domingo, 19 de maio de 2019

Larga o telemóvel e pega num livro sff!


Passamos cada vez mais tempo focados no ecrã do telemóvel, muita vezes a perder tempo importante da nossa vida, sem aprender nada. Este exagero no tempo que se passa à frente do telemóvel é cada vez mais preocupante. Ao mesmo tempo passamos cada vez menos tempo focados nos livros físicos, facto que, para mim, é tremendamente preocupante.
Tenho por hábito tentar sensibilizar-vos para o hábito da leitura, sempre sem "acordo" ortográfico. Desta vez trago-vos mais sugestões de leitura. O primeiro livro é algo que faltava à minha biblioteca, uma perspectiva diferente. Tenho a certeza que muitos irão ficar surpreendidos com o património genético dos portugueses, pelo menos aqueles menos atentos à nossa história... 


A par de Jacques Cousteau, David Attenborough é a minha principal referência no que concerne ao mundo natural. Foi com ele que cresci a ver o mundo natural, facto que teve uma influência decisiva em quem sou e no que faço hoje. É daqueles livros em que não há hipótese de ficar na prateleira da livraria...


Há livros interessantes que não compro, já que são muito semelhantes aqueles que já tenho. Estes dois são diferentes, daí terem sido opção para vir passear comigo até casa. Ainda não os li, dei apenas uma olhadela, seja para confirmar que não padeciam do "acordo" ortográfico, seja para perceber um bocadinho sobre aquilo que tratavam nas suas páginas.


Boas leituras! E já agora, vão às nossas bibliotecas municipais, onde há muito livro que precisa de ser lido!!

terça-feira, 14 de maio de 2019

Como se cultiva a cultura? Participando!


Todos os anos gosto de, nesta altura, falar das festas que ocorrem na região de Sicó. Desta vez destaco 3 eventos, um em Santiago da Guarda, outro no Alvorge e outro na Serra da Portela, em Pousaflores. Poderia falar de outros, mas destaco os que me apareceram primeiro no radar das redes sociais. Destaco também algo que já por várias vezes referi, ou seja a inexistência de uma agenda de eventos regional, devidamente estruturada e divulgada. Fica a dica para a Terras de Sicó...
Mas voltando ao início, eventos como estes representam a cultura da nossa região, uns melhores do que outros, mas faz parte, já que a cultura é assim mesmo. A melhor forma de pugnar pela nossa cultura é participar nestes eventos, conviver com o pessoal e desfrutar do melhor que temos!




sexta-feira, 10 de maio de 2019

Os porcalhões, a poluição e o rio Nabão


Logo que a obra ficou terminada, cedo os ansianenses, e não só, começaram a desfrutar das margens do rio Nabão, em Ansião. Com a fruição vieram os problemas do costume, vandalismo e falta de civismo. Luzes partidas no sector da nascente, mais desprotegido, e lixo na ribeira, bem como mesas mandadas para a ribeira. Infelizmente isto continua a acontecer.
Certos porcalhões continuam a mandar resíduos para a ribeira, tal como se observa na primeira fotografia. Onde isto acontece mais vezes é ao pé do telheiro onde o pessoal pode picnicar nas mesas e grelhar a chicha ou o peixe. Se alguma vez virem alguém a mandar algo para a ribeira, não se calem. Eu, se o vir não tenho qualquer problema em chamar de porcalhão ou porcalhona, pois é algo que mexe com o/a visado/a.
Depois há outra questão, a da poluição química, facto que além de eu já ter observado, já por mais que uma vez fui contactado para comunicar o facto. Esta segunda imagem veio de uma dessas pessoas, à qual eu agradeço o envio. Há que identificar possíveis focos de poluição, de forma a punir quem faz dos cursos de água o seu caixote do lixo ou uma sarjeta!
Resumindo, estejam atentos a este tipo de situações, a bem da nossa saúde, da nossa qualidade de vida e a bem de Ansião. Há que mudar as mentalidades de alguns que teimam em se manter na idade da pedra. Eu estarei por aqui para isso mesmo, trabalhando activamente em prol da literacia ambiental e cívica.


segunda-feira, 6 de maio de 2019

Dicotomias pombalenses: reabilitação urbana, realidade ou ficção?


É um título algo provocador, que pretende fundamentalmente suscitar o debate e o espírito crítico sobre o património construído, sobre a arquitectura e sobre identidade local.
Para ilustrar devidamente este comentário, utilizo duas imagens que registei nas minhas duas últimas idas a Pombal, que ilustram de certa forma uma dicotomia. Em primeiro lugar o edificado esquecido, não valorizado e em mau estado. Em segundo lugar o edificado reabilitado, valorizado e em bom estado. O primeiro é algo que me repugna ver, dado o péssimo estado do belo edifício do qual esta "secção" faz parte, enquanto que o segundo é algo que me alegra, já que se trata de um edifício reabilitado e que mantém algo de fundamental, a identidade do lugar ou da rua em causa.
Tenho pena que a reabilitação urbana ainda não tenha chegado a Pombal a uma escala que faça a diferença, tal como se observa em Lisboa ou Porto, onde a força do turismo, para melhor ou para pior, tem levado a um investimento massivo na reabilitação urbana. Há toda uma série de ruas em Pombal, com edifícios bem catitas, que tem vindo a perder a sua identidade, graças ao desinvestimento de particulares e não só na recuperação ou reabilitação do edificado. Há várias causas, sendo que algumas delas irei centrar a minha atenção muito brevemente, em comentários mais incisivos. Para já fica o convite para que nos próximos dias olhem com olhos de ver para o edificado daquelas ruas mais povoadas de edifícios catitas em Pombal, onde ainda constam nas fachadas e interiores, histórias e estórias de muitas décadas. Tentem adoptar uma postura focada na análise da arquitectura vernacular que ainda se consegue ver por várias ruas...


sexta-feira, 26 de abril de 2019

A magia da arte urbana: criar emoções positivas e uma cidade mais alegre



Foi na véspera do 25 de Abril que me aconteceu algo de engraçado. Tinha ido a Pombal e estava à espera que chegasse a hora de ir jantar com pessoal conhecido. De repente, naquela rua muito movimentada, mas, infelizmente parcialmente degradada, com uma zona onde em tempos existiu um edifício, reparei numa parede especial. Alguém teve a feliz ideia de tornar aquela parece algo de especial, com um toque artístico que, apesar de "simples", acaba por ser transformante, dando vida aquele local e espalhando a magia da alegria por quem ali passa e tem atenção aquela obra de arte urbana. Não sei há quantos meses ali está, já que até ontem não tinha reparado, confesso.
Numa primeira reacção, reparei nas belas aves pintadas na parede. Depois vi algo que me fez ser mais tímido, já que estava alguém à janela a olhar para mim. Por isso mesmo, decidi tirar uma foto sem dar nas vistas. Passado um minuto comecei a estranhar que a senhora estivesse imóvel "tanto tempo". E até estava, contudo, e afinal, também era uma das figurantes nesta bela obra de arte urbana. Não era uma senhora à janela, era "apenas" uma pintura bem realista de uma senhora a olhar à janela. 
Agora que sabem disto, vão pensar que também sabiam, mas experimentem ir ali e olhar de onde eu olhei, por volta das 20 horas, a ver se não pensariam o mesmo que eu...
A arte urbana já é uma realidade em algumas cidades portuguesas, destacando eu a que melhor conheço neste domínio, a Covilhã. Há lá obras de arte mais complexas e mais simples, predominantemente pinturas, e todas elas valem a pena ver. No caso de Pombal, e a juntar a esta, conheço apenas mais um exemplo, situado à entrada da escadaria que nos leva ao castelo de Pombal (julgo que retrata o Marquês - já a referenciei aqui, contudo não encontrei agora quando foi). 
Mas voltando ao início, as aves na parede, a senhora e as flores à janela são algo que dá vida aquela rua, daquele lado, muito mal tratado em termos urbanísticos, não sabendo eu quais as causas que levaram ao actual cenário daquele espaço e do péssimo estado dos edifícios situados ao lado deste terreno vacante.
Ir naquela rua e sair dali com um sorriso devido a esta obra de arte, bastante eficaz, é de aplaudir! Parabéns a quem teve esta brilhante ideia, de dar vida e alegria a quem por ali passa! Coisas simples como esta tornam os espaços urbanos locais mais agradáveis!

segunda-feira, 22 de abril de 2019

Sobre a apresentação do "Mountain Club Moinhos de Sicó", na Serra da Portela, Pousaflores.


Nem mesmo a chuva e vento foram capazes de impedir que mais de uma centena de pessoas se tivesse deslocado à Serra da Portela (Pousaflores), no dia dos Moinhos Abertos 2019, concretamente no dia 7 de Abril. Eu fui um dos que fez questão de ir, seja pelo facto de poder, mais uma vez, ver o moinho a funcionar, seja pela confraternização, seja pelo facto de ser naquela tarde que iriam apresentar o projecto "Mountain Club Moinhos de Sicó". Se o tempo estivesse mais apelativo teriam concerteza sido pelo menos duas centenas de pessoas a estar ali.
Sobre este projecto, já há uns meses que alguém me questionou se eu sabia do mesmo, contudo nem mesmo eu sabia do que se tratava no concreto. Depois deste dia, 7 de Abril, fiquei a saber e é sobre este projecto que vou dissertar umas linhas.
No geral gostei do projecto. Não sabia que era tão vasto, ou melhor, que extravasava o moinho de vento da Serra da Portela e a sua área de influência. Fiquei bastante agradado com o facto de o projecto se prolongar até um dos meus locais predilectos de brincadeira em criança, ou seja os Olhos de Água, em Ansião, local onde nasce o rio Nabão!. No geral é um bom projecto, faltando apenas algum amadurecimento e consolidação, maior ou menor dependendo da área temática em causa. No final houve alguma partilha de ideias, algo que enriqueceu o projecto, tal como é suposto.
Há um pormenor que me agradou de sobremaneira, ou seja confirmar mais uma vez que o azinheiragate é continuamente consultado por todos, inclusivamente empresas, para retirar ideias, algo que sempre foi um dos meus objectivos. 
Mas voltando ao projecto, uma nota importante, o facto de agora ser fundamental o envolvimento dinâmico e permanente de alguns dos actores locais, sejam cidadãos, associações ou outros, com conhecimentos nas mais variadas áreas de interesse para o projecto e para a região. Não se pode cair na tentação de dizer que é um bom projecto e depois baixar a guarda... Já vi muitos bons projectos a seguir caminhos que, no final, levaram ao insucesso. E este projecto, diga-se, mexe comigo, já que além de focar os Olhos de Água, foca também a Serra da Portela. Poucas pessoas sabem, mas o atentado ambiental perpetrado naquela serra no final da década de 80 teve um impacto muito grande em mim. O cenário lunar que ali ficou depois de uma máquina arrasar a serra da Portela ainda me está na memória. Mesmo não sabendo, na altura, nada sobre geologia e património, percebi já na altura o quanto criminosa foi aquela acção, perpetrada por quem tratava a serra por outro nome que não o seu... 


No final da apresentação, surgiu mais um ponto de interesse, ou seja o convívio à volta da mesa e com música a acompanhar, através dos Amigos da Gaita. Pão caseiro, feito no Ciclo do Pão, pão com chouriço, queijo, bolos e tartes vários, foi só escolher e degustar. O Ciclo do Pão será uma âncora importante do projecto no que concerne ao moinho de vento da Serra da Portela. No final muitos puderam levar um pão médio para casa apenas por 1 euro, sendo eu um deles.
Uma curiosidade do convívio, o facto de um casal inglês se ter deslocado ali e me ter confidenciado que estava a ser um espectáculo. Foi curioso a senhora me ter dito isto mesmo, mesmo sem eu a conhecer e estando este casal a residir ali próximo há poucos meses. A cultura portuguesa a dar cartas!


quarta-feira, 17 de abril de 2019

"Mais depressa se apanha um incompetente do que um competente", já diz o "ditado"...


Desde miúdo que oiço um ditado que diz que "mais depressa se apanha um mentiroso do que um coxo", mas agora há um outro ditado: "mais depressa se detecta um presidente de junta incompetente do que um presidente de junta competente". Falo, claro, do presidente de junta de freguesia de Alvaiázere, o qual me surpreendeu pela negativa ao cometer duas ilegalidades no exercício de autarca e, depois de "apanhado", em vez de reconhecer o erro, surgiu com  a conversa da treta do costume. Já agora, porque é que o presidente da junta de freguesia de Alvaiázere ainda não foi demitido, como a lei aliás prevê em casos como este?!
Em Fevereiro último denunciei a abertura ilegal de dois estradões em plena Rede Natura 2000 (mais dois entre muitos em Alvaiázere...) por parte da Junta de Freguesia de Alvaiázere. Confirmada a ilegalidade pelas autoridades (recebi hoje mesmo o ofício!), eis que o presidente da junta surgiu com as afirmações (balelas..) que eu antecipava...
Há poucos dias fui ao terreno fazer uma avaliação dos estragos e do real impacto num destes estradões, concretamente na Boca da Mata, um local idílico. Agora, já feita a análise, passo a dissertar sobre esta questão, já de uma forma mais objectiva.
Aproveitei para ler o que se disse na imprensa, nomeadamente de um alegado morador, que não se identificou, mas que quis dar a sua opinião. Disse que a abertura do estradão era uma necessidade por causa do fogo (deve ter querido dizer da caça...). Falso! Existiam ali caminhos que, desde que fossem limpos, resolveriam o problema facilmente. Conheço muito bem o local! Noutros sectores, pequenas intervenções não intrusivas mitigariam a questão sem impactos de monta. Apesar deste mesmo morador ter dito numa primeira fase que ninguém conseguia ali passar (falso!), logo de seguida diz que os donos dos terrenos conseguem passar com mais facilidade... Em que ficamos? E fala dos donos dos terrenos abandonados? As silvas são fáceis de cortar. Depois, sobre os megalapiás, disse que o local continua intacto, facto que, tal como podem ver pelas fotos, não é verdade. Foram destruídos megalapiás e lapiás, que, só por curiosidade, são habitats protegidos... Achei também engraçado este morador dizer que os megalapiás podiam ser melhor preservados com o corte das silvas que os cobrem nalguns sectores. Curioso confundir a mera visualização dos mesmos com preservação, algo que só demonstra o  que afinal sabe de geoconservação...
Mas deixemo-nos de rodeios e vamos ao cerne da questão. Na primeira fotografia podem ver a importância que o presidente da junta de Alvaiázere dá ao património. Um antigo lagar destruído e o desprezo pelo espólio respectivo!
Já as seguintes fotografias dão uma ideia do que se destruiu, desde carvalhos, oliveiras, lapiás, megalapiás, um antigo depósito de água raro, antigos caminhos seculares, abandonados, etc. Já nem falo de eventuais vestígios arqueológicos, presentes naquela área (uns já descobertos e outros por descobrir...). A integridade deste local idílico foi posta em causa. Um recurso fabuloso afectado por incompetência grosseira do presidente da junta de Alvaiázere. Eu teria vergonha na cara e pediria a minha demissão...
Um presidente de junta competente não faria isto. Um presidente de junta competente falaria com a Engenheira Florestal da Câmara, de forma a resolver o problema. Ela falaria com o ICNF e trataria a questão da melhor forma. Seria fácil, pois de facto existiam ali caminhos, os quais, em boa parte, poderiam ser limpos de vegetação (tal como já aconteceu noutro caso) e, noutros locais, bastaria uma intervenção não invasiva para possibilitar o trânsito de tractores ou veículos vários. Mas isso não chegaria para o lóbi da caça, que tem também ali interesses... (estais aí sr ex bigodes?)
Mas afinal a freguesia de Alvaiázere não tem um presidente de junta competente, já que este, à revelia de todas as regras e leis às quais está sujeito, decidiu que o que importava era abrir dois estradões, mesmo que contra a lei e sem prestar contas a ninguém. Estas acções ilegais são passíveis de levar a uma exoneração do respectivo autarca!
Confesso que não esperava isto por parte do presidente da junta de Alvaiázere, seja por o conhecer, seja porque há todo um historial vergonhoso de abertura de estradões em Alvaiázere e Almoster que devia ter servido de lição a todos. E aqueles que aplaudem esta acção ilegal, preparem a carteira, pois vão ser chamados a pagar as respectivas coimas decorrentes de mais estes dois estradões ilegais. Há que tenha orgulho em ser ignorante...
Termino com uma questão ao presidente da junta de Alvaiázere, se eu comprar um terreno na sua freguesia e lhe pedir para me recuperar uma casa antiga, você empresta as máquinas, trabalhadores da junta e ainda cede uns trocos para reabilitar a casa? É que, pela sua lógica, parece que basta pedir para que se faça algo de ilegal, tal como aconteceu com estes dois estradões...











sábado, 13 de abril de 2019

A importância do comércio local na dinamização da economia local e regional


De vez em quando abordo aqui a questão do comércio local, já que é um tema muito importante e a vários níveis. Hoje destaco um estabelecimento comercial, situado em Alvaiázere, que me despertou a atenção há uns tempos. Tendo em conta que há poucos dias voltei a Alvaiázere, eis que fui visitar esta loja, de modo a ver se correspondia à boa impressão que tinha dela.
Antes de mais, tem uma localização excepcional, ou seja na rua principal, situada à frente da Câmara Municipal de Alvaiázere. Situa-se num edifício recuperado há poucos anos e tem uma boa apresentação. Tem os obrigatórios bolos/pastelaria com chícharo e curiosamente tem também pinhão (na última fotografia uns são de chícharo e outros são de pinhão). E não se fica por aqui, tendo mais produtos. 
As pequenas lojas do comércio tradicional são fundamentais para a economia, daí que não sejam de "menosprezar" quanto ao seu potencial empregador e de dinamização da economia. Dali surgem muitas vezes ideias criativas e inovadoras que, no conjunto, significam uma boa notícia para a economia local. E Alvaiázere bem precisa...
Sempre que visitarem aldeias, vilas ou cidades, lembrem-se do comércio local e de proximidade. E não se esqueçam que os preços são por vezes inferiores aos das superfícies comerciais, as quais esmagam a margem de lucro de quem produz... Ao comprarem localmente, no comércio local, estão a tendencialmente apoiar as gentes locais, que produzem, e as economias locais, que assim crescem!



terça-feira, 9 de abril de 2019

Chamada à recepção: venham esses resumos sff!


Ainda faltam uns meses, contudo, e como quem é investigador bem sabe, é preciso preparar os resumos com antecedência. Assim sendo, fica o convite a investigadores das áreas referidas no respectivo site do  congresso, para que pensem em algo de interessante para apresentar. O azinheiragate é visto por muito/s amigo/as do património, esperando eu ver alguns deles neste congresso. A quem não é investigador e, por isso, não vai apresentar nada, fica o convite para que reservem estes dois dias na vossa agenda, de forma a que possam assistir a um congresso daqueles que vale mesmo a pena, onde se aprende e partilha conhecimento e factos sobre o património natural, cultural e afins.
Já agora um desafio às autarquias da região de Sicó, tratem de pensar apresentar o vosso património. Deleguem a tarefa a um dos vossos técnicos, que tenha as competências certas, para apresentar trabalho feito pelas autarquias. O evento em causa ficará concerteza mais enriquecido. É importante motivar mais os bons técnicos que as autarquias ainda vão tendo. Vão ver que o rendimento deles vai aumentar! Fica a dica...

quinta-feira, 4 de abril de 2019

Plásticos e dias de mercado municipal: urge mudar regulamentos e mentalidades!


Em Setembro último, abordei uma questão, a qual se relacionava com o cenário pós dia ou manhã de mercado municipal. É um cenário que se repete por todos os mercados municipais deste país, sendo que Ansião não é excepção. 
Há umas semanas, e em Ansião, deparei-me com este cenário. Na primeira imagem numa rua ainda de dia e a segunda já de noite, numa outra rua (ao pé do tribunal). Ambas no dia do mercado. Apesar de ambos os locais distarem respectivamente algumas dezenas ou centenas de metros do recinto do mercado municipal, ambos padeciam de um problema, a invasão de plásticos. Como os regulamentos estão, é normal que isto aconteça, contudo as coisas têm de mudar. Urge apertar os critérios, de forma a que não se possa ver um único plástico no chão em dias de mercado! Os feirantes têm de ser sensibilizados numa primeira fase e obrigados a não poluir. É difícil? Sim, é, mas trabalhando a questão em conjunto, ouvindo todas as partes consegue-se resolver, daí eu voltar a esta questão. Imaginem quantos plásticos voam dali, indo para as ruas, para o mato ou mesmo para cursos de água. Ficamos de boca aberta quando vemos imagens relacionadas com a poluição em países ditos de terceiro mundo, contudo quase que achamos normal ver este tipo de cenários nas nossas terras. Somos ou não somos evoluídos? Se calhar não somos tão evoluídos como gostamos de pensar...
Assim sendo, lanço o repto a todas as autarquias e freguesias da região de Sicó onde ocorram os típicos mercados tradicionais (além de todas as outras autarquias e freguesias do país em igual situação), para que este problema seja de uma vez por todas resolvido através de acções concretas e eficazes. Todos ficamos a ganhar e ninguém perde!
Vamos resolver a situação ou vamos continuar a olhar para o lado quando vemos estes plásticos no chão?!


quarta-feira, 27 de março de 2019

Os moinhos estão quase a chegar!


Dia Nacional dos Moinhos e Moinhos Abertos 2019! Está quase a chegar um fim-de-semana épico, onde qualquer um de nós poderá visitar o belo moinho! Na região de Sicó sei apenas que vão haver actividades no Moinho da Serra da Portela, Pousaflores (Ansião) e no Moinho da Pelmá, em Alvaiázere. É de aproveitar para pegarem em vocês e na famelga, bem como amigos, e partirem à aventura, conhecendo estes ou outros moinhos.
Em Dezembro li um comentário do Farpas Pombalinas que me surpreendeu. Tratava-se de um comentário sobre os moinhos das Corujeiras, em Abiúl, Pombal, no qual foi afirmado que os moinhos não tinham recuperação possível, que não tinham interesse económico, turístico, cultural, etc. De facto aqueles moinhos, ou o que resta deles, é passível de ser devidamente reabilitado, criando potencial económico na base do património, o qual tem, de facto, interesse cultural e turístico.
Tenho a felicidade de já ter elaborado um artigo científico sobre os moinhos da região de Sicó, tendo sido aí que aprendi a maioria do que sei sobre moinhos de vento. 

"Forte, J.; Medeiros, S.; Silva, L.; Neves, H.; Medeiros, G.; Alves, P.; Ferreira, C.; Silva, M.; Neves, C.; Mendes, H. (2016) – “Dos moinhos de vento às torres eólicas: contextualização do aproveitamento da energia eólica no âmbito do património natural e cultural na região de Sicó”. Actas do I Congresso de História e Património da Alta Estremadura, 28 a 30 de Outubro de 2011, Ourém"

Por isso mesmo é que sei que os moinhos das Corujeiras têm muito potencial, desde que a coisa seja bem planeada, bem potenciada e bem valorizada. Há já um bom trabalho de base, feito pelo Rui Rua, sobre estes moinhos, que pode fazer toda a diferença na hora de trabalhar num projecto de recuperação dos moinhos em causa. Não se pode renegar este património, portanto, e aliando o útil ao agradável,  porque não recuperar estes moinhos e honrar a nossa memória e identidade? Recuperar aqueles moinhos é trazer vida a Sicó. Poucos são os que sabem do real potencial dos moinhos de vento nesta região. e se formos criativos, aí as coisas podem ter um impacto positivo brutal. Daqui a poucos dias irei falar pessoalmente com um entendido na matéria, de forma a ver se entretanto proponho um projecto para um orçamento participativo...


sexta-feira, 22 de março de 2019

O definhar do comércio local: ronda pelas lojas vazias em Pombal


É um tema complexo que, na prática, passa ao lado de muitas pessoas. Esta imagem representa esse tema, ou seja o comércio tradicional ou de proximidade. Se calhar alguns pensam que não vale a pena debater esta questão, contudo eu considero que é uma das questões mais importantes para debater. Antes de dizerem que eu estou errado façam uma coisa simples, dêem uma volta por exemplo pela cidade de Pombal, olhando para as centenas de espaços como o da foto, vazios e à espera que alguém se lembre de criar um negócio para ali implantar. Depois de uma volta pela cidade, verão que o cenário é um bocado assustador, com  centenas de lojas vazias, à espera de dias melhores.
Não há fórmulas mágicas para resolver este problema, há sim causas que levaram à situação actual. Desconheço se há ou não um estudo sobre esta temática em Pombal, mas caso não exista, era bom que as entidades públicas se lembrassem de fazer um trabalho de fundo, o qual permitisse analisar esta questão com olhos de ver. O comércio tradicional ou de proximidade é fundamental para os espaços urbanos e para a sua economia, que nem sangue nas veias.
Uma das coisas que noto é que falta alguma criatividade por parte das entidades públicas na hora de ajudar à dinamização do comércio local. Há algumas soluções que podem ser postas em prática, mas para isso há que pensar de forma diferente...

domingo, 17 de março de 2019

Enduro num povoamento arqueológico? Sim, aconteceu...



Nota: como já previa que o vídeo fosse retirado, tinha este print pré-preparado...


Foi por mero acaso que me deparei com este vídeo há poucas semanas. Fiquei indignado, já que o vídeo retrata basicamente 3 jovens a praticar enduro no topo da Serra de Alvaiázere, mais precisamente dentro do perímetro do povoamento arqueológico ali situado.
Para quem não sabe nada sobre este enorme povoamento arqueológico, fica a bibliografia:

Félix, P. (1999) - "Serra de Alvaiázere: um povoado do Bronze final no centro de Portugal", Al-madan. Almada


A história em redor deste povoamento arqueológico é das mais tristes que conheço. Se fosse num país desenvolvido, este recurso já estaria devidamente salvaguardado, valorizado e rentabilizado. Mas afinal estamos em Portugal, mais especificamente em Alvaiázere, um território recheado com recursos dos mais variados tipos, os quais em vez de serem potenciados pelas autoridades locais são degradados e/ou destruídos por locais, entidades públicas e entidades privadas. Isto ao mesmo tempo que o poder político se queixa de uma suposta interioridade...
É a ironia suprema, serem os actores locais a fazer o serviço de coveiro do seu próprio território. Não precisou vir ninguém de fora para lixar o património, já que eles têm tratado do assunto com as próprias mãos, seja de forma activa ou passiva, e, diga-se, com sucesso. E quando as coisas correm mal, a técnica é apontar o dedo a quem é de fora e tem vindo a denunciar dezenas e dezenas de casos polémicos naquele belo território.
Nunca houve um real interesse na preservação deste sítio arqueológico, essa é a triste verdade. A única vez que se falou a sério dele foi quando... estorvava ao parque eólico e ao flop político que nessa altura estava no poder. Depois disso voltou a cair no esquecimento, daí ser normal ocorrer o vandalismo TT que se vê no vídeo, onde se pratica enduro dentro de um sítio arqueológico, por cima de artefactos da idade do Bronze e posterior.
É triste ver que os anos passam mas que pouco ou nada se aprende... Enquanto isso a população definha, tal como a cultura e a actividade económica. E muitos jovens vão... para outras paragens, já que a sorte em viver ali é só para alguns. Alvaiázere merecia melhor sorte...
Mais triste é que apesar de haver ali os recursos humanos necessários para que o problema seja resolvido e que este povoamento arqueológico tenha o seu merecido reconhecimento, não há a literacia arqueológica das entidades públicas para dar bom seguimento a esta questão...
Resumindo, fora com as motos e jipes do perímetro arqueológico do Castro da Serra de Alvaiázere!

quarta-feira, 13 de março de 2019

Vamos falar de compostagem, compostores comunitários e de poupança nos orçamentos municipais?


É cada vez mais um tema pertinente, também na região de Sicó. Falo, claro, da temática da compostagem e dos compostores. Para quem tem quintal e/ou galinhas, é uma questão que não é problemática, contudo, e para quem não tem, é um problema que acaba por se reflectir na despesa das próprias autarquias, já que os resíduos orgânicos representam ainda uma percentagem substancial dos resíduos que vão para aterro. E se pudéssemos virtualmente acabar com este problema, poupando problemas a jusante e poupando muito dinheiro aos orçamentos municipais?
O foco são os núcleos urbanos, onde os apartamentos e casas sem quintal predominam, casos da cidade de Pombal e das Vilas da região de Sicó. É ali que se concentra o problema e é ali que se pode resolver o problema. Mas vamos a contas. Assim por alto, é muito fácil qualquer um de nós produzir meia tonelada de resíduos orgânicos (restos de comida) por ano. Multipliquem isto por milhares de lares e façam as contas. Já perceberam a dimensão do problema?
Se o problema não for resolvido, isto significa que os nossos impostos continuarão a ser, em parte gastos, na recolha e no transporte destes resíduos para aterro, ou seja dezenas de milhares de euros por ano gastos em algo que era perfeitamente evitável. A solução? Simples, compostores, comunitários ou não, situados de forma estratégica em meio urbano. Cheira mal? Não, não cheira mal. Já vi sistemas deste género posicionados em pleno centro urbano, sem cheiros (no País Basco - imagem logo abaixo deste parágrafo). Todos os resíduos poderiam então ser reaproveitados, sendo utilizados como fertilizante em hortas.


"Ah, e tal, mas isso é uma chatice e eu não tenho espaço em casa", é a desculpa que, por vezes oiço, contudo resulta apenas de estereótipos. É fácil de resolver, vejam como eu faço. Basta um balde com tampa para guardar os restos de comida e, de 2 em dois dias levo para um terreno, onde enterro (centenas de minhocas fazem daquele terreno um bom local para a horta anual). Tudo isto sem cheiros. É a minha forma de resolver o problema tendo em conta que não há compostores. Já propús esta ideia em Ansião, já que é um dos núcleos urbanos onde colocar compostores faz todo o sentido. São centenas de apartamentos e casas que podem contribuir e, assim, mitigar um problema que não é menosprezável! Vamos transformar a nossa região também neste domínio? Vamos poupar o ambiente e a carteira?!

sábado, 9 de março de 2019

Desafio-vos a participar nesta iniciativa brilhante!


"Painel de Azulejos para Ansião - SUBSCRIÇÃO PÚBLICA
A Al-Baiäz – Associação de Defesa do Património vai promover a produção de dois painéis de azulejo para serem colocados na fachada do edifício da Junta de Freguesia de Ansião. Um dos painéis contém a reprodução do desenho, de cor sépia, que o artista italiano, Pier Maria Baldi, elaborou em 1669, quando passou em Ansião na comitiva de Cosme de Médicis, na sua peregrinação a Santiago de Compostela.
O outro painel reproduz o mesmo desenho, colorido pelo pintor leiriense Jorge Estrela, recentemente falecido. Está previsto que os painéis sejam inaugurados na Quinta-feira de Ascensão (30 de Maio do corrente ano), data do feriado municipal de Ansião. Para permitir o exercício da cidadania e o envolvimento da população nesta iniciativa, os interessados poderão contribuir oferecendo um dos 66 azulejos que comporão os referidos painéis. A contribuição mecenática de quem quiser aderir a esta subscrição pública será de 10 euros, correspondente ao custo de cada azulejo. É uma forma simbólica, mas merecedora de enaltecimento, de os cidadãos, interessados na cultura, contribuírem para o enriquecimento patrimonial da vila de Ansião."
Fonte: Al-Baiäz – Associação de Defesa do Património

segunda-feira, 4 de março de 2019

Protecção do perímetro da nascente do Rio Nabão? Isso só estorva...


Foi há vários meses que reparei que um concessionário situado em Ansião estava a fazer algo que me chamou a atenção. Reparei que estavam a fazer um desaterro literalmente ao lado da captação dos Olhos de Água, actualmente desactivada (embora passível de ser reactivada). Tendo o conhecimento que tenho, fiquei bastante preocupado, facto que me levou a fazer uma exposição dos factos à CCDR-Centro, sugerindo o embargo da obra. Na década de 90 este concessionário implantou-se ali, algo que foi um erro em termos de planeamento territorial, tendo em conta que se situa ali a nascente do Rio Nabão e existem ali 3 poços, o da nascente, um outro, agora quase tapado (e que as paredes estão a desabar desde a sua base, tendo previsivelmente desabado ainda mais com esta obra - na imagem abaixo) e o da captação, que consta na primeira imagem. 


Foto da passagem do segundo poço (foto da autoria de Carlos Ferreira)

Agora, que os tempos supostamente são outros e que deveria ser impensável fazer o que se fez agora, fez-se um estacionamento para carros literalmente ao lado da captação. Eu nunca o autorizaria, já que existem perímetros de protecção às nascentes e captações por algum motivo, mas infelizmente a obra fez-se e nem a CCDR-Centro o impediu. Honestamente falando, não compreendo como foi isto possível!
Resta saber as previsívels consequências desta obra, que irão apenas agravar um cenário já bastante preocupante, até porque ali por detrás existe um estaleiro de obras de génese ilegal, feito em meados de 2003, que no último PDM foi... legalizado. E até alcatrão lá enterraram!
Daqui a uns anos vai ser curioso ver o que se vai passar, com a previsível falta de água. Quando se lembrarem que ali há um aquífero e que este é uma reserva de água substancial, estou para ver o grau de poluição que se vai constatar na altura no aquífero. Aí será tarde...



Foto de uma das galerias da nascente do Nabão (foto da autoria de Carlos Ferreira)


segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Ler é chegar mais longe...


Ler é poder estar mais informado sobre os mais variados temas, nomeadamente sobre património, sobre natureza e sobre cultura, daí o acto de ler ser um acto de poder, pois pessoas informadas têm poder de decisão.
Este primeiro livro ainda vai a meio, mas mesmo assim já foi curioso ir a um mercado municipal e reconhecer um dos tipos de pão que me passava despercebido. Livre de desacordo ortográfico, é um livro que vale mesmo a pena ler, especialmente para quem gosta de pão e de tudo o que lhe está associado.
Já o segundo livro é sobre algo que confesso que ainda não fiz, ou seja o Caminho de Santiago. Fazer dois ou três troços, como já fiz, não é fazer o Caminho de Santiago, pois fazê-lo implica chegar até Santiago de Compostela. Um dia irei fazê-lo, provavelmente sozinho, pois é a melhor forma de o fazer.


É o quinto da colecção, o qual comecei a ler há poucos dias. Dos outro quatro tenho apenas a dizer que António Piedade tem, de facto, o dom de saber comunicar ciência de forma acessível.


Este próximo livro foi uma surpresa, já que embora já estivesse no meu radar literário, não estava à espera de o encontrar assim do nada. É de um conhecido autor, curiosamente geógrafo, do qual já tenho 3 outras obras, já aqui referenciadas noutros comentários literários. Esta obra em especial, recebeu o prémio Pulitzer aquando da sua edição, facto que já indicia muito...


Estes três próximos livros foram compras de oportunidade, já que estavam a bom preço e isso foi a desculpa perfeita para trazer para casa ambos os livros que versam sobre um tema, sensu lato, claramente interessante, ainda mais tendo a nossa região influência árabe, facto que se percebe bem por exemplo a nível dos topónimos. Obviamente livres do desacordo ortográfico. Nos próximos tempos serão devidamente apreciados.