domingo, 22 de abril de 2018

Chamada à recepção!

O bom de se ser alguém conhecido e de se ter alguma influência é apenas e só o facto de ter o poder de influenciar as pessoas no bom sentido, em prol do património, da cultura e das causas nobres. Contribuam sff e sejam generosos com quem cuida de vós dia após dia, ano após ano, dia ou noite, faça chuva ou faça sol! 



quarta-feira, 18 de abril de 2018

Adivinhem onde é...


Não, não é onde alguns pensarão à primeira vista, daí um dos interesses em destacar a questão dos topónimos, concretamente nomes de ruas e afins.
Há umas semanas, num dos meus mergulhos no território Sicó, descobri algo que desconhecia. Porquê?  Talvez porque ir sem rumo definido é uma das melhores formas de descobrir Sicó. Gosto de ir sem rumo e ir devagar, parando e observando os pormenores que passam despercebidos numa altura em que andamos demasiado depressa do ponto A para o ponto B.
Fiquei surpreendido quando me deparei com este topónimo, especialmente num local onde não o esperava. Sei que há uma história por detrás e estórias por contar, daí daqui a mais uns tempos ter um motivo específico para visitar este lugar e falar com os populares...

terça-feira, 10 de abril de 2018

Se destruírem vão ter problemas, fica o aviso...


A definição não é a melhor, mas julgo que cumpre o objectivo, o de mostrar ninhos de andorinha. Todos os anos elas presenteiam-nos com um dos mais belos espectáculos nos céus de Sicó e não só. Chegam para procriar e, muitas vezes, voltam aos ninhos que se mantêm, fazendo melhorias nos mesmos.  Por vezes, e quando chegam, já não têm ninhos à sua espera e fazem novos. Há quem destrua os ninhos...
Fora da época de nidificação é legal, mas dentro da época de nidificação é ilegal! Nos últimos anos tenho visto algumas pessoas a destruir ninhos, umas vezes sem saberem que é ilegal (na época de nidificação), outras sabendo que é ilegal. E mesmo fora da época de nidificação não se pode colocar redes, espigões ou arames, que impeçam a nidificação das andorinhas.
Por uma ou duas vezes tive de alertar as pessoas, tal como é de esperar da minha parte. Uma das vezes tive de ser mais incisivo, algo que foi desagradável tendo em conta que conhecia as pessoas e que já depois de avisadas voltaram a fazer o mesmo. As heróicas andorinhas insistiram e deram uma lição de sobrevivência.
Compreendo que em certos casos é uma situação problemática, já que em alguns locais a sujidade é imensa, mas como podemos nós pensar que as outras espécies não podem sujar quando o que elas fazem é natural? Como é que nós nos podemos armar em moralistas quando sujamos bem mais e nem sequer por razões de sobrevivência? É uma perspectiva que importa reter...
Por isto e muito mais, fica a informação que é ilegal destruir ninhos de andorinha (e não só..) em época de nidificação. Quem o fizer terá de prestar contas às autoridades. Se virem alguém a destruir ninhos de andorinha denunciem sff. Se tiverem receio digam-me que eu trato das coisas. Tirem fotos, caso se deparem com um caso destes.


quinta-feira, 5 de abril de 2018

Como vai a calçada portuguesa na região de Sicó?


Há uns dias andava pelas ruas de Pombal, a desfrutar daquelas ruelas mais esquecidas, mas com pormenores que valem a pena ver com olhos de ver. Foquei a minha atenção na calçada, a qual ainda se vai vendo pela região de Sicó. Não sei se há algum estudo ou análise que permita perceber como tem sido tratada a questão da calçada portuguesa nesta região, mas se alguém souber por favor avise!
A ideia que eu tenho é que é uma arte que tem cada vez menor expressão, o que é uma pena. E muitos dos passeios onde ela ainda não foi substituída por pavimentos sem personalidade, a regra parece que é deixa andar até que abra buracos, facto que tem trazido críticas à calçada portuguesa quando não faz qualquer sentido. Tem de haver manutenção! Havendo, deixa de haver a esmagadora maioria dos problemas que se costuma falar.
A calçada portuguesa é uma arte que tem de ser mais valorizada e tem de voltar a ser assumida pelas câmaras e juntas de freguesia como uma mais valia e como um traço identitário, já que a pedra calcária faz parte da nossa identidade. Hoje cai-se muito em modas fáceis, relegando-se para segundo plano coisas tão simples como a... calçada portuguesa. Onde pára a criatividade das entidades públicas e privadas da região de Sicó no que concerne à dinamização desta arte um pouco por toda a região? E se não tiverem ideias, já sabem onde me encontrar... 
A cidade de Pombal, as vilas e as aldeias da região de Sicó são autênticos "habitats naturais" para revalorizar a calçada portuguesa! 

terça-feira, 27 de março de 2018

Carvalhos nos mosaicos romanos: histórias que valem a pena ser conhecidas!


Há uns tempos, e quando, visitei mais uma vez o Complexo Monumental de Santiago da Guarda, a minha atenção fixou-se num elemento que constava num belo mosaico romano. Era uma folha de carvalho que me prendeu a atenção. Falei então com quem sabe sobre o mosaico, a professora Cláudia Santos, que é quem sabe e com quem vale a pena falar especialmente sobre esta questão.
Lembrei-me que poderia ser muito interessante convidá-la para escrever umas linhas sobre esta questão, de forma a que conheçam apenas a ponta do iceberg e se sintam "obrigados" a visitar aquele belo espaço monumental e conhecer a sua história. Assim, abro mais uma excepção e deixo-vos com um pequeno comentário que não da minha autoria. Sempre que se justifique farei isto mesmo.
Deixo-vos então com um texto de leitura obrigatória: 

"O carvalho, Guardião da Floresta


Guardiões do  tempo, os carvalhos  centenários  que nos rodeiam  encerram, em cada um dos seus veios, segredos da História.
Gerações de todas as Eras plantaram esta árvore imponente, reconhecendo a sua importância, não só como fonte de alimento e de calor, mas como presença inegável da Mãe Natureza.
Facilmente imaginamos druidas celtas a partilharem conhecimentos debaixo dos seus frondosos braços, soldados lusitanos e romanos a descansarem à sua sombra, muçulmanos e cristãos a calcorrearem as serras em combate ou em lazer e a cultivarem as várzeas sempre com estes gigantes da floresta por perto, como que a protegê-los e à sua descendência.
AH, se eles pudessem falar, contariam melhor a nossa História do que as folhas de papel dos livros que lemos e relemos à procura de uma identidade ou de viagens imaginárias; falariam de todos aqueles que povoaram a Península Ibérica e que a transformaram numa aldeia global; dos reis de que reza a História e que desta árvore precisaram, fosse para alimento dos animais através desse fruto precioso que é a bolota, fosse para construção de caravelas e naus; dos nossos antepassados directos, uns agricultores e pastores, outros serradores, que sempre respeitaram este gigante das florestas.
Apreciar a Natureza em todas os seus aspectos é reconhecer a nossa origem e    deveremos redobrar o nosso esforço para a ver em todos os lugares e sob todas as formas. Desde lendas e mitos a contos infantis, de forais manuelinos  a histórias de família, a referência ao carvalho (num sentido lato, que inclui também o sobreiro e a azinheira) comprova o seu papel inegável na vida de todas as espécies.
E é por Terras de Santiago da Guarda que temos o privilégio de viajar na história e ao focar o nosso olhar em mosaico romano "ver" a mudança das estações do ano na panóplia de cores presente nas tesselas que formam folhas de carvalho.
É no maior painel de mosaico romano exposto desta forma, em Portugal, sito na loja do Complexo Monumental de Santiago da Guarda,  que a par de outros motivos, nomeadamente motivos geométricos e de labirintos de cruzes suásticas, nos aparece este motivo vegetalista - a folha do Quercus, que marca um território.
Olhamos para o exterior e vemos que estamos rodeados de um imenso carvalhal - estes romanos  não deixavam nada ao acaso!
E quando o nosso gigante das florestas cai antes do seu tempo, quão elefante, a cair devido à ganância do homem, o nosso coração sangra..."

Cláudia Santos