quarta-feira, 20 de agosto de 2008

O Castelo do Germanelo

Já era para ter voltado ao Germanelo à mais tempo, mas tanta coisa para fazer e uma vida só para viver... Voltei então de novo a um local que já conhecia mas que ainda não tinha visitado após as obras de requalificação do castelo do Germanelo, foi então com grande interesse que esperava o dia do regresso.
Chegando ao ao Rabaçal a sinalização é bem explícita, portanto não há que enganar. Mais à frente encontra-se a placa em madeira que indica o estradão que nos leva até ao castelo do Germanelo, surgindo logo à frente um pequeno troço em calçada até à primeira placa informativa, a qual tem genéricamente as informações necessárias. Algumas centenas de metros à frente, num caminho em terra batida, encontra-se outra placa informativa, a qual informa acerca da fauna e flora mas nada diz sobre a geologia e geomorfologia (tem apenas meia dúzia de palavras muito mal enquadradas em termos da geomorfologia e geologia), um erro que eu considero grave dadas as carecterísticas da colina encimada pelo castelo. A estrada em terra batida merecia que fosse calcetada, já que caso não seja os invernos vão tratar de abrir uns belos sulcos e depois lá tem de ir um camião levar uma carrada de pó-de-pedra. Felizmente que não foi alcatroada!
Deixando o carro lá perto da placa indicadora da reabilitação, entramos num caminho que já existia, apesar de em alguns sectores ser diferente. Interessa referir que aquele pó-de-pedra vai embora quando vierem as primeiras chuvas, aqui a intervenção não foi totalmente bem pensada em termos de dinâmica natural.




Apesar deste último facto é positivo ver que algumas coisas foram tomada em conta, alguns cotovelos foram cortados, "impedindo" as pessoas de fazer corta mato e desta forma erosionar certos troços de antigos caminhos abertos colina acima, bem como foram colocados alguns "bancos" pelo caminho.

Chegado ao topo da colina surge-nos a bela muralha, mesmo apesar de parcial, com uma vista fabulosa. Aqui vê-se a infraestrutura (passadiço) que leva as pessoas até a um extenso painel, o qual fiquei contente em ver, mas triste por não ser nada de especial, já que não é um bom painel descritor. Pena é que se tenha feito tanto e nestes "pequenos" pormenores falha-se redondamente, pois os conteúdos poderiam ter sido muito melhor trabalhados, está muito pobre em termos de conteúdos. Daqui observa-se um pequeno parque de merendas instalado lá em baixo.


Finalizado este breve comentário, tenho a referir que apesar de tudo fiquei contente, pois é um local com uma vista que vale a pena observar durante largos minutos. É um local que aconselho a que vão sozinhos ou com a família.

Fiquei preocupado com um facto, o de dali se visionarem muitas pedreiras de génese ilegal.....

domingo, 17 de agosto de 2008

Curso de Verão no CISED

Se calhar por esta altura já alguns questionaram algo que fiz propositado, outros talvez não. Para os que não deram pelo "pequeno pormenor" ficam os factos, este cartaz é relativo II curso de Verão do CISED, organizado em 2007. Perguntam-me então, porque é que eu coloquei algo desactualizado? Simples, este ano dificilmente se realizará o III curso de Verão do CISED, por isso esta minha acção, a de colocar o cartaz do ano passado a ver se a Câmara Municipal de Penela não se esquece de continuar a organizar estes eventos que apesar de parecerem insignificantes, mexem com algumas das pessoas chave do carso, pessoas estas que são as que realmente sabem sobre matérias estruturantes para o desenvolvimento da região!

Praia fluvial? Só se for a brincar....

In: Diário de Leiria, 31 de Agosto de 2008
Confesso que era para adiar para a próxima semana este post, mas como me aconteceu um percalço hoje (fui até um local em Penela para tirar fotos para um post e não tinha nenhum dos 4 pares de pilhas recarregáveis ok....) troquei a ordem das coisas.


Começando então, estava eu a ver um suplemento do Diário de Leiria datado de 31 de Julho de 2008, quando vejo algo que não fosse conhecer profundamente, teria passado como notícia verdadeira. Refiro-me então à dita praia fluvial de Maçãs de D. Maria (Alvaiázere), a qual é retratada neste artigo, no qual são retratas outras praias fluviais da região (estas sim de uma forma que corresponde à verdade). Não sei quem forneceu as informações ao Diário de Leiria, mas estas informações carecem de imprecisão grave, a qual desprestigia as gentes de Maçãs de D. Maria, já que a nota que este jornal faz sobre a praia fluvial de Maçãs de D. Maria é enganadora para o leitor (a incorrecção da notícia deve-se não ao jornal, mas sim a quem forneceu os dados de forma irresponsável...) , o qual pode sentir-se tentado a lá ir e ver e ficar desiludido por não haver praia fluvial...


Esta notícia diz que um dos cartões de Alvaiázere é esta praia fluvial, criada há mais de uma década, diz também que prima pela qualidade da água e pelas infraestruturas que atraem visitantes. Isto não corresponde inteiramente à verdade, já que o que lá existe é bem diferente:


Em primeiro lugar a única informação verdadeira é que este espaço foi criado há dez anos, tudo o resto não corresponde às informações que de forma irresponsável foram fornecidas ao Diário de Leiria, jornal que leio felizmente muitas vezes. A dita qualidade da água não existe, já que a mesma esteve inquinada por uma pocilga durante vários anos, apenas à poucos meses foi remendado este problema com a construção de uma etar a montante deste local. Mesmo neste momento a água não terá a dita qualidade, já que o leito de estiagem (quantidade) é diminuto para garantir uma boa qualidade.
As ditas infraestruturas tiveram um investimento aproximado de oito mil contos e as mesmas não foram terminadas, são há anos apenas ruínas que se apresentam como um sério perigo à integridade física de quem lá vai, servindo apenas como local de bebedeira e outras coisas menos indicadas...
Os visitantes são raros, pois apenas se pode andar no sector a montante da ponte das Cabeças, as margens para montante e para jusante são muitas vezes inacessíveis....



É pena que um local idílico como este esteja ao abandono, representando em pleno o bluf político (muito rastilho e pouca pólvora) a que temos assistido em Alvaiázere nos últimos anos, é uma riqueza que poderia bem ser um motor de desenvolvimento para a freguesia de Maçãs de D. Maria, bem como para Alvaiázere. Especialmente os Maçanenses mereciam melhor e não a situação actual!
Pessoalmente acho esta situação o modelo do que se tem assistido em Alvaiázere, especialmente nos últimos 3 anos, onde a estratégia passa por dizer que há valores A, B, C, D etc e depois os mesmos estão na situação da dita praia fluvial de Maçãs de D. Maria, ou seja ao abandono e desprezo, é lamentável que assim seja. Ou seja diz-se que há muito património e depois ou não se faz nada em prol do mesmo ou apoia-se projectos que ajudam à depredação dos mesmos... É a dita política!!
Enquanto técnico ao serviço da Câmara Municipal de Alvaiázere (1 de Dezembro de 2004 a 7 de Março de 2008) tive a oportunidade promover de alguma forma esta área ribeirinha, o último radical de Alvaiázere foi lá e as pessoas adoraram, vos garanto! Na altura propûs um estudo para uma praia fluvial no Conhal, a montante da ponte de Cabeças, já que na dita praia fluvial de Maças de D. Maria não há as condições ideais para uma boa praia fluvial, apenas um local de descanso e actividades várias, já que não tem sol, espaço, estacionamento etc. No Conhal há essas condições, além de haver uma série de casas para recuperar que dariam para criar algo de muito bonito, vos garanto! Para toda esta área estava (até ser dispensado...) a estudar a implantação de um percurso pedestre, o qual tem de ser muito bem pensado devido à capacidade de carga do local (nº de visitantes que poderia receber sem que o habitat entrasse em "colapso").
Pena é também que a cimenteira projectada para esta área vá afectar de forma grave esta área ribeirinha, já para não falar da futura barragem para ali pensada, ainda dentro dos limites de Figueiró dos Vinhos....
Há por aí uns profetas da léria dos dr´s, que apoiam e/ou criam projectos para criação de empregos de forma irresponsável, pena é que em vez de apoiarem e/ou criarem projectos para a criação de empregos que potenciam o vasto património existente na região das Terras de Sicó, apoiem e/ou criem projectos de criação de emprego que apenas destrói e património existente na região, onde além disso a maioria dos postos de trabalho não são para os residentes (é bom que isto seja dito). Já para não falar em projectos onde estes autointitulados profetas têm interesses e com isso rendimentos fabulosos....
A região Terras de Sicó tem possibilidade de criar muitos empregos, mas para isso não é necessário destruir os valores que dão valor à região!
Como nota final, apesar de afinal não ser praia fluvial, aconselho vivamente a todo/as uma visita a Maçãs de D. Maria, lá podem perguntar a melhor forma de irem visitar a área ribeirinha da Ribeira de Alge. Pessoalmente e como profissional na área ambiental, considero aquela área um tesouro natural!
Deixo-vos o link de um blog que fala (num post) sobre esta área, é de um especialista em vegetação que actualmente está a fazer um doutoramento:
Próximo tema (muito provável): o Castelo do Germanelo

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Reciclagem de óleo alimentar



Como já referi algumas vezes, este blog tem vários objectivos, um deles é fazer passar uma mensagem pedagógica. Já referi que um dos problemas a que assistimos na Terras de Sicó, região cársica, é a poluição causada por vários tipos de poluentes, os óleos alimentares são apenas um deles. Conjugar o ambiente com a componente humana é e sempre foi uma das minhas prioridades, por isso aqui vai:

«Talvez não saiba, mas o óleo alimentar que já não serve para si pode ainda ajudar muita gente. Em vez de o deitar fora, entregue-o nos restaurantes aderentes para que este seja recolhido. Além de diminuir a poluição do planeta, cada litro de óleo será transformado num donativo para ajudar a AMI na luta contra a exclusão social. Dê, vai ver que não dói nada.


Para participar neste projecto da AMI:
- Junte o óleo alimentar que usa na sua cozinha numa garrafa de plástico e entregue-a quando estiver cheia num dos restaurantes aderentes. Os restaurantes estão identificados e a lista completa está disponível aqui (http://www.ami.org.pt/media/pdf/oleos_aderentes0608.pdf);
- Distribua folhetos pelos seus colegas. Solicite estes materiais, enviando um e-mail para reciclagem@ami.org.pt;


Press release: Pela primeira vez, vai passar a existir em Portugal, uma resposta de âmbito nacional para o destino dos óleos alimentares usados. A partir de dia 15 de Julho, a AMI lança ao público este projecto que conta já com a participação de milhares de restaurantes, hotéis, cantinas, escolas, Juntas de Freguesia e Câmaras Municipais. A AMI dá com este projecto continuidade à sua aposta no sector do ambiente, como forma de actuar preventivamente sobre a degradação ambiental e sobre as alterações climáticas, responsáveis pelo aumento das catástrofes humanitárias e pela morte de 13 milhões de pessoas em todo o mundo, de acordo com a Organização Mundial de Saúde. Os cidadãos que queiram entregar os óleos alimentares usados, poderão fazê-lo a partir de agora. Para tal, poderão fazer a entrega numa garrafa fechada, dirigindo-se a um dos restaurantes aderentes, que se encontram identificados e cuja listagem poderá ser consultada no site http://www.ami.org.pt/. Os estabelecimentos que pretendam aderir, recebendo recipientes próprios para a deposição dos óleos alimentares usados, deverão telefonar gratuitamente para o número 800 299 300. Este novo projecto ambiental da AMI permitirá evitar a contaminação das águas residuais, que acontece quando o resíduo é despejado na rede pública de esgotos, e a deposição do óleo em aterro. Os óleos alimentares usados poderão assim ser transformados em biodiesel, fornecendo uma alternativa ecológica aos combustíveis fósseis, e contribuindo desta forma para reduzir as emissões de Gases de Efeito de Estufa (GEE). Ao contrário do que por vezes acontece com o biodiesel de produção agrícola, esta forma de produção não implica a desflorestação nem a afectação de terrenos, nem concorre com o mercado da alimentação. São produzidos todos os anos em Portugal, 120 milhões de litros de óleos alimentares usados, quantidade suficiente para fabricar 170 milhões de litros de biodiesel. Este valor corresponde ao gasóleo produzido com 60 milhões de litros de petróleo, ou seja, o equivalente a cerca de 0,5% do total das importações anuais portuguesas deste combustível fóssil. A AMI dá assim a sua contribuição para favorecer a independência energética do país, conseguindo atingir este objectivo de forma sustentável e com uma visão de longo prazo, não comprometendo outros recursos igualmente fundamentais para o desenvolvimento da sociedade e para o bem-estar da população. Segundo a União Europeia, o futuro do sector energético deverá passar pela redução de 20% das emissões de GEE até 2020, assim como por uma meta de 20% para a utilização de energias renováveis. Refere ainda uma aposta clara na utilização dos biocombustíveis, que deverão representar no mínimo 10% dos combustíveis utilizados. A UE determina ainda que os Estados-Membros deverão assegurar a incorporação de 5,75% de biocombustíveis em toda a gasolina e gasóleo utilizados nos transportes até final de 2010 e o Governo anunciou, em Janeiro de 2007, uma meta de 10% de incorporação de biocombustíveis na gasolina e gasóleo, para 2010. As receitas angariadas pela AMI com a valorização dos óleos alimentares usados serão aplicadas no financiamento das Equipas de Rua que fazem acompanhamento social e psicológico aos sem-abrigo, visando a melhoria da sua qualidade de vida.
Fundação AMIRua José do Patrocínio, 49 1949-008 Lisboa Tel. 218 362 100 Fax 218 362 199E-Mail: reciclagem@ami.org.pt Internet: http://www.ami.org.pt/»

Há também um anúncio de rádio que infelizmente não consegui disponibilizar.

Na lista dos estabelecimentos aderentes estão representados todos os concelhos das Terras de Sicó, portanto se pensavam que tinham desculpa para não dar o litro.... desenganem-se!!
Agora a sério, dêm o litro, o ambiente, ou seja vossa casa agradece!

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Geologia no Verão 2008: 9 de Agosto em Ansião/Alvaiázere - balanço final



Finalizada a primeira de duas acções de Geologia no Verão 2008 nos concelhos de Ansião e Alvaiázere, há que fazer um pequeno balanço da actividade.
O dia iniciou-se ao lado dos Bombeiros Voluntários de Ansião, ponto de encontro da actividade, onde as pessoas se começaram a concentrar minutos antes das 10 da manhã. Passados cerca de 20 minutos, atraso devido a ligeiros atrasos de alguns participantes (algo de normal nestas actividades, mesmo eu cheguei em cima da hora...), deu-se início à viagem que teve paragem em sete pontos de interesse e onde os participantes tiveram a oportunidade de conhecer pormenores ligados à geologia e geomorfologia da região, bem como alguns factos históricos e etnográficos ligados a cada um destes locais. Os dois monitores da acção (João Forte e Sérgio Medeiros) fizeram questão em ligar os aspectos geológicos e geomorfológicos aos aspectos culturais da região, já que é intrínseca a ligação entre os mesmos nesta área integrada na dita Terras de Sicó.

Obviamente não vou referir tudo o que se passou, já que outra actividade se irá realizar a 13 de Setembro para que outras pessoas tenham a possibilidade de apreender factos vários ligados a uma área extremamente bela e que eu tenho divulgado não só aqui na região, bem como em eventos científicos na Suiça, Eslovénia e Grécia (brevemente será na Croácia).
As condições meteorológicas ajudaram a que a acção tivesse sucesso, apesar de que este género de actividades não seja muito afectado por condições meteorológicas ditas adversas, só mesmo o nevoeiro poderia impossibilitar que do topo da Serra de Alvaiázere se observasse ao longe as Serras de Aire, Sicó e Lousã. Refiro a bela horita de pausa para almoço passada na Mata do Carrascal (Alvaiázere), onde todos os participantes foram prendados com o belo tremoço, um dos participantes fez questão em oferecer a todos (da minha parte obrigado!).
Apenas na parte da tarde o calor apertou, mas não se reflectiu demasiado na boa disposição demonstrada pelos participantes.
Por volta das 17 horas estávamos nós a chegar à rotunda dos Bombeiros Voluntários de Ansião, a opinião das pessoas foi positiva e motivou-me não só a mim a continuar este trabalho, de divulgação das riquezas que estou a estudar no âmbito de um trabalho académico, bem como mostrou o papel muito importante que o Grupo Protecção Sicó pode e deve ter na protecção de um património que é de todos nós e que urge conhecer, pois só conhecendo é que se pode proteger.
Em nome pessoal agradeço as sugestões dos participantes, estas são muito úteis para melhorar a minha tarefa de monitor em actividades do género e só através das vossas críticas construtivas é que posso melhorar. Mesmo tendo em conta que nunca tinha organizado (neste caso pelo GPS) uma actividade científica deste género, considero que correu muito bem, facto reforçado pelo questionário que os participantes preencheram e que será enviado ao programa responsável pela Geologia no Verão, o Ciência Viva, programa promovido pela Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica, que mostra que podemos fazer muito pela geologia (e geomorfologia...) em benefício das populações e da própria.... economia!!
Fica a foto do topo para verem o que perderam....

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Vejam a próxima chuva de meteoros!

Como sou adepto de ir para o topo da serra ver chuvas de meteoros e sei que há muitas pessoas que sabendo também são capazes de ir, não posso deixar de deixar aqui a notícia que a muitos pode interessar. Apesar de serem cada vez menos as serras sem pirilampos e luzes (das eólicas...) ainda há excelentes locais de observação, longe das luzes da urbe.
Deixo então a nota:

«Chuva de Meteoros das Perseidas
Todos os anos, por volta do dia 12 de Agosto, é tempo d"A Chuva de Meteoros das Perseidas". O fenómeno designado por meteoro tem a sua origem na entrada na nossa atmosfera de pequenos pedaços rochosos, a maioria menor que uma ervilha, que se tornam luminosos devido à sua elevada velocidade. A velocidade média de entrada é de 212.400 km/h e o atrito na atmosfera aumenta a temperatura até ficarem incandescentes. A origem desta chuva de meteoros é o cometa Swift-Tuttle, cuja cauda cruza a órbita da Terra.
Este ano o pico de actividade ocorre durante o dia em Portugal, entre as 11h30 e as 14h00 (UT) de dia 12 de Agosto. Por este motivo sugerimos que tente observar na noite de 11 ou na noite de 12.
Em meados de Agosto, a partir das 21h, aproximadamente, a constelação de Perseus aparecerá acima do horizonte a Nordeste. A Lua, a caminho da fase de Lua Cheia, põe-se às 00h21 na noite de 11 para 12 de Agosto e às 01h10 na noite seguinte. Após o seu ocaso a noite ficará bem mais escura, propiciando uma observação mais efectiva dos meteoros.
Todos os entusiastas aguardam este dia com expectativa, esperando boas condições meteorológicas.
A observação no campo, longe das luzes das cidades, será a melhor localização para desfrutar o evento em toda a sua beleza. Procure um horizonte desimpedido para poder olhar bem todo o céu.
Se o céu se apresentar límpido teremos uma maravilhosa visão do céu... Poderá observar Júpiter e as constelações de Verão já aparecerão em todo seu esplendor: Escorpião, Sagitário, Cisne, Pégaso, etc...
As chuvas de meteoros regulares ocorrem aproximadamente na mesma data em cada ano. Tanto é que recebem nomes relacionados com as constelações a partir das quais os meteoros parecem surgir (o ponto radiante, um mero efeito de perspectiva). As Perseidas são uma chuva cujos meteoros são observados desde meados de Julho até finais de Agosto como se partissem da constelação do Perseus. Porém, uma mesma chuva de meteoros não tem a mesma intensidade todos os anos, nem é vista da mesma forma de todos os locais da Terra.»

in: http://www.oal.ul.pt/

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Museu Municipal de Alvaiázere: extremo bom gosto


Uma das obras emblemáticas do antigo presidente da câmara municipal de Alvaiázere, o Museu Municipal de Alvaiázere é um local que neste momento aconselho vivamente a visita, garanto que não se vão arrepender!
Podem perguntar-me agora porque é que apenas neste momento falo sobre a questão estando o museu aberto há já alguns meses. A isto respondo que apenas agora o mesmo merece uma visibilidade derivada do mérito do conjunto edifício/exposição.
Este museu abriu com uma exposição (Pianofortíssimo) polémica, já que além do custo exorbitante da mesma, nada tinha a ver com as gentes e cultura de Alvaiázere, algo de muito mau gosto ...
Mas neste momento tem em exposição uma mostra deveras interessante e que se identifica com Alvaiázere suas gentes (Tempo, espaço e memória). Obviamente não vou revelar as fotos da exposição, deixo apenas uma foto representativa da qualidade e mérito da exposição, a qual é sinal de extremo bom gosto e mérito de uma pessoa em especial (enquanto responsável pela brilhante equipa), digna de estar à frente dos destinos deste belo museu.
Obviamente que não posso esquecer que outras pessoas (da tal equipa...) que também ajudaram à qualidade deste espaço, técnicas que muitas vezes não são reconhecidas, seja pela dedicação seja pelas horas (muitas delas de forma gratuita...) que deram a este espaço.
Esta exposição representa um monumento às gentes e memória de Alvaiázere, vale a pena investirem uma tarde e passarem por este museu que dignifica Alvaiázere. Já passei por alguns museus por esta Europa fora e a minha opinião é que este está à altura de muitos deles!
Parabéns à responsável e restante equipe de técnicas muito trabalhadoras e dedicadas, vocês honram Alvaiázere e as Terras de Sicó, mostraram que podemos fazer do melhor!

sábado, 2 de agosto de 2008

geocaching nas Terras de Sicó: ASSIM NÃO!!


Modalidade que poucos conhecem, o geocaching é um "desporto" interessante. Infelizmente o que me leva a colocar este post já não é assim tão positivo, já que por vezes há maus desportistas. Encontrei esta coisa de mau gosto na Serra de Alvaiázere, num local que já conhecia, mas depois de ver esta acção de vandalismo por parte de algum geocacher, não posso deixar de a denunciar de forma a que não se repita.
Resumindo, não de deve estragar património, escrevendo na rocha em locais como este! Se o geocacher que fez esta acção bastante negativa para a imagem da modalidade, fosse bom, não necessitaria de fazer esta coisa de mau gosto!!!