quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Bicicleta, luzes... acção!


Mais do que um objecto vulgar, a bicicleta é, para mim, um objecto que está intrinsecamente ligado a uma forma de estar na vida, a um estilo de vida ainda considerado como alternativo. Infelizmente ainda existe o estigma associado ao acto de andar de bicicleta. "Lá vai o pobre diabo" é apenas uma de muitas expressões utilizadas para caracterizar aqueles que fazem questão em andar de bicicleta no seu dia-a-dia. É certo que as mentalidades evoluíram, mas não o suficiente. Continuo a sentir o mesmo que sentia há quase 30 anos, quando me olhavam, de alguma forma, de lado, num quase desprezo, quando passava com a minha bina na Vila de Ansião. Felizmente que nunca liguei a esse tipo de mentalidade e ignorei os comentários. O tempo acabou por me dar razão.
Tal como na década de 80 e início da década de 90, nos últimos anos a bicicleta voltou a estar na moda. E ainda bem!
O intuito deste meu comentário não é dissertar sobre este objecto de culto, mas sim alertar para alguns dos problemas associados ao importante acto que é andar de bicicleta. Faz bem à saúde, à carteira e, diga-se, consegue ser bastante emocionante. A única excepção, diga-se muito rara, é quando um mosquito entra onde não deve e incomoda.
Enquanto utilizador diário de bicicleta, seja para desporto seja para deslocação, tenho uma percepção que me faz ser crítico perante alguns comportamentos que devem ser evitados a todo o custo, a bem de todos. E quando falo em comportamentos desajustados, não estou a falar dos miúdos traquinas que populam a urbe, mas sim dos adultos que deviam ter alguma consciência cívica. É certo que falta sensibilização rodoviária, tal como se fazia antigamente, mas nada, sublinho, nada pode desculpar a não utilização de luzes à noite nas nossas bicicletas. Acima de tudo é uma segurança para nós, utilizadores de bicicleta. E não há desculpa, pois há várias formas de nos fazermos ver à noite. Eu tenho 3 bicicletas e faço-me ver de forma diferente, conforme a bicicleta em causa. Infelizmente já fui atropelado de bicicleta (de dia e sem culpa), portanto sei o que custa e o que dói...
Vamos todos colocar luzes e reflectores nas nossas bicicletas, pois é importantíssimo, especialmente no Outono e Inverno, onde as noites são mais longas. E não quero desculpas!
Agora uma sugestão, Outono e Inverno não são sinónimo de bicicleta na garagem. Não está sempre a chover, portanto aproveitem e façam da bicicleta o vosso transporte diário. Frio? Utilizem roupa adequada, é simples. Precisam de levar papelada e não é prático? Comprem acessórios que o possibilitem, pois há-os para todos os gostos e carteiras, impermeáveis ou não. É caro? Já pensaram quanto é que gastam em gasolina e manutenção do carro? Qual fica mais caro?! Muitos de vós trabalham a pequenas distâncias do trabalho, portanto distância não é desculpa...
À parte das luzes e reflectores, há a opção do capacete, o qual deve ser sempre uma opção e nunca uma obrigação. E já agora, nunca, mas nunca, utilizem a passadeira quando forem de bicicleta, pois apenas os peões têm prioridade, não quem vai na bicicleta e passa na passadeira. Evitem os passeios, pois na região de Sicó não há, regra geral, essa necessidade.
O desafio está lançado, esperando eu cruzar-me com alguns de vós um destes dias, de bicicleta, num qualquer lugar na região de Sicó.

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