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15.1.25

Mesmo assim há quem insista em abandoná-los...


Alguns se calhar vão dizer que é um tema banal, contudo, e infelizmente, não é, já que apesar de actualmente haver todas as facilidades e comodidades para encaminharmos os "monstros" que temos em casa, ainda há quem os abandone por aí, seja em meio urbano seja em meio rural (bermas dos caminhos rurais e afins...). Nesse caso o monstro é quem abandona os ditos objectos.
Fiz este registo há uns meses, quando me deparei com o mesmo, numa ilha ecológica, vulgo ecopontos, a escassos metros da estação de comboios de Pombal, após chegar de uma viagem de comboio. Hoje foi o dia de usar este mesmo registo fotográfico, a bem da educação ambiental e da promoção do civismo e cidadania.

9.2.15

Ecofantasmas



Indo directo ao assunto, há anos atrás, quando foi elaborado o projecto de requalificação urbana da Vila de Alvaiázere, o autarca local, Paulo Tito Morgado, teve a ideia, e bem, de colocar novos tipos de ecopontos, ou ilhas ecológicas, naquela Vila. Já lá vão alguns anos e o que deveriam ser ecopontos, são afinal fantasmas de ecopontos, pois estes "ecopontos" nunca tiveram utilização. Confusos? 
Projectos chave na mão, esse é um dos problemas. Má gestão de um dossiê importante, esse é outro problema. O responsável político desse grave erro de gestão é o respectivo autarca. Dos dois grupos de ecopontos que vi, todos eles estavam encerrados, não sendo possível abrir nenhum. A única utilização que esta infra-estrutura está a ter, resume-se a um destes pontos de recolha de resíduos indiferenciados (3 para ecopontos e 1 para resíduos indiferenciados), situado à frente de um restaurante. Imagino que, para retirar o lixo dali seja necessário trazer uma máquina e uma carrinha, para carregar tudo e depois transferir para caixotes do lixo. Estranho também que todos estes "fantasmas" estejam identificados como sendo de recolha de resíduos indiferenciados, tal a confusão do conceito "ilha ecológica" e solidez do conceito "ecofantasma". Só não estranho tudo isto porque o autarca respectivo sempre teve um discurso baseado no greenwash.
Palavras para quê? 

5.9.14

Porque será?!


Faz hoje 3 meses que estes 12 conjuntos de ecopontos foram pomposamente apresentados numa cerimónia alusiva ao Dia Mundial do Ambiente, em Ansião. Por esta altura já os mesmos deveriam ter entrado ao serviço, no entanto parece que estes ecopontos são especiais, pois ganharam raízes no estaleiro municipal.
Fiquei surpreso ao constatar este mesmo facto, pois quando se compram equipamentos como estes, já tem de estar definido o local onde os mesmos irão ser colocados, o que claramente não me parece ser o caso. 
Gostaria de saber qual o motivo que leva a que estes mesmos ecopontos estejam há tanto tempo à espera de ser distribuídos. Episódios como este mostram que a política ambiental praticada em Ansião, bem como noutros municípios da região de Sicó, é tudo menos correcta. Diria eu que é política supérflua, onde pouco se fala de ambiente e menos se faz pelo mesmo. A sensibilização deixa muito a desejar e, a montante o mesmo se passa.
O ambiente sempre foi o parente pobre da política, olhado como o bicho papão e muitas vezes tema tabú, prevalecendo os estereótipos. A competência dos municípios deixa muito a desejar neste domínio, facto que na minha opinião, está bem à vista. O ambiente é visto de uma forma redutora, quando afinal este é a base de tudo o resto, cultura e economia são apenas exemplos.
Palavras de ocasião e/ou de conveniência abundam quando se pretende abordar a temática ambiental. Falo do que sei e sei do que falo. Curiosamente foi há coisa de 14 anos que fiz, em Ansião, um pequeno trabalho de investigação sobre ecopontos e reciclagem, onde muito comecei a aprender com miúdos e graúdos. Há alguns anos atrás ofereci 3 mini conjuntos de ecopontos a uma instituição ansianense, de forma a promover a separação de resíduos. Consegui mudar mentalidades em dezenas de lares, no entanto há que manter a importante tarefa, contínua, de mudar as mentalidades, pois elas relaxam e tornam-se descuidadas!