terça-feira, 30 de junho de 2009

Profissões em extinção numa região rica em bons exemplos


De volta de mais uma viagem que não esquecerei, trago agora ao vosso conhecimento um exemplo de uma situação que ilustra na perfeição a "nossa" falta de atenção para profissões que são uma mais valia em termos de importância patrimonial. À medida que os artesãos desaparecem levam consigo a arte que lhes trouxe reconhecimento pessoal e que traz reconhecimento à área onde exercem a sua profissão.
Decidi trazer-vos este exemplo antes mesmo de fazer o tal comentário de reflexão sobre a região de sicó. Considero que é pertinente esperar alguns dias enquanto não "aterro" desta viagem que me levou a três países, sendo que em dois deles apresentei os resultados de uma investigação que fiz entre 2006 e 2008 sobre uma área que compreende parte de Ansião e parte de Alvaiázere e alguns dos seus valores.
Conheço vários exemplos como este um pouco por toda a região de Sicó, todos eles têm um facto em comum, as entidades locais de desenvolvimento (pelo menos no nome) não prestam a devida atenção a um recurso que pode representar mais valias culturais e económicas numa região rica em bons exemplos, mas ao mesmo tento rica em maus exemplos na falta de apoio de quem de direito. Mais importante do que dizer onde se localizam é o de referir a existência dos mesmos, infelizmente são poucas as pessoas que conhecem a localização destes exemplos como o que agora vos mostro.
O exemplo que agora mostro, é de um artesão que fabrica de raíz ou repara carroças, coches etc, tornando-se num exemplo do que uma pessoa com paixão consegue fazer através da sua arte. Consegue fazer algo que poucos conseguem a nível nacional sem apoios das entidades locais. Uma das coisas que as entidades locais poderiam fazer era algo de muito simples, dar continuidade a esta arte através de apoios a jovens que estivessem interessados em dar continuidade a esta ou outras artes. Podem pensar agora que não há quem, mas efectivamente há. Infelizmente como não há apoios, aqueles que até têm interesse nunca conseguem fazer algo que lhes permita dar continuidade a esta arte.
Outros exemplos há, conheço por exemplo outro associado a um tear tradicional que ainda trabalha graças à boa vontade do dono, mesmo que não tenha apoio de entidades (ex. Câmaras Municipais) que poderiam ter um papel exemplar na defesa intrasigente de valores como este.
Noutros países, exemplos como estes representam mais valias para as comunidades onde se inserem, mas em Portugal e mais especificamente na região de Sicó, estes exemplos estão a poucos anos da extinção. Pena que assim seja....


quinta-feira, 4 de junho de 2009

Porquê???


Confesso que é algo que me revolta mais do que profundamente, a cobardia dos caçadores não tem limites. Mesmo sabendo que nem todos são assim, os que não o são nada fazem para ajudar a acabar com acções lamentáveis como a que todos vemos na foto.
No início desta semana, encontrei uma ave juvenil neste estado, ainda pensei que tinha sido atropelada (algo que infelizmente ainda acontece), mas após ter recolhido a águia para a fotografar antes de a sepultar (para enviar o registo à SPEA) e após uma análise mais cuidada, vi que afinal esta jovem águia fora alvo da cobardia de alguém que pensa que com uma espingarda nas mãos é gente grande. O tiro entrou por um lado e saiu pela cabeça, desfazendo boa parte desta.
O que leva afinal alguém a fazer algo tão cobarde? Por mim é simples, deve ser para colmatar alguma sensação de impotência que essa mesma "pessoa" tem de se afirmar enquanto cidadão correcto e honesto. Desculpem as palavras mais fortes, mas em situações como esta não me consigo conter, afinal é alvo que revolta até as pessoas mais contidas.
Uma coisa garanto, mais facilmente arriscava a vida para defender esta águia do que o indivíduo que teve a cobardia de acabar com a vida desta jovem águia, e mais não digo...

video

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Pombal: Workshop sobre Ambiente e Sustentabilidade

Sem dúvida que se trata de um evento extremamente interessante, por isso mesmo, e enquadrando-se na temática que abordo neste blog, faço a respectiva e merecida divulgação:
«No âmbito do Dia Mundial do Ambiente, o Município de Pombal promove um Workshop sobre Ambiente e Sustentabilidade, a realizar no próximo dia 5 de Junho, sexta-feira, a partir das 09h00, no Teatro-Cine de Pombal.
Durante a sessão será feita a apresentação da Proposta de Estratégia Municipal de Ambiente e Desenvolvimento Sustentável para o concelho, a apresentação detalhada dos 23 indicadores que monitorizam a prestação ambiental do concelho e dos pombalenses, bem como a apresentação pública do CIMU SICÓ - Centro de Interpretação e Museu da Serra de Sicó, promovido pelo Município de Pombal em parceria com a ATECO - Associação Portuguesa de Turismo Sustentável e Ecoturismo, Região de Turismo Leiria/Fátima, Federação Portuguesa de Montanhismo e Escalada, Federação Portuguesa de Espeleologia, Grupo Protecção Sicó, Centro Habitat - Plataforma de Construção Sustentável, Terras de Sicó - Associação de Desenvolvimento e a Junta de Freguesia da Redinha.
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Fonte: Câmara Municipal de Pombal
É de salutar ver que ainda há técnica/os que conseguem organizar um evento de qualidade num concelho que genéricamente tem estado muito mal em algumas questões ambientais estruturantes, mas isto por culpa de questões políticas. Felizmente que apesar do cenário de falta de competência que infelizmente todos vemos na função pública, ainda há quem honre a mesma com uma competência de salutar.
Infelizmente não poderei ir, mas farei os possíveis para ter conhecimento sobre os resultados deste evento.