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18.10.21

O nascimento e crescimento dos monstros da Redinha!

Prosseguindo então com uma reflexão fundamental sobre o que queremos para a nossa região e para a paisagem de Sicó, mostro mais uma área bastante afectada com a extracção de pedra calcária, desde a década de 40 até à actualidade. É algo que até a mim me espanta, da a a dimensão e impactos desta indústria, bem como o legado tão negativo da mesma. Claro que é necessário extrair pedra, contudo de forma ordenada e justificada. Não se pode abrir uma frente de pedreira em cada canto e em cada serra, à vontade do freguês. Mas infelizmente foi isso que, literalmente, aconteceu em Sicó. Um suposto indicador de desenvolvimento, para alguns, era ter uma pedreira ou mais.

A temática das pedreiras, também nesta área da Redinha, é uma temática que já acompanho há muitos anos, através, também, de divulgação dos factos e de imagens que normalmente estão fora do radar do cidadão comum. E o cenários para os próximos anos não é nada bom...

1947

1984

2003

2019


Fonte: excertos dos meus exemplares da carta militar do IGEOE, folha - Redinha

8.12.18

Uma limpeza, uns sacos de cal e o aspecto era logo outro...


Esta é uma das imagens visuais que me fica na memória sempre que visito a Redinha. Não falo no edifício religioso em si, mas sim no aspecto do mesmo, ou seja com vegetação e a precisar de ser caiado. Sim, caiado, e não pintado!
Não compreendo como é que, num local tão aprazível para quem visita a região de Sicó, se descura pormenores como este, que prejudicam a imagem do local. Este era o aspecto aquando da minha última visita à Redinha, em Agosto último. Se este edifício fosse limpo e caiado, o aspecto seria fabuloso e o cartão de visita da Redinha teria um melhoramento necessário, que importa não menosprezar. Aquela praça é um local bem catita para visitar e desfrutar, portanto há que pugnar pelas desejáveis melhorias.
No que concerne ao património edificado os olhos também comem. A dica está dada...


8.9.18

Dois dedos de conversa perdidos...


Há uns dias voltei à Redinha, Pombal, já que é daqueles lugares aos quais vale mesmo a pena voltar regularmente. Andava a tirar mais umas fotos quando me deparei com um elemento peculiar hoje em dia. Trata-se nada mais nada menos do que um banco à antiga, daqueles que são cada vez mais raros, especialmente em ruas renovadas nos últimos anos. Para mim é algo com importância cultural, um objecto patrimonial, já que era ali que muitos se sentavam na conversa, sem pressas e com gosto de falar. Eram tempos onde o tempo ainda não tinha preço, mas, para melhor ou para pior, o tempo agora tem preço e isso é, para mim, uma pena...
Eu sou ainda do tempo onde me sentava num destes bancos, noutro lugar obviamente, e falava com os amigos ou com o pessoal de idade, ouvindo histórias e estórias de valor. Sinto saudades desse tempo, confesso. Actualmente as coisas são bem diferentes, já que além de ser cada vez mais raro encontrar um destes bancos, é cada vez mais comum ver pessoal num qualquer outro banco e sem comunicar entre si. A conversa é cada vez mais uma coisa ultrapassada, para muitos, que apesar de poderem estar sentados ao pé de amigos, estão de mão estendida com o telemóvel dito inteligente, com o indicador para cima e para baixo, alheados a maior parte do tempo dos amigos reais e cada vez mais focados nos amigos virtuais.
No que nos andamos a tornar afinal?!