quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Leiam, sem acordo ortográfico, o património e a cultura agradecem!

Já lá vão uns meses desde a última vez que foquei a bela da leitura, claro que apenas aquela livre de um suposto "acordo" ortográfico, o qual é um atentado à língua portuguesa. Agora que tenho algum tempo para as leituras não técnicas, toca a pegar naqueles livros ou revistas que adquiri recentemente.
Nunca é demais salientar a importância da leitura, mais ainda quando se pode aprender mais sobre temáticas como o ambiente e o património. Ler capacita-nos para o exercício da cidadania, não se esqueçam desse pequeno grande pormenor!
Destes todos destaco o primeiro, Pensar Como Uma Montanha, de Aldo Leopold. Já tinha ouvido falar muito deste livro, sobre o facto de ser uma obra intemporal e de ser daquelas obras que não devemos prescindir de ler. Confesso que não ligo muito a rótulos, já que, por vezes, são os fazedores de opinião que nos querem impor a sua visão sobre o mundo. Prefiro ler e ter a minha própria opinião.
Acabei hoje de ler este mesmo livro, ficando completamente rendido ao mesmo, algo que não é assim tão fácil. É uma obra que, mesmo apesar de ter sido escrita há quase 70 anos, é extraordinária, actual e de uma grande profundidade. A sua leitura exige sentidos afinados, pois só desta forma se consegue assimilar os factos e saborear as sábias palavras.


Apesar de ser uma edição antiga, é, sem dúvida alguma, um conjunto de obras com muita "matéria-prima" para trabalhar num passeio de lés a lés. Faltam-me ainda alguns...


Faço aqui uma breve nota de uma revista que apenas há 1 mês tomei conhecimento da sua existência, o que até é normal tendo em conta que este é apenas o seu segundo número, embora o terceiro esteja por estes dias a chegar às bancas. Fiquei rendido à qualidade e pertinência da Revista Smart Cities. Fiquei imensamente contente por esta, tal como outras, não adoptar o AO, algo que possibilita a sua compra da minha parte. A não perder!


Um livro a ter em conta no domínio do património construído. Há que dizer que a região de Sicó também padece deste grave problema. Brevemente irei voltar a falar disto mesmo.


E porque há uma grande diferença entre alimentos e produtos alimentares, eis um livro que me parece interessante neste domínio. 


sexta-feira, 21 de novembro de 2014

E que tal fazer da região de Sicó uma zona livre de organismos geneticamente modificados?!

É um tema que tenho feito questão de acompanhar já há largos anos, concretamente desde que me iniciei nas lides ambientais. Falar de Organismos Geneticamente Modificados não é fácil, no entanto é fácil falar sobre os interesses económicos que se servem da desculpa "alimentar o mundo" para impor um modelo de negócio que é totalmente contra os princípios mais elementares da soberania alimentar. É também um modelo de negócio que atenta contra a biodiversidade do planeta, a qual é a garantia do nosso futuro. Empresas gigantescas como o são a Monsanto, Bayer, Syngenta, Dow e afins baseiam-se em boa parte na nossa dependência de sementes, as quais estas tentam a todo o custo registar em termos de patentes. É uma indústria que movimenta milhares de milhões e que desvirtua muita gente, com ou sem princípios.
Há poucos dias dei-me ao trabalho de analisar esta questão, no que concerne ao milho, descobrindo eu que, já este ano, o milho geneticamente modificado foi semeado em Soure, portanto bem pertinho de todos nós. Tenho a certeza se o minifúndio fosse residual na região de Sicó os OGM´s já teriam tido algum sucesso e perturbado tudo o resto, mas felizmente que o minifúndio ainda manda por estes lados, servindo de barreira contra invasores.
Será interessante perceber, no curto prazo, se as abelhas vão começar a desaparecer "misteriosamente" nas áreas em redor deste campo de milho geneticamente modificado, pois é isso que tem acontecido noutros lados...

Cultivo de milho geneticamente modificado (2014) na abrangência da região de Sicó


Fonte: Direcção Geral de Alimentação e Veterinária

Indo então ao cerne da questão, o meu desafio é simples, o de tornar a região de Sicó uma zona livre de Organismos Geneticamente Modificados. Não se deixem iludir, pois estes não são a autodenominada salvação para milhões de pobrezinhos, já na década de 60, do século passado, as grandes multinacionais vieram com essa conversa durante a denominada "revolução verde", a qual foi guiada por uma série de empresas "químicas" e por um químico que trouxe a desgraça, o conhecido DDT.
Fiquem com alguns (entre muitos mais...) sites onde podem aprender e partilhar informação sobre o que é realmente importante:





Uma sociedade bem informada é uma sociedade com futuro!

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Erros básicos de marketing territorial

Marketing territorial, nem mais! Há poucas semanas atrás, aquando do comentário sobre a Feira Quinhentista ocorrida em Santiago da Guarda, referi que posteriormente iria debater precisamente esta questão, ou seja as falhas que, por vezes, podemos observar em eventos deste género. Quando se organiza um evento onde o objectivo principal é o marketing territorial, um dos principais cuidados a ter é o de garantir coerência no regulamento e na aplicação do mesmo. Se o evento tem como intuito representar outras épocas, nunca se pode permitir que surjam adereços que não correspondem a estas mesmas outras épocas.
O regulamento da Feira Quinhentista até estava bem elaborado, daí eu estranhar o que as duas primeiras fotografias pretendem mostrar. A organização falhou redondamente neste aspecto, pois permitiu algo que nunca deveria ser permitido. Sugiro também às empresas que colocaram estes painéis que em próximos eventos criem painéis inspirados na época, pois é fácil e baratíssimo. Com criatividade tudo se faz.
Este meu comentário pretende fundamentalmente alertar para esta e outras falhas, pois estas colocam em causa a imagem do evento que, diga-se, à parte destas duas falhas, foi um excelente evento cultural. 



Outro aspecto que não posso deixar passar em branco, e que sugiro que ponderem, é o facto de no meu entender não ser lógico estar uma roulote de kebabs mesmo em frente ao castelo, nos dias do evento em causa. Será que faz sentido isto num evento deste género? Será que faz sentido os kebabs estarem a competir directamente com os restaurantes devidamente enquadrados no espírito da Feira Quinhentista?
No meu entender o feirante fez o seu papel, no entanto e no meu entender o regulamento da feira deveria garantir uma "zona livre", onde a única "competição" entre feirantes seria entre aqueles que vendessem produtos "medievais" apresentados quase como à época.
A organização da Feira Quinhentista deverá ponderar muito bem esta questão, pois é algo que prejudica a imagem do evento. Espero que, com este comentário, a Feira Quinhentista do próximo ano chegue a um patamar de excelência, pois Ansião e a região de Sicó merecem.


quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Gostava de ver neste mapa Ansião, Alvaiázere, Condeixa, Pombal, Penela e Soure!


Mas não só, gostava sim de ver todos os municípios e todas as freguesias do país neste mapa. Infelizmente todos os municípios da região de Sicó e a esmagadora maioria dos municípios de Portugal estão no mapa dos viciados em herbicidas. Há mapas deste drama, mas pecam por defeito.
A minha sugestão é simples, enviem uma carta ou e-mail às vossas autarquias e juntas de freguesia. Podem também telefonar. A cidadania exige acção da nossa parte e não se esqueçam que os herbicidas são um grave problema, não para o ambiente mas sim para nós próprios!

domingo, 9 de novembro de 2014

Ansião com c ou com s?



Há uns meses atrás, recebi uma mensagem, através do azinheiragate, que pretendia alertar-me para o facto de Ansião escrever-se com o s e não com um c. Isto porque no blog refiro que sou de Ancião e não de Ansião. 
Compreendo, e agradeço, a chamada de atenção, no entanto o que eu pretendo é mostrar que houve um tempo em que se escrevia Ancião e não Ansião. Eu ainda sou desse tempo. Nos mapas de Portugal, que cada um de nós tinha nos tempos da primária, constava Ancião e foi assim que aprendi. Claro que depois Ancião passou para Ansião. Se bem me lembro, isto deve-se ao facto de que os historiadores conseguiram determinar que, afinal, o correcto era mesmo Ansião. Penso que noutros tempos Ansião se denominada por Ansiom, ou algo muito aproximado.
Este meu comentário pretende alertar para que há toda uma história que anda a cair no esquecimento, algo que eu considero grave. Hoje em dia impera o supérfluo, mais facilmente um miúdo sabe o historial de um jogador de futebol do que a história do seu país. Cultivam-se mentalidades à casa dos labregos e parece que isso é aceitável.
Aproveito este comentário para abordar também uma outra questão. A maioria de vós já percebeu que eu não sigo o denominado “acordo ortográfico”, ou AO. Esta altura é a ideal para me justificar, se é que há necessidade disso.
Não sigo o acordo ortográfico (AO) porque o AO não é afinal um AO, mas sim um acordo criminoso de mercantilização da língua portuguesa. Sou apologista da evolução linguística e até concordo com alguma da evolução, no entanto este AO não teve como base a necessidade de evolução, mas sim a questão económica. Não aceito que com um falso pressuposto se altere o que de mais sagrado uma cultura pode ter, a sua língua. E isto sem que sequer tenha ocorrido um referendo... Lembrem-se que a maioria de nós, portugueses, somos contra o acordês, o problema é que parte significativa dos mesmos são passivos perante um tema fundamental, que mexe com a nossa identidade secular.
Tenho lido muito sobre o AO, não gostando de muita da demagogia utilizada em redor do mesmo. Este AO foi efectuado por colarinhos brancos (que considero traidores da nossa cultura), à revelia do povo. Houve vários pareceres negativos e curiosamente um único, positivo, foi levado em conta. Há interesses económicos a guiar o AO, o que é muito perigoso para a nossa cultura. O único interesse a guiar um AO deve ser o do povo!
O meu apelo é um só, recusem o AO. Ninguém vos pode obrigar. Além disso, ao continuarem a escrever da mesma forma, antes do AO, não estão a cometer erros ortográficos, estão apenas a utilizar a língua portuguesa! Lembrem-se que os mesmos que aprovaram o AO, nas vossas costas e sem consulta popular, são os mesmos que levaram o país à situação onde ele está...
Eu não compro livros, revistas, jornais ou afins que utilizem o AO, é uma questão de coerência. Faça-se um novo AO que esse sim, siga os interesses do povo e do seu maior tesouro a língua portuguesa!

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Os negócios também se fazem de bicicleta, sabiam?


No mês passado fui novamente a mais um evento no centro de negócios. Mais uma vez fui de bicicleta e mais uma vez não encontrei nenhum estacionamento para bicicletas, daí ter sido obrigado a prender a bina a uma árvore, facto que, claramente, prejudica a imagem do centro de negócios de Ansião. Sim, eu sei que a bicicleta não é nenhuma topo de gama, mas afinal isso não é relevante. Esta, da foto, é a minha histórica, tendo eu mais duas, uma desdobrável e outra para o monte.
Não sei qual é a realidade de outros centros de negócios da região, no entanto sei qual é a realidade de alguns quantos centros de negócios espalhados pelo país e também fora de portas. 
Falando nos melhores centros de negócios, todos eles têm estacionamento para bicicletas. O motivo é simples, afinal os negócios também se fazem de bicicleta. Eu sei que nesta região o preconceito para com a bicicleta ainda subsiste, no entanto este tem de ser ultrapassado.
Quem anda de bicicleta ainda é visto, muitas vezes, como o coitadinho que anda em duas rodas porque não tem dinheiro, no entanto há muitos empresários que também andam de bicicleta e não apenas por mero lazer. Vivemos ainda numa época onde a aparência é, para muitos, tudo. Andar de bicicleta é uma forma de estar na vida, portanto nada mais natural do que haver estacionamentos para bicicleta em locais estratégicos. Na vila de Ansião existem apenas dois estacionamentos para bicicletas. O primeiro foi construído pelos Bombeiros Voluntários de Ansião, para os seus voluntários deixarem as bicicletas durante o serviço. O segundo foi feito no decorrer de um parque de estacionamento, mandado construir pela Câmara Municipal de Ansião. Neste último a sua localização deixa tudo a desejar, pois este estacionamento foi feito ao lado dos caixotes do lixo, quase que apenas para encher aquele espaço indesejado por todos.
Fica então o alerta para o que eu considero um problema, ou seja a falta de estacionamento para bicicletas no Centro de Negócios de Ansião, mas não só, pois há que perceber igualmente qual é a realidade por exemplo em Pombal, Penela, Soure, Alvaiázere, Condeixa, entre outros.