sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Paulo Tito Morgado plageia ideia de projecto?

Sem dúvida que este autarca é bom nas polémicas, na altura em que faz precisamente um ano sobre o abate ilegal de azinheiras, surge então uma nova polémica que sinceramente me causa um desconforto mas que faço questão em colocar na praça pública, afinal o plágio é coisa feia, especialmente se for um possível plágio de um projecto nosso... Posso afirmar que para já a dúvida fica no ar até que se esclareça a questão, mas tendo em conta os factos....

Li, num artigo que saiu na última edição do Jornal de Leiria (a 4 de Dezembro), sobre a questão do eventual parque eólico de Alvaiázere (tem parecer desfavorável!), que este autarca convenientemente e de uma forma populista fala na possibilidade da entidade promotora do projecto ter mostrado interesse em co-financiar um centro de interpretação da Natureza, algo de curioso e muito conveniente.... (é sem dúvida uma boa manobra estratégica para tirar as atenções da questão das ilegalidades do parque eólico, mas aqui estou eu para o contrariar) Refiro também que este autarca diz que as vozes discordantes são forças de bloqueio que contribuem para que Alvaiázere continue encravado, mas afinal quem tem encravado Alvaiázere é a mentalidade política de políticos medianos como este, que mentiu e continua impune em termos políticos, o caso das azinheiras é a prova viva deste facto, uma atitude reprovável por parte deste jovem autarca. Curioso como é que alguém pode afirmar impunemente que pessoas que apresentam ideias e projectos para Alvaiázere e para a própria Terras de Sicó, como é o meu caso, são forças de bloqueio?! É apenas mais um indicador da fraca competência que este autarca demonstra num cargo tão importante. Sinceramente esperava mais originalidade quando nos chama "forças de bloqueio", discurso muito parecido com o do PCP.
Quem pagou a máquina que andou a abater as azinheiras durante vários dias? Quem pagou as manobras para tentar encobrir o caso? Quem pagou a advogada que tinha como objectivo procurar matéria para que me fosse movido um processo disciplinar e que não deu em nada? Quem pagou os vários projectos que foram abaixo com a minha saída? Foram milhares de euros.... Resposta: Os contribuintes.

Referindo-me então ao possível plágio da minha ideia, começo pelo início, em 2006, no âmbito da minha tese de mestrado que versa sobre a área que compreende desde a Serra de Alvaiázere até à Serra da Ameixieira, iniciei um trabalho de investigação que visava a identificação e avaliação de património geomorfológico, sendo objectivo final o de potenciar e divulgar todo este e outro tipo de património. Como na altura trabalhava na Câmara Municipal de Alvaiázere nada mais lógico do que desenvolver este projecto para beneficiar este maravilhoso concelho (além de Ansião também), por isso continuei o meu trabalho pessoal tendo em vista a sua aplicação prática. Meses antes de sair de Alvaiázere (ainda não imagivava o que estava para vir, estanto tudo acertado para mais uma renovação...) comecei a tratar da candidatura de um projecto ímpar na região, a recuperação de duas antigas escolas primárias (Ariques e Bofinho) para centros de interpretação aos quais eu chamei de Escola da Geodiversidade (Bofinho) e Escola da Biodiversidade (Ariques), sendo que ainda se poderia englobar mais uma como um local para receber investigadores. A parte da geodiversidade (património abiótico) seria eu o responsável enquanto a parte da biodiversidade seria a Associação Florestal a tratar (preferencialmente). Esta última poderia fazer com que a Escola da Biodiversidade fosse um centro ciência viva (relacionado fundamentalmente ao carvalho cerquinho, mas não só).

Estas infraestruturas seriam energéticamente autosuficientes (energia solar) e ainda seriam uma fonte de rendimentos para o município de Alvaiázere.
Todo este projecto seria sustentado com parcerias com algumas universidades, com um Geopark e com associações locais de desenvolvimento, mas infelizmente estas parcerias foram abaixo com a minha saída, já que eu era o mentor do projecto e Tito Morgado não gosta de outros tenham protagonismo!
A figura abaixo seria o aspecto de uma das escolas reabilitadas (Ariques), todo o trabalho gráfico foi elaborado por um técnico externo à Câmara Municipal de Alvaiázere, é só para que vejam...


De forma sucinta é esta a história, lembro apenas ao Tito Morgado que lhe irei enviar a minha tese de mestrado brevemente para este autarca ver como se trabalha a sério e como ele pode deixar de ser uma "força" de bloqueio com vista ao desenvolvimento da região. Irei enviar um exemplar por correio com aviso de recepção e registado, exactamente igual ao que ele me fez com a carta de aviso de não renovação de contrato há um ano sem qualquer aviso prévio, algo que mais não pareceu do que uma vingança pessoal, algo de lamentável. Informo-o que estarei disponível para dar ajuda num processo que vise o potenciar do vasto património ali existente, apesar de fazer questão em nunca mais trabalhar com este autarca, apenas e só com a Câmara Municipal de Alvaiázere. Eu sei que sou um "osso duro de roer", mas não desisto de Alvaiázere só porque uma elitezinha pensa que pode fazer o que bem lhe apetece, estou para ficar e continuo com um princípio fundamental, a verdade acima de tudo!
Relembro este autarca que não poderá retirar quaisquer conteúdo do meu trabalho sem autorização quer da Universidade de Lisboa, quer do seu autor (eu), espero sinceramente que não tente "copiar" os percursos pedestres que eu também apresento no meu trabalho de investigação, alé de outras linhas de actuação com vista a desenvolvimento da região. Na mesma linha que estava a implementar o projecto dos dois centros de interpretação, também estava a elaborar percursos pedestres (no âmbito da tese) e mesmo isso foi anulado quando eu saí, porquê? Simples, uma "força" de bloqueio chamada Paulo Tito Morgado. Se não aceita estes factos democraticamente, paciência, eu respeito e cumpro as leis e falo olhos nos olhos, nunca me escondo nem evito me cruzar com ninguém, acima de tudo não tenho medo de falar olhos nos olhos com Tito Morgado acerca de políticas territoriais, algo que não é recíproco.
Além disso não faço uso do meu poder financeiro e lobbysta, como outros fizeram, para tentar queimar boa imagem profissional e pessoal de outros, seja por tentativas cómicas de processar outrém, seja por outras formas pouco próprias.... Isto acontece quando se tem sérios problemas em aceitar a democracia em que vivemos!
Tudo o que refiro neste âmbito está registado legalmente e é comprovável, desde actas de congressos nacionais e internacionais, desde mails trocados com universidades e ONG´s regionais, agora resta-me esperar pela apresentação do tal projecto, isto é se o parque eólico for em frente, pois para já está chumbado e muita água vai correr por debaixo da ponte... Curioso como este autarca diz que o projecto vai avançar no primeiro trimestre, será que ele sabe mais do que a empresa que está por detrás do projecto?
No próximo post irei falar sobre os segredos do eventual parque eólico, que nesta fase está chumbado!! Quem estará por detrás deste processo externo à Câmara Municipal de Alvaiázere?!
Só para finalizar esta questão, tenho o prazer de informar aqueles que gostam de Alvaiázere (e não só...) e não se deixam manipular politicamente com canetas e aventais (além de ameaças de que se não votar em X perde a reforma...), que em 2009 vou começar a colocar Alvaiázere no mapa, como ?! Depois irão ver, nada melhor do que um geógrafo para ajudar a dar um Norte a esta região!
Aproveitando esta polémica aproveito para pedir publicamente a demissão de Paulo Tito Morgado à luz da Lei n.º 27/96 – de 1 de Agosto (Regime jurídico da tutela administrativa) referindo-me ao artigo nº 9:
«Dissolução de órgãos
Qualquer órgão autárquico ou de entidade equiparada pode ser dissolvido quando:
c) Viole culposamente instrumentos de ordenamento do território ou de planeamento
urbanístico válidos e eficazes;
i) Incorra, por acção ou omissão dolosas, em ilegalidade grave traduzida na consecução de fins
alheios ao interesse público.»
Foi comprovado pela tutela que no caso das azinheiras houve violação da lei, nomeadamente os instrumentos de ordenamento do território, consequentemente é meu direito enquanto cidadão exigir a demissão do Presidente da Câmara Municipal de Alvaiázere: Paulo Tito Morgado.
Sei que é normal o visado ficar preocupado com esta minha exigência, mas numa sociedade democrática temos os direitos e também os deveres a cumprir, eu cumpro-os e com isso sou um cidadão exemplar, quer goste ou não.
Nota: no início deste projecto prometi que iria disponibilizar o resultado do mesmo às autarquias de Ansião e Alvaiázere, algo que irei cumprir na íntegra, mas espero que ninguém faça confusões, o projecto é da minha autoria. Terei todo o prazer em desenvolver o projecto em parceria caso haja interesse, mas se alguém plagiar alguma das minhas ideias não terei quaisquer problema em processar quem ousar fazer esta injustiça. É muita dedicação, encargo financeiro e sacrifício pessoal para poder deixar esta possibilidade acontecer, fica o aviso.

1 comentário:

João Paulo Forte disse...

Deixo aqui um comentário que só não publico directamente porque contém uma palavra que faço questão em não autorizar neste blog (apesar de não discordar com a mesma..), sendo assim aqui vai o comentário que foi enviado em resposta a este post:

«Axo que sim...esse paulo tito morgado já deveria estar na rua. Para que esperar por a eleições autarquicas? Fez... , deve ser convidado a sair!
António»