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19.9.26

Antes de lerem o comentário, tentem perceber pela fotografia onde está o erro!


Muitos reconhecerão onde é, contudo não se trata de onde é mas sim o que é. Outro dia fiz ali uma paragem para comer qualquer coisa que levava no saco para recuperar forças. É um local típico para parar e comer qualquer coisa e depois prosseguir o passeio. Porquê? Tem um banco para sentar.
Escrevo este comentário para focar um pormenor que passa despercebido à maioria de vós. Já pensaram que, sendo um utente dos transportes públicos com alguma limitação de mobilidade, este mesmo utente tem dificuldade em subir aqueles dois degraus? E uma cadeira de rodas, sobe aqueles degraus? Porque não está ao mesmo nível do solo? Parece simples, mas em Portugal temos a capacidade de não pensar que os pequenos pormenores fazem toda a diferença na vida de quem tem algum tipo de limitação...

 

5.9.26

Nunca o foi! E, diga-se, a intenção nunca foi essa...

Tendo sido um local privilegiado das minhas brincadeiras de miúdo, é um local que me diz muito e que conheço particularmente bem. Onde dantes havia um lagar, derrubou-se integralmente o edifício para dar lugar a um mamarracho. Já leva quase duas décadas de fingir que é um centro de interpretação ambiental.

Lembro-me bem do dia em que foram lá a casa para manifestar o interesse na compra do terreno ali ao lado, já que estavam a comprar todos os terrenos para o projecto maior. Já na altura diziam que era para depois fazer um restaurante (mal sabiam em quem eu me iria tornar...). Mas a jogada era outra, ir buscar fundos comunitários com a "cenoura" do centro de interpretação ambiental, para depois ter ali outra coisa. 

Em vez de recuperarem o edifício do lagar e integrar o mesmo de acordo com um verdadeiro centro de interpretação ambiental, arrasaram um edifício histórico. Em vez de fazerem um projecto bem pensado, fizeram um projecto cheio de erros básicos. Diziam que iam fazer um espelho de água sem saber do que falavam. Um pequeno lago de lodo, temporário, foi o melhor que conseguiram fazer. Tristemente recentemente voltaram à carga, com a ideia imbecil de uma praia fluvial, a qual farei questão que não vá em frente. 

E, infelizmente, a ameaça é mais vasta, mas brevemente irei debruçar-me sobre a mesma. O nosso património natural não é para destroçar, Ansião não é um circo, mas sim um território valioso que importa valorizar, não degradar e destruir só para mostrar trabalho e estoirar milhões só porque sim.

Quanto à ultima fotografia e ao facto de ter o dedo a tapar, foi para tapar um erro, pois quando se trata de um licenciado, o prefixo é "Lic.". "Dr" é o prefixo para quem tem doutoramento.



 

27.8.26

Lembrar 2025 para que em 2027 todos saibam a jóia que Ansião tem para todos verem!



Este ano não pude ir às festas maiores da minha terra neste belo mês de Agosto, algo que lamento por vários motivos, um deles é o facto de saber que só ali costumo ver alguns dos meus amigos emigrantes, os quais sei que naqueles dias ali estão e podemos falar pessoalmente, sendo oportunidade única no ano. Ou até família que, não estando emigrada, migrou para longe de Ansião, tal como eu. Imaginam o que é nos depararmos com um familiar que já não víamos há 30 anos? Foi isso mesmo que aconteceu, portanto há sempre surpresas nestes dias festivos na minha terra. 
Não tendo podido ir, trago imagens do Cortejo Alegórico do Povo, o qual se realiza de 2 em 2 anos. Estes registos são de 2025 e estão na ordem em que fui fazendo os registos fotográficos. Ao chegar já tinham passado alguns, mas à noite fotografei os restantes, esperando que não me tenha esquecido de nenhum aqui nos registos. É um momento único, infelizmente longe dos tempos em que mal se conseguia ver os carros passar, tal a quantidade de pessoas a ver, do fundo da rua até lá cima, à CGD. Infelizmente nos últimos anos é fácil de ver, já que, comparativamente ao passado, são muito menos pessoas a ver. 
Trata-se de uma jóia da etnografia regional, a qual, só por si, merece uma publicidade diferenciada, tal como já digo há alguns anos. Sem tornar o Cortejo num produto circense, pode e deve-se fazer marketing territorial diferenciado, pois algo tão excepcional pode trazer pessoas de vários pontos do país para ver esta nossa jóia criada pelo brilhante associativismo de Ansião. E estas pessoas ficam em hotéis, AL e afins... Todos ficam a ganhar, em primeiro lugar a nossa cultura!
Todos os anos há sempre quem se destaque, contudo nunca digo quais são os meus preferidos. O mérito é de todos, portanto não há que tratar isto como que se de um concurso se tratasse. A etnografia não é um ranking, é sim uma tradição e uma paixão de alguns que dignificam as tradições e o modo de ser e estar neste território. O associativismo é um dos nossos tesouros maiores!
Espero no próximo ano não faltar, já que quem me conhece sabe o quando gosto da minha terra e do seu património natural e cultural!









 

13.8.26

Ao menos limpem o lixo que veio da vossa propriedade!


Há uns dias voltei a um dos lugares que mais aprecio e que tanto gosto ir para recarregar baterias. Reparei que, infelizmente, umas chapas de plástico que ali estavam desde o dia 28 de Janeiro, ainda se mantinham por ali, sem que o proprietário da propriedade da qual elas voaram, situada a poucos metros, as tivesse ido tirar dali. Mesmo sendo um lugar tão emblemático para Ansião, ninguém se tinha dado ao trabalho de retirar aqueles (e outros) resíduos dali, daí que fiz algo que faço há muitos anos, limpei este lugar de resíduos vários, todos eles plásticos. Foram debaixo do braço até ao ecoponto mais próximo.
Fica o apelo a que limpem resíduos como estes, pois se vieram das vossas propriedades, cabe-vos em primeiro lugar limpar estes mesmos resíduos, sem desculpas. Porque Ansião é mais bonito sem lixo espalhado!



 

27.7.26

Para sensibilizar é, primeiro, preciso saber...

Não é que não esperasse, já que é infelizmente comum neste tipo de acções o que se constata nas imagens. Uma acção de sensibilização ambiental ocorrida em Março a poucas dezenas de metros da nascente do Nabão, onde o foco foram as árvores, que, como se vê nas imagens, valeu de pouco, já que a esmagadora maioria das árvores ali colocadas, de forma a substituir as árvores caídas no final de Janeiro, devido à tempestade, está... seca. Ainda mais estranho é o facto da Associação Florestal de Ansião ter também participado e não se ver aqui muito do seu conhecimento técnico, o qual evitaria este desfecho. O que vão pensar os adultos e crianças que plantaram estas árvores quando as virem... secas? Ficarão sensibilizados por ver que o que fizeram afinal não valeu para nada?

Falhou a acção de sensibilização e fica por saber quantas das 140 árvores plantadas estão vivas... É que a sensibilização ambiental não serve apenas para reunir umas pessoas, tirar umas fotografias bonitas e para o show off. Para sensibilizar há que saber o que se faz. E quando o que se faz não é bem feito, alguma coisa falhou... E pela experiência que tenho enquanto educador ambiental, vejo claramente que muito falhou ali!





 

26.6.26

Imperdível!


A região de Sicó tem sido um belo laboratório de iniciativas, das quais têm saído eventos daqueles que são imperdíveis. Apareçam na aldeia da Constantina para um Rock ao Luar, e depois, no final podem agradecer a dica. Tenho a certeza que não se vão arrepender de ir! Apontem já na agenda!!

Mas não é só, pois a 4 de Julho há mais: 




 

1.6.26

Uma actividade muito especial na Constantina!


A ideia já tinha surgido antes do COVID, mas meteu-se o COVID e depois foi uma complicação para conjugarmos esforços no sentido de organizarmos uma actividade muito especial, a qual se insere no fim-de-semana do Santo António à moda da Confraria. Além das várias actividades no próximo fim-de-semana na bela aldeia da Constantina, Ansião, há uma actividade pensada para miúdos e graúdos como eu, que jogaram à carica na sua juventude e ficaram com essa maravilhosa memória. O desafio é os graúdos aparecerem com os seus pequenos no antigo campo da bola da Constantina, porque nós temos as caricas e tratamos das pistas para jogarmos e, assim, passarmos uma tarde memorável.
As aldeias precisam de nós, nós precisamos das aldeias!!


 

10.5.26

Vamos descobrir quem anda a emporcalhar o nosso rio Nabão?


É um problema que ocorre já há muitos anos e que de vez em quando se vai falando. Já o falei aqui algumas vezes, seja a nível da poluição seja a nível da apropriação do domínio hídrico por particulares.

Vivesse em Ansião e teria todo o tempo do mundo para fazer as coisas e descobrir quem, afinal, anda a fazer descargas de esgoto, sabe-se lá com que poluentes, no nosso rio Nabão. Há várias origens de montante para jusante, mas neste momento quero focar duas bem conhecidas pelos ansianeneses, especialmente quem costuma fazer caminhadas no parque verde, a jusante da Ponte da Cal. 

Há uns dias recebi mais um pedido de ajuda, da parte de alguém que por ali passa e repara no foco de poluição. Passados alguns dias da mensagem, e aproveitando uma visita rápida a Ansião, fui ao local fazer os registos fotográficos actualizados. Não deu para mais do que isso, até porque já estava a ficar de noite. Num dos pontos era evidente que havia um esgoto a correr para o Nabão. No outro ponto não cheirava nada, mas é outro ponto problemático, cuja origem será fácil de descobrir, com a ajuda da análise de água por via laboratorial. O troço da linha de água é curto, portanto basta fazer um "transecto" dali até ao Ribeiro David, ao pé do Lar. 

Assim sendo lanço o repto, estarem atentos aqueles pontos e denunciarem à GNR/SEPNA, de forma a rapidamente se dar com a origem do foco de poluição. Há outra coisa que também pode ser feita, mas nem todos têm disponibilidade para isso, ou seja recolher uma amostra e mandar analisar num laboratório. Eu já o fiz há uns anos, no esgoto do lar do Alvorge, pagando do meu bolso

Naturalmente já andei a fazer algum TPC e ouvi algumas coisas sobre alegados focos de poluição, nomeadamente um...




 

14.4.26

Estão convidado/as, façam o favor de participar e se envolver em ambas as actividades!





"Dia Internacional dos Monumentos e Sítios – 18 de Abril 2026

A Al-Baiäz – Associação de Defesa do Património convida toda a comunidade a celebrar o nosso património cultural com duas actividades especiais em Ansião e em Alvaiázere — gratuitas e abertas ao público!
📌 🗺️ Visita Guiada – Centro Histórico de Ansião
🕙 10h00 – 12h00
📍 Ponto de encontro: Câmara Municipal de Ansião (Praça do Município)
👤 Guia: Manuel Augusto Dias, historiador
Venha descobrir as histórias, memórias e riqueza do nosso centro histórico!
📌 🎤 Palestra – Inventariação do Património Cultural de Ansião: Conhecer para Preservar e Valorizar
🕓 16h00
📍 Sede da Al-Baiäz (Rua das Cinco Vilas, nº 79 – Vendas de Maria)
👤 Orador: João Forte, geógrafo
Uma reflexão essencial sobre a importância de conhecer para melhor proteger o nosso património, especialmente em contextos de risco.
✨ Participe e celebre connosco o património vivo!
📣 Traga amigos e família — juntos valorizamos a nossa identidade!

19.1.26

Uma realidade tremendamente preocupante!



Nos últimos meses fiz centenas de km por Ansião, conhecendo o mesmo a um pormenor até agora impensável. Vi muito e destaco agora um problema que será gravíssimo em poucos anos. Falo, claro, da moda dos tapetes de plástico verdes, a que alguns colocam o rótulo de espaços verdes, quando de verdes só têm a cor e são uma ofensa aos espaços verdes reais. 
É um cenário deveras preocupante, a começar pela poluição dos microplásticos, problema para o qual abri realmente os olhos há uns anos, numa praia do País Basco, onde o problema estava ali literalmente à distância de uma mão, na areia. 
Qual o problema destes tapetes verdes? Isso mesmo, os microplásticos, pois estes tapetes de plástico vão-se degradando a soltando micropartículas que, no final, vão chegar ao nosso sangue, à placenta das grávidas, etc. Uma verdadeira bomba relógio que temos de mitigar. Uma das soluções é ver a possibilidade de proibir em sede de PDM a utilização de materiais plásticos e afins nos denominados espaços verdes. Ns espaços verdes usam-se herbáceas, arbustos e árvores!
Na imagem podem ver uma das muitas situações que ocorrem por todo o concelho, seja em espaços públicos, seja em espaços particulares. Neste caso é no Avelar, ao lado dos campos de ténis. 
E deixem de ser preguiçosos, pois se não querem ter grande trabalho, deixem de usar relva, usando espécies autóctones, adaptadas ao clima e carentes de pouca manutenção. Se não sabem, têm um bom remédio, fazer como eu, que aprendi sobre espaços verdes. Quem precisar de ajuda já sabe onde me encontrar...

 

27.10.25

Fazer é fácil, já fazer manutenção parece que é difícil...


Quando foram construídos estes espaços fiquei contente, pois eram espaços agradáveis onde cada um de nós podia desfrutar, seja a ler um livro ao ar livre, sentados a conversar com os amigos ou mesmo a almoçar, lanchar ou jantar. Este Verão aproveitei para almoçar várias vezes nestes espaços, concretamente neste da imagem, situado no Outeiro. Lamentavelmente está ao abandono (apesar de ter utilização de visitantes vários, de diferentes gerações) e representado um perigo para quem faz questão de utilizar este espaço. Construir infra-estruturas é fácil, já fazer a sua manutenção é coisa que parece que é difícil. Quando o tempo der, irei à Melriça desfrutar do espaço lá existente, e irei ver se está como este ou ainda pior... Fica o alerta na esperança que nos próximos meses o espaço seja devidamente recuperado.
E quando disserem que ir almoçar fora é caro, pensem melhor que não é bem assim...