quinta-feira, 26 de março de 2009

Quem protege as oliveiras milenárias?


Uma das imagens de marca da região de Sicó e do próprio mediterrâneo (propriamente dito) é a bela da oliveira, os extensos olivais escondem por vezes espécimes com muitas centenas de anos, alguns já milenares. Infelizmente e mesmo sendo um recurso fantástico sob vários pontos de vista (económico por exemplo...) ainda há infelizmente quem de vez em quando quem corte alguns destes espécimes já com idade muito respeitável.

Penso que uma boa ideia seria as próprias câmaras municipais identificarem todas as oliveiras milenares (bem como outras já próximas dessa idade) tendo em vista a sua classificação a nível municipal, porque não classificar estes autênticos monumentos ao abrigo da lei de classificação dos imóveis de interesse municipal (ou leis que abarquem o património cultural), preservando-os desta forma?

Brevemente irei apresentar esta proposta a um dos municípios da região com vista à sua efectivação, felizmente ainda há alguns autarcas com bom senso e que me pedem algumas sugestões no domínio ambiental (ao contrário de Alvaiázere onde tudo o que possa ser uma ideia da minha parte é à partida negado).

Penso que este seria um bom tema para o dia da árvore, que já passou, infelizmente caímos todos os anos na mesma história, plantar árvores (o que apesar de tudo não é mau), então e afinal proteger as árvores que já existem, será que não merecem atenção?

Num dos próximos comentários irei dissertar sobre a florestação em grande escala que está a ser feita nas Serras do Casal Soeiro e da Portela, em Ansião. Para já ficam estas belas fotos de dois espécimes bem velhinhos e bonitos em dois concelhos distintos da região de Sicó.

Se calhar alguns já se interrogaram afinal para onde vão aquelas oliveiras que por vezes se vêm em cima de camiões ou ainda à espera de ser carregadas, como acontece no cruzamento do IC8 no Mogadouro/Ansião, pois bem, vão para jardins em países europeus, e não só, e são vendidas a peso de ouro (não pelos velhotes que as tinham mas sim pelos intermediários, pois os velhotes quase que dão as oliveiras.....). É o que se chama de venda ao desbarato do nosso património.

sábado, 21 de março de 2009

"Clean up the road " - Uma iniciativa ímpar que merece ser divulgada!

Pois, bem, hoje é o mais que conhecido dia da árvore, mas dada a urgência em divulgar uma actividade tão meritória por parte de uma entidade tão especial, fica o post relativo ao dia da árvore adiado para a próxima semana, penso que após saberem o que agora vos falo não vão ficar desiludidos de todo por este breve adiamento:
Iniciativa: “Clean up the road”

Numa sociedade cada vez mais consciente das suas responsabilidades para com o planeta em que vive e que lhe dá sustento, impõe-se que todos nós tomemos atitudes que visem a consciencialização cívica desta mesma sociedade, cidadãos, empresas ou entidades várias. Atitudes que podem consubstanciar-se em iniciativas diversas como a que os Bombeiros Voluntários de Ansião irão realizar, através da sua Academia de Infantes no dia 18 de Abril a partir das 15 horas, em antecipação do Dia Mundial da Terra (22 de Abril).
A iniciativa em causa tem a denominação de “Clean up the road”, em parte semelhante à mundialmente conhecida “Clean up the world”, com a particularidade de ser uma iniciativa de âmbito mais restrito e ser efectuada por jovens bombeiros, com idades entre os 11 e os 15 anos. Pensar global, agir local é um lema comum que se reforça nesta iniciativa ímpar a nível nacional em termos de voluntariado juvenil de bombeiros e não só.
Frequentemente a acção dos bombeiros é vista apenas como a do socorro a pessoas ou bens, mas na Academia de Infantes dos Bombeiros Voluntários de Ansião o lema é também o de precaver o futuro tendo em vista a sustentabilidade ambiental intergeracional.
Parte significativa da acção dos bombeiros passa-se nas estradas da região, já que a maior parte dos serviços se deve ao socorro das pessoas e, com isso, o número de kms percorridos é naturalmente elevado. Este facto leva os bombeiros a percepcionar comportamentos pouco amigos do ambiente, os quais, em última instância, nos prejudicam a todos, comportamentos como o de mandar garrafas e latas pela janela do carro, carrinha ou camião.
Tendo em conta este último aspecto, a Academia de Infantes dos Bombeiros Voluntários de Ansião propõe-se, no âmbito da iniciativa por si baptizada “Clean up the road”, a escolher um ou dois troços de estrada no concelho de Ansião, onde irá apanhar das bermas todas as garrafas de plástico, sacos de plástico e latas de refrigerante, contabilizando-as e remetendo-as no final da actividade para o respectivo ecoponto. Desta forma, será possível percepcionar a real quantidade deste tipo de resíduos que, de forma inconsciente, são deitados fora por muitos automobilistas que cruzam as estradas do concelho.
Os Bombeiros Voluntários de Ansião pensam que esta iniciativa poderá ser um excelente exemplo não só para demonstrar o real impacto de atitudes irreflectidas com consequências nefastas, bem como consciencializar a sociedade de um problema bem real, o qual deve ser minorado no mais curto espaço de tempo. Deste modo, esta iniciativa pretende ser um primeiro passo para, a curto prazo, minorar este problema, o qual é visto por muitos e, infelizmente, ignorado por muitos mais.
A Academia de Infantes dos Bombeiros Voluntários de Ansião pretende desta forma mostrar o quão importante pode ser o papel dos jovens na consciencialização da sociedade, neste caso jovens bombeira/os que assim mostram que o seu papel não é só no socorro de pessoas e bens, mas também no “socorro” do planeta que, afinal, é a nossa casa. Jovens bombeiros que pretendem assim dar um modesto exemplo às gerações mais velhas e com isso contribuir para um futuro bem mais risonho para todos nós.
Fonte: Bombeiros Voluntários de Ansião
Entidades como esta não param de me surpreender pelas iniciativas de defesa do ambiente e do património, espero que surjam muitas mais como esta que vos mostrei agora!

segunda-feira, 16 de março de 2009

Os médicos e o ambiente na região de Sicó: uma relação muito proveitosa

Pois é, se calhar alguns ficam surpreendidos com este título, mas quando eu falo em algo faço-o por um motivo forte, seja pela positiva ou seja pela negativa. Neste caso é algo de muito positivo. Não é em todos os municípios da região, é certo, mas quando há bons exemplos há que os divulgar!
Por vezes há médicos que, pela sua acção, têm um impacto muito positivo não só em termos de saúde, propriamente dita, quer no que concerne ao ambiente, algo que os mais desatentos não conseguem ver à primeira vista. Surgem casos como o que agora falo e que são o futuro para todos os municípios, não só da região de Sicó, mas também de muitos outros, não pretendo ser redutor nestes assuntos e por isso o destaco.
Em Ansião, já há alguns anos, alguns médicos começaram uma campanha que consistia num facto à partida muito simples, o de fomentar as caminhadas, algumas das pessoas que se debatiam com alguns problemas de saúde, uns mais ligeiros do que outros, precisavam de se mexer, literalmente. Inicialmente foi algo complicado por motivos tão simples como o do estereótipo de quem anda a pé é o pobre… mas passado pouco tempo as coisas começaram a ter um impacto muito positivo. Juntaram-se grupos de pessoas que, mais à tardinha ou noite, faziam a sua caminhada, foi algo de muito bonito de se ver, muitos dos estereótipos foram ultrapassados por muitas pessoas (infelizmente há ainda pessoas que os têm).
Com este “simples” facto ficou a ganhar a saúde e o ambiente, pois cada vez mais se vê algumas pessoas a largar o carro mais vezes para caminhadas curtas (2 a 3 km, por vezes).
Tenho apenas uma nota que não queria deixar passar em branco, o facto de algumas pessoas ainda não utilizarem o respectivo colete reflector à noite, algo que pode ter consequências dramáticas, pois ser-se atropelado já é mau (eu já vou com dois atropelanços…), mas quando é por “culpa própria” ainda é pior. Usem lá o colete, os automobilistas agradecem!
Voltando à conversa, é algo que não me cabe na cabeça, por vezes algumas pessoas para fazerem apenas 500m pegam no carro…. Para terminar com estas idiotices é bom haver o fomento de actividades simples e muito úteis sob vários aspectos, como é o caso das caminhadas!
É certo que é complicado implementar acções como estas em municípios com realidades culturais e sociais tão diferenciadas, como é o caso da região de Sicó, mas, por isso, importa destacar de forma muito objectiva o ocorrido em Ansião. Não conheço completamente a realidade de cada um dos municípios da região neste domínio, mas espero que isto se difunda, para isso este modesto contributo da parte do azinheiragate.
Andem a pé ou de bicicleta, vão ver que vivem a vida de uma forma bem mais agradável!
Já tinha tido a ideia antes mesmo deste post, mas agora ficou reforçada a ideia de colocar na prática algo que vos interessará de sobremaneira, já imaginaram ter há vossa frente um mapa que mostre os percursos que muitas pessoas fazem para o trabalho? E se a maior parte deles forem percursos de menos de 1km feitos de….. carro, será isto sustentabilidade? Tenho já tudo preparado para colocar isto em prática e muito brevemente terão, na prática, algo de extremamente interessante para ver e reflectir, pessoalmente fiquei chocado quando fiz este breve exercício sobre “mobilidade” na região de Sicó… É mau de mais para acreditar!
Os meus parabéns aos médicos que tiveram tamanho sucesso em algo que favorece a saúde e o ambiente, estão os dois intrinsecamente interligados e não podemos passar sem nenhum deles, por mais que doa aos vendedores de combustíveis.

terça-feira, 10 de março de 2009

Um ano de desemprego: quanto custou aos contribuintes, consequências e factos pertinentes...

Faz hoje precisamente um ano que entrei em situação de desemprego, ou mais precisamente faz hoje um ano que pedi o subsídio de desemprego, pois o último dia de trabalho na Câmara Municipal de Alvaiázere foi no dia 7/03/2008. É um dia que nunca esquecerei pelo seu simbolismo, associado, claro, ao despedimento encapuzado que Paulo Tito Morgado promoveu à pessoa do João Forte, Geógrafo.

Lembrei-me que seria importante fazer um balanço deste último ano e mostrar-vos o quanto desastrosa pode ser uma atitude como a de Paulo Tito Morgado, falando de factos concretos, quer a nível financeiro quer a nível profissional. Penso que todos os que lerem estas linhas vão ficar revoltados e ver a razão do país estar na situação que está, precisamente devido a pessoas como o caro amigo Tito Morgado, um aprendiz de político, que neste ano de eleições poderá colher os ventos que semeou em termos políticos (se bem que uma população pouco letrada é facilmente enganada por políticos sem moral).

Nesta altura do campeonato já todos sabem os factos concretos da história:

- A não renovação do meu contracto foi uma atitude de represália derivada da denúncia do abate das azinheiras (ainda ninguém sabe quem foi que denunciou nem ninguém vai saber, pois é um segredo muito bem guardado).

- As afirmações de Paulo Tito Morgado que negava taxativamente que não tinham sido abatidas quaisquer azinheiras eram afinal mentira, já que este meu amigo foi desmascarado nestes factos, o youtube muito contribuiu para este mesmo facto.

Estes são apenas os factos mais "badalados", mas há outros que vos pode interessar de sobre maneira de modo a que em ano de eleições façam o vosso juízo face a uma classe política completamente descredibilizada, seja em termos morais, de competência e da própria legalidade afecta a instituições públicas, caso das câmaras municipais. Só para que não haja oportunistas refiro que não faço parte de nenhum partido político, pois já fiz há alguns anos e saí derivado da podridão associada aos interesses políticos. O que faço é em nome do desenvolvimento da região e das pessoas, da sua identidade! ( e não em nome de interesses pessoais e oportunistas).

Ficam então dados que poucos sabem que que muitos ficarão surpreendidos se saber:

- A carta que informava a não renovação do contrato foi-me enviada apenas 3 dias após ter saído para a praça pública o abate das azinheiras.

- Paulo Tito Morgado desculpou-se que a não renovação era derivada de eu não ter implementado em tempo últil os Sistemas de Informação Geográfica, disponibilizando uma aplicação web map no servidor. Curioso este facto, compreendo que tivesse de arranjar uma desculpa esfarrapada, mas o facto é que a aplicação já estava disponível e a funcionar no meu pc, estando eu há espera há mais de 9 meses que me fosse facultado um servidor.... Posteriormente foi alugado um para o efeito (já em 2008 após haver financiamento...). Uma palavra: lamentável!

- Os SIG´s não atrasaram, como eu previ 8 meses, já passaram 16 e está tudo na mesma, estando aliás prestes a ser contratado um... geógrafo para as mesmas funções, surpreendidos? "Neste momento" a Câmara de Ourém disponibilizou-se para ajudar a recuperar este atraso, bem como o gestor do SIGAE implementado na região. O atraso só será recuperado cerca de 3 a 4 meses após a entrada de mais um geógrafo (de SIG).

Desta forma os serviços que me estavam afectos não foram garantidos, como referiu aliás Tito Morgado.

- Tito Morgado, não informou ninguém acerca da não renovação de contrato, o meu chefe de divisão, na altura, soube 4 dias após o sucedido em conversas de corredores..... Desde Novembro de 2007 (antes de me enviar a carta de não renovação) que Tito Morgado me evita, nunca mais se cruzou comigo, atitude nada abonatória da sua coragem e seriedade política, já para não falar na pessoal.

- O acesso às minhas funções foi-me vedado poucos dias após os factos ocorridos, atitude ilegal e profundamente lamentável que mereceu queixa formal ao primeiro-ministro. Curiosamente nunca vi Tito Morgado a ser alvo de processo pelo facto.

- Tito Morgado violou o PDM de forma muito concreta (REN e RN 2000), porque é que nunca foi destituído das suas funções como determina a lei? Este autarca já violou várias vezes o PDM e continua impune, coisas só possíveis num país terceiro mundista onde a sede de poder impera.

- Quando um jornalista do Diário as Beiras foi à Serra de Ariques para ver o sucedido, prontamente uma carrinha da câmara o foi levar, mas antes de chegar ao local estava muito convenientemente um tractor a bloquear o caminho, negando o acesso do jornalista, porque será? Felizmente que o jornalista se apercebeu!

- Tito Morgado contratou uma advogada, sua amiga pessoal (algo de ilegal), para analisar o meu caso (com vista a um eventual processo disciplicar..), já que o mesmo afirmava que eu após ter recebido a carta de não renovação tinha iniciado uma campanha negativa contra a câmara, quando apenas eu mostrei factos dentro da legalidade e quando quem denegriu a imagem da câmara foi Tito Morgado com esta polémica. Curiosamente, quando a advogada lá foi, tive de ir falar com ela no..... gabinete do meu amigo Tito Morgado. Sempre defendi e hei de defender a imagem da câmara de Alvaiázere de gente que não tem moral para fazer quaisquer tipo de afirmações para com a minha pessoa.

- Na altura, como não conhecia os meus direitos fiquei um bocado receoso, mas o facto é que a verdade veio ao de cima, tive quem me defendesse nesta situação (os próprios alvaiazerenses estão do "meu" lado (do lado da verdade) e tive também que marcasse posição contra ameaças que me foram feitas por cobardes não identificados.

- Neste último ano ganhei mais estando em casa do que estando a trabalhar, surpresos? (também eu...).

- A minha tese esteve parada alguns meses porque fui-me abaixo com toda esta situação digna de um Portugal pré 25 de Abril de 1974.

- Após este período "negro" recomecei as coisas e entreguei a tese a tempo em 2008 (caso não entregasse ficava como tese feita já no processo de Bolonha - menos valiosa), o que muito me alegrou! A minha ideia era de entregar um exemplar da tese à câmara de Alvaiázere, mas derivado dos acontecimentos ando seriamente a pensar não oferecer, pelo menos até Tito Morgado Sair, pois já vi que há coisas que fiz a nível pessoal que andam a querer ser "copiadas" com outros nomes. Darei sim à câmara de Ansião, que já manifestou interesse em analisar concretamente os conteúdos da tese, já que um dos objectivos é o de disponibilizar um plano de desenvolvimento para a região, onde as câmaras podem ser actores fundamentais para o desenvolvimento da região a vários níveis.

- O último ano foi talvez o melhor da minha vida em todos os aspectos.

Vamos então ao que mais interessa, os custos da minha saída em termos monetários e em termos de projectos que ficaram na gaveta:

- custo da minha situação de desemprego: aproximadamente 14000 euros

- Custo do aluguer da máquina que estava a abrir o estradão ilegal: a máquina antes de ter sido mandada embora já estava a partir pedra há alguns dias, pelo menos 6, portanto a minha estimativa anda à volta dos 5000 euros de despesa para a câmara. A empresa que alugou a máquina e o manobrador é de Alvaiázere.

- Manobras para impedir que as coisas se soubessem: a minha estimativa ronda à volta dos 2000 euros, onde se incluem carrinhas utilizadas no decorrer da situação, das horas perdidas por alguns funcionários, etc.

- Contratação de um docente universitário para tentar negar o óbvio(não faço a ideia de quem será, mas concerteza não é bem cotado no meio) deve andar à volta dos 500 a 1000 euros, pelo menos. Felizmente que uma das pessoas mais credenciadas de Portugal e profundo conhecedor de Alvaiázere, o Prof. Doutor Mário Lousã, fez um comentário que arrasava a actuação de Tito Morgado

- Custo para o município em termos de imagem: não faço a mínima ideia, pois não é palpável, mas hoje em dia e infelizmente a Câmara Municipal de Alvaiázere está mal cotada em termos de imagem, resta-me ajudar a mesma, de forma gratuita, a restabelecer a boa imagem que tinha, pois eu gosto imenso de Alvaiázere e da maior parte dos colegas com que tive o prazer de trabalhar.

- Custo para o município do atraso relativo aos Sistemas de Informação Geográfica: fazendo as contas ao número de meses que o projecto está parado e ao número de meses que é expectável de retome o rumo - total de 20 meses a 1000 euros cada mês + ajudas externas 1000 euros. O total deve rondar à volta de 21000 euros.

- Custo estimado do desenvolvimento de um CDRom que estava a ser desenvolvido por um webdesigner e em parceria com uma escola tecnológica: 4000 euros


Agora os projectos que foram abaixo com a minha saída e que não são contabilizáveis:

- 5 protocolos de colaboração com universidades (já estavam acertados!), onde se inclui um que resultaria em estágios de alunos de mestrado em geografia a custo zero ou muito reduzido.

- 1 protocolo com um geopark, com vista à troca de experiências de desenvolvimento de políticas associadas ao desenvolvimento do concelho a vários níveis.

- 1 protocolo com um grupo de espeleólogos, com vista à determinação do potencial espeleológico do concelho.

- Projecto de percursos pedestres que estava a ser desenvolvido por mim e para aplicação entre 2008 e 2009 (devido aos fundos comunitários a envolver).

- Projecto de CRRom que estava a decorrer e que iria abranger várias actividades com vista à promoção turística do concelho, o qual estava a ser desenvolvido sob a minha tutela e com pessoas e entidades do concelho e fora dele.

- Projecto de reabilitação de duas antigas escolas primárias com vista à promoção do património natural (biótico e abiótico), onde poderia surgir um centro ciência viva associado ao carvalho cerquinho (na figura abaixo, já com o projecto estrutura feito - por um não trabalhador da câmara, só para que não haja espertezas...). Seria uma reabilitação ímpar, onde a traça dos edifícios seria mantida e potenciado o aproveitamento das energias renováveis (solar e microgeração). Seria também um ponto associado aos percursos pedestres.

- Associado a este último projecto seria a recuperação de outra escola, com vista ao estabelecimento de uma base para investigadores afectos aos vários protocolos de colaboração a celebrar entre câmara e universidades. Tudo isto estava apenas à espera que abrissem as candidaturas do QREN, pois elas atrasaram em 2007. Tudo estava pronto e a postos para a candidatura.

Nesta fase já todos podem ver o quanto cara ficou a atitude irresponsável de Tito Morgado, negando a evidência sem nunca se redimir e reconhecer o erro. Errar é humano, mas há quem não admita que erra...

Directa e indirectamente todo o casso associado à minha saída ficou em dezenas de milhares de euros, algo que é de lamentar num país e especialmente num concelho com tantas dificuldades, onde é preferível gastar quase 100000 euros só para salvar a face e negando as evidências que o tempo tratou de trazer ao conhecimento de todos, por mais que isso custe a alguns e por maior que seja a azia de alguém em especial.

Uma coisa que me deu enorme alegria é que com toda esta situação só fiquei a ganhar quando pensei, ao início, que muito iria perder. Em termos financeiros ganhei mais, em termos profissionais a minha cotação no mercado subiu em flecha, tendo eu mostrado que sou um profissíonal íntegro que deixa o interesse pessoal atrás do interesse público, coisa rara hoje em dia. Além disso tive todo o tempo do mundo para recomeçar a vida, descansar e terminar a tese, actualmente faço planos para começar um projecto daqui a meses, penso que muitos irão gostar do que tenho em mente, mesmo que note que haja interesses lobystas e tentar abortar o projecto no seu início...

Uma coisa melhor é que posso ajudar sem que alguém me possa impedir de ajudar a região e o próprio concelho onde investi 3 anos da minha vida profissional e pessoal, pois dei o litro e dei 2 meses e meio de graça à câmara de Alvaiázere, algo que não me arrependo.

O "azinheiragate" foi algo que começou a mudar as coisas em Alvaiázere, onde um povo subjugado à vontade de dois ou três começou a combater o estado lastimável das coisas, é algo que me dá imensa alegria e que espero que continue até que os "actorzinhos de meia leca" se mudem para outras paragens, a bem da região.

Eu continuarei por cá, doa a quem doer e já mostrei que tenho a coragem suficiente para mudar muitas coisas para melhor, fazendo frente a lobystas e que não tenho telhados de vidro, coisa que muitos têm.....

Poucos são os que sabem, mas já tinha havido problemas para outra pessoa que chateou Tito Morgado, ainda em 2007 (no primeiro semestre) houve uma jornalista de um jornal regional que escreveu umas linhas que irritaram o amigo Tito Morgado, mesmo que fosse um artigo correcto foi considerado pelo mesmo como que uma ofensa, algo de lamentável. Poucos dias depois do sucedido a jornalista foi..... despedida! Ainda me lembro quando ela foi a Alvaiázere e passou apressada ao lado do meu antigo gabinete para pedir explicações a Tito Morgado, estava revoltada com o facto, como é normal. Pena é que ainda haja estes episódios que apenas mostram que a democracia é muito bonita quando nos convém, pois quando permite a outros que possam expressar a sua opinião livre, já é um empecilho.....

Por estas e por outras é que eu coloquei a correr uma petição e exigir a demissão do meu amigo Tito Morgado e do seu executivo. É uma petição legal (já confirmei!) e podem assiná-la no fundo do blog, caso não se queiram identificam podem colocar como anónimo, pois só eu tenho acesso ao nome das pessoas que assinam e que colocam nome anónimo na petição. Para alguns poderá ser uma boa solução pois evita represálias, este mundo é mesmo assim, infelizmente....

quinta-feira, 5 de março de 2009

O mistério das actas da câmara que teimam em não ser mostradas....

A 23 de Setembro de 2008 fiz uma "ronda" pelos sites das autarquias da região de Sicó tendo como objectivo analisar (num de vários pontos) a transparência das autarquias no que concerne à divulgação de informação absolutamente necessária para que os cidadãos saibam o que afinal anda a ser decidido pelos executivos municipais. A disponibilização desta informação é além de obrigatória, um sinal de boa governança, pois "só assim" eu sei o que os autarcas andam a decidir por mim ou por vós.

Alvaiázere, neste caso, situava-se no penúltimo lugar em termos de disponibilização das actas aos seus munícipes, ou seja em termos de transparência não ficava nada bem aos olhos dos seus munícipes, algo que não surpreendia, de todo, dado o historial do amigo Paulo Tito Morgado. Curioso foi o facto de apenas um mês depois (Outubro) as actas da Câmara Municipal foram disponibilizadas, algo que manifestamente me agradou mas ao mesmo tempo pareceu que apenas foi feito porque pelos lados de Alvaiázere as coisas só se mexem quando são denunciadas.....
Para meu espanto, passado apenas um mês das actas terem sido disponibilizadas, desapareceram da mesma forma que tinham surgido, ficando eu intrigado com o facto. esperei, a ver se seria um problema técnico qualquer, mas até agora (5/3/09) continuam indisponíveis:

In: http://balcaovirtual.cm-alvaiazere.pt/mynet/

Não me surpreende de facto que estas actas não estejam disponíveis (07/08), fica aliás uma pequena dúvida sobre se este facto seja mesmo erro informático, pois mais parece que é demasiado conveniente para Tito Morgado a não publicação das mesmas, especialmente quando em algumas delas (pelo menos numa) constam informações afectas à destruição de património que é de todos. O facto de estas actas não estarem disponíveis não me impede de saber as coisas, a mais curiosa é a de que em reunião da câmara, foi decidido á algumas semanas que a tal estrada ilegal que foi aberta sem autorização na Serra de Ariques (aquando do abate das azinheiras) seria para continuar, se bem que sujeita a aprovação do ICNB. Será que o autoritarismo de Tito Morgado teima em prevalecer numa questão onde manifestamente demonstrou que já não tem legitimidade para continuar à frente de uma autarquia que infelizmente tem estado apenas envolta em polémicas devido à sua acção?

Vamos ver quantos dias demora até que as actas nos sejam disponibilizadas, a bem da transparência, pois se não forem terei de fazer uma queixa à entidade competente, pois as regras são para cumprir, para todos!

Espero desta forma contribuir para a resolução de mais um caso, de forma a trazer de novo a imagem da Câmara Municipal de Alvaiázere a um nível de credibilidade, por mais que incomode o amigo Tito Morgado. Eu gosto "demasiado" de Alvaiázere (e da região de Sicó!) para que permita que indivíduos não competentes façam desta região um parque de diversões para os amigos.

Já mostrei que não me vergo a interesses lobistas e que estou de pedra e cal aqui para defender Alvaiázere de quem mostra não estar ao nível deste concelho tão bonito e com tanto potencial, o qual Tito Morgado tem delapidado de uma forma inaceitável, factos, nada mais. O caso das azinheiras é apenas um de vários exemplos demonstrativos do que refiro, algo que 16 meses após o caso que começou a mudar o destino de Alvaiázere, a bem dos seus habitantes e a mal de meia dúzia de lobistas.

O tempo da censura já passou, mas infelizmente ainda há na região de sicó uns pseudo-aprendizes de salazar...


domingo, 1 de março de 2009

Caçadores destroem carvalhal, património desprotegido!!


Confesso que pensava que já tinha visto ou sabido de todo o tipo de coisas que muitos caçadores fazem na região de Sicó, todas elas lamentáveis, desde atirarem a matar sobre águias e milhafres (e outras espécies protegidas) até à sementeira vergonhosa que fazem de cartuchos e chumbo um pouco por todo o lado. Mas desta feita fiquei completamente revoltado sobre um acto cobarde praticado por um grupo de caçadores não identificado, acto este que consistiu na destruição de um pequeno carvalhal plantado em 2008 por um grupo de crianças dos 12 aos 15 anos.

Nesta primeira foto vêm o aspecto aquando de uma visita de controlo de crescimento dos carvalhos (para ver se tudo estava bem), no dia 29 de Abril de 2008, cerca de 2 meses após o plantio (foram plantados faz hoje precisamente um ano):

Não coloco uma foto do grupo de crianças por uma questão de protecção das mesmas e pelo facto de não ter autorização da entidade a que elas pertencem, mas penso que dá bem para ver o quanto bonito os carvalhos estavam na altura.

Após esta última data voltei ao local para outra visita de controlo ( pois tinha ficado o comprometimento com o dono do terreno que o cedeu para o plantio de ir fazendo um controlo, em termos temporais, para confirmar que tudo estaria bem ) onde confirmei que tudo estava bem, já que a ideia seria voltar lá com elas de uma forma regular para elas acompanharem o crescimento dos seus carvalhos (cada uma tinha plantado 1 carvalho neste terreno, num total de 30).

Eis que a semana passada voltei de novo para um novo controle e me deparei com o cenário, estranhei ao início do terreno uma quantidade apreciável de cartuchos e logo de seguida comecei a ver que qualquer coisa estava mal, pois além de mais cartuchos espalhados pelo terreno, todos os carvalhos tinham sido vandalizados, chegando-se ao cúmulo de terem arrancado os paus de suporte de crescimento e pontapeado as pedras em círculo que sinalizavam cada um dos carvalhos. Após a constatação e observação de outros factos, a conclusão foi muito simples, não foram javalis a fazer aquilo (por vezes eles fazem estragos.....), foi sim algum grupo de caçadores frustrados que fez do local ermo um local de brincadeira, o qual ficou num estado lastimável! As próximas três fotos são bem demonstrativas do cenário:



Fiz também um pequeno vídeo que daqui a breves dias irei disponibilizar no meu canal do youtube. Nos próximos dias irei colocá-lo neste mesmo post, se cá voltarem daqui a uns dias poderão ver, por agora a ligação wireless não está a ajudar...

Um dos próximos comentários será dedicado exclusivamente aos caçadores, pois já há vários anos acompanho as asneiras que eles fazem neste região e sei bem capaz do que eles são capazes de fazer pela negativa, pois pela positiva nada fazem, lembram-se de fazer de vez em quando iniciativas tipo greenwash. Sei que para alguns será injusto, pois tenho alguns amigos caçadores e eles são pessoas correctas, mas o problema é que os que fazem asneira são a maioria, por isso mesmo é que cada vez mais são considerados um grupo que apenas mal traz a esta região ( e não só ), onde lobbys poderosíssimos se movem com algumas pessoas que pensam que o tempo da burguesia e dos lords ainda existe...

Pessoalmente considero que a caça deveria ser abolida, apenas quando houvesse necessidade de controle de espécies se poderia dar autorização a caçadores devidamente avaliados do ponto de vista psicológico, sem bem que o ano passado uma investigadora que os estudou disse «...se lhes tiram a caça eles matam alguém...» O bom disto é que assim dezenas de espécies poderiam recuperar de anos de matança gratuita.

Não percebo também porque é que quando um caçador compra cartuchos novos não tem de entregar os velhos, ou então porque é que ainda há poucos anos estes "senhores" semeavam cerca de 500 toneladas de chumbo pelo solo deste país só porque precisam de praticar um "desporto", será que matar animais selvagens é desporto?

É uma coisa que nunca compreendi, o que leva estes "senhores" a levantarem-se tão cedo nos dias de caça, deixar a mulher na cama e os filhos sozinhos, só para irem para o mato mostrar a sua pseudovirilidade com armas e equipamentos caros a matar animais que apenas têm a sua função na Natureza, animais inocentes que morrem aos milharem com a nossa acção nefasta sobre a natureza, seja pela poluição, destruição de habitat ou fragmentação dos habitats com a bela estrada onde muitos mostram o seu bólide envaidecidos, escondendo muitas vezes indivíduos sem moral e com princípios supérfluos.

Porque é que em vez disso não vendem a espingarda e compram uma boa máquina fotográfica e partem com os amigos, mulher ou filhotes à caça da melhor fotografia que conseguirem encontrar na região? Isso sim é um desafio e aventura!!