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20.2.18

Identidade obliterada: uma ameaça a mexer-se na sombra...


Por vezes basta uma simples fotografia para mostrar algo que, por vezes, não é fácil. Falar da questão da identidade regional não é fácil, contudo, e felizmente, os registos fotográficos funcionam como uma bela ajuda para mostrar numa imagem o que, por vezes, não se consegue explanar bem em mil palavras.
Há umas semanas tirei esta fotografia bem perto de casa. Para mim resume algo de fundamental, a grave perda de identidade numa região onde a paisagem cársica é ainda uma imagem de marca. Para todos aqueles das gerações mais novas, esta imagem não deve dizer muito, contudo, e para mim, diz tudo.
Uma das minhas muitas lutas em prol do património da região de Sicó é precisamente neste domínio, a sua identidade e a sua matriz identitária, da qual os belos muros de pedra fazem parte. Urge pugnar activamente pela sua manutenção, não numa lógica circense, mas sim de forma natural e dedicada.
Há soluções mas é preciso um compromisso. Há opções, mas é preciso trabalhar nas mesmas. Há sugestões, as quais vou dando (além de outros mais que também o fazem). Se todos nos reunirmos nesta bela causa, a região de Sicó e todos aqueles que aqui vivem agradecerão. E quem nos visita também!
Há umas semanas o Jornal de Leiria fez uma bela reportagem sobre os muros de Sicó. Recomendo vivamente a leitura do mesmo! Caso a imagem não tenha a melhor definição, vejam aqui.



28.10.17

Pequenos contributos que podem fazer toda a diferença!

Não é propriamente o meu estilo publicar aqui recortes de imprensa, no entanto abro mais uma excepção, a qual se justifica plenamente tendo em conta a temática em causa. Parabéns ao Jornal Terras de Sicó por abordar um tema que, apesar de esquecido pelas entidades públicas, é da maior importância para a região. A ver vamos se mais alguma notícia sobre esta tema surge entretanto...

6.6.13

Sicó murada



Um ano depois, volto a abordar a temática dos muros de pedra nesta bela região. Desta vez mostro dois troços de muros que são simplesmente monumentais. Destes há poucos, vos garanto!
Apesar de monumentais, as Câmaras Municipais, as Juntas de Freguesia e muitos particulares tratam-nos mal, tal como as duas fotografias o documentam. Abandono é mesmo a palavra chave que serve para denunciar o estado destes elementos patrimoniais.
Estes muros têm uma largura impressionante, embora as fotografias não tenham elementos que sirvam na perfeição enquanto escala. Mais de 1 metro de largura de puro muro tornam o cenário impressionante, pelo menos para aqueles que, como eu, os apreciam, e tentam de alguma forma proteger e valorizar.
Fazendo um breve exercício, será que algum de vós consegue discernir alguma actividade promovida pelas entidades públicas, desta região, que vise a preservação destes muros? Pois é...
Uma das muitas formas de o fazer seria através uma ideia que propus há alguns anos atrás num evento relacionado com o património. Lembro que qualquer iniciativa deverá abranger aqueles que tomam decisões de âmbito territorial, ou seja os autarcas. Daí ser necessário algo como que uma espécie de manual de boas práticas em meio cársico, manual este onde poderiam ser vertidos muitos aconselhamentos que visassem precisamente a preservação de marcos identitários como o são os muros de pedra.


27.1.12

Muros de Sicó


Muros de Sicó, isso mesmo. São "apenas" um dos muitos recursos, em termos de património, que esta região tem, infelizmente não têm o devido reconhecimento por parte de quem em primeiro lugar o deveria reconhecer. As entidades públicas, caso das Câmaras Municipais nunca tiveram atenção a este pequeno grande pormenor que são os belos muros de pedra da região de Sicó. Dão atenção sim aos patéticos muros de blocos que vemos em lugares onde nunca os deveria haver. Em vez de proteger este recurso em pleno desaparecimento, dão aval à construção de muros de blocos em locais que deveriam estar protegidos de obras de mau gosto, que apenas desvirtuam a bonita paisagem desta região.
Estes muros de pedra são o resultado do enorme trabalho de gerações que deram tudo de si a este território, que valorizavam o que era seu e moldaram a paisagem. Deu trabalho? Sim, deu, mas o resultado não é fantástico? Então porque não proteger estas belas marcas da paisagem regional?!
Falta a estratégia que permitiria não só proteger bem como valorizar também este recurso, o que é "apenas" mais uma das variáveis na bela equação que é o desenvolvimento territorial. Infelizmente há quem teime em incluir variáveis estranhas à equação, o que tem dado resultados vergonhosos. Notem que o turista pretende "coisas" como esta e não patéticos parques eólicos em áreas supostamente protegidas (façam-nos noutras áreas que não as protegidas!). Mas quem vive aqui não é o turista, somos nós, infelizmente caímos frequentemente no erro de pensar que devemos fazer as coisas pensando nos outros. Devemos em primeiro lugar fazer as coisas pensando em nós e depois o turista aparece e agradece o facto de sermos verdadeiros e valorizarmos a nossa cultura. Os muros são apenas parte desta questão, parte esta que faço questão em salientar.
Há alguns locais bem catitas onde podemos ver a beleza destes muros, já que de lá conseguimos ver a coisa no seu todo. Aconselho uma ida até ao Moinho de Janeanes, de onde podem avistar centenas de metros destes belos muros. As fotos que acompanham este meu comentário não são de Janeanes, pretendo com isto aguçar-vos o apetite para uma visita a Janeanes ou a outros lugares, o importante é sairem de casa e sentirem o território e o património desta nossa região.