terça-feira, 29 de julho de 2008

A sentença final do abate das azinheiras (e destruição de REN) em Alvaiázere!!

Figura disponível em: http://www.dgrf.min-agricultura.pt/portal



Sinceramente era para me conter mais uns dias, mas derivado da importância dos factos, não resisto a partilhar com todos vós a notícia pela qual eu ansiava à 8 meses! Aproveito este dia especial o Dia Nacional da Conservação da Natureza para dar largas à minha satisfação....

Há meses atrás, todos puderam assistir a uma série de episódios em torno do abate de azinheiras e destruição de Reserva Ecológica Nacional (REN), onde de um lado estava eu e vários cidadão/ãs interessado/as nas riquezas de Alvaiázere, bem como ONG´s como a Quercus, a Albaiaz, entre outros. Do outro lado estava alguém que se escondia por detrás do manto do funcionalismo público e negava categoricamente os factos.

Este assunto estendeu-se por largos meses nos jornais locais, regionais e dois nacionais, bem como rádios regionais e a própria televisão (programa Biosfera, da RTP).

Houve muito jogo de bastidores por detrás desta história, não sou eu que o digo, mas muita gente a que assistiu de forma perplexa a esta questão.

Não me vou repetir a falar de novo na história, podem consultar os factos na comunicação social, youtube, etc. Mas há um facto recente que interessa relatar, já que é a conclusão deste processo atribulado e que marcou Alvaiázere para "sempre", abriram-se os olhos a muitas pessoas e a outras tentaram fechar os mesmos....


Á poucos dias chegou finalmente a decisão da investigação sobre o abate das azinheiras, veemente negado pelo autarca local, atitude que em nada beneficiou a Câmara Municipal de Alvaiázere, em termos de imagem (algo que tenho pena, pois oa alvaiazerenses merecem tudo de bom). A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro endereçou a esta autarquia uma contra-ordenação derivada do abate das azinheiras e destruição de Reserva Ecológica Nacional, ocorridos na Serra de Ariques, no final de 2007. Penso que todos sabem o que esta contra ordenação significa!

O cidadão tem direito de ser informado, portanto se quiserem saber por vós o facto, só têm de fazer valer os vossos direitos enquanto cidadãos, o de serem informados pelas entidades competentes, neste caso a CCDR-Centro, é um direito a que vos assiste!

Sei que há algumas pessoas que não vão gostar que isto saia para a praça pública, mas se jogassem limpo, não teriam problemas....

Se estou contente? Sim, fez-se justiça, pena é que quem vai pagar a multa somos nós com os nossos impostos, pois a multa deveria sair do ordenado de quem perpetrou este atentado ambiental!

Com esta situação não só saí com dignidade, porque demonstrei que sou íntegro e bom profissional, defendendo a Câmara Municipal de Alvaiázere e os cidadãos que esta serve, bem como saí de consciência tranquila, defendendo de forma imparcial o bem público.

Em vez de sermos passivos na defesa do bem público, deveremos nós ser sim activos na defesa intransigente do mesmo, não cedendo a chantagens, cobardias e lembrando que mais depressa se apanha um mentiroso do que um coxo! Houve quem chamasse mentirosos à Quercus, mas quem mentiu foi outro....

Eu sempre disse que no final a verdade prevalece, por mais que ginástica façam para a mascarar...

Espero que a lição de vida que dei seja um bom exemplo para outro/as seguirem. Não prescindam do que mais valioso nós podemos ter, a honestidade acima de tudo! Só assim podem honrar o local e a entidade pela qual trabalham, no meu caso defendi acima de tudo os interesses da Câmara Municipal de Alvaiázere e as gentes de Alvaiázere, infelizmente houve gente sem escrúpulos que tentou fazer-me o mau da fita, dizendo que eu tinha despoletado uma ofensiva contra a entidade que defendi até ao último dia, que colocava em causa o bom nome da mesma, quando a defendia honestamente de interesses obscuros .... Quando tiverem a verdade do vosso lado e a honestidade como princípio, não vacilem, sejam fortes!!
Felizmente que a verdade prevaleceu e que quem fez o mal foi desmascarado, se estas pessoas não aceitam este facto, pena é, agora aguentem-se à bronca pois vêm aí horas difíceis.....

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Novo decreto-lei sobre conservação da natureza e da biodiversidade


Depois de receber esta novidade, nada melhor do que a partilhar com quem se interessa pela causa:

« Foi publicado em Diário da República o novo decreto-lei que estabelece o regime jurídico da conservação da natureza e da biodiversidade (DL
142/2008, de 24 de Julho, em anexo) que vem substituir, entre outros, o
conhecido DL 19/93.

Face à total inexistência de qualquer referência ao património geológico na
versão colocada em discussão pública em Março passado, a ProGEO-Portugal
elaborou e enviou ao Secretário de Estado do Ambiente um parecer com um
conjunto alargado de sugestões e recomendações.

É com grande satisfação que verificamos que a maior parte das sugestões
apresentadas pela ProGEO foram aceites e incorporadas neste novo
decreto-lei. Isto significa que, pela primeira vez na legislação portuguesa de conservação da natureza, fica absolutamente garantida a protecção de geossítios e de património geológico. Surge ainda, pela primeira vez,
referência aos geoparques. Só lamentamos que o conceito de geodiversidade
não tenha sido, ainda, incorporado na legislação portuguesa.

Sem dúvida que o novo DL 142/2008 vem colmatar uma lacuna que existia na
legislação portuguesa relativamente ao património geológico, aproximando Portugal dos países mais desenvolvidos a este respeito. Resta-nos continuar a trabalhar para que a nova legislação venha a ser efectivamente implementada


Os representantes do Grupo Português ProGEO

José Brilha (Univ. do Minho)
Mário Cachão (Univ. de Lisboa)
Miguel Ramalho (Liga para a Protecção da Natureza)

http://www.progeo.pt/progeo_pt.htm

E fala quem sabe!

terça-feira, 22 de julho de 2008

Aprovação do Plano Sectorial da Rede Natura 2000


Pois é, finalmente foi aprovado o Plano Sectorial da Rede Natura 2000. Pode parecer insignificante esta novidade, mas afinal é uma excelente novidade, o único senão é o facto de a classe política que temos (regra geral) não aproveita estas benesses que podiam potenciar valores importantíssimos e que poderia trazer muitas divisas a Portugal. O caso das Terras de Sicó é interessante, há muito por potenciar com o Sítio Sicó/Alvaiázere, mas pouco ou nada se faz, além disso a fiscalização não é efectiva! Apenas se tem assistido à destruição de algumas áreas protegidas da RN 2000 e à mentira que é alguém dizer que a RN 2000 é um entrave ao desenvolvimento. Entrave ao desenvolvimento é a classe política que temos... (genericamente falando)

Eu estou particularmente interessado em saber o porquê de até agora não ter saído para a praça pública a investigação acerca do abate das azinheiras na Serra de Ariques em Novembro de 2007, habitat da Rede Natura 2000 e Reserva Ecológica Nacional. Por mais que tenham tentado encobrir o caso, os promotores da ilegalidade foram desmascarados, mas será que vão ser "castigados" como manda a lei?!

Fica então a nota:

DR 139 SÉRIE I, 1º SUPLEMENTO de 2008-07-21Resolução do Conselho de Ministros n.º 115-A/2008Presidência do Conselho de MinistrosAprova o Plano Sectorial da Rede Natura 2000 relativo ao território continental

Download: http://dre.pt/pdf1sdip/2008/07/13901/0000200451.PDF

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Olhos de Água em Ansião: mais um elefante branco?!

Após várias vezes ter aqui referido que iria tratar este assunto, venho finalmente para a praça pública com um tema que a mim tanto interessa e me diz respeito. Os meus pedidos de desculpa por apenas agora vos trazer este assunto.

Para começar, explico o porquê de atrás ter referido que este era um tema que me dizia respeito, em primeiro lugar o lagar que dantes existia nos olhos de água foi um dos meus locais predilectos de brincadeiras em miúdo, bem como toda a área envolvente até aos olhos de água. Traquina que era muita pedra mandei para o fundo daquele poço, mas a reguilice de quem era pequenote era mesmo assim... Tenho portanto uma ligação sentimental com este local.

Com o passar dos anos a traquinisse acabou e começou a juventude e as coisas sérias da vida, uma delas a vida profissional, pois tornei-me especialista em geografia física e ordenamento do território e portanto sei bem do que falo. Sublinho que o facto de ter uma ligação sentimental com este local não me torna parcial na parte que toca à profissão, os que me conhecem e assistiram ao "azinheiragate" puderam ver que eu não me vendo, sou íntegro!

Os olhos de água sempre foram um local fantástico, mesmo que abandonado. Desde hà uma década que os caudais da ribeira têm reduzido de uma forma assustadora, ainda me lembro do que era afinal um ano "normal", quando a ribeira corria de Outubro até Março ou Abril, agora corre no máximo um mês e só mesmo uns "míseros" metros cúbicos. Porquê? Provavelmente porque o caudal da ribeira está a ser captado para a bacia hidrográfica do Dueça (Penela), diz quem sabe.

Seguindo...


Bem, é certo que toda a envolvente da ribeira necessitava de algo que transformasse para melhor a área e que chamasse os ansianenses ao rio, portanto era imperativo que algo fosse feito para mudar o estado de abandono desta área de lazer.

A determinada altura houve alguém que meteu mãos à obra, algo de louvável, mas infelizmente meteu as mãos numa obra que não conhecia, obra esta que não era obra era sim os Olhos de Água e a sua memória, as suas tradições. De um momento para o outro começaram as obras, obras estas que eu desconhecia como seriam elaboradas, sabendo apenas à partida que iriam ser mal elaboradas, porquê?

Bem, quando se começa com um projecto deste género, deve-se começar por uma série de factos:

O quê?

Onde?

Porquê?

Quando?

etc...

São coisas elementares que fazem a diferença, por isso começou-se uma obra que mesmo com boas intenções teve um final que eu considero infeliz!

Antes de continuar deixo três fotos do mesmo local em alturas diferentes da obra, acompanhei a mesma com a minha amiga máquina fotográfica, aquela que mete medo a alguns....

Neste local estava um lagar, que funcionou até à coisa de 15 ou 20 anos (ainda me lembro da cor da água da ribeira quando despejavam os resíduos), que foi completamente arrasado:





































Neste local ergueu-se algo que pretendia honrar o antigo espaço, mas que a meu entender falhou redondamente a função.

É certo que a nível visual toda a área ficou bonita, isso é inegável, mas num projecto destes o mais importante é que ficasse funcional, a base do projecto tem pés de barro!

Em primeiro lugar a ideia correcta, que seria requalificar as margens do rio, falhou redondamente, já que o que foi feito foi uma betomização do leito da ribeira. A primeira coisa que se deveria ter feito, é, há aqui uma área fantástica, portanto vamos estudar todos os factos que há a ter em conta para um projecto desta tipologia, onde um estudo hidrogeológico seria fundamental (não foi elaborado...) . A base deste projecto é a água, então como é que não sabendo a quantidade de água que ali há, se vai elaborar um projecto deste género? Como é que não sabendo valores de caudais, pontas de cheia, cheia centenária, se elabora algo? Como é que não tendo ideias para um centro de interpretação ambiental, se contrói uma infraestrutura e depois se diz na praça pública que "agora temos de encontrar conteúdos para aqui colocar"? Afinal, este centro de interpretação ambiental é para interpretar o quê?


Logo no início do projecto, abateram-se carvalhos apenas a 20 metros da nascente, em plena Rede Natura 2000, desta forma elaborei uma queixa às entidades competentes. Fiquei revoltado especialmente com o abate de um carvalho centenário, sem necessidade alguma!

Depois vi lentamente o leito do rio ser betomizado, só para que alguns tenham um lagozinho bonito para virem passear. Que sustentabilidade ambiental é esta?
Para que possam perceber o que eu falo, deixo-vos o link muito útil, onde se mostra o que de faz de bem em projectos deste género, chama-se engenharia verde:


Era possível criar ali algo de sustentável, não como foi elaborado!
Em conversas com algumas pessoas comecei a perceber que há muitas pessoas em Ansião, que concordam comigo, requalificação sim, mas não desta forma, não se justificava o resultado final, algo que é o pleno de uma obra do género "elefante branco". Quando agora lá passo, vejo que mesmo sendo uma infraestrutura nova, já é desprezada, a novidade já não atrai como no início, eu pessoalmente não costumo lá ir....
Para que possam conhecer algo de concreto do que deveria ter surgido ali, dou a conhecer a quem desconhece, um local em que as coisas foram mais bem pensadas e concretizadas, o Carsoscópio, na nascente do Alviela:


Basicamente é algo que tem, cabeça, tronco e membros, aconselho vivamente uma visita!
Voltando aos olhos de água, mostro-vos um exemplo do quanto elementar foi um dos erros desta obra, algo que sendo básico aos olhos de especialistas em ordenamento do território como eu, passou despercebido aos olhos do responsável do projecto.
A dinâmica de um rio é algo que tem princípios básicos, um deles foi posto a descoberto nesta foto que vos mostro, é a seguir à segunda ponte em madeira, ao lado de um pequeno moinho a seguir ao edifício principal.
Perguntam-me vocês: porque é que não estão ali os seixos?
Eu respondo: é a dinâmica natural dos rios
Perguntam-me vocês: porque é que o responsável do projecto não previu isto?
Eu respondo: elementar meus caros, não tem competências na área
Perguntam-me vocês: como é então isto possível, alguém que não tem competências nesta área estar á frente de um projecto como este?
Eu respondo: política, meus caros, política



Os políticos, mesmo que por vezes com boas intenções, ignoram factos elementares, é necessário recorrer a especialistas conforme as tipologias dos projectos, por isso a maior parte das vezes projectos que poderiam resultar em algo de sustentável e correcto, resultam nisto mesmo, projectos mal pensados, mal elaborados e mal aproveitados!
Daqui a alguns meses vão começar a ocorrer outros problemas, além dos problemas que já ocorrem, e aí cá estarei para chamar à atenção, há que ser responsabilizado pelos erros.
Sei que há pessoas que não podem falar neste assunto, já que são tabu para quem quis que este projecto fosse assim mesmo, mas eu posso falar, não me movem questões políticas. Sou imparcial no que faço e penso, seja a pessoas amigas, conhecidas ou desconhecidas!
No entanto caso em seja solicitada ajuda, em termos de ideias, cá estarei.
Brevemente voltarei a este tema, já que esta foi apenas uma primeira abordagem.....

sábado, 12 de julho de 2008

O desprezo pelo património em Santiago da Guarda!


Desta vez falo sobre um local em Ansião, mais precisamente na freguesia de Santiago da Guarda, à frente do Castelo de Santiago, um local fabuloso.
Á semanas atrás falava com uma pessoa da área da arqueologia e pessoas ligadas ao património, em que abordámos o facto de no outro lado da estrada que passa à frente do Castelo de Santiago, havia uma forte possibilidade de haver vestígios arqueológicos importantíssimos ligados ao próprio castelo. Falámos na importância de fazer as devidas sondagens de forma a identificar o que lá existe e assim potenciar em termos turísticos.
Surpresa foi a semana passada quando lá passei e notei que estavam a preparar para urbanizar toda aquela área, onde inclusivé um lagar antigo poderá ir abaixo....
Realmente não compreendo, tanta dedicação para colocar no mapa Santiago da Guarda, e agora ao lado de um bom exemplo do que se pode fazer em termos de defesa e valorização do património, está a começar algo que representa o pior nos mesmos termos! Procuram-se os responsáveis por esta infeliz acção que em nada dignifica Ansião e o Castelo de Santiago da Guarda ....
É por estas e por outras que em nas Terras de Sicó se perdem boas oportunidades, como diz aquele velho ditado, no melhor pano cai a nódoa!!

Nota: devido à urgência deste assunto o tema dos olhos de água fica adiado para o próximo post, que será no final da próxima semana. As minhas desculpas pelo facto!

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Monte Campo Vs Sicó/Alvaiázere

Já andava a querer colocar este post há algum tempo, agora que tenho uns minutos aproveito para finalmente falar de mais um assunto, desta forma novo e inovador.

Monte Campo, o que é? Bem, Monte Campo é uma marca portuguesa de mochilas, tendas, etc.

Sicó/Alvaiázere, o que é? Bem, é o Sítio da Rede Natura 2000 - Sicó/Alvaiázere.

O que têm em comum? Bem, para já nada, mas daqui a mais uns meses vão ter muito a ver...



Passo a descrever então o que quero dizer com esta conversa. Comprei à coisa de dois anos uma mochila de grande capacidade desta marca (que utilizo nas minhas incursões lá fora, maioritariamente para formação na minha área profissional) O ano passado comprei também uma tenda desta mesma marca.

Em 2006 num aeroporto aí pela europa perderam-me uma peça da mochila (igual à da foto abaixo), a qual fazia falta, entrei em contacto com a empresa de forma a que me enviassem a peça à cobrança. Espantado fiquei quando me enviaram a peça gratuitamente, nem tudo é mau em Portugal!


http://www.montecampo.pt/

Aproveitei na resposta de agradecimento para colocar a esta empresa um desafio, já que têm mochilas dedicadas a algumas das mais bonitas áreas de Portugal, porque não colocar no mercado uma dedicada a Sicó/Alvaiázere?
Bem, ainda mais surpreendido fiquei quando me foi respondido que este desafio já estava a ser equacionado, portanto vamos ter de esperar poucos meses para podermos comprar algo português que homenageia a nossa região!
Em termos de imagem é algo fantástico, apesar de ser uma migalha, grão a grão enche a galinha o papo...
E este heim! (como diria o imortal Fernando Pessa)


Próximo post: Olhos de água em Ansião (Finalmente...)

terça-feira, 8 de julho de 2008

Ciência Viva - Geologia no Verão 2008


«Nas montanhas, nos vales, nas praias, nas minas, está a história da Terra.Cada pedra, cada fóssil, é um livro aberto à curiosidade.Os fósseis das calçadas, as pedras dos monumentos esperam por si.Descubra como os acontecimentos do passado modelaram as paisagens de hoje e que seres vivos povoaram a Terra.Saiba como se extraem os minérios e como se formam as nossas reservas de água.Visite locais de interesse geológico na companhia de cientistas e técnicos especializados.»
http://www.cienciaviva.pt/veraocv/geologia/geo2008/

Inicia-se hoje a divulgação em larga escala das acções promovidas e apoiadas pela Ciência Viva (http://www.cienciaviva.pt/home/), mais especificamente refiro-me à Geologia no Verão 2008. Concerteza que muitos de vós já ouviram pelo menos falar destas actividades extremamente interessantes, infelizmente não consegui ir até hoje a nenhuma, mas deste ano não passa, afinal são actividades gratuitas em que quem sabe da matéria nos mostra algo que é belo e desconhecido por este Portugal fora.

Podem pesquisar no link http://www.cienciaviva.pt/veraocv/geologia/geo2008/ sobre as actividades planeadas para a área que compreende as Terras de Sicó, há muitas actividades que vocês podem querer ir, volto a lembrar que são GRATUITAS! Pessoas como o amigo Alexandre têm de aproveitar....
Algumas das acções previstas para a área das Terras de Sicó:

Cumprimentos geológicos e geomorfológicos!

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Contratado ganha menção honrosa em concurso promovido pela própria entidade patronal ?!

Pois é, pensei que já tinha visto de tudo (ou quase), mas afinal há sempre mais alguma coisinha para ver e apreender, desta vez é algo realmente de curioso.
Dado o facto de um dos meus passatempos ser a fotografia, estou atento ao que por se faz em Terras de Sicó, desta vez estava a ver um concurso promovido pela Câmara Municipal de Alvaiázere, o qual fiquei muito contente por saber:
http://cmalvaiazere.ambisig.com/default.aspx?module=NoticiaDisplay&ID=68

Mas, como não há bela sem senão, vi algo que me intrigou, será que é ético um dos participantes que ganhou menção honrosa ser..... contratado da Câmara Municipal de Alvaiázere? Não me parece, é algo que me parece pouco próprio de um concurso de fotografia! O que é constrangedor é o facto de muitas destas vezes as entidades organizarem concursos deste género, sem que se preocupem com o facto de por exemplo no caso de dizerem que uma das "condições de entrada" neste género de concursos são para posteriormente serem utilizadas por estas mesmas entidades, facto que constitui uma ilegalidade (dito por um dos melhores freelancers de Portugal). Isto já aconteceu no primeiro concurso em que entrei...

Polémicas à parte, interessa divulgar o nome das Terras de Sicó, a fotografia é um bom modo de o fazer, eu tenho centenas de fotos de Alvaiázere, fiz questão em não concorrer ao concurso que atrás falei, porque dadas as condicionantes, por melhor que fosse a fotografia, tenho um palpite que não valeria a pena, já que não lhe seria dada uma pontuação condigna.

No topo deste blog têm uma foto de Alvaiázere, uma das mais bonitas que tenho! Tenho outras que até Março deste ano podiam ser utilizadas pela Câmara Municipal de Alvaiázere, mas obviamente com a minha saída retirei o direito de uso das mesmas, já que eram fotos tiradas por mim com a minha máquina e fora do horário de expediente.... Agora só mesmo com um pedido expresso desta é que poderei autorizar a cedência de quaisquer tipo de fotografia, se se justificar e conforme as condições terei todo o prazer!

Já este ano concorri a dois concursos de fotografia, só por "brincadeira", felizmente e para meu espanto correram bem. No primeiro concurso, promovido pela ADILCAN, ganhei menção honrosa com uma foto de Ansião:
http://olharsico.blogs.sapo.pt/1346.html

Já no segundo, um concurso já de dimensão global, onde concorri com 4 fotos em 4 categorias e onde uma delas era de Alvaiázere. Com uma foto de uma das minhas viagens fiquei no top 60:
http://www.icimod.org/photocontest/page/search/tags/top

Ps: Descubram qual delas é!!

A fotografia é algo de muito belo, se utilizado para fins sérios e imparciais, por isso peguem nas vossas máquinas e fotografem o Portugal lindo e muito escondido que aí temos....

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Os meus sacos...

Que título idiota, pensarão vocês à primeira vista! Passada esta primeira ideia passo a explicitar o objectivo deste título:
Estes são apenas alguns dos meus sacos, objectos que utilizo para ir às compras do dia a dia, porquê?
Simples, imaginem que vão às compras cerca de 100 vezes num ano e nessas 100 vezes necessitam de pedir (e pagar..) cerca de 200 sacos de plástico. Imaginem que somos 10 000 000 de portugueses ( e imigrantes), qual será o número necessário de sacos de plástico para irmos todos às compras? Qualquer coisa como 2 000 000 000 de sacos de plástico!! E para onde vão depois esses mesmos sacos de plástico? Alguns para a berma das estradas, outros para aterros (bonita palavra para as lixeiras do séc. XXI...) e muito menos para reciclagem...
Imaginem agora se utilizarem dois sacos de pano para o mesmo serviço, eles duram alguns anos e são também uma boa publicidade a quem deles faz uso publicitário!
Desta forma para o mesmo serviço, em vez de 2 000 000 000 sacos de plástico, necessitamos apenas de 10 000 000 sacos de pano, os quais servem para mais do que um ano, acho que é fácil perceberem a importância de substituirem os vossos sacos de plástico por um de pano, ganham vocês, a carteira e o ambiente agradece!!



Reduzir, Reutilizar, Recuperar e Reciclar!