terça-feira, 12 de novembro de 2019

Chegou o dia!


Já há muito tempo que dizia para mim que este dia haveria de chegar. Ontem fui espreitar o registo e, já passados uns meses, eis que chegou a boa notícia. A Montante é finalmente uma marca registada!
É o início formal, embora ainda prudente, de um projecto que há muito faltava lançar a primeira pedra. Para isso criei uma marca, a Montante. Com ela irei fazer aquilo que mais gosto e para o qual tanto investi em termos pessoais e profissionais nos últimos anos. Os próximos meses não serão fáceis e serão de planeamento, enquanto não surgem projectos. Contudo, e muito brevemente, irei apresentar projectos a algumas entidades da região, e não só, e estarei naturalmente receptivo a quem me queira apresentar ideias ou projectos concretos de pessoas, entidades ou empresas, para, em conjunto, desenvolvermos. As parcerias são, para mim, fundamentais. 
Nem todas as actividades terão como objectivo o lucro pessoal, mas sim um objectivo maior, a mobilização e a capacitação dos cidadãos e entidades na defesa do património, com tudo o que de positivo isso pode representar a nível ambiental, cultural e/ou económico. A educação ambiental também irá entrar na equação, tal como já acontece há muitos anos, claro que, agora, de uma forma mais completa.
A primeira actividade irá ocorrer daqui a poucos dias, ou seja o I Congresso da Bolota de Sicó, através de uma parceria com a Câmara Municipal de Ansião. Nada mais me alegra do que começar deste modo esta aventura, com quem acredita nas minhas capacidades e competências e no território que fez de mim quem sou, Ansião. Que alegria!

domingo, 27 de outubro de 2019

O que fez a diferença este ano? O S. Pedro!


A regra é não utilizar imagens que envolvam chamas, mas apenas a destruição causada pelas mesmas, contudo abro a desejável excepção, já em pleno Outono, e prestes a acabar o dispositivo especial de combate a incêndios rurais (DECIR 2019). Antes que façam a pergunta, eu dou a resposta, ou seja que a fotografia em causa não é de pose, mas sim uma fotografia tirada por terceiros em modo furtivo num incêndio nocturno, daqueles que alguns ignorantes na matéria dizem que não acontecem (interesses em que arda...).
Indo directamente à questão, este ano foi dos menos maus em termos de incêndios florestais, nomeadamente no que concerne a prejuízos e área ardida. Sensivelmente a cada década há um ano menos mau e isto acontece simplesmente porque o S. Pedro ajuda bastante. Não são medidas de cosmética entretanto tomadas que contribuem para um ano como este. Em termos práticos nada mudou e isso é habitual (e parece que a maioria dos portugueses se conformam na prática, com isso...). A cada ano que passa a conversa é sempre a mesma e nunca se é consequente. Quais são as causas? Muitas, já que a equação é complexa. Muitos maus políticos, poucos bons políticos, muitos interesses em jogo, nomeadamente as celuloses, que gostam de publicitar as boas práticas (que existem, mas apenas nos minoritários terrenos em que são proprietárias) e omitir as más práticas e externalidades negativas nos  terrenos maioritariamente privados, mas que alimentam as celuloses (paga o contribuinte e não bufa...). Muita irresponsabilidade de muito cidadão que, de forma activa ou passiva, contribui para o cenário actual. Muito pouco ordenamento do território (o cerne da questão!), pouco ordenamento florestal, etc, etc, etc...
E depois algo que me preocupa cada vez mais, ou seja uma agenda que indicia querer desmantelar uma estrutura voluntária, secular, que tem sido o garante da salvaguarda dos bens alheios, nomeadamente floresta. Graças a esta agenda oculta, guiada por certos interesses económicos e alguns interesses académicos, estes têm tentado impor uma estrutura paralela, também profissional e imensamente cara (bom para eles ganharem uns valentes trocos, através de estudos, assessorias e afins...), algo de curioso, já que se se investisse a sério numa estrutura profissional já existente nos corpos de bombeiros voluntários (e sapadores florestais), o problema ficava mitigado com a mesma ou melhor eficácia e a um custo muito inferior. Conheço algumas destas pessoas sem escrúpulos, guiadas pelo preconceito ideológico, que insistem em mitos urbanos e realidades ocorridas há 30 anos. E sim, nos corpos de bombeiros voluntários já há uma estrutura profissional, a qual peca apenas por pequena, com poucos direitos e muito mal paga. Em cada corpo de bombeiros, uma determinada percentagem (10 a 20%?) dos elementos é profissional, sabiam?
Claro que como em todas as organizações há problemas, e os bombeiros voluntários, enquanto organização, não são excepção, mas esses problemas nesta entidade resolvem-se, basta haver quem se queira chegar à frente. E há cada vez mais elementos a querer corrigir estes problemas a partir de dentro e a ajudar a evoluir e capacitar mais e melhor esta estrutura (tendo chatices por isso, já que há gente sentada em sofás muito confortáveis...). Não fosse a ignorância e os interesses pessoais, de entre os quais a vaidade, de alguns elementos de comando, as coisas já estariam melhor. Depois não ajuda nada ter alguém que se diz representante dos bombeiros voluntários quando afinal nem sequer é eleito por eles, mas sim por aqueles que estão sentados nos confortáveis sofás...
A melhor altura para falar disto é agora e não no Verão. Lembrem-se que nos próximo Verão há mais "festa" e se não quiserem ser cúmplices, têm não só de mudar (os que ainda insistem em ter comportamentos pirómanos) bem como exigir que as coisas mudem, nomeadamente mais e melhor ordenamento do território (que inclui a floresta e as monoculturas do eucalipto e pinheiro). É assim que conseguiremos mudar o paradigma! Portanto já sabem, no que concerne à silvicultura, têm agora uns meses para salvaguardar os vossos terrenos florestais, fazendo uma gestão racional e responsável dos mesmos.
Confesso que fui ingénuo ao pensar que, depois da tragédia humana de há 2 anos, as coisas mudariam alguma coisa. Nada mudou desde então! Nem mesmo a ignorância e maldade atroz de gente reles, que nunca pegou numa mangueira ou numa enchada para apagar um fogo e viu a tragédia da TV, sentado no sofá e depois de contrariado por quem tem opiniões fundamentadas do ponto de vista teórico e prático surge com frases como "gostava de vos ver defender a vossas teorias em frente aos familiares dos que morreram em Pedrógão". Caso para dizer, burros há muitos!

terça-feira, 22 de outubro de 2019

Isto não é o "faroeste", sabiam?


Por mais experiência que tenha no ramo de descobrir coisas estranhas, há sempre algo mais para me surpreender. Esta situação passa-se a escassos metros de uma antiga pedreira, situada ao lado do IC8, em Ansião. E é realmente curioso ver como é que alguém faz isto, pensando, quiçá, que ninguém vai reparar...
Há uns meses lembro-me de saber, através das redes sociais, da venda de um terreno que fazia parte da área de exploração da antiga pedreira, onde se situavam edifícios de apoio à mesma. Lembro-me também de um muito estranho negócio que foi a passagem de um troço de uma estrada municipal para a posse de um privado. Tudo num secretismo muito estranho, que passou ao lado do conhecimento público.
A juntar à festa, eis que o novo proprietário eventualmente achou que seria fixe fazer o que se vê na foto, ou seja fazer um desaterro e meter ali uns postes para fazer uma ponte. Isto sem qualquer autorização, facto que torna a coisa grave... No que concerne a linhas de água, não se pode fazer o que se vê na foto, pois há regras a cumprir. Só por si já é algo que me preocupa, mas há algo que me preocupa ainda mais, ou seja a presença de veículos em fim de vida por ali. O que tem de mal? Vejamos, infiltração de óleos para a linha de água e do rio Nabão. É um potencial foco de poluição, e não é de menorizar, pois os óleos são altamente poluentes!
Por esta altura o caso já deverá ter sido alvo de fiscalização, de modo a repor a legalidade e a ordem. Ansião não é o "faroeste" e eu sou muito sensível quer a questões ligadas ao (des)ordenamento do território bem como a questões ligadas à poluição e afins. Agora resta a quem cometeu a ilegalidade colher o que semeou...

domingo, 13 de outubro de 2019

Devolver o espaço pedonal aos peões


Gosto de andar a pé também nos espaços urbanos, seja em Ansião ou numa outra qualquer vila ou cidade em Portugal ou no estrangeiro. Já residi em vários espaços urbanos, seja por motivos de estudo, profissional ou outros mais. Já palmilhei as ruas de centenas de vilas e cidades portuguesas, europeias, sul americanas, cabo verdianas ou outras mais e há algo que me incomoda profundamente, ou seja a invasão dos espaços pedonais pelos carros. Diria que o número de carros no passeio é inversamente proporcional ao nível de civismo dos povos.
A situação que podem observar na fotografia que acompanha este comentário foi tirada em Agosto último e ilustra na plenitude o problema que me levou a escrever este comentário. Do lado esquerdo estão 4 carros em cima do passeio e mais acima estão mais uns quantos, ou seja mais de 200 euros em coimas caso fossem autuados. Infelizmente é pouco comum os condutores serem autuados ao estacionarem em cima do passeio, já que o fenómeno tornou-se o novo normal, algo de aceitável e que não deve ser apontado. Mas não é normal nem é aceitável!
Soluções? Neste caso é simples, pilaretes, pois onde estes estão ou estiveram, o problema fica mitigado e o pessoal tem mesmo de estacionar onde é legal. Andar cansa e é, para muitos, uma chatice. Levar o carro até à porta de casa, loja ou afins é uma necessidade para muitos. Depois são capazes de chegar ao final do dia e ir ao... ginásio.
Se eu não faço o mesmo? Não, não faço! Só utilizo o carro quando é mesmo necessário, pois de resto ando a pé ou de bicicleta, bem como de transportes públicos. Em Ansião só mesmo a pé, de bicicleta ou excepcionalmente de carro. Há 10 anos fiz um exercício bastante interessante que me permitiu perceber, de facto, algo de muito preocupante... E já este ano abordei esta mesma questão.
Resumindo, venham novamente os pilaretes em força na Vila de Ansião, de forma a reeducar tanto condutor e condutora sem respeito pelos peões. Mas sabem o que é mesmo estranho? Ser apontado por alguns por chamar à atenção de quem afinal não sabe viver em comunidade e de quem não sabe o que significa civismo. Já não falo sequer da questão do cumprimento das mais elementares regras do Código de Estrada...

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Os tanques de lavar roupa!


Para quem, como eu, cresceu a ver os familiares a lavar roupa em tanques ao pé da ribeira, é normal apreciar os últimos tanques comunitários de lavar roupa que se veem na região de Sicó (e não só!). Alguns têm desaparecido, sinal dos tempos e, diria eu, sinal de alguma insensibilidade para o património.
Estes, nas imagens, são na Arrifana, e valem a pena uma visita demorada. Fiquem por ali uma horita ou duas e usufruam! Levem um livro e leiam enquanto desfrutam daquele ambiente calmo e histórico. Falta-nos parar para desfrutar e este é um de muitos dos locais onde o podem fazer. O convite está feito!


sábado, 5 de outubro de 2019

Larga o telemóvel e pega nos livros sff!


Não é dos comentários com mais visualizações, mas afinal isso não me interessa, o que me interessa a qualidade dos leitores, não a quantidade per si. É uma questão de cultura, este meu hábito de regularmente trazer aqui a questão "livros". Aproveitando este meu vício dos livros, aproveito para partilhar o interesse dos mesmos por quem queira.
Começo pela já referida cultura, com um livro, livre de desacordo ortográfico, que me chamou à atenção logo que os meus olhos passaram por ele. Dada uma vista de olhos, não houve dúvida, era mesmo para adquirir. É uma reflexão particularmente interessante, seja no passado, no presente ou no futuro!


Tendo eu o interesse também na temática do património construído e na arquitectura, eis que este livro, igualmente livre de desacordos ortográficos, me cativou. Espero brevemente começar a leitura atenta do mesmo.
Para finalizar, um livro que descobri numa livraria depois de subir um escadote. Estava lá no fundo, meio esquecido, algo que não compreendo dada a importância da temática dos recursos geológicos. Mais um bom investimento para a minha biblioteca pessoal, na qual só entram livros de qualidade e sem desacordo ortográfico!
Não apreciando eu aquela altura no final de Dezembro, aproveito, contudo, para vos sugerir que comprem livros, não só para vocês bem como para os vossos amigo/as. Mas não se fiquem por essa altura, mas sim pelo ano inteiro!


sexta-feira, 27 de setembro de 2019

Usufruam, para vosso bem!


É uma sensação que se materializa sempre que (re)visito muitos dos meus locais de eleição na região de Sicó. Este, em especial, é conhecido de alguns de vós. Não, não é na Serra da Portela (Pousaflores). Não, não é no Outeiro (Santiago da Guarda). Muito embora sejam igualmente locais de eleição!
A sensação que falo materializa-se quando ali chego e vejo que além do pessoal não usufruir devidamente destes locais, vandaliza-os, contribuindo assim para que este cenário continue. Já visitei bastantes países nos últimos anos, muitos dos quais com características climáticas pouco propícias para o usufruto da natureza durante todo o ano, mas mesmo assim, e nesses mesmos países, o pessoal sabe desfrutar da Natureza, bem mais que nós, que somos uns priveligiados. Mesmo no Outono e no Inverno, podemos desfrutar da Natureza sem grandes condicionamentos, bastando apenas roupa própria para actividades ao ar livre com alguma chuva.
Vamos aproveitar melhor os fins-de-semana desfrutando do que melhor temos?!

segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Quintas de Sicó: potencial por explorar há demasiado tempo!



Já passaram uns meses desde a última crónica das "Quintas de Sicó" e desta vez destaco uma Quinta que conheço particularmente bem, em Ansião, onde, e já há muitos anos, passei bons momentos com gente amiga, seja num belo almoço seja num café com amigos. Desde essa altura muito mudou, para pior, tal como as fotografias o demonstram.
A Quinta das Lagoas é um activo fabuloso que nas últimas décadas se foi degradando graças a uma gestão desastrosa de políticos incompetentes, que fizeram acordos pouco vantajosos do ponto de vista do contribuinte (para não dizer outra coisa menos bonita...) com interesses privados, os quais estão a contas com a justiça, tal como é público. Como é possível uma quinta destas, situada no local estratégico, ter chegado ao que chegou?!
Este é apenas um de muitos exemplos do que tem acontecido na região de Sicó, um património fabuloso que se tem degradado por burrice (sim, burrice!) de uma classe política pouco competente. Deixamos degradar e/ou destruir o melhor que temos ao mesmo tempo que nos queixamos da falta de sorte, da alegada falta de recursos vários e do centralismo alfacinha. E depois surgimos com ideias peregrinas, que além de não fazerem melhorar as coisas, são mais uma machadada na identidade local/regional.
Espero que nos próximos anos a Quinta das Lagoas tome um novo rumo e traga não só a Ansião bem como a Sicó, mais-valias que tanto nos têm feito falta!



quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Arqueologia que vale a pena conhecer!


Em Agosto último falei do destaque que a revista National Geographic Portugal deu à arqueologia, mais precisamente às antas do Rego da Murta, em Alvaiázere. Na altura fiquei feliz pelo facto e fiquei logo com vontade de ir dar uma olhadela à exposição respectiva, a decorrer no Museu Municipal de Alvaiázere. E assim foi, pois passados poucos dias, e ao fim-de-semana, fui desfrutar, com tempo, desta exposição (e aproveitei também para ver duas outras exposições temporárias presentes naquele museu). É uma exposição catita, com peças e conteúdos fabulosos. Houve uma peça em especial que me surpreendeu, contudo não vou divulgar qual, esperando que lá vão ver e me digam se é ou não uma peça daquelas "factor uau".
Temos o mau hábito de menosprezar o que é nosso e o que é português, sendo um mau hábito que faço questão de combater há muitos anos, sendo o azinheiragate uma das formas de o fazer e de fazer chegar o património de Sicó mais longe. Agora, e nos próximos fins-de-semana, levantem o rabo do sofá e visitem não só o Museu Municipal de Alvaiázere, bem como os outros museus da região de Sicó!

sábado, 14 de setembro de 2019

Muito bem!


A semana europeia da mobilidade está a prestes a começar, daí ser a altura perfeita para falar de algo que me agradou de sobremaneira em Ansião. Quem me conhece sabe a ligação que tenho com as bicicletas, ou seja o facto de andar de bicicleta desde miúdo e o facto de andar de bicicleta ser, para mim, uma forma de estar na vida. Quem é inteligente utiliza a bicicleta, é um facto!
Já há mais de uma década que andava a pedir aos executivos que presidiram aos destinos da Câmara Municipal de Ansião, que disponibilizassem vários locais de estacionamento para bicicletas, nomeadamente nas sedes de freguesia. Da primeira vez que abordei formalmente um autarca, recebi a resposta: "ah, só se for nas escolas, já que fora disso não vale a pena". Fiquei perplexo com tal resposta, que demonstrava apenas uma coisa, desconhecimento de causa e muita preguiça (o que foi uma ironia sabendo que esse mesmo autarca esteve ligado profissionalmente à actividade física...). Há 2 anos voltei a falar formalmente do tema, desta vez com outros autarcas e eis que há uns tempos começaram a surgir os tão necessários locais para estacionar (e prender) bicicletas. Sim, já existia (apenas) um, mas num péssimo local (num cantinho ao pé dos caixotes do lixo num parque de estacionamento na Vila de Ansião) e numa tipologia de estrutura que não é recomendável, os chamados "entorta raios". Existia também um outro, mas privado, que apesar de ser mauzinho, pelo menos mostrava que existia nessa época alguma atenção à questão, pelo menos enquanto eu tive influência na coisa.
Agora há vários, não sabendo eu quantos ao todo. Já vi 3 (Piscina; Ribeiro David; Parque Verde). São bons locais para os mesmos e a estrutura implantada é a correcta. No caso dos da piscina, foram mal posicionados, pois estão demasiado perto da parede (poderiam ter ficado 30 ou 40 cm mais longe da parede) e foram mal chumbados no chão, mas isso corrige-se facilmente. 
Espero que existam mais, seja em Ansião, seja nas outras sedes de freguesia, e que mais sejam disponibilizados em locais estratégicos, de forma a fomentar a utilização da bicicleta. Isto quando há quem pegue no carro a gasóleo para percorrer apenas... 500 metros!!!
Importa também resolver a questão das bicicletas de uso partilhado, que infelizmente têm tido uma história complicada, e que com a possível insolvência da Órbita (acho que está para entrar num PER) mais complicada fica. 



segunda-feira, 9 de setembro de 2019

O congresso que faltava na região de Sicó!


Eis um dos eventos que considero mais relevantes dos últimos anos, e logo com potencial disruptor, para o desenvolvimento territorial da região de Sicó. Temos insistido em fórmulas herméticas que, como era mais do que expectável, não resultaram. O desenvolvimento territorial não é hermético nem linear, mas sim dinâmico e criativo, aliando o velho com o novo e o saber antigo com as novas tecnologias. Há muitas variáveis em jogo, muitas delas têm sido ignoradas, facto que nos tem atrasado em termos de desenvolvimento territorial, perdendo com isso Sicó e todos os que cá vivem.
Eis o (muito bonito) cartaz do I Congresso Bolota de Sicó, sendo que brevemente será disponibilizado o respectivo programa do evento. Nos próximos dias, e no site da Câmara Municipal de Ansião, poderão inscrever-se neste evento (logo que aconteça, colocarei aqui o link directo para que cada um de vocês se possa inscrever no evento).
Sabendo que este evento ocorre num fim-de-semana, não há desculpas para não participar no evento. É um evento para todos os que gostam de Sicó e que querem saber mais sobre mais uma das variáveis que pode ajudar a fortalecer a equação do desenvolvimento territorial de Sicó. Eu vou lá estar, esperando que muitos dos que acompanham o azinheiragate façam o mesmo!


quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Seus badalhocos!!!



Tinha passado pela Cumieira, Penela, e, a meio caminho da Cabeça Redonda, eis que me deparei com isto. Em pleno século XXI ainda há gente que só merece um nome, badalhoca! Como é possível acontecer isto? Como é possível que, havendo inclusivamente, recolha gratuita deste tipo de monos, exista ainda gente retrógada que pega numa carrinha e despeja isto na berma da estrada?
Se alguém viu uma carrinha com estes monos em cima nos últimos dias, avise-me, que eu trato do resto! Isto deverá ser o resultado de uma limpeza de alguma casa velha, provavelmente a entrar em obras, portanto não há-de ser assim tão difícil descobrir os badalhocos e levá-los às autoridades. Pelo aspecto e pelo local, deverá ter sido alguém ou da Cumieira ou da Cabeça Redonda, restringindo assim as buscas. Mais uma vez, se alguém viu algo suspeito, que me diga qualquer coisa. Há que apanhar esta gente que não merece a região onde vive, que não sabe viver em comunidade e não sabe o que é o civismo e a cidadania! Cambada...

terça-feira, 27 de agosto de 2019

A memória preserva-se... preservando!


Apesar de ser uma rua bem conhecida por mim, foi algo que só há poucos dias parei para pensar. Andar a pé e andar a desfrutar da rua permite-nos andar mais devagar e notar pormenores que normalmente nos passam ao lado durante algum tempo. Foi o que ali aconteceu, pois apesar desta situação já ocorrer há alguns anos, só quando passei ali por baixo, e num ângulo favorável, é que me apercebi da situação.
Tenho uma opinião muito pessoal sobre esta situação, ou seja, que o nome do notável ansianense, não deveria de nenhuma forma ter sido adulterado. Sim, porque substituir o y pelo i, ou o z pelo s é, na minha opinião, uma adulteração histórica. A memória preserva-se preservando, não adulterando... O senhor em causa terá sido baptizado como Jeronymo Soares Barboza e morreu com o mesmo nome. Considero que este tipo de "actualizações" não é aceitável sob nenhum ponto de vista. Qual a vossa opinião sobre esta situação?

quinta-feira, 22 de agosto de 2019

E o geovandalismo continua nas Buracas do Casmilo...


Nos primeiros tempos a situação ocorria apenas numa das cavidades, conhecidas por "buracas", algo que já era grave, contudo a situação continuou a agravar-se e a estender-se a outras cavidades. O geovandalismo está em força no conhecido geossítio "Buracas do Casmilo"...
Há poucas semanas, e mais uma vez, uma pessoa que vive na aldeia mais próxima, contactou-me a dar conta do agravamento da situação, daí eu ter voltado ao local para analisar com os meus olhos e perceber a coisa no seu todo. E lá fui eu...


Fui a fiquei entristecido, pois mesmo apesar da imensa divulgação que este geossítio teve nos últimos tempos, nenhuma medida prática foi tomada para resolver o problema. Ver uma galinha dos ovos de ouro ser degradada a esta velocidade e não ver as entidades locais e regionais a tomar medidas custa-me e não é pouco.
Estão à espera de quê para elaborar um plano de gestão para este geossítio? Não sabem fazer? Simples, falem com quem sabe. Eu sou suspeito, eu sei, mas não podemos ser presos por ter cão e presos por não ter cão. Se quiserem fazer as coisas como deve ser, falem comigo ou com outros que saibam sobre esta questão.
Entre a aldeia do Casmilo e as buracas, vi duas infra-estruturas que indiciam ser para colocar painéis, contudo isso não chega nem de longe.
Vamos resolver este grave problema de uma vez por todas?



domingo, 18 de agosto de 2019

A virtude está na Arrifana



É uma das características que mais aprecio na região de Sicó. Qual característica? A diversidade de património que temos nesta bela região, bem como os cantinhos meio escondidos onde encontramos esse mesmo património. 
Há poucos dias passei na Arrifana, a caminho de Coimbra. Ia com tempo e quis parar em alguns locais pré definidos. Parei também na nascente na Arrifana, num belo parque onde podemos picnicar. Infelizmente não vi por ali ninguém, mesmo que o dia estivesse propício para isso mesmo. Ao lado o IC2 e o tráfego que segue sem parar e sem deixar "rasto" na economia local...
Num mês de férias, fica o desafio para pararem em locais catitas como este. No final vão-me agradecer, acreditem! E falem com os locais, que eles têm muito para partilhar...



terça-feira, 13 de agosto de 2019

Quando a fé se mistura com o pimba dá... nisto!


A ideia em si até é boa, a forma de a pôr em prática é que foi de mau gosto. Resumido numa palavra , trata-se de puro "Pimba", ou fazendo um trocadilho, uma ideia peregrina...
Fiquei perplexo neste último fim-de-semana, quando me deparei com aquilo que podem observar nas imagens. Ia a passar no Zambujal, vindo de Condeixa, quando eis que vi algo que numa primeira reacção me fez lembrar o termo "pimba", o mesmo termo que utilizamos quando adjectivamos música como música pimba.
Se bem que até considero que, se bem posta em prática, esta poderia ser uma ideia curiosa e criativa, não tenho dúvidas que se revelou como uma ideia de muito mau gosto e que deve envergonhar quem por ali passa, tal como ocorreu comigo. Fiquei envergonhado de ver isto quando passei por um lugar bem catita.



Não me admira nada que o que se vê nas imagens seja motivo de muito riso por parte dos peregrinos que por ali passam. No meio de tanta coisa boa que se tem feito neste domínio, tinha de surgir uma ideia peregrina. Nunca digam que já viram tudo, já que há sempre algo mais para ver...



segunda-feira, 5 de agosto de 2019

O património de Alvaiázere em destaque na mítica National Geographic


Já tinha ido ao quiosque comprar a edição deste mês da National Geographic, revista que comecei a comprar logo na primeira edição portuguesa, já lá vão muitos anos. É das poucas revistas que recomendo vivamente a todos os meus conhecidos, dada a sua importância na temática ambiental, cultural, patrimonial e muitas outras mais temáticas. Adquiram, pois vale mesmo a pena, seja para vocês seja para os filhotes aprenderem algo que lhes vai ser muito útil no futuro. 
Contudo, e voltando ao início, ainda não tinha começado a ler a edição actual, quando uma arqueóloga minha conhecida me avisou que havia ali algo de muito especial, ou seja um artigo sobre a minha/nossa região, Sicó, concretamente sobre as Antas do Rego da Murta, em Alvaiázere. Depois de na edição anterior ter vindo um artigo sobre Conímbriga, eis que mais uma vez Sicó surge numa revista de importância planetária, sinal que esta região tem o que eu sempre afirmei, valor internacional!
Diria que esta reportagem sobre o património de Alvaiázere é mais uma lição de vida para um autarca que há uns anos dizia que só ia a Alvaiázere quem não tem mais para alternativas na hora de decidir por um destino para visitar.
Confesso que é muito curioso estar agora a ler um artigo sobre a temática da arqueologia focada em locais (por mim visitados várias vezes e já aqui destacados) que quando trabalhei em Alvaiázere eram basicamente desprezados pelo poder político. Não fosse a dedicação e interesse dos bons profissionais da arqueologia e de mais algumas pessoas interessadas na temática do património, e o cenário teria sido trágico no que concerne à preservação dos locais em causa. Felicito estas pessoas, que sabem quem são e sabem que eu sei quem são e os meus parabéns à National Geographic Portugal por este destaque às Antas do Rego da Murta. Espero que isto possa contribuir para um maior foco na temática da arqueologia na região de Sicó e em Alvaiázere, como por exemplo no lugar da "Rominha", a necessitar de investimento para fazer reaparecer um povoamento arqueológico com potencial. Um investimento que tem demorado a surgir...
Agora toca a ir à papelaria ou quiosque adquirir a National Geographic, apoiando assim acções de investigação da National Geographic e também o comércio tradicional. E claro, poder ler este (e outros artigos) e aumentar a vossa auto-estima, já que o património da região de Sicó está em alta! 

Fonte: excerto parcial de topo de página do meu exemplar da Revista National Geographic - Portugal, do mês de Agosto de 2019.

sábado, 27 de julho de 2019

Regulação da publicidade Vs paisagem urbana


Tinha esta foto em espera para logo que possível pudesse falar nesta questão sinalética publicitária e dos suportes publicitários em meio urbano. É um tema que me começou a interessar no tempo da faculdade, onde estudámos ao de leve muitos exemplos associados quer à sinalética publicitária, quer dos suportes publicitários respectivos. Vi de tudo, bons e maus exemplos e comecei a compreender o impacto positivo ou negativo, ou mesmo irrelevante, de muitos sinais publicitários que invadem a paisagem urbana. Como em tudo, no meio é que está a virtude e há que criar regras nos regulamentos municipais que visem a regulação da publicidade, evitando assim casos curiosos. Sabem ao menos se os vossos regulamentos municipais contemplam medidas que visam a regulação neste âmbito? Poucos serão os que sabem...
Não pretendo aqui debater a fundo esta questão, mas apenas introduzir a mesma, já que ao que me lembro nunca dissertei aqui sobre esta temática. A sugestão é simples, começarem a focar a vossa atenção nos painéis publicitários, de todos os tipos e dimensões que encontrem na vossa vila ou cidade (como é o caso ilustrado pela foto acima). Vejam exemplos positivos, irrelevantes ou mesmo bizarros e depois digam de vossa justiça. Se me forem enviados conteúdos relevantes, poderei elaborar um novo comentário com base nos mesmos. A paisagem urbana tem muitas curiosodades, algumas delas surgem através da publicidade e dos suportes publicitários.
Relativamente ao que observam na fotografia que ilustra este comentário, tenho uma opinião simples, a de que é demasiada informação num mesmo espaço. Além disso não me parece que a localização seja a melhor...

segunda-feira, 22 de julho de 2019

A importância dos orçamentos participativos!


Porque insisto neste tema ano após ano, perguntam vocês. Simples, porque se trata de uma ferramenta fundamental da cidadania activa e da democracia participativa!
Ah, e tal já houve batota e polémicas que só mostram que os orçamentos participativos não valem a pena! Errado!! Era expectável que especialmente nas primeiras edições houvesse episódios do tipo "chico-espertice". Diria até que são as denominadas "dores de crescimento", passadas as quais as probabilidades de batotice começam a decrescer, dado o maior escrutínio deste tipo de processos. Ansião já teve estas "dores de crescimento", numa vez focadas na freguesia do Avelar e noutra vez na freguesia de Ansião. Enquanto que no Avelar eu soube da história ao ouvir A, B ou C sobre o que se passou, em Ansião ouvi alguém, fora de portas, a gabar-se que estava a monitorizar as votações e, assim, pressionar/gerir os votos, algo que foi factualmente uma batota/ilegalidade e falta de ética. Foi também ali que alguém que foi, até 2006, para mim uma referência, destilou ódio para com a minha pessoa por de forma indirecta ter falado na batotice feita... Essa pessoa confunde-se com uma entidade, quando uma coisa é essa pessoa e outra coisa é a entidade da qual faz parte. Foi também ali que essa pessoa, que se achava especialista em tudo, ou dito de uma outra forma aspirante a político dos ovos kinder, achou que eu não podia falar naquela situação, algo que curiosamente ia contra todos os valores que essa pessoa me transmitiu durante alguns anos. Quando se chega ao topo há o risco da pessoa se acomodar, dar as coisas como garantidas, achar que viver à sombra do passado é suficiente para manter estatuto e pensar que não é possível depois dar um grande trambulhão, degradando todo o trabalho de uma vida. Está dito, mas breve haverá mais...
Voltando ao Orçamento Participativo, desafio todos os ansianenses a propor projectos que se enquadrem no espírito e âmbito destes projectos de democracia participativa e cidadania activa. Mais uma vez, os orçamentos participativos não são para tapar buracos no orçamento municipal, tal como no passado aconteceu!
Desafio-vos a idealizar projectos das mais variadas temáticas, casos do património natural, construído, cultura, pessoas com mobilidade reduzida, literacia e muitas outras coisas mais. Associativismo, cidadãos esta é a vossa oportunidade de, mais uma vez, contribuírem para uma sociedade mais participativa! Há que ler bem o regulamento e não esperar pelos últimos dias. É fundamental que tenham um orçamento, de forma a que o projecto possa ser aprovado para votação. Digo isto porque já me aconteceu não ter um orçamento a tempo e, por isso, o projecto não ter sido aceite (uma empresa de serviços não me respondeu a um pedido de orçamento de recuperação de moinhos de vento...). Este ano vamos ver se tenho alguma ideia nova ou repito ideias antigas, caso de uma bicicleta adaptada para pessoas com mobilidade reduzida, pensada para visitas turísticas.
E não tenham medo, pois mesmo que não consigam uma ideia sólida, durante o processo irão aprender mais umas coisas, por isso, nunca perdem!
Comecem a pensar, já que vão ter tempo para amadurecer as ideias. Depois basta uma descrição do projecto, complementada com o orçamento respectivo e a ideia de projecto está pronta a ser candidatada, aprovada e votada. Todos temos a ganhar, portanto.
Quem aceita o desafio do Orçamento Participativo?! 

quarta-feira, 17 de julho de 2019

Há que credibilizar o nome "Ansião" nas redes sociais!


Hoje apetece-me falar de algo que me irrita profundamente. Se há coisa que detesto é pesquisar grupos do facebook que depois não correspondem bem ao seu nome, ou seja pesquisar por exemplo um grupo com o nome de Ansião e depois constatar que esse grupo é povoado de "posts" meramente publicitários. Se é assim porquê manter um grupo com o nome de Ansião? Mais valia alterar o nome para "publicidades inúteis de todo o tipo é aqui mesmo". 
Sou membro do grupo "Ansião" e confesso que estou saturado de denunciar spam e coisas que nada têm a ver com Ansião. Sou administrador noutros grupos do facebook e além de fazer questão em avisar que há regras e que as mesmas são para cumprir (nada de publicidade), faço questão de excluir do grupo quem não cumpre (um dos postadores de treta foi excluído de um dos grupos do qual sou administrador...). Gente, se querem grupos de publicidade, criem-nos! Há pessoas que não querem saber de regras e publicam tretas atrás de tretas.
Espero que este comentário sirva para duas coisas, a primeira é a de sensibilizar os administradores do grupo para o criar regras naquele grupo, e a segunda é a de sensibilizar quem publica treta que deixe de partilhar as suas tretas em grupos como aquele. Publiquem sim assuntos relativos a Ansião, partilhem fotografias do património, de festas, de actividades e de muitas outras coisas mais que não... publicidade/spam!




sábado, 13 de julho de 2019

Quem for não se vai arrepender!


Por vezes oiço amigos a dizer que há pouca actividade cultural e afins na região de Sicó, algo que não corresponde propriamente à verdade. Há muita actividade, parte não é bem divulgada e parte apesar de divulgada acaba por não atrair o pessoal. Não falta cultura, falta sim uma cultura da cultura e da fruição. É frequente pessoal que experimenta actividades como esta ficar maravilhado e dizer: "como é que eu nunca vim a uma actividade deste tipo, o que eu tenho perdido!".
O desafio à vossa participação está feito e uma coisa vos garanto, se forem não se vão arrepender...