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20.5.26

Resmas de palestras!

Os últimos meses foram particularmente produtivos em termos de palestras e apresentações que dei em vários locais. Ansião, Lousada, Vila Verde e Alvaiázere foram os lugares visados desta vez, todos eles em dose dupla em diferentes momentos/dias/meses. Ao início desta longa viagem que já levo nestas lides, não me sentia confortável em falar publicamente, mas com os anos e com a bagagem que fui ganhando, comecei a tomar o gosto em comunicar e partilhar conhecimento. Tenho aprendido bastante com isso.

Houve dois momentos que me marcaram de forma muito especial, um em Agosto de 2025, o da apresentação do projecto de inventariação do património geológico de Ansião, onde já pude partilhar parte de uma enorme descoberta científica. Outro em Janeiro de 2026, no dia anterior à tempestade que mudou a região. Em Janeiro voltei aquela que foi a minha escola, para, finalmente, dar uma palestra. Há mais de uma década que quase que tive para lá ir, contudo fui boicotado por gente que séria nem de nome o é. Desta vez aconteceu e fui apresentar o resultado do projecto de inventariação do património geológico de Ansião à comunidade escolar. Foi um momento que, para mim, foi acima de tudo sentimental e que me deu um orgulho enorme.

Os outros momentos também foram relevantes, já que a educação ambiental é algo que considero fundamental para a mudança de mentalidades. Estive no Encontro Nacional de Associações do Ambiente e também numa escola profissional em Vila Verde, curiosamente, ou não, uma eco escola, na qual pude ajudar a içar a bandeira respectiva.

E assim se vai trilhando caminho e ajudando a mudar o paradigma, para melhor. É uma luta dura, diga-se, mas gratificante. Porquê? Quem me conhece, de facto, sabe porquê. 








 

28.5.25

Caçar javalis sim, fazer isto é que não!!

Outro dia numa das minhas caminhadas deparei-me com isto a meio do caminho no meio do monte. Confesso que fiquei furioso, pois pensei que isto já não se fazia...

Os javalis são actualmente uma praga e devem ser controlados através de batidas ao javali, contudo não vale tudo neste "combate". Usar óleo queimado para atrair javalis é uma prática criminosa em termos ambientais, que não pode ser tolerada. É provável que quem fez isto vá ler este comentário, portanto o alerta está dado...


 

5.6.24

Dia Mundial do Ambiente: é isso e couves


Estranho falar de couves no Dia Mundial do Ambiente, não é? Não, não é estranho e já explico porquê. A couve que podem ver na imagem já é parte do passado, pois já fez um estágio numa panela e depois seguiu para um campeonato gastronómico que muito apreciei. Foi-me oferecida em 2023, por esta altura, depois de eu ter dado duas aulas de educação ambiental a duas turmas de crianças, em Ansião. Na altura vinha numa metade de garrafão de água com terra. Passados poucos dias coloquei-a num quintal, para ir crescendo. Demorou uns meses, com umas inundações pelo meio, que atrasaram bastante o seu crescimento, mas 1 ano depois estava pronta para ser degustada. Teve um sabor muito especial, vos garanto. Foi uma oferta simbólica, mas que muito apreciei. A educação ambiental é a componente mais importante a destacar neste dia tão especial, embora simbólico.
Levo mais de duas décadas de activismo ambiental (formalmente, pois informalmente são mais uns anos extra), onde muito aprendi com quem interagi, onde muito partilhei e melhorei a comunicação. Mas não foi um caminho nada fácil. Quem anda nestas lides perde muito sossego, dinheiro e até amigos. Paga-se um preço muito elevado, contudo não há nada mais importante que uma consciência limpa e o dever de tratarmos bem a nossa casa, já que a Terra é a nossa casa e dependemos do Ambiente. Tudo o resto vem depois, não antes!


 

27.7.18

Educar para o património: o ponto de vista dos miúdos


"Educar" e "património" são duas palavras chave que teimo em dar visibilidade há uma série de anos. Não será preciso pensar muito no porquê, contudo, e mesmo sabendo que é fácil perceber o porquê, é algo difícil de implementar em termos de estratégia direccionada para um público mais jovem.
Esta foto ilustra uma visita de estudo de duas turmas vindas de Lisboa, há cerca de 7 meses, quando se deslocaram à região de Sicó para um contacto próximo com o património desta bela região. Porquê, perguntarão vocês. Uma das professoras já tinha dado aulas nesta região e decidiu trazer cá os seus alunos para um contacto com o património desta região. Uma feliz ideia e sinal que ficou uma boa memória de Sicó! Infelizmente o sistema de ensino privilegia cada vez menos actividades deste género com os alunos, facto que me preocupa bastante...
Depois de um pedido de informação, através de uma autarquia, disponibilizei-me para guia, de forma gratuita, já que já é algo que tenho gosto em fazer, dado o potencial que uma actividade deste tipo tem no que concerne ao educar para o património. Palestras em escolas ou em eventos ambientais são também um hábito, sempre que solicitado, sempre Pro bono. Foi assim que fui aprendendo com miúdos e graúdos, percebendo os seus pontos de vista. Eles partilham os seus pontos de vista e eu partilho os meus pontos de vista e o meu conhecimento sobre o património. No final ficam todos a ganhar e eu fico mais rico e com um maior conhecimento sobre a melhor forma de fazer passar a mensagem mais importante, a preservação do património, só possível através da palavra mágica "educar".
Foi um dia curioso, confesso. Lidar com jovens é complicado, mais ainda quando são jovens de outras paragens. No final fiquei feliz, porque percebi que o que eles viram, o que eles subiram e o que eles mexeram vai ficar na memória. Com um bocado de sorte, e com outras "migalhas" como esta, poderão ser cidadãos mais conscientes sobre o património, seja ele de que tipo for. A imagem que acompanha este comentário é do Castelo de Santiago, mas estes jovens foram também ao Vale das Buracas, facto que os marcou e que me permitiu perceber o que alguns deles tinham absorvido das aulas teóricas. As saídas de campo são a melhor forma de materializar a teoria dada nas aulas entre 4 paredes.

27.9.17

O crime ambiental é algo que tem de ser denunciado!


A imagem não é a melhor, mas é a imagem possível, portanto não se admirem ter dificuldade em perceber o que ali está em cima daquele tronco de carvalho. Mas vamos então saber o que aquilo é...
Trata-se de uma bateria de um carro, aberta, que estava escondida dentro do tronco de um carvalho já cortado há algum tempo, que é agora um "bom esconderijo". Porquê? É uma arma que certos covardes utilizam para secar árvores de vizinhos. O ácido sulfúrico faz maravilhas quando se trata de secar árvores saudáveis que estorvam, nomeadamente sobreiros...
Além de representar uma atitude covarde, é algo que polui de forma gravosa, prejudicando-nos a todos!
Sei quem é que fez isto, pois curiosamente, ou não, já estava a acompanhar o indivíduo em causa, concretamente num caso onde já árvores secaram miraculosamente ao pé de um muro feito nos últimos meses pelo próprio, facto que vem mesmo a calhar ao indivíduo em causa.
A ele, a minha promessa de futuras multas ambientais e outras mais, é o mínimo que lhe posso fazer depois desta atitude desprezível e atentatória da saúde pública. E não se trata de saber se, mas sim quando...