e o nosso alerta para a grande perda de biodiversidade no nosso território.

Com esta iniciativa, pretendemos dar a conhecer as espécies invasoras em Portugal, designadamente as acácias e as implicações da sua presença nos habitats naturais da nossa região. Aproveitando para sensibilizar as autarquias e as populações para a perda de biodiversidade e a importância da preservação dos ecossistemas da região do Norte do Distrito de Leiria.


Aqui fica o convite

Esperamos por vós.


Saudações patrimoniais,


A Direcção

Élio Marques

(o presidente)"


 

25.2.26

Vamos falar de movimentos de vertente?


Fonte: Pombal Jornal, Edição de 24 de Fevereiro de 2026

É algo de importante, falar também sobre movimentos de vertente, já que isso faz parte do ordenamento do território. E podia entrar também na componente da susceptibilidade e do risco neste domínio, mas isso fica para depois. É um facto a aplaudir, a imprensa local ter interesse em falar deste tema específico, o qual tem afectado a nossa região por estas semanas, onde a pluviosidade serviu como "rastilho" para tantos movimentos de vertente, uns muito impactantes, como é este o caso, ocorrido às portas da cidade de Pombal, e afectando pessoas e infraestruturas. 
Julgo que é a primeira vez que falo especificamente sobre movimentos de vertente na imprensa local e regional, mas não é um tema novo para mim, já que faz parte das minhas competências profissionais. A última vez que lidei com este tema foi quando leccionei a disciplina geomorfologia dinâmica e aplicada, componente prática, na universidade de Lisboa, mais concretamente no Instituto de Geografia e Ordenamento do Território. Já lá vão 4 anos. Belos tempos aqueles!
Quando regressar a Sicó irei visitar este local, bem como outros locais onde houve movimentos de vertente.
Agora toca a comprar o jornal em papel para lerem algures por aí, em casa ou na rua, deixando o telemóvel no bolso. Este excerto é apenas parte do artigo que fala sobre este movimento de vertente. Ler em papel faz bem e ajuda a imprensa que nos vai informando destas e outras questões importantes!