26/11/2020

Vândalos em acção...


É um cenário que tristemente se repete por aqui já desde o início. Mesas vandalizadas, mesas mudadas de sítio sem respeito algum e é assim que alguns acham que deve ser .
Já vi convívios vários por ali, a maioria respeita a volta a arrumar as mesas, contudo não é desses que falo, mas sim dos vândalos que grafitam, que não arrumam e não preservam equipamentos que são para usufruto de toda a comunidade.
A solução é criar regras e fiscalizar. Claro que não é fácil, contudo é possível fazê-lo e com a ajuda de entidades várias e dos próprios cidadãos, os quais, por vezes, veem mas não dizem nada, não denunciam para não se chatear. Eu não sou desses, já que não tendo prazer em me chatear, tenho prazer em contribuir para que os comportamentos e as atitudes sejam as mais correctas, ganhando todos com isso. Quem não se interessa por isto acaba por se tornar cúmplice, lembrem-se disto!
O parque verde do Nabão é para manter limpo e organizado!!



 

16/11/2020

E finalmente... limpou-se o matagal da Serra da Portela!

 


Já me tinham dito que isto aconteceria, mas entre me dizerem que vai acontecer e o acontecer vai uma grande distância, como é aliás comum em tantas situações, daí apenas agora que a coisa se concretizou eu falar dela.
Foi em Novembro de 2019 que o presidente da Junta de Freguesia de Pousaflores, em agradável conversa, me disse que isto estava planeado, daí eu estar expectante com esta limpeza, a qual surge já com um atraso de muitos anos. Em Agosto de 2006 ardeu parte da Serra da Portela, no seu sector Norte, ou seja do lado da capela do anjo da guarda, e a coisa estava a propiciar-se para voltar a acontecer novamente. Nos últimos anos tenho apelado para a limpeza daquela área de pinheiro manso, já que estava basicamente num estado de abandono que potenciava o risco de incêndio e colocava em causa a produção de pinhões e a própria existência do pinhal.
Em Outubro voltei à Serra da Portela e constatei que a limpeza estava a ser efectuada. Foi curioso ver a limpeza, já que pôs em evidência algumas curiosidades. Primeiro, o “deserto” em que a Serra da Portela se tornou após meados da década de 90, aquando, quiçá, a maior destruição de património decorrida por ali, quando uma máquina arrasou todo o topo da serra. Nunca me saiu da cabeça aquela paisagem lunar... Depois, ver os tubos fantasmagóricos daquela acção de greenwash promovida pela GM, aquando da plantação de 130000 árvores sem estudo prévio. Não sobreviveram nem 10%, já que a coisa foi feita, como se costuma dizer, mal e porcamente.
O futuro a ver vamos, esperando eu que se preserve o que se manteve e não se promova mais destruição. Lembro que não basta cortar o mato, mas sim gerir a flora (e, também a fauna). 
Curiosamente, lembro-me de há 1 ano me terem confidenciado que estavam a pensar cortar algumas árvores ali plantadas, já que atrapalhavam o normal funcionamento do moinho ainda em funcionamento na Serra da Portela. Sobre este último, apresentei uma ideia a quem de direito, mas até hoje não obtive resposta. Se calhar está tudo bem e há muitos projectos em curso para dinamizar aquele território... É possível que venha desenvolver a ideia noutro local, caso exista interesse.
Quase a terminar, julgo que é nesta altura que começa a época da apanha das pinhas (1 de Dezembro), para que daqui a uns tempos tenhamos o belo do pinhão pronto para ser degustado. Infelizmente a problemática covidiana actual afectará a nossa feira dos pinhões...
Aproveitem para, logo que o tempo dê, fazer uma caminhada pela Serra da Portela. E se algum "evangelizador" vos falar do anjo da guarda, digam que depois passam pela capela para a ver, já que há quem faça confusão, deliberada, com o nome legal e oficial da serra, tentando impor uma sua visão facciosa, através da ocultação/manipulação verbal do topónimo legal e quase centenário. Já muito antes da capela existia a Serra da Portela, baptizada pelos locais ( e não por pessoas da cidade, como já, de forma desesperada tentaram fazer passar...). Como se costuma dizer, cada macaco no seu galho, a religião nos locais de culto e o património e a identidade no território, laico, a bem da identidade local. Chega de guerrinhas entre lugares e de tentativas de evangelização da Serra da Portela! Há poucas horas li o comentário de um senhor que tentava fazer uma analogia com aquele ditado do "para lá do Marão, mandam os que lá estão". Sugiro então que este senhor, que muito prezo, respeite então os locais, já que foram precisamente os locais (Pousaflores) que baptizaram a Serra da Portela há mais de 80 anos, ou seja muito antes da "sua" capela. A religião não manda fora dos locais de culto nem se sobrepõe à legalidade e ao respeito pelo património secular. A idade média já acabou há muito tempo. 
Fazendo eu agora uma analogia com base em "a idade é um posto", a história da Serra da Portela é um posto, daí um argumento que eu ouvi na base de "eu já conheço a serra por outro nome há 50 anos" não se sobrepor ao topónimo legal, que já vem pelo menos da década de 1940. Conhecer até conhecem, mas ocultam, mal, o facto. Já tentaram mudar o nome mas felizmente sem sucesso, já que as autoridades na matéria, guardiãs da legalidade e da história, descortinaram esta jogada pouco ética de um grupo de pessoas que confundem a religião e uma capela com a Serra da Portela.
Claro que a capela do anjo da guarda tem o seu espaço na história da Serra da Portela, ninguém nega esse facto, mas daí a tentarem impor, através da mentira, da ilegalidade, da manipulação e da ocultação de factos históricos esse nome à Serra da Portela vai muito. As guerrinhas entre lugares em redor da Serra da Portela também são algo feio de se ver. Impera não a ideologia religiosa, mas sim a história e essa é clara, gostem alguns ou não! E é escusado essa hostilidade. E escusam de tentar evangelizar o meu feed, já que ele é laico e não admite fanatismos, sejam eles de que tipo forem. Eu fico-me pelos factos históricos, não de forma parcial e ideológica, mas sim de forma imparcial e com base histórica. E estarei aqui para o debate dos factos.
Eu não digo a alguns para não tratarem a serra por outro nome, eu "apenas" condeno quem mente e diz que o topónimo legal e histórico da Serra da Portela é outro que não este. Há quem a trate por Anjo da Guarda, por causa da capela, há quem a trate por Serra do Monte da Ovelha, por causa de parte da sua história (o marco geodésico tem esse nome) e há quem trate a serra pelo seu nome legal e quase centenário, ou seja Serra da Portela. Claro, conciso, informativo e esclarecedor. A serra da Portela não é minha nem é sequer vossa, é sim de todos. Todos gostamos dela à nossa maneira e por vários motivos!

12/11/2020

Estacionamento de bicicletas para totós

 


É uma imagem que ilustra na perfeição a falta de preparação das entidades públicas em termos de planeamento das infra-estruturas cicláveis. Mas vamos então ao debate que deve decorrer após a visualização desta fotografia. Antes de mais, trata-se de um estacionamento para bicicletas, localizado à saída de Pombal, no sentido Pombal-Ansião. Salta logo à vista um pormenor, ou seja a má escolha do tipo de estacionamento ou infraestrutura, já que este é do tipo “entorta raios”. Trata-se de uma má opção, que vai no sentido contrário às boas práticas existentes e ao recomendado pelos especialistas.
Depois entra a questão da localização do ponto de estacionamento, o qual não faz qualquer sentido. Ninguém utiliza este estacionamento, sabem porquê? Está localizado num ponto onde não é preciso estacionar as bicicletas. Onde é então necessário colocar estacionamento para bicicletas? Simples, nos lugares, em pontos estratégicos, devidamente identificados após estudo prévio. Caso assim não seja é um mero desperdício de dinheiro.
Vamos seguir as boas práticas também neste domínio? Vamos a isso!

08/11/2020

Ler, ler e ler é excepcional!


Nem a pandemia pára este meu vício, saudável, daí voltar com mais umas sugestões de leitura. Desta vez, e à excepção da National Geographic, em bom português, todas as outras sugestões são em língua inglesa. 
Por esta altura estou prestes a terminar a leitura do "Philosophy for polar explorers", livro de fácil leitura que é francamente bom de se ler, especialmente nesta altura. Havia em acordês, contudo eu gosto demasiado da língua portuguesa, daí não comprar livros em acordês. Só livros, revistas e demais conteúdos que não padeçam do "acordo" ortográfico. Não são obrigados a adoptar, sabiam?!
Continuando, encontrei também um livro pelo qual ansiava, portanto não escapou. The invention of Nature é uma obra imperdível para quem, como eu, tem na natureza o seu farol.
Quanto ao "Travellers in the third reich", é uma obra que mostra uma perspectiva diferente do mundo numa época onde as democracias e a liberdade estiveram em causa na Europa e não só. Enriquecedor q.b., daí ter escolhido este livro.
Segue-se outra perspectiva, também particularmente curiosa, na medida em que foca o problema que é, de facto, a acção humana neste planeta. Feita a "fiscalização", confirmei que valia a pena trazer este comigo.
Depois, algo sobre os Organismos Geneticamente Modificados. Eu gosto de ler o contraditório, pois é assim que compreendemos e melhoramos o nosso eu.
Finalizo com uma compra mensal, no quiosque, pois claro, apoiando o comércio de proximidade. A National Geographic Portugal é uma revista que devia estar em cada uma das nossas bibliotecas (para a de Ansião já a sugeri há alguns anos). E para quem gosta de tudo o que de extraordinário este planeta tem, é uma boa aquisição mensal, com vista a um enriquecimento cultural colossal.
Ler é uma das coisas que melhor podem fazer nas vossas vidas, portanto, frequentem as vossas bibliotecas, adquiram livros e revistas interessantes e ofereçam livros em vez de bugigangas! Tudo, claro, sem "acordo" ortográfico à mistura!









04/11/2020

"Traduções" à moda do google translator...


Não é a primeira vez que abordo esta questão e, parece-me, que, infelizmente, não será a última. Há uns dias reparei em mais um painel informativo que padece de um problema crónico por estes lados. Porque carga de água continuam a insistir em pegar em textos e “traduzi-los” com o Google translator? Sabiam que há profissionais que fazem esse trabalho, bem feito?

Pegar em textos e colocar os mesmos no Google translator é um mau serviço prestado à região de Sicó, aprendam isto de uma vez por todas!