14.7.26

Parti a loiça toda, portanto preciso de um ceramicão: vamos criar ceramicões em todas as freguesias da região de Sicó?

Foi em Janeiro de 2025 que li um artigo do Jornal de Leiria que me entusiasmou, dado que era sobre uma velha questão que me assombrava há muitos anos, ou seja o facto de não haver reciclagem para aqueles pratos, canecas e outras cerâmicas que, quando partidas, não tinham outro local para ir que não o aterro. Para mim isto era e é absurdo, ainda mais sabendo que temos de reduzir a extracção de recursos geológicos e a reciclagem desta tipologia de resíduos é uma das soluções para isso mesmo.

Solução que, aliás, apresentei a uma empresa que há 2 anos andou a rondar Ansião e Alvaiázere para tentar criar ali minas de extracção de areias e argilas, precisamente para produção de cerâmica. Essa empresa respondeu que não estava interessada e levou a resposta que nós também não estávamos interessados em ter uma empresa a abrir buracos na nossa terra quando podia criar uma fileira de reciclagem de resíduos cerâmicos.



Mas voltando a Janeiro de 2025. Desde então fiquei sempre atento a novidades e eis que há cerca de 4 semanas, o Jornal de Leiria voltou a falar do assunto, já com uma consequência do que relatou em 2025, ou seja que uma empresa de Leiria criou na Redinha, Pombal, uma fábrica onde recicla este tipo de resíduos. Ironicamente poucos dias antes eu tinha partido um prato e não tinha onde o colocar para reciclar. Foi, portanto, com muita alegria que fiquei a saber desta novidade.
Agora lanço o desafio a todas as Juntas de Freguesia criarem um ceramicão para que qualquer um de nós possa colocar os pratos, canecas e outros cerâmicos partidos para reciclagem, evitando assim a extracção de mais recursos geológicos, por substituição do produto reciclado e novamente usado em novos produtos. Quem aceita este meu desafio?!

Fonte: Jornal de Leiria, Ed. 2188

 

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