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9.3.26

Novas datas para o 11º Curso de Iniciação à Espeleologia, Nível II



Tendo em conta o facto da tempestade Kristine ter afectado gravemente a nossa região, eis que foi reagendado o 11º Curso de Iniciação à Espeleologia, Nível II. Não percam esta oportunidade de conhecer um mundo novo e excepcionalmente belo, que faz literalmente sob os nossos pés. Fica o desafio para se inscreverem neste curso!

 

7.12.25

Simbiose biomurada


Simbiose biomurada foi a expressão mais curiosa que achei para vos prender a atenção sobre esta extraordinária imagem, a qual ilustra um equilíbrio que se está a perder na nossa Sicó. Sim, por mais estranho que possa parecer a tecnocratas e iletrados no domínio ambiental, é não só possível bem como desejável este belo equilíbrio entre o tradicional muro de pedra seca e o arvoredo, neste caso a bela da oliveira. Cortar uma árvore para quê se isto é tão belo de se ver?! Cortar para quê se afinal não estorva?!
Quero mais muros de pedra seca, mais muros de pedra seca recuperados e mais árvores acompanhadas dos muros de pedra seca, sejam oliveiras, carvalhos, azinheiras, loureiros e outras autóctones!
No próximo ano irei organizar formações de construção e reconstrução de muros de pedra seca, portanto vão-se preparando para começarmos a mudar o paradigma também neste domínio!

 

27.6.25

Dia 11 ou dia 12 de Julho, é só escolher. Vai ser extraordinário!


Os bilhetes são gratuitos, embora sujeitos a reserva e confirmação.  Dia 11 ou dia 12 de Julho, num lugar improvável, é só escolher um dos dias, pois vai ser em dose dupla. Um evento que vai fazer história e mostrar que Ansião e Sicó conseguem criar eventos extraordinários neste território mágico. Cultura, música e geologia, é a receita. Curioso/as? 




 



18.8.24

É sempre uma honra receber amigos do património geológico!


Fonte: A fotografia é da autoria de um dos participantes desta visita.

Era uma visita  que já estava apalavrada há uns meses e que, finalmente, se concretizou, depois de um adiamento derivado das condições meteorológicas pouco favoráveis. Falo, claro, da visita de um grupo de entusiastas do património geológico, vindos de vários pontos do país, ao Maciço de Sicó, mais concretamente à denominada Unidade Territorial de Alvaiázere, a qual envolve um sector de Ansião e de Alvaiázere. 
Pessoalmente estava com muita expectativa, pois pelo facto de os acompanhar nas redes sociais já sabia que eram aficcionados bastante conhecedores da temática do património geológico, daí sentir uma responsabilidade extra enquanto "embaixador" daquela área que tanto me diz e tanto me deu. Não foi fácil, já que a viagem até Ansião, onde se iniciou a actividade, foi longa e poucas horas dormi na noite anterior. Quem anda nestas andanças sabe que com poucas horas de sono o cenário torna-se mais difícil. Falar que questões técnicas cansado é difícil, daí ter tido de gerir o cansaço. Do/as quase 30 participantes, conhecia apenas um, portanto foi um dia para conhecer pessoal do meu tipo, ou seja aficcionado pelo património geológico e pelo património natural. Foi um dia bem preenchido, onde dei a conhecer a todo/as este/as aficcionado/as aquilo que estudei e inventariei há uns anitos, ou seja o património geomorfológico desta área, no âmbito da minha tese de mestrado. Julgo que correu bem e todo/as ficaram satisfeito/as com os locais que visitámos e pela paisagem absolutamente excepcional observada durante o trajecto. Houve vários momentos muito engraçados durante o dia, só possíveis entre pessoal fantástico com o qual vale a pena partilhar conhecimento de forma recíproca. Houve um momento após o almoço, que foi curioso, já que fomos a um café em Alvaiázere tomar... café. Ao entrar não estava nenhum cliente e num minuto eram quase 30 clientes. Percebem agora a importância que pode ter o geoturismo? 
Ao final do dia, e após regressar, estava exausto, mas imensamente feliz. Conheci um grupo de pessoas fantásticas com as quais é bom estar no campo e debater sobre património geológico!

 

20.12.23

Assim não vamos lá...


falei deste tema várias vezes ao longo dos últimos anos, já que é algo de muito importante, seja no domínio patrimonial (muros de pedra) seja a nível do impacto na paisagem rural e cultural de Sicó. Infelizmente, e mesmo tendo em conta as frequentes palavras vãs dos autarcas da região neste domínio, o certo é que não vejo medidas para resolver o que, no meu entender, é um grave problema. Não basta dizer que se vai proteger os muros de pedra, há que fazer que isso aconteça e que, por exemplo, a aberração que se vê na imagem não ocorra. Há várias formas de resolver o problema, mas se não nos mexermos é natural que não se saia do mesmo lugar.
Confesso que isto de apontar problemas que não são resolvidos é cansativo passados tantos anos a bater na mesma tecla enquanto activista do património de Sicó, tal como é frustrante não conseguir mudar mentalidades neste domínio ou não conseguir fazer aquilo que mais gosto na minha região, Sicó. Estamos a poucos dias do final de mais um ano e as minhas aspirações de voltar à minha região começam a esfumar-se. Não basta ser competente, ter mérito e reconhecimento q.b., é preciso algo mais... Agora começo a perceber bem o que alguém me dizia há uns meses, quando eu lhe dizia que gostava mesmo de voltar à minha região para me estabelecer em termos profissionais. Disseram-me: "não sejas maluco...". Nesta altura concordo plenamente com essa pessoa. A ver vamos como vai ser 2024 e se vai implicar ir para fora, lá fora. A luta por Sicó continuará, independentemente do que aí vier, isso é garantido!

 

9.5.23

Passar um dia diferente, quem quer?


No dia 13 de Maio de 2023, às 15 horas, na sede da Associação de Defesa do Património Cultural e Natural de Soure , irá acontecer a apresentação do livro do Professor Carlos Silva - CONSTRUÇÕES RURAIS DE PEDRA SECA NO MACIÇO DE SICÓ - Um Património que Urge Proteger.
Um bom motivo para passar uma tarde diferente e conhecer uma das associações de índole ambiental da região de Sicó! E uma boa desculpa para ir a Soure, almoçar num restaurante local e desfrutar desta bela localidade.


 

9.4.23

Troféu calcário da montanha?


Quando vi este cartaz, a primeira coisa que fiz foi rir. Ri-me bastante quando li "Mountain limestone trophy". Depois mostrei a um amigo, também ele se riu. Porquê, perguntam vocês? Há muitos anos que pugno pelo marketing territorial associado ao carso de Sicó. Claro que do bom, pois não pode ser de outra forma. Não aprecio mau marketing territorial, com falhas que aos olhos de desconhecedores podem passar despercebidas, mas que aos olhos dos que são especialistas no assunto, não passam nada despercebidas. Ainda há umas semanas, enquanto falava com um amigo geólogo, também ele natural de Ansião, falávamos do mau serviço que por vezes se faz a Ansião e à própria região neste domínio, mesmo que tendo boas intenções. Não basta ter boas intenções, há que saber do que se fala e do que se coloca num cartaz.
É fácil lembrar de colocar o termo "limestone" num cartaz, mas daí a saber o que se faz vai muito. Traduzindo o péssimo título escolhido, eis que é publicitado que vai ser realizado o troféu calcário da montanha. Não faz sentido assim ser, tal como o cartaz nada tem a ver com calcário ou com o carso. Poderia ter a ver se, primeiro, fosse utilizada uma imagem ligada, de facto, ao carso de Sicó (e não calcário...) e se outros termos fossem utilizados, como por exemplo o termo "karst". Mas não me surpreende, já que, infelizmente, tenho visto serem utilizados outros termos, em português, e sem ligação aos locais, noutros eventos organizados pelos Ansibikers. Pena que assim seja...

 

20.3.23

"Conhecer para preservar - geomorfologia e orquídeas silvestres"


Fonte: Al-Baiaz - Associação de Defesa do Património

No próximo sábado, dia 25 de Março de 2023 propomos-lhe realizar, com a Al-Baiäz - Associação de Defesa do Património Natural, um passeio interpretativo, com início e fim junto ao Edifício do Ciclo do Pão na Serra da Portela, Pousaflores, Ansião, para observar algumas das espécies de orquídeas silvestres que agora se encontram a florir pela Serra, assim como alguns aspectos geomorfológicos que moldam a paisagem e a sua influência nas populações locais. Durante o percurso, com cerca de 6 kms, iremos observar cerca de oito espécies de orquídeas silvestres, desfrutar de ambientes mágicos conseguidos pela beleza majestosa das Fórneas, maravilhar-nos com paisagens de perder o fôlego, ver o Moinho de Vento do Monte da Ovelha e ainda imaginar as velas em movimento de outros antigos moinhos perdidos pela Serra…

Ponto de Encontro: Ciclo do Pão, Pousaflores, Ansião (39.871923,-8.400066)

Hora de início: 9h.00m
Hora prevista de finalização: 12h.30m / 13h.00m
Distância percorrida: +/- 6 km
Grau de dificuldade: Médio
Público-alvo: Todos
Preço: Grátis
Aconselha-se o uso de roupa e calçado confortáveis para andar e adequados às condições climatéricas.
Nota: Quem pretender fazer almoço/piquenique no final do passeio, existe um parque de merendas no local.
O concelho de Ansião está inserido no "Sítio Sicó-Alvaiázere - Rede Natura 2000", destacando-se "este Sítio por possuir uma elevada diversidade de habitats associados ao substrato calcário. Inclui as maiores áreas do país de carvalho-cerquinho e, em melhor estado de conservação, assim como manchas notáveis e bem conservadas de azinhais sobre calcários.
O referido sítio constitui uma das áreas mais relevantes para a conservação da flora calcícola, bem como inclui vários abrigos de morcegos importantes a nível nacional. Além disso, importa salientar a abundância e diversidade de orquídeas.
Assim e face ao exposto, impõe-se a colaboração de todos os munícipes na valorização, conservação e preservação dos valores naturais existentes neste sítio."

Texto: Al-Baiaz - Associação de Defesa do Património
 

28.1.23

Ler sobre Sicó é tão bom!



Tenho poucos livros que falem sobre Sicó, mas, e aos poucos, a coisa vai-se compondo. Eis mais duas novas entradas na minha biblioteca pessoal, as quais me alegram de sobremaneira, seja pela qualidade dos mesmos, seja pelo facto de não padecerem do "acordo" ortográfico. São dois livros que tratam daquilo que mais gosto e que engrandecem ainda mais o património da região de Sicó. Ambos são da autoria do mesmo autor, um colega geógrafo e igualmente amigo do património de Sicó, o qual tem deixado um cada vez maior legado de conhecimento desta bela região cársica. Agradeço ao autor a partilha deste conhecimento, parte do qual tenho também partilhado através deste blogue. Ambos os livros deveriam ser obrigatórios em todas as bibliotecas municipais e bibliotecas escolares desta região, pois é também por aqui que jovens e menos jovens vão conhecendo melhor o extraordinário património de Sicó.
O drama agora vai ser arranjar tempo para ler com calma ambas as obras. Isto sabendo que tenho mais uns quantos por ler. Mas a seu tempo serão devorados pelo meu olhar atento!
Uma coisa é certa, sou um sortudo :-D

9.11.21

Não sei se é para rir ou se é para chorar...



Há coisa de 15 anos, quando comecei a pugnar activamente pela ideia das aldeias do carso, vulgo aldeias do calcário, alguns chamavam-se a mim de "maluquinho", um deles voltou agora às lides autárquicas. Há coisa de 3 ou 4 anos quando, imagine-se, o "maluquinho" viu esta ideia a começar a trilhar caminho, mesmo que de forma incipiente, alertei sobre a necessidade de fazer as coisas como deve ser, ou seja falar com quem sabe e não lidar o processo de forma tecnocrática, tal como infelizmente veio a acontecer.
Foi com muita surpresa que há poucas semanas uma conhecida minha me enviou uma fotografia que me surpreendeu, uma construção estranha algures em Ariques. O que nos veio à ideia foi uma construção daquele pessoal das coisas zen. Passaram-se uns dias até que descobri o que isto era. E ri-me tanto, mas tanto...
Chegou o dia que fui a Alvaiázere e lá descobri o local exacto desta construção. E ri-me tanto, mas tanto...
Mas não tem graça, já que além de ser um verdadeiro disparate, é queimar dinheiro à bela moda de Sicó. 
O que vocês veem nas fotografias é o que será uma unidade de apoio à visitação. Um verdadeiro disparate, já que atenta contra aquilo que era suposto proteger, ou seja a identidade da aldeia de Ariques. E o mal é que esta tragédia será replicada por várias aldeias. Qual é a parte de perder a identidade que os mentores desta ideia não percebem?!
A Associação Terras de Sicó mostrou mais uma vez que não está capacitada para lidar com este tipo de questões sensíveis, que abarcam a identidade local. Depois de um estudo feito por quem mal conhece Sicó para classificar a bela paisagem cársica de Sicó, por uns míseros 15000 euros, e com fotografias retiradas da internet (ah ah ah), temos mais um projecto muito mal trabalhado e executado. Seria para rir, se não fosse tão trágico...
Não é vergonha falar com quem sabe do assunto! E há várias pessoas que sabem do assunto. Todas estas se estão a rir com o que se vê nas fotografias. Uns a tentar valorizar o que Sicó tem de melhor e outros a contribuir para a perda de identidade de Sicó. Trágico, para não dizer outra coisa...

14.10.21

O crescimento dos monstros, folha após folha: Serra de Sicó

Ontem foi um dia daqueles mesmo fabulosos. Comecei o dia a ir levantar uma encomenda muito especial. Um conjunto de Cartas Militares, ou melhor de versões de Cartas Militares que ainda não tinha em papel. Tinha apenas a versão de 2003 das quatro folhas que, genericamente falando, apanham o sector mais interessante do Maciço de Sicó, e duas versões mais antigas da folha de Ansião. Adquiri todas as versões destas 4 cartas militares (Pombal, Redinha, Ansião e Espinhal), ou seja uma da década de 40, outra da década de 80, outra já de 2003 e a mais recente de todas, datada de 2019. São mais 10 documentos cartográficos a juntar aos 6 que já tinha na minha biblioteca pessoal.

Saliento a rapidez e eficácia do IGEO, já que tratou de imprimir estas 10 cartas e fez as mesmas chegar às minhas mãos em menos de 24 horas. Bravo! E o preço é bem acessível, portanto não se acanhem se gostam destas temáticas. Há 20 anos andava eu à boleia de colegas de curso para ir ao IGEOE, em Lisboa, comprar cartografia para os nossos trabalhos e já nessa altura sentíamos orgulho na cartografia portuguesa, a qual é uma referência já há séculos! De referenciar é a existência de uma app do IGEOE que podem instalar para consultar informação, parte de forma gratuita.

Mal cheguei a casa tratei de estender todas as folhas no chão (limpo!) e analisar com atenção. Algumas actualizações, como é normal, e algo que me surpreendeu e passo a mostrar.

Lembram-se daquelas crateras que veem na Serra de Sicó? Bem, lembrei-me de fazer algo de simples mas poderoso em termos visuais. Foquei com a máquina fotográfica cada uma das folhas da Carta Militar numa área em especial, a área afecta às pedreiras na Serra de Sicó e ordenei as versões em termos temporais. Do nada passou-se a...

Mas em vez de dizer mais, digo apenas para verem com os vossos próprios olhos a evolução das crateras:

1947


1984


2003


2019



Fonte: excertos dos meus exemplares da carta militar do IGEOE, folha - Pombal


E daqui a mais 15 ou 20 anos, como será! Pois... Daqui a uns dias volto à carga, já noutra área de pedreiras.

8.2.19

A sério que voltaram à carga?! Inacreditável...

Parece impossível, mas voltaram a fazer asneira da grossa em Alvaiázere. Ainda perplexo com a amarga novidade do outro dia, eis que há mais... Num local idílico, no lugar da Boca da Mata, em plena RN 2000, acharam por bem abrir um estradão, rebentando com tudo pelo caminho. isto num lugar extraordinário, com valores naturais, culturais, (arqueológicos?) e turísticos fabulosos. Não queria acreditar quando por mero acaso me deparei com estas amargas novidades, mas infelizmente é a pura e dura realidade. Só quando ali voltar terei a real noção e impacto desta acção imbecil, que apenas demonstra um total desrespeito pelo património e cultura de Alvaiázere. Ali gosta-se de arrebentar a galinha dos ovos de ouro...
Não sei quem teve a ideia parva de fazer isto, mas brevemente será público, após investigação das autoridades. Imagino quem terá sido, como também já estou à espera de ouvir dizer que foi para prevenir incêndios, o tal argumento barato, demagogo e populista que tem servido de desculpa para tanta destruição do património em Alvaiázere. Parece que voltámos ao tempo em que uma personagem de bigode, o DDT de Alvaiázere, quando dizia que tinha de se fazer, mesmo sendo ilegal, a coisa se fazia. Destruía-se primeiro e perguntava-se depois. Esse cromo está de volta aos bastidores, de onde manda, pois o poder é, para ele, um fim. A diferença é que agora o bigode foi-se. Já a sabedoria, essa nunca existiu...


Não me conformo com mais esta autêntica tragédia em termos patrimoniais, onde mais uma importante fatia valiosa foi destruída. Na última década tem sido a triste sina de Alvaiázere, destruir património à conta de estradinhas e estradões. Para quê? Para nada! Não há volta a dar e não há forma de recuperar o que já se perdeu. Alvaiázere não valoriza do seu "petróleo verde", como está mais uma vez à vista.


9.3.18

O estradão das Serras da Portela, Casal Soeiro e Ameixieira...


É uma estrada pela qual todos os que querem ir à Serra da Portela (Pousaflores) têm de passar, pelo menos os que, de carro, querem ir ver o miradouro, tipo chapa 5, do Anjo da Guarda, o parque eólico ou o melhor, o moinho de vento, que de vez em quando expõe as suas velas ao vento. Continua a ser um local agradável de ir e curiosamente local de belas fotografias em concursos de fotografia.
Pode parecer, para alguns, estranho o facto de eu estar a abordar um tema tão pouco interessante como uma estrada, mas já vão compreender...
Seja para quem vai à Serra da Portela, à Serra do Casal Soeiro ou à Serra da Ameixieira, é inevitável passar num estradão que, a cada Inverno que passa, fica em mau estado onde o declive é mais acentuado. A solução tem sido espalhar brita de forma recorrente. Ou seja, em vez de se resolver um problema, está-se, por um lado, a adiar a resolução do mesmo e, por outro, a criar outro problema, já que o perfil vertical do estradão aumenta ano após ano. Resumindo, não se vai ao cerne da questão. Anda-se basicamente a ir buscar brita a pedreiras de calcário, degradando assim mais a paisagem, para espalhar a brita na... serra...
Alguns dirão para se alcatroar, ao que eu respondo, basta de atentados ambientais nestas serras. Já chegou bem o crime que ali fizeram em meados da década de 90, quando uma máquina obliterou o topo da serra da Portela sem justificação alguma.
Há soluções ambientalmente sustentáveis e sem impacto visual que não interferem com a identidade daquelas serras, portanto há que pugnar por uma solução pensada por quem sabe. Não se pretende uma solução à chico-esperto nem à tuga, pois disso estamos fartos!

20.2.18

Identidade obliterada: uma ameaça a mexer-se na sombra...


Por vezes basta uma simples fotografia para mostrar algo que, por vezes, não é fácil. Falar da questão da identidade regional não é fácil, contudo, e felizmente, os registos fotográficos funcionam como uma bela ajuda para mostrar numa imagem o que, por vezes, não se consegue explanar bem em mil palavras.
Há umas semanas tirei esta fotografia bem perto de casa. Para mim resume algo de fundamental, a grave perda de identidade numa região onde a paisagem cársica é ainda uma imagem de marca. Para todos aqueles das gerações mais novas, esta imagem não deve dizer muito, contudo, e para mim, diz tudo.
Uma das minhas muitas lutas em prol do património da região de Sicó é precisamente neste domínio, a sua identidade e a sua matriz identitária, da qual os belos muros de pedra fazem parte. Urge pugnar activamente pela sua manutenção, não numa lógica circense, mas sim de forma natural e dedicada.
Há soluções mas é preciso um compromisso. Há opções, mas é preciso trabalhar nas mesmas. Há sugestões, as quais vou dando (além de outros mais que também o fazem). Se todos nos reunirmos nesta bela causa, a região de Sicó e todos aqueles que aqui vivem agradecerão. E quem nos visita também!
Há umas semanas o Jornal de Leiria fez uma bela reportagem sobre os muros de Sicó. Recomendo vivamente a leitura do mesmo! Caso a imagem não tenha a melhor definição, vejam aqui.



19.12.17

Apresento-vos as raríssimas análises à "água" do Alvorge

Em Abril de 2016 a Srª Maria Luísa Ferreira, afirmava ao Jornal Terras de Sicó sobre este caso, que a água saía límpida para uma linha de água, facto que cedo demonstrei que era mentira. O anterior executivo municipal deu cobertura a esta situação, já que além de alegadamente ter sido quem construiu aquele esgoto/dreno ilegal, sempre manteve o apoio a quem poluía e continua a poluir.
Hoje, 19 de Dezembro de 2017 eu tenho um presente para esta senhora, que conheço há quase 30 anos. Trata-se, nada mais nada menos, do que análises da "água" que ela afirmava que saía límpida para uma linha de água. Os resultados são bastante comprometedores, bastando olhar para os valores decorrentes das análises. São resultados que me envergonham enquanto ansianense que preza o seu território e que não dão margem para dúvidas. São resultados que mostram que temos muito que evoluir, já que até agora se deu primazia ao interesse privado em detrimento da saúde pública de milhares de pessoas. Espero que os resultados que saíram da análise da "água" sirvam, de vez, para que este atentado ambiental tenha um fim de uma vez por todas.
Quem perceber mais disto, pode comentar, já que não é fácil que todas as pessoas compreendam, de facto, os resultados nem o que está em causa. Trata-se de contaminação dos aquíferos e de uma questão de saúde pública. Espero que se promova um estudo sobre o real estado da água dos aquíferos, já que a água é um recurso imprescindível para a nossa sobrevivência. E além disso o dinheiro não mata a sede, é a água que o faz. E se alguém polui a água, terá de pagar um preço bem alto!
Agora partilhem, já que presentes destes são raríssimos! Cheque-mate...



Apaguei destes documentos alguns dos meus dados pessoais, portanto não se espantem não ter a minha morada e afins.
Mais uma vez relembro que se alguém quiser contribuir para a despesa que tive com estas análises, já sabem como me contactar, de forma a dar um muito pequeno contributo.

27.9.17

O crime ambiental é algo que tem de ser denunciado!


A imagem não é a melhor, mas é a imagem possível, portanto não se admirem ter dificuldade em perceber o que ali está em cima daquele tronco de carvalho. Mas vamos então saber o que aquilo é...
Trata-se de uma bateria de um carro, aberta, que estava escondida dentro do tronco de um carvalho já cortado há algum tempo, que é agora um "bom esconderijo". Porquê? É uma arma que certos covardes utilizam para secar árvores de vizinhos. O ácido sulfúrico faz maravilhas quando se trata de secar árvores saudáveis que estorvam, nomeadamente sobreiros...
Além de representar uma atitude covarde, é algo que polui de forma gravosa, prejudicando-nos a todos!
Sei quem é que fez isto, pois curiosamente, ou não, já estava a acompanhar o indivíduo em causa, concretamente num caso onde já árvores secaram miraculosamente ao pé de um muro feito nos últimos meses pelo próprio, facto que vem mesmo a calhar ao indivíduo em causa.
A ele, a minha promessa de futuras multas ambientais e outras mais, é o mínimo que lhe posso fazer depois desta atitude desprezível e atentatória da saúde pública. E não se trata de saber se, mas sim quando...