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19.4.26

Não terem comemorado o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios é preocupante...


Ontem foi um dia especial para o património, pois comemorou-se formalmente o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios. Eu fiz a minha parte enquanto defensor e promotor do património, dando uma palestra onde partilhei e aprendi mais sobre património cultural com quem assistiu ao evento, organizado pela Albaiaz - Associação de Defesa do Património.
Fazendo uma pesquisa pelas redes sociais dos Municípios, reparei que, em Alvaiázere, não houve nenhum evento promovido pelo município, houve apenas uma nota sobre o mesmo. Em Ansião nem isso. Em Pombal vi que houve uma acção de limpeza em redor do Castelo de Pombal, dadas as consequências da tempestade. Em Soure, nada surge sobre este dia no Facebook do município. Condeixa idem. Já Penela teve (hoje inclusive) visitas guiadas para comemorar este importante dia. Isto a nível de municípios.
Fazendo uma análise sobre a importância dada a este dia pelos municípios da região de Sicó, e tendo por base a importância que lhe deram, posso dizer que estou desiludido com os municípios que não comemoraram este dia com algum tipo de evento. É algo que considero inaceitável, já que as entidades públicas deveriam ser as primeiras a dar o exemplo em prol também do património. Há que reflectir sobre o porquê destes municípios que nada organizaram, não darem a devida importância ao Dia Internacional dos Monumentos e Sítios...
Parabéns às entidades e associações que organizaram actividades para comemorar este importante dia! O associativismo nunca desilude. Tenho pena não poder estar em dois lados, senão ontem teria ido à Redinha  assistir a uma bela palestra dada por reputados arqueólogos, também eles amigos do património de Sicó.



 

14.4.26

Estão convidado/as, façam o favor de participar e se envolver em ambas as actividades!





"Dia Internacional dos Monumentos e Sítios – 18 de Abril 2026

A Al-Baiäz – Associação de Defesa do Património convida toda a comunidade a celebrar o nosso património cultural com duas actividades especiais em Ansião e em Alvaiázere — gratuitas e abertas ao público!
📌 🗺️ Visita Guiada – Centro Histórico de Ansião
🕙 10h00 – 12h00
📍 Ponto de encontro: Câmara Municipal de Ansião (Praça do Município)
👤 Guia: Manuel Augusto Dias, historiador
Venha descobrir as histórias, memórias e riqueza do nosso centro histórico!
📌 🎤 Palestra – Inventariação do Património Cultural de Ansião: Conhecer para Preservar e Valorizar
🕓 16h00
📍 Sede da Al-Baiäz (Rua das Cinco Vilas, nº 79 – Vendas de Maria)
👤 Orador: João Forte, geógrafo
Uma reflexão essencial sobre a importância de conhecer para melhor proteger o nosso património, especialmente em contextos de risco.
✨ Participe e celebre connosco o património vivo!
📣 Traga amigos e família — juntos valorizamos a nossa identidade!

13.2.25

Património e associativismo vs Imprensa e notícia



De há duas décadas até à actualidade, tenho tido a sorte e o privilégio de poder escrever regularmente em vários jornais, locais e regionais, seja a título pessoal ou através do associativismo, podendo desta forma partilhar o meu gosto pelo património e aprendendo mais com isso.  Neste caso destaco os dois últimos textos que escrevi através da Al-Baiaz, Associação de Defesa do Património, no jornal O Alvaiazerense. E há mais textos também interessantes, de outros autore/as, portanto pesquisem e chegarão a mais textos que enriquecem a nossa cultura. São pequenos contributos, eu sei, mas um copo de água enche-se com gotas de água...
Agora um apelo, envolvam-se com o associativismo, seja de Sicó ou não. Podem associar-se à Al-Baiaz por exemplo, que é uma das associações mais relevantes e com trabalho feito nesta região em prol do património natural e não só. O associativismo precisa de sangue novo para continuar!

 

28.1.23

Ler sobre Sicó é tão bom!



Tenho poucos livros que falem sobre Sicó, mas, e aos poucos, a coisa vai-se compondo. Eis mais duas novas entradas na minha biblioteca pessoal, as quais me alegram de sobremaneira, seja pela qualidade dos mesmos, seja pelo facto de não padecerem do "acordo" ortográfico. São dois livros que tratam daquilo que mais gosto e que engrandecem ainda mais o património da região de Sicó. Ambos são da autoria do mesmo autor, um colega geógrafo e igualmente amigo do património de Sicó, o qual tem deixado um cada vez maior legado de conhecimento desta bela região cársica. Agradeço ao autor a partilha deste conhecimento, parte do qual tenho também partilhado através deste blogue. Ambos os livros deveriam ser obrigatórios em todas as bibliotecas municipais e bibliotecas escolares desta região, pois é também por aqui que jovens e menos jovens vão conhecendo melhor o extraordinário património de Sicó.
O drama agora vai ser arranjar tempo para ler com calma ambas as obras. Isto sabendo que tenho mais uns quantos por ler. Mas a seu tempo serão devorados pelo meu olhar atento!
Uma coisa é certa, sou um sortudo :-D

5.10.20

Livrai-nos da poluição sonora!

 

Basta um título destes para iludir aqueles que se ficam pela leitura do título. E não, não sou contra o som dos sinos, muito pelo contrário. Sou um acérrimo defensor do belo som dos sinos e deste património sonoro. Sicó já teve uma fábrica de sinos, concretamente em Alvaiázere, de onde saíram sinos para todo o país. Actualmente já só existe uma ruína e registos desta actividade, bem como trabalhos de investigadores que se dedicam a promover a história associada à indústria sineira.

Mas então porque me lembrei eu deste título enganador? Bem, posso explicar de uma forma muito simples, dando o exemplo último que me levou a escrever este comentário. Há poucos dias estava eu num miradouro da nossa região, Sicó, quando oiço não o som dos sinos, a  dar as horas, mas sim a gravação do som dos sinos a dar horas, facto este que me irrita profundamente. Não faz sentido esta coisa de ouvirmos sons gravados de sinos!


28.3.20

Quero ver quem descobre!


Por estes dias muitos são os que têm passado bastante tempo confinados ao lar, com maior ou menor dificuldade em encontrar algo que distraia de forma útil. Lembrei-me hoje de fazer algo de diferente, de forma a estimular o conhecimento do património local. Quando tirei esta fotografia, não fazia ideia que seria boa para utilizar neste desafio. Considero que é uma fotografia perfeita para um pequeno jogo/actividade/desafio, que quero agora propor-vos.
O desafio consiste em algo muito "simples", tentar descobrir do que se trata e onde se localiza. Terão de referir o que é e onde é, sem rodeios ou barro jogado à parede...
Dou apenas uma pista, situa-se no Concelho de Ansião. Aposto que vão demorar uns minutos a descobrir!
Nota: as respostas podem ser dadas na página do Azinheiragate ou nas minhas páginas das redes sociais.


9.10.19

Os tanques de lavar roupa!


Para quem, como eu, cresceu a ver os familiares a lavar roupa em tanques ao pé da ribeira, é normal apreciar os últimos tanques comunitários de lavar roupa que se veem na região de Sicó (e não só!). Alguns têm desaparecido, sinal dos tempos e, diria eu, sinal de alguma insensibilidade para o património.
Estes, nas imagens, são na Arrifana, e valem a pena uma visita demorada. Fiquem por ali uma horita ou duas e usufruam! Levem um livro e leiam enquanto desfrutam daquele ambiente calmo e histórico. Falta-nos parar para desfrutar e este é um de muitos dos locais onde o podem fazer. O convite está feito!


9.4.19

Chamada à recepção: venham esses resumos sff!


Ainda faltam uns meses, contudo, e como quem é investigador bem sabe, é preciso preparar os resumos com antecedência. Assim sendo, fica o convite a investigadores das áreas referidas no respectivo site do  congresso, para que pensem em algo de interessante para apresentar. O azinheiragate é visto por muito/s amigo/as do património, esperando eu ver alguns deles neste congresso. A quem não é investigador e, por isso, não vai apresentar nada, fica o convite para que reservem estes dois dias na vossa agenda, de forma a que possam assistir a um congresso daqueles que vale mesmo a pena, onde se aprende e partilha conhecimento e factos sobre o património natural, cultural e afins.
Já agora um desafio às autarquias da região de Sicó, tratem de pensar apresentar o vosso património. Deleguem a tarefa a um dos vossos técnicos, que tenha as competências certas, para apresentar trabalho feito pelas autarquias. O evento em causa ficará concerteza mais enriquecido. É importante motivar mais os bons técnicos que as autarquias ainda vão tendo. Vão ver que o rendimento deles vai aumentar! Fica a dica...

9.3.19

Desafio-vos a participar nesta iniciativa brilhante!


"Painel de Azulejos para Ansião - SUBSCRIÇÃO PÚBLICA
A Al-Baiäz – Associação de Defesa do Património vai promover a produção de dois painéis de azulejo para serem colocados na fachada do edifício da Junta de Freguesia de Ansião. Um dos painéis contém a reprodução do desenho, de cor sépia, que o artista italiano, Pier Maria Baldi, elaborou em 1669, quando passou em Ansião na comitiva de Cosme de Médicis, na sua peregrinação a Santiago de Compostela.
O outro painel reproduz o mesmo desenho, colorido pelo pintor leiriense Jorge Estrela, recentemente falecido. Está previsto que os painéis sejam inaugurados na Quinta-feira de Ascensão (30 de Maio do corrente ano), data do feriado municipal de Ansião. Para permitir o exercício da cidadania e o envolvimento da população nesta iniciativa, os interessados poderão contribuir oferecendo um dos 66 azulejos que comporão os referidos painéis. A contribuição mecenática de quem quiser aderir a esta subscrição pública será de 10 euros, correspondente ao custo de cada azulejo. É uma forma simbólica, mas merecedora de enaltecimento, de os cidadãos, interessados na cultura, contribuírem para o enriquecimento patrimonial da vila de Ansião."
Fonte: Al-Baiäz – Associação de Defesa do Património

8.2.19

A sério que voltaram à carga?! Inacreditável...

Parece impossível, mas voltaram a fazer asneira da grossa em Alvaiázere. Ainda perplexo com a amarga novidade do outro dia, eis que há mais... Num local idílico, no lugar da Boca da Mata, em plena RN 2000, acharam por bem abrir um estradão, rebentando com tudo pelo caminho. isto num lugar extraordinário, com valores naturais, culturais, (arqueológicos?) e turísticos fabulosos. Não queria acreditar quando por mero acaso me deparei com estas amargas novidades, mas infelizmente é a pura e dura realidade. Só quando ali voltar terei a real noção e impacto desta acção imbecil, que apenas demonstra um total desrespeito pelo património e cultura de Alvaiázere. Ali gosta-se de arrebentar a galinha dos ovos de ouro...
Não sei quem teve a ideia parva de fazer isto, mas brevemente será público, após investigação das autoridades. Imagino quem terá sido, como também já estou à espera de ouvir dizer que foi para prevenir incêndios, o tal argumento barato, demagogo e populista que tem servido de desculpa para tanta destruição do património em Alvaiázere. Parece que voltámos ao tempo em que uma personagem de bigode, o DDT de Alvaiázere, quando dizia que tinha de se fazer, mesmo sendo ilegal, a coisa se fazia. Destruía-se primeiro e perguntava-se depois. Esse cromo está de volta aos bastidores, de onde manda, pois o poder é, para ele, um fim. A diferença é que agora o bigode foi-se. Já a sabedoria, essa nunca existiu...


Não me conformo com mais esta autêntica tragédia em termos patrimoniais, onde mais uma importante fatia valiosa foi destruída. Na última década tem sido a triste sina de Alvaiázere, destruir património à conta de estradinhas e estradões. Para quê? Para nada! Não há volta a dar e não há forma de recuperar o que já se perdeu. Alvaiázere não valoriza do seu "petróleo verde", como está mais uma vez à vista.


4.2.19

A arte de arrebentar com o que de melhor têm, o seu património e a sua cultura...


É a triste sina de Alvaiázere, um território fabuloso e um património extraordinário, mas que tem sido recorrentemente violado nas últimas décadas. Tudo isto por culpa de uma minoria iletrada em termos ambientais e culturais, que compromete o futuro de todos os locais. Apesar do cenário estar melhor do que estava há poucos anos, continuam a haver pessoas que se estão a marimbar para o património, que é nada mais nada menos do que o ouro negro de Alvaiázere.
Ontem soube de mais um caso de destruição do património em Alvaiázere, mais uma vez em plena Rede Natura 2000 e mais uma vez bem próximo de uma área de interesse arqueológico (um Castro). Ao lado de um estradão ilegal, feito há 10 anos, voltaram a fazer o mesmo (pelos muros, penso que existiria por ali um belo caminho ali, que agora deixou de existir). Ao contrário de há 10 anos, quando o cenário era outro e as pessoas tinham medo de falar comigo e o diálogo com as entidades públicas locais era dificílimo, actualmente as coisas são bem diferentes. Há alguma capacidade de encaixe e de crítica, há pessoas que alertam, outras que me avisam, outras que me facultam alguns dados, tudo isto tem-me ajudado na hora de denunciar e pugnar pelo fim de acções que destroem o património só porque sim. Neste caso deparei-me com estas fotografias numa rede social e a partir daí fiz algum tpc. Falei logo com algumas pessoas, em separado, e houve uma característica que sobressaiu, ou seja o facto de ambas terem ouvido que a obra foi alegadamente feita por uma ou duas Juntas de Freguesia. A ser verdade, facto que não me surpreende, tenho duas coisas a dizer, a primeira é que nos próximos dias vão ter visitas à vossa porta, a segunda é que se deviam demitir, já que falharam nas vossas obrigações e, como deveriam saber, isso pode significar a perda de mandato.
Ver as Juntas de Freguesia a fazer asneira não é propriamente uma novidade no Concelho de Alvaiázere. Almoster é talvez o pior exemplo disso mesmo. Neste último caso, eu é que ainda fui rotulado como o mau da fita, algo de típico em Alvaiázere, onde quem faz asneira, em vez de a admitir, nega-a para esconder a sua incompetência e ainda aponta o dedo a quem denuncia o caso. Patético...
Lamento profundamente a publicidade negativa que, mais uma vez, Alvaiázere vai ter à conta de mais um caso, mas apontem os holofotes única e exclusivamente para os culpados destas acções que lesam gravemente Alvaiázere. Nas próximas semanas já saberemos quem foram os culpados deste atentado ambiental e cultural! Já quanto às desculpas para o sucedido, serão as do costume (a treta do alargamento de caminhos, a falsa questão da prevenção de incêndios, etc). E já estou à espera do rótulo negativo que me vão tentar colar. 
Tenho pena das muitas pessoas de bem que vivem ou são de Alvaiázere e que lutam pela sua terra. Infelizmente há artistas em Alvaiázere que deitam tudo a perder. Em vez de aprenderem, insistem na fórmula do arrebenta tudo. E depois ainda se queixam da má sorte...








8.12.18

Uma limpeza, uns sacos de cal e o aspecto era logo outro...


Esta é uma das imagens visuais que me fica na memória sempre que visito a Redinha. Não falo no edifício religioso em si, mas sim no aspecto do mesmo, ou seja com vegetação e a precisar de ser caiado. Sim, caiado, e não pintado!
Não compreendo como é que, num local tão aprazível para quem visita a região de Sicó, se descura pormenores como este, que prejudicam a imagem do local. Este era o aspecto aquando da minha última visita à Redinha, em Agosto último. Se este edifício fosse limpo e caiado, o aspecto seria fabuloso e o cartão de visita da Redinha teria um melhoramento necessário, que importa não menosprezar. Aquela praça é um local bem catita para visitar e desfrutar, portanto há que pugnar pelas desejáveis melhorias.
No que concerne ao património edificado os olhos também comem. A dica está dada...