sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Quando o marketing territorial não tem juízo, Sicó é que paga...


Não sei de quem é a culpa, contudo quem tem moral e tecnicamente essa responsabilidade nos ombros é mesmo a Terras de Sicó, que devia pugnar por um bom marketing territorial e pelas boas práticas. Nunca escondi o meu desagrado pela forma como esta Associação de Desenvolvimento funciona, pois a lógica não é a que deveria ser. Ao invés de ser uma Associação de Desenvolvimento Territorial independente, questão fundamental para o sucesso da mesma, trata-se meramente de uma extensão das autarquias de Sicó, daí o seu notório insucesso em termos práticos. Uma Associação de Desenvolvimento nunca deveria ser uma entidade eminentemente politizada, esse é um erro crasso que se teima em perpectuar.
Mas vamos aos factos. Esta fotografia foi tirada no dia 28 de Janeiro deste ano. Já o cartaz, esse refere-se a um evento realizado há 9 meses. Porque é que o cartaz não foi retirado poucos dias depois do evento, como seria de esperar? Será que quem vê este cartaz fica com uma boa imagem da região de Sicó? E, ironia das ironias, este cartaz está situado mesmo à frente do Museu PO.RO.S, o qual apesar de ser uma infra-estrutura recente, teve também uma série de problemas e atrasos (pormenor desconhecido por muitos...), facto bem ilustrativo do caos que se assiste neste fabuloso território. Tem-se por um lado o "state of the art" e, por outro, algo que lembra as "cavernas", numa dicotomia... curiosa. Trata-se portanto de um problema estrutural que afecta toda a imagem da região de Sicó. Até quando, resta saber. E pactuar com isto não é a solução, mas sim parte do problema!
Resumindo, cartazes como este devem ser retirados poucos dias depois do evento, pois além de ser assim que se trabalha, é assim que se ajuda a que a região tenha uma boa imagem. Há que actualizar as boas práticas e as formas de estar e trabalhar em prol da região de Sicó. Se assim for, ficamos todos a ganhar com isso!


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

"Tenho medo de regressar a casa um dia e não reconhecer o lugar que me viu partir"

É uma frase que embora possa parecer um cliché, é uma verdade cada vez mais actual. "Roubei" esta frase do mural do "Tia Almerinda", tal como as fotos que utilizo neste comentário. 



As coisas andam quentes em Abiúl e o assunto é um dos do costume, o abate de árvores e a suposta necessidade do modernismo na regeneração urbana de um lugar bem conhecido da região de Sicó.
Logo que me deparei com esta questão, comecei a acompanhá-la e logo por vários motivos. É uma situação que se assemelha por exemplo à que ocorreu na Vila de Ansião e à que está a ocorrer em Chão de Couce. Ocorre também num lugar onde amigos meus têm raízes e, imagine-se, eu soube primeiro do que eles. E representa algo que eu abomino, ou seja por um lado o ignorar da opinião dos locais e por outro projectos do tipo chapa 5, com elementos completamente estranhos ao local (ex. granito). Neste caso, e de acordo com o que indaguei, as pessoas até foram chamadas a dizer de sua justiça, contudo, e tal como aconteceu em Ansião, foi apenas verbo de encher, para dizer que as pessoas tinham participado da discussão pública, pois, e de facto, esta discussão pública não foi consequente, o que é grave. 
Porque decidi destacar esta situação? Além do já explanado, por dois motivos, ou seja o facto de mais esta triste situação poder funcionar como elemento mobilizador para mitigar situações similares no futuro, bem como mostrar que as pessoas são cada vez mais activas e interessadas na defesa do seu património e identidade, tal como está a acontecer em Abiúl. A elas a minha homenagem enquanto activista do património. Logo que saibam da existência de um qualquer projecto, vão aos serviços das vossas autarquias informar-se, pois têm o seu direito. E se vos começarem a dar negas, façam valer os vossos direitos e, já agora, informem-se através da CADA. Há uns dias um amigo disse-me que fez isto mesmo e quando lá chegou perguntaram-lhe o que estava ali a fazer...
Quanto aos autarcas, mais uma vez constato que estes consideram os seus votantes como não competentes para decidir sobre o seu futuro, sobre o seu território e sobre os locais onde vivem dia após dia. Estes autarcas além de não conseguirem fazer as coisas como deve ser, ou seja integrando o que já existe com as melhorias desejadas, insistem em obliterar o património e as memórias dos locais, levando a um desenraizar identitário muito grave. E depois admiram-se o pessoal mais jovem ir embora...



quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

10 anos depois o terrorismo ambiental está de volta a Alvaiázere...




Foi um verdadeiro déjà vu. Depois de tudo o que se passou há 10 anos em Alvaiázere, não pensei que fosse possível voltar-se ao mesmo, e logo em dose dupla, imagine-se. Passaram uns dias e ainda estou profundamente chocado com o que vi. Depois de avisado que algo de grave se passava, fui rapidamente ao local, mas infelizmente o mal estava feito.
Por esta altura as autoridades já foram ao local, esperando eu que consigam descobrir tudo, de modo a punir severamente todos os envolvidos neste caso. As minhas fontes já me informaram de muita coisa, contudo não as irei divulgar. Irei apenas deixar as autoridades fazer o seu trabalho e efectuar uma análise aos factos em causa.
Começando pelos factos:
- Foi aberto um estradão, em plena Rede Natura 2000, que inicia no limite dos lugares do Vale da Couda e Vale da Mata, em Alvaiázere. Nas primeiras dezenas de metros, existia um caminho antigo, murado, sendo que um dos muros foi arrasado e desse lado tudo o que era arvoredo desapareceu, seja azinheiras, carrascos e carvalhos. Mais adiante o caminho desviava para a serra de Ariques, contudo o estradão teve seguimento onde não existia caminho algum. Nesse trajecto tudo foi arrasado, azinheiras,  carvalhos, lapiás, etc. O estradão tem sensivelmente 1500 a 2000 metros. Curiosidade (ou não), o estradão foi feito de forma cirúrgica, correspondendo quase que ao limite de freguesias, entre Alvaiázere e Almoster. Curioso também o facto de ver ali placas novas das zonas de caça. Diria que este estradão calha muito bem às associações de caçadores respectivas. É também curioso que tudo tenha sido feito de forma apressada, tendo inclusivamente sido feito algo de muito... suspeito. Falo, claro, da queima das azinheiras e carvalhos abatidos, no local. Houve algumas que não foram queimadas porque a chuva deve ter perturbado a queima. E algo de muito caricato, ou seja esconderem algumas das azinheiras por detrás dos lapiás arrancados. Será que são tão ingénuos?
Esta gente não deve imaginar que basta pegar num gps, fazer o caminho, de forma a ter o traçado exacto do estradão ilegal e depois sobrepor a um ortofoto. Deste modo é possível saber o número exacto de azinheiras, carvalhos e afins, que foram destruídos. Esta gente não aprende?
Irei esperar que a investigação aponte as pessoas e as entidades implicadas neste escândalo, muito embora já saiba quem são algumas delas. E há factos muito curiosos...













- Foi aberto um outro estradão, desta vez à saída do lugar das Bouxinhas, Alvaiázere. Este tem sensivelmente 500 metros e foi feito de raiz, arrasando tudo o que encontrava à frente, azinheiras, carvalhos, etc. Fica no limite das freguesias de Almoster e Alvaiázere, bem como das zonas de caça respectivas... Novamente vestígios de queima de tudo o que foi arrasado em termos de vegetação, em plena Rede Natura 2000. Mais uma vez, vendo o ortofotomapa vê-se o que não se quer ver, ou seja a quantidade de azinheiras destruídas...
Não sei como isto é possível, fazer tábua rasa de tudo o que é realmente importante, ordenamento do território e Rede Natura 2000. Nada disto faz sentido algum. Destrói-se tudo porque alguém tem interesse nisso. A legislação não protege tal como era suposto e as coisas não vão voltar a ser como eram. Os últimos redutos deste território estão a ser saqueados, é a triste realidade.
Tenho vergonha que isto seja possível também na região de Sicó. Tenho vergonha de constatar que ainda há mentalidades terceiro mundistas, que promovem o que aqui denuncio e acham isto normal. Sei de quem já foi ameaçado por falar publicamente desta situação...
Divulguem, debatam, revoltem-se, pois isto é inaceitável!!!






sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

A cultura do ódio ao azinheiragate, por parte da "elite" política, chegou a limites...

Este ano é um ano especial, já que perfazem 10 anos de escrutínio activo e incisivo à acção política, nos domínios ambiental e patrimonial, na região de Sicó. Apesar de o meu activismo ter iniciado uns anos antes, foi em 2007 que, de facto, ocorreu o ponto de viragem. Poucos meses depois, já em 2008, consolidou-se o ponto de viragem, com o surgimento do blogue Azinheiragate (faz 9 anos nos próximos dias...). Isto representou algo de diferente para a região de Sicó, já que até então alguns autarcas não estavam muito habituados ao facto de terem de responder perante os cidadãos eleitores e logo de uma forma incisiva, frontal e mediática. O paradigma mudou, pois passou-se de uma época onde quem criticava era muitas vezes o "zé da esquina", que polia o passeio em frente ao café e bebia uns copos, para o "zé informado e capacitado", por vezes com habilitações académicas muito superiores aos autarcas e em áreas onde estes mesmos autarcas não tinham competência técnica alguma, mesmo que estivessem à frente de um pelouro dessa mesma área.
Isto fez toda a diferença e, diga-se, foi muito positivo, já que as coisas começaram a mudar e as formas de fazer as coisas começaram a mudar para melhor, dado o facto destes mesmos autarcas estarem agora a ser escrutinados por quem tem competências técnicas e científicas para isso. Isto mesmo notou-se em termos de boas práticas, pois a exigência assim o obrigou.
No que concerne à minha acção, cedo comecei a ver que tinha resultados. Ao longo dos últimos anos isso evoluiu e continuou a ter mais e melhores resultados, facto que me foi motivando cada vez mais.
Contudo, e neste caminho, os espinhos começaram a surgir, seja através de ameaças de alguns cidadãos covardes, seja através do desenvolvimento de uma cultura do ódio à minha pessoa por parte de gente da política, dado o impacto mediático e efectivo que as minhas acções conseguem ter nesta região.
É precisamente este último ponto que me faz escrever este comentário. Já vi de todo o tipo de reacções patéticas à minha acção e à minha cidadania activa plena relatando agora mais uma.
Há poucos dias, e decorrente de um diálogo com uma pessoa amiga nas redes sociais, houve uma intromissão na conversa, a qual teve um intuito claramente mal intencionado e mal educado. E isto por parte de um "ex" político que esteve 13 anos à frente do pelouro da educação e que actualmente é director-geral de uma escola tecnológica e profissional da região de Sicó.
Penso que isto terá acontecido por dois motivos. O primeiro terá eventualmente sido pelo facto deste indivíduo não se dar bem com a crítica e estar habituado à política da bajulação. O segundo motivo terá sido eventualmente o colossal impacto mediático de um dos últimos comentários do azinheiragate. Ou então um hipotético terceiro motivo, o poder ter sido mandatado pela malta de cúpula da política para me hostilizar, de forma a resguardarem-se para o que aí vem (autárquicas). Estamos a meses das autárquicas e já estão como medo do que aí virá?!
Para entender melhor esta atitude, importa referir que o cargo actual que o Lic./Prof./Sr./Director-Geral  Fernando Inácio Pires Medeiros ocupa, é, no meu entender, um cargo claramente politizado, facto que eventualmente o confunde, dado o cargo anterior. Há que lembrar que este ano há eleições autárquicas, pormenor que me parece o ter movido a fazer os comentários mal intencionados e mal educados. Contudo, e para que conste, ainda não tive convites por parte de nenhuma força política, daí estranhar a atitude de alguém que se manteve "na toca" até agora e que precisamente nesta altura "sai dela". Para quem nunca me confrontou com facto algum, pessoalmente ou através do mundo virtual, estranho bastante o que se passou. Faltou a coragem da parte dele, facto que não me surpreende de forma alguma.
Mas vamos aos factos. Divulgo os comentários (públicos e devidamente registados para a posterioridade...) que deram início a este episódio, na minha opinião, pouco dignificante para este indivíduo:


João Forte: 
"Ontem partilhei também uma notícia que dava conta de um incidente, onde faleceram quase 30 bombeiros, e nem um "like" ou comentário..."

Fernando Medeiros: 
"Likes!?
Pela morte de 30 Bombeiros?
Isto não é normal!!!"

João Forte: 
"Eu referi - "likes" - e não - likes - , de forma a evitar precisamente esse tipo de comentário. Em linguagem das redes sociais, e neste contexto, "like" significa tristeza. Pensei que todos iriam perceber, mas afinal parece que não. Essa desatenção não é normal!!!"

Depois, uma terceira pessoa, minha conhecida, disse:
"Inácio, Inácio...estás a desvirtuar o sentido do comentário do João Paulo. Sabes bem que um "like" numa publicação significa, para além de gostar, a manifestação de "acordo", " solidariedade", etc..."

Fernando Medeiros: 
"... afinal não sou só eu que não percebo nada de código Facebookiano. Tu também estás com dificuldades. Que tal requerer ao João Forte uma ação de formação! Não vai ser fácil. A agenda dele deve estar a transbordar de afazeres."


Depois, e novamente, a terceira pessoa disse: 
"Engano teu, eu percebi perfeitamente o comentário do João."

João Forte: 
"Caro Fernando Inácio Pires Medeiros, considero esses seus comentários profundamente lamentáveis, mais parecendo um mero esboço de uma patética represália política, por eu ser uma pessoa demasiado incómoda para você e para os seus amigos da política. Não consegue melhor do que isso?! Seja sério nos comentários, em vez de andar a fazer estas tristes figuras nas redes sociais. Mas pensando bem, sinceramente até lhe agradeço ter-se exposto publicamente dessa forma pouco honesta. Fica à vista de todos que você compreendeu bem o que eu disse, não só porque me conhece, bem como por saber que eu sou bombeiro voluntário. Você sabe ao menos o que é ser-se bombeiro voluntário?! Você quis apenas barafustar, pensando que eu sou aquele miúdo que conheceu há uns 20 anos e esquecendo-se que eu evoluí e não me desvirtuei. Essa sua jogada patética teve negativa, mas se quiser aprender umas coisas eu tenho todo o gosto de lhe dar umas aulas de ética, moral e honestidade intelectual. Diga-me da sua agenda sff. Sobre os meus afazeres e a minha agenda, fica-lhe mal tal comentário, mas é perfeitamente compreensível tal a sua frustração, que leva a tal comentário sobre a minha pessoa. E, para terminar, penso que saberá que eu não tenho contemplações com pessoas mal intencionadas e com atitudes desonestas. Se tiver alguma coisa a dizer-me, tenha a coragem de a dizer quando me vir. Os meus cumprimentos"



Fernando Medeiros: 
"Desabafou?
Estará mais aliviado?
Não acredito, pois o que escreve revela efetivamente de qual substância é constituído o seu pensamento resmungão e mal intencionado, muito parecido ao que ontem e hoje utilizei consigo, para lhe mostrar o seu estilo habitual. O que ousei fazer-lhe, foi uma provocação muito parecida àquelas que habitualmente nos presenteia. Vi que não gostou, eu particularmente também não aprecio o seu estilo, mas acredite que até tenho admiração por si, porque pelo pouco que lhe conheço, sei-o com enormes qualidades profissionais, porque as humanas são por demais conhecidas. Pena que adopte essa postura de profeta da desgraça, criticando, ridicularizando, hostilizando, principalmente aqueles que têm como missão trabalhar pelo bem comum, preocupando-se com instituições, trabalhando arduamente por elas, tendo por vezes que tomar decisões difíceis, mas tomam-nas! Não se deixam ficar no sofá, a reagir nas redes sociais, ao trabalho que os outros vão fazendo. Isso é que é "desonesto". Se não concorda com esta ou com aquela decisão, bata à porta, use o telefone, "tenha coragem de falar diretamente" com os alvos da sua ira, ao invés de se pôr a "barafustar" como um "miúdo" mimado no Facebook que tanto gosta. Qualquer dia está a concordar e a admirar qualquer feito de terceiros e ninguém acredita.
Gostava que pudesse aproveitar as suas qualidades de outra forma mais construtiva, menos sindicalista e mais colaborativa. Olhe e esqueça a ação de formação de FB, esperando que estes conselhos que lhe dei, o possam fazer evoluir ainda mais."


Depois disto, e após a terceira pessoa ter manifestado o seu desagrado por estes comentários no âmbito do seu comentário (que não tinha a ver com isto), decidi não dar seguimento aos comentários ali e enviar uma mensagem a este indivíduo, na qual consta:

"Boa noite. Essa do pensamento resmungão e mal educado, confesso que tem algum sentido de humor, contudo tem de se esforçar mais. O ego está ferido? Provocação não é sinónimo de falta de respeito, portanto sugiro-lhe que reveja o significado de ambos. O que você fez revela falta de respeito e não uma provocação, não seja ingénuo por favor. Quanto às decisões, folgo em ver que desconhece a realidade, pois se fizesse o TPC saberia que eu falo directamente com os visados, vou directamente às entidades, faço questão de colaborar e disponibilizo-me para trabalhar com todos os que me respeitam, uso o telefone/telemóvel, mail e afins, participando activamente nos processos de discussão pública e dando sugestões e conselhos. É por isso que sou respeitado e reconhecido, bem como pela minha frontalidade, temida por pessoas como você, é um facto. Portanto hipocrisia, falsos paternalismos e populismo não obrigado! Saia dos gabinetes, informe-se nos canais próprios e deixe de ligar tanto ao pessoal da política de esgoto que cultiva o ódio pela minha pessoa. O seu problema é não gostar de críticas, pensando, quiçá, que na vida são apenas aplausos. Eu convivo bem com ambos e aprendo com ambos. Deixar no sofá? Boa piada. Nem sofá nem tascas. Sou um homem de campo que e não um mero colarinho branco. E já agora, nunca utilizei prefixos quando escrevo o meu nome. Redes sociais? Não gosta do impacto delas, quando não lhe convém? Se quiser dou-lhe umas dicas. Já sei, ficou chateado com uma opinião minha, sobre a sua pessoa, no mundo virtual, no que concerne à política. Sim, as redes sociais têm grande impacto. Causam também comichão nos políticos e lóbis que pensam que podem fazer o que querem sem ser escrutinados por cidadãos informados. Essa do "miúdo" mimado mostra bem essa sua falta de seriedade intelectual e o desespero na falta de argumentos sérios e honestos. As minhas qualidades utilizo-as como eu bem entendo a várias frentes, das mais variadas formas, muitas criativas. Se não gosta delas está no seu direito, mas, caso não saiba existe uma "coisa" que dá pelo nome de liberdade de expressão, outra de democracia e outra de cidadania activa. Eu irei continuar a trabalhar pelo bem comum, tal como faço há muitos anos e, por vezes, sob risco de vida e sem ordenado, portanto habitue-se à minha presença e à minha cidadania activa e incisiva, alicerçada na seriedade e honestidade. Conhece o termo "ressabiado"? O seu problema é lidar mal com o escrutínio popular.  Gostei de o ver a ter essa reacção, a qual revela alguma falta de maturidade e seriedade. Enquanto trabalhou na sua área, o desporto, era uma pessoa muito competente, que eu elogiava, contudo a politica desvirtuou as suas qualidades e discernimento. Pena é... Lembre-se que eu cheguei a onde cheguei sem cunhas, favores, politiquices e afins, nos quais este belo país é tão pródigo. Gostei bastante deste bocado, o qual serviu para eu conhecer o seu verdadeiro eu, facto até. agora desconhecido, confesso. Para me fazer uma provocação tem de "correr" muito mais, portanto boa tentativa  Os meus cumprimentos"


Continuando, após me ter deparado com esta autêntica birra, constato que o Lic./Prof./Sr. Inácio Medeiros é uma pessoa visivelmente rancorosa e que se dá muito mal com a liberdade de expressão e com a cidadania activa, mas apenas aquela que não lhe convém ou aos seus amigos da política. Quem não se pautar segundo os gostos de sua excelência é ostracizado, tal como o indiciou. Foi uma atitude um bocadinho snob demais, não? Espero que estes seus desabafos o tenham aliviado, pois parece que tinha qualquer coisa atravessada há demasiado tempo. Tem aqui um ombro amigo, caso queira desabafar mais alguma coisa. Espero que este comentário, o qual irá de certeza incomodar o seu ego, contribua para uma maior maturidade da sua parte, bem como possa inclusivamente aumentar a sua tolerância perante aqueles que pensam e agem de forma diferente de si, já que deixou bem claro que a sua tolerância está, no meu entender, muito aquém dos princípios basilares de um estado democrático e dos próprios princípios que, teoricamente, balizam o seu partido político. Quanto aos conselhos que diz ter para me dar, lamento informá-lo, mas você não está habilitado para isso, pois os conselhos são para quem pode e não para quem quer. Parou no tempo e pensa que eu sou o "Joãozinho" de há 20 anos, o que é um erro básico. Falta seriedade, honestidade intelectual e alguma escola de vida, tal como os seus comentários o confirmam de forma explícita. E já agora, sabe a diferença entre confrontar e afrontar?
Espero igualmente que se dê ao trabalho de fazer o TPC, ou pelo menos mandá-lo fazer, de forma a que, de facto, saiba o que já fiz e o que faço em prol do bem comum. Aí saberá que faço coisas que não sabe (?), embora me critique por, supostamente, não fazer precisamente essas mesmas coisas. Já agora, porque omitiu as partes que não lhe convêm, sobre o que eu faço em prol do bem comum, não encaixava na novela que quis construir à pressa? É aquilo que eu chamo de hipocrisia, a qual baliza o seu discurso de ocasião, de base tecnocrática.
Enquanto trabalhou em prol do desporto, em Ansião, fez um trabalho excepcional, contudo, e após se meter na política, aconteceu o que acontece a muito boa gente, eclipsou-se e perdeu qualidades, tal como o seu percurso político o demonstra. No domínio político não lhe são reconhecidas grandes qualidades, tendo sido considerado pela generalidade das pessoas como um político mediano.
A melhor resposta que podemos dar a pessoas com esta postura ressabiada e mal intencionada é só uma, sermos incisivos na crítica e denunciar publicamente as mesmas sempre que se justifique, pois é assim que dá lições a quem precisa delas e se pugna activamente por uma cultura de exigência e meritocracia, em falta também pelos lados de Sicó. E não precisamos de descer ao nível do Lic./Prof./Sr. Fernando Medeiros, que mostrou apenas ser uma pessoa vulgar por detrás de um fato e uma gravata. Ao contrário dele eu não preciso de colocar prefixos antes do meu nome, pois, e independentemente das qualificações académicas, sempre fiz questão de ser tratado apenas e só como João Forte. Não vivo das aparências, não tenho duas faces e não sigo a linha do politicamente correcto só para não incomodar suas excelências. E já agora, convivo muito bem com a crítica honesta, mesmo que incisiva.
Relativamente à minha pessoa, e já que se tentou imiscuir na minha vida privada, lembro o Lic./Prof./Sr. Inácio Medeiros de duas coisas. Primeiro, estar desempregado não é vergonha alguma para mim, aliás é algo que afecta, de forma recorrente, os investigadores doutorados em Portugal. Fazer um trocadilho para gozar com o desemprego de outra pessoa é o cúmulo... Segundo, o que consegui até hoje, bem como o reconhecimento que tenho, foi resultado de muito trabalho e do meu mérito. O que sou e o que tenho não decorre de cunhas, tachos, fretes, favores a amigos, politiquices e afins. E lembre-se que parte do que faço, no que concerne à crítica e denúncia de factos vários, se deve à incompetência de políticos como você. Se houvesse mais competência da vossa parte eu não teria de denunciar tanta coisa. E, ao mesmo tempo, consigo ser um embaixador da região de Sicó, sem receber ordenado por isso. Faço-o por gosto e pela paixão pela nossa região.
E, finalizando, vejam como eu nem sequer precisei de me esforçar minimamente para responder a este senhor, já que foi ele próprio que arranjou "lenha para se queimar". E ao contrário do "zé da esquina" eu não pauto a minha acção pela má educação ou discurso mal intencionado, cingindo-me aos factos e balizando tudo o que digo ao abrigo do que é legalmente possível no domínio da liberdade de expressão e da ética, ou seja dentro dos limites. Esse é o problema do Sr. Inácio. Mas, e repetindo, até agradeço a este senhor se ter exposto desta forma, pois é a melhor homenagem e reconhecimento que me fez até hoje. As redes sociais, que tanto o incomodam quando surge algo que não gosta, estão cá para ficar, portanto adapte-se. Já agora, essa alusão às redes sociais é muito parecida aquela que um outro autarca, nosso conhecido, fez há poucas semanas numa assembleia municipal. Curiosamente o alvo era o mesmo....
Quanto ao bem comum, julgo que terá de fazer uma acção de formação neste domínio, já que trabalhar pelo bem comum é o que os bombeiros voluntários fazem, muitas vezes arriscando a vida e sem ordenado algum. Por essas e por outras é que somos tão reconhecidos, ao contrário dos políticos. Ser pago para trabalhar para o bem comum é diferente de trabalhar pelo bem comum, sabia? E não, a minha acção pelo bem comum está presente noutras frentes, igualmente de forma não remunerada, portanto siga o meu conselho, faça o TPC, de forma a evitar a triste figura que fez. Termino assim a lição número 1. Quando tiver agenda para isso, irei preparar a lição nº 2, já que agora estou a preparar uns projectos...

Nota: essa sua tentativa, mal dissimulada, de se imiscuir na minha vida pessoal e de beliscar as minhas qualidades humanas, sem dúvida por demais conhecidas e, acrescento, reconhecidas, foi simplesmente patética e bem ilustrativa de uma falta de honestidade e seriedade assinaláveis. A política tolda o discernimento, é um facto. Imagine se eu não fosse uma pessoa de princípios e se me imiscuísse na sua vida pessoal. Mas não se preocupe, sou uma pessoa de princípios e separo as coisas, tal como sabe, embora omita à conta da sua subserviência ao interesse político. Bom damage control!

domingo, 22 de janeiro de 2017

Em busca do belo pinhão!


Estamos a poucos dias de um evento muito importante na região de Sicó, ou seja a Feira dos Pinhões. Dias 28 e 29 de Janeiro serão portanto mais uma boa altura para visitar a região de Sicó e a bela Feira dos Pinhões, em Ansião. A vinda de um canal de televisão, no segundo dia do certame, trará consigo milhares de pessoas e um movimento de divisas considerável, muito bem vindo por estas paragens. O espaço do evento é demasiado pequeno para um elevadíssimo número de pessoas, portanto aproveitem e venham também no sábado, fazendo umas compras no dia do mercado de Ansião e conhecendo o que de melhor esta região pode ter em termos de produtos produzidos localmente. E já agora, conheçam o nosso património!
O marketing territorial ainda não é o melhor, na medida em que, por exemplo, se formos ver o site da Câmara Municipal de Ansião, concretamente o link final da notícia respectiva, em vez da foto do belo pinhão, surge a foto do palco onde irão actuar vários artistas e onde o canal de TV irá fazer parte da sua emissão. Inevitavelmente o pessoal que estará a ver a TV será bombardeado com um número de telefone, com o intuito de telefonar e, assim, ganhar um prémio. É a parte chata e que me irrita profundamente... 
Pormenores à parte, esta é uma feira que ganhou protagonismo nos últimos anos, mérito obviamente da Câmara Municipal de Ansião e, diga-se, dos empresários locais, que nos últimos anos evoluíram bastante no que concerne às boas práticas, certificação e marketing. Contados os aspectos positivos e os menos bons, dou nota positiva ao que se tem feito nos últimos anos. Contudo pode-se fazer melhor, fica a dica...
Há uns meses ouvi algo que importa aqui abordar, ou seja uma pessoa conhecida falou-me que iria plantar pinheiros mansos, precisamente aqueles dos qual saem as belas pinhas de onde se retiram os belos pinhões. Esta é uma bela notícia, que mostra que as pessoas podem começar a pensar em algo que não envolva plantar eucaliptos. E não foi a única pessoa que sei que plantou pinheiros mansos, facto que me alegra ainda mais. 
Esta é uma notícia importante, na medida que também recentemente comecei a ver no mercado pinhão chinês, mais barato mas de qualidade muito duvidosa... Sim, há que ter em conta este "pormenor", o qual se não for bem enquadrado/encaixado, pode ter consequências nefastas. Mais produtores, maior produção, preços mais apelativos ao consumidor e melhor integração na rede de valor acrescentado (ex. pastel de pinhão). A seu tempo também eu irei dar o meu contributo neste domínio... 
Há que plantar mais pinheiros mansos e cuidar dos que já temos por aqui, já que há casos onde o acto do cuidar do pinhal tem sido claramente menosprezado por parte das entidades públicas.
Resumindo, o pinhão segue um trilho que espero que continue a ser consolidado nos próximos anos. Há que delinear uma estratégia bem sustentada, que, através das suas mais variadas vertentes, consiga o objectivo fundamental que é o desenvolvimento sustentado desta bela região. Todos temos a ganhar com isso!