domingo, 31 de outubro de 2010

Sicócartoon: Rede Natura 2000

Confesso que fiquei absolutamente abismado com a magnificiência deste cartoon quando "SC" me enviou o mesmo. Estive várias horas a pensar sobre este cartoon e não consegui esperar até amanhã para o publicar.
Dizem que uma imagem vale mais do que mil palavras, mas mil palavras não chegam para descrever um dos melhores cartoons que vi na minha vida. Considero-o não só um cartoon brilhante, mas também uma obra de arte que "SC" desenvolveu com sábia mestria, passe o pleonasmo
Especialmente para quem lida com questões de património, nomeadamente sobre a questão ambiental, deverá facilmente perceber a profundidade da mensagem que é passada neste cartoon, precisamente a mensagem que pretendia passar quando pensei inicialmente na ideia que levou ao projecto agora denominado (por "SC") como Sicócartoon. O mérito é todo para "SC", pois a arte é sua! Posso afirmar que é uma honra ter dado início a este projecto, o qual encontrou um mestre muito competente e plenamente consciente sobre a questão patrimonial. Este projecto irá longe...
Quando digo que é um dos melhores cartoons que vi até hoje, falo a uma escala internacional e não apenas nacional. Tenho a certeza que este cartoon, em especial, irá fazer história em Portugal, sendo possivelmente o melhor que vi no domínio do património natural. Já vi centenas de cartoons até hoje e nenhum chega aos calcanhares deste, pois com atenção perceberão da profundidade da mensagem que se pretende passar.
Para se passar uma mensagem pedagógica é necessário sabedoria e arte, este cartoon, em especial, reúne ambos e de logo uma forma brilhante, é a minha humilde opinião!

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

O roubo do património de Sicó


É um tema que me preocupa já há alguns anos, tendo começado basicamente com o conhecido roubo de potes de azeite antigos que por vezes vamos observando em alguns jardins. Ou então o roubo daqueles belos azulejos grossos e muito antigos que ainda se vêm em algumas casas.
Infelizmente as velharias/antiguidades, que representam um rico património também na região de Sicó, são cada vez mais um alvo de saqueadores do património, resultando isto numa perda significativa de recursos que bem utilizados seriam uma mais valia para a região.
Outro dia, num dos meus frequentes passeios pela região de Sicó, passei num local onde há poucos meses foi roubada uma nora, este facto foi inclusivé notícia num jornal local. Aproveitei para parar e ver in loco a triste realidade. Por esta altura das duas uma, ou a nora já está em algum jardim distante ou então está à venha da internet (façam uma busca e vejam a triste realidade...).
Embora algumas destas vendas sejam legais, há concerteza muitas ilegais, pois é quase que impossível saber da proveniência/fonte de algumas destas velharias/antiguidades.
A nora que dantes embelezava este poço, ainda em pleno funcionamento, foi apenas mais uma a desaparecer, algo que me entristece pois é mais uma perda a lamentar. Terá sido, porventura, a localização desta nora que terá facilitado o seu destino, já que era num local ermo. Infelizmente acontece o mesmo dentro de algumas localidades....
É difícil saber o que fazer nestes casos, mais atenção, talvez um registo em cada uma destas peças, de forma a dificultar o seu roubo. Enfim, é algo que lanço à discussão de todos vós.




O melhor será mesmo esconder muito deste património, pois só assim os saqueadores de património terão a sua tarefa dificultada. Mas não chega, há que não falar da existência deste património a estranhos, pois há-os há escuta...
Infelizmente, e para piorar, mesmo entidades públicas da região de Sicó cometem erros que apenas facilitam a tarefa dos saqueadores do património. Falo em especial da atitude que teve há poucos meses o Município de Alvaiázere, já que disponibilizou a localização de património valioso através do Google Earth. É uma atitude que lamento, pois não foi devidamente ponderada.
Além disso resta saber se houve autorização de alguns privados para que parte do seu património, que deveria ter sido salvaguardado em algumas situações específicas, fosse disponibilizado a todos nós. É algo simples de compreender, pois há coisas que nunca devem ser divulgadas, umas porque são valiosas demais, outras porque primeiro deverá ser elaborado um plano de acção com vista à sua salvaguarda.
Mesmo os cidadãos nunca devem divulgar património susceptível de ser roubado ou afectado em termos de integridade, fica o aviso e o conselho a todos vós.
Há que estar atento a estranhos que andem a olhar de forma suspeita para o património que é susceptível de ser roubado, como infelizmente foi o caso na nora acima referida.

sábado, 23 de outubro de 2010

Nota negativa para o Jornal Serras de Ansião

Sinceramente não estava nos meus planos próximos comentar algo relacionado directamente com a imprensa regional, mas depois de ler a edição nº244 do Jornal Serras de Ansião era algo de necessário e inevitável.
Falo sobre uma questão que além de ter relação directa com questões patrimoniais, tem também a ver com questões de ética jornalística e moral, por isso mesmo este meu comentário.
Nunca escondi que não aprecio o estilo do Jornal Serras de Ansião, é algo partilhado por muitos daqueles com os quais convivo na região de Sicó, nomeadamente Ansião. Não gosto, porque este Jornal Regional confunde-se demasiado com um folhetim político de determinada côr política ( a imunda da política....), algo que desprestigia quem toma este caminho. Influências diminutas até aceito, mas influências acima do diminuto são algo de inaceitável, como considero que é o caso.
Indo directamente ao assunto, uma pessoa próxima avisou-me que tinha uma notícia interessante para eu ler, algo que obviamente me levou a consultar um exemplar emprestado da edição nº 244 do Jornal Serras de Ansião.
Pegando no jornal reparei algo de estranho, pois a notícia sobre a qual era dada nota de primeira página era uma notícia já com várias semanas. Além disso o título era ridiculamente fantasioso...
Chegando à página do artigo (10) deparei-me com o título "Morcegos não deixam funcionar aerogeradores", algo que me fez esboçar um riso, já que deu-me claramente a entender que quem fez a notícia não investigou jornalísticamente o caso. Logo ali pensei que esta era o que eu denomino como uma manipulação pura da opinião pública a desfavor de uma entidade da qual não faço parte (Quercus), e a favor de um círculo de pessoas ligadas à política com interesse financeiro no parque eólico.
Seguidamente li o conteúdo da peculiar notícia e notei que a mesma era apenas uma interpretação sobre um comunicado da Quercus (quase com 2 meses...).
Sobre isto não há muito a dizer, pois é normal esta interpretação por parte da imprensa, mas....
O último parágrafo (já fora da interpretação do comunicado), contudo, já foi algo mau de mais. Passo a transcrever o que é referido:
«Contra esta posição da Quercus manifestam-se muitos alvaiazerenses, que consideram ser uma associação fundamentalista e retrógada, causadora de muitos prejuízos à economia do país. "Infelizmente estamos à mercê destes idiotas", protestava um grupo de indivíduos
Este parágrafo preocupou-me seriamente, não porque se assemelhe francamente ao discurso do autarca local, mas sim porque mostra que houve aqui algo que não fica bem esclarecido, passando eu a questionar o que não está esclarecido:
- Onde se manifestam muitos alvaiazerenses? (onde?)
- Quando se manifestaram? (quando?)
- Como se manifestaram? (como?)
São razões que têm de ser esclarecidas a bem da verdade jornalística, pois afinal o que acontece é o seguinte:
- Muitos alvaiazerenses são contra a localização do parque eólico na Serra de Alvaiázere.
- Poucos alvaiazerenses são a favor da localização, andando estes curiosamente em órbita constante daqueles que têm interesse económico no parque eólico.
- Que alvaiazerenses terão sido entrevistados? Onde? Porquê? Quando?
Pessoalmente considero que o artigo termina com algo que não corresponde à verdade e que é algo que foi direccionado de forma a manipular a opinião pública por parte de interesses políticos com interesse financeiro no projecto.
Falo com conhecimento de causa, pois além de conhecer como poucos todo o processo escandaloso que levou a um descaracterizar e destruição inaceitável de património natural e construído, participei nas fases de discussão e acompanhamento público do processo, tendo inclusivé dado a nível profissional dois pareceres negativos.
Choca-me que o Jornal Serras de Ansião tenha publicado algo como o que refiro atrás e que não se tenha devidamente informado, pois se soubesse saberia que:
- Apenas um dos geradores irá estar condicionado em termos de funcionamento, já que ali perto situa-se nada mais nada menos do que um abrigo nacional de morcegos, protegido por legislação nacional e comunitária;
- O parque eólico foi chumbado duas vezes, tendo sido a última decisão revogada de forma estranha e em tempo record;
- Que foram sempre apresentadas alterativas à localização deste parque eólico;
- Que foi o próprio Estado a chumbar as duas enunciadas vezes;
- Que foi destruído património de valor internacional;
- Que houve um processo cheio de polémicas e que se arrasta há 6 anos;
- Que foram parcialmente destruídas duas grutas;
- Que foram várias as entidades (Quercus; Al-Baiaz; Grupo Protecção Sicó; Geota; Oikos; FAPAS, entre outros) a dar parecer negativo à localização deste parque eólico, pois o que está em causa é apenas a sua localização;
- Que este caso é uma farsa e que o interesse é fundamentalmente financeiro e para alguns, sendo a questão dos morcegos o alibi perfeito para esconder algo...
- etc, etc etc
Então e sabendo isto e muito mais porque foi o Serras de Ansião dar cobertura à versão estereotipada dos morcegos? Sei que eles são um bom bode expiatório, mas chega de incompetência. Quanto a mim nem é a incompetência que me chateia, é sim o sentido ético e moral da questão.
Intriga-me que sendo o Jornal Serras de Ansião um interessado por questões históricas (já deu algumas excelentes notícias sobre estas temáticas), não refira que naquele Serra existe um enorme povoamento da Idade do Bronze e que este, em conjunção com os valores cénicos, bem como património natural (biótico e abiótico), seja um recurso agora desvirtuado, quando poderia estar a render há décadas rendimentos muito superiores aos que o parque eólico dará à autarquia local. A seu tempo teria sido uma ferramenta estratégica para o desenvolvimento daquele concelho, com benefícios para os concelhos limítrofes.
Poderia o mesmo jornal questionar a população, e não apenas pessoas chave num círculo muito restrito, sobre o que significou o desperdício dos valores que atrás referi, os quais teriam significado em empregos duradouros e um desenvolvimento sustentado para o concelho. Perderam-se milhões e agora que estão em causa migalhas, destruíu-se um valor fundamental que daria os milhões. Quem ganhará com isto?!
Para mim significa algo simples, mentalidades fundamentalistas e retrógadas que causaram danos irreversíveis à economia local, regional e nacional. Estando à mercê de meia dúzia de idiotas que querem apenas lucro imediato, contra tudo e contra todos, o país não vai para a frente, o resultado está á vista...
Este caso ainda vai dar muita polémica, pois há um orgão de comunicação nacional que está a investigar o caso há várias semanas e já descobriu a ponta do novelo...
Felizmente que a democracia nos permite falar, construtivamente e sem maldade, sobre questões incómodas, a bem do património da região de Sicó. Infelizmente tenho pena que a liberdade de imprensa seja cada vez menor em Portugal (Portugal desceu de novo no ranking...), isto é algo bom para os interesses predatórios que têm levado Portugal ao desastre, destruindo tudo aquilo que temos de melhor.
Espero, sinceramente, que o Jornal Serras de Ansião comece a compreender que o seu futuro só será risonho caso enverede por um caminho isento e profissional, em toda a sua acção e não apenas em algumas acções. Este Jornal já provou que quando quer sabe fazer as coisas bem, mas infelizmente quando a política interfere...

terça-feira, 19 de outubro de 2010

O ex futuro parque verde de Pombal

Seria um local realmente fantástico para implementar um parque verde em Pombal, mas infelizmente a política do betão irá fazer, a seu tempo, este local mais um para urbanizar. Para já tem apenas um edifício e uns relvados que mais não servem do que para alguns levarem o seu cãozinho a fazer as suas necessidades. Pessoalmente nem sequer gosto de relva porque além de enganar, só é verde na cor, não tem valor ecológico.
Este local, situado entre a estação de comboios e o IC2 tem já um prédio, estando os restantes locais designados à espera de melhor altura para que se construa mais umas quantas torres, pois a bolha imobiliária terá rebentado em Portugal há coisa de 4 anos (ouvi isso ontem num congresso na Gulbenkian).
Este mesmo local tem, contudo, moradores já com alguns anos de estadia, as belas cegonhas que têm aguentado por aquela chaminé que se vê na foto (costumam andar noutras próximas também).
Apesar de saber que este local irá ser urbanizado, não posso deixar de manifestar o meu profundo desacordo com a política do betão de Narciso Mota, é contra-natura e contraproducente (lembram-se do dia 25 de Outubro de 2006?).
Os pombalenses mereciam um parque verde e este lugar seria o ideal, tem uma localização muito boa, tem o rio mesmo ao lado (e que tal reabilitar e renaturalizar as margens?) e uma vista fantástica sobre o castelo. Apesar de Pombal ser uma cidade pequena penso que justifica plenamente algo como um parque verde.
Pombal já deveria ter um parque verde, mas as versões estereotipadas de desenvolvimento têm levado a que pouco se faça neste domínio. Sei que o dinheirinho vindo da construção daqueles prédios poderá ser bom (ou não...), não é linear, mas a qualidade de vida dos pombalenses é bem mais importante do que isso. Fundos conseguem-se ir buscar a outro lado sem que para isso se sacrifique qualidade de vida dos cidadãos.
Outra mais valia de um parque verde poderia ser o aproveitamento do corredor ribeirinho para montante, já que é tecnicamente possível, bastaria haver vontade e equacionar o projecto com a população. A participação pública é determinante em projectos deste género.
Das várias cidades europeias que já tive o provilégio de visitar, em todas elas existe um ou vários parques verdes, dependendo, claro, da sua dimensão. Para muitas pessoas estes espaços são o único escape às caixas de betão em que estão metidas grande parte do seu tempo, por isso mesmo (e por outras coisas mais...) é importante pensar os espaços verdes.
Lembro-me de ter lido há semanas atrás um comentário num blog pombalense, sobre esta questão e sobre a necessidade de se criar um parque verde (além de terem falado sobre a maravilhosa Lubljana - 4 vezes que já lá fui, 4 vezes que fiquei maravilhado).
Pombal ainda tem alguns locais que importa salvaguardar, resta aos pombalenses exigirem aquilo a que têm direito. Podem também, além de participarem activamente através da cidadania plena, criticar de forma construtiva (e não desconstrutiva!), embora infelizmente a crítica construtiva seja também vista por alguns autarcas como algo negativo, quando afinal é uma atitude que além de louvável, necessária para que a democracia seja isso mesmo, um processo participativo...
Criticar de forma construtiva é apenas e só participar activamente na melhoria colectiva do nosso futuro e não uma ofensa seja a quem for. Da mesma forma que aceitamos aplausos também deveremos aceitar críticas construtivas...

sábado, 16 de outubro de 2010

Qual o papel do ICNB na região de Sicó?

Decorrente do facto do Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) ser um dos responsáveis máximos do Sítio Sicó/Alvaiázere, da Rede Natura 2000, interessa discutir o papel que este organismo público tem tido nos últimos anos na gestão desta área de grande valor natural e patrimonial.
No tempo em que o ICNB era o ICN, este organismo público era uma entidade respeitada pela sua qualidade, tinha muitos técnicos credenciados que davam cartas no domínio da conservação da natureza. O tempo passou e este organismo público foi tomado por uma classe política sem classe, que transformou este organismo, no que concerne à gestão da RN2000, pouco mais do que um organismo burocrático e contraproducente.
É isto que tem acontecido com a gestão do Sítio Sicó/Alvaiázere, há falta de presença no terreno do ICNB, que não tem meios financeiros e está desprovido de boa parte dos seus técnicos de qualidade, pois muitos deles desistiram de ser marionetas na mão de uma política rasca. Os políticos conseguiram fragilizar o ICNB de uma forma tão grave, que hoje em dia infelizmente já que coloca em causa a existência de um organismo público outrora pujante e reconhecido.
A gestão do Sítio Sicó/Alvaiázere, pelo ICNB, é feita a partir de Rio Maior, na Sede do PNSAC, mas infelizmente tudo tem corrido mal para o ICNB. Falta a fiscalização no terreno e falta a interligação com as autarquias, as quais também pecam por falta de competência neste domínio.
As orientações de gestão tardam em ser vertidas nos Planos Directores Municipais e vai-se perdendo um património muito valioso.
O que muitos países consideram uma mais valia económica valiosa (RN2000) é considerado como que um obstáculo ao desenvolvimento da região de Sicó por parte dos autarcas locais. Nada se faz em termos práticos e as populações vão ganhando rancor com a existência do Sítio Sicó/Alvaiázere, algo que dá prazer aos actuais autarcas, já que será menos um obstáculo às suas ideias de construir em tudo o que é sítio...
Pessoalmente considero que é um caso muito complicado, pois o ICNB estanto na mão de políticos que nada sabem sobre conservação da natureza, tenderá a desaparecer em poucos anos, algo que dá jeito aos interesses económicos predatórios que vêm a região de Sicó como um território fértil para construir e fazer tudo o mais.
Considero também que o nome do ICNB é pouco lógico, já que a inclusão do termo biodiversidade depois de conservação da natureza é algo de ridículo. O nome lógico seria o nome original, ou seja Instituto da Conservação da Natureza, se bem que não ficaria mal futuramente denominar-se por Instituto da Conservação da Geodiversidade e da Biodiversidade (ICGB), abarcando assim as componentes base da Natureza, a componente abiótica e biótica.
Espero então que o ICNB comece a liberta-se de alguma forma daqueles que tomaram este organismo público, que os técnicos que ali trabalham não se deixem manipular por interesses obscuros e pensem que mais vale procurar trabalho noutro lugar (há sempre trabalho para técnicos competentes!) do que ceder a pressões para aprovar o que nunda deveria ser aprovado a bem do desenvolvimento territorial. Vejam o meu caso, não cedi a pressões e atitudes cobardes e corruptas e dei a volta por cima!

domingo, 10 de outubro de 2010

Leitura obrigatória no domínio da biodiversidade


Da última vez que falei sobre a questão da biodiversidade prometi que o faria, portanto destaco agora um manual obrigatório para todas as pessoas que se interessam pela temática da vegetação.
Reparo muitas vezes que há pessoas que, mesmo com boa intenção, cometem erros que se podem pagar caros no que concerne à preservação da rica biodiversidade da região de Sicó (e não só...). Estes erros devem-se, fundamentalmente, devido à falta de informação sobre algo tão importante como são as espécies autóctones, além de outras espécies a que genericamente são denominadas por invasoras.
Vê-se muitas pessoas a comprar nos mercados espécies que nunca deveriam estar à venda de forma livre, algo que tem comprometido em certa medida um futuro risonho para as nossas espécies.
Por isso nada melhor do que alertar para a gravíssima problemática que são as espécies invasoras. O manual que agora destaco é uma obra fundamental neste domínio, que pode ajudar de sobremaneira a mitigar, de alguma forma, este problema. Pessoas informadas significam uma força de acção importante para que as coisas se possam começar a resolver.
As bibliotecas de Ansião e Alvaiázere têm este manual, sobre as outras bibliotecas da região de Sicó não estou informado, mas nada melhor do que fazerem uma visita a estes locais de cultura e questionarem as mesmas.
Há também outra opção, que serve como complemento a esta obra de excelência, são fichas para a identificação e controlo, as quais podem ser encontradas em:
Em vez de perderem tanto tempo há frente da televisão a ver conteúdos supérfluos, sugiro-vos vivamente a consulta destes importantes documentos.
Para finalizar deixo-vos mais uma vez com um link obrigatório:

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Planeamento Municipal

Fonte:
http://www.igot.ul.pt/portal/page?_pageid=407,1&_dad=portal&_schema=PORTAL

Por ser um evento muito importante no domínio do ordenamento do território, destaco este congresso. Seria especialmente importante (também) todos os autarcas da região de Sicó poderem ir a um evento que lhes interessa de sobremaneira, afinal o planeamento municipal é a chave para o desenvolvimento regional (é básico, mas há quem não chegue lá...). Sinceramente duvido que lá vá encontrar algum dos autarcas da região de Sicó, mas mesmo assim sugiro este evento, de qualidade indiscutível, a quem tem por missão nos governar. No entanto caso algum destes autarcas possa ir, lá estarei para trocar impressões de forma construtiva e imparcial.
Congressos como este são um local privilegiado para aprender, resta saber quem afinal quer mesmo aprender e quem quer continuar com versões estereotipadas do que é afinal o planeamento municipal (e regional..... e nacional....).
Custa-me ver alguns destes autarcas criticar, apenas na imprensa, os Instrumentos de Gestão Territorial (IGT) apenas porque acham que estes não se adaptam aos seus, muitas vezes, modelos estereotipados de desenvolvimento local e regional. Se querem realmente discutir imparcialmente alguns dos problemas associados aos IGT (que é normal existirem devido à sua complexidade!), têm aqui uma das melhores oportunidades para o fazerem, e logo num dos locais mais indicados. Fica o desafio!

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Nasceu o Sicó Cartoon!

Nota: conteúdos protegidos pelos óbvios direitos de autor.

Estava pronto há uns dias, mas esperei por um dia que me parecesse o ideal. Chegamos então ao dia 1 de Outubro de 2010 e apresento-vos um projecto denominado por Sicó Cartoon.
Os mais atentos ao azinheiragate notaram que há umas semanas atrás apresentei uma ideia para desenvolver no âmbito do desenho humorístico, mas com fins pedagógicos, de forma a retratar questões sobre o património, natural ou cultural, da região de Sicó.
Entretanto surgiu alguém interessado ("SC") e havia agora um intérprete do património que poderia levar esta iniciativa conjunta para a frente. É uma ideia que irá ganhar uma visibilidade fantástica, é nossa ideia, visibilidade esta que reverterá em primeiro lugar a favor do património de Sicó.
O "SC" tem um currículo que me impressionou e a mais valia é que entende plenamente muitas questões do património, tendo o mesmo já trabalhado na área da valorização do património. Desta forma é um intérprete perfeito para o desenvolvimento deste projecto que irá dar cartas no curto prazo. As ideias são desenvolvidas em conjunto e o entendimento é perfeito.
Falando agora no primeiro cartoon, apresentado em primeiro plano, nada melhor do que iniciar o Sicó Cartoon com a jóia da coroa, a Serra de Sicó. Neste momento é uma jóia que já perdeu muito do seu brilho, devido aos monstros que nela estão implantados e a fazem desaparecer a olhos vistos. A isso mesmo se deve este primeiro cartoon.
O ritmo de publicação do Sicó Cartoon será regular, portanto acompanhem que não se irão arrepender.
Todo o tipo de situações, actuais ou não, serão retradadas no Sicó Cartoon. Nenhuma área dentro da região de Sicó será esquecida, portanto não se admirem ver um assunto vosso conhecido retratado, esteja ele ligado ao património natural, cultural ou qualquer outro.
Os meus parabéns ao "SC", pois este primeiro cartoon está fantástico!