terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Apresento-vos as raríssimas análises à "água" do Alvorge

Em Abril de 2016 a Srª Maria Luísa Ferreira, afirmava ao Jornal Terras de Sicó sobre este caso, que a água saía límpida para uma linha de água, facto que cedo demonstrei que era mentira. O anterior executivo municipal deu cobertura a esta situação, já que além de alegadamente ter sido quem construiu aquele esgoto/dreno ilegal, sempre manteve o apoio a quem poluía e continua a poluir.
Hoje, 19 de Dezembro de 2017 eu tenho um presente para esta senhora, que conheço há quase 30 anos. Trata-se, nada mais nada menos, do que análises da "água" que ela afirmava que saía límpida para uma linha de água. Os resultados são bastante comprometedores, bastando olhar para os valores decorrentes das análises. São resultados que me envergonham enquanto ansianense que preza o seu território e que não dão margem para dúvidas. São resultados que mostram que temos muito que evoluir, já que até agora se deu primazia ao interesse privado em detrimento da saúde pública de milhares de pessoas. Espero que os resultados que saíram da análise da "água" sirvam, de vez, para que este atentado ambiental tenha um fim de uma vez por todas.
Quem perceber mais disto, pode comentar, já que não é fácil que todas as pessoas compreendam, de facto, os resultados nem o que está em causa. Trata-se de contaminação dos aquíferos e de uma questão de saúde pública. Espero que se promova um estudo sobre o real estado da água dos aquíferos, já que a água é um recurso imprescindível para a nossa sobrevivência. E além disso o dinheiro não mata a sede, é a água que o faz. E se alguém polui a água, terá de pagar um preço bem alto!
Agora partilhem, já que presentes destes são raríssimos! Cheque-mate...



Apaguei destes documentos alguns dos meus dados pessoais, portanto não se espantem não ter a minha morada e afins.
Mais uma vez relembro que se alguém quiser contribuir para a despesa que tive com estas análises, já sabem como me contactar, de forma a dar um muito pequeno contributo.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Operação "Porcahontas"

Baptizei esta operação com o nome de código de "Porcahontas" e confesso que já me ri bastante à conta deste nome, inventado meramente para dar nome a uma acção de recolha de "água" no Alvorge, para análises laboratoriais. 
O caso é bem conhecido e até agora deu muito que falar. Agora que o cenário político é outro, espero sinceramente que o proteccionismo político, evidenciado pelo anterior executivo camarário, a quem tem  poluido acabe de uma vez por todas, especialmente a bem da saúde pública. Agora que o executivo é outro, estou esperançoso que a coisa comece a ir no bom caminho, de forma a resolver este grave problema ambiental, que ameaça a saúde pública, através da contaminação dos aquíferos. A impunidade tem de acabar!
Mas vamos então à operação "Porcahontas". Basicamente fui ao local do esgoto ilegal, que drena livremente para terrenos vários e linha de água (indo ter a um sumidouro mais adiante...). Ao chegar ao local, constatei que era mesmo verdade o que as minhas fontes me tinham confidenciado. Há coisa de 3 meses, quiçá na despedida, alguém cobriu com brita a zona onde o esgoto brota, numa tentativa de tapar o sol com uma peneira (santa ignorância...). Uns 10 centímetros que me fizeram voltar a casa para trazer uma enxada. Depois procedi ao destapamento da área onde se situa a tampa de esgoto. Levantei a tampa e, antes, tive de inspirar fundo, não fosse ficar inconsciente com a podridão ali existente... Peguei nos recipientes e enchi os mesmos, tendo de lavar as mãos, com água que tinha trazido já com esse propósito numa garrafa de plástico. Depois foi simplesmente baixar a tampa e recobrir a mesma, de forma a que não ficasse ali um buraco.
Depois desloquei-me até um centro de análises laboratoriais e entreguei os recipientes. Paguei uma importância, que penso que será provisória e terá de ser alinhavada de acordo com as análises de facto efectuadas e fui informado que dali a 10 dias teria os resultados. Sei que há algumas pessoas que mostraram disponibilidade para me ajudar a custear esta despesa, portanto se assim o entenderem, basta falar comigo para acertarmos contas. 
Custou ficar calado este tempo, mas já tenho as análises na minha posse. Nos próximos dias divulgarei aqui os resultados, os quais espero que possam fazer acordar as pessoas que ainda não acordaram e que não entendem o que está em causa é mesmo a sua saúde. A ver vamos se essas pessoas consideram que o interesse privado de alguns e a poluição causada por esse mesmo interesse privado se sobrepõe à sua saúde e à saúde dos seus filhos, familiares e conhecidos...
Nos próximos dias irei publicar aqui os resultados das análises, portanto estejam atentos...







segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Associações Florestais ou Associações do Eucalipto?! Preocupante, muito preocupante...


Surgiu de uma conversa em plena rua, quando uma pessoa que admiro imenso se cruzou comigo e começámos a falar sobre a tragédia deste Verão. A determinado momento chegou-se à parte das menosprezadas espécies autóctones, nomeadamente do carvalho cerquinho, azinheira, medronheiro, etc. Disse-me que há uns tempos tinha ido à Associação Florestal de Ansião, da qual é associada, pedir informações, já que queria deixar um legado às próximas gerações e, por isso, queria plantar por exemplo carvalho cerquinho. Como não sabia da aptidão do solo, queria saber mais informações, de forma a dar seguimento a essa sua vontade. Contudo, e alegadamente, sugeriram-lhe plantar... eucaliptos, concretamente uma variedade que não consumia tanta água como outra espécie de eucalipto já existente por estes lados...
Fiquei perplexo, pois ver uma Associação Florestal incentivar a monocultura do eucalipto em vez de incentivar a plantação de espécies autóctones, não é propriamente algo de compreensível. Nem quero imaginar as vezes que isto acontece, contudo seria interessante fazer uma análise perante os associados, de forma a ver como tem sido o aconselhamento... 
Mas não é tudo. Duas semanas depois, quando abordei aqui a questão do medronheiro, partilhando o comentário das redes sociais, uma outra pessoa comentou que tinha feito o mesmo, em Penela, de forma a ver a possibilidade de plantar medronheiros, e foi-lhe alegadamente dito que não era viável. Quase que em jeito de brincadeira, eu disse-lhe "presumo que lhe tenham sugerido o eucalipto", tendo-me sido dito "pois foi isso mesmo".
Tendo em conta a localização que me foi comunicada, tenho sérias dúvidas sobre a suposta inviabilidade da plantação de medronheiros. Cheira-me ao lóbi do eucalipto...
Após isto, fico seriamente preocupado com o que, de facto, estas nossas Associações Florestais andam a fazer, já que fica a ideia que são meras pregadoras da monocultura do eucalipto, funcionando na (i)lógica de mercado actual, sendo assim contra a floresta e a favor da monocultura do eucalipto. 
Não mudar o paradigma é grave, ainda mais por parte de quem devia ser pró floresta e não pró eucalipto. Manter esta nossa região refém do eucalipto é grave, não sendo sequer necessário dizer porquê. Este ano falou por si mesmo, de uma das piores formas possíveis...
Importa agora compreender qual o real papel das nossas Associações Florestais, já que estes dois casos indiciam algo que me preocupa seriamente. O papel das Associações Florestais é pugnar pela floresta, não por monoculturas como a do eucalipto!

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

É bom, é um recurso económico importante, contudo...


Sim, sou um guloso. Sim, comi parte significativa destes medronhos. Sim, aproveitei algo que ninguém quis e que deixou ao abandono. Apesar de ser cada vez menor a área de medronheiros na região de Sicó, devido a abate de medronheiros e aos incêndios, o certo é que ainda há por aqui umas bolsas de medronheiros muito interessantes e que poderia representar mais uma valia económica entre muitas outras, menosprezadas.
A fileira do medronho continua a ser desprezada neste belo território. Devidamente estruturada poderia ser o melhor de dois mundos, um contributo para o repensar da fileira florestal e uma importante mais-valia económica, onde se consegue acrescentar valor à matéria-prima que é o medronho. Nos últimos anos tenho insistido nesta questão, tendo até aconselhado algumas pessoas a trilhar este caminho.
As autarquias deveriam fazer mais para que este recurso local fosse potenciado. As Associações Florestais, em vez de andar a sugerir a particulares que plantem eucaliptos geneticamente modificados (e a dizer que consomem menos água...) deveriam sim pugnar pelo ressurgimento de fileiras como o medronho. E nós, em vez de sermos invejosos e egoístas, deveríamos pensar que mais importante do que ganhar dinheiro rapidamente e à custa de tanta área ardida e sem fazer um chavo, é fundamental diversificar a fileira florestal, apostando nas espécies autóctones e fazer o desmame do eucalipto de uma vez por todas. Sim, as espécies como o medronheiro também rendem dinheiro e não representam o risco que o eucalipto representa. 
Vamos mudar o paradigma?!