4.11.26

Mentira e iliteracia geográfica e cultural a sério!


Ainda me estou a rir, embora não tenha graça alguma perceber que um autarca falta à verdade tantas vezes. Isto depois de eu ter feito o necessário tpc para sustentar este comentário...
Hoje venho-vos falar de uma dupla polémica, um autarca que, por um lado, fez afirmações falsas (mais uma vez...) e por outro lado mostra não estar à altura de dois cargos, o de presidente da câmara e de presidente da Terras de Sicó.
Mas vamos aos factos, na última sessão extraordinária da Assembleia Municipal de Ansião, a 30 de Outubro de 2026 (https://streaming.cm-ansiao.pt/), o autarca Jorge Cancelinha, e a propósito da Marca "Ansião coração de Sicó", afirmou que a Marca "Ansião Coração de Sicó" não era uma marca nem um slogan. Afirmou, também, que a mesma Marca não estava registada, mesmo apesar de alguém na plateia lhe ter dito que estava registada, ao qual o autarca voltou a faltar à verdade dizendo que não estava. Ora, fui indagar ao INPI, onde se pesquisa precisamente as Marcas registadas em Portugal e eis que lá está a Marca Nacional "Ansião Coração de Sicó", cujo registo foi concedido em Outubro de 2018. Este autarca disse que tinha estudado a coisa, mas afinal não fez sequer o tpc e não sabe o que é afinal nem uma marca nem um slogan. "Ansião Coração de Sicó" é uma marca e um slogan. Não gosta? É irrelevante se gosta, pois o que conta é o que os ansianenses gostam. É triste mentir e manipular, usando isso para sustentar uma posição baseada no "não gosto". Resta-lhe um pedido de desculpas aos ansianenses, pelas afirmações falsas em pleno exercício de funções! Induziu em erro os ansianeses para proveito político e agora foi apanhado a mentir, portanto urge um pedido de desculpas público, já que a casa da democracia municipal é um lugar de respeito e não um lugar onde se diz o que se apetecer sem consequências.



Segue-se a outra parte, a qual na minha opinião justifica a demissão deste autarca da presidência da Terras de Sicó. Ora, este autarca não sabe o básico, ou seja que Sicó trata de uma unidade territorial, de uma paisagem cultural, de uma identidade local e regional indissociáveis. Ele acha que isto tem a ver com a Serra de Sicó, sinal de profunda iliteracia cultural, inadmissível a um presidente de uma associação de desenvolvimento local. Esta posição é insustentável tendo a presidência da Terras de Sicó!
Este autarca afirmou que, e passo a citar: "Ansião não tem nada a ver com Sicó, com o monte de Sicó". Ora, primeiro não é monte de Sicó, mas sim Serra de Sicó, tal como era suposto ele ter aprendido nas aulas de geografia. Depois, e novamente, isto nada tem a ver com a Serra de Sicó, mas sim com a unidade territorial de Sicó, ou mais objectivamente a região de Sicó ou melhor dizendo as Terras de Sicó. Curiosamente, ou não, Ansião está localizado no coração de Sicó, com o carso contínuo quer a Norte, a Sul e a Oeste. Este autarca não tem sentido crítico e nada percebe de marketing territorial e da temática geográfica. Ironicamente Ansião está profundamente ligado à Serra de Sicó, dada a componente geológica, comum a toda a região, o carso de Sicó, que é a base da biodiversidade regional e da própria cultura de toda a região de Sicó. Incrivelmente este autarca não sabe factos elementares.
Ansião não está agarrado a um elemento geográfico, Ansião está ligado a vários elementos geográficos, locais, regionais e nacionais, mas a política das capelinhas que este autarca defende, não lhe permite perceber o significado da Marca e do Slogan "Ansião Coração de Sicó". O desconhecimento de tantos elementos geográficos de Ansião por parte deste autarca é um sintoma grave que me preocupa de sobremaneira. Ansião pode e deve usar os vários elementos geográficos a que está associado a nível local, regional e nacional, é esta a lição que este autarca tem de aprender a sério. 
Já agora, "Ansião a Sério" não é um slogan nem uma marca, é sim uma falácia!
 

28.10.26

É tão bom ler!


De forma a dar vazão aos vários livros e revistas que nos últimos dias entraram na minha biblioteca pessoal, volto então novamente ao lóbi, bom, dos livros e do conhecimento. Ler é fundamental, mesmo que não se apercebam disso. Uma pessoa mais conhecedora dos mais variados assuntos, é um melhor cidadão e um cidadão capacitado para mudar o paradigma no bom sentido.
Eis então as novas entradas. Inicio com mais um notável livro de um estimado colega geógrafo e amigo, sobre o património da nossa região, desta vez focado em Soure. Tenho a sorte de ter amigos que enriquecem desta forma a nossa região, com conhecimento que divulga e valoriza o nosso território. Este livro será lido muito brevemente, isso garanto!


Seguem-se uma série de revistas em inglês e francês, as quais acompanho e vou adquirindo quando têm temas do meu interesse, o qual é vasto e multidisciplinar. Ler é fundamental e se for em várias línguas, melhor. Inglês é muito fácil para mim há muitos anos. Francês começa a ser mais fácil, após começar a tirar a ferrugem ao francês. Outras podem surgir, seja em espanhol ou em italiano, basta encontrar algo de interesse e vem logo comigo.
Agora um desafio para que, não lê muito ou nem sequer tem o hábito saudável de ler. Vão às nossas bibliotecas municipais e peguem num livro que seja do vosso interesse. Sei que nalgumas áreas a oferta é reduzida nas nossas bibliotecas, contudo há muito por onde pegar e nem pagam por isso!




 

23.10.26

Queimar plásticos no Rabaçal?! Ponham-se a jeito e depois queixem-se...

Foi há umas semanas que, ao passar ali, na estrada do Rabaçal, em frente ao lagar que ali existe, que fiquei curioso, pois, apesar de ser de noite, via alguém a queimar coisas precisamente no sítio que a primeira fotografia mostra. Na altura fiquei com a impressão de que estavam a queimar, entre outros, plásticos, contudo como era de noite não dava para tirar fotografias.

Já depois disso, voltei ali a passar e desta vez estava um monte de paletas velhas e, plásticos (entre eles um bidon que mal se vê na imagem, dada a fraca definição), amontoado, tudo fazendo parecer que é para queimar. Ora, é proibido queimar plásticos, daí ter feito este registo fotográfico. De agora em diante irei indagar se andam mesmo ali a queimar, pois caso assim o seja irei providenciar o merecido prémio para quem, alegadamente, faz esta burrice chapada. O terreno sabe-se de quem é e quem, alegadamente, queima os plásticos também, portanto se se quiserem pôr a jeito estejam à vontade...



 

19.10.26

São 11, senhores e senhoras!


Regresso para mais uma série de entradas na minha biblioteca pessoal. Inicio com um livro de alguém que conheço e que, aqui, escreve com um pseudónimo genial. Ainda não li, mas na observação prévia deu para perceber que vai ser uma leitura muito engraçada...
Prossigo com um livro que encontrei a bom preço e que fala sobre algo de importante e para o qual temos de estar bem armados, ou seja o populismo que nos anda a assolar. Uma mente bem informada e aberta bate esta gente reles que se baseia no ódio para viver.


Seguem-se 3 livros que trouxe de um genial alfarrabista do Porto, um senhor de 90 anos que  até Dezembro vai fechar a loja, já que o senhorio não o quer lá mais para, assim, poder vender a loja para uma qualquer loja de lembranças no centro da cidade. Apareçam lá antes de fechar, pois há sempre livros a descobrir e há que ajudar quem merece. 
O primeiro destes 3 foi oferta do proprietário, escolhido por ele e sabendo que eu sou geógrafo. Foi curioso ter escolhido este, já que no último mês li 3 livros ligados a IA e algoritmos e este precede-os a todos. Depois 2 livros daqueles que os geógrafos e não só apreciam. São livros antigos mas com sumo que não se perde...




Seguem-se livros variados sobre temas variados, uns de autores conhecidos, outros sobre temas ou personagens conhecidas em termos históricos. É na diversidade de conhecimento e perspectivas que aposto na minha biblioteca pessoal. 






Este último livro não custou 2 euros, mas sim apenas 1 euro. É mais uma forma de ajudar a tirar a ferrugem do meu francês, também com livros mais simples. E tem resultado, diga-se....


Sim, são muitos livros desta vez, mas brevemente mais se seguirão. Há um outro já a caminho e uma série de revistas que já aqui tenho mas que darei conta na próxima vez que voltar aos livros no azinheiragate! Leiam e deem a ler!!











 

14.10.26

Para sensibilizar, primeiro há que saber sensibilizar (parte II)


Há umas semanas abordei aqui um facto sobre a semana da sensibilização ambiental, ou seja erros básicos que são inadmissíveis, ainda mais quando os promotores são uma autarquia coadjuvada por associação florestal.
Eis que reparei em algo mais, algo que mostra o amadorismo da coisa. Dois pinheiros mansos colocados a uma distância inferior a dois metros um do outro. Daqui a uns anos toca a cortar um deles, pois como qualquer pessoa inteligente sabe, eles crescem e precisam de espaço, portanto colocar dois tão perto um do outro não é algo que seja compatível com a dita sensibilização ambiental, já para não falar do resto. Até tenho medo do que aí vem para a Mata Municipal...