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18.10.24

Foram apenas meia dúzia de gatos pingados que se dignaram a participar, acham bem?!



Com tanta coisa que fazer fui deixando passar uma nota que é importante que faça. Falo, claro, do processo de participação pública ocorrido há alguns meses, sobre o projecto "Defesa contra cheias de Pombal". Pelo facto de participar regulamente em processos de discussão pública vários, sei que em Portugal o grau de participação é regra geral escasso, contudo não compreendo como é possível num território onde residem dezenas de milhar de pessoas, tenham sido muito escassas as participações no projecto em causa. Uma entidade pública, uma entidade política, duas associações e dois cidadãos em nome individual apenas?! Algo de tão importante só fez levantar mais dúzia do sofá para darem a sua opinião?! Qual a justificação para isto? Em Ansião, e relativamente a outro projecto, fomos mais de 900!!! Em Alvaiázere fomos cerca de 200!!
Quando voltarem a haver inundações em Pombal, não se queixem...

 

17.10.23

Participem na discussão pública do projecto "Defesa contra cheias de Pombal"


Muitos são os que se queixam quando ocorrem cheias e inundações em Pombal (e não só), mas raros são os que, tendo possibilidade, se manifestam quando são chamados a dar a sua opinião e contributos para a mitigação do grave problema. Eis que todo/as têm agora a possibilidade de dar a sua opinião, técnica ou não, sobre algo que deve dizer muito a Pombal.
Como fazer para darem a vossa opinião? Simples, vão à plataforma "Participa", façam o vosso registo pessoal, de forma a se inscreverem na plataforma, e analisem a documentação sobre o projecto "Defesa contra cheias de Pombal". E não me venham com a desculpa de não terem tempo, lembrem-se que se têm tempo para estar sentados horas no sofá todos os dias, a ver conteúdos televisivos ocos, sem qualquer interesse ou algo para aprender, também têm algumas horas para analisarem os documentos do projecto e, assim poderem ser pessoas activas em prol da defesa da cidade perante fenómenos extremos, tais como cheias e inundações. Cidadania não é só direitos, mas sim também deveres, e participar é um dever!

17.1.21

Reduzir o risco de cheias e inundações urbanas na Vila de Ansião



Este é um daqueles comentários que só alguns vão perceber no essencial, já que envolve questões técnicas e um conhecimento específico. Trata-se de um comentário que se ainda estiver disponível online daqui a 40 anos, será alvo de comentários tipo: “ele já tinha avisado há 40 anos...”.

Quando falamos em ordenamento do território, falamos em ordenar e gerir o território. Isso faz-se tendo em conta o antes, o agora e o futuro. É complexo, eu sei bem, contudo é daquelas matérias onde não pode haver atalhos. Se os houver eles pagam-se caro, mais tarde ou mais cedo...

Já tinha este exemplo em mente há muito tempo, contudo há sempre algo a falar e acabo por ir adiando.

Quem é de Ansião concerteza chegará rapidamente à conclusão de onde é afinal este local. Trata-se do mercado municipal de Ansião. Falo deste local por dois motivos, o primeiro é o de que se trata de um local a precisar de obras há muitos anos. Não são condições aceitáveis para os vendedores terem as suas mercadorias à venda especialmente no Outono e no Inverno. O segundo é que as necessárias obras deverão ter em conta um aspecto crucial, ou seja o facto de existir ali uma linha de água e a impermeabilização actual e futura ter consequências nefastas.

Defendo que uma futura remodelação do mercado municipal tenha em conta esta questão basilar, haver ali uma linha de água. E não é restringindo a linha de água a umas manilhas que o problema ficará mitigado. Há um outro exemplo já ocorrido, com consequências negativas, que mostra o erro que é tentar domar as linhas de água. Falo, claro, da urbanização situada ao pé da escola. Se descerem a rua, pelo lado da biblioteca de Ansião, veem essa mesma urbanização do vosso lado esquerdo. Foi feita transversalmente ao pequeno vale, barrando em boa medida a linha de água, facto que alguns dos moradores sentiram nas suas garagens...

Mas voltando ao Mercado Municipal de Ansião, e vendo as duas imagens que acompanham este comentário, podem ver, à superfície, a linha de água. E mesmo não tendo água à superfície a maior parte do tempo, ela está lá 365 dias por ano!

Já propus, formal e informalmente, a dois dos executivos que ponderassem esta questão, aquando de eventuais obras de requalificação do mercado municipal de Ansião.  Isso passaria por uma obra em que ocorresse uma renaturalização do sector afecto à linha de água. É algo para ser trabalhado por uma equipa multidisciplinar, e não apenas por engenheiros e arquitectos.

Preocupa-me imaginar todo aquele sector impermeabilizado. E sejamos honestos, a probabilidade é muito elevada, seja a jusante dali, já que o terreno situado ao lado do quartel dos bombeiros será para construir nos próximos anos, seja a montante, com a expectável urbanização do sector a montante do mercado municipal. Um corredor verde seria o ideal, garantindo a não edificação naquele sector susceptível a cheias e inundações urbanas. São decisões difíceis, é certo, mas afinal o que é mais importante, o interesse privado de alguns ou o interesse público, que é de todos nós?

Daqui a uns tempos voltarei a este assunto, para já fica este meu comentário, de reflexão...