terça-feira, 27 de setembro de 2011

No seu melhor!


Pois é, o teatro também é património, portanto nada como ajudar à sua divulgação. E caso a desculpa seja o preço, então não há mesmo desculpa...
O Teatro Olimpo está de parabéns por todo o trabalho que tem desenvolvido desde há vários anos, o resultado do seu esforço e perseverança está à vista de todos já há muito tempo, e ainda bem que assim é.
Deixem a televisão desligada e vão ao encontro da cultura, é esta a sugestão do azinheiragate!

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

O BTT e a sua relação com o património natural e cultural da região de Sicó

É um dos muitos temas sobre o qual tenho particular gosto em falar, a relação de uma actividade desportiva e/ou de lazer, com o património da região de Sicó, seja património natural, cultural ou outro mais.
Juntar o andar de bicicleta com a fruição deste valioso património é algo de fabuloso, isso é um facto. Diria mais, o andar de bicicleta, seja de estrada ou não, é a forma mais interessante de conhecer todo o património da região de Sicó, dado que muito facilmente se consegue ir a locais que de outra forma não se consegue ir. Obviamente que a pé conseguiria ir a todos os locais de interesse, mas de bicicleta consegue-se ir a muitos mais, e de forma mais rápida.
Tenho visto com algum interesse o papel de alguns grupos de BTT nesta questão, os quais têm realizado muitas provas, as quais têm trazido muitos visitantes à região de Sicó. Não vou aqui falar de alguns erros que tenho observado neste âmbito, isso fica para outras oportunidades, embora já tenha, por uma vez feito uma chamada de atenção para aspectos menos positivos. Interessa-me, por agora, dar uma palavra de apreço aos clubes de BTT da região de Sicó, caso dos ansibikers, deixando eu o desafio para que no próximo ano seja realizado uma prova de BTT denominada por exemplo como “Trilhos da geodiversidade de Sicó”. Quem estiver interessado em desenvolver esta ideia, pode facilmente entrar em contacto comigo, que eu darei o devido apoio técnico, com vista à organização de uma prova com evidente interesse turístico, e logo de forma inovadora.
Como sou uma pessoa que faz questão de utilizar a bicicleta no seu dia-a-dia, coisa rara na região de Sicó (bem vinda e-ginga!), tenho uma especial apetência por esta questão, ainda mais podendo aliar este meu gosto à questão profissional. Em 2008 elaborei dois percursos de BTT, pensando exactamente na questão do património natural e cultural, percursos estes que englobaram um sector que engloba Ansião e Alvaiázere. Lamento que nenhuma das autarquias tenha aproveitado o trabalho, mesmo que eu tenha oferecido cópias, em digital e em papel, aos respectivos municípios...
Fica então a nota sobre um tema que interessa cada vez a mais pessoas, sejam ou não da região de Sicó. Brevemente voltarei a esta questão, mas de uma forma diferenciada, para já deixo aqui a ponta do novelo, a qual espero que alguns de vós comecem a puxar, pois vale mesmo a pena!
Só mesmo para finalizar, e para quem pretende adquirir uma bicicleta, seja de estrada ou de BTT, o meu apelo vai no sentido da preferência sobre as marcas nacionais, pois mesmo apesar de poucas, temos marcas de qualidade, que exportam. O que é nacional é bom! E caso me venham com a conversa que são caras, eu direi apenas que é falso, pois, a título de exemplo, tenho visto várias pessoas a comprar bicicletas desdobráveis, de marcas estrangeiras, por 300 euros (ou bem mais...), e eu, ainda em 2010, comprei uma, de marca tuga, por uns meros 150 euros, estando plenamente satisfeito com a aquisição. A crise também o é devido ao nosso infundado descrédito sobre o produto nacional! 


domingo, 18 de setembro de 2011

Chega de eucaliptos na região de Sicó!


O comentário é muito simples, embora cheio de significado: "eucaliptos não, carvalho cerquinho e azinheiras sim, Sicó agradece!".

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Património oculto


Podia ser um qualquer livro, no entanto foi este. O motivo foi muito simples, como estou longe de Sicó, apenas os conteúdos online estão ao meu alcance, daí ter escolhido este livro a que faço referência neste mesmo comentário.
Devido ao facto de recentemente ter feito um pequeno trabalho de investigação, no âmbito de história ambiental, decidi obviamente escolher um sector da região com a qual mais me identifico, ou seja Sicó. Mais precisamente foi sobre a freguesia de Pousaflores, no concelho de Ansião.
Nunca tinha lido este livro, no entanto fiquei bastante surpreendido, pela positiva, depois de agora o ter lido. Na minha perspectiva, de geógrafo, é um bom livro, de onde se pode retirar muita informação relevante, a partir da qual se pode elaborar a história ambiental daquela freguesia e compreender também a questão num contexto regional. Através da leitura deste livro, fiquei factualmente a conhecer melhor não só Pousaflores, bem como Sicó.
O que pretendo salientar com este comentário, é que este e muitos outros livros sobre a região de Sicó, genericamente falando, têm nas suas páginas muito património oculto, o qual pode ser (re)descoberto por muitos de nós. Infelizmente o gesto de ler um livro é cada vez menos um hábito para muitos, tem-se prescindido disso em prol de actividades que não estimulam as mentalidades dos que vivem na região de Sicó (e não só). Lamento que especialmente os jovens, em vez de se lançarem à (re)descoberta da região de Sicó, prefiram ficar em casa, não a ler o belo livro de vez em quando, mas a perder tempo em coisas supérfluas. Isto já para não falar daqueles que fazem dos bares a sua casa, mas isso já são outras discussões, fora do âmbito do azinheiragate.
Costumo analisar as estatísticas, em termos de visualização dos comentários por mim publicados, por isso sei que este não será dos mais visualizados. No entanto, o que me move não são os números, é sim o partilhar do conhecimento, e aí sim, sei que alguns vão ler este comentário e compreender na plenitude a sua importância!
Deixo-vos com um link bem interessante, onde o património tem um papel preponderante:


sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Ordenamento do Território: o que não deve acontecer...


Há alguns meses atrás tentei abordar esta questão de uma forma particular, no entanto os ortofotomapas do google earth não tinham a definição necessária a uma boa descrição dos factos. Agora que a imagem permite uma boa visualização, parto então para a discussão do problema, que complementa então o que inicialmente retratei sobre este assunto.
Da primeira vez falei do interesse privado que se sobrepunha ao interesse público, desta vez falo de ordenamento do território, puro e duro. Depois de um mês em que apostei forte em questões relacionadas com o ordenamento do território, prossigo, este mês, com um exemplo do que não deveria acontecer, desta vez em Ansião.
O caso sucedeu-se entre 2009 e 2010, e os factos resumem-se a um alargamento ilegal de uma unidade de produção de frangos, situada a escassos 1000 metros do centro da Vila de Ansião. Esta ilegalidade chegou a ser detectada, portanto o mínimo que se exigia seria demolição das partes aumentadas, bem como a respectiva coima pecuniária. Mesmo eu, que conheço demasiado bem este caso, fui surpreendido pela obra, o que até é compreensível, já que a mesma foi escondida, chegando-se ao cúmulo de colocar uma manta/tapume escuro em redor da obra, de modo a que ficasse dissimulada no meio do carvalhal. (apenas notei esta situação quando por mero acaso estava a georeferenciar um local de depósito de resíduos - foi dali que vi o tapume - , pertinho da antiga Intercer, no âmbito do Limpar Portugal 2010, em Fevereiro de 2010, e nessa altura curiosamente estava ali bem perto um indivíduo que olhou para mim, com cara de poucos amigos...)
Muito resumidamente ocorreu uma situação de violação do PDM e da Rede Natura 2000, já que aquela área mais a Norte, entretanto aumentada, era um carvalhal do belo carvalho cerquinho. Como podem ver é uma situação duplamente gravosa.
Por mais que faça um esforço, não compreendo como é que se legalizou algo que nunca poderia ser legal, dando-se ainda por cima o benefício ao prevaricador, que demonstrou má fé ao tentar esconder a obra ilegal. Digo isto porque sinceramente esperava mais de um município que deveria ter sido exemplar também neste caso. Em vez de começar a negociar a saída desta unidade indústrial a médio prazo, já que está demasiado próxima do núcleo urbano, facto que já causa mau cheiro em muitas ocasiões, possibilitou-se que o problema se agrave, em vez de o mitigar.
Pessoalmente, sei que o cheiro é péssimo em muitas ocasiões, nomeadamente no Verão e em situações de calma meteorológica. Curiosamente, ainda há coisa de 2 ou 3 anos, houve quem tentasse promover um abaixo assinado, o qual diria que afinal não cheirava mal (?), felizmente que não teve sucesso e não é preciso ser muito inteligente para perceber a razão disso mesmo. Possivelmente quem tentou promover este abaixo assinado esqueceu-se, entre outros, de um facto que faz toda a diferença, é que quem trabalha por muitos anos nesta actividade (avícola) fica com o olfacto "descalibrado". Eu sei bem o que isso é, e depois de ter deixado de trabalhar neste sector (1999) é que notei a diferença.
Esta situação tem dado imensa polémica no bairro próximo aquela indústria. Algumas pessoas já se insurgiram contra esta situação, algumas vezes de forma correcta outras nem por isso, já que já houve vezes onde certas pessoas se vingaram em tribunal, em pessoas que não tinham nada a ver com este caso, em situações fora do âmbito desta situação em especial, algo a lamentar. O mal combate-se de forma correcta e honesta, não há que aproveitar situações externas para vinganças alheias.
Pormenores à parte, o intuito deste meu comentário, serve apenas e só para demonstrar a razão de muitas vezes as coisas correrem mal, quando se passa ao lado das regras. Legalizando o que foi feito de forma ilegal não é nem nunca será solução. Para se exigir algo aos cidadãos tem de se dar o exemplo, e neste situação, em particular, o exemplo não foi, de todo, dado. Apesar de em Ansião o cenário ser bem mais positivo do que em Pombal e/ou Alvaiázere (de longe...), também aqui há maus exemplos, este é um deles, já que o benefício não é para a comunidade, mas apenas para o interesse privado. 
Um dos muitos problemas que temos em Portugal é precisamente o "esquecer" as regras, de vez em quando, daí esta minha chamada de atenção num caso que interessa a todos aqueles que vivem na Vila de Ansião. Muitas pessoas só irão começar a compreender o problema quando as obras na envolvência do rio Nabão estiverem concluídas, nessa altura, num qualquer dia, o seu olfacto irá ser perturbado por um cheiro nada agradável, não havendo nada mais a fazer senão "deliciar" o belo cheiro.
Sei que este meu comentário poderá ser mal interpretado por algumas pessoas, umas que prezo, outras nem por isso, mas a vida é assim mesmo. Eu critico as opções e atitudes e não as pessoas, de forma correcta e construtiva, daí estar plenamente tranquilo com tudo aquilo que descrevo e sem qualquer receio de reacções menos amistosas. 
As críticas honestas e construtivas devem servir para melhorarmos as nossas actuações, daí este meu contributo. Sei que em alguns casos haverá concerteza melhorias, caso da Câmara Municipal de Ansião, a qual tem demonstrado nos últimos tempos um comportamento genericamente muito positivo em algumas questões ambientais. Noutros casos, sei que as melhorias são muito difíceis, quiçá impossíveis, no entanto só informando e discutindo questões como esta se pode tentar promover as desejadas melhorias, é esse o meu objectivo.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Guardiões do património!







Nunca é demais lembrar a sua importância e apelar também a que todos se lembrem deles, pois eles lembram-se sempre de nós e do nosso património, 24 sobre 24 horas. Um pequeno donativo às nossas corporações, por parte de cada um de nós, não custa e pode fazer concerteza toda a diferença, é o apelo do azinheiragate. Eu dou o meu contributo!