domingo, 13 de agosto de 2017

Vandalismo nas Buracas do Casmilo: um apelo à mobilização!




As Buracas do Casmilo são uma referência internacional. Durante demasiado tempo foram um geossítio desconhecido, mas nos últimos anos ganharam o merecido destaque regional, nacional e internacional, graças a alguns investigadores que tiveram o mérito de reconhecer e estudar a jóia que ali encontraram.
Há pouco tempo a própria Câmara Municipal de Condeixa incluiu este geossítio no cartaz turístico da Feira de Turismo de Lisboa. Aparece também referenciado no programa escolar do Ministério da Educação. Mas não só...
Infelizmente o vandalismo que ali ocorre não tem parado e pouco ou nada tem sido feito para mitigar o grave problema que coloca em risco este património de valor inestimável. Há uns dias uma senhora natural da aldeia do Casmilo, entrou em contacto comigo, de forma a dar conhecimento desta situação, facultando-me inclusivamente as fotografias que ilustram este comentário. Como já não vou lá há uns meses, foi bom ter conhecimento de como as coisas estão por lá, já que assim consigo monitorizar de alguma forma a questão. Como eu sei que falando aqui desta situação pode ajudar a resolver este problema, faço então um apelo à Câmara Municipal de Condeixa que tome medidas concretas e objectivas para resolver de vez o problema do vandalismo no Vale das Buracas. Mas não só, locais e Universidade de Coimbra devem também mobilizar-se na defesa deste local icónico. E a imprensa regional também pode ajudar, dando destaque ao caso. Fica o desafio Jornal Terras de Sicó!
Isto pode e deve passar por várias acções. Desde a vigilância dos locais (telefonem à polícia caso vejam vandalismo) até à elaboração de um plano de gestão para este geossítio, muito se pode fazer para, na prática, salvaguardar este património que é de todos. Todos ficaremos a ganhar se o fizermos e todos ficaremos a perder se este património se perder!
E se for preciso a minha ajuda, cá estarei para, na medida das minhas disponibilidades ajudar à resolução do grave problema. A região de Sicó não se pode dar ao luxo de perder mais uma das muitas jóias da sua coroa!

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Batota no orçamento participativo?


Confesso que não esperava tal coisa, contudo parece que aconteceu. Os orçamentos participativos (OP) são recentes em Portugal e ainda mais recentes na região de Sicó, facto que leva ao inevitável chico-espertismo de alguns, aliás típico em processos deste género e durante os primeiros anos dos mesmos. Há uns dias vi uma mensagem, num grupo do facebook do Avelar, de um apoiante de um dos projectos do OP, indignado sobre algo que se passou. Supostamente a urna de votação foi violada para contabilização dos votos, algo muito de estranho num processo destes. Ao contrário do que dava a entender, esta acção alegadamente não terá ocorrido apenas no Avelar, mas sim noutros locais com urnas, já que havia duas formas de votar, online ou presencialmente.
Julgo que isto terá a ver com o facto de, alegadamente, terem sido detectados boletins de voto fora do edifício onde estava sediada a urna do Avelar. A ser verdade trata-se de batota. Por mais valor que tenha um projecto, ele de nada vale se ganha através de batota. É normal querermos ganhar, contudo não é aceitável fazer batota.
Mas o caso não fica por aqui, já que apesar dos resultados só estarem anunciados para o dia 11 de Agosto, a 5 de Agosto já eu tinha visto uma ficha com os resultados em dois grupos do facebook. Mas há mais, já que já em Julho tinha ouvido uma pessoa, apoiante de um outro projecto, a afirmar que sabia como estava a decorrer a votação online. Isto significa que, alegadamente, sabia de algo que não era suposto alguém saber. E, sabendo regularmente o número de votos dos outros projectos, que naquela altura eram alegadamente desfavoráveis ao seu, dava para fazer um jogo pouco transparente em termos éticos. Não era suposto isto acontecer num processo que se pretende tanto transparente, como digno de uma verdadeira democracia participativa.
Ou seja, esta votação está, na minha opinião, enviezada e a duas frentes e, por isso, ferida de morte. A bem da transparência e da democracia participativa urge anular os resultados e repetir a votação, de modo a legitimar todo este processo. Neste momento, e tendo por base o que alegadamente sucedeu, o processo está completamente descredibilizado.
Um orçamento participativo não é compatível com batotas nem com compadrios, já que se assim for é outra coisa que não um OP. E não, não é fechando os olhos a este tipo de situações que nos tornamos um país e uma região valorosa, muito pelo contrário... E sim, ter acontecido o que aconteceu é grave!
Polémicas à parte, parece-me que este OP seguiu um caminho que desvirtua claramente um processo destes. O projecto que ganhou não deveria sequer participar neste OP, já que a verba para a compra deste importante equipamento deveria estar naturalmente consignada no respectivo orçamento anual da protecção civil municipal. Os OP não podem servir para "tapar buracos" como poderá vir a ser este o caso...

sábado, 5 de agosto de 2017

Uma noite do outro mundo!



"A 11ª Noite dos Morcegos de Pombal (21ª Noite Internacional dos Morcegos) realiza-se no dia 26 de Agosto no Vale do Poio Novo (Poios, Redinha).
Aproveita a oportunidade para conhecer um pouco os morcegos de Sicó e um dos locais mais emblemáticos do concelho de Pombal.
Vai ser necessário percorrer um trajecto a pé (30 a 40 minutos de duração para cada lado), cujo percurso não é adequado a pessoas com dificuldades de locomoção. Os participantes devem levar calçado de campo, merenda e água.
No passeio pedestre estarão presentes especialistas na identificação acústica de morcegos, munidos de equipamentos que permitem a sua audição e identificação enquanto voam.
Informações e inscrições através do email gps.sico@gmail.com
Data:
26 de Agosto 2017
Horários:
– 18h00: concentração e palestra na Quinta de São João (Poios – Redinha)
Inscrições:
– pelo email gps.sico@gmail.com até às 18h do dia 23 de Agosto;
– seguro e logística: 5 espeleos
– só serão admitidas crianças se acompanhadas por adulto.
Será disponibilizada iluminação aos participantes.
Organização:
Grupo Protecção Sicó

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Topónimos invasores...


Penso que ainda não tinha detectado este pormenor, pois caso tivesse já teria concerteza abordado esta questão. Passando em Pousaflores, há uma rua que tem um topónimo que me parece absurdo. Trata-se da rua das mimosas.
Na primeira imagem vê-se a Serra da Portela ao fundo, e nesta rua, mais abaixo, situa-se o lugar de Pousaflores. É ali que se vê a placa com o nome/topónimo desta rua. Não compreendo minimamente o nome dado a esta rua. Passando do pressuposto que "mimosas" se refere aquela espécie invasora, é um absurdo ter-se optado por aquele nome/topónimo. Sendo Pousaflores um lugar com tanta história, torna-se realmente incompreensível a escolha deste nome para aquela rua. 
Descendo a rua, até Pousaflores, e olhando para os dois lados, o que se vê mais são carvalhos. Fica a a sugestão para a correcção do nome da rua...
A preservação da identidade também passa pelo legado de topónimos com sentido e com história, lembremo-nos desse pequeno grande pormenor.


domingo, 23 de julho de 2017

20 000 euros de multa não chegam para aprender? Então vamos a mais uma ronda...


Há coisa de 1 ano denunciei uma plantação ilegal de eucaliptos, na Ribeira de Alcalamouque, Ansião, tendo sido apenas mais uma das várias que tenho vindo a denunciar ao longo dos últimos anos. Uns meses mais tarde ouvi dizer que o prevaricador alegadamente terá tido de pagar uma coima de 20 000 euros. Fiquei satisfeito, contudo apenas parcialmente, já que a situação original não foi reposta, tal como a lei obriga.
Eis que quase 1 ano depois o prevaricador volta à carta e faz mais um acrescento à plantação ilegal de eucaliptos. Ou seja, fez nova intervenção numa área adjacente à já intervencionada. Se compararem com a foto de há 1 ano, consegue-se ver que o sector central (no pequeno vale, ao centro) foi agora intervencionado. O prevaricador não pode alegar desconhecimento, tratando-se, na minha opinião, de uma atitude que demonstra má fé e um total desprezo pela lei.
De modo a premiar esta atitude, informo o prevaricador que brevemente receberá no conforto da sua casa uma carta com um prémio especial. Estou curioso saber de quanto será o prémio, especialmente sabendo que este prevaricador é reincidente. Espero sinceramente que o prémio seja maior desta vez, já que quando não se aprende a bem, aprende-se a muito bem!
E para os poucos que vão discordar com esta minha acção de denúncia, lembram-se de Pedrógão? Ilegalidades como esta contribuem decisivamente para a catástrofe...

quarta-feira, 19 de julho de 2017

A falta de água deve-se a uma péssima gestão dos recursos aquíferos...


O que inicialmente era uma excepção, tornou-se infelizmente uma regra. Mais uma vez Ansião ficou sem água, desta vez resultado dos efeitos secundários (cinzas) do incêndio ocorrido em redor da actual captação de água para o concelho de Ansião. Outras vezes acontece porque o S. Pedro está de férias. 
Quando chega à hora de justificar a falta de água, nunca surge a questão de fundo, ou seja os porquês da falta de alternativas que ajudem a mitigar este problema. Finge-se que não há um problema de fundo e chuta-se a coisa para a frente, já que é um tema particularmente sensível.
Quando eu sou incisivo na defesa dos recursos aquíferos da região de Sicó, e à falta de argumentos para rebater os factos comprometedores, há quem fale em fundamentalismos, tal o desnorte por parte de quem além de revelar evidentes sinais de iliteracia ambiental, tenta confrontar um especialista na matéria sem , contudo, apresentar qualquer tipo de argumento. Resta-lhes apenas a demagogia e o populismo, os quais só têm sucesso em sociedades pouco informadas.
Falta a responsabilização dos autarcas que além de não estarem a contribuir para arranjar uma solução, estão, na prática, a agravar o problema.
Estas duas fotografias são da antiga captação dos Olhos de Água, em Ansião. Até há uns anos, foi daqui que saiu muita da água que se consumia em Ansião. Já tive a felicidade de andar pelas galerias da nascente dos Olhos de Água e ajudar mergulhadores que exploraram parte deste aquífero. Sim, há água por debaixo dos nossos pés, mas infelizmente não temos cuidado dela. Há pouca ou nenhuma informação e pouca sensibilização por parte das entidades públicas sobre esta temática, daí eu regularmente abordar esta questão, facultando informação a quem faz do azinheiragate uma companhia regular.
Não tem sido dada a necessária atenção aos recursos aquíferos desta região cársica. Não têm sido tomadas medidas que, na prática, salvaguardem a qualidade dos recursos aquíferos, daí que hoje em dia seja um risco beber água destes aquíferos. Caso os recursos aquíferos tivessem sido salvaguardados, facilmente se teria uma reserva estratégica de água disponível sempre que houvesse problemas na captação da Ribeira de Alge. É isto que as pessoas precisam de saber, mais ainda em ano de eleições, já que mais do que nunca é agora que podemos e devemos interpelar os actuais candidatos às câmaras e juntas de freguesia.