sábado, 6 de Fevereiro de 2010

Uma floresta (des)encantada em Pombal

Bem pertinho de uma aldeia turística (aldeia do Vale), situa-se uma floresta muito peculiar, tem "espécimes" que, de facto, não se enquadram muito bem neste carvalhal. É uma triste sina também da região de Sicó, sucatas ilegais que além de serem algo de ilegal poluem o nosso carso, contribuindo não só para a má imagem da região mas também para a imagem de quem nos (des)governa.
É certo que se este espaço natural "perturbado" se situasse nas imediações da casa de algum Lic. (e não Dr.) ou Eng. afecto aos meandros de quem nos governa a situação nunca existiria, mas afinal este mau exemplo situa-se longe da vista de "todos" e nas imediações de casas de pessoas modestas que muitas vezes se resignam a este género de situações. Tenho pena, sinceramente, que muitas pessoas não saibam dos seus direitos nem saibam sequer como os podem fazer valer, pois basta saber denunciar para acabar com muitos dos maus exemplos que por esta região vemos em locais muitas vezes inesperados.
As imagens falam por si, que mais dizer?!



Daqui a poucos dias irei mostrar outro mau exemplo, mas noutro concelho, o qual tem a agravante de ser reincidente e agora estar a colocar em risco uma reserva de água estratégica, reserva esta que é preciosa não só para pessoas modestas mas também para alguns Lic. e Eng.. Estou curioso para ver as reacções das pessoas e, em especial, da empresa de obras públicas que está a causar esta grave ameaça....

quarta-feira, 3 de Fevereiro de 2010

Quintas com História: o "fechar" de um ciclo notável

Com tanto trabalho confesso que me esqueci de colocar aqui atempadamente esta nota sobre uma actividade que já aqui falei, as Quintas com História, realizadas pela Albaiaz - Associação de Defesa do Património.
No final do ano passado publicitei a visita a uma Quinta de Ansião, e agora publicito a visita à Quinta da Cortiça, em Alvaiázere, uma visita que fecha o excelente ciclo de visitas a Quintas com História, algumas da região de Sicó. É mais uma actividade que pretende mostrar o notável património construído que muitas vezes desconhecemos na nossa própria região, presenteado por uma Associação que dá cartas na divulgação do património.
Esta visita irá realizar-se no próximo dia 6 de Fevereiro:
«No próximo dia 06 de Fevereiro de 2010, a Al-Baiäz - Associação de Defesa do Património vai concluir o seu programa "Quintas com História" visitando a Quinta da Cortiça, concelho de Alvaiázere, uma quinta com séculos de história.Para nos falar sobre a história e a memória desta Quinta temos como guias, o proprietário, Eng. José Lebre e a Dr.ª Catarina Mendes.Em face do grande número de pessoas interessadas nesta visita e tendo em conta o limite máximo de participações (20), não guardem para o último dia a vossa inscrição


Desculpem a má definição da imagem, mas foi o melhor que consegui fazer para colocar aqui. Mesmo assim penso que dá para ler minimamente e retirar alguma informação pertinente. Caso façam questão, posso enviar-vos o ficheiro word ou posso converter para pdf, basta pedirem-me que eu trato disso.

domingo, 31 de Janeiro de 2010

Proibir a caça!

Ao verem o título desta nova mensagem concerteza vão dizer:
- Mas afinal o que é que a caça tem a ver com duas latas de óleo usado?
Numa sociedade de pessoas conscientes não teria nada a ver, mas afinal nesta mesma sociedade há pessoas que de pessoas nada têm. É conhecido o meu "ódio de estimação" por esta classe, os caçadores, mas esta relação conflituosa deve-se a comportamentos inaceitáveis deste tipo de pessoas, comportamentos que eu não aceito de forma alguma e que faça questão em repudiar.
O caso que agora vos quero falar, não sei ao certo quando se terá passado, mas deparei-me com este cenário na última sexta-feira perto da zona indústrial do camporez, em Ansião.
Basicamente, a certa altura houve algum esperto que em vez de encaminhar estas duas latas de óleo para a reciclagem, como aliás seria sua obrigação, deixou-as na berma de uma estrada florestal. Já por si isto é mau, mas o que se passou posteriormente é ainda pior.
Certo dia, um qualquer caçador, talvez na ânsia de combater alguma frustração, ou mesmo para mostrar a sua falta de masculinidade, decidiu que mandar um tiro numa destas latas (lata da esquerda) seria algo de "macho", o que resultou no que parcialmente todos vemos agora na foto. Mais de metade do óleo que estava na lata foi derramado, basicamente um grave atentado ambiental (mais um..) perpretado pelos caçadores.
Penso que é mais do que altura em se pensar em proibir a caça, algo que será difícil no espaço de 10 a 20 anos. Enquanto isso não acontece há que propor medidas que visem acabar com estas piadas de mau gosto de gente sem escrúpulos, que muitas vezes dizem que são os melhores amigos do ambiente.
Seria interessante, por exemplo, responsabilizar as associações de caçadores por casos como este ocorridos nas suas áreas de caça, seja municipal ou associativa. Qualquer caso como este teria consequências para esta classe de pessoas, algumas delas muito pouco dignas.
Há também outras ideias, por exemplo pedir às pessoas que proibam os caçadores de entrar nos seus terrenos, algo que é um direito que lhes assiste.
Já para não falar nos milhares de cartuchos que esta gente deixa no chão, pessoalmente considero que estes deveriam ser obrigados a apanhar cada cartucho que deixam no chão, quando fossem comprar novos teriam de entregar os antigos.
Enfim, é apenas maus um caso triste que tenho para vos contar, espero que o caçador que fez esta triste figura aprecie o óleo que derramou para um aquífero, nas próximas vezes que beber água. Dificilmente isto irá acontecer, pois o mais provável é algum inocente beber esta poluição aos poucos...

segunda-feira, 25 de Janeiro de 2010

Pensar a paisagem da região de Sicó: lançamento de petição

A paisagem é um termo ambíguo, a nossa opinião sobre ela depende daquilo que nela vemos e/ou do modo como a vemos (Salgueiro, 2001). A experiência pessoal de cada um de nós vai condicionar a forma como vemos e sentimos a paisagem da nossa região.
Por isso mesmo é que «...não devemos confundir paisagem com um pedaço da superfície terrestre , mas restringir o uso do termo às representações que as pessoas têm desse espaço, o que corresponde a valorizar um dos sentidos da palavra alemã, o da aparência da terra tal como é percebida pelos observadores...» (Salgueiro, 2001).
Depois desta introdução mais técnica, mas muito útil para muitos de vós começarem a compreender a complexa temática associada à paisagem, queria que todos nós começássemos a discutir esta questão importantíssima, pois a paisagem da região de Sicó é algo de estruturante para o seu futuro. Isto porque nos últimos anos a paisagem desta região tem sofrido vários atentados, os quais têm vindo a crescer de uma forma exponencial.
A responsabilidade é de todos nós, cidadãos que nada fazem para combater este drama regional, mas acima de tudo dos lobbys económicos, alguns deles apoiados de forma mascarada (por vezes muito mal mascarada..) por gente que entrou na política pelo benefício pessoal e não pelo benefício da comunidade. Posso dizer que actualmente a paisagem da região, a sua franca descaracterização, é o resultado de anos de incompetência e de corrupção massiva, tendo alguns ganho muito com isso e muitos perdido com isso.
Um dos debates que quero aqui lançar, depois de algumas pessoas da região de Sicó me terem pedido ajuda, é o brutal impacto paisagístico dos parques eólicos (brevemente falarei também da questão das pedreiras...) têm tido nesta região. Parques eólicos sim, mas de forma ordenada, é esse o mote do debate que quero lançar aqui.
A partir do momento que os lobbys económicos começaram a aproveitar criminosamente o termo eco e e a questão das energias renováveis (que lhes dão muitos milhões), muito se tem desvirtuado, empresas que querem a todo o custo construir parques eólicos, presidentes de junta e de câmara que esquecem tudo o que seria normal ponderar nestas questões.... Depradar o território das suas mais valias tornou-se um estilo de vida baseado não nas questões ambientais, mas sim nas questões económicas meramente convenientes, com benefício para os lobbys mas não para as populações. Fala-se o politicamente correcto para os meios de comunicação social mas afinal são palavras vãs, pois o que eles querem é dinheiro a qualquer custo, mesmo que um futuro mais risonho se esteja a hipotecar. O turismo é um dos sectores com mais potencial na região de Sicó, mas que está a perder a um ritmo muito acentuado as suas mais valias, nomeadamente a sua bela paisagem. Muitos de vós não ligam, para já, a esta questão, apenas daqui a 10 ou 15 anos se vão lembrar da importância desta questão, mas aí muito mais já se terá perdido.
Sem mais rodeios, lanço, a pedido de habitantes da região de Sicó, uma petição que visa lançar a discussão dos parques eólicos. É uma petição que apoio fortemente e que se torna necessária:
Podem fazer o download e começar a recolher assinaturas. Logo que tenham conseguido um número razoável de assinaturas podem enviar-me por correio as mesmas, bastanto entrar em contacto comigo via azinheiragate, que depois eu trato de encaminhar as assinaturas para o local indicado. Pretende-se reunir cerca de 4000 assinaturas para que seja possível lançar o debate tão necessário sobre os parques eólicos.
Lembro que o que se pretende com isto é apenas criar condições para que se proceda de uma forma ordenada à implantação de parques eólicos, os quais na maior parte das vezes podem ser construídos sem problemas. No entanto há alguns locais em que não devem ser construídos parques eólicos, é esse o cerne do problema, pois os lobbys costumam fazer muita contra informação para que as populações estejam sempre e a qualquer custo a favor dos parques eólicos (outras vezes andam escondidos e cheios de medo, já que há corrupção gravíssima em alguns destes casos, exemplo do caso ocorrido na Serra de Alvaiázere).
Queria, publicamente, agradecer às populações residentes no sector Norte da região de Sicó (mais tarde irei, numa outra ocasião, mostrar quem são) pela sua postura na defesa intransigente na defesa dos valores regionais, fiquei muito safisfeito que numa região onde muitos falam e poucos fazem, ver que há quem se importe com a gravosa perca da identidade regional, querendo ao mesmo tempo trazer riqueza à sua terra através do desenvolvimento sustentável (que para os que não sabem engloba economia, ambiente, cultura etc...). Irei tentar ajudar estas populações na defesa e promoção das suas riquezas naturais, algo que trará desenvolvimento a esta área sem que para isso se traga destruição desnecessária.
Juntos iremos mostrar que os meros tostões que querem oferecer aos privados, donos dos terrenos, não são nada comparado com o que este privados podem ganhar com turismo rural, geoturismo e muito mais, essa é uma promessa de todos nós que estamos a começar a trabalhar nesta questão.
Fiquei muito feliz por saber que muitos habitantes de Condeixa e de Penela estão atentos ao azinheiragate, um blog que pretende apenas e só mostrar outros caminhos para o desenvolvimento da região de Sicó, caminhos que passam pelo aproveitamento das suas potencialidades sem que para isso se destrua parte substancial das mesmas....

Bibliografia:
Salgueiro, T. (2001) – Paisagem e Geografia. Finisterra, XXXVI, 72, 2001, pp. 37-53

quinta-feira, 21 de Janeiro de 2010

A definição da imagem não será a melhor, mas foi o que consegui arranjar. Penso que será sem dúvida alguma uma exposição a visitar nas próximas semanas.
Muito brevemente irei suscitar o debate sobre uma (mais uma...) questão fundamental para a região de Sicó, a sua bela paisagem que a um ritmo cada vez maior começa a desaparecer. Com isto perde-se um valor que nunca mais volta, ameaçando a integridade da paisagem desta região, tornando-se esta mesma paisagem.... vulgar. Será que é isto que queremos para a nossa região?

segunda-feira, 18 de Janeiro de 2010

As más estratégias de divulgação do património...

Confesso que fiquei perplexo há poucos dias quando entrei mais uma vez no google earth para mostrar um local em especial a um colega, mais ainda, fiquei muito preocupado com o que vi...
Foi já há quase 4 anos que eu coloquei algumas imagens de interesse de alguns locais particulares, no google earth, este local de divulgação do património bem interessante.
Na altura, mais especificamente num colóquio em Alvaiázere, referi a importância desta ferramenta na divulgação de Alvaiázere, bem como da própria região. Disse-o mas com algumas reservas, já que há património que não se deve divulgar sem medidas de protecção.
Na altura não me levaram a sério em Alvaiázere, mas agora surgiu curiosamente uma "avalanche" de imagens, é precisamente sobre algumas delas que quero falar de uma forma concreta e sucinta.
Escolhi alguns dos exemplos que mostram como não se deve fazer esta divulgação no google earth, em primeiro lugar deve-se divulgar os factos com conhecimento de causa, depois deve-se fazer a divulgação, mas de forma responsável...
O primeiro exemplo, é de um local onde coloquei uma foto de um megalapiás agora muito conhecido, é um local de interesse geomorfológico que eu em 2006 destaquei no google earth. Eis que agora surge uma outra imagem, do mesmo local, que não é específica nem científicamente precisa, pois se a ter sido o Município de Alvaiázere a colocar esta informação, este errou. Isto pode parecer um mero erro básico, mas se imaginarem que eu tenho um trabalho de investigação onde retrato este local em particular e que ofereci um exemplar em papel do mesmo ao Município de Alvaiázere, o erro toma proporções de algum alcance, porque é que esta informação científica foi pura e simplesmente ignorada?

Depois passamos para um lapiás que é, segundo o Município de Alvaiázere, de interesse arqueológico, mas será que o lapiás é um elemento arqueológico? Não será antes um elemento geomorfológico?

Megalaiás dos Penedos Altos? Não será antes Megalapiás dos Penedos Altos? E não não é outro mero erro ortográfico, pois ainda há outra foto onde consta megalapiáz, quando é sim megalapiás. Nesta questão da terminologia é pena errar-se de forma tão gravosa, especialmente tendo em conta que eu ofereci em 2007 o glossário ilustrado de termos cársicos ao... Município de Alvaiázere.
Temos de ser exigentes com as entidades públicas, pois estas são bem pagas para fazer este género de trabalhos, portanto não podemos permitir que errem como o faz um aluno de 1º ano de licenciatura.

Sem dúvida um local bonito, mas como pode ser um local desta dimensão de interesse paisagístico? Parece-se que há aqui uma confusão de termos bem como de escala de análise.

Aqui é mais um exemplo, onde se ignorou trabalhos já existentes sobre este tipo de património, já com artigos publicados (Guanilho Duarte) e com conhecimento por parte do Município de Alvaiázere. Este poço de cobertura cónica é afinal um poço de carapuça com púcaro, é assim a denominação correcta.

Já na esfera do "património biológico" temos o que é referido como uma árvore notável ?! Penso que aqui há um notável equívoco, já que esta "árvore" é sim uma bela Opuntia sp. (muito provavelmente...) ou seja um arbusto suculento e espinhoso!
São erros crassos como este que não são de forma alguma compreensíveis por parte de uma instituição pública, exige-se melhor e aconselho muito trabalho de casa para corrigir erros graves como estes que agora enunciei.
Antes de terminar queria salientar algo de importantíssimo e que interessa discutir o seu sentido ético. Será que é prudente divulgar desta forma algum património sem a devida autorização dos donos? Será que agora algum deste espólio agora divulgado abertamente no google earth estará a salvo de salteadores de património, caso por exemplo de noras (ou outro espólio notável móvel)?
Divulgação sim, mas de forma responsável e éticamente correcta, ao proceder-se de forma pouco responsável podemos estar todos nós a colocar algum do espólio da região de Sicó em risco, pois agora ele está visível e é conhecido aos olhos de pessoas que fazem da sua vida o saque do património (móvel, obviamente, pois um dos meus amigos megalapiás ninguém os leva...).

terça-feira, 12 de Janeiro de 2010

Maravilhas Naturais da Região de Sicó

Este é um tema que já tinha pensado abordar no azinheiragate, no entanto ainda não tinha ponderado a altura ideal para tratar este assunto tão interessante e de forma pertinente.
Eis que o momento chega e nada melhor do que a votação das Maravilhas Naturais de Portugal para começar.
É sem dúvida alguma um dos expoentes máximos do património, o Património Natural, algo pelo qual luto, pela positiva, com bastante vigor, tentando não só divulgar o mesmo bem como fazendo frente a lobbys corruptos que o tentam denegrir, afectar ou destruir em benefício próprio.
Esta é a altura ideal para vermos afinal qual é o conhecimento real, bem como a motivação das autarquias e demais entidades regionais na divulgação do Património Natural da Região de Sicó.
Câmaras Municipais, Institutos Públicos, Organismos Não Governamentais, Associações, entre outros, foram responsáveis pelas propostas que levaram à eleição dos candidatos nas várias categorias (Zonas Marinhas; Grutas; Praias e arribas; Florestas e Matas; Grandes relevos; Zonas Protegidas e Zonas Não Marinhas). Por este motivo seria lógico que pelo menos as principais referências da região de Sicó estivessem na lista.
Por isso mesmo analisei com alguma atenção quais foram afinal as Maravilhas Naturais da Região de Sicó presentes na lista de 323 candidatos.
Confesso que após analisar o site referente ao concurso das Maravilhas Naturais de Portugal fiquei bastante desiludido com o que lá vi, no que concerne às propostas para a Região de Sicó, as quais mostram um profundo e lamentável desconhecimento da região de Sicó. Há municípios que tinham bons candidatos que nem sequer propostas fizeram, como é isto possível?
Outros há que surgem, felizmente. Vamos aos destaques positivos e negativos:
Antes de começar esta análise queria referir que já tinha observado este site há algumas semanas atrás e havia locais que surgiam e que agora não aparecem referidos, mesmo assim faço a análise de acordo com o que hoje consta (na primeira vez observei que Pombal e Soure referiam a Serra de Sicó e que Ansião referia o Rio Nabão e outro local - neste momento não surgem).
Em Penela surge o Sistema Espeleológico do Dueça (muito positivo e merecedor). Enquanto geógrafo físico e espeleólogo sei do notável valor destas grutas.
Pela negativa, noto a falta da maior mancha de carvalho cerquinho da Península Ibérica, algo de inaceitável dado o seu valor natural. A nível intermunicipal é incrível como é que ninguém se lembrou de candidatar o Maciço de Sicó e a sua Rede Natura 2000. Não compreendo também como é que não surge o Vale dos Poios e o Vale das Buracas. Já no que se refere à Serra de Sicó é triste que uma Serra tão valiosa esteja na situação actual, esburacada...
Em Alvaiázere o cenário é mesmo deprimente, nada surge, mesmo tendo em conta valores tão importantes como a Serra de Alvaiázere (onde a corrupção está a destruir muito...) e a Depressão Fluviocársica de Alvaiázere (a escalas menores existem ainda mais pontos com potencial...).
O Juromelo e toda a sua envolvência também não surgem como candidatos., pena que assim seja.
Estes são apenas alguns dos exemplos que poderiam constar na lista de candidatos da região de Sicó para o concurso Maravilhas Naturais de Portugal. Não pretendo com isto especificar demasiado todos os locais com potencial, quero sim lançar a discussão sobre tema, espero ter conseguido dar um pequeno contributo para que todos possam pensar um bocado sobre o assunto, sobre os locais de valor regional ou nacional que existem na vossa terra, mesmo que não saibam todos os que existem, algo de normal. Têm agora uma boa oportunidade para investigar e investir algum tempo nesta temática.
É inconcebível que sejam algumas associações locais e algumas Universidades, bem como algumas pessoas a nível pessoal, que dêm mais valor e promovam esta região e os seus valores, em vez das entidades públicas que têm responsabilidades na matéria, as quais pouco ou nada fazem em termos práticos, por mais que digam ou prometam mundos e fundos. A explicação é simples, falta de preparação, incompetência e um jogo de interesses obscuros em que quem muitas vezes manda faz as coisas ao jeito de si e dos seus amigos, verdade seja dita!
Este foi mais um exemplo daquilo que corre mal na região de Sicó, se as nossas entidades não conhecem o seu território e não o sabem gerir como podem elas saber promover esta mesma região?