terça-feira, 22 de maio de 2018

Eu herbicido, tu herbicidas ele herbicida...

Todos os anos é o mesmo cenário numa qualquer rua perto de nós. Todos os anos vemos que, apesar de aplicarem herbicidas, nem sempre colocam o obrigatório aviso. Todos os anos as pessoas reclamam, contudo só de goela, pois não são consequentes com o que dizem. Todos os anos fico a pensar qual o potencial nocivo dos herbicidas que aplicam nos passeios, bermas e afins. Todos os anos me rio com os termos que vão inventando para tentar aligeirar a carga negativa associada aos herbicidas...
Sou do tempo em que apanhava caracóis (belo pitéu!) nas bermas das estradas, sem receio de venenos. Já há muitos anos que não o faço e não é por acaso...
O princípio da precaução deveria nortear estas acções, contudo há quem teime em não evoluir e ver que há impactos que, mais tarde ou mais cedo, surgem..
Há alternativas aos herbicidas, contudo quem nos governa teima em não se actualizar (boa parte...). Há 1 ano, e através da Plataforma Contra os Herbicidas - Sicó, promoveu-se uma acção que além de pretender sensibilizar os nossos autarcas, pretendia apelar ao fim da utilização de herbicidas por parte das entidades públicas. Foram enviadas mensagens a praticamente todas as Juntas de Freguesia da região de Sicó e a todas as Autarquias de Sicó e nem uma resposta... A única luz ao fundo do túnel é ter sabido que há uma autarquia que está a trabalhar numa alternativa. Curiosamente, ou não, é Ansião, que dá sinais de estar a trabalhar esta questão. Curiosamente, ou não, há também uma freguesia (Pousaflores) que alegadamente não utiliza herbicidas por opção, facto a aplaudir!
Queremos mesmo continuar passivos, à espera que os problemas comecem a surgir ou queremos mitigar os actuais problemas e evitar futuros problemas? Eis a questão!
As imagens seguintes foram captadas em Pombal por um cidadão atento a esta questão.






sexta-feira, 18 de maio de 2018

Vamos Limpar Sicó?


Passados 8 anos do Limpar Portugal, eis que o desafio volta a ser feito. Há poucas semanas aproveitei para dar conta disto mesmo, mas hoje venho formalmente desafiar-vos para serem parte integrante desta acção de limpeza importantíssima. Actualmente, e dada a maior sensibilização, é mais fácil organizar esta iniciativa, portanto porque não nos reunirmos todos nesta bela iniciativa e contribuirmos para uma Sicó mais limpa? É importante sensibilizar e é importante retirar muito do lixo que tanto tuga vai despejar por aí fora. 
Tal como há algumas semanas referi, não poderei ser novamente coordenador concelhio, contudo poderei dar uma ajuda, seja com mais dois braços, seja com o conhecimento que obtive há 8 anos. Se cada um de nós der uma pequena ajuda, esta tarefa será muito mais fácil. Não custa nada investir umas horas nesta iniciativa. Ansião, Alvaiázere, Pombal, Penela, Condeixa e Soure, estão todos convocados para a mobilização regional (e nacional, claro)!
Aceitas o desafio ou achas que não vale a pena tornar Sicó uma região ainda mais bonita?!

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Explore Sicó no dia de São nunca à tarde, conheça o "TRYSICO"!

Foi no final de Janeiro que o Farpas Pombalinas promoveu um interessante debate sobre um dos temas que faz parte das lides do Azinheiragate, ou seja o antigo CIMU, "actual" Explore Sicó, supostamente a inaugurar no início de 2019. É uma novela que se desenrola há demasiados anos, com a benção dos nossos impostos. A ver vamos qual vai ser a soma final...
Mas deixemo-nos de conversa gasta e vamos ao que interessa. A temática dos centros de interpretação é-me muito querida. Sempre que viajo costumo visitar este tipo de infra-estruturas, daí ter aprendido bastante nos últimos anos. Foi também há alguns anos que um, então, estudante de arquitectura entrou em contacto comigo, através do Azinheiragate, de forma a trocarmos impressões sobre a temática que nos une, Sicó. Foi assim que conheci mais um amigo de Sicó, que fiz mais um amigo e que pude partilhar parte do meu conhecimento sobre esta região. Aprendi também com o, agora, arquitecto Pedro Mota, na medida em que fiquei a conhecer uma nova perspectiva que me enriqueceu mais um bocado. E começámos a esboçar ideias, algumas das quais pode ser que ainda este ano vejam luz...
Tudo isto porque o arquitecto em causa estava nessa altura a desenvolver um trabalho de mestrado bastante interessante, precisamente na linha dos centros de interpretação/turísticos. Foi um projecto que tive o privilégio de acompanhar e que mostra um caminho, o tal caminho que o Explore Sicó não explorou devidamente. A forma como este projecto foi idealizado é um bom exemplo do que poderia ter sido feito no caso do Explore Sicó (ou outro nome que possa vir a ter...). 
Vejo muitas falhas graves em projectos como o Explore Sicó, porquê? Falta de competência, horizontes curtos, etc, etc, etc. O debate do Farpas Pombalinas sobre o Explore Sicó foi muito bom, já que permitiu-me saber mais falhas do que aquelas que já conhecia.
Decidi abordar o projecto "TRY.SICO" porque retrata algo de importante, seja em termos conceptuais, seja em termos de mentalidade. É isto que tem faltado na região de Sicó, mentalidade e atitude q.b.
Os meus agradecimentos ao arquitecto Pedro Mota, por ter disponibilizado estes conteúdos. Aos tecnocratas e políticos de algibeira, aprendam alguma coisa com este projecto, é esta a minha sugestão.











sábado, 5 de maio de 2018

Envolvam-se no orçamento participativo de Ansião, mas sem batota!


Faltam pouco mais de duas semanas para que finde o prazo de apresentação de propostas para o orçamento participativo de Ansião, portanto nada como relembrar-vos do facto e desafiar-vos a apresentar propostas sérias, criativas e válidas. Eu ainda não apresentei, contudo estou a matutar algo.
Em 2017 o cenário não foi o melhor, já que, alegadamente, houve batota de duas das principais candidaturas, uma ao disponibilizar boletins de voto onde não era suposto, outra ao, alegadamente, monitorizar as votações através do conhecimento prévio das mesmas, facto que lhes terá permitido gerir a coisa a seu favor. Este último caso foi, para mim, uma má surpresa, ainda mais porque fui confrontado por um indivíduo dessa mesma candidatura, numa lógica de dura crítica à outra candidatura e dura crítica (e ofensa pessoal...) ao facto de eu ter abordado a questão, sem tabús. Foi realmente curioso alguém ligado a uma candidatura que fez batota armar-se em moralista, falar em ética e achar-se especialista da coisa, dizendo mal de tudo e todos e omitindo a batota da candidatura que defendeu com unhas e dentes. Numa palavra, vergonhoso...
Mas voltando ao fundamental, é muito importante apresentarmos bons projectos neste Orçamento Participativo 2018. Não precisa de ser um projecto que açambarque todo o orçamento, mas um projecto útil, válido e criativo se possível. A lógica dos orçamentos participativos não é tapar buracos do orçamento municipal, tal como se viu na edição de 2017, mas sim envolver os cidadãos numa desejável democracia participativa. É certo que estes processos não correm bem à primeira ou à segunda vez, dado o chico espertismo de alguns, mas o caminho faz-se caminhando e isso faz parte deste tipo de processos. Não tenham receio de apresentar ideias, pois de ideias aparentemente "parvas" tem surgido projectos excepcionais por este país fora, os quais mudam a vida de muitos e vivência de muitos mais.
Por isso e muito mais, fico à espera de ver as vossas ideias candidatas a este orçamento participativo! E não se iludam, pois no caso de tentarem fazer batota, há uma probabilidade muito elevada de eu descobrir. Fica o aviso...

sexta-feira, 27 de abril de 2018

Como não fazer um percurso pedestre...



Volto a um tema que já não abordava há uns tempos. Durante a feira dos pinhões, e quando estava no posto de turismo de Ansião, fiz algo que costumo fazer quando estou neste tipo de infra-estrutura, ou seja, analisei os conteúdos ali presentes de uma forma crítica. Gosto de analisar o marketing territorial que se vai fazendo por estes lados.
Houve uma brochura que me chamou à atenção, mais concretamente a brochura do percurso pedestre que dá pelo nome de Rota do Bonfim. Porquê? Simples, porque há muitas incoerências e porque é isto que não se deve fazer. Não sei há quanto tempo esta brochura foi feita, mas presumo que há largos meses ou alguns anos.
Em primeiro lugar quando se elabora um percurso pedestre, este deverá seguir uma série de regras básicas, a começar pelo facto de ser suposto corresponder ao que se está a "vender". Vejo uma Rota do Bonfim, mas não vejo um percurso que corresponda ao que se anuncia. Mais parece uma má colagem de uma Rota de Bonfim com uma Rota do Rio Nabão. Não há uma única foto do Bonfim, havendo várias que correspondem à temática do Rio Nabão.
Mas vamos a mais pormenores. O mapa de localização inicial, de Ansião, é muito fraco mesmo (típico em tantos conteúdos deste género..). Já o mapa onde consta a Rota do Bonfim podia ser melhorado, a começar pela obrigatória escala gráfica, que ajuda o visitante a ter uma noção das distâncias. A base cartográfica também deveria ter sido aproveitada de outra forma, já que a cartografia do IGEOE assim o possibilita.
Sobre os textos, podiam estar melhores, bem como as traduções, do tipo google translator... E o português tem claramente de ser melhorado, pois há frases sem sentido, facto incompreensível... (ex. "A Rota do Bonfim no parque verde do Nabão, a 500 metros da nascente do rio e no local que em tempos marcou o cruzamento do IC( para a Constantina."). E sobre a alusão à observação de plantas e aves, quais são elas?! É este tipo de erros que urge corrigir e melhorar.
Na minha opinião este percurso pedestre terá de ser redefinido e melhorado, pois em termos de marketing territorial não é uma boa publicidade. Há falhas que têm obrigatoriamente de ser corrigidas, a bem da qualidade e do marketing territorial. Ansião agradece.