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18.11.15

E pela região de Sicó, como vai o Florestar Portugal?!


No próximo fim-de-semana vai ocorrer mais um evento de extraordinária importância, o "Florestar Portugal 2015". É importante não tanto pelo facto de se realizar este ano, mas sim por se realizar de forma regular, facto que lhe confere uma ainda maior importância. É uma excelente ideia e é suportada por uma verdadeira estratégia, a qual pensa no curto, médio e longo prazo. As estratégias só o são verdadeiramente desta forma.
No seguimento do meu último comentário, sobre a RN 2000, decidi que esta era uma excelente altura para abordar o "Florestar Portugal". A razão é muito simples, ou seja a falta de estratégia das autarquias da região de Sicó, senão vejamos, quantas das autarquias da região de Sicó participam no Florestar Portugal 2015? Desafio-vos a descobrir...
As autarquias têm vários problemas, um deles é a falta de estratégia, o pensar na hora e, por vezes, pensar de acordo com a conveniência. Quando surgiu o "Florestar Portugal", foram imensas as autarquias que se juntaram a esta bela iniciativa, mas passado algum tempo muitas delas começaram a esmorecer... O que diziam que era essencial é, afinal, acessório, facto que, para mim, não é surpresa.
E não me venham com a conversa do não há dinheiro, do não há tempo, pois isso é treta. E não "mandem areia para os olhos das pessoas" nem tentem "tapar o sol com uma peneira", pois isso não cola, pelo menos comigo. Não se trata meramente de plantar árvores, sejam uma dúzia e quase que apenas para a fotografia, ou sejam milhares para algum projecto de greenwash.
Trata-se sim de gerir a floresta, plantando árvores autóctones e gerindo todo o espaço florestal. Trata-se de gerir a paisagem. Trata-se de gerir a biodiversidade. Trata-se de pugnar pela qualidade de vida e da nossa saúde física e mental.
Por tudo isto e por muito mais, plantem árvores autóctones e arranquem a porcaria dos eucaliptos, bem como as invasoras (ex. mimosas). Desenvolvimento territorial é isso e muito mais!

23.8.15

Onde pára a resina?


Há coisa de 30 anos este era um cenário comum também pela região de Sicó. Isto antes da invasão do bandido do eucalipto. Fosse nestes recipientes ou noutros recipientes, a resina era recolhida e isso fazia com que parte da floresta estivesse a ter uma utilidade económica concreta e objectiva. Com este pessoal na floresta, esta estava mais salvaguardada, dada a sua óbvia e inegável utilidade. Via-se movimento onde hoje em dia não se vê movimento algum.
Extensas áreas estão ao abandono, fazendo com que o risco de incêndio suba exponencialmente. Nós fomos gradualmente abandonando a floresta. Muitos lembram-se apenas dela quando ela arde...
A lei do menor esforço impera hoje em dia, sendo que o bandido do eucalipto agradece a passividade dos portugueses. Há muitos portugueses que são co-responsáveis por este febre incendiária que nos consome há 3 décadas, pois ao não quererem saber da floresta, dos seus terrenos, são cúmplices!


O pinheiro tem perdido muito espaço na floresta portuguesa e isso é preocupante. Há que pense que só o eucalipto dá dinheiro. Este estereótipo tem vindo a trazer muita gente para a equipa dos cromos do eucalipto. A valoração económica da floresta tem sido esquecida pela sociedade, que prefere assobiar para o lado, pois assim tem menos trabalho (e felicidade...) pela frente.
Resina e pinhas são apenas dois dos rendimentos que se podem retirar anualmente do pinhal. São poucos pinheiros para retirar resina? Cooperativismo, conhecem? Assim ganha-se escala...
Não me lembro de quanto é o rendimento anual, promovido pela extracção da resina, no entanto lembro-me de há alguns meses ter visto uma reportagem onde se referia o ganho. E não é nada mau, mais ainda sabendo que é um ganho anual...
Deixem o eucalipto de lado, plantem espécies autóctones e também uns pinheiros!


10.6.14

O crime da liberalização do eucalipto: será que se deve continuar a apostar na defesa da monocultura contra os incêndios?


Não é a primeira vez que abordo aqui a questão da liberalização do eucalipto, contudo será a primeira vez que abordo esta questão de um ponto de vista diferenciado dos anteriores e, para alguns, de uma forma polémica. De modo a evitar confusões, afirmo desde já que todos os incêndios devem ser combatidos, embora de forma diferenciada, pois os riscos são maiores nuns casos e menores noutros.
Estamos a chegar ao início de uma época onde, ano após ano, se repete o mesmo cenário. As televisões gostam muito da festa pirómana e muitos portugueses parece que também. Chegados ao final do Verão, as mesmas palavras de circunstância e, tristemente, vidas ceifadas pelas chamas e bens perdidos.
Para acabar com este drama, ou pelo menos minorar grandemente o mesmo, é necessário tomar medidas bastante incisivas e abrangentes, mas ninguém parece ter coragem para pegar o touro pelos cornos e acabar de vez com a anormalidade pirómana de Portugal, a qual é encarada como que se de uma fatalidade se tratasse. Os tecnocratas que nos (des)governam, em vez de ordenarem o território, mitigando a fundo a questão, ignoram a mesma, pois isso é na prática o que acontece. O mesmo já não acontece com leis que potenciam grandemente a tragédia, como a da liberalização do eucalipto.
Reparem a primeira foto. Á primeira vista é um terreno agrícola, o qual o dono sabiamente limpou e cuidou das oliveiras. Contudo, se prestarem mais atenção, verão que onde deviam estar favas ou afins, estão eucaliptos. Fiquei revoltado quando me deparei com esta situação, há poucos dias, num recanto esquecido em Ansião. Apeteceu-me saltar a rede e arrancar um a um daqueles invasores. Não compreendo como isto é possível, no entanto, acaba por ser normal, pois além de estarmos a ser governados por um bando de garotos e pais destes, estes ainda metem nos organismos que "gerem" o ambiente, garotos tecnocratas que antes de ali trabalharem, eram altos quadros das celuloses (facto) e não sabem o que é ter calos nas mãos. Mas não só.
Mas não é tanto disto que pretendo falar, é sim de uma outra situação. A segunda foto é de uma área onde quem manda é a monocultura do eucalipto e onde outrora existia floresta. Quem planta eucaliptos pretende apenas uma coisa, lucro, custe o que custar. Nada de benefícios para a sociedade. As externalidades positivas ($), essas, quando existem, vão apenas para quem planta os eucaliptos. Já as externalidades negativas, essas são totalmente assumidas por toda a sociedade, a qual não tem culpa no cartório. Fará sentido este cenário?!
Ou seja, acaba-se com a floresta, a qual possibilita toda uma série de serviços ambientais à sociedade e planta-se uma monocultura que além de não possibilitar serviços ambientais, degrada fortemente o ecossistema. Água já fostes, solos nem vê-los e por aí adiante. Quem planta eucaliptos está a roubar toda uma sociedade e a onerar a mesma por várias gerações. E não vou falar do roubo dos serviços ambientais, isso fica para mais tarde. Vou falar sim de outra questão. 
Havendo milhares de Bombeiros Voluntários em Portugal (cada vez menos...), os quais ajudam heroicamente a proteger a nossa floresta (bem da sociedade), faz algum sentido obrigar os mesmos a proteger a monocultura do eucalipto? (que não é floresta!) Não será que esta é uma função que deveria ser proporcionada exclusivamente por quem planta os eucaliptos? Porque não obrigar quem tem eucaliptal a pagar seguros de risco? Porque não obrigar a quem tem eucaliptal a pagar a equipas de combate a incêndio (que não bombeiros voluntários) para proteger o seu investimento? Porque têm os portugueses de pagar do seu bolso o investimento de pessoas que apenas querem ganhar dinheiro com o eucalipto? Porque tem o país de se subjugar às celuloses? PIB? O PIB seria bem mais favorável se tivéssemos um país devidamente ordenado...
Muitos dos acidentes que têm ocorrido nos últimos anos nos grandes incêndios florestais, concretamente com mortes de Bombeiros, ocorreram em área de eucaliptal. Isto não é coincidência. E não me venham falar no problema que é o minifúndio, pois esse é afinal o último guardião das virtudes do mundo rural face aos interesses económicos predatórios, que desvirtuam tudo o que podem em prol de um pseudo desenvolvimento.
Por isso o meu apelo aos Bombeiros Voluntários é simples, nada de arriscar por conta dos eucaliptos, controlem apenas. Quem os plantou que arrisque a sua vida, o seu tempo livre e a sua saúde. 
A factura do combate dos incêndios em áreas de monocultura deveria ir apenas para o donos destas culturas, mas infelizmente quem paga é o zé povinho (diga-se, algum com culpa no cartório...).
Devemos sim defender a floresta, pois essa é que é realmente importante para a sociedade. Com espécies autóctones o risco é diminuto e nem sequer é preciso arriscar, pois nesses casos é fácil prever o comportamento do fogo. A floresta fornece-nos um conjunto de serviços ambientais, dos quais dependemos a vários níveis. 
A monocultura não tem nada para nos oferecer, apenas para roubar!


Apenas uma coisa é certa este ano, se o calor realmente vier em força nos próximos 3/4 meses, o ano será dos mais trágicos...

18.10.13

A bolsa de terras gerida por uma entidade sem vocação...


Escolhi esta foto, da várzea, para ilustrar a questão que agora destaco, a bolsa de terras, mais precisamente a bolsa de terras que abrange a região de Sicó.
Foi com enorme desagrado que soube de uma novidade que, embora esperasse, não compreendo de forma alguma. Há poucos dias soube que é a "Terras de Sicó" que vai (tentar) gerir a bolsa de terras na região de Sicó. Lembro que esta entidade embora seja conhecida como uma Associação de Desenvolvimento Local, é reconhecida por muitos como uma entidade altamente politizada e partidarizada, daí a minha preocupação sobre esta, quanto a mim,  pouco desejável novidade.
A "Terras de Sicó" já mostrou, na minha opinião de geógrafo, que ao longo dos anos nunca conseguiu vestir o papel de dinamizadora de todo um território, o qual "gere" de gabinetes e pela mão de colarinhos brancos, facto altamente negativo em termos de desenvolvimento territorial. É uma entidade que, na minha opinião, não conhece verdadeiramente o território de Sicó, conhece sim aquilo que interessa à política e o que interessa aos interesses do costume (passe o pleonasmo), daí não ser de estranhar o seu insucesso enquanto Associação de Desenvolvimento Local. 
Eu nunca escondi o facto de, pessoalmente, não reconhecer esta entidade como verdadeira Associação de Desenvolvimento. Não aprecio a sua forma de "gerir" o território, pois mais me parece que gere interesses/visões de pessoas específicas, caso dos autarcas, os quais em vez de se centrarem nos seus territórios e deixarem as Associações de Desenvolvimento para os profissionais do território, açambarcam também este tipo de entidades. A macrocefalia é algo de altamente nocivo, daí autarcas e associações de desenvolvimento não darem bom casamento...
Voltando então à questão da bolsa de terras, propriamente dita, a "Terras de Sicó" não é uma entidade com vocação para gerir e dinamizar esta importante matéria que é a bolsa de terras. Na minha opinião falta-lhe o conhecimento sobre o território, o know-how associado à gestão de uma bolsa de terras e a visão de uma Associação de Desenvolvimento Local. Impera a miopia territorial e a falta de sensibilidade perante valores não compreendidos.
Uma bolsa de terras não é meramente um armazém de terrenos, uma bolsa de terras é puro ordenamento do território, facto que é esquecido por quem de direito. Além do conhecimento para gerir uma bolsa de terras, é necessária uma visão sobre todo um território muito valioso em termos ambientais. 
Para gerir uma bolsa de terras é necessário ver o território a várias escalas, desde o terreno que pode entrar para a bolsa de terras, até à própria paisagem. A paisagem não é compreendida pela "Terras de Sicó" e isso está expresso na sua visão sobre este território. O território evolui a várias escalas e nem a "Terras de Sicó" nem os autarcas compreendem isso, pois na teoria defendem o território, mas na prática atentam, de alguma forma, contra a integridade dela, já que promovem muito do que vai moldar a paisagem a favor de interesses particulares e não a favor de interesses comunitários. Além disso não promovem aquilo que mantém e faz evoluir, no bom sentido, a paisagem, aquela mesmo que tanto gabam lá fora. 
É por estas e por outras que tenho bastante receio, devidamente fundamentado, da anunciada gestão da bolsa de terras por parte da "Terras de Sicó". Parece-me apenas que, no final, as pessoas mais favorecidas por esta bolsa de terras, serão aquelas que orbitam em redor da política, parasitando desta forma um território que eu considero fenomenal. Parece-me que os objectivos da bolsa de terras serão altamente desvirtuados, pois em vez de uma gestão aplicada ao território, irá surgir inevitavelmente uma gestão mais favorável aos interesses partidários, dada a evidente politização da entidade "Terras de Sicó". Daqui a uns anos veremos o resultado, altura em que farei concerteza um ponto de situação.
Não poderia terminar sem apresentar a minha solução, a qual nem sequer é inovadora, já que se baseia em algo que já existe, embora esteja desaparecido do mapa. Falo, claro, do cooperativismo, o qual já teve tradição neste território.
É certo que o cooperativismo já quase não tem expressão, mas também é um facto que poderia haver muita gente que, aproveitando esta questão da bolsa de terras, poderia dinamizar o cooperativismo, criando assim um vector de desenvolvimento local que potenciasse este território. Isto seria muito interessante, já que a política ficaria daqui arredada e conseguir-se-ia integrar pessoas de valor, as quais tantas vezes estão fora da política e fora dos vícios e interesses predatórios a ela associada.
Temos muitos jovens que poderiam dinamizar o cooperativismo, com a ajuda dos anciãos deste território (juntando o melhor de dois mundos), no entanto temos também entidades que os impedem de dinamizar este território. Eu já fui uma das vítimas deste impedimento...
Temos aqui uma oportunidade para dinamizar todo um território, seja a nível da agricultura biológica, floresta e tudo aquilo que se pode imaginar, já que o território é um todo!
Vamos reclamar o que é nosso e que a política perversa nos retirou? Já repararam que a nociva política nos tem retirado poder de intervenção sobre o que é nosso? Quem está interessado em desenvolver o cooperativismo nesta região? Eu estou disponível para ajudar!

13.5.13

Breves notas sobre o minifúndio na região de Sicó


Há poucos dias atrás, ouvi novamente a palavra minifúndio, assunto do qual já andava para falar há uns tempos. Este não vai ser um comentário de fundo, mas apenas um breve comentário, introdutório, que tem o intuito de nos fazer pensar a todos sobre um tema importante. Daqui a mais umas semanas irei falar a fundo deste mesmo assunto, já com o mesmo bem preparado e estruturado.
Lembro-me de ouvir falar desta questão em várias disciplinas da licenciatura em geografia, onde muitas vezes esta palavra, minifúndio, tinha quase como que uma conotação negativa. Os anos passaram e a aprendizagem continua, pois afinal estamos sempre a aprender, algo que alguns esquecem...
Confesso que começo a ser um defensor acérrimo do minifúndio, pois este é afinal a última fronteira, intransponível, contra a ganância, corrupção e tudo aquilo que acaba por desvirtuar a bela paisagem cultural da região Sicó. Compreendo naturalmente alguns pontos negativos ligados ao minifúndio, mas sejamos sérios, isso é um mal menor. Problema é sim a mentalidade de muitas pessoas, essa é que tem de mudar e é esse afinal o cerne da questão. Havendo boa vontade tudo se resolve, o resto é conversa.
Caso o minifúndio acabasse abruptamente nesta região, o que aconteceria seria algo de tremendamente negativo, ou seja um total e colossal desvirtuar da fabulosa paisagem desta região. As mudanças nunca são desejáveis quando o que move essa mudança é a ganância, a especulação e o lucro, puro e duro, daí eu salientar os factos atrás referidos.
O minifúndio é um tema que dá para abordar das mais variadas formas, uma delas, que irei futuramente destacar, é que o eucalipto é uma árvore nada bem vinda num sistema de minifúndio. Digo eu que é um mal menor termos minifúndio, pois desta forma ainda se vão mantendo muitos terrenos onde o que domina é o carvalho, a azinheira e outros mais. Se assim não fosse, teríamos basicamente monocultura de eucalipto, o que não é uma floresta, algo que vale a pena relembrar!
Assim sendo, penso que o que referi neste comentário já dá para preparar o terreno para o que se seguirá, num muito próximo comentário...

11.6.11

Bike Tour: pelos trilhos da Natureza

É, quanto a mim, indubitavelmente uma das grandes iniciativas do ano em Portugal, promovida por pessoas válidas e que, sem segundas intenções ou em busca de glória, se preocupam verdadeiramente com o bem comum, nomeadamente com a floresta portuguesa.
Sendo uma iniciativa que se preocupa com o nosso património florestal, o qual infelizmente tem sido muito desprezado por quase todos nós, faço agora questão em dar mais um pequeno contributo na sua divulgação, apelando a todo/as o/as que acompanham este blog façam não só ampla divulgação, bem como possam vós próprios fazer parte desta iniciativa, nem que seja só um dia ou uma manhã, isso pode fazer uma grande diferença, acreditem!


Agora que estamos prestes a entrar em mais um verão, época do ano que deixei de gostar, parcialmente, devido ao gravíssimo problema que são os incêndios florestais, há que pensar bem no que queremos para a nossa floresta e, em última análise para o nosso país. Todos nós podemos ajudar a mitigar o drama que são os incêndios florestais, uma das muitas formas é fazendo parte desta iniciativa, apenas precisam de uma bicicleta (sim, aquela que está lá arrumada no cantinho, já com algumas teias de aranha!), um ou mais amigos para vos acompanhar e alguma vontade em pedalar e desfrutar na Natureza.
Este ano não poderei ajudar directamente, já que estou ausente do país, posso no entanto tentar ajudar a motivar e/ou mobilizar quem está disposto a ajudar directamente. Seja na região de Sicó seja em qualquer região do país, todos podem fazer parte desta iniciativa, é fácil, não custa nada e o benefício é enorme.
Já pensaram que um mero passeio de bicicleta, neste verão, pode ajudar a que muitos incêndios florestais sejam evitados, e outros detectados logo ao seu início? Pois, é assim mesmo, um gesto simples pode fazer toda a diferença e eu sei bem disso, já que além de já ter trabalhado na prevenção de incêndios florestais, sou também um daqueles "doidos" (no bom sentido!) que muitos de vós vêem a combater os incêndios florestais  e que tristemente todos os verões têm de arriscar a vida para salvar um bem comum, por isso sei bem do que falo. Sei que o simples facto de duas pessoas andarem a dar uma voltinha na floresta, pode ajudar a manter o verde, evitando aquele cenário dantesco que fica após um incêndio florestal.
Muitos de vós já assistiram a situações em que estando em casa vêm o carro de bombeiros passar à vossa porta, indo na direcção daquela coluna, escura, de fumo, algo que é sempre preocupante, pois está em risco a floresta e também os bens de muitas pessoas. No entanto, e apesar de se lembrarem destas situações, não se lembram que em algumas delas vocês estavam em casa, aborrecido/as, sem ter nada para fazer, sem serem úteis. Pois é, lembrem-se agora que em algumas dessas situações, vocês podiam ter ido dar uma volta com um amigo, ou amiga, e em última análise poderiam, mesmo sem saber que tinham esse poder, evitar incêndios florestais, isto apenas estando a passear na floresta, desfrutando de tudo o que de bom esta nos oferece, inclusivé sombra em dias de calor.
Uma floresta ocupada e vigiada é uma floresta mais segura e aí o risco de incêndio será tendencialmente menor, é simples não é? Mais motivados para dar o vosso contributo neste verão?
Ideias para colocarem em prática: inscrevem-se através do link que faço nota na parte inicial, organizam-se em grupos de amigos ou mesmo fazendo novas amizades, e promovem o belo passeio ou mesmo passeios de bicicleta pelos estradões florestais, ou outros, na região em que vivem.
Sugestões que vos dou: nunca vão sozinhos para a floresta, por razões de segurança; avisem os bombeiros da vossa região, já que a entreajuda é fundamental, deixando os vossos contactos lá e ficando também com o contacto dos bombeiros, pois caso avistem alguma coluna de fumo, não perdem tempo precioso à procura do número; levem sempre água para beber, além de uma peça de fruta, ou então levem um cesto, com uns comes e bebes, para fazer um picknic, é uma excelente ideia!
Quando precisarem de descansar mais tempo, podem ficar a contemplar a paisagem num miradouro ou ponto com maior visibilidade, pois isso é muito útil na detecção precoce de incêndios. Lembro-vos que se um incêndio for detectado nos primeiros minutos, isso pode fazer toda a diferença entre uma pequena fogueira e um enorme incêndio florestal.
Penso que assim já vos agucei o apetite para entrar numa iniciativa muito meritória, espero que aproveitem esta bela oportunidade de ajudar à preservação de um bem comum. É uma experiência enriquecedora que vos pode ajudar a ser melhores pessoas, acreditem. Honrem o país e a região em que vivem, e exerçam a cidadania activa, esta é apenas uma excelente forma de o fazer, não custa nada e só têm a ganhar, vamos lá!