25.2.21

Façam um "gosto" nos "Os Amigos do Arunca"!


Quando surgiram, há algumas semanas, não falei da novidade. O motivo? Gosto de deixar passar uns tempos até o fazer.

Mas antes de falar d' Os Amigos Do Arunca, queria apenas alertar sobre um facejacking, o qual levou à usurpação da página inicial deste grupo. Por isso mesmo fiz este print, para saberem qual o grupo certo.

Os Amigos Do Arunca são algo que o Arunca precisava já há muitos anos, ou seja mais pessoal dedicado à defesa deste rio e dos seus valores. Nada como pesquisarem sobre este grupo e se inteirarem sobre os seus objectivos. Vou acompanhar este grupo, pois já vi que são capazes de acções muito positivas em prol de todos os valores associados ao rio Arunca, nomeadamente a nível ambiental.

21.2.21

E eu a pensar que as práticas utilizadas pela PIDE eram assunto do passado...


Antes deste caso particular acontecer, já eu tinha falado numa cruzada de dois ou três velhos do Restelo, que querem impor a sua visão, parcial, de uma realidade. Mal eu sabia do que se seguiria... Nesta sua tentativa desesperada de imposição, omitem, manipulam e rotulam aqueles que, como eu, metem a "carne" toda em cima da mesa, falando da questão no seu todo, sem omissões ou manipulações. A situação já escalou e, imagine-se, até já começou a minar estes Velhos do Restelo com pés de barro, mesmo no seu próprio terreno, com pessoas a ficar envergonhadas por estas atitudes dos seus conterrâneos.
Mas vamos aos factos:
Há umas semanas descobri que me tinham excluído de um dos dois grupos de facebook de Pousaflores, não porque tenha violado alguma regra do mesmo, mas sim porque estes Velhos do Restelo me rotularam como persona non grata. O que levou a isto? O facto de eu divulgar a Serra da Portela pelo seu nome e topónimo e não pelo nome que estes Velhos do Restelo a tratam. Há 20 anos eu não incomodava porque eu não tinha voz e não tinha a exposição mediática que tenho de há uns anos até agora.
Assim sendo, acharam que a melhor forma de me calar era recorrer aos métodos que a PIDE utilizava no seu tempo, ou seja lápis azul. Pensaram que se me expulsassem de um grupo do facebook manteriam na ignorância muitas pessoas que têm sido sujeitas a manipulação ideológica, de índole religiosa, por parte destes cidadãos que promovem actos pidescos. Esqueceram-se é que vivemos em democracia, há liberdade de expressão e há quem saiba lidar bem com actos pidescos. E eu sou bem conhecido pelo traquejo que tenho para lidar com gente que não se dá bem com a democracia e com a liberdade de expressão...
Depois de constatar este primeiro facto, e querendo publicar um comentário de divulgação sobre a Serra da Portela noutro grupo, descobri que a censura se estendeu também a esse grupo, pois houve um Velho do Restelo que denunciou o comentário como abusivo. Sugiro que vejam o comentário em causa a ver se descortinam o suposto abuso. Confesso que não esperava mais este verdadeiro atestado de desonestidade intelectual e branqueamento de factos históricos. Tratei eu próprio de sair daquele grupo e depois criar eu mesmo um grupo impoluto, de divulgação da freguesia de Pousaflores, da sua cultura e tradições. E mais se seguirá...
Suspeito de quem tenha cometido estes actos de censura. Será alegadamente um indivíduo que sempre me tratou como um cidadão menor, e só quando eu comecei as lides universitárias é que parece que me começou a reconhecer a minha existência. E mesmo assim tem uma postura paternalista q.b.. Há poucos anos, e num festival de música em Braga, tentei aproximar-me deste indivíduo para o cumprimentar, contudo ele fingiu que não me conhecia de nenhum lado. Confesso que fiquei envergonhado com esta atitude do indivíduo, a qual diz muito sobre a forma de estar dele.
Actualmente, e para ele, eu até sei umas coisas, mas continuo a ser aquele miúdo de há 30 anos. Eu evoluí, ele ficou parado no tempo. Essa mesma pessoa acabou por mostrar algo de preocupante, ou seja uma iliteracia territorial preocupante, pois nem sabe sequer quais os limites da Serra da Portela. Há uns meses, quando potenciei a divulgação da Serra da Portela no Google Maps, mostrou-se indignado e afirmou que uma das fotografias não era da Serra da Portela, quando afinal essa mesma fotografia era da Serra da Portela, mais concretamente na sua vertente Norte e do seu pinhal manso. Para este indivíduo, a Serra da Portela (que ele trata por Anjo da Guarda), é apenas a vertente Este da mesma, onde se situa a Capela do Anjo da Guarda, o Ciclo do Pão e os Caçadores. E já não é a primeira pessoa que demonstra estar equivocado, pois houve um outro indivíduo que disse que do lado de Pousaflores era Serra do Anjo da Guarda, do lado Oeste já era Serra da Portela e do lado Norte já era a Serra do Mouro. Como vai este equívoco territorial...
Resumindo a questão, e falando dos factos todos, sem omissões, manipulações ou ideologias:
- O nome e topónimo legal e que já conta com quase 90 anos de história é "Serra da Portela". Há alguns locais que a tratam como Serra do Anjo da Guarda, por causa da Capela do Anjo da Guarda. Há locais que a tratam por Monte da Ovelha. Há locais e não locais que a tratam pelo seu nome e topónimo legal, de serra da Portela. Mas estes Velhos do Restelo querem omitir tudo o que eu referi á excepção do "Serra do Anjo da Guarda". Omitem também a tentativa de evangelização, através do nome da Capela do Anjo da Guarda, através de manipulação, mentira e até ilegalidades (sinalética). Nunca tiveram sucesso nesta tentativa de evangelização, dado as entidades oficiais saberem das tramóias que têm tentado obliterar a verdade histórica.
Um próximo comentário será igualmente nesta temática, pois há mais factos que importa trazer a público...

17.2.21

Não gosto do que vejo...

 

Era um assunto que estava pensado para ser falado já há uns tempos, contudo, e dadas as limitações a que tantos de nós estamos sujeitos, ficou em espera. Da última vez que tive a possibilidade de voltar a Ansião, pude finalmente ir ao local em causa e ver objectivamente o que por ali se tem passado.

A Quinta das Lagoas é um local que, apesar de ter um imenso potencial, tem sido desprezado e menorizado nas últimas décadas. Edificado belo q.b., uma localização fabulosa e uma envolvência estratégica, tudo para correr bem, contudo não é isso que tem acontecido. Talvez o mais incompreensível seja a negociata ocorrida há uns anitos com um grupo privado...

Nos últimos tempos parte do terreno começou a ser aterrado, para preocupação minha. À parte da questão cénica e do solo, há também a questão do aquífero bastante produtivo que alguns até conhecem. Eu tive a oportunidade de constatar a brutal capacidade do aquífero em causa quando, numa instrução dos bombeiros, há coisa de 15 anos, fizémos um treino com as moto-bombas. Largos milhares de litros de água que retirámos do poço ali localizado, mas que rapidamente foram repostos, através da rápida retoma do nível da água. Foi aí que compreendi, de facto, o que ali está...

Não sei o porquê daquele terreno estar a ser aterrado. Não sei o porquê de haver tubos, plásticos e afins misturados nas cargas de "terra" que ali têm despejado. Não sei também o porquê de haver ansianenses, javardos, que fazem daquele local um sítio de despejo de resíduos vários...





13.2.21

Há coisas que não lembram ao...


Sempre que posso, gosto de deambular por Sicó. Sair sem destino, pelo simples prazer de desfrutar da minha região. Por vezes dou com coisas que não lembram ao diabo,  daquelas que podem observar na fotografia que acompanha este comentário...

9.2.21

Lançamento simbólico da iniciativa #falafora


É um tema, muito especial, sobre o qual tenho escrito neste blogue. Há poucos dias aconteceu um clique e fez-se luz na minha cabeça. Mais uma ideia tinha surgido. Já há 3 dias, e enquanto dava mais uma corrida, surgiu um nome assim de repente. Com este nome baptizo esta minha iniciativa, pensada para todo o território Sicó. Hoje surgiu a ideia para o logótipo desta iniciativa, representado na fotografia trabalhada, ao qual juntei o nome da iniciativa. É um logótipo simbólico e transversal, o qual só alguns irão compreender na sua plenitude.
Que iniciativa é esta? Vou-vos deixar pendurados uns dias, de forma a vos fazer pensar um bocadito...

4.2.21

Topónimos Moçárabes do concelho de Ansião

 


Descobri esta tese de doutoramento enquanto pesquisava algo sobre a toponímia de Ansião. Foi algo de excepcional de se ver. Acabei por dar uma vista de olhos, no que concerne a Ansião, e eis o que descobri. Resumindo, fascinante! De ler e chorar por mais.
Topónimos Moçárabes
 
Abrunheiras
Vale Abronheiro (Pampilhosa da Serra), Várzea de Abrunhais (Lamego), Abrunhal2 (Arouca, Viseu), Quinta do Abrunhal (Nelas), Barroco do Vale de Abrunhal (Arganil), Abrunheira9 (Arganil, Caldas da Rainha, Coimbra, Figueira da Foz, Figueiró dos Vinhos, Montemor-o-Velho, Oliveira do Bairro, Oliveira do Hospital), Lomba da Abrunheira (Pedrógão Grande), Vale da AbrunheiraAbrunheiras (Ansião), Azenha do Abrunheiro (Figueiró dos Vinhos), Abrunheiros (Pampilhosa da Serra), Abrunhosa2 (Mangualde, Sátão), Abrunhosa-a-VelhaAbrunhosa do Mato (Mangualde).
 
Alagoa
Pedro A. Ferreira elenca vários nomes que “assimilaram o artigo árabe al”, entre os quais Alagoa(s) e Alagoinha, confrontando-os com Lagoa(s) e Lagoinha.1586
Podemos admitir que se trata de um derivado do latim LACŌNA (< latim clássico LACUNA), com aglutinação do artigo árabe al, como aliás parece ser a opinião de Carreiro da Costa,1587 J. Piel,1588 J. P. Machado1589 e J. Corominas.1590 Apenas Leite de Vasconcelos1591 considera alagoa o feminino de lagão 'charco, água empoçada' (aumentativo de lago, do latim LACU 'reservatório; lago; fonte; instalação para cereais; fossa (para leões)'.1592 Poderia objectar-se que lagão é muito menos frequente que lagoa e afins. Verifica-se que vocábulos desta família etimológica, além de se usarem como antropónimos e topónimos, empregam-se como apelativos (alagoeiro ‘cova cheia de água, poça, charco’) e também com valor verbal (alagoar ‘cobrir de água formando lagoa’) e adjectival (alagoado ‘que tem alagoas, em que se formam lagoas’; alagoso ‘fácil de se alagar, alagadiço , pantanoso’).1593
 
Albarrol
Albarrol3 (Ansião, Miranda do Corvo, Vila Nova de Ourém), Ribeiro de Albarrol (Ansião).
finais.
Nome já estudado (na p. 221), a propósito do tratamento moçárabe das vogais
Albarrol3 (Ansião, Miranda do Corvo, Vila Nova de Ourém), Ribeiro de Albarrol (Ansião).
David Lopes considera Albarrol nome arabizado e explica-o aproximando-o do diminutivo Barró (topónimo do concelho de Resende).497 Pedro A. Ferreira inclui este nome entre os muitos que “têm do árabe o prefixo al”, afirmando que Albarrol Alborrol estão por Albarral ‘o barral’ e comparando Albarrada com Barrada.498 José P. Machado cita também Albarrol, do baixo latim BARRIOLU, com prótese do artigo árabe.499 E Joaquim da Silveira enumera diversas ocorrências do sufixo diminutivo -ol (do latim vulgar -ŌLUS) que, a par de -ô, se verificam em nomes étnicos, no vocabulário comum (por exemplo, em lençolanzolcastanhol), e na nomenclatura geográfica, como é o caso de Albarrol e de Barrô continuadores do latim BARRIOLU.500 Tudo aponta, pois, para que este nome se relacione com barro ‘argila’, que Corominas considera de origem pré-romana, talvez celtibera.501
 
Aljazede
Aljazede2 (Ansião, Figueira da Foz).
Não mencionando o do concelho de Ansião, Joaquim da Silveira refere-se ao topónimo figueirense, de que se conhece a forma Algizidi (1175), e considera-o “vocábulo mozarábico formado sobre o baixo latim gypsetum com prótese de artigo arábico al”,504 não especificando, no entanto, o seu significado. O vocábulo não figura nos dicionários de latim clássico, mas só pode tratar-se de um derivado de gypsum ‘gesso’.
 
Alqueidão
Alqueidão14 (Alcobaça, Ansião, Caldas da Rainha, Figueira da Foz, Lamego, Leiria, Pombal, Porto de Mós, Vila Nova de Ourém), Alqueidão da Serra (Porto de Mós), Alqueidão das Cortes (Leiria), Alqueidão de Maçãs de D. MariaAlqueidão de Pussos (Alvaiázere), Matos de Alqueidão (Ansião), Moinho de Alqueidão (Porto de Mós).
Alguns autores1720 atribuem origem árabe a este topónimo, mas a falta de consenso sobre a sua etimologia — alq(u)eddn(e) ‘pedra calcária branca e branda’, alq(u)ētn(e) ‘tenda; acampamento’, ou ainda al-qatt‘[campo do] linho’ — fragiliza a hipótese de se tratar de arabismo.
E o facto de António Losa1721 enfileirar este nome de lugar ao lado de outros que considera de origem obscura ou mal explicada —, entre os quais menciona moçarabismos como, por exemplo, AlfanadosAlconchelAlvega, etc. —, e de os topónimos aqui em questão se localizarem em regiões de forte implantação moçárabe, leva-nos a inclui-los neste trabalho, com as devidas reservas.
Alvorge
AlvorgeCharneca do AlvorgeQuinta do Alvorge (Ansião), Serra do Alvorge (Ansião / Soure).
Ao contrário de J. P. Machado519 e de Francisco Marsá, que vêem nos topónimos AlbôjaAlborja (Évora), Borges (Beja, Coimbra, Guarda, Vila Real e Viseu) e Borja (Lisboa) — para só mencionar os portugueses — continuadores do árabe burdž ‘torre',520 Adolfo Coelho entende que Alvorge é um topónimo “formado do artigo árabe e do grego púrgos, pequena fortaleza”, usando-o para ilustrar particularidades atribuíveis à influência árabe, como a “prefixação do artigo al” e “a mudança do final em e”.521 Arnald Steiger também se lhe refere como Avorge, nome onde reconhece o grego πύργος (pyrgos), igualmente presente no árabe al-burž.522 Não sendo de excluir a possibilidade de o nome ter sido veiculado pelos árabes, pode-se também pensar numa origem ou numa via moçarábica, dada a sua localização numa região de forte implanta ção moçárabe.
 
Ameixeira
Ameixeira2 (Ansião, Condeixa-a-Nova), Ameixeirinha (Vila Nova de Poiares), Ameixieira8 (Alvaiázere, Arouca, Ansião, Castanheira de Pera, Condeixa-a-Nova, Mira, Pombal, Porto de Mós), Ameixieiraria ou Ameixeraria (Pombal), Ameixieiras (Vila Nova de Poiares), Ameixieirinha2 (Pombal, Porto de Mós), Ameixiosa (São Pedro do Sul), Serra da Ameixiosa (São Pedro do Sul), Ameixoeira3 (Cantanhede, Leiria, Pedrógão Grande), Ameixoeiras2 (Anadia, Cantanhede).
As formas ameixa amêijoa têm merecido as atenções dos etimólogos, cujas opiniões acerca da origem destes apelativos — foneticamente próximos — nem sempre são unânimes, como se verá.
Segundo José Pedro Machado, ameixa vem do latim *MYXĬLA ou *MYXŬLA, de MYXA ‘espécie de ameixieira’, do grego mýxa. Este Autor aduz muitas formas antigas, entre as quais mexianaresameisenalesamexenalesmeixieyraamexanedoamexaedoalmeixas, etc.. Como se verifica, ao lado de formas simples, encontram-se outras com aglutinação de a(l) como, aliás, também acontece na toponímia: Ameixedo Meixedo.1734
 
Ameixieira
 
Avessada de Baixo
Avessada5 (Condeixa-a-Nova, Lousã, Oliveira do Hospital, Santa Comba Dão, Vila Nova de Poiares), Avessada de BaixoAvessada de Cima (Ansião), Quinta da Avessada (Arouca), Vale de Avessada de BaixoVale de Avessada de Cima (Ansião), Abessada (Oliveira do Hospital), Abessadas (Santa Maria da Feira), Abeçada (Sever do Vouga), Lomba da Abeçada (Penela).
Vessada(s) documenta-se desde o início da nacionalidade, quer como topónimo quer como apelativo, para designar ‘terra fértil e regadia’, ‘terra encharcada, paludosa’, ‘terra que se lavra antes da semeadura’, ‘terra que uma junta de bois lavra num dia’, ‘jeira, vessadela’, filiando-se no latim VERSARE ‘revolver’.1842
José Leite de Vasconcelos refere-se a diversos topónimos relacionados com a natureza do campo e com as formas de lavoura, entre os quais figura Avessada. Também Pedro A. Ferreira compara os topónimos Vessada(s) e Avessada(s), vendo nestes a junção do artigo árabe al.1843 Note-se a grafia oscilante dos últimos topónimos em estudo, com <b> por <v> e com <ç> por <ss>.
 
Avessada de Cima
 
Casal Viegas
ViegasCarrasqueiral de Viegas (Lamego), Casal Viegas (Ansião), Castelo Viegas (Coimbra), Pai Viegas (Miranda do Corvo), Vale de Viegas (Vila Nova de Poiares).
Viegas é, ainda hoje, um apelido bastante vulgarizado, designadamente em famílias algarvias ou oriundas dessa região do país, e são muitos os estudiosos que se interessaram por ele. Além de David Lopes, J. J. Nunes e Menéndez Pidal, que abonam o apelido português BenegasBeneegas (991) e Venegas (1258),1868 Machado debruça-se demoradamente sobre este nome híbrido formado pelo elemento árabe iben ou ben (náçabe que designa filiação), ligado ao nome românico Egas. Recolheu em documentação antiga “os directos antepassados do moderno Viegas”, isto é, as formas arcaicas BenegasBeniegas Veniegas (991), Venegas Uenegas (994), Iben Egas (1004), Veniegas (de novo em 1014), Ibeniegas (1033 e 1050), Egas
Catarina
Catarina2 (Ansião, Oliveira de Frades), Póvoa da Catarina (Tondela), Vale da Catarina (Leiria), Catarinões (Cantanhede), Catrino (Pombal).
O antropónimo Catarino deriva de um adjectivo grego, que significa ‘puro, inocente’, sendo mais difundido o género feminino do nome por estar representado no calendário religioso. Além de Catarina, existem: Caterina, com dissimilação vocálica (de onde o popular Catrina), Catalina Catelina (abonadas nos séculos XV e XVI).1233 Como apelativo, catarina designa uma casta de uva branca de Ourém e catarino, uma variedade de feijão vermelho raiado.1234 Catrino será certamente nome próprio, variante de Catarino, e Catarinões, plural aumentativo. Apesar de parecer tratar-se de mais um caso em que a toponímia se cruza com a antroponímia, poderá ainda aventar-se a hipótese, mais remota, de alguns serem continuadores de CATINU 'fonte de lousa', por etimologia popular?1235
 
Charneca do Alvorge
AlvorgeCharneca do AlvorgeQuinta do Alvorge (Ansião), Serra do Alvorge (Ansião / Soure).
Ao contrário de J. P. Machado519 e de Francisco Marsá, que vêem nos topónimos AlbôjaAlborja (Évora), Borges (Beja, Coimbra, Guarda, Vila Real e Viseu) e Borja (Lisboa) — para só mencionar os portugueses — continuadores do árabe burdž ‘torre',520 Adolfo Coelho entende que Alvorge é um topónimo “formado do artigo árabe e do grego púrgos, pequena fortaleza”, usando-o para ilustrar particularidades atribuíveis à influência árabe, como a “prefixação do artigo al” e “a mudança do final em e”.521 Arnald Steiger também se lhe refere como Avorge, nome onde reconhece o grego πύργος (pyrgos), igualmente presente no árabe al-burž.522 Não sendo de excluir a possibilidade de o nome ter sido veiculado pelos árabes, pode-se também pensar numa origem ou numa via moçarábica, dada a sua localização numa região de forte implanta ção moçárabe.
 
Choupana
Choupana (Ansião), Choupanas (Coimbra).
Segundo José Pedro Machado,1236 choupana, de etimologia obscura, talvez se relacione com choupa, vocábulo castelhano de origem incerta. Serafim da Silva Neto relaciona, dubitativamente, este termo com o latim vulgar *POPPLU (de POPULU ‘choupo’) e a terminação -ana de CAPANNA1237 — o que, a ser assim, excluiria os topónimos deste trabalho. O Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa inclui ainda a forma choupa (do latim CLŬPĔA ‘sável’), que não parece poder relacionar-se com estes topónimos, uma vez que não se situam em zonas marítimas nem fluviais.1238
Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa apresenta, por sua vez, três entradas para choupa: a primeira, coincidente com a acabada de referir; a segunda, semanticamente próxima de choupo, — ‘árvore semelhante ao choupo, mas mais copada e de folhas mais largas’; a terceira, do latim CLUPEUS ‘escudo’, ‘protecção’, usada nas acepções de ‘peça pontiaguda de metal duro, colocada na extremidade de um pau, uma vara, uma lança...’; ‘ferro ou ponta de aço de dois gumes e cabo curto, usada nos matadouros’; e ‘ponta da lança ou do arpão usados pelos pescadores de baleias’.1239 Quanto à sílaba final, conserva-se aí, de facto, a consoante nasal intervocálica.
 
Constantina
Constantina (Ansião).
Constante era um adjectivo latino, igualmente usado como nome próprio, com a mesma significação que hoje se lhe conhece, ainda conservada no seu derivado Constância (usado também como apelativo). Deste último partiu o masculino Constâncio (que, por sua vez, originou Constanciano) e os diminutivos Constantino Constantina.1241 O facto de serem nomes de santos contribuiu certamente para a sua expansão e conservação toponímica, como aconteceu com Constance (Marco de Canaveses), com Constantim (Miranda do Douro e Vila Real) e com muitos outros topónimos espanhóis.1242 Como acontece em vários outros casos, este nome de lugar tem, muito provavelmente, origem antroponímica, conservando o nome de um proprietário, no início a determinar um apelativo que não se conservou.
Corvina
Corvina (Ansião).
Tal como acontece com Corvim (em Quinta do Corvim, topónimo estudado na p. 265), é mais provável ser este nome um diminutivo feminino de corvo ou relacionar-se com o adjectivo curvo, do latim CURVU (usado também como apelido ou alcunha), do que ligar-se a corvina, peixe de cor escura, também conhecido por viúva. Refira-se, a propósito, que, ao contrário de Machado e de Corominas, que vêem a forma portuguesa corvina como proveniente do castelhano corvina (do latim CORVU 'ave; peixe de cor escura'),1247 o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa considera-a continuadora do latim CORVĪNA, feminino de CORVĪNU, provavelmente por associação ao tom negro do corvo; e corvina (adj.) derivada de corvo.1248 Corominas acrescenta que o nome do peixe se fica a dever à cor parda, manchada de negro, e que o actual Dicionário da Academia Espan hola abona corvo como sinónimo de corvina, ao contrário da edição de 1843, que o considerava termo galego para designar uma espécie de peixe grande, o mugem, que se encurvava ao ser cozinhado.
 
Cova das Reconchinas
Recochina2 (Carregal do Sal, Santa Maria da Feira), Reconchina (Lamego), Cova das Reconchinas (Ansião).
Podem estar relacionados com o latim CONCHA 'concha; ostra; molusco de onde se extrai a púrpura'.1349 O elemento re- parece assumir aqui natureza prefixal, como talvez nos apelativos rechãorechã, e no topónimo Recheira (Santa Marta de Penaguião) derivado do latim PLANU.1350
 
Fornino
Fornino (Ansião).
ForneloFornilhoForninho e os moçárabes ForninoAlfornelAlfornelos Fornacho (em Vale do Fornacho, no concelho de Mortágua) foram já identificados como diminutivos de forno (< latim FURNU), na p. 371.
 
Forno do Serrano
Serrana (Albergaria-a-Velha), Casa Serrana (Resende), Quinta da Serrana (Vila Nova de Ourém), Serrano (Santa Comba Dão), Forno do Serrano (Ansião), Pinhal SerranoVale Serrano (Vila Nova de Ourém).
Têm na sua origem o latim SERRA, a que acabou de se fazer referência acima (a propósito de Serrabina). Serrão documenta-se não só como apelativo (‘nome genérico de alguns peixes’ e ‘papo de galinha’, regionalismo de Moimenta, concelho de Vinhais), mas também como apelido e como topónimo — Herdade do Serrão (Alzejur), Mato Serrão (Lagoa), Vale Serrão (Pampilhosa da Serra), Vale do Serrão (Ferreira do Zêzere), Sítio do Vale SerrãoPorto do Vale Serrão (Castelo de Vide), Ribeiro SerrãoSítio do Serrão (Ilha da Madeira).
 
Freixiana
Freixiana (Ansião). Da família etimológica de FRAXINU ‘freixo’ (já estudada na p. 278).
 
Martim Vaqueiro
Martim Vaqueiro (Ansião).
José Joaquim Nunes nota que o resultado do latim MARTINU- foi Marte, posteriormente Martinho, ocorrendo ambos na toponímia, bem como “o proclítico Martim, quer só, quer seguido de um apelido”.792 Pedro A. Ferreira confronta MartinhoMartino Martim (debruçando-se também sobre outros nomes com a mesma etimologia como, por exemplo, Martini) que, explica, “foram tirados do latim MarsMartis — Marte, deus da guerra”.793 Neste caso, teríamos o nome seguido de uma alcunha profissional que, como em tantos outros casos — Monteiro, Carpinteiro, Lavrador, etc. — pode ter originado um apelido. O segundo elemento entra, aliás, na composição de outros topónimos, como é o caso dos alótropos Mem VaqueiroMimvaqueiro Mendo Vaqueiro.794
Matos de Alqueidão
Alguns autores1720 atribuem origem árabe a este topónimo, mas a falta de consenso sobre a sua etimologia — alq(u)eddn(e) ‘pedra calcária branca e branda’, alq(u)ētn(e) ‘tenda; acampamento’, ou ainda al-qatt‘[campo do] linho’ — fragiliza a hipótese de se tratar de arabismo.
E o facto de António Losa1721 enfileirar este nome de lugar ao lado de outros que considera de origem obscura ou mal explicada —, entre os quais menciona moçarabismos como, por exemplo, AlfanadosAlconchelAlvega, etc. —, e de os topónimos aqui em questão se localizarem em regiões de forte implantação moçárabe, leva-nos a inclui-los neste trabalho, com as devidas reservas.
 
Poio do Meio
Tal como acontece com Alboi (tratado adiante, p. 481), o latim PŎDIU ‘balcão, degrau’ parece ser também a base comum a estas formas.
Simonet abona os moçarabismos pódiopúchepúio ‘colina, outeiro’, e pújár ‘poial; colina, monte’ de PODIALE, um adjectivo do baixo latim derivado de PŎDIU; estes nomes aparecem também representados na toponímia em nomes simples ou compostos como, por exemplo, Pódio RotundoAlpúcheEl PúchePúio Rúbeo Pujár.1175
Carolina Michaëlis de Vasconcelos dá-nos conta da existência do verbo poiar ‘subir, fazer subir’, derivado de poio.1176 José Leite de Vasconcelos afirma que, apesar de a vila de Poiares se situar numa bacia geográfica, tem à sua volta vários outeiros e o topónimo fica a dever-lhes o nome, que significa ‘série ou grupo de elevações’. Num outro artigo explicita: “Poiares (= Poi-ar-es, do lat. podium, como Puy, em França)”. Este linguista refere-se também a poial ‘banco de pedra, assento’ (do mesmo étimo latino, através de *PODIALE), que em algumas regiões meridionais, nomeadamente no Alentejo e no Algarve, pode assumir a forma pial e designar o ‘sítio da casa onde se colocam os cântaros da água’ ou o ‘banco de pedra unido à parede, à entrada das casas’.1177 Na Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, pode ler-se que as ruínas da vila Alva, em Poiares (freg uesia do concelho de Freixo-de-Espada-à-Cinta), se situavam num vale formado por duas cordas de montanha que se ligam em forma de ferradura e apresentam cumes “cujas antigas denominações aludiam à arqueologia — como Poiares, sobre a pov.[oação] (de podiales, do lat. podiu-)”.1178 Vincenzo Cocco também refere os apelativos poio poia e os topónimos Poio Poiares como herdeiros do latim PŎDIU, que tomou na Ibéria o sentido de ‘banco de pedra, assento de terra ou pedra para descansar ou pousar algo’.1179 Já Pedro A. Ferreira se debruçara longamente sobre Poiares (topónimo de Freixo-de-Espada-à-Cinta), relacionando o seu nome com poial e com poio ‘lugar onde se assenta ou coloca alguma coisa; banco fixo; assento de pedra’.1180
Os estudos mais completos sobre estes topónimos pertencem a Menéndez Pidal e a Joseph M. Piel: a sua origem mais remota encontra-se no vocábulo grego que significa ‘pé’, continuado em PŎDIU, com a já referida significação de ‘degrau, balcão’ e certamente também com a de ‘altura’. Assim se explica o sentido topográfico de poio ‘outeiro’ (presente já no Poema do Cid), dos diversos topónimos Poio(s) (que se estendem das Beiras ao Algarve) e dos seus derivados Poiares (representados na toponímia do Norte e Centro). Os autores estabelecem uma comparação entre poio e a sua forma alotrópica pojo ‘pequena elevação de terreno ou de pedra’ — também representada nos topónimos Pojos (espanhol) e Poja (espanhol e português) —, “cuja evolução fonética condiria com a de HODIE > hoje, INVIDIA > inveja, ao passo que a de poio teria uma r éplica em MODIU > moio e *CLODIU > Croio.”.1181 Com a mesma etimologia, no Nordeste peninsular existe o apelativo puig ‘montanha alta a aguda’, sendo muito frequentes os topónimos PuigPujalPujol Poyales. Pidal distingue etimologicamente Poiares (< PODIARE) de Poyales (Ávila) (< PODIALE) mas, num outro trabalho,1182 Piel nota que o sufixo -al (< latim -ale) adoptava frequentemente a forma dissimilada -ar (< latim -are), quando o radical possuía um L.
Refira-se que o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa comporta diversas outras acepções de poio e de poia, que partilham o sentido popular de ‘montículo de excrementos’ e o regional de ‘pão grande’. Além destes, temos o significado madeirense de poio ‘socalco escavado nas encostas’; e os regionais de poia ‘bolo grande feito com farinha de trigo’, ‘pão dado ao forneiro como retribuição da cozedura de uma fornada’, ‘porção de farinha dada ao moleiro como retribuição pela moagem do cereal’ e ‘porção de azeite dada ao lagareiro como retribuição pela moagem da azeitona’.1183 Se exceptuarmos o caso do espanhol puig ‘montanha alta e aguda’, o traço semântico comum é, pois, o de ‘objecto arredondado e elevado, mas com o topo aplanado e não pontiagudo’.
Poios
 
Poios de Baixo
 
Portelanos
Portelanos (Ansião), Quinta dos Portinos (Penedono).
Portelanos afigura-se um derivado de Portel, por sua vez proveniente de porto; e Portinos, um diminutivo de porto, também do latim PORTU 'abertura, passagem; entrada de um porto'.1347 Sobre este tipo etimológico, veja-se Portel (p. 319).
Quinta do Alvorge
(E a Torre da Ladeia (hoje Quinta do Alvorge, concelho de Ansião), dada por Afonso Henriques para defender aqueles povoados das invasões dos mouros, nem sequer dízimo pagava.)
 
Ribeiro de Albarrol
 
Serra do Alvorge
 
Serrabina
Serrabina (Ansião).
Se se tratar de palavra composta, como supomos, o seu primeiro elemento será serra, do latim SERRA, de início 'instrumento de corte', cujo sentido metafórico de 'linha de montanhas' deve remontar ao latim vulgar, por evocação semântica do aspecto dentado das cordilheiras;1360 o segundo elemento do vocábulo será bina 'dupla’ (e também ‘segunda lavra de um terreno'). De binus ‘duplo’ derivou o latim vulgar *BINARE, representado em todos os idiomas românicos da Península Ibérica e da Gália. Corominas sugere que o português binar possa ser de origem castelhana. No caso vertente, pode aventar-se a hipótese de uma origem moçárabe, o que não destoa de tantos outros moçarabismos da região.1361
 
Vale da Abrunheira
Vale Abronheiro (Pampilhosa da Serra), Várzea de Abrunhais (Lamego), Abrunhal2 (Arouca, Viseu), Quinta do Abrunhal (Nelas), Barroco do Vale de Abrunhal (Arganil), Abrunheira9 (Arganil, Caldas da Rainha, Coimbra, Figueira da Foz, Figueiró dos Vinhos, Montemor-o-Velho, Oliveira do Bairro, Oliveira do Hospital), Lomba da Abrunheira (Pedrógão Grande), Vale da AbrunheiraAbrunheiras (Ansião), Azenha do Abrunheiro (Figueiró dos Vinhos), Abrunheiros (Pampilhosa da Serra), Abrunhosa2 (Mangualde, Sátão), Abrunhosa-a-VelhaAbrunhosa do Mato (Mangualde).
Segundo José Pedro Machado,1565 abrunho vem “de a- + lat. prnu- (malum), através de *prnu-” e documenta-se pela primeira vez em 1562.
José Joaquim Nunes acrescenta que, pelo menos no românico lusitano, esta forma adjectiva substituiu os substantivos prunus prunum, “tomando para si as duas significações de árvore e fruto, que o latim distinguia”; dela proveio pela “junção do o nosso abrunho que veio depois a perder aquele a-, resultando daí brunho, subsistindo hoje as duas formas; por essa razão a toponímia, ao lado de AbrunhalAbrunheiraAbrunheirosAbrunhetaAbrunhosa, dá-nos BrunhalBrunhaisBrunheda(o), BrunheiroBrunheira(s), BrunheirinhaBrunhetaBrunhosa, e Brunhosinho.”.1566 O Autor não tem em conta que se trata de uma aglutinação de a(l)-, nem a frequente substituição de [p] por [b], a que já se fez referência na p. 481.
Leite de Vasconcelos partilha a mesma opinião: “de PRUNU formou-se o adjectivo *PRUNEU-, que, com acrescentamento de a, deu abrunho, de onde derivou o nome da árvore, abrunheiro”.1567 Cunha Serra também explica Brunhido (Águeda) pelo latim *PRŪNĔU (= PRUNU ‘ameixeira; abrunheiro’) seguido do sufixo -ĒTUM, corrente na formação de nomes botânicos para designar o lugar onde existe ou onde se cultiva a planta; acrescenta a existência de numerosos nomes de lugar pertencentes a esta família etimológica, onde se verificou aglutinação de a-, dando como exemplo AbrunhedaAbrunheira Abrunhosa.1568
Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa considera as formas abrunho brunho semanticamente equivalentes, atribuindo-lhes também a etimologia latina *pruneus de prunus. Além disso, consigna os correspondentes nomes de árvores, abrunheiro brunheiro.1569
Dada a proximidade fonética e gráfica dos apelativos (a)brunho bunho, alguns destes nomes de lugar poderão eventualmente ter na sua origem o nome desta planta, como alerta Joaquim da Silveira,1570 informando que Brunheira (Oliveira do Bairro), também conhecida por Abrunheira (já no Censo da Estremadura de 1527), é, em rigor, Bunheira bunho (do latim *BUDINU, de BŬDA)1571 ‘planta palustre, espécie de junco’, abundante nos arredores da povoação. No entanto, tal facto em nada compromete a aglutinação do artigo a(l). Aliás, Ferraz de Carvalho1572 refere Brunheira como forma antiga (1527) de Abrunheira (Coimbra) e a Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira,1573 além de Abrunheira — também conhecida por Brunheira (Oliveira do Bairro) —, regista uma Abrunheda, em Carrazeda de Ansiães, por vezes denominada Brunheda .
Trata-se de topónimos muito recorrentes um pouco por todo o país: para além
da já referida Abrunheda (Carrazeda de Ansiães), existem noutras regiões vários
lugares chamados Abrunheira, nomeadamente nos distritos de Lisboa, Castelo Branco
e Portalegre. Pedro A. Ferreira confronta Abrunheiro(a), Abrunhal Abrunhais,
“povoações nossas que tomaram o nome dos abrunhos”, com outras formas sem a-.1574
Em Espanha existem também Pruna Prunes, a que Galmés de Fuentes atribui origem moçárabe.1575
Vale da Avessada de Baixo
 
Vale da Avessada de Cima
 
Vale Perrim
 
 
Topónimos Árabes
 
Almofala de Baixo
 
Almofala de Cima
 
Bairro de Almofala
 
Quinta da Abougaria
 
Ribeira de Alge