segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Ler é chegar mais longe...


Ler é poder estar mais informado sobre os mais variados temas, nomeadamente sobre património, sobre natureza e sobre cultura, daí o acto de ler ser um acto de poder, pois pessoas informadas têm poder de decisão.
Este primeiro livro ainda vai a meio, mas mesmo assim já foi curioso ir a um mercado municipal e reconhecer um dos tipos de pão que me passava despercebido. Livre de desacordo ortográfico, é um livro que vale mesmo a pena ler, especialmente para quem gosta de pão e de tudo o que lhe está associado.
Já o segundo livro é sobre algo que confesso que ainda não fiz, ou seja o Caminho de Santiago. Fazer dois ou três troços, como já fiz, não é fazer o Caminho de Santiago, pois fazê-lo implica chegar até Santiago de Compostela. Um dia irei fazê-lo, provavelmente sozinho, pois é a melhor forma de o fazer.


É o quinto da colecção, o qual comecei a ler há poucos dias. Dos outro quatro tenho apenas a dizer que António Piedade tem, de facto, o dom de saber comunicar ciência de forma acessível.


Este próximo livro foi uma surpresa, já que embora já estivesse no meu radar literário, não estava à espera de o encontrar assim do nada. É de um conhecido autor, curiosamente geógrafo, do qual já tenho 3 outras obras, já aqui referenciadas noutros comentários literários. Esta obra em especial, recebeu o prémio Pulitzer aquando da sua edição, facto que já indicia muito...


Estes três próximos livros foram compras de oportunidade, já que estavam a bom preço e isso foi a desculpa perfeita para trazer para casa ambos os livros que versam sobre um tema, sensu lato, claramente interessante, ainda mais tendo a nossa região influência árabe, facto que se percebe bem por exemplo a nível dos topónimos. Obviamente livres do desacordo ortográfico. Nos próximos tempos serão devidamente apreciados.




quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Ícone turístico em risco?


Esta primeira imagem é das mais conhecidas quando se trata de divulgar Ansião, numa espécie de ícone turístico. É um local bonito, disso não há a mínima dúvida.
Olhando com atenção, há pormenores que importam destacar. O primeiro, e o mais negativo, é que parte da ponte é em betão, algo que devia envergonhar quem se lembrou de tal coisa há muitos anos. Daí a sugestão para retirarem aquele corpo estranho e colocarem uma laje calcária, de preferência antiga, em vez de uma limpinha.
Depois há outro pormenor que me preocupa, ou seja o mau estado da ponte, que necessita de manutenção. A base dos pilares está cada vez mais frágil e se nada for feito, daqui a uns anos pode mesmo ruir.
Locais como este são de preservar, não numa (i)lógica circense, mas sim utilitária. Todo aquele eixo que vai de Ansião ao Marquinho tem potencial e quando digo potencial não é fazer o mesmo que se fez em Ansião. Em Ansião foi importante fazer aquela obra, mas para jusante não é recomendável fazer o mesmo, mas sim preservar o que existe e pensar a coisa de outra forma.




sábado, 16 de fevereiro de 2019

Sobre a usurpação do espaço pedonal!


Dia 27 de Janeiro andava pelas ruas de Ansião. Era dia da Feira dos Pinhões e a confusão de carros era imensa. Estava a passar numa rua quando me deparei com esta situação que a primeira fotografia mostra, ou seja um senhor com mobilidade reduzida com dificuldades à conta de um carro estacionado em cima do passeio. Aproveitei para registar o momento, já que uma das muitas coisas que me incomoda é ver carros em cima do passeio. E já agora, sim, é legal tirar fotos a carros com a respectiva matrícula.
Segundos depois de tirar a fotografia, ouvi, por duas vezes, que nem cassete, do outro lado da rua uma senhora a dizer para mim: "há problema"? Eu repondi, que sim, e que o carro estava mal estacionado e que ela deveria estacionar como é suposto, dentro da lei e sem usurpar o espaço que é exclusivo dos peões. Ela disse-me: "e os outros, não estão mal estacionados?". Eu respondi, claro que sim, também estão e tenho aqui várias fotografias, que não seja por isso. Disse-lhe também que a fotografia que tinha acabado de tirar, além de legal, podia ser enviada para as autoridades, de forma a seguir os trâmites legais. Perguntou-me se eu ganhava comissão e eu respondi que ganhava em civismo. Fiquei impressionado com a senhora porque não se preocupou minimamente com o senhor que tinha tido dificuldades em passar por onde pode e deve, tudo devido à preguiça desta senhora. Voltou a entrar no carro e virei costas. Apenas a 200 metros dali tinha estacionamento... Passei lá mais tarde e o carro não estava lá, sinal que o meu alerta resultou.
Parte das fotografias que aqui partilho são de estacionamentos abusivos de pessoas de fora que vieram à feira, enquanto que outras são de locais. Alguns destes fazem isto regularmente, algo que é inaceitável. O Código de Estrada é para respeitar e não há desculpas. O espaço pedonal é para respeitar, não é sequer uma opção mas sim uma obrigação. Chega de preguiça, chega de levar o carro até à porta. Há que estacionar onde se pode, não onde apetece! Andar 200 ou 500 metros não é problema, pois além de saudável é melhor para todos.
E para quem quiser fazer a diferença, têm duas formas, telefonar para as autoridades ou, tendo um telemóvel dito inteligente, fazer descarga de uma aplicação que possibilita fazer a denúncia às autoridades. Basta uma fotografia e os dados da ocorrência, que podem fazer a denúncia no conforto da vossa casa.
Em Ansião faltam mais pilaretes, pois à falta de civismo e fiscalização eficaz, são a única forma de educar cidadãos e cidadãs que não respeitam os outros nem respeitam o espaço pedonal.
Gostam mesmo de Ansião e/ou das vossas aldeias, vilas ou cidades? Se gostam não estacionem em cima do passeio, nos lugares para deficiente (sem o ser...) e noutros locais não previstos. Civismo e respeito acima de tudo!








terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Um par de estalos era pouco...

Tinha ido dar uma voltinha a pé por um dos locais que mais me diz, o qual fez parte da minha juventude enquanto espaço de descoberta. Foi, portanto, um dos locais que mais me influenciou, daí ter um carinho muito especial pelo mesmo. Quando passei a ponte em madeira, reparei que ali no antigo moinho, na parte por onde dantes escoava a água, havia algo a mais. Aproximei-me e comecei a perceber do que se tratava. Lixo!
Dei a volta ao edifício, entrei e aí disse umas coisas feias, tal o cenário com o qual me deparei. Paredes grafitadas, colchões e lixo q.b.. Há putos que não têm educação alguma em casa. Um par de estalos era pouco...
Tendo em conta este cenário, fica o apelo à Câmara Municipal de Ansião, para que proceda à limpeza deste edifício com simbolismo, mas sem utilização, colocando uma porta à prova de vândalos. 






sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

A sério que voltaram à carga?! Inacreditável...

Parece impossível, mas voltaram a fazer asneira da grossa em Alvaiázere. Ainda perplexo com a amarga novidade do outro dia, eis que há mais... Num local idílico, no lugar da Boca da Mata, em plena RN 2000, acharam por bem abrir um estradão, rebentando com tudo pelo caminho. isto num lugar extraordinário, com valores naturais, culturais, (arqueológicos?) e turísticos fabulosos. Não queria acreditar quando por mero acaso me deparei com estas amargas novidades, mas infelizmente é a pura e dura realidade. Só quando ali voltar terei a real noção e impacto desta acção imbecil, que apenas demonstra um total desrespeito pelo património e cultura de Alvaiázere. Ali gosta-se de arrebentar a galinha dos ovos de ouro...
Não sei quem teve a ideia parva de fazer isto, mas brevemente será público, após investigação das autoridades. Imagino quem terá sido, como também já estou à espera de ouvir dizer que foi para prevenir incêndios, o tal argumento barato, demagogo e populista que tem servido de desculpa para tanta destruição do património em Alvaiázere. Parece que voltámos ao tempo em que uma personagem de bigode, o DDT de Alvaiázere, quando dizia que tinha de se fazer, mesmo sendo ilegal, a coisa se fazia. Destruía-se primeiro e perguntava-se depois. Esse cromo está de volta aos bastidores, de onde manda, pois o poder é, para ele, um fim. A diferença é que agora o bigode foi-se. Já a sabedoria, essa nunca existiu...


Não me conformo com mais esta autêntica tragédia em termos patrimoniais, onde mais uma importante fatia valiosa foi destruída. Na última década tem sido a triste sina de Alvaiázere, destruir património à conta de estradinhas e estradões. Para quê? Para nada! Não há volta a dar e não há forma de recuperar o que já se perdeu. Alvaiázere não valoriza do seu "petróleo verde", como está mais uma vez à vista.


segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

A arte de arrebentar com o que de melhor têm, o seu património e a sua cultura...


É a triste sina de Alvaiázere, um território fabuloso e um património extraordinário, mas que tem sido recorrentemente violado nas últimas décadas. Tudo isto por culpa de uma minoria iletrada em termos ambientais e culturais, que compromete o futuro de todos os locais. Apesar do cenário estar melhor do que estava há poucos anos, continuam a haver pessoas que se estão a marimbar para o património, que é nada mais nada menos do que o ouro negro de Alvaiázere.
Ontem soube de mais um caso de destruição do património em Alvaiázere, mais uma vez em plena Rede Natura 2000 e mais uma vez bem próximo de uma área de interesse arqueológico (um Castro). Ao lado de um estradão ilegal, feito há 10 anos, voltaram a fazer o mesmo (pelos muros, penso que existiria por ali um belo caminho ali, que agora deixou de existir). Ao contrário de há 10 anos, quando o cenário era outro e as pessoas tinham medo de falar comigo e o diálogo com as entidades públicas locais era dificílimo, actualmente as coisas são bem diferentes. Há alguma capacidade de encaixe e de crítica, há pessoas que alertam, outras que me avisam, outras que me facultam alguns dados, tudo isto tem-me ajudado na hora de denunciar e pugnar pelo fim de acções que destroem o património só porque sim. Neste caso deparei-me com estas fotografias numa rede social e a partir daí fiz algum tpc. Falei logo com algumas pessoas, em separado, e houve uma característica que sobressaiu, ou seja o facto de ambas terem ouvido que a obra foi alegadamente feita por uma ou duas Juntas de Freguesia. A ser verdade, facto que não me surpreende, tenho duas coisas a dizer, a primeira é que nos próximos dias vão ter visitas à vossa porta, a segunda é que se deviam demitir, já que falharam nas vossas obrigações e, como deveriam saber, isso pode significar a perda de mandato.
Ver as Juntas de Freguesia a fazer asneira não é propriamente uma novidade no Concelho de Alvaiázere. Almoster é talvez o pior exemplo disso mesmo. Neste último caso, eu é que ainda fui rotulado como o mau da fita, algo de típico em Alvaiázere, onde quem faz asneira, em vez de a admitir, nega-a para esconder a sua incompetência e ainda aponta o dedo a quem denuncia o caso. Patético...
Lamento profundamente a publicidade negativa que, mais uma vez, Alvaiázere vai ter à conta de mais um caso, mas apontem os holofotes única e exclusivamente para os culpados destas acções que lesam gravemente Alvaiázere. Nas próximas semanas já saberemos quem foram os culpados deste atentado ambiental e cultural! Já quanto às desculpas para o sucedido, serão as do costume (a treta do alargamento de caminhos, a falsa questão da prevenção de incêndios, etc). E já estou à espera do rótulo negativo que me vão tentar colar. 
Tenho pena das muitas pessoas de bem que vivem ou são de Alvaiázere e que lutam pela sua terra. Infelizmente há artistas em Alvaiázere que deitam tudo a perder. Em vez de aprenderem, insistem na fórmula do arrebenta tudo. E depois ainda se queixam da má sorte...