segunda-feira, 28 de março de 2016

A estupidez não tem limites, mas vai ter multa...


Freguesia do Zambujal, concelho de Condeixa-a-Nova, é precisamente ali que a estupidez não teve limites. Um qualquer cidadão teve a genial ideia de estoirar uns milhares de euros para fazer este belo serviço, o qual representa o expoente máximo da iliteracia ambiental e um sinal claro que muito há a fazer por parte das entidades públicas. Fiquei profundamente chocado quando um amigo me enviou estas imagens. Falta claramente sensibilização ambiental que possa precaver este tipo de acções muito negativas a vários níveis.
Possivelmente quem fez isto nem se apercebeu da acção pouco inteligente que promoveu naquele campo de lapiás, dada a geoiliteracia, mas uma coisa posso garantir, é que brevemente vai-se aperceber e da pior forma, pois esta acção é ilegal e está sujeita a "prémio". Não tenho prazer em promover este "prémio", mas em casos graves não há volta a dar... Quase que aposto que será para plantar eucaliptos...
Quando eu falo em políticas públicas específicas para o carso de Sicó, faço-o precisamente por isto mesmo, já que noutros países, como por exemplo a Eslovénia (berço do carso), estas já existem há muito tempo e isso faz toda a diferença em termos de desenvolvimento socio-económico. Vivemos na Idade Média em termos de legislação específica para a região de Sicó. Temos muito para andar em termos civilizacionais, isso é certo.
A região de Sicó podia estar à frente no seu tempo, pois tem um imenso património e mais-valias. Infelizmente vive-se uma república das bananas e o futuro não se afigura muito diferente, pois para que isso fosse possível as coisas teriam de estar a um outro nível. Temos o know-how, mas falta a vontade para mudar o paradigma actual...



quarta-feira, 23 de março de 2016

Escola da Água: um notável projecto pedagógico no carso de Sicó


Ontem foi um dia diferente dos demais. A razão é muito simples, dá pelo nome de "Escola da Água". É um projecto de enorme importância e de grande potencial pedagógico e é dos raros centros de interpretação ambiental que verdadeiramente o é, já que desde há uns anos surgiu a moda de denominar tudo e mais qualquer coisa como centro de interpretação.
Já conhecia este projecto há alguns meses e há uns dias surgiu o convite para a desejada inauguração. Ansiava bastante pela inauguração, ainda mais porque há quase 10 anos andei a trabalhar num projecto similar (Escola da Geodiversidade e Escola da Biodiversidade). Infelizmente o projecto não foi em frente à conta de ressabianismos políticos. No caso da "Escola da Água" o destino do projecto felizmente foi diferente e todas as entidades e pessoas ligadas a este projecto conseguiram levá-lo a bom porto.


Chegado ao lugar da Arrifana, na Freguesia de Ega. Condeixa-a-Nova, deparei-me com algumas caras conhecidas e não demorou muito até surgir uma ideia para um artigo científico, bem como algo mais. Eram dezenas de pessoas, desde habitantes da Arrifana até investigadores vários. A imprensa esteve também presente, destacando eu o Jornal Terras de Sicó, que disponibilizou prontamente no seu facebook várias fotografias do evento.


Enquanto investigador do carso, e tendo em conta tudo o que já vi em termos de boas práticas e projectos em países como a Eslovénia, não tenho a mínima dúvida da qualidade do projecto "Escola da água". Todos os envolvidos estão de parabéns e agora é seguir em frente. Gostei bastante da forma como o projecto foi planeado e a forma como está posto em prática. Foi conseguido um bom compromisso entre os conteúdos pedagógicos e a forma de os expor no recinto da antiga escola primária da Arrifana. Conteúdos bem elaborados, claramente pensados por quem percebe da coisa, e uns belos painéis que qualquer pessoa deverá compreender aquando de uma visita aquele espaço. A solução encontrada para a exposição dos painéis interpretativos foi muito bem conseguida.  Importa referir que a visita aos painéis é gratuita, podendo qualquer um de vós parar naquele local e investir uns minutos na leitura e compreensão daqueles conteúdos.
Há uma grande margem para evoluir agora, mas para isso vão ser necessárias parcerias (algumas já existentes) e dinamização do local, com actividades várias. O limite é a criatividade, dando para fazer muita coisa neste âmbito, a começar peças escolas da região de Sicó, às quais recomendo uma visita.
Para o espaço interior, já é necessária marcação e tem de se pagar um valor simbólico, mas garanto-vos que vale a pena. Com esta última fotografia, deixo-vos uma pista do porquê valer a pena...


sexta-feira, 18 de março de 2016

As escovas de dentes também se reciclam: um bom exemplo em Pombal


Há umas semanas vi no Pombal Jornal uma notícia rara na imprensa regional, a qual me alegrou bastante. Isto, especialmente, porque ando a pensar fazer algo semelhante em Ansião e promover iniciativas semelhantes por toda a região de Sicó, sensibilizando assim as pessoas para uma temática específica no mundo na reciclagem. Até agora tenho guardado algumas escovas, de forma a que no dia em que surja um eco-escovão, as possa depositar naquele recipiente. 
É possível que a maior parte de vós não saiba que este tipo de resíduos é específico, tendo por isso de ser depositado num eco-escovão e não num vulgar ecoponto, tal como possivelmente muitos de vós fazem. Em jeito de desafio, peço-vos para tentarem saber qual vai ser o destino destas escovas. tenho a certeza que vão ficar surpreendidos pela positiva, pois o mundo da reciclagem é, por vezes, surpreendente.
E já agora, não precisam de mandar fora a vossa escova de 3 em 3 meses, isso é conversa de vendedor de escovas de dentes. Dependendo de cada um, ela pode durar muito mais tempo, por isso é mais importante verem o estado da escova do que de forma automática mandarem fora a escova de dentes.
Agora toca a reciclar por favor!

segunda-feira, 14 de março de 2016

Espaços verdes para totós


Os espaços verdes costumam ser uma das grandes bandeiras eleitorais na região de Sicó. Basta consultar os orçamentos municipais, na rubrica do ambiente, para constatar que há sempre um sub-capítulo reservado aos espaços verdes. Contudo, a palavra "verde" tem muito que se lhe diga, pois além de ser um termo traiçoeiro, alimenta os sonhos dos eleitores, especialmente nas autárquicas.
Por este mesmo motivo, e tendo em conta a realidade da região de Sicó, venho abordar a temática dos espaços verdes neste blogue. É um tema importante, ao qual tenho de dar mais atenção, especialmente tendo em conta o seu potencial pedagógico. Mas vamos ao que mais interessa.
Antes de começar, peço a cada um de vós que pare nesta linha e pense para si o que é afinal um espaço verde.
Partindo do pressuposto que acederam ao meu pedido, se calhar alguns ficaram confusos, pois normalmente um espaço verde é pensado de forma abstracta. Há vários tipos de espaços verdes, os parques, os jardins, os arruamentos, os cemitérios (isso mesmo, cemitérios), pracetas, matas e tapadas. Por norma, a função principal de um jardim ou parque urbano é a educação ambiental, especialmente em cidades, bem como em vilas.
Em termos históricos muito mudou nos últimos séculos na região de Sicó, pois desde os peristilos romanos de Conímbriga até aos relvados de hoje, muito se alterou, para pior... Enquanto no jardim romano existia um lago, a decoração à volta do lago e ainda uma oliveira, uma vinha, uma palmeira ou umas laranjeiras, os espaços verdes actuais estão em boa medida reduzidos a um relvado, ou seja algo sem importância ecológica, cultural e social. Trata-se portanto de um mero ornamento, o qual exige grande manutenção e despesa, bem como a utilização de herbicidas...
O típico "jardim" é um jardim formal, com formas geométricas e sem valor ecológico e educativo, ou seja uma pseudo-arquitectura e função enche chouriços. E quanto à fitodiversidade, essa descresceu exponencialmente. A importância da flora natural foi decrescendo, enquanto que sua congénere, a flora exótica, cresceu exponencialmente. E a imagem do jardineiro é a de um pobre diabo, alguém que não tem jeito para trabalhos ditos inteligentes. Isto mesmo que em países desenvolvidos, a figura do jardineiro tenha bastantes créditos e seja muito bem remunerada...
Já no que concerne ao vocabulário associado aos espaços verdes, muito já foi esquecido. Taxon é um "bicho" que poucos conhecem, pois sabem apenas (e nem sempre...) o nome vulgar. Família é outro "corpo" estranho. Tipo biológico (e.x. Mesofanerófitas (10-20 metros); Nanofanerófitas (0,3-2 metros)) idem. Regime fenológico, só aqueles que ainda estão próximos da Natureza é que ainda se lembram o que isto é. E já nem vale a pena falar da origem geográfica (Boreal; Africano; Indo-Malaio; Cadense; Neotropical; Australiano; Antrárctico), pois o pessoal é um bocado desnorteado.
Mas vamos a desafios. Desafio cada escola, cada cidadão da região de Sicó, a efectuar um pequeno estudo fitogeográfico dos espaços verdes da nossa região. Ou então escolham uma árvore próxima da vossa porta acompanhem, com o caderno de apontamentos, as fenofases da espécie em causa (folheação, floração e frutificação). Em tempos tive o privilégio de acompanhar uma árvore e, através das fenofases, aprendi bastante, isso vos garanto. E não, não foi chato, foi muito divertido!
Mas há mais, pois desafio as Câmaras Municipais da região de Sicó a repensarem e revitalizarem os nossos espaços verdes, pois há muito a fazer. Arranquem os relvados e plantem vegetação natural, a qual além de ter uma função ecológica, social e cultural, dispensa tanta manutenção e, melhor, herbicidas!

quinta-feira, 10 de março de 2016

Ler em bom português ou mesmo em inglês, é só escolher!


Mais uma vez volto às leituras, com uma série de livros ou revistas que considero bastante interessantes. Nunca é demais relembrar a importância da leitura, seja miúdos, seja graúdos. Ponto de honra, livros sem "acordo" ortográfico, a bem da cultura, da identidade e do futuro da língua portuguesa.
Este primeiro livro foi uma notável oferta, a qual agradeço e faço questão de divulgar, já que este e outros livros recuperam história que urge manter viva e assim preservar. O património não vive sem pessoas de mérito que traduzam em livro a história da sua terra, da sua região ou do seu país.


Este segundo livro é outra surpresa, a qual recomendo vivamente. Uma obra em nome da ciência, acessível ao comum dos leitores.


Mais uma oferta, desta vez através da Associação Al-Baiaz e da Câmara Municipal de Alvaiázere. Ainda só dei uma olhadela na diagonal, mas já vi que há ali muito por explorar. Já vi ali uns pormenores que valem mesmo a pena uma boa leitura.


Novamente a Revista XXI, do melhor que há em Portugal. Recomendo vivamente para quem quer abrir os horizontes. Um bom investimento, duas vezes por ano nas bancas.


É isso mesmo, património á vossa espera neste livro. Não custa procurar obras relacionadas com a nossa região. Um bom ponto de partida, as bibliotecas municipais.


Destaco mais uma vez a revista Smart Cities. Este número é dedicado à economia colaborativa. A não perder...


É um livro mais técnico, mas acessível e de grande qualidade. Mesmo para quem não entende nada de geoconservação, tem aqui uma boa obra para ler durante umas semanas. Este exemplar foi adquirido na Islândia, o céu dos geógrafos físicos, e não só...


Tal como outros, ainda não tive tempo para começar a ler este livro, no entanto está nas prioridades, dada a qualidade do mesmo. Ainda pensei comprar a versão traduzida para português, no entanto só existia traduzido de acordo com o desacordo ortográfico, o que me levou a desistir da ideia.
Estou quase a meio deste livro. Posso dizer que é realmente fantástico. Escrito por um notável geógrafo, posso dizer, enquanto humilde geógrafo, que é uma excelente leitura, que abre horizontes e ajuda a perceber muitos aspectos que desconhecia. É uma leitura acessível a qualquer um de vós.
Agora, leiam por favor!

sábado, 5 de março de 2016

Sicóleaks: o esgoto dos segredos...

A suspeita existia desde Agosto de 2012, mas agora a suspeita tornou-se uma certeza. Quando era ainda uma suspeita, prometi que iria acompanhar a situação, o que em termos genéricos significa que mais tarde ou mais cedo iria descobrir a verdade. Quis o destino que, ao estar a ver os arquivos de um grupo de ex alunos de Coimbra, os quais, no decorrer de um trabalho académico, fizeram um levantamento fotográfico em 2012, me deparasse com algo tão comprometedor. Isto mesmo que os alunos não se tenham apercebido do que "inadvertidamente" guardaram para a posterioridade através de registos fotográficos. Ao passar por aquele local, e se calhar induzidos pela minha máxima (fotografa, pois mais tarde pode servir para algo...), acabaram por ali parar para ver que estranha obra era aquela. Abençoados!
Confesso que não esperava que algo tão chocante fosse possível em Ansião, algo que demonstra o quanto podre pode estar uma sociedade que deveria estar alicerçada em valores e na ética. Mas vamos lá falar de um tabú...
Onde? Alvorge, mais precisamente a escassas dezenas de metros do Lar do Alvorge. É um tema que muitas pessoas têm medo de falar abertamente. Toda a gente fala entre si, mas publicamente ninguém tem coragem de o fazer. Compreendo perfeitamente porquê, já que é um caso de excepcional gravidade, que, na minha opinião, compromete muito boa gente, influente em termos políticos...(e quando assim é, há sempre o normal receio de represálias, como eu tão bem sei...). Compromete entidades públicas e de interesse público, bem como a imprensa de regime (político), que, na minha humilde opinião, deu cobertura aos responsáveis por esta situação, ao não investigar o assunto em termos jornalísticos. A imprensa não pode ser parcial...
Mas, tal como devem saber, eu não tenho problemas em denunciar casos gravíssimos, aliás sou temido pela minha frontalidade e, diga-se, tenho um gosto especial por casos complicados.


Num país civilizado este caso deveria resultar em demissões, mas em Portugal, e na região de Sicó, resultará apenas numa mais que provável vitimização e desculpabilização por parte dos intervenientes. Com um bocadinho de sorte ainda vou voltar a ler num qualquer jornal que há fundamentalismos que impedem o desenvolvimento... E, claro, vou ser (novamente...) um "alvo a abater", mas afinal já o sou há muito tempo.
Mas comecemos pelo início, passe o pleonasmo. No início de 2012 houve, alegadamente, uma entidade pública que fez uma obra de “saneamento”, a qual consistiu basicamente em drenar as fossas localizadas bem perto do Lar do Alvorge. O intuito não posso dizer, pois não sou bruxo, mas posso dizer o que indicia perante os factos. O tal “saneamento” não foi para ligar à rede de saneamento pública, aliás, segundo o actual PDM de Ansião não está ali prevista nenhuma infra-estrutura de esgotos, apenas uma ETAR no local circunscrito à zona das fossas. Ou seja, estamos perante um esgoto não oficial e ilegal, o qual, em vez de encaminhar os esgotos para uma ETAR, encaminha os esgotos para um sumidouro. Ora, isto é gravíssimo a todos os níveis. Gostava de saber qual vai ser a desculpa por parte das entidades envolvidas. Se estas tubagens não serviram para ligar à rede de saneamento, porque foram as mesmas feitas, e logo na direcção oposta do núcleo urbano, onde não existe sequer possibilidade de ligar à rede de saneamento?! 
Na edição do Jornal Serras de Ansião (Edição de 15/06/2012), a Provedora da Misericórdia e figura histórica do PSD local, Srª Maria Luísa Ferreira, afirmava que era falso que os esgotos se infiltrassem num algar ali próximo. Tinha razão, pois não é um algar, mas sim um sumidouro. Toda a trampa vai directamente para o sumidouro, via linha de água e infiltração pura e dura, seguindo depois para o(s) aquífero(s) Penela-Tomar e, possivelmente, Sicó-Alvaiázere. Das duas uma, ou a Provedora da Misericórdia faltou à verdade, ou então desconhece completamente como foi feita a obra. Espero que a Srª Maria Luísa Ferreira me possa esclarecer. E já agora, espero que também me possa esclarecer como é que não há problemas de poluição associada à "rede de esgotos". Não sendo especialista na temática ambiental, não tem competências técnicas que possam sustentar minimamente tal posição...
Lembra-se de quando o Sr. Jaime Laim disse que a situação dos esgotos não estava resolvida e, quando confrontada, a Srª disse que estava? (acta CM 2012 – 5 de Maio, página 12...). Há alguma dúvida que, de facto, não está, nem nunca esteve resolvida? Aliás, e tal como a referida acta refere, a obra (esgoto) ficou a meio, muito embora o esgoto tenha desde então vazado a trampa...
Há um pormenor simplesmente delicioso, ou seja, os tubos foram alvo de cortes parciais e planeados (cortes transversais), o que indicia que foram intervencionados para que os esgotos se fossem infiltrando durante o trajecto (bela manobra, hein?!). 


Falando em infiltração dos esgotos em meio cársico, deixo-vos com uma imagem bem pertinente...
http://dpipwe.tas.gov.au/Documents/MoleCreekCaves.pdf

Este trajecto termina em terra de ninguém, no início da depressão que limita o grande sumidouro do Alvorge. E não, no limite do “saneamento” não existe nenhuma ETAR, só mesmo terra e rocha. Não é preciso ser-se especialista para perceber que há aqui algo de muito errado, mas, em 2012, para a Srª Maria Luisa Ferreira, parecia que nada havia de errado...





Outra componente interessante tem a ver com a entidade pública que autorizou tal obra e que promoveu, na prática, a mesma. Eu ia jurar que conheço aquela máquina giratória de algum lado...
Importa também saber quem foi o técnico (Eng.º/ª?) que foi o responsável pela construção do “saneamento”, bem como o autarca que lhe deu a ordem e orçamento para tal obra. Um destes eu sei quem é, o/a outro/a não faço ideia, embora haja dois ou três candidatos. Fico à espera do contraditório, caro Rui Rocha, pois politicamente falando, é o responsável pelo facto. Fico também à espera de um pedido de desculpas público, não só aos residentes do Alvorge, bem como aos residentes da região de Sicó, pois na minha opinião justifica-se plenamente.




Mas continuemos, porque é que as fossas não têm sido regularmente esvaziadas e os resíduos respectivos encaminhados para a ETAR de Ansião? (tal como alguns particulares têm de fazer às suas custas) Porque andam os esgotos a vazar livremente e de forma impune? (como o sector terminal das tubagens já está completamente entupido com tanta trampa, já vaza à superfície pela segunda manilha, através da tampa – seguindo para a valeta, depois para o terreno, linha de água e sumidouro) Porque é que esta situação não foi ainda resolvida? Porque é que o caso não tem saído na imprensa local e regional? Ok, breve vai sair, mas desta vez não conta.
E não, não quero ouvir um mero pedido de desculpas, quero ouvir o mea culpa, pois nada pode desculpar o que se tem passado por aqueles lados. E a saúde pública, quem vai arcar com as responsabilidades? O que tem a dizer sobre isto Sr. Rui Rocha? Não, não quero ouvir que a situação já está sinalizada, pois já o disse há 4 anos, e não quero ouvir que isto é da competência das Águas do Mondego, já que também já o referiu há 4 anos. E não quero promessas, quero acção, em nome da seriedade e do interesse público, onde se inclui a saúde pública.
E, já agora, pretendo também um mea culpa da Srª Maria Luisa Ferreira. Errar é humano, negar o erro já não é bem assim...
Quem tem a coragem de partilhar este comentário?!

Deixo-vos com um pequeno vídeo que fiz há 2 semanas: