sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Soure dá o exemplo!




Não é hábito meu dar a notícia de outros, mas o facto desta vez justifica-se plenamente não só derivado do facto de ser um tema que me agrada de sobremaneira mas também de pela segunda vez falar de um dos municípios que anda mais "esquecido" deste blog, Soure. Além disso estas pequenas grandes notícias escapam ao olhos de muitos, por isso e por muito mais fica então a notícia:


«Soure dá o exemplo na reflorestação do país É na Serra de Degracias que vai nascer a primeira reserva de carvalho português do concelho de Soure, resultante de um projecto conjunto entre a autarquia local e a Quercus, Associação Nacional de Conservação da Natureza. Mas no coração da vila sede de concelho, na zona de Bacelos, estão desde ontem plantados alguns exemplares desta espécie autóctone característica do Maciço de Sicó. Quercus, Câmara de Soure, Junta de Freguesia de Soure e muitas mais entidades do concelho puseram mãos à obra e plantaram alguns exemplares, criando assim uma espécie de mini floresta autóctone. O primeiro a meter as “mãos na terra” foi Américo Oliveira, o primeiro presidente da Quercus, que ontem, Dia da Floresta Autóctone, foi homenageado pela associação, 23 anos depois da sua fundação.«São imensas as razões para plantar quercus (nome científico do carvalho)», disse Paulo Magalhães, coordenador do projecto que envolve a associação e a autarquia e que permitiu a assinatura do primeiro contrato de custódia do território em Portugal. «Quando nascemos ficamos com a ideia de que a floresta são pinheiros. Fomos o país que mais cedo destruiu a floresta», justificou, citando o professor Jorge Paiva, que costuma dizer que para os portugueses fazerem os descobrimentos foi necessário destruir oito milhões de carvalhos. A floresta está, portanto, diferente. Para pior. «Agora temos de reduzir as emissões de CO2 e recuperar a capacidade de absorção do planeta», plantando espécies autóctones, que deverão substituir os pinheiros e eucaliptos, erradamente plantados em Portugal, concluiu o responsável da Quercus.A iniciativa de ontem foi «mais um passo para a reflorestação a nível nacional», afirmou, desejando que a reserva de carvalho português em Soure, que será composta por 30 mil árvores a plantar até ao próximo ano, «se multiplique pelo país fora». E o desafio é plantar cada vez mais, fazendo como a Macedónia que «num só dia plantou seis milhões de árvores».Para além da plantação do carvalho português, a autarquia de Soure tem em desenvolvimento um outro projecto no mesmo âmbito: a reflorestação com espécies ripícolas nas margens do rio Arunca, na freguesia de Vila Nova do Ceira. E também ontem, durante a manhã, foram plantados alguns exemplares de espécies autóctones nesta zona. É uma «preocupação acrescida de valorização do meio ambiente», disse o presidente da Câmara de Soure, congratulando-se com a parceria que foi possível estabelecer com a Quercus, juntando ainda 12 associações e instituições concelhias. «Que o mundo que legaremos seja melhor do que o que encontrámos», desejou João Gouveia, afirmando que se isso não acontecer «não será por falta de motivação de Soure». Uma «motivação» que o governador civil de Coimbra constatou, afirmando que «em Soure as preocupações ambientais não são retórica, são mesmo para fazer». «Se não soubermos voltar a ter a relação com a floresta que tínhamos antes da “pinheirização” não teremos seguramente um bom futuro», constatou, falando não apenas ao nível ambiental, mas até financeiro. «O combate aos fogos custa todos os anos milhões de euros só no distrito, um custo para todos nós que poderia ser aplicado no desenvolvimento».




No próximo mês irei falar sobre um projecto semelhante mas com contornos absurdos, algo que está a começar pelos lados de Ansião...

domingo, 23 de novembro de 2008

Pugnar pela educação ambiental e cívica!

Os que me conhecem já sabem que uma das coisas em que mais aposto é a educação ambiental, algo que se pode incluir na clássica educação cívica, é algo que tem avançado a olhos vistos nos últimos anos e que demonstra que afinal há temas que começam a ser implementados por entidades públicas e privadas no dia-a-dia do cidadão, mesmo apesar de já avisarmos da importância deste facto há décadas. Passado todo este tempo é com enorme orgulho que constato que gestos simples, mas de enorme importância para a sustentabilidade ambiental, começam a entrar na mentalidade da sociedade.
Desta vez trago-vos dois exemplos de notável sucesso no que concerne à mudança de mentalidades e de paradigmas em termos de educação cívica, onde afinal entra a educação ambiental. O primeiro exemplo é um filme (documentário), o qual depois de ter tido o privilégio de visionar fiquei completamente espantado com a sua qualidade, isto mesmo tendo em conta o facto de eu ser alguém que já viu muitos filmes e documentários em cinema e com isso ser muito crítico em relação aos mesmos, ou seja, poucos são os que realmente me fascinam, pois a qualidade de um filme não se vê pelos milhões que se gasta no mesmo, mas sim no enredo e no conteúdo.

Este filme (11 hora) passou despercebido a muitos, já que outro houve que concentrou as atenções, quem não se lembra do filme "uma verdade inconveniente"? Sem dúvida que foi um filme marcante, mas quanto a mim do ponto de vista pedagógico não teve a mestria de conseguir passar a mensagem essencial e que apenas se centrou na questão das alterações climáticas. Neste âmbito há algo que vocês devem reter, quando pessoas como eu pugnam pelo ambiente não quer dizer que estejamos a defender apenas e só o planeta onde vivemos, estamos sim a defender tudo aquilo que este planeta tem de belo e que nos permite subsistir nele, o planeta continuará independentemente do que façamos, mas o mesmo já não se pode dizer da espécie humana, caso não tomemos medidas que permitama a continuação do nosso modo de vida (de uma forma sustentável) quem está em risco somos nós e não o planeta, é bom que entendam esta mensagem!

Numa sondagem que a Greenpeace fez aos ciberactivistas como eu, foi-nos questionado sobre qual seria o nome com que o novo balão de ar quente que seria baptizado, pois bem eu votei no nome "One world", algo que demonstra bem o que quero referir, planeta há só um, se alterarmos as condições que o planeta nos dá para que tenhamos condições de viver nele, o nosso futuro não será nada risonho...

Voltando ao filme que quero salientar, o 11ª hora, sugiro antes de mais que vejam o trail deste que consta no link oficial - http://wip.warnerbros.com/11thhour/ - . A minha humilde opinião é de que é um documentário brilhante que fala de forma transversal sobre a problemática ambiental e como poderemos nós fazer para melhorar o nosso futuro, sabiam que podemos reduzir a nossa pegada ecológica em 90% sem que para isso tenhamos de prescindir de muito do que temos? Pois é, se calhar não sabem, isto porque alguém passa mensagens estereotipadas....

É sem dúvida um filme (documentário) que aconselho vivamente, eu pessoalmente fiquei estonteado com a qualidade e pedagogia do mesmo. E sem pensam que são "malucos" a falar da problemática ambiental, enganam-se, podem ver e ouvir pessoas como o Mikael Gorbachev e o génio da matemática americano (tetraplégico) que alguns de vós conhecem, sinceramente vão ficar surpreendidos com esta maravilha cinematográfica. Para quem não souber, nas bibliotecas municipais de Ansião e Alvaiázere existe o dvd que podem visionar, fica o desafio!
Se o cidadão estiver devidamente informado das suas responsabilidades e direitos, este pode contribuir de forma decisiva, e a várias escalas, para a melhoria da sua vida e do local onde vive, neste caso a região de Sicó (apesar de saber que este blog tem uma abrangência muito maior..)
O segundo exemplo que quero referir, é algo de diferente mas igualmente brilhante, uma forma de passar a mensagem de uma forma pedagógica e que agrada a miúdos e graúdos. O link que agora vos deixo foi-me enviado por um amigo e já o reenviei a muitos dos meus amigo/as, já que é algo realmente fabuloso:



http://www.animalssavetheplanet.com/

Neste site têm disponíveis uma série de clips que aconselho, todos diferentes, mas todos igualmente brilhantes, mesmo quem tem filhos pequenotes deverá achar estes clips uma boa "prenda" para os reguilas!

Nesta região já vi alguns bons exemplos no que concerne à mudança de mentalidades neste domínio e já referi alguns, sejam de boa vontade ou por "pressão pública" há que referir este facto e dizer-vos que se querem um mundo melhor, só têm de pugnar pelo mesmo, começar pela região de Sicó é um bom passo, pensar global agir local!

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Boas novas do pseudoprojecto da cimenteira

Dada a importância da notícia, deixo-vos a mesma sem que seja necessário eu fazer algum comentário:

«“Problemas na sociedade” poderão ter ditado suspensão
Cimenteira de Figueiró dos Vinhos desaparece da lista PIN

A cimenteira de Figueiró dos Vinhos já não se encontra na lista online dos Projectos de Interesse Nacional-PIN. Fontes ligadas ao empreendimento confidenciaram ao JORNAL DE LEIRIA que o projecto pode ter sido suspenso. Em Abril, o projecto, avaliado em 166 milhões de euros, ainda figurava na lista online da Aicep- Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, como um dos PIN em acompanhamento.
Questionada sobre a razão da retirada da infra-estrutura do documento, a agência preferiu não sepronunciar. A falta de enquadramento legal para a auto-suficiência energética da cimenteira, uma das mais-valias deste projecto, é uma das razões que poderá ter levado a esta situação, avança uma fonte. “Um dos pressupostos deste projecto era ser energeticamente sustentável, o que implicava a produção de energia eólica para abastecer a fábrica”. “Não deve haver esse cumprimento, porque não há legislação sobre o auto-consumo das entidades.” Outra fonte justificou a saída da cimenteira da lista de PIN com problemas entre sócios e a incapacidade das pedreiras para abastecer a unidade de transformação. “Os fornecedores de materiais para as pedreiras estão com dificuldade em receber as facturas”, adianta.
O vereador Álvaro Gonçalves sabe “há mais de dois meses” que a cimenteira não figura na lista dos PIN. Sublinha que “os únicos pressupostos indispensáveis aos estatutos PIN são a credibilidade dos promotores e características do próprio projecto”. Refere também que os promotores fizeram alterações na composição da sociedade e sempre que há alguma alteração desse género o projecto é suspenso. “Mas continuamos a pugnar para que a cimenteira seja uma realidade”. Até ao final do ano, o autarca prevê que a questão esteja ultrapassada.

Espanhóis afastam portugueses
A empresa portuguesa Esvap e a espanhola Aricam formaram uma holding, denominada Instituto de Reservas Geológicas. Esta entidade criou por sua vez a sociedade Cimentaurus, para desenvolver o projecto na freguesia de Aguda. Até dia 19 de Maio, Manuela Lourenço geriu a Cimentaurus com outros dois gerentes espanhóis. A partir dessa data, a gerência espanhola passou uma procuração a António Valejo, para representar a sociedade. Até ao fecho da edição, não foi possível ouvir o novo gestor sobre a suspensão do projecto da lista PIN e Manuela Lourenço também não se quis pronunciar. »
Jornal de Leiria, Edição 1271, 20 de Novembro de 2008
Obviamente que não resisto a dizer que gigantes com pés de barro caem depressa, resta ver se vai ser completamente diluído....
A região fica a ganhar com este tombo de um projecto ridículo sob todos os pontos de vista!

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

O "roubo" das Terras de Sicó!

É o título que considero mais ajustado a um tema que já referi de forma sucinta, mas que de novo volto a falar dada a sua importância para o futuro da região de Sicó. A importância deste assunto tem a ver com a necessidade de uma vez por todas acabar com este processo muito pouco claro em torno de uma eventual cimenteira nas proximidades da região e que passaria pelo "roubo" de uma das maiores riquezas da região, a pedra calcária.
Destaco uma notícia do Jornal de Leiria, na sua edição nº 1270, datada de 13 de Novembro de 2008:

«Cimenteira preocupa Os Verdes

Heloísa Apolónia, deputada de Os Verdes, pediu esclarecimentos, na terça-feira, ao ministro do Ambiente e ao ministro da Economia, sobre a construção de uma cimenteira em Figueiró dos Vinhos. No documento, a parlamentar mostra-se preocupada com os impactes da infra- -estrutura “numa das malhas mais verdes” do País. A deputada pretende saber se foi atribuída à cimenteira o estatuto de Projecto de Potencial Interesse Nacional e, em caso afirmativo, quais os fundamentos que estiveram nessa classificação. Se foi feita alguma análise comparativa em relação às potencialidades de desenvolvimentoregional, e quais os impactos do empreendimento, a nível ambiental e na qualidade de vida das populações.
»
É bom que as pessoas se revoltem com esta situação e façam ouvir a sua voz, afinal que direito tem o Presidente da Câmara de Figueiró dos Vinhos para querer a todo o custo um projecto deste género que além de insustentável é depradatório dos recursos de um concelho que não o seu?
Muitos habitantes deste município estão revoltados com esta atitude, por isso volto a divulgar uma petição contra este projecto que os mesmos criaram e que peço encarecidamente que assinem:
Como pode alguém andar a dizer que um projecto já está aprovado quando os próprios estudos que podem inviabilizar este mesmo projecto nem sequer estão feitos?
Como pode uma indústria destas ser implantada num pulmão do país e numa área que aposta (pouco e de forma errónea) no turismo de natureza?
Como pode esta indústria pensar em comprar duas pedreiras (Ansião e Penela) que distam vários km da mesma? Que sustentabilidade é esta?
Será que o Presidente da Câmara de Figueiró dos Vinhos, pessoa que ainda tenho em consideração, não consegue idealizar projectos que além de criarem mais empregos, dos que o tal projecto bomba, não sejam depradatórios?
Que moral político tem este autarca para apoiar uma indústria sem sustentabilidade, que vai buscar o "que é dos outros" (Ansião e Penela) para depois vender a espanhóis?
Estas e outras questões esperam resposta e se este autarca quiser ajuda para pensar projectos com cabeça troco e membros, aqui estarei para ajudar em termos profissionais.
Não basta criticar mesmo que de forma construtiva, há que apresentar soluções e por isso estranho que um município que até esteve presente o ano passado num colóquio que versava sobre um modelo de desenvolvimento para toda a região de Sicó e que iria favorecer Figueiró dos Vinhos, agora esteja desesperado por projectos tão depradadores das riquezas naturais como este (http://www.geographus.com/portal2/index.php?option=com_content&task=view&id=8392&Itemid=48
São estes pequenos pormenores que fazem Portugal o pior país da europa, isto apesar de mesmo tendo em conta sermos um país pequeno sermos um país diverso com muitas riquezas a nível natural, cultural etc. Andamos a desbaratar o que temos de melhor e daqui a uns anos os nossos filhos vão dizer:
- Bolas, os meus pais deixaram destruir um dos países mais bonitos e maravilhosos que poderíamos querer, que faço agora, será que vale a pena continuar a viver neste país?!
Será que voces vão continuar impávidos e serenos? Sugiro que enviem por carta ou mail a vossa posição a desfavor deste projecto à Câmara Municipal de Figueiró dos Vinhos, quem sabe enviar um postal com as belas paisagens que ali poderão desaparecer para sempre?
O nosso problema, enquanto portugueses é apesar de dizermos que as coisas estão mal, ficamos à sombra da bananeira a pensar que já fomos donos de metade do mundo, ficamos impávidos e serenos enquanto destroem o que mais gostamos e que melhor nos caracteriza. Sejam activos e não passivos, é um conselho que vos dou!

domingo, 9 de novembro de 2008

O Ano Polar Internacional e a região de Sicó


In:http://www.portalpolar.com/index.php?option=com_content&task=view&id=200&Itemid=1

A educação ambiental é para mim uma prioridade já há vários anos e tenho pugnado para que este tema entre especialmente na mentalidade das gerações mais novas, para isso tenho desenvolvido quer a nível pessoal nas várias entidades a que pertenço ou pertenci, actividades várias que visam esta temática.
O Ano Polar Internacional (API) foi algo que fiz questão em divulgar especialmente enquanto técnico ao serviço da Câmara Municipal de Alvaiázere (Dez 2004/Março 2008), consegui que a mesma fosse uma das entidades apoiantes do projecto Latitude60, projecto português ligado ao API e um dos programas educacionais com mais impacto a nível mundial no que concerne a um país, sim, somos capazes de estar entre os melhores! Na altura (2007) consegui despertar o interesse de duas escolas de Alvaiázere, a EB2.3 e a Creche Santa Cecília (Santa Casa da Misericórdia), as quais elaboraram dois trabalhos para um concurso a nível nacional. Consegui também que o responsável por este fantástico projecto se deslocasse a Alvaiázere para duas palestras, podem ver como curiosidade as escolas presenteadas por estas palestras e ver quantas afinal constam no que toca às Terras de Sicó.http://www.portalpolar.com/index.php?option=com_content&task=view&id=117&Itemid=262
Os trabalhos que referi atrás, feitos pelas escolas e com algum aconselhamento meu, conseguiram fazer boa figura no concurso, a Escola Básica 2,3 e Secundária Dr. Manuel Ribeiro Ferreira, fez um iglú de.... chícharo, sim leram bem, chícharo. Conseguiram entrar num concurso destes com uma das marcas da sua terra. Não sei qual o destino que foi dado a esta obra de arte, mas espero sinceramente que o meu amigo Tito Morgado não a tenha posto para o lixo, já que esta obra de arte está ligada também à minha pessoa.... Podem ver o resultado na foto:



Já a Creche Santa Cecília, com miúdos mais pequenos, conseguiu fazer um trabalho bem bonito e que actualmente se encontra na biblioteca municipal de Alvaiázere em exposição. Facto a salientar e que deve ser destacado é que este trabalho foi elaborado sob a supervisão de uma técnica especialista em artes plásticas e que na altura estagiava na Câmara de Alvaiázere, a Dr.ª Joana:



A foto que se segue é do dia do concurso, que ocorreu no pavilhão do conhecimento. Ficámos todos contentes pelo resultado, pois no momento em que eu lancei o repto às escolas referidas não parecia que ia ter sucesso, mas o empenho de todos resultou nisto que podem ver:






O repto que lanço agora é que as escolas da região se inscrevam na actividade a que a foto inicial se refere, ou seja, uma peça de teatro de índole ambiental, têm o link por debaixo e fica aqui o desafio para que integrem esta actividade nas vossas actividades lectivas, levando a que as crianças fiquem cada vez mais sensibilizadas, de uma forma pedagógica, para o problema que é de todos. Todos temos a obrigação de pugnar por um mundo melhor, a educação das gerações mais novas é apenas uma das muitas formas de a fazer!
O município em que deposito mais esperanças neste repto que agora lanço é o de Penela, mas a ver vamos...

No portal polar (http://www.portalpolar.com/) têm todas as informações necessárias, onde podem acompanhar este projecto desde o início até agora, algo de extremamente interessante de vários pontos de vista.
Para finalizar queria apenas referir um facto pertinente, o de que a Câmara Municipal de Alvaiázere, mais precisamente Tito Morgado nada fez para dar continuidade a esta parceria com a Ano Polar Internacional, será que é mais importante acabar com todos os projectos em que eu estava envolvido enquanto técnico da Câmara Municipal de Alvaiázere do que garantir às gerações mais novas uma educação mais abrangente? Será que as suas posições pessoais têm mesmo de se sobrepor ao interesse público de uma entidade pública tão digna e preponderante para o desenvolvimento local como a Câmara Municipal de Alvaiázere?
É uma questão que deixo no ar, sabendo no entanto que o que eu refiro são factos e contra factos não há argumentos, por mais que custe...




quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Albufeira na Ribeira do Vale NÃO EVITA INUNDAÇÕES em POMBAL!!

Confesso que não é novidade esta notícia, pois no início deste ano já me tinham referido o facto. O problema que se assiste agora é que a opinião pública tem de saber o que efectivamente está em jogo e os dados concretos sobre o mesmo e não do ponto de vista político, ou seja do ponto de vista parcial. Antes de mais destaco a notícia que me faz rir numa primeira instância e numa segunda instância me faz ficar profundamente revoltado dado o conteúdo da mesma:

«Para evitar as inundações provocadas pelas chuvas, como aquelas que sucederam dia 25 de Outubro de 2006 em Pombal, a autarquia está a estudar a construção de uma albufeira a Norte de Pombal. De acordo com o presidente do município, Narciso Mota, "está a decorrer um estudo por parte do Instituto Nacional de Água para a construção de uma albufeira, na Ribeira do Vale, junto à Urbanização Senhora de Belém". A estrutura permitirá regularizar o escoamento das águas para o túnel que atravessa a cidade de Pombal, evitando a hipótese de eventuais inundações, esclarece o autarca. A forte pluviosidade que se fez sentir em Pombal há dois anos provocou um morto, estradas cortadas, carros arrastados, jardins destruídos, água e lama por todo o lado. A cidade de Pombal ficou interdita durante dias. Os serviços do centro de saúde foram transferidos para o hospital, as escolas deixaram temporaria- mente de funcionar e 40 famílias de um bairro foram realojadas na Expocentro. Além de prejuízos dos particulares, a câmara teve estragos avultados no teatro-cine, nos pavilhões gimnodesportivo e das actividades económicas, em toda a zona desportiva e na biblioteca municipal. Os prejuízos ascenderam a seis milhões de euros e Narciso Mota afirma que a autarquia ainda não recebeu qualquer apoio do Estado
Jornal de Leiria, edição 1268, a 30 de Outubro de 2008
Antes de mais é importante voltar a 2006, mais precisamente ao dia 25 de Outubro, dia que muitos já esqueceram, fingindo que foi algo que não se irá repetir. As inundações são algo que perturba a acção do homem, infelizmente a maior parte das vezes acontece devido a acções irreflectidas da parte de quem por nós devia zelar, não efectivando as demais leis afectas ao ordenamento do território.
No caso específico de Pombal, o caso tomou contornos graves devido às consequências da impermeabilização do solo e não derivado ao facto de "chover demais", coisa que não existe, chove ou muito ou pouco, nunca demais.... As consequências só não foram mais graves apenas e só derivado da hora a que a catástrofe se desenrolou.
A impermeabilização do solo deve-se nesta área (Pombal) fundamentalmente à galopante urbanização de áreas que não deveriam ser impermeabilizadas e também derivado da acção de exploração das pedreiras na Serra de Sicó. Brevemente irei ao local fazer uns vídeos para vos mostrar na prática o que acontece ali.
Os culpados desta situação são as autoridades competentes, nomeadamente a Câmara Municipal de Pombal e as indústrias extractivas que operam na área, a inobservância de regras básicas, mas fundamentais, das leis naturais tem levado à situação actual de elevada vulnerabilidade da cidade de Pombal a eventos como o ocorrido a 25 de Outubro de 2006.
O estudo do INAG apenas poderá confirmar o que eu quero salientar, o erro que é esta ideia absurda e sem fundamento técnico, que o amigo Narciso Mota quer a todo o custo implementar, mostrando o porquê de frequentemente estar implicado em polémicas (pela negativa).
Antes de continuar, sugiro que vejam um pequeno vídeo de 3 mn sobre os efeitos nefastos do rebentamento de uma barragem, pois este é uma ameaça real caso fosse em frente esta ideia de uma albufeira a Norte de Pombal, que poderia passar pela construção de várias mini-barragens:
Ou então um site que fala sobre a questão de uma forma muito concreta:
O que quero salientar é o facto de que o problema não se resolve desta forma, só se agrava, o risco de rebentamento de uma barragem ou açude é real e muito concreto na área pensada pelo amigo que teve esta ideia "brilhante", o amigo Narciso Mota. "Gostava" mesmo de ver uma barragem ali, duraria poucos anos, ou ficava colmatada por sedimentos e depois era o "ai jesus" para retirar estes sedimentos com custos astronómicos, ou poderia rebentar (ampliando a catástrofe) devido a alguns factores que numa análise posterior irei salientar.
Interessa salientar vários factos que demonstram a fragilidade e o fracasso das políticas de Narciso Mota face ao ordenamento do território e protecção civil, já que o mesmo nada tem feito para mitigar os efeitos de catástrofes como o ocorrido a 25/10/2006. O problema não está a ser resolvido, apenas agravado, já que a urbanização selvagem em Pombal é antiga, um dos exemplos práticos é a situação que todos podemos ver no terreno situado entre a estação de comboios de Pombal e o IC2, terreno este que deveria ser um parque urbano e não terreno para construção, exemplos há muitos mais e voltarei a falar dos mesmos.
Em termos de protecção civil é bom que todos se lembrem que o quartel dos bombeiros de Pombal ficou inoperacional durante as inundações, mostrando o quanto mau é o cenário! E não, não sou pessimista, tudo está no mesmo, com a agravante de não ter sido feito um plano para quando voltar a acontecer, como sabem as pessoas o que fazer? Se muitas das pessoas que tinham os carros estacionados no parque do Pingo Doce (na altura) tivessem ido a correr buscar os mesmos, quantas teriam perecido, isto se tivesse acontecido em pleno dia?
Não podemos andar a brincar como se as cidades fossem um castelo de lego, há pessoas e bens em risco, os autarcas não se podem desculpabilizar, pois a aplicação das leis passa por eles! O amigo Narciso Mota no domínio do ordenamento do território não esclarece nada, pois não é especialista, tem apenas andado a sacudir a água do capote, como os antigos dizem.
O que aconteceu a 25/10/2006 voltará a acontecer, pode ser para o ano ou pode ser daqui a 100 anos, há que diminuir a vulnerabilidade de Pombal a eventos desta génese, não aumentá-la....
Brevemente voltarei a esta questão mas de uma forma mais abrangente, para já fica a pequena nota sobre algo que a todos deve preocupar!

sábado, 1 de novembro de 2008

Estradas romanas na região de Sicó

Confesso que ainda não li com olhos de ver, a falta de tempo tem-me limitado alguns dos meus passatempos, algo que vai terminar muito brevemente. O livro, do qual a capa é mostrada acima, é muito interessante e leva-me a falar de mais um tema que a todos nos interessa, o património histórico e arqueológico relacionado com a romanização ocorrida nesta região e os vestígios por ela deixada, nomeadamente as estradas romanas.
Da leitura (na diagonal) do livro que vos falo, dá para ver que muita informação pertinente pode ser retirada da mesma, mão só para Alvaiázere mas para toda a região, dado o manancial de informação ali descrito.
Infelizmente esta região é pródiga em casos de destruição deste mesmo património, o qual se vivêssemos num país com políticos de classe estaria a render divisas muito significativas. O primeiro caso que vos mostro tem a ver com a foto que vos mostro agora:


Esta imagem é de 2007 aquando um extenso levantamento fotográfico que fiz sobre uma área que estudei no âmbito de um trabalho académico, a qual tem a ver com uma estrada romana que por aqui passava, digo passava porque foi literalmente arrasada para fazer uma estrada florestal.... Aqui entra um facto que me intriga, será que a entidade sediada em Ansião que fez este atentado cultural não sabia que por aqui passava uma estrada romana, algo de valor inquestionável? Porque é que ninguém até agora disse nada? Será que não havia alternativas que evitassem esta destruição?
Quando tiverem a oportunidade passem pelo local, o qual se situa na Venda do Negro, é fácil chegar lá e observar o ocorrido, já que poucas semanas depois de ter feito esta foto foi tudo arrasado!

Outro caso que também interessa destacar neste post, é outro caso que felizmente foi impedido, para isso dei a minha contribuição, salvaguardando um património que é de todos. A foto que mostro a seguir é de outra estrada romana em Alvaiázere:

Esta estrada romana esteve em risco de ser destruída derivado do facto de se situar numa área relativa a uma das propostas de traçado para o IC3, felizmente a mesma foi descartada porque eu e outros mais fizémos relatórios que mostravam que esta possibilidade nem sequer poderia ser possibilidade, já que a hipótese de traçado que efectivamente ganhou era a mais indicada dos vários pontos de vista (ambiental, económico, histórico, etc). Curiosamente o meu amigo Tito Morgado na altura esqueceu-se de dizer que isto era património da humanidade, termo que utilizou aquando do caso azinheiragate (no que concerne à Rede Natura 2000), esquecendo-se também de referir à população da existência deste maravilhoso recurso. Enfim, políticos....
Termino com uma foto fabulosa, uma ponte romana em Alvaiázere que está ao abandono, quando Tito Morgado refere que Alvaiázere é um concelho com poucos recursos pena é que não saiba efectivamente o que é afinal um recurso para o desenvolvimento do concelho, pois se soubesse já teria incluído este local num percurso pedestre intermunicipal com o concelho de Ferreira do Zêzere, uma ideia que infelizmente não pude colocar em prática devido ao meu afastamento da Câmara Municipal de Alvaiázere a 7 de Março de 2008. Mas afinal é de todo compreensível que o mesmo não conheça este local, já que é inacessível a moto4.... Mas se o mesmo quiser conhecer o local, convido-o para ir lá!


Uma coisa me parece, com esta falta de conhecimento do território e de muitos dos seus valores, parece-me que o próximo ano vai ser complicado para as aspirações de alguns políticos na região, imaginem quais?!
Brevemente irei mostrar mais casos semelhantes, desculpem alguns dos munícipes de outros concelhos que até agora não tenho referido convenientemente, mas em poucas semanas irei inverter o facto. Fico à espera de informações sobre outros casos que não conheça, pois conheço muito, mas não tudo...
Que património fabuloso que temos!!!