sexta-feira, 25 de abril de 2014

Ele vem aí!


Foi com imensa satisfação que recebi a novidade, curiosamente no dia 1 de Abril. Sim, é mesmo verdade, vem aí um ponto electrão, mais precisamente para Ansião!
Após alguns anos a encaminhar centenas de lâmpadas, por minha iniciativa, para outros pontos electrão, situados em Coimbra (quando por lá passava), decidi enviar novamente uma mensagem à Amb3e, de modo a solicitar um ponto electrão para lâmpadas, pois não fazia sentido algum ainda não existir um único ponto electrão em Ansião. Já o tinha feito em 2010, mas nessa altura a resposta foi negativa...
Desde já sugiro a todos que façam o mesmo nos vossos concelhos, caso ainda não tenham os mesmos. Soube agora, através da Amb3e, que há um ponto electrão, para lâmpadas, no quartel dos Bombeiros Voluntários de Pombal, não esqueçam caros pombalenses! Será o único da região de Sicó, pelo menos oficialmente.
Desta vez, a resposta demorou apenas um dia, tendo a Amb3e respondido que estavam precisamente a tratar disso com a Câmara Municipal de Ansião, algo que naturalmente me agradou. Mais vale tarde do que nunca.
No que me toca, já encaminhei centenas de lâmpadas para a reciclagem, seja das pequenas, seja das  tubulares. Contei, para isso, com a ajuda dos Bombeiros Voluntários de Ansião, que facultaram um espaço para guardar as lâmpadas enquanto eu não as conseguia levar, já que eram grandes quantidades e eu podia levar poucas dezenas de cada vez, em segurança.
Muitas pessoas, sabendo disto mesmo, como faziam questão em não colocar as lâmpadas no lixo, levavam para lá as suas lâmpadas em fim de vida. O mesmo aconteceu com pessoas que, ao se deslocar ao ecocentro de Ansião, e descobrindo que lá não havia local para depositar lâmpadas, falavam comigo através de terceiros, já que sabiam que eu fazia o favor de encaminhar as lâmpadas para pontos electrão. É o que se denomina por boa vontade e cidadania, atitude também em crise neste país. Deu trabalho levar tanta lâmpada, mas garanti que estas não fossem parar onde não deviam, o que é importantíssimo sabendo a grave poluição que estas causam não sendo encaminhadas. 
Uma das coisas que falta em Portugal é a vontade de resolver as coisas. Lembro-me agora de uma situação que ilustra na perfeição esta falta de vontade e a apatia de muitos portugueses. Há meses atrás, aquando do temporal, muitos foram os caixotes do lixo que tombaram na rua, no entanto quantos de vós, ao passar por eles os voltaram a pôr no lugar? Pois é, alguém há de aparecer para resolver... É esta atitude que nos prejudica, pensem nisso. Se puderem ajudar a resolver por vós próprios uma situação qualquer, resolvam!
Ficarei então à espera do ponto electrão, pois este faz muita falta em Ansião e noutros concelhos!


quinta-feira, 17 de abril de 2014

Rolamentos precisam-se!


Lembro-me bem dos tempos em que o carrinho de rolamentos fazia parte da brincadeira. Apenas com um lugar ou com 4 ou 5, que nem limousine de rolamentos, fazíamos o possível para construir carros de rolamentos à maneira, de forma a que a emoção fosse grande. Bastava uma pequena tábua (ou uma grande, no caso de 4 ou 5 lugares), dois bocados de ripa, 4 rolamentos, um cordel e uns quantos pregos para que o bólide surgisse do nada.
No bairro ou numa das ruas da Vila de Ansião, eram ali as nossas pistas de competição, mas apenas entre amigos. Eram muitas as gargalhadas sempre que um de nós não conseguia desfazer a curva e se espetava, causando, por vezes, umas feridas nos braços, depois de um indesejável contacto com o alcatrão. Mas valia a pena, mesmo ganhando aquelas feridas nos braços.
Nada melhor do que ajudar a divulgar algo que me traz boas recordações, daí a pertinente divulgação do campeonato nacional de carrinhos de rolamentos, o qual vai ter 3 provas na região de Sicó e umas quantas outras nas proximidades.
Gostava de participar pelo menos em duas delas, no entanto falta-me o essencial, rolamentos, de preferência dos grandes, de modo a andar mais depressa, já que os pequenos pouco andam. Alguém me ajuda sff a conseguir 4 rolamentos?!

domingo, 13 de abril de 2014

Viagem ao centro da serra: em Abril, pedreiras mil





E cá estou de volta para mais uma viagem ao centro da Serra, desta vez a viagem é até Penela, onde o Monte de Vez quase parece desaparecer de vez.
Trocadilhos à parte, esta pedreira faz parte do conjunto das pedreiras do Maciço de Sicó que eu denomino por "monstras", dada a sua dimensão. Esta é daquelas que não passa despercebida quando tentamos usufruir da paisagem de Sicó e que perturba gravemente o usufruto da mesma.
É impossível alguém vir à região de Sicó e não reparar naquela enorme mancha sobranceira ao Monte de Vez. Mais difícil é ir até às proximidades da besta e observar in loco a mesma, daí este meu esforço em vos levar a besta o mais próximo possível.
Ir até ao pé das bestas tem um intuito, o ser confrontado com a besta no seu estado puro, pois só desta forma podemos ganhar uma verdadeira consciência sobre a problemática das pedreiras. Já fui a todas as pedreiras da região de Sicó, no entanto continuo a ficar chocado com o que vejo. Nesta, em especial, fui confrontado (mais uma vez...) com algo que não esperava e que prontamente indaguei sobre os factos. Para já não posso dizer o que é, mas logo que possa, irei retratar a situação no concreto, pois justifica um comentário específico.
Ando a ponderar fazer algo mais concreto sobre a temática das pedreiras na região de Sicó e o seu impacto. Isto passa pelo debate puro e duro, sem tabus, sem estereótipos e sem receios. Um debate aberto é urgente. Cidadãos, Câmaras Municipais, empresas, todos devem estar presentes no debate, muito embora eu saiba à partida os receios que há no que concerne às empresas que laboram no Maciço de Sicó. A ver vamos o que vai surgir desta minha ideia, a qual já comecei a explorar.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Sicó antidepressiva


Há poucas semanas atrás, muitas eram as pessoas que estavam deprimidas. A causa era simples e não era apenas derivada do ciclo económico negativo, era sim devido às várias semanas de chuva e muita humidade, a qual invadiu muitas casas, entranhando-se nas paredes e nas portas de madeira. O sol andou escondido muito tempo, até que surgiu em força durante 3 semanas. Depois veio novamente a chuva, por mais uns dias e o pessoal deprimiu novamente até que vieram os primeiros dias de sol da Primavera.
Especialmente em Março, foram muitos os dias de sol, com temperaturas muito agradáveis, que alegraram o espírito de muitas mentes deprimidas. 
O sol é mágico, disso não há dúvida. O seu poder ficou mais uma vez bem expresso nas expressões de muitos de nós. O mundo até podia estar para acabar, mas bastava um raio de sol para nos alegrar.
A Primavera é mágica, Sicó também, são ambas o melhor de dois mundos. Andam deprimido/as? Simples, venham 1 ou 2 dias a esta região, pois aqui têm a melhor cura. Uma paisagem cultural do melhor que o país tem, património natural e construído de ficar enfeitiçado e gente com a qual vale mesmo a pena partilhar o nosso dia-a-dia!

sábado, 5 de abril de 2014

Dia Nacional dos Moinhos: uma realidade cruel que importa mostrar




Foi há 2 anos que, no âmbito do Dia Nacional dos Moinhos, mostrei aqui este mesmo moinho, utilizando para isso 3 fotografias, em 3 ângulos diferenciados. É hoje, no mesmo âmbito, que mostro exactamente o mesmo moinho, utilizando para isso 3 fotografias, em 3 ângulos sensivelmente iguais aos de há 2 anos.
Desta vez mostro, na fotografia inicial, algo que anteriormente não tinha salientado, mas que se reveste de grande importância. Uma frase escrita por miúdos do 6º ano, ainda em 2004, a qual além de não ter perdido sentido, ganha cada vez mais sentido, mesmo que as entidades públicas locais não tenham compreendido o verdadeiro significado da frase.
Afinal para que se gastaram fundos comunitários na recuperação de vários moinhos de vento na região de Sicó? 
Neste caso, o moinho situa-se em Alvaiázere, no entanto podia situar-se em Ansião, Pombal, Soure, Condeixa ou Penela. Neste caso, e nos últimos dois anos, o que mudou foi apenas o grau de degradação do moinho respectivo, como  fica, em parte, evidenciado nas fotografias e como fica , em parte, expresso na comparação com o estado do moinho há 2 anos atrás.
E os responsáveis por este moinho, o que têm a dizer? E os responsáveis pelos outros moinhos em estado semelhante, o que têm a dizer? Faz-se silêncio...
Ninguém faz mea culpa, mas quando surge alguém a alertar para a situação de abandono, essa mesma pessoa é vista como persona non grata, é assim a realidade na região de Sicó, especialmente em Alvaiázere, pelo menos segundo a minha experiência pessoal.
Um artigo do qual sou autor principal, e que versa sobre a temática dos moinhos na região de Sicó, está infelizmente à espera de ser publicado há 2 anos, por dificuldades financeiras compreensíveis da parte das entidades que o vão ajudar a publicar. Esperava por esta altura já ter novidades sobre o mesmo, pois em Janeiro foi-me comunicado que estaria para muito breve, no entanto, e não sendo ainda possível, deixo-vos com as próximas 3 fotografias, as quais falam por si mesmo.
Logo que o artigo em causa seja publicado, prometo que irei dar destaque ao mesmo. Tenho a certeza que a grande maioria dos que o lerem irão gostar. Foi um artigo muito trabalhoso, no qual aprendi bastante sobre os moinhos da região de Sicó e do qual me orgulho enquanto cidadão e profissional ligado à questão patrimonial.




Para finalizar, um enorme lamento, o facto de em pleno Dia Nacional dos Moinhos, na região de Sicó, outrora região de moinhos, e na actividade "Moinhos Abertos 2014", apenas um moinho participar nesta actividade, curiosamente em Ansião, na Serra da Portela, Pousaflores. É precisamente em Ansião, mais precisamente no Outeiro, onde se estão a recuperar (finalmente!) outros moinhos. A ver vamos, pois uma coisa é recuperar um moinho, outra é dar-lhe novamente vida.
Um reparo a fazer à Junta de Freguesia de Pousaflores, o de que o nome da serra onde se situa aquele moinho é serra da Portela e não monte da ovelha ou serra do Anjo da Guarda. Esta tem a obrigação de chamar "as coisas" pelo seu nome!
Monte da Ovelha é o nome do marco geodésico ali existente. Anjo da Guarda relaciona-se com a Capela ali existente, nada mais. Quanto à serra, essa tem apenas um nome, Serra da Portela!