No último ano, e fruto dos 1703 km que fiz a pé em Ansião, vi centenas de locais onde as pessoas foram despejar restos de jardins, com uma espécie exótica com potencial invasor, a Yucca Gloriosa. É algo que ninguém deve fazer, pois está a contribuir para destruir a biodiversidade de Ansião. Repito que foram centenas de locais pelo concelho que vi, seja na berma de estradões florestais ou simplesmente no meio do monte. Isto representa um problema que se vai agravando, portanto passem a mensagem. Espécies exóticas e invasoras são para controlar e eliminar!
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9.2.26
5.5.25
Atenção que é ilegal a plantação desta espécie!
Foi com muita surpresa que me deparei com algo outro dia, no Avelar, e num jardim situado ao lado do hospital. Ao olhar com atenção notei que havia ali algo de errado, ou seja uma espécie que não era suposto estar sequer ali, dado ser uma espécie invasora e, portanto, nem sequer pode ser usada, seja em jardins ou noutro local.
Para tirar a dúvida, contactei um colega geógrafo, o qual se especializou em botânica e com o qual já trabalhei. Confirmou o que eu pensava, que era uma invasora, mais concretamente uma Albizia julibrissin. Eu pensava que era uma mimosa, mas afinal era esta outra invasora. Os meus tempos de biogeografia já vão longe, pois especializei-me em geografia física.
É muito importante falar desta problemática que representam as plantas invasoras e não se deixem levar pelo discurso que se vê nalguns cromos zen das plantas, que dizem que os invasores somos nós, ok?! As espécies invasoras são um problema muito grave, seja plantas ou espécies animais!
Não sei de quem é o jardim, mas espero que a planta invasora em causa seja devidamente erradicada. E, já agora, as invasoras já são um grave problema na região de Sicó, nomeadamente devido às mimosas, mas não só (eucalipto idem...). Os incêndios de há poucos anos vieram agravar o que já era mau...
27.7.24
O antes e o depois da intervenção no jardim da Várzea: registo fotográfico e crítica fundamentada
Nem imaginam o quanto feliz estou por mais este "antes e depois" de um espaço em Sicó. Cuidar das nossas memórias é fundamental, tal como debater as transformações na paisagem, neste caso urbana...
Foi em Junho de 2021 que efectuei 6 registos fotográficos, em pontos específicos em redor do Jardim da Várzea, Pombal, antes do início da intervenção no respectivo espaço verde. A intenção era simples, voltar aos mesmos pontos depois da obra terminada, de forma a efectuar novos registos. Isto porque preservar a memória destes espaços é muito, mas muito importante. E ver a transformação possibilita debater sobre a mesma, já que não é apenas uma memória, mas sim registos fotográficos que possibilitam factualmente comparar e, assim fazer por exemplo, juízos críticos de valor. Eis que passados 3 anos voltei ao local para proceder a novos registos fotográficos.
No meu caso este interesse também por espaços verdes vem do tempo da licenciatura, onde uma das disciplinas opcionais que escolhi foi precisamente a de Espaços Verdes. Esta disciplina permitiu-me abrir horizontes como não esperava. Há um antes e um depois de ter tido esta disciplina.
Resumindo estes registos fotográficos, podem ver que são 6 registos fotográficos do Jardim da Várzea em 6 pontos diferentes. São 5 registos panorâmicos e 1 em fotografia simples, os quais permitem ver o antes e o depois.
Sobre a minha opinião crítica, considero que não foi a melhor opção intervir desta forma. A obra no seu todo foi de 1.711.971 euros (este valor dava para fazer um plano de paisagem para Sicó....). Perdeu-se identidade e humanismo neste espaço verde. Incluiu-se... betão. Aqueles ângulos rectos de betão nada têm a ver com o espaço, sendo um erro ridículo. Havia necessidade de abater várias árvores de porte médio? Isto mesmo tendo em conta que plantaram várias. Para quê a relva, para os cãezinhos virem fazer o seu cocó? Deveria ter-se pensado bem o estrato herbáceo, arbustivo e arbóreo... E se não me engano tem menos bancos para nos sentarmos! A área de usufruto do espaço verde diminuiu (facto), e esse aspecto é mais um sinal preocupante de como se fazem as coisas mais para "inglês" ver e menos para desfrutar.
Com muito menos dinheiro teria sido possível fazer bem melhor do que foi feito. Pena que assim seja, intervir sem chamar a população ao debate, de forma a fazer a coisa como é suposto...
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