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24.11.13

Sicócartoon: crónica das espécies autóctones


Uma coisa é a teoria, outra coisa é a prática. Uma coisa são as políticas que se anunciam, outra coisa são as políticas que se concretizam. Em plena semana da reflorestação nacional, urge pensar como é que tendo a região de Sicó mais valias extraordinárias no domínio da floresta e da biodiversidade, como é o caso da Rede Natura 2000, através do Sítio Sicó/Alvaiázere e da maior mancha de carvalho cerquinho da península ibérica, esta mesma região continua a privilegiar, na prática, o eucalipto. Parafraseando um colega meu, a Rede Natura 2000 e o carvalho cerquinho, entre outras espécies, são meros verbos de encher, acrescentando eu verbos de encher chouriços.
É certo que todos vamos vendo iniciativas que visam plantar espécies autóctones, no entanto muitas destas acções não são consequentes com as estratégias locais e regionais, sendo até, por vezes, mero greenwash, como já se assistiu em larga escala em Ansião. Noutras paragens, segue-se a mesma linha e igualmente com pés de barro.
Já me tinham proposto este cartoon há uns meses, tendo eu guardado o mesmo para o momento certo, este. Um "mero" cartoon torna-se agora uma imagem poderosa sobre a qual importa reflectir. Agradeço mais uma vez a "SC" pelo cartoon.
Em geografia damos sempre um exemplo sintomático daquilo que pode representar um perfeito engano. Imagine-se uma pequena área de floresta autóctone, imagine-se que, depois de destruída, ali surge um empreendimento imobiliário, o qual se diz verde e, para o demonstrar, cria uma extensa área de relvado (sem valor ecológico algum) em redor dos prédios ou vivendas. Será que um relvado é mais ecológico do que uma área outrora natural e que foi destruída para dar lugar à especulação imobiliária?
Voltando à realidade, para que é que nos continuamos a deixar enganar por acções que são meros verbos de encher? Porque é que a esmagadora maioria de nós se lembra das espécies autóctones num dia em especial, mas no resto do ano esquece-se das mesmas? Quantos de vós são consequentes no que dizem, tal como eu? Porque é que aceitamos que nos "ofereçam peixe em vez de lições de pesca"? E porque é que gostamos de ser "enganados" durante 364 dias por ano? (ou 365 dias em anos bissextos?). Enquanto nos deixarmos manipular por interesses políticos e económicos, as coisas continuarão na mesma, daí ser perfeitamente natural que, por vezes, se promova acções de reflorestação em áreas ardidas, precisamente aquelas que arderam também devido ao abandono dos terrenos e respectiva falta de limpeza, devido à incúria de políticas que manipulam mapas de risco de incêndio e que votam estas mesmas áreas, valiosas do ponto de vista ecológico, ao desprezo. Teimamos em olhar para o que nos apontam, deixando de olhar a coisa no seu todo, facto altamente problemático.
E não, este não é um comentário azedo, é sim um comentário realista perante uma realidade complexa. O cenário que a política tenta pintar é uma farsa, a qual importa desmontar, daí esta comentário cheio de ironia e sátira política. Quem está por dentro da realidade, compreenderá este meu comentário.
Há interesses políticos e económicos, ambos predatórios, que aproveitam descaradamente a boleia de iniciativas meritórias como são a Semana da Reflorestação Nacional e o Dia das Espécies Autóctones.
Quanto às iniciativas meritórias, felizmente que estas têm ganho força, algo que representa uma mais valia imensa nesta dura luta contra visões de desenvolvimento estereotipadas, que sacrificam a qualquer custo o nosso património florestal. Não é por acaso que poucos meses após o Sobreiro ter sido considerado Árvore nacional, as leis que protegem esta mesma árvore estão em vias de ser aligeiradas. Isto já para não falar de outras espécies autóctones, caso do carvalho cerquinho e das azinheiras. Tudo está a ser feito pelos interesses económicos predatórios para que as barreiras que protegem as espécies autóctones sejam derrubadas. Se não preservarmos o que já temos, de pouco vale andarmos a plantar árvores que à partida já estão condenadas a prazo, é uma realidade que ninguém conseguirá escamotear.
Quanto ao dia de ontem, o dia das espécies autóctones, fiz parte dele, plantando 40 carvalhos alvarinhos em pleno Parque Nacional da Peneda Gerês. Porque não o fiz na região de Sicó? Simples, em primeiro lugar porque não estava por ali, depois, porque já ali plantei algumas dezenas e todos eles foram arrancados por caçadores...

14.2.12

Sicócartoon: a política da terra queimada


Após alguns meses de interregno, eis que o Sicócartoon regressa ao activo. É uma honra poder voltar a ter no azinheiragate a genialidade do Sicócartoon.

26.2.11

Sicócartoon: o polvo


Depois de algumas semanas "de folga" por motivos logístico, o sicócartoon retoma a sua actividade normal e regular. E que forma fantástica de "SC" voltar em força!

19.11.10

Azinheiragate apresenta "Os Gralhos"


Em exclusivo nacional, o azinheiragate tem a honra de apresentar "Os gralhos". Estas personagens pertencem ao "universo" do sicócartoon e pretendem fundamentalmente abordar questões igualmente ligadas à temática do património, mas de uma forma diferenciada do sicócartoon. Os gralhos são quase como que um irmão do sicócartoon, embora um irmão que não é gémeo.
O sicócartoon tinha começado com Pombal e agora "os gralhos" começam por Alvaiázere. Apesar desta vez não ter sido eu a propor o tema de conversa, já que "os gralhos" foram uma surpresa que "SC" preparou de forma a consolidar o "universo" sicócartoon, "SC" interpretou plenamente a situação actual pelos lados de Alvaiázere.
O diálogo dos gralhos representa na perfeição o pensamento de muitos dos residentes da Vila de Alvaiázere e mesmo dos alvaiazerenses.
Nos próximos tempos, e de uma forma igualmente regular, "os gralhos" irão apresentar-nos diálogos que pretendem não só fazer passar mensagens pedagógicas, bem como fazer com que as pessoas pensem no que se está a tornar a região de Sicó, para o melhor e para o pior.
Brevemente "os gralhos" irão falar sobre Penela e Ansião...

31.10.10

Sicócartoon: Rede Natura 2000

Confesso que fiquei absolutamente abismado com a magnificiência deste cartoon quando "SC" me enviou o mesmo. Estive várias horas a pensar sobre este cartoon e não consegui esperar até amanhã para o publicar.
Dizem que uma imagem vale mais do que mil palavras, mas mil palavras não chegam para descrever um dos melhores cartoons que vi na minha vida. Considero-o não só um cartoon brilhante, mas também uma obra de arte que "SC" desenvolveu com sábia mestria, passe o pleonasmo
Especialmente para quem lida com questões de património, nomeadamente sobre a questão ambiental, deverá facilmente perceber a profundidade da mensagem que é passada neste cartoon, precisamente a mensagem que pretendia passar quando pensei inicialmente na ideia que levou ao projecto agora denominado (por "SC") como Sicócartoon. O mérito é todo para "SC", pois a arte é sua! Posso afirmar que é uma honra ter dado início a este projecto, o qual encontrou um mestre muito competente e plenamente consciente sobre a questão patrimonial. Este projecto irá longe...
Quando digo que é um dos melhores cartoons que vi até hoje, falo a uma escala internacional e não apenas nacional. Tenho a certeza que este cartoon, em especial, irá fazer história em Portugal, sendo possivelmente o melhor que vi no domínio do património natural. Já vi centenas de cartoons até hoje e nenhum chega aos calcanhares deste, pois com atenção perceberão da profundidade da mensagem que se pretende passar.
Para se passar uma mensagem pedagógica é necessário sabedoria e arte, este cartoon, em especial, reúne ambos e de logo uma forma brilhante, é a minha humilde opinião!

1.10.10

Nasceu o Sicó Cartoon!

Nota: conteúdos protegidos pelos óbvios direitos de autor.

Estava pronto há uns dias, mas esperei por um dia que me parecesse o ideal. Chegamos então ao dia 1 de Outubro de 2010 e apresento-vos um projecto denominado por Sicó Cartoon.
Os mais atentos ao azinheiragate notaram que há umas semanas atrás apresentei uma ideia para desenvolver no âmbito do desenho humorístico, mas com fins pedagógicos, de forma a retratar questões sobre o património, natural ou cultural, da região de Sicó.
Entretanto surgiu alguém interessado ("SC") e havia agora um intérprete do património que poderia levar esta iniciativa conjunta para a frente. É uma ideia que irá ganhar uma visibilidade fantástica, é nossa ideia, visibilidade esta que reverterá em primeiro lugar a favor do património de Sicó.
O "SC" tem um currículo que me impressionou e a mais valia é que entende plenamente muitas questões do património, tendo o mesmo já trabalhado na área da valorização do património. Desta forma é um intérprete perfeito para o desenvolvimento deste projecto que irá dar cartas no curto prazo. As ideias são desenvolvidas em conjunto e o entendimento é perfeito.
Falando agora no primeiro cartoon, apresentado em primeiro plano, nada melhor do que iniciar o Sicó Cartoon com a jóia da coroa, a Serra de Sicó. Neste momento é uma jóia que já perdeu muito do seu brilho, devido aos monstros que nela estão implantados e a fazem desaparecer a olhos vistos. A isso mesmo se deve este primeiro cartoon.
O ritmo de publicação do Sicó Cartoon será regular, portanto acompanhem que não se irão arrepender.
Todo o tipo de situações, actuais ou não, serão retradadas no Sicó Cartoon. Nenhuma área dentro da região de Sicó será esquecida, portanto não se admirem ver um assunto vosso conhecido retratado, esteja ele ligado ao património natural, cultural ou qualquer outro.
Os meus parabéns ao "SC", pois este primeiro cartoon está fantástico!