segunda-feira, 24 de maio de 2010

Processo judicial pára parque eólico controverso

Nota: fotografia meramente de enquadramento, à entrada da estrada de acesso ao parque eólico da Serra de Alvaiázere.
Foi uma notícia que considero muito importante no que concerne ao ordenamento do território em Portugal, não se cingindo afinal à região de Sicó. Curiosamente ainda não vi nenhuma nota sobre a notícia nos jornais locais ou regionais, algo que em parte de deve concerteza à pressão de alguns lóbis para que o facto não se saiba. Infelizmente para estes mesmos lóbis, anuncio aqui no azinheiragate a notícia que em poucas horas chegará à imprensa local, regional e, quiçá, nacional.
Não sei ao certo quando foi interposto o processo judicial que fez com que o parque eólico da Serra de Alvaiázere "parasse", muito embora parte já estivesse meio parado desde a minha denúncia (e outras) em Dezembro último sobre irregularidades em dois dos locais de implantação das torres (além de muitas outras irregularidades que por exemplo já conseguiram cancelar duas torres planeadas, imagine-se, dentro do perímetro de um monumento arqueológico de valor internacional...).
Neste preciso momento estão montadas duas torres e a restante obra está praticamente parada, algo que me alegra tendo em conta que o processo deste parque eólico tem irregularidades tão graves que até me espanta ter demorado tanto tempo até que mandassem parar (de novo) as obras.
Comecei a alertar para este caso há 3 anos, sendo que há 2 anos coloquei no youtube alguns vídeos a alertar para o grave caso. Na altura alguns lobistas chamaram-me nomes feios e tentaram descredibilizar-me, mas não tiveram sucesso algum (já me esquecia que na altura fui também alvo de ameaças à integridade física através da internet sob o anonimato...).
Soube há poucos dias de uma história que mostra bem o desespero de alguns destes lobistas, desde há algum tempo andam a fazer contra-informação, imagine-se que até dizem aos idosos de um lar que eu sou contra o parque eólico porque não gosto de Alvaiázere e porque será algum tipo de vingança contra terceiros... Só conseguem fazer este género de acções com pessoas com pouca ou nenhuma literacia, pois todas as outras pessoas sabem o quanto gosto de Alvaiázere, o quanto já fiz, faço e irei fazer por Alvaiázere e que o que faço é contra lóbis corruptos que pairam por aqueles lados. Eu não me vendo!
Voltando à questão do parque eólico, penso que está a desenrolar-se uma acção judicial que poderá de alguma forma mostrar que os parque eólicos não podem ser feitos em áreas tão frágeis e valiosas como é o caso da Serra de Alvaiázere. Não sei qual é que irá ser o desfecho, pois os lóbis têm ainda muito poder, mas uma coisa é certa, estamos a fazer-lhes frente e a mostrar que as regras são tendencialmente para cumprir e não para enfeitar, isto no que concerne ao ordenamento do território, património arqueológico, natural, etc.
Ouvi dizer que já há milhões de prejuízo, algo demagógico e profundamente lamentável de referir, pois prejuízo é a Serra andar a ser expoliada do seu património, de valor internacional. O prejuízo é apenas para os lóbis que andam a depradar a Serra de Alvaiázere do seu valiosíssimo património, por isso não tenhamos pena destes.
Já para não falar que prejuízo é esta Serra ser um ícone internacional e nunca ter sido aproveitado este mesmo potencial a favor das populações, isso já não é referido pelos lóbis....
A questão aqui é uma questão de justiça, não acreditem na história das energias alternativas, já que o que está em jogo aqui é o interesse financeiro de alguns. Há alternativas, para este parque eólico, em locais que não destroem nada comparado com o que ali está a ser destruído!
Para já não me vou alongar neste tema, já que daqui a breves dias haverá novos desenvolvimentos...
Só para finalizar, algo que apesar de já fora do tema de hoje me dá imenso prazer, algo que me (nos) é permitido porque eu cumpro as demais regras morais, éticas e profissionais, o que me move é o amor pelo país, pelas suas gentes e por tudo aquilo que nos permite, enquanto espécie, usufruir deste belo planeta de uma forma sustentável. A liberdade de expressão e o dever de cidadania permitem-nos expressar as nossas opiniões e defender o nosso país de traidores e sem medo de represálias de lóbis corruptos, por isso mesmo digo a uma pessoa em especial que curiosamente ocasionalmente lê este blog (apesar de não me suportar...), é uma questão de tempo até a justiça te bater à porta, pensa nisso! O dinheiro não compra tudo, por mais que penses que compra.
Um dos pontos fortes do povo português é que bem informado nunca se vende e nunca troca um património secular por um punhado de notas que mais não servem para comprar ilusões efémeras, isto mesmo que este mesmo povo passe mal. O património não é efémero, além disso consegue-se ganhar muito dinheiro usufruindo deste mesmo património de uma forma sustentada no espaço e no tempo, ganhando assim as populações com isso.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

O desvirtuar de um produto regional outrora de excelência


O facto de apresentar este poster já numa data posterior ao evento referido é propositado, pois há que reflectir sobre um tema extremamente importante para a região de Sicó, o queijo Rabaçal.
Confesso que aprecio imenso o queijo, especialmente queijo da região de Sicó. Gosto particularmente do queijo fresco, mas o queijo conservado em azeite também não é nada mau... Sei onde posso comprar o verdadeiro queijo e de vez em quando lá vou comprar uns quantos.
Infelizmente a qualidade deste produto regional tem caído consideravelmente, qualquer apreciador de queijo da região de Sicó consegue discernir isso mesmo. A razão é extremamente complexa, mas a génese é a mesma de sempre, a ingerência da política em assuntos para os quais esta não possui know-how.
É um problema estrutural não só do país, a região de Sicó não é excepção, mas estamos aqui para falar da nossa região. Algo que infelizmente tenho de repetir vezes e vezes quando vou a eventos lá fora relacionados com a minha profissão, quando questionado sobre as causas do insucesso de uma região com uma riqueza notável, é o facto de esta ingerência política deitar por terra muitas medidas de base, da promoção da região, de entre as quais se pode e deve incluir a questão deste produto regional, outrora de excelência.
Comparando o sabor deste queijo nos últimos anos, nota-se claramente que há algo que não bate certo, pois quando a matéria-prima é boa o produto não baixa de qualidade. Importa saber a razão do decréscimo da qualidade de um produto que anda a ser desvirtuado há alguns anos...
Outro dia tive o prazer de falar sobre esta questão com um presidente de junta aqui da região, felizmente que nem tudo está perdido e que ainda há pessoas que sabem, muito embora depois infelizmente não tenham voto na matéria em sede de decisão.
O balanço é deveras simples, há matéria-prima que é externa.... Como se pode então considerar um queijo que, por vezes, é feito com matéria-prima que vem de fora da região, será isto verdadeiramente um produto regional?
A política cedo começou a errar, começando a fazer a casa pelo telhado, em vez de começar pelas fundações. Houve situações na região onde com fundos comunitários se construiram significativas infraestruturas, geridas curiosamente por pessoas ligadas à política, infraestruturas estas que também curiosamente mais tarde fecharam.... Criaram-se confrarias, quase que apenas para fazer brilhar alguns políticos, Engenheiros e Dr.`s, e pouco mais...
Afastaram-se os produtores locais, obrigando alguns a desistir para alguns oportunistas assumirem o seu lugar, esquecendo-se que lhes faltava o know-how que tornava este queijo uma jóia regional. Não se apostou nas pessoas que se devia, aquelas pessoas de idade que apesar de ainda utilizarem métodos algumas vezes pouco higiénicos, lá faziam o verdadeiro queijo do Rabaçal. Bastaria dar-lhes formação e fazer com que muitos destes servissem como mestres para os mais jovens que poderiam pegar no negócio e fazer dele algo melhor.
Posso afirmar sem quaisquer dúvida que a estratégia deste produto regional falhou redondamente, algo que poderia estar no mercado nacional e internacional como um produto de excelência, está afinal no mercado como um produto com nome mas com pouco conteúdo. Algum marketing, mas o conteúdo não corresponde à "embalagem"....
É uma triste sina da região de Sicó, tem-se todas as condições para efectivar esta região como uma de maior valia nacional, devidamente reconhecida, mas está-se aos poucos a depauperar todo um património que ainda é riquíssimo. Infelizmente muitos dos mestres do património, como é o caso do queijo, em poucos anos irão desaparecer e com isso muito do know-how regional. Não se dá a devida atenção ao que é mais importante, a sabedoria ancestral....
A última feira do queijo Rabaçal que fui, foi uma das primeiras, desde lá o sabor já não é o mesmo, será que vamos continuar a aceitar isto?!

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Evento local que demonstra algo....

Demonstra algo extremamente interessante! Se calhar muitos de vós não vão dar a devida importância a este evento, organizado por jovens ansianenses, mas quem observar com mais atenção conseguirá alcançar algo mais...
Logo que vi este poster afixado pedi a um dos elementos da organização que tratasse de me enviar em formato jpeg de forma a eu dar visibilidade ao evento, não por ser em Ansião mas sim pelo alcance que o mesmo tem. É algo que está ligado à temática deste blog, mais ainda é pensado e organizado por jovens que conseguem colocar ideias simples em prática, tendo a óbvia vantagem de mostrar que não é necessário andar a poluir e a subir serras com jipes para se divertirem. Algo que me dá uma certa alegria é saber que neste evento está envolvido pelo menos um dos muitos jovens que "teve de aturar", durante 2 ou 3 anos, muitas aulas de educação ambiental e cívica numa das associações de cariz concelhio em que estou envolvido, algo que demonstra a importância que deveremos dar à educação ambiental e cívica nos nossos dias (é uma aposta pessoal desde há vários anos...).
Pessoalmente já tenho saudades do tempo das corridas de rolamentos, em que a emoção e traquinice era algo normal em vez de radical. Hoje em dia o que antigamente era normal é agora radical, sendo um sinal dos tempos que de certa forma me preocupa...
Só para finalizar, espero que não haja quem pense que o azinheiragate é uma montra de eventos quaisquer, desenganem-se, aqui há espaço apenas para a crítica e/ou aplauso a acontecimentos relevantes sobre a temática do património e do ambiente, seja a nível local ou regional. Este pequeno evento mereceu o destaque porque eu assim o considerei e não porque me pediram, o azinheiragate não funciona assim...
Espero que este evento corra bem sob todos os aspectos, referindo eu que mesmo que não corra bem à primeira há de correr bem à segunda, já que é assim que as coisas funcionam. Uma boa ideia pode não funcionar bem à primeira, mas concerteza que tendo continuidade terá!

quarta-feira, 12 de maio de 2010

FarmSicó

Concerteza alguns de vós devem estar a pensar sobre este título, se eu não quereria dizer farmville. A escolha do título não foi inocente, já que o tema tem a ver com o farmville, mas não da forma como poderiam pensar...
Já devia ter feito este mesmo comentário há 3 semanas, mas o facto de a minha estimada máquina fotográfica ter decidido reformar-se, contribuiu para este atraso, já que não tinha forma de tirar uma foto especificamente a pensar neste comentário.
Decidi avançar com este comentário depois de ter lido uma reportagem no Jornal de Leiria, sobre o vício que muitos jovens têm sobre um jogo chamado farmville. Uma semana depois vi também um debate na RTP1 sobre o estado da agricultura portuguesa. Estava aberto o caminho para eu escrever algo diferente, mas útil.
É uma preocupação minha, ver que muitos dos jovens da região de Sicó perdem horas e horas com o mundo virtual, afastando-se perigosamente do mundo real, um mundo do qual todos dependemos... Choca-me de alguma forma ver que há jovens que no mundo virtual sabem plantar uma alface (com um clique no rato, imagine-se...) mas que no mundo real não sabem sequer reconhecer alguns produtos hortículas.
A crise que Portugal atravessa tem muitos aspectos negativos, mas uma coisa é certa, está a fazer com que muitas pessoas voltem a cultivar as terras, educando toda uma sociedade e mostrando que não é prudente pensar que basta ir à loja para comprar tudo o que necessitamos.
Lanço agora um desafio a todos os jovens (e menos jovens) da região de Sicó, arranjem um terreno, nem que peçam a quem tem um terreno e que não o amanha, e peguem numa enchada!
Todos nós temos essa possibilidade, pois numa região como a de Sicó é fácil arranjar um cantinho para fazer uma hortazinha!
Em 2009 fiz isso mesmo, pedi um favor e arranjei um cantinho para uma horta, mesmo sem nunca ter feito algo semelhante. A experiência correu muito bem e não gastei quase nada, mesmo em água, a maior parte dela foi água da chuva armazenada em canecos. Confesso que é uma sensação feliz, plantarmos algo e depois colhermos (já tinha ajudado na agricultura mas nunca tinha feito algo eu próprio). A Natureza tem destas maravilhas e é pena que não as aproveitemos.
Este ano fiz o mesmo, o resultado está na foto e daqui a mais uns dias já vou comer e bela da alface!
Esta "pequena" atitude além de importante, ajuda em termos económicos, já que se gasta pouco e se ganha muito, não sendo necessário ir comprar as coisas ao supermercado. Espero que os jovens ganhem consciência da importância deste gesto, criar uma horta.
Será, por fim, importante garantirem que as sementes são tradicionais, já que podem correr o risco de comprar variedades não tradicionais, algo que muitas vezes é prejudicial para os ecossistemas. Para isso podem tentar contactar uma associação que prima pela defesa das sementes tradicionais, a Associação Colher para Semear (há meses atrás destaquei pela positiva esta associação, basta retroceder uns meses nos arquivos que conseguem encontrar).
O desafio está lançado, vamos criar mais hortas na região de Sicó!

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Quando o interesse privado se sobrepõe ao interesse público: exemplo prático em Ansião

Este é um caso algo paradigmático no que concerne ao ordenamento do território pensado no curto e médio prazo. Falo com perfeito conhecimento de causa, já que é uma situação que ocorre a escassos metros do lugar onde passei a minha infância e juventude.
Na década de 80 (séc. XX) surgiu uma indústria pecuária a poucas centenas de metros (mais precisamente 1000m) do centro da Vila de Ansião, sede de concelho. Já na década de 90 esta indústria expandiu-se, tendo em 1997 chegado a 4 pavilhões.
Nessa altura ainda não existia Plano Director Municipal, já que o PDM de Ansião foi ratificado em 1996. Era natural que nessa altura não se pensasse o ordenamento do território como se pensa hoje, portanto era perfeitamente natural e legítimo as aspirações do dono da pecuária.
Os tempos mudaram e começaram os problemas, a expansão urbanística de Ansião começava a ocupar áreas até então não ocupadas pela construção de moradias, embora a maioria das afectadas já existisse antes da pecuária. Houve queixas da população sobre os efeitos, nomeadamente olfactivos, da pecuária. Havia outros efeitos que apesar de reais ainda não eram compreendidos pela população, caso da poluição dos aquíferos. Passaram-se os anos e a coisa foi andando.
Recentemente surgiu a vontade de alargar esta pecuária, mesmo que sem autorização, começou-se a construir edificado sem autorização e felizmente a obra foi denunciada e embargada. Foi um problema muito sério, já que afinal violação de PDM não é algo propriamente vulgar.
Eis que há poucos dias surge uma placa de autorização de reconstrução e ampliação de parte de edifício da pecuária e alargamento....
É aqui que eu considero que se começa a brincar com o ordenamento do território. Recuperar o que já existe é compreensível e legítimo, mas aprovar uma ampliação, vinda precisamente de uma violação do PDM?
São situações como esta que me fazem ver que em Portugal brinca-se com o ordenamento do território, dando força a situações como esta prejudica-se o interesse público, ganhando apenas o interesse privado. O alargamento desta pecuária não deveria ser possível tendo em conta a proximidade da sede de concelho, deveria ter-se chegado a uma plataforma de entendimento com o dono da pecuária de forma a não permitir o alargamento, pensando sim numa relocalização da pecuária.
Relativamente às soluções que eu proponho para este problema em especial, há que pensar no curto, médio e longo prazo. No curto prazo impedir que se amplie esta pecuária e promover soluções que mitiguem os maus cheiros naquela área, já que prejudica a população. No médio prazo pensar em soluções para reconverter aquela indústria de forma a que no médio/longo prazo esta seja fechada a bem do interesse público.
Não compreendo como é que se permite o alargamento de uma indústria deste género a menos de 1000 metros de uma sede de concelho, onde vivem muitas pessoas.
A melhor altura para que todos aqueles que por ali vivem e que por ali passam, nomeadamente no Centro de Interpretação dos Olhos de Água, sentirem por exemplo o problema dos maus cheiros é a partir de agora, sensivelmente de 5/6 em 6/6 semanas o cheiro é insuportável à tarde e noite, quando a brisa de vale traz consigo o mau cheiro e este se instala no vale que se espraia para jusante dos Olhos de Água. Já várias vezes me foi referido este facto por muitos dos visitantes da esplanada dos Olhos de Água, as pessoas sentem-se demasiado incomodadas pelo cheiro e penso que era altura da Câmara Municipal de Ansião ponderar seriamente esta situação, a bem dos ansianenses e a bem de todos aqueles que por ali passam em busca de disfrutar aquele belo local.
Este é um tema sobre o qual tenho especial aptidão, já que durante vários anos trabalhei neste género de indústria. Ao final de algum tempo ficamos com o nariz viciado naquele cheiro e nem nos damos conta do mau que ele é.
Ps: a semana passada já vi pirilampos, portanto daqui a 3/4 semanas preparem-se para o início do verão...

segunda-feira, 3 de maio de 2010

O que é regional é bom: breve nota sobre facto histórico para a região de Sicó

Fonte: http://gps-sico.blogspot.com/

Foi curioso acontecer algo de tão importante na região de Sicó, especialmente tendo sido duas semanas depois de eu ter criticado abertamente uma "importação sasonal" de espeleólogos estrangeiros. Isto num contexto não de crítica pura e dura a espeleólogos estrangeiros mas sim de crítica a alguns actores de desenvolvimento locais que parece que continuam a não acreditar (lá no fundo) nas qualidades dos espeleólogos da região de Sicó. Este raciocínio expande-se a todos aqueles que têm o know-how nas mais variadas vertentes e que não são reconhecidos por aqueles que mais deveriam acreditar na "matéria prima" humana da região de Sicó.
Eis que acontece algo que me dá razão, acreditar e apoiar naqueles que mais sabem vale mesmo a pena (se é que havia alguma dúvida...), penso que a observação da figura que está em primeiro plano neste comentário fala por si. Desde que soube da notícia apenas estou ainda mais contente pela crítica que fiz, caso tivesse sabido antes teria feito uma crítica bem mais forte...
Os meus parabéns ao Colectivo Dueça (CIES; GPS; NEC; SAGA) pela descoberta histórica, bem como aqueles que não são da região de Sicó mas ajudam de forma humilde e honesta.
Voltando à questão dos espeleólogos italianos e do trabalho que eles fizeram na tal gruta (anunciado com grande pompa e circunstância em alguns jornais), posso afirmar que depois de uma visita à mesma com vista à visualização do seu trabalho estou em condições de referir que o que eles fizeram chama-se de geovandalismo e não ciência, pois encher de espuma dezenas de estalactites não tem justificação moral nem ética, nem mesmo científica!
Esta questão, de ainda haver pessoas que muitas vezes não acreditam nas "pessoas da terra" diz-me muito (um dia ei de explicar), é por isso que luto contra isso, de forma honesta e imparcial e que faço questão em divulgar acontecimentos históricos como é este o caso.
Para quê ficarmos com as migalhas se conseguimos fazer o pão?!