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21.11.14

E que tal fazer da região de Sicó uma zona livre de organismos geneticamente modificados?!

É um tema que tenho feito questão de acompanhar já há largos anos, concretamente desde que me iniciei nas lides ambientais. Falar de Organismos Geneticamente Modificados não é fácil, no entanto é fácil falar sobre os interesses económicos que se servem da desculpa "alimentar o mundo" para impor um modelo de negócio que é totalmente contra os princípios mais elementares da soberania alimentar. É também um modelo de negócio que atenta contra a biodiversidade do planeta, a qual é a garantia do nosso futuro. Empresas gigantescas como o são a Monsanto, Bayer, Syngenta, Dow e afins baseiam-se em boa parte na nossa dependência de sementes, as quais estas tentam a todo o custo registar em termos de patentes. É uma indústria que movimenta milhares de milhões e que desvirtua muita gente, com ou sem princípios.
Há poucos dias dei-me ao trabalho de analisar esta questão, no que concerne ao milho, descobrindo eu que, já este ano, o milho geneticamente modificado foi semeado em Soure, portanto bem pertinho de todos nós. Tenho a certeza se o minifúndio fosse residual na região de Sicó os OGM´s já teriam tido algum sucesso e perturbado tudo o resto, mas felizmente que o minifúndio ainda manda por estes lados, servindo de barreira contra invasores.
Será interessante perceber, no curto prazo, se as abelhas vão começar a desaparecer "misteriosamente" nas áreas em redor deste campo de milho geneticamente modificado, pois é isso que tem acontecido noutros lados...

Cultivo de milho geneticamente modificado (2014) na abrangência da região de Sicó


Fonte: Direcção Geral de Alimentação e Veterinária

Indo então ao cerne da questão, o meu desafio é simples, o de tornar a região de Sicó uma zona livre de Organismos Geneticamente Modificados. Não se deixem iludir, pois estes não são a autodenominada salvação para milhões de pobrezinhos, já na década de 60, do século passado, as grandes multinacionais vieram com essa conversa durante a denominada "revolução verde", a qual foi guiada por uma série de empresas "químicas" e por um químico que trouxe a desgraça, o conhecido DDT.
Fiquem com alguns (entre muitos mais...) sites onde podem aprender e partilhar informação sobre o que é realmente importante:





Uma sociedade bem informada é uma sociedade com futuro!

13.5.13

Breves notas sobre o minifúndio na região de Sicó


Há poucos dias atrás, ouvi novamente a palavra minifúndio, assunto do qual já andava para falar há uns tempos. Este não vai ser um comentário de fundo, mas apenas um breve comentário, introdutório, que tem o intuito de nos fazer pensar a todos sobre um tema importante. Daqui a mais umas semanas irei falar a fundo deste mesmo assunto, já com o mesmo bem preparado e estruturado.
Lembro-me de ouvir falar desta questão em várias disciplinas da licenciatura em geografia, onde muitas vezes esta palavra, minifúndio, tinha quase como que uma conotação negativa. Os anos passaram e a aprendizagem continua, pois afinal estamos sempre a aprender, algo que alguns esquecem...
Confesso que começo a ser um defensor acérrimo do minifúndio, pois este é afinal a última fronteira, intransponível, contra a ganância, corrupção e tudo aquilo que acaba por desvirtuar a bela paisagem cultural da região Sicó. Compreendo naturalmente alguns pontos negativos ligados ao minifúndio, mas sejamos sérios, isso é um mal menor. Problema é sim a mentalidade de muitas pessoas, essa é que tem de mudar e é esse afinal o cerne da questão. Havendo boa vontade tudo se resolve, o resto é conversa.
Caso o minifúndio acabasse abruptamente nesta região, o que aconteceria seria algo de tremendamente negativo, ou seja um total e colossal desvirtuar da fabulosa paisagem desta região. As mudanças nunca são desejáveis quando o que move essa mudança é a ganância, a especulação e o lucro, puro e duro, daí eu salientar os factos atrás referidos.
O minifúndio é um tema que dá para abordar das mais variadas formas, uma delas, que irei futuramente destacar, é que o eucalipto é uma árvore nada bem vinda num sistema de minifúndio. Digo eu que é um mal menor termos minifúndio, pois desta forma ainda se vão mantendo muitos terrenos onde o que domina é o carvalho, a azinheira e outros mais. Se assim não fosse, teríamos basicamente monocultura de eucalipto, o que não é uma floresta, algo que vale a pena relembrar!
Assim sendo, penso que o que referi neste comentário já dá para preparar o terreno para o que se seguirá, num muito próximo comentário...