28.9.21

Resmas de livros excepcionais!

Hoje a lista é bem extensa, essa é que é. O último mês foi dos mais ricos que tive em termos de livros que entraram na minha biblioteca pessoal, a qual paulatinamente vai crescendo com obras que considero excepcionais. Claro que nenhum deles padece do desacordo ortográfico. Os que padecem desse cancro ficam por comprar, já que recuso comprar quaisquer conteúdos que afectem a dignidade da língua portuguesa. Sugiro que façam o mesmo!

Há alguns dias trouxe aqui um achado, sobre o Castelo de Pombal, mas agora, e após mais 3 visitas ao alfarrabista, trago mais uns quantos achados. Conímbriga, Penela, Sé Velha de Coimbra e Mosteiro da Batalha. São obras que nos próximos dias irei devorar com os olhos e tratar de preservar para aguentarem mais umas décadas nas prateleiras.







Depois destes achados extraordinários, passo a divulgar mais uns quantos bons livros que adquiri.  O próximo em destaque é sobre o PNPG, o Parque Nacional da Peneda-Gerês. Não havia volta a dar que não trazê-lo comigo. 

Este surgiu do nada, já que não esperava encontrar-lo por entre aquela imensidão de livros. Julgo que basta ver o nome do visado nesta obra para perceber o interesse desta obra.

Uma perspectiva diferenciada, tal como eu gosto. São obras diferenciadas que nos enriquecem e contribuem para uma maior bagagem ambiental. Dei uma olhadela e percebi que valia a pena.


É um livro com alguns anos, mas que, mais uma vez, traz consigo perspectivas e conhecimentos complementares sobre algo que me interessa.

Resinagem, tema que já aqui falei por duas vezes, mas que importa saber mais, para mais tarde voltar a falar. Este foi um belo achado a um preço bem catita. Faltava-me um livro sobre esta temática. E logo tão abrangente...

Deveras interessante, deveras importante esta temática das sementes. Já agora, e de forma a complementar, conhecem a "Colher para Semear"? É uma temática fundamental que importa conhecer cada vez melhor, daí a aquisição deste livro.

Este último livro foi uma bela oferta de um alfarrabista com o qual tive o privilégio de falar sem pressas. Não é todos os dias que se tem a sorte de poder falar com alguém com tamanha bagagem cultural e livreira. Senti-me insignificante perante tal senhor, tal a sabedoria emanada. Só quem aprecia a sério livros é que percebe o que isto significará. 



Há quem se orgulhe de ter um carro xpto e há quem se orgulhe das aparências. Eu orgulho-me da minha biblioteca pessoal e orgulho-me das coisas simples da vida como por exemplo andar de bicicleta no dia-a-dia.

19.9.21

O trabalho de campo não engana...

O trabalho de campo não engana, pois sabemos logo quem o faz e quem não o faz e diz que fez. É quase que um trocadilho, mas que serve como introdução "quebra gelo" neste comentário.

Foi no final de Julho que tive o privilégio de poder dar o meu contributo para o projecto "O cantar da pedra". Foi algo que me encheu a alma, não só por ser algo que gosto bastante, bem como ser no meu concelho e na minha região, a bela Sicó. E a cereja no topo do bolo foi estar acompanhado por pessoal que também gosta muito do que faz, com o qual pude partilhar conhecimento. Bem haja ao pessoal da Binaural Nodar (curiosamente, ou não, já os acompanhava nas redes sociais, já que trabalham em temas que me interessam bastante). Nada é por acaso...

O meu agradecimento à Câmara Municipal de Ansião, na pessoa da vereadora da Cultura, Cristina Bernardino, e da responsável pela Biblioteca Municipal de Ansião, Teresa Ramos, por este dia onde pude dar mais um pequeno contributo pela minha terra em prol do seu património e da sua memória. 

Por ser algo que considero tão importante, não havia outra coisa a fazer que não tirar um dia e meter-me no comboio, numa viagem de quase 3 horas, de manhã cedo e outra, de regresso, ao final da tarde. E uns minutos de carro, já que não há comboio de Pombal a Ansião. Estar longe é complicado... Já me tinha preparado para este dia, o qual consistiu na visita a alguns locais por mim sugeridos. Havia o normal nervosismo, já que é sempre uma responsabilidade falar para um microfone. Podemos errar e só mais tarde nos apercebermos. Mas só no final irei perceber se consegui dar o meu melhor. Estou bastante curioso para ver o resultado deste projecto daqui a umas semanas.

Mas não é tudo, pois houve algo que foi deveras curioso. Já depois deste dia, mais concretamente umas semanas depois, soube que outras pessoas tinham falado, tal como eu, dando o seu contributo. Umas de idade, outras mais novas como eu. Fiquei muito feliz ter percebido que das pessoas que tinham falado, com histórias de vida muito diferenciadas, há muito em comum, seja o conhecimento de alguns dos locais visitados ou da lista de potenciais locais a visitar, seja a paixão pela região, pelo seu património natural e cultural, ou pelas tradições seculares. Apesar de sermos de gerações muito diferenciadas e áreas profissionais distantes, há algo de fundamental que nos é transversal na paixão pela nossa região. E constatar isso desta forma é excepcional e motivo para não desanimar nesta árdua luta em prol da região, do seu património e da sua cultura.

Venha o resultado audio deste projecto!!


 

10.9.21

Encontrei esta jóia num alfarrabista, e esta, hein?!


Andava a dar uma volta pelo Porto quando de repente me deparei com um alfarrabista que desconhecia. O simples facto de naquele dia ter ido pelo outro lado da praça, ao invés da rota do costume, fez com que ficasse a conhecer um alfarrabista até então desconhecido. Houve algo que me chamou à atenção naquela montra, um conjunto de livros antigos bem curiosos. Tive azar, pois aquela hora a livraria estava fechada. Voltei no dia seguinte com um objectivo, dar uma olhadela naquela colecção, parcial, que gritava da montra: "leva-me!". 
Já lá dentro, descobri que havia mais uns quantos e um deles obrigou-me mesmo a levá-lo comigo, a troco de uns euros (com um outro, da Sé Velha, em Coimbra). Há outros 3 que me interessam de sobremaneira, mas não sei se lá estão, portanto terei de voltar lá para ver se constam no repositório. Não me aborrece nada ter de ali voltar, confesso!
Este boletim histórico, datado de 1940, é sobre o Castelo de Pombal. Tem umas dezenas de páginas de texto, fotografias e desenhos excepcionais que irei analisar com muita atenção nas próximas semanas.

 

5.9.21

Pode parecer que fiquei contente, contudo...


Foi há uns dias que um grande amigo meu me enviou esta fotografia através do telemóvel, depois de a ter conseguido tirar rapidamente, com o seu telemóvel, quando a viu numa televisão, talvez no Porto. Fiquei feliz por ele se ter lembrado de mim ao ver a reportagem da RTP sobre Sicó e sobre um dos seus locais de interesse geológico. Afinal tratava-se da minha região e de algo que me diz respeito enquanto geógrafo físico, com experiência nestas lides. 
Contudo, e após esta alegria, veio uma sensação de preocupação. É impossível fugir ao cerne da questão, já que o património geológico, geomorfológico, paleontológico e afins é ainda menosprezado na região de Sicó. Focando o Vale das Buracas, ou Buracas do Camilo, não é nova a minha preocupação pelo facto de este local de interesse geomorfológico não ter ainda o que é mais básico, ou seja um plano de gestão específico. E um plano de gestão não é nenhum painel...
há muitos anos que ando a sublinhar a importância de trabalhar algo que não está de todo trabalhado. Já apresentei propostas concretas a quem de direito, entidades várias, mas até agora nada de nada... E se o fluxo de turistas aumentar sem as regras estarem definidas, vamos ter ainda mais problemas dos que já temos com poucos turistas.
Mas voltando às Buracas do Camilo, como podem continuar a não impedir que certos acéfalos façam fogueiras nas Buracas do Camilo, que grafite as mesmas e que façam deste local excepcional um local para vândalos destruir o que temos de melhor?!
E não ousem dizer que ninguém vos avisou, já que eu e outros mais, associações incluídas (ex. Grupo Protecção Sicó e Al-Baiaz) já andamos a alertar há muitos anos... Não ousem dizer que não há especialistas na região, já que os há... Temos tudo, falta mudar mentalidades que teimam em não pensar diferente do que se pensa há demasiados anos! E sem esta mudança de mentalidades e paradigma, de pouco vale o muito que temos...