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13.6.26

Muito preocupante!!!


Deparei-me há poucos dias com esta mensagem num grupo do Facebook da região de Sicó, sendo que fiquei perplexo com o conteúdo da mensagem. A aplicação de veneno e/ou herbicida não é nem nunca será uma solução, será sempre um problema que atenta contra a saúde pública dos sicoenses e contra os recursos aquíferos deste território. Mais preocupante foi constatar que quem escreveu isto é mãe de filhos, mais parecendo que não tem qualquer preocupação ou noção sequer do perigo que isto é para os seus próprios filhos.
Fica a dica e o alerta...

 

27.9.24

Vamos falar da política de gestão de resíduos orgânicos na região de Sicó?


Deparei-me com este contentor de resíduos orgânicos num exclave de Soure, ou seja numa descontinuidade territorial do concelho de Soure, sendo portanto uma boa oportunidade para abordar a questão da compostagem e da política dos resíduos orgânicos na região de Sicó, e logo de uma forma duplamente interessante.
É fundamental que os resíduos orgânicos que produzimos, caso dos restos de comida, não sigam para o lixo, mas sim para um processo de compostagem, já que além de assim serem valorizados, não se contribui ainda mais para os aterros municipais ou supramunicipais. Se bem me lembro esta tipologia de resíduos representa à volta de 30% do total de resíduos indiferenciados encaminhados para aterro. É, portanto, fundamental ter uma política de gestão dos resíduos orgânicos devidamente planeada. Contudo isto tem de ser bem ponderado, já que no meu entender, não faz sentido ter um contentor deste tipo em aldeias como esta. Em aldeias como esta o que faz sentido é ter um espaço próprio para a compostagem (para aqueles que não a façam à antiga, como dar os restos às galinhas, cães e afins), evitando ter de vir um camião recolher os resíduos. Ou seja trata-se de gerir este tipo de resíduos numa lógica de proximidade e num ciclo curto, mais eficaz, racional e sustentável. Claro que num meio urbano como são as vilas, já não será a opção mais indicada, pois aí já há apartamentos onde, obviamente, não se consegue fazer uma compostagem de ciclo curto. Ou seja, a estratégia para a gestão de resíduos orgânicos deve ser diferenciada e ajustada entre aldeias e vilas e cidades na região de Sicó. 
Eu sempre encaminhei os resíduos orgânicos, independentemente de viver em vilas, cidades ou mesmo países diferentes, já que sempre soube da importância de lidar eficazmente com esta questão. Viver no campo, em contacto com a Natureza, é a melhor escola que podemos ter. Tudo o resto vem a jusante.

 

5.9.23

Projecto Recicla Soure 5 anos depois

Em 2018 falei aqui do projecto Recicla Soure, aquando da fase de implantação deste projecto. Passados 5 anos volto ao assunto, após ter passado ali novamente há umas semanas e parado para perceber como estava a correr. Este ponto de recolha de resíduos está situado à saída das Degracias, havendo outro igual no lugar dos Baixos. Gostei de ver que as coisas estão mais compostas, contudo, e olhando para a sinalética, fica a dúvida sobre o horário de deposição dos resíduos. Fica a dica para a correcção do problema...



 

9.5.23

Passar um dia diferente, quem quer?


No dia 13 de Maio de 2023, às 15 horas, na sede da Associação de Defesa do Património Cultural e Natural de Soure , irá acontecer a apresentação do livro do Professor Carlos Silva - CONSTRUÇÕES RURAIS DE PEDRA SECA NO MACIÇO DE SICÓ - Um Património que Urge Proteger.
Um bom motivo para passar uma tarde diferente e conhecer uma das associações de índole ambiental da região de Sicó! E uma boa desculpa para ir a Soure, almoçar num restaurante local e desfrutar desta bela localidade.


 

5.5.23

Arrancar árvores para plantar umas florzitas "só para inglês ver"?!


Foto: Google Maps


Foto: Stephen Vincent



Foto: Facebook "Apanha Mentirosos"

Bem, estas 3 imagens mostram o que se passou há poucos dias em Soure, mesmo em frente à Biblioteca Municipal de Soure. É algo que revoltou muito/as sourenses e com toda a razão.

Deixei passar a fervura para poder comentar com maior conhecimento sobre o assunto, mas agora, e feito o TPC, eis que venho então abordar esta situação. Vi várias desculpas para isto. Uma suposta valorização paisagística daquele largo, de forma a dar mais visibilidade ao edifício da Biblioteca, uma suposta transplantação das árvores, etc. Em linguagem de quem está habituado a ver este tipo de casos, chama-se de balelas. Não faço ideia sobre o que, de facto, levou a esta situação, contudo é um perfeito disparate. Destruir o arvoredo é mau, e numa praça a precisar de verde, é um tiro no pé. A desculpa de arrancar as árvores para dar mais visibilidade ao edifício da Biblioteca é um perfeito disparate. Arrancar árvores para depois plantar ali umas flores é um verdadeiro atestado de incompetência de quem gere o espaço. Perdem-se árvores que além do oxigénio tornavam aquela praça mais fresca no Verão. Sim, pode parecer que não mas têm um efeito maior do que possam imaginar. Como sei? Estudei espaços verdes e estudei climatologia local, daí saber bem do que falo. Foi quando fiz um trabalho sobre o efeito dos espaços verdes no espaço urbano que fiquei a saber, de facto, da enorme importância de, por exemplo, destas árvores arrancadas. E há quem defenda esta acção pouco ou nada inteligente. Mais valia dizerem logo que era para depois poder montar ali palcos para eventos...

Esta iliteracia neste domínio não era suposto ocorrer em entidades públicas, às quais se exige mais, muito mais. E já nem falo que quando se pretende fazer algo num espaço como este, dizem as boas práticas que em primeiro lugar se devem ouvir os locais. Não foi isso que aconteceu...

Assim não vamos longe...

14.11.18

Projecto Recicla Soure: quero saber mais sff


Até há poucos dias desconhecia o "Projecto Recicla Soure" e foi numa das minhas voltas por Soure que me deparei com dois destes locais que visam dar seguimento à "promoção da reciclagem multi-material e valorização orgânica de resíduos urbanos. 
Não vou embandeirar o projecto, até porque conheço bem a temática da reciclagem e do muito que está por fazer e mudar em Portugal e na região de Sicó. Ando um bocado desiludido com esta questão à conta de um livro que tenho escrito mas que ainda não consegui publicar. Este livro é o reflexo de 20 anos de activismo. Já tive dois nãos e estou agora à espera de resposta por parte de uma outra entidade. Quem eu mais pensava que poderia apoiar a edição de um livro inovador e único sobre a temática, foi quem mais me desiludiu, ou seja uma entidade de âmbito nacional. Esta entidade após contacto inicial mostrou algum interesse, mas 4 meses depois de enviada alguma informação para análise, e apenas 1 dias depois de ter enviado uma mensagem, de forma a solicitar informação sobre a análise, recebi uma resposta seca e pouco profissional, de que não estavam interessados. Já percebi que os interesses instalados não gostaram de ouvir umas verdades, algo que me motivou ainda mais.
Mas voltando a Soure, é bom ver surgir um projecto deste tipo, contudo há que esperar para ver os resultados, já que não sei como foi pensado este projecto. Não sei qual o sucesso que irá ter, ainda mais porque há interesses que se podem considerar de certa forma conflituosos e ambíguos.
Não tenho confiança num sistema em que uma empresa de resíduos, com forte influência autárquica, privilegia há demasiados anos a deposição em aterro de resíduos recicláveis. Não tenho confiança num sistema em que uma empresa de resíduos é muito lenta no desenvolvimento de soluções que foquem em primeiro lugar a reciclagem, focando em primeiro lugar a deposição em aterro, que é muito lucrativa, facto que atrasa o estabelecimento de uma estrutura focada na reciclagem de materiais, algo de muito lucrativo e benéfico para todos.
No domínio da reciclagem há muito por fazer, tal como na questão dos resíduos orgânicos, que representam uma percentagem importante dos resíduos que cada um de nós produz. Há poucos meses propus uma ideia para a Vila de Ansião, com vista a valorizar este tipo de resíduos em especial.
Logo que este projecto esteja mais avançado voltarei a falar do mesmo. Para já fica o convite à reflexão sobre a temática da reciclagem.