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5.11.14

Os negócios também se fazem de bicicleta, sabiam?


No mês passado fui novamente a mais um evento no centro de negócios. Mais uma vez fui de bicicleta e mais uma vez não encontrei nenhum estacionamento para bicicletas, daí ter sido obrigado a prender a bina a uma árvore, facto que, claramente, prejudica a imagem do centro de negócios de Ansião. Sim, eu sei que a bicicleta não é nenhuma topo de gama, mas afinal isso não é relevante. Esta, da foto, é a minha histórica, tendo eu mais duas, uma desdobrável e outra para o monte.
Não sei qual é a realidade de outros centros de negócios da região, no entanto sei qual é a realidade de alguns quantos centros de negócios espalhados pelo país e também fora de portas. 
Falando nos melhores centros de negócios, todos eles têm estacionamento para bicicletas. O motivo é simples, afinal os negócios também se fazem de bicicleta. Eu sei que nesta região o preconceito para com a bicicleta ainda subsiste, no entanto este tem de ser ultrapassado.
Quem anda de bicicleta ainda é visto, muitas vezes, como o coitadinho que anda em duas rodas porque não tem dinheiro, no entanto há muitos empresários que também andam de bicicleta e não apenas por mero lazer. Vivemos ainda numa época onde a aparência é, para muitos, tudo. Andar de bicicleta é uma forma de estar na vida, portanto nada mais natural do que haver estacionamentos para bicicleta em locais estratégicos. Na vila de Ansião existem apenas dois estacionamentos para bicicletas. O primeiro foi construído pelos Bombeiros Voluntários de Ansião, para os seus voluntários deixarem as bicicletas durante o serviço. O segundo foi feito no decorrer de um parque de estacionamento, mandado construir pela Câmara Municipal de Ansião. Neste último a sua localização deixa tudo a desejar, pois este estacionamento foi feito ao lado dos caixotes do lixo, quase que apenas para encher aquele espaço indesejado por todos.
Fica então o alerta para o que eu considero um problema, ou seja a falta de estacionamento para bicicletas no Centro de Negócios de Ansião, mas não só, pois há que perceber igualmente qual é a realidade por exemplo em Pombal, Penela, Soure, Alvaiázere, Condeixa, entre outros.

15.6.14

E se eu quiser estacionar a minha bicicleta, será que tenho estacionamento?


É um tema do qual gosto particularmente falar, já que enquanto ciclista tenho uma experiência que já leva muitos anos, muitos milhares de km e um atropelamento por parte de uma carrinha. A experiência é importante quando chega a hora de dissertar sobre alguns temas, sendo este um bom exemplo disso mesmo. 
Desde já faço uma distinção clara, a de que, para mim, um ciclista é aquele que de uma forma regular (diária ou semanal) faz uso da bicicleta para se deslocar. Todos os outros são meros utilizadores ocasionais da bicicleta. Esta distinção torna-se fundamental na hora de opinar sobre os ditos modos suaves.
É raro o dia em que não dou ao pedal, tendo para isso 3 bicicletas diferenciadas. Sempre gostei da bicicleta, mesmo em anos onde a mesma não era moda. Nunca liguei aquele estereótipo, ainda presente, de que a pessoa que anda de bicicleta é uma coitadinha, que não tem dinheiro para um carro, etc, etc. 
O cenário associado à mobilidade sustentável na região de Sicó tem mudado de alguma forma, mas não ainda a suficiente. Surgiram as ciclovias, surgiram os sistemas de bicicletas partilhadas e pouco mais. Falta o resto. Não surgiu uma maior consciencialização por parte de muitos utilizadores da bicicleta, em termos de educação rodoviária. Incomoda-me ver pessoal a andar em contramão, a passar as passadeiras de bicicleta (não têm prioridade) e também a andar à noite sem luz e reflectores. São apenas alguns exemplos, os quais, além do evidente perigo, representam um foco de conflito para com os condutores de automóvel, alguns dos quais com comportamentos ao volante perfeitamente imbecis e, por vezes, criminosos.
Há muito por evoluir, sendo que é urgente mudar as mentalidades e também a forma como moldamos as vilas e cidades, pois há que ter em conta em primeiro lugar os modos suaves e os transportes públicos. Só depois vem o carro, pois este já tem privilégios a mais...
Estamos numa fase onde muitas pessoas voltaram a pegar as bicicletas, tal como aconteceu há muitos anos atrás. Quando a situação económica melhorar, acontecerá o mesmo de sempre, muitos voltarão ao comodismo e luxo do automóvel. Por isso mesmo há que aproveitar esta fase para melhorar tudo aquilo que pode ajudar a disseminar aquele belo gesto que é o dar ao pedal. Mas para isso há que ter pedalada.
Uma destas melhorias será a de criar centenas de pontos de estacionamento de bicicletas, em toda a região de Sicó, nomeadamente em meio urbano.
Quantos pontos como o da foto conseguem encontrar em toda a região de Sicó? Eu conheço poucos, muito poucos...
São baratos, eficazes e, fundamentalmente, necessários para ciclistas e utilizadores ocasionais de bicicleta. Não é admissível chegar a uma Vila e não ter um único estacionamento para bicicletas. Por exemplo, conhecem algum destes pontos à frente de entidades públicas, caso de Câmaras Municipais, Finanças, piscinas ou escolas? Ainda outro dia, ao ir à piscina municipal de Ansião, tive de prender a bicicleta a um poste. Será esta uma boa publicidade para o Município de Ansião?
Muito sinceramente ando com ideias de lançar uma petição com vista a mitigar esta mesma questão. Confrontar quem nos governa com situações como esta é a melhor forma de solucionar problemas como este.
Quanto à foto que ilustra este comentário, esta é relativa a Alvaiázere, a um estacionamento localizado entre o gimnodesportivo e o campo de ténis. Fazem falta mais estacionamentos como este, muito embora este, na foto, não seja o mais correcto. É normalmente denominado como entorta aros, pois basta uma pessoa chocar inadvertidamente com a bicicleta, para entortar um aro. Os melhores são aqueles altos, onde facilmente se prende o quadro da bicicleta.
Prontos para reivindicar pontos de estacionamento de bicicletas na região de Sicó?