sexta-feira, 27 de setembro de 2013

O que cada um de nós vê ali?


É um exercício que, apesar de simples e conhecido no meio geográfico, é tremendamente interessante para aqueles que, como eu, gostam de perceber, no concreto, as percepções das pessoas perante o território.
A pergunta que vos faço é simples, o que vêm nesta foto? Antes de prosseguirem a leitura, parem um bocado, olhem para o lado e pensem uns segundos. Escrevam num papel (sim, é mesmo para fazer isso, mas apenas se tiverem uma folha usada - escrevam no verso!)

Indo então às possíveis respostas, estas dependem não só da percepção que temos sobre o território, que varia de pessoa para pessoa, bem como da nossa percepção "profissional", senão vejamos:
1 - O que vê aqui um construtor civil?
R: possivelmente um belo terreno para urbanizar;

2 - O que vê aqui um madeireiro?
R: possivelmente lenha boa para a lareira, pois a lenha de oliveira é da melhor para a lareira;

3 - O que vê aqui um hippie ou um "freak", possivelmente nórdico
R: possivelmente um bom terreno para montar uma tenda e viver em harmonia com a Natureza;

4 - O que vê aqui um agricultor?
R: possivelmente um belo terreno para amanhar, especialmente aquelas belas oliveiras, pois no chão há o belo pasto para as ovelhas;

5- O que vê aqui um geógrafo?
R: possivelmente uma panóplia de aspectos que me levariam resmas de linhas a escrever, mas de entre elas posso dizer que vejo ali um filtro para a água que vou acabar por beber. Vejo também o recurso não renovável "solo", o recurso florestal, que nos dá aquela bela coisa chamada oxigénio ( e a bela azeitona!) e o recurso paisagem, bem como lenha, aquando da limpeza das oliveiras. Mais ainda, vejo um ecossistema, no qual toda uma cultura se desenvolveu ao longo de séculos. E muito mais vejo, no entanto penso que já perceberam o que pretendo fazer com este exercício de estímulo intelectual, os quais são raros hoje em dia. 

Agora a vossa resposta, o que vêm aqui? É ou não um exercício útil e, ao mesmo tempo, curioso?!

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Património, uma palavra vã na nossa cabeça?



Confesso que, por vezes, fico perplexo com algumas coisas que vejo, algumas das quais relacionadas com uma questão que me é cara, o património, palavra cheia de significado, mas só se assim o quisermos...
Há uns dias vi algo que, diga-se, me chocou pela insensibilidade perante um objecto patrimonial. Isto passa-se num local onde, em criança, as brincadeiras faziam-nos passar por uma levada que, agora, ficou ainda mais reduzida. Aquela levada era um atalho para casa de um amigo, sendo já nessa altura uma levada sem utilização, pois o moinho de água situado ali bem perto já não funcionava, embora ainda exista...
Acontece que, com estas obras, parece que foi decidido acabar com o troço da levada que ali ainda existia, para meu espanto. Será que não se podia preservar a mesma, musealizando-a? Será que ela estorvava assim tanto? Será que não era possível efectuar estas obras integrando-as nas mesmas?
Claro que era, mas assim não o foi, para meu desânimo. 
Esta levada era um pouco de história daquele lugar e mesmo da Vila de Ansião, a qual foi agora apagada para sempre. Será que é isto que queremos? Será que não há sensibilidade para preservar o nosso património histórico e cultural?


Não me admira que as lajes que faziam parte da levada tenham como destino um qualquer jardim, como aliás é costume em muitas obras deste género. Em vez de se preservar, degrada-se e, mais tarde utiliza-se o objecto patrimonial, neste caso a pedra, numa lógica circense, típico também na nossa região.
Não conheço o dono deste terreno, sei que ele está no seu direito, no entanto eu, enquanto pessoa ligada à questão patrimonial, não posso deixar de dar a minha opinião. Pelo menos uma coisa sei, que este comentário vai servir para espicaçar as mentalidades, podendo eventualmente evitar situações similares, a bem do património.
Como cidadão, que fez deste lugar um lugar de crescimento, posso apenas manifestar o meu profundo desagrado sobre esta situação. Continuamos a não aprender que é possível preservar o património em muitas situações, esta é apenas e só mais uma dessas mesmas situações.


quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Longe de nada, perto de tudo



Como já disse mais do que uma vez, um dos defeitos que temos é andar sempre do local X para o local Y, sem que, contudo, passemos pelo lugar Z. Apenas quem domina a linguagem geográfica poderá perceber bem o que quis dizer com isto do X, Y e do Z.
Indo então à questão, eu gosto muito do Z, pois ali há uma coisa importante, a dimensão dos lugares. Estive para colocar um título diferente a este comentário, seria "O lugar dos lugares", no entanto, e à última da hora, decidi não ir pelo mais óbvio, mas sim colocar dimensão no título.
Estas duas fotografias são do lugar do Zambujal, em Condeixa-a-Nova. Apesar deste ser muito próximo a Condeixa e, mesmo de Coimbra, é um lugar que, aparentemente está longe de tudo e perto de nada. Muito poucos são aqueles que, no seu trajecto normal, por aqueles lados, fazem o desvio para visitar este lugar, algo de muito comum na região de Sicó. O óbvio acaba por passar despercebido, já que estamos formatados para ir do lugar X ao lugar Y sem pensar muito.
Lugares como este há muitos por toda a região, e o cenário de vazio é comum na grande maioria deles. As políticas desenvolvidas nas últimas décadas favoreceram apenas uma coisa, o esvaziamento destes lugares a favor das cidades, mesmo que boa parte das pessoas esteja "enjaulada" em apartamentos sem alma, sem história e sem sentimentos. Alma, história e sentimentos é um recurso que lugares como o Zambujal têm para dar e vender, no entanto há cada vez menos compradores. Os velhotes vão morrendo e os novos desaparecendo destes lugares, fazendo com que muitos destes estejam literalmente  condenados a desaparecer em poucas décadas. Falo, claro, de lugares como este, não daqueles onde a última pessoa já foi para outras paragens.
Agora pergunto eu, porque não aproveitamos estes lugares, voltando a ocupá-los, voltando a dar-lhe sentido e voltando a cultivar todos aqueles terrenos em redor dos mesmos?
As políticas actuais atentam contra isto mesmo, por mais estranho que pareça. Tudo está feito para que seja mais fácil fazer o mais difícil, ou seja mais fácil construir de novo, muitas vezes em terrenos dantes agrícolas, do que reabilitar o velho.
Mais revoltado fico quando vejo os nossos políticos a vitimizarem-se, dizendo que a culpa não é deles. Então a as políticas de reclassificação de solos, que também ajudaram a este sangrar de pessoas destes lugares? Então as oportunidades alicerçadas nesta riqueza fenomenal? Será que é melhor "empurrar" o pessoal para as cidades, onde as coisas já não são como eram, onde se vive em total dependência de um ordenado?
A balança devia estar equilibrada, de um lado as cidades, do outro o campo, no entanto a balança está cada vez mais perigosamente a pender para o lado das cidades. Imaginem agora como será a esmagadora maioria de nós na mão de interesses económicos, numa qualquer cidade, vivendo numa total dependência de modas. Nós podemos viver independentemente de modas, e até as podemos criar a partir destes lugares catitas. Há que regressar ao campo, não ao campo de antigamente, mas ao campo actual, o qual está longe de nada e perto de tudo!


sábado, 14 de setembro de 2013

Bicismo, uma forma de discriminação inaceitável


Estamos quase a chegar a um dia simbólico, onde, especialmente, a bicicleta é o centro das atenções no domínio da mobilidade. Chamam-lhe o dia europeu sem carros, e para mim é meramente um dia simbólico, o qual deve ser aproveitado sim em termos pedagógicos.
Pessoalmente não sou completamente a favor deste dia, pois acaba, na maioria dos casos, ser contraproducente. Devia sim haver algo do género, mas numa base... diária!
Para mim o dia da bicicleta é quase todos os dias, pois utilizo-as (tenho mais do que uma) praticamente todos os dias, seja em lazer ou mesmo, e fundamentalmente, para ir trabalhar.
Este comentário vem a propósito de uma conversa que muito me incomodou um destes dias, onde o fundamentalismo dos condutores queria imperar a favor dos carros e a desfavor das bicicletas. Pensei, pensei e acabei por chegar a um termo que não sei se já existe, o bicismo, ou seja um termo que é  basicamente uma analogia ao racismo, mas aplicado às bicicletas.
Antes de mais, importa referir que eu apenas considero como ciclista aquele que, numa base regular, faz uso de uma bicicleta. Aquelas pessoas que pegam na bicicleta uma ou duas vezes por ano, simplesmente não as considero ciclistas.
Eu sou, ao mesmo tempo condutor, ciclista e peão, e faço algumas centenas de km por mês, seja de carro, de bicicleta ou a pé.. Estou, por isso, à vontade, para falar sobre todos estes pontos de vista, do condutor, do ciclista e do peão. Quem não é ciclista não tem legitimidade para falar desta questão, pois ao não o ser está a ser parcial.
Acontece que numa conversa, surgiu uma pessoa que, apesar de eu o considerar uma pessoa de valor, falou apenas enquanto condutor, sendo, portanto completamente parcial na análise da questão da mobilidade. Dizia que as bicicletas deveriam ter matrícula e seguro, algo que eu considero absurdo. A argumentação baseava-se em boa medida num ponto, a de que um ciclista poderia facilmente matar uma criança num qualquer acidente. Foi uma análise claramente tendenciosa e desprovida de factualidade. Além disso, não referiu uma única vez as dezenas de ciclistas que são mortalmente atropelados por... automobilistas irresponsáveis. Quantos casos conhecem vocês de pessoas que tenham falecido decorrente de um choque com uma bicicleta, mesmo a nível europeu? Por carros são às centenas!!! Não referiu também que se deveria apostar, tal como faziam no meu tempo de escola, numa educação direccionada também para aquele gesto natural que é andar de bicicleta. Não referiu, embora eu saiba, que apesar de viver a menos de 1km do local de trabalho, vai para o mesmo de... carro
Segurança rodoviária, quem se lembra disso, de andar naqueles circuitos feitos nos ringues das escolas para ensinar o pessoa, onde até ia um elemento da polícia? Eu lembro, mas hoje em dia é raro isso acontecer...
É óbvio que há problemas neste domínio, pois há muito pessoal a entrar no mundo das bicicletas sem uma preparação mínima, o que leva, por exemplo, a que alguns ciclistas pensem que têm prioridade nas passadeiras. Há também aqueles que, em vez de fazerem do passeio uma excepção, fazem dele uma regra, o que está errado. Isso resolve-se com programas de segurança rodoviária e não com seguros e matrículas. Há que reconhecer que isto só aconteceu pelo perigo que é partilhar a estrada com os carros, facto que manda muita gente para os passeios. O problema resolve-se na origem e não com invenções baratas.
Quem, ao andar de bicicleta, causar um acidente, é, por lei, obrigado a pagar o que decorrer daí, é simples e não custa entender. Quem anda de bicicleta tem cuidados mínimos, pois sabe que se fizer asneira paga caro (com o corpo), ao contrário dos carros, nomeadamente daqueles “chega para lá que eu é que mando aqui”.
Considero absurdo a atentatório, pensar-se sequer num seguro para bicicleta, pois isso seria apenas e só para encher os bolsos de alguns e não para resolver problemas. Iria sim causar problemas, pois também iria desmotivar aqueles que andam de bicicleta e fazem deste mundo um mundo bem mais interessante. Considero sim que, até aos 16 anos, devia ser obrigatório o uso de capacete nas bicicletas.
Há uma percentagem elevada de automobilistas que pensa que a estrada é apenas para os seus popós, e tudo o mais é paisagem. Quando vêm alguém, caso de bicicletas, “invadir” a estrada, ficam logo chateados, como que se a estrada fosse o seu reino... Redondamente enganados meus caros, a estrada é de todos e quem, na grande maioria dos casos, não respeita e faz asneira, é o condutor, não o ciclista. Curiosamente eu até já fui atropelado por uma carrinha apressada. Com bicicletas nunca apanhei sustos, à excepção de Amsterdão...
As bicicletas não têm de ter os mesmos direitos que os carros, têm sim de ter os seus próprios direitos, e para cada realidade, terá obrigatoriamente de ser tomada em conta a sua especificidade. A recente alteração ao código de estrada, vem apenas dar os direitos devidos, à muito tempo, aos ciclistas, e não dar os mesmos direitos e obrigações que têm os carros.
Pelo raciocínio de algumas pessoas, só falta obrigar as bicicletas ir à inspecção...
A bicicleta não polui, a bicicleta é o melhor meio de transporte em meio urbano e não só. A bicicleta não causa engarrafamentos, stress. São precisas várias bicicletas para ocupar o lugar de estacionamento de apenas um carro.
E podia continuar indefinidamente....
Chega de bicismo!

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

A aldeia dos segredos



Alvaiázere é um território onde factos muito curiosos se passam. A questão que agora venho abordar, é do interesse público, muito embora o processo seja quase um segredo "bem" guardado.
A aldeia das Paradelas é uma não aldeia, ou seja é apenas um lugar com meia dúzia de ruínas, situado num local longe de tudo, mas bem perto da Natureza.
Para chegar lá, só mesmo conhecendo bem, mas mesmo assim, e como não ia lá há alguns anos, tive de recorrer à útil carta militar. Deixando a estrada de alcatrão, vindo do Bofinho, entra-se por um estradão em terra batida, até que se chega à placa acima destacada.
Fiquei curioso como é que se gasta tanto dinheiro num local daqueles, mais parecendo que se está a promover a especulação imobiliária em meio rural. É uma opinião que vale o que vale, mas é realmente estranho ver ali este investimento, havendo outros locais bem mais interessantes para o desenvolvimento de um projecto deste género. Eu nunca apostaria naquele local para um investimento como este, já que afinal há muita matéria-prima em Alvaiázere, vulgo aldeias para reconstruir.
Umas centenas de metros à frente, entra-se num caminho calcetado, onde os muros foram devidamente recuperados. É realmente estranho ver um "oásis" rural como aquele o é. Dito por outras palavras, é um elefante branco em meio rural.
Mais estranho é que há uns anos atrás me tenham avisado que alguém andava a comprar tudo aquilo, e não era a entidade que promove o projecto. Não sei se é verdade ou não, mas meses mais tarde surge de forma "inesperada" o projecto da aldeia das Paradelas. Ou seja, todos aqueles terrenos poderão eventualmente mudado de mãos poucos meses antes deste projecto surgir. Haverá interesses privados associados a este projecto? Eu tenho dúvidas sobre o processo, dúvidas estas devidamente fundamentadas por uma análise honesta e construtiva.
Seria interessante que todo este processo, pouco claro, fosse explicado aos alvaiazerenses, e já agora a todos os portugueses, já que há ali dinheiros públicos, nacionais e europeus. Assim não restariam quaisquer dúvidas.
Já o disse mais que uma vez e volto a repetir, o facto de eu considerar que há ali (temática turismo em Alvaiázere) conflito de interesses, já que o titular da entidade que promove este projecto, tem uma empresa de turismo, precisamente na mesma área de acção, algo que importa aqui relembrar, pelo menos para os mais esquecidos. Em termos  "deontológicos", ou seja éticos, não me parece, de todo, aceitável. Relembro também que a empresa de turismo surgiu precisamente durante o segundo mandato de Paulo Morgado, mais precisamente em Dezembro de 2009.
Não se trata aqui tanto de opiniões, mas sim de factos concretos e, alguns, públicos, muito embora tudo neste processo devesse ser do domínio público. Quanto às opiniões, estas são baseadas em factos concretos.


Saindo pelo outro lado do lugar da Paradela, e deixando a calçada, entra-se novamente no estradão, rumo ao Olho do Tordo, em terra batida, ficando a ideia que aquele lugar tem alguns fantasmas que não querem sair do armário.
Por mais esforço que faça, não compreendo que projecto é este, mas pensando bem, Paulo Morgado costuma estar ligado a projectos que trazem mais polémica do que outra coisa.
Uma coisa me parece, muito sinceramente, a de que haverá aqui um grande beneficiado e esse beneficiado não é concerteza o povo alvaiazerense. Irei acompanhar de bem perto esta situação, pois daqui a alguns anos, será interessante fazer uma leitura de conjunto, a qual será quase impossível de fazer neste momento. 
Penso que daqui a 5 ou 6 anos, já será possível ver quem vai ser o grande beneficiado com tudo isto, e nessa altura eu voltarei a abordar a pertinente questão.

Fonte: www.cm-alvaiazere.pt

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Mais do mesmo, ano após ano...


Ano após ano e mais, andamos nesta novela há 3 décadas! Todos os anos se dizem as mesmíssimas palavras, contudo, na prática pouco ou nada se faz para resolver o problema, mesmo que se saiba, desde sempre, o que afinal causa esta autêntica guerra pirómana. É esta a triste e recorrente realidade, na região e no país. O povo português parece que, no fundo, gosta, pois das muitas coisas que exige, uma delas não é concerteza, no concreto, o términos desta guerra que consome o país e vidas, ano após ano. Parece que o problema, para alguns, só o é quando chega perto da casa deles, pois caso não chegue perto, isso já é problema dos outros. Egocentrismo tuga no seu melhor.
Pior ainda, o governo diz, literalmente, que a política não tem culpa nesta questão, quando afinal o problema começou precisamente com as más políticas... Todos os governos têm feito asneira e caído nos mesmos erros. Eu diria apenas que agradam a certos interesses económicos, aos quais é favorável esta piromania crónica. A inactividade de quem nos desgoverna é algo de positivo para certos lóbis.
A floresta vai desaparecendo, onde ainda existe, pois onde isso já não acontece, existe apenas a monocultura do eucalipto, que não é floresta. Não se investiga o lóbi do eucalipto, quiçá por ele ser demasiado poderoso. Até existem "eco"-mercenários, defensores das celuloses, que se fazem de ambientalistas, mesmo que já tenham sido topados e votados ao desprezo.
As culpas são quase que apenas dos maluquinhos que metem o fogo, só isso se fala, pois tudo o resto parece que não importa tanto. Obviamente que há maluquinhos na festa e eu até gostava de ter uma conversa muito séria com alguns deles, para lhes mostrar o meu ponto de vista. Sou uma pessoa pacífica, no entanto abro excepções...
As televisões parece que também adoram esta guerra, e a cada entrevista com os populares, lá aparece a queixa da pessoa que gosta de criticar os bombeiros, mas que se acha no direito de não limpar em redor da sua casa. Casos não faltam, de pessoas que não limpam em redor da sua casa e os seus terrenos, e depois lá tem de vir o zé bombeiro mitigar de alguma forma a porcaria que muitos fazem e deixam fazer neste nosso país e nesta nossa região, Sicó.
Choveu há escassas horas e já há pessoal a fazer borralheiras. Bravo para esta gente que não aprende com o que se tem passado nas últimas 3 décadas!
Ontem foi mais um dia muito triste, onde mais um bombeiro voluntário nos deixou e deixou o país mais pobre, talvez também daí este meu comentário mais revoltado.
Enquanto não decidirmos acabar com esta guerra pirómana, ela irá continuar, ano após ano. Quase todos têm culpa num problema que só o é porque, no fundo, o permitimos, e essa é a cruel realidade, gostem ou não...
Ordenamento do território, é simples e não custa entender!