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25.2.26

Vamos falar de movimentos de vertente?


Fonte: Pombal Jornal, Edição de 24 de Fevereiro de 2026

É algo de importante, falar também sobre movimentos de vertente, já que isso faz parte do ordenamento do território. E podia entrar também na componente da susceptibilidade e do risco neste domínio, mas isso fica para depois. É um facto a aplaudir, a imprensa local ter interesse em falar deste tema específico, o qual tem afectado a nossa região por estas semanas, onde a pluviosidade serviu como "rastilho" para tantos movimentos de vertente, uns muito impactantes, como é este o caso, ocorrido às portas da cidade de Pombal, e afectando pessoas e infraestruturas. 
Julgo que é a primeira vez que falo especificamente sobre movimentos de vertente na imprensa local e regional, mas não é um tema novo para mim, já que faz parte das minhas competências profissionais. A última vez que lidei com este tema foi quando leccionei a disciplina geomorfologia dinâmica e aplicada, componente prática, na universidade de Lisboa, mais concretamente no Instituto de Geografia e Ordenamento do Território. Já lá vão 4 anos. Belos tempos aqueles!
Quando regressar a Sicó irei visitar este local, bem como outros locais onde houve movimentos de vertente.
Agora toca a comprar o jornal em papel para lerem algures por aí, em casa ou na rua, deixando o telemóvel no bolso. Este excerto é apenas parte do artigo que fala sobre este movimento de vertente. Ler em papel faz bem e ajuda a imprensa que nos vai informando destas e outras questões importantes!

 

10.7.25

Os coretos de Sicó!

São ainda uma marca de muitas praças de Sicó e não só. Falo, claro, dos coretos. Este situa-se em Pombal, mesmo no centro e num local de grande visibilidade. 

Há poucos anos houve um festival no qual os coretos eram a "desculpa" para um evento muito engraçado, o qual valorizou os coretos de algumas localidades. Desde então não sei se voltou a haver tal evento.

Este comentário visa relembrar que os coretos existem e recomendam-se, sabendo também que podemos e devemos desfrutar dos mesmos. Porque os coretos também são património.

Se houver por aí algum historiador ou outro profissional com conhecimento desta temática e que queira partilhar connosco algo, estejam à vontade nos comentários. Porque não se trata apenas de partilhar algo, mas sim de aprendermos todos. algo mais sobre o património. E eu tenho aprendido bastante com o azinheiragate e com as interacções que tenho tido ao longo destes 17 anos!




 

14.4.25

Não é legal, não é aceitável!



Outro dia deparei-me com esta curiosa situação em Pombal, na Rua Família Neves, onde surge uma suposta área de estacionamento que é afinal ilegal. Não sei de quem é a culpa do que se vê na imagem, sei apenas que é uma situação a corrigir, a bem da legalidade e da integridade e segurança dos peões.
Observando o google maps, vê-se que supostamente o estacionamento é apenas do lado de lá do passeio, paralelamente à estrada, portanto assumo que todos aqueles 4 carros estacionados estão em infracção. Assim sendo, nada como ficar o alerta para a Polícia de Segurança Pública, de forma a fiscalizar o local. Seria também importante o município de Pombal indagar sobre a legalidade dos estacionamentos ali, pois não me parece que mesmo a possibilidade de estacionar ali dois veículos  paralelamente à estrada, a coisa fosse legal tal como está.




 

19.3.25

Não percebo, por mais que tente perceber...

 


É a segunda vez que abordo aqui o que se vê nas imagens. Para quem não conhece, é ao lado da estação de comboios de Pombal, e trata-se de um espaço desportivo que está ao abandono já há... anos. Não percebo porquê, pois é num espaço muito favorável à sua fruição. Não percebo porque não está aberto, depois de limpo e pintado, para os mais jovens, ou não, poderem praticar a importante actividade desportiva. Dinamizar a cidade passa também por fazer com que não aconteça o que se vê nas imagens.

Limpe-se o espaço, arranje-se o que tiver de ser arranjado, crie-se as regras de utilização, horário e, fica a dica, coloquem uns carregadores para telemóveis, que vão ver que sempre ajuda a que este espaço tenha mais utentes, nem que seja enquanto estão a carregar o telemóvel. Não é só queixarem-se que os jovens vivem nos telemóveis, mas sim criar e dinamizar o espaço urbano para que os jovens passem menos tempo ao telemóvel e mais tempo em espaços desportivos, mesmo que não seja na óptica do desportista puro e duro, mas sim do cidadão que durante uns minutos se mexe...




25.2.25

A intenção e o gesto são bons, contudo é fundamental corrigir...


Há uns dias deparei-me com estes estacionamentos para bicicletas, no Intermarché de Pombal. Nunca tinha reparado neles, já que só passando ali a pé é que se repara e não é daqueles locais em que os peões passem muitas vezes, daí passar despercebido à maioria.
A intenção e o gesto de criar este local para estacionamento de bicicletas são muito positivos, contudo este não é de todo o tipo de equipamento mais adequado para prender as bicicletas. Porquê? Bem, porque só se consegue prender uma roda e não é preciso muito para que gente menos bem intencionada pegue no resto da bicicleta e a leve para outras paragens, deixando a roda presa... O equipamento adequado para estacionamento de bicicletas é do tipo Sheffield
Gosto sempre de alertar para este erro, havendo já casos onde as lojas alertadas corrigiram o problema. E sim, os clientes das lojas também se deslocam de bicicleta, cada vez mais até. E alguns com bicicletas de carga, que levam muitos produtos... E já agora, obrigado por criarem um espaço para estacionamento de bicicletas!

 

5.2.25

Um lago por cima de um ribeiro...


Outro dia, enquanto estava por Pombal com amigos, vi algo que já tinha visto mas que ainda não tinha aqui falado. Algo sobre o qual importa falar, de forma a que todos percebam o quanto ignorantes foram decisões passadas, tomadas por autarcas e aplaudidas por muitos cidadãos e cidadãs. Algo que atenta contra o ordenamento do território e representa uma má prática que em tantos países está a ser revertida, trazendo novamente os rios/ribeiros "enterrados" à vida, resgatando-os da escuridão e trazendo-os à superfície novamente.

As fotografias mostram algo que muitos pombalenses, e não só, veem todos os dias mas que ignoram. Um lago que se localiza por cima de um... ribeiro. Sim, por debaixo daquele lago passa um ribeiro que há muitos anos foi enterrado. Alguém considerou uma boa opção, até porque os rios são feios e inúteis... Más práticas que durante décadas foram implementadas por muitos municípios. Alguns entretanto perceberam o erro que é e já reverteram estas más práticas. A ver vamos quantos anos mais irá demorar até aquele troço da ribeira voltar a ver luz...




 

18.10.24

Foram apenas meia dúzia de gatos pingados que se dignaram a participar, acham bem?!



Com tanta coisa que fazer fui deixando passar uma nota que é importante que faça. Falo, claro, do processo de participação pública ocorrido há alguns meses, sobre o projecto "Defesa contra cheias de Pombal". Pelo facto de participar regulamente em processos de discussão pública vários, sei que em Portugal o grau de participação é regra geral escasso, contudo não compreendo como é possível num território onde residem dezenas de milhar de pessoas, tenham sido muito escassas as participações no projecto em causa. Uma entidade pública, uma entidade política, duas associações e dois cidadãos em nome individual apenas?! Algo de tão importante só fez levantar mais dúzia do sofá para darem a sua opinião?! Qual a justificação para isto? Em Ansião, e relativamente a outro projecto, fomos mais de 900!!! Em Alvaiázere fomos cerca de 200!!
Quando voltarem a haver inundações em Pombal, não se queixem...

 

9.9.24

Vamos falar de marketing territorial?



Preferi esperar umas semanas após a apresentação da nova imagem do Município de Pombal, de forma a ter tempo para assimilar e, assim, poder abordar o tema de forma mais ponderada, portanto eis que chegou a altura de falar desta questão.
Quem acompanha o azinheiragate e quem me conhece sabe o quanto eu gosto de marketing territorial e as constantes referências que faço ao mesmo. Após analisar esta nova imagem, confesso que não fiquei convencido com a mesma a nível gráfico. Há erros graves, tal como a referência à gruta Talismã, a qual, pasme-se, fica em... Penela. Parece-me que a abordagem deveria ter sido outra, vivenciando, de facto, o território, fazendo um transecto da Serra de Sicó até à faixa litoral. Há diferenças substanciais que deveriam ter sido transpostas. As referências são, no geral, superficiais e pouco apelativas. Seria interessante perceber se os locais foram tidos em conta na elaboração desta nova imagem. Não me parece que tenham sido, dada a falta de profundidade e, diria eu, sentimento, na imagem. O marketing territorial tem de ser como uma esponja que absorve, mas neste caso a esponja ficou meio seca. 
Resumindo, não fiquei convencido e acho que poderia ter ficado algo bem melhor. Não desenvolvo mais por um motivo muito simples, o de que para desenvolver mais teria de abrir mão de técnicas e formas eficazes para fazer marketing territorial em Sicó. Já faço isto há uns anos, desde que me apercebi que outros aproveitavam economicamente as minhas ideias...

27.7.24

O antes e o depois da intervenção no jardim da Várzea: registo fotográfico e crítica fundamentada



Nem imaginam o quanto feliz estou por mais este "antes e depois" de um espaço em Sicó. Cuidar das nossas memórias é fundamental, tal como debater as transformações na paisagem, neste caso urbana...
Foi em Junho de 2021 que efectuei 6 registos fotográficos, em pontos específicos em redor do Jardim da Várzea, Pombal, antes do início da intervenção no respectivo espaço verde. A intenção era simples, voltar aos mesmos pontos depois da obra terminada, de forma a efectuar novos registos. Isto porque preservar a memória destes espaços é muito, mas muito importante. E ver a transformação possibilita debater sobre a mesma, já que não é apenas uma memória, mas sim registos fotográficos que possibilitam factualmente comparar e, assim fazer por exemplo, juízos críticos de valor. Eis que passados 3 anos voltei ao local para proceder a novos registos fotográficos.
No meu caso este interesse também por espaços verdes vem do tempo da licenciatura, onde uma das disciplinas opcionais que escolhi foi precisamente a de Espaços Verdes. Esta disciplina permitiu-me abrir horizontes como não esperava. Há um antes e um depois de ter tido esta disciplina.
Resumindo estes registos fotográficos, podem ver que são 6 registos fotográficos do Jardim da Várzea em 6 pontos diferentes. São 5 registos panorâmicos e 1 em fotografia simples, os quais permitem ver o antes e o depois.
Sobre a minha opinião crítica, considero que não foi a melhor opção intervir desta forma. A obra no seu todo foi de 1.711.971 euros (este valor dava para fazer um plano de paisagem para Sicó....). Perdeu-se identidade e humanismo neste espaço verde. Incluiu-se... betão. Aqueles ângulos rectos de betão nada têm a ver com o espaço, sendo um erro ridículo. Havia necessidade de abater várias árvores de porte médio? Isto mesmo tendo em conta que plantaram várias. Para quê a relva, para os cãezinhos virem fazer o seu cocó? Deveria ter-se pensado bem o estrato herbáceo, arbustivo e arbóreo... E se não me engano tem menos bancos para nos sentarmos! A área de usufruto do espaço verde diminuiu (facto), e esse aspecto é mais um sinal preocupante de como se fazem as coisas mais para "inglês" ver e menos para desfrutar.
Com muito menos dinheiro teria sido possível fazer bem melhor do que foi feito. Pena que assim seja, intervir sem chamar a população ao debate, de forma a fazer a coisa como é suposto...














22.7.24

Dizer que é pouco inteligente é... pouco!


Foi através d´ Os Amigos do Arunca que fiquei a saber de algo que me surpreendeu pela negativa e me preocupou bastante tendo em conta que o ordenamento do território e os problemas de poluição são temas que me são caros. Trata-se da construção de um campo sintético de futebol em pleno leito de cheia do rio Arunca, em Pombal. Não sei de quem é o campo em causa, sei apenas que fica a poucas dezenas de metros de um outro campo de futebol. 
Quem, como eu, estudou disciplinas que versam sobre o ordenamento do território, sobre hidrografia e afins, lembra-se bem que uma das regras mais sagradas quando se planeia algum tipo de infra-estrutura em leito de cheia (ex. parques verdes e estruturas de apoio), é a de não construir estruturas que possam ser afectadas aquando de episódios de cheia e inundação. Ora, construir um sintético em leito de cheia é precisamente uma coisa que não deve ser feita, já que aquelas bolinhas de borracha preta e microplásticos presentes neste tipo de equipamento, serão levados pela água quando esta reclamar o seu território, ou seja o leito de cheia. E isso irá ocorrer muitas vezes e de forma recorrente. E não, não há forma de evitar isto após a construção de um campo sintético. É, portanto, à revelia das regras mais básicas que se construiu este sintético. Em termos ambientais é igualmente negativo criar-se ali mais um foco de poluição, pois além de um campo sintético, este campo é agora um permanente foco de poluição.
Esta é a sina do tuga, fazer asneira atrás de asneira e não aprender com isso. Pena que assim seja... E o triste é que quando a água vier buscar uns kg de microplásticos e bolinhas de borracha, eu não me vou rir, mas sim ficar triste.
Ah, e para os que dizem que o que eu digo é um disparate, vejam bem a última figura, lá em baixo...






 

4.7.24

Participem nesta discussão pública sff!! #Pombal


A participação pública tem pouca tradição em Portugal, contudo não é isso que me impede de vos desafiar para participarem na discussão pública associada a um pedido de alargamento de uma das pedreiras situadas em Pombal. Quando se fala do assunto, muitos falam, portanto estou para ver quantos vão participar neste importante acto de cidadania. O endereço electrónico onde podem encontrar toda a informação é este: https://participa.pt/pt/consulta/ampliacao-da-pedreira-do-chao-queimado 



E se precisarem de ajuda, eu estarei aqui para o que me for possível, tal como é meu hábito.

 

22.6.24

Façam o favor de se envolver neste processo que vos diz respeito...


Tendo em conta que é algo de importante e que é importante os pombalenses participarem, fica o desafio para que se envolvam no processo que, no final, vos diz respeito. É das ferramentas mais importantes no domínio do ordenamento do território e do desenvolvimento territorial, caso o queiramos, obviamente. Se houverem 100 a participar e esses 100 apenas participarem para pedir para reclassificarem um terreno seu para construção, isto não é contribuir para a solução, mas sim para o problema. Apresentem propostas devidamente fundamentadas e ideias que possam ajudar a que o PDM sirva o seu propósito, a bem de todos nós. 

12.2.24

O fim de ciclo de uma bela obra de arte urbana

Há uns tempos, e quando percebi que a obra tinha iniciado, fiz logo o registo fotográfico, de forma a acompanhar a dinâmica de uma obra de arte urbana condenada ao desaparecimento pela normal dinâmica urbanística da cidade de Pombal, concretamente pela construção de um novo prédio num local há dezenas de anos abandonado. Passadas umas semanas, fiz novo registo fotográfico, já com a obra a decorrer e já este mês, mais um registo fotográfico, já com a obra de arte urbana desaparecida.

Era uma obra de arte urbana simples, mas muito simbólica e apelativa, daí eu falar da mesma. Este comentário serve para lançar um desafio, o de criar nova obra de arte igual, noutro edifício, já que é bonita e faz pensar em coisas importantes. Há 3 anos falei da mesma e fiz uma reflexão.

Há certas obras de arte urbana que têm um ciclo de vida curto, como foi este o caso, mas era importante recriar esta obra de arte urbana noutro ponto da cidade. E já agora, criar novas obras de arte urbana! O desafio está lançado.




 

14.1.24

Porque não as baptizaram por exemplo como "Pombinas"?


Inicio este comentário com algo que me irrita profundamente, ou seja estrangeirismos completamente desnecessários. Porquê Pombike e não Pombinas? Ou outra solução para um nome português?
Feito o reparo, falo então do sistema de bicicletas partilhadas de Pombal, em uso há poucos meses e, de acordo com o que tenho visto das várias vezes que tenho ido a Pombal, com os normais problemas, ou as chamadas dores de crescimento. Os sistemas de bicicletas partilhadas têm surgido por muitos municípios deste país e a região de Sicó não é excepção. E é bom que isso aconteça, claro que de forma sustentada e bem estruturada, pois se é para ter algo só porque é moda não faz sentido, daí que os projectos tenham de ser estruturados de acordo com as especificidades locais, de forma a maximizar o sucesso. E não basta ter os sistemas de bicicletas partilhadas, mas sim ter uma plataforma que seja adequada, um bom posicionamento dos estacionamentos das mesmas (docas) e regras à prova de vândalos. E, claro, ter vias seguras para a utilização das mesmas. Não se iludam, sem segurança é muito difícil andar de bicicleta. E não precisamos de construir ciclovias de raíz em muitos casos. Há zonas onde basta a acalmia de tráfego para facilitar, outras onde pegando na infraestrutura existente se consegue criar vias seguras para ciclistas. Noutras sim, pode e deve-se criar uma estrutura segregada, tudo vai depender da rua em causa. E é fundamental haver ligação entre ruas, de forma a que os trajectos ciciáveis não tenham barreiras, obstáculos e tenham uma continuidade natural, a qual potencie o uso da bicicleta, sejam elas partilhadas ou não.
Aproveito para questionar os utilizadores destas bicicletas partilhadas de Pombal sobre o uso das mesmas. Estejam à vontade para aqui trazer as vossas experiências de utilização, de forma a perceber como corre a coisa. Desconheço o número de utilizadores e número de viagens, pois não sei se o Município de Pombal disponibiliza esses dados.





 

27.11.23

Orçamento Participativo de Pombal: apelo ao voto e breves notas sobre o OP


Falo aqui regularmente, e já há alguns anos, dos Orçamentos Participativos dos vários municípios da região de Sicó. Desta vez falo sobre o OP de Pombal, que está em fase de votação. Façam o favor de votar!

Há 2 dias estive a falar precisamente sobre o OP de Pombal com alguém de Pombal, mais concretamente sobre algumas dúvidas sobre o processo e sobre um dos projectos em particular, portanto nada como vir falar disso aqui, já que se justifica plenamente. É um tema que considero muito interessante e que é importante falar especialmente nestes primeiros anos de OP, já que se tem visto muita chico espertice nos vários OP´s municipais. 

Mas vamos então ao OP de Pombal. Foram submetidos cerca de 32 projectos (muito bom este número!) e seguiram para votação cerca de 11 destes projectos (nada mau!). Um dos pontos que me apercebi quando estive a dar uma vista de olhos no OP é o facto de não ser fácil perceber logo quem são os promotores dos projectos, portanto fica o reparo para o próximo OP. Outro dos pontos foi a diversidade de projectos apresentados, facto a salientar e a aplaudir.

Não pretendo aqui esmiuçar sobre os projectos, de forma a que se sintam curiosos ir dar uma vista de olhos sobre os mesmos (os que seguiram para votação mas também os que se ficaram pela primeira fase). Quero apenas destacar aqui, de forma crítica, um dos projectos, já que me parece que o mesmo não se adequa a um OP, especialmente tento em conta a entidade promotora do mesmo. Falo, claro, do projecto P-Bike. E por favor, deixem-se de estrangeirismos!!!

A filosofia dos OP´s é serem pessoas individuais, associações ou afins da sociedade civil a propor projectos vários. Não é filosofia dos OP´s serem as entidades públicas a proporem projectos... Os OP´s não podem servir para arranjar dinheiro para colmatar o orçamento municipal. Este projecto nem era suposto aparecer no OP. O promotor do projecto poderia sim optar por fazer algo muito simples, ou seja destinar uma verba de apoio a quem quisesse comprar bicicletas eléctricas (ou convencionais) para usar no seu dia-a-dia. Por isso mesmo fica a dica ao promotor do projecto para que faça um estudo desta ideia, de forma a num próximo orçamento municipal a incluir já de forma devidamente planeada e de forma a que possa ter sucesso. É uma ideia que pode ajudar a tirar centenas de carros do centro da cidade, já que actualmente a bicicleta eléctrica (e convencional...) é uma boa opção para muitas das viagens curtas e médias que tanta gente faz diariamente.

23.11.23

Faz algum sentido?


Outro dia, quando passei ali ao lado do Castelo de Pombal, reparei num belo mural, recentemente inaugurado. É de uma temática importante e algo que merece uma visita, portanto façam o favor de dar uma voltinha a pé e passem por ali para apreciar a bela obra de arte urbana.
Mas não é do mural que quero falar, quero falar sim de algo que não faz sentido, ou seja o posicionamento de duas estruturas, bancos e estacionamento de bicicletas. Os bancos são os adequados e o sistema de estacionamento de bicicletas, de tipo Sheffield, também é o adequado, contudo o posicionamento de ambos colide, ou seja não beneficia quem quer estar ali sentado, dado o facto do estacionamento de bicicletas estar demasiado próximo. Deveria ter sido pensado um posicionamento diferente de ambas as infra-estruturas, de forma a não se atrapalharem uma à outra, tal como acontece neste caso. É pena não estarem ali estacionadas bicicletas, pois caso estivessem, perceberiam melhor o problema. Caso estivessem, perceberiam que quem quisesse ir sentar-se ali ficaria com pouco espaço, já que as rodas das bicicletas ficariam muito próximas dos bancos. É um conflito desnecessário, diga-se. Resolver esta questão é fácil, portanto fica a a dica ao executivo municipal...