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quinta-feira, 1 de março de 2018
domingo, 1 de outubro de 2017
sábado, 1 de abril de 2017
sexta-feira, 27 de janeiro de 2017
A cultura do ódio ao azinheiragate, por parte da "elite" política, chegou a limites...
Este ano é um ano especial, já que perfazem 10 anos de escrutínio activo e incisivo à acção política, nos domínios ambiental e patrimonial, na região de Sicó. Apesar de o meu activismo ter iniciado uns anos antes, foi em 2007 que, de facto, ocorreu o ponto de viragem. Poucos meses depois, já em 2008, consolidou-se o ponto de viragem, com o surgimento do blogue Azinheiragate (faz 9 anos nos próximos dias...). Isto representou algo de diferente para a região de Sicó, já que até então alguns autarcas não estavam muito habituados ao facto de terem de responder perante os cidadãos eleitores e logo de uma forma incisiva, frontal e mediática. O paradigma mudou, pois passou-se de uma época onde quem criticava era muitas vezes o "zé da esquina", que polia o passeio em frente ao café e bebia uns copos, para o "zé informado e capacitado", por vezes com habilitações académicas muito superiores aos autarcas e em áreas onde estes mesmos autarcas não tinham competência técnica alguma, mesmo que estivessem à frente de um pelouro dessa mesma área.
Isto fez toda a diferença e, diga-se, foi muito positivo, já que as coisas começaram a mudar e as formas de fazer as coisas começaram a mudar para melhor, dado o facto destes mesmos autarcas estarem agora a ser escrutinados por quem tem competências técnicas e científicas para isso. Isto mesmo notou-se em termos de boas práticas, pois a exigência assim o obrigou.
No que concerne à minha acção, cedo comecei a ver que tinha resultados. Ao longo dos últimos anos isso evoluiu e continuou a ter mais e melhores resultados, facto que me foi motivando cada vez mais.
Contudo, e neste caminho, os espinhos começaram a surgir, seja através de ameaças de alguns cidadãos covardes, seja através do desenvolvimento de uma cultura do ódio à minha pessoa por parte de gente da política, dado o impacto mediático e efectivo que as minhas acções conseguem ter nesta região.
É precisamente este último ponto que me faz escrever este comentário. Já vi de todo o tipo de reacções patéticas à minha acção e à minha cidadania activa plena relatando agora mais uma.
Há poucos dias, e decorrente de um diálogo com uma pessoa amiga nas redes sociais, houve uma intromissão na conversa, a qual teve um intuito claramente mal intencionado e mal educado. E isto por parte de um "ex" político que esteve 13 anos à frente do pelouro da educação e que actualmente é director-geral de uma escola tecnológica e profissional da região de Sicó.
Penso que isto terá acontecido por dois motivos. O primeiro terá eventualmente sido pelo facto deste indivíduo não se dar bem com a crítica e estar habituado à política da bajulação. O segundo motivo terá sido eventualmente o colossal impacto mediático de um dos últimos comentários do azinheiragate. Ou então um hipotético terceiro motivo, o poder ter sido mandatado pela malta de cúpula da política para me hostilizar, de forma a resguardarem-se para o que aí vem (autárquicas). Estamos a meses das autárquicas e já estão como medo do que aí virá?!
Para entender melhor esta atitude, importa referir que o cargo actual que o Lic./Prof./Sr./Director-Geral Fernando Inácio Pires Medeiros ocupa, é, no meu entender, um cargo claramente politizado, facto que eventualmente o confunde, dado o cargo anterior. Há que lembrar que este ano há eleições autárquicas, pormenor que me parece o ter movido a fazer os comentários mal intencionados e mal educados. Contudo, e para que conste, ainda não tive convites por parte de nenhuma força política, daí estranhar a atitude de alguém que se manteve "na toca" até agora e que precisamente nesta altura "sai dela". Para quem nunca me confrontou com facto algum, pessoalmente ou através do mundo virtual, estranho bastante o que se passou. Faltou a coragem da parte dele, facto que não me surpreende de forma alguma.
Mas vamos aos factos. Divulgo os comentários (públicos e devidamente registados para a posterioridade...) que deram início a este episódio, na minha opinião, pouco dignificante para este indivíduo:
João Forte:
" Eu
referi - "likes" - e não - likes - , de forma a evitar precisamente
esse tipo de comentário. Em linguagem das redes sociais, e neste contexto,
"like" significa tristeza. Pensei que todos iriam perceber, mas
afinal parece que não. Essa desatenção não é normal!!!"
Depois disto, e após a terceira pessoa ter manifestado o seu desagrado por estes comentários no âmbito do seu comentário (que não tinha a ver com isto), decidi não dar seguimento aos comentários ali e enviar uma mensagem a este indivíduo, na qual consta:
"Boa noite. Essa do pensamento resmungão e mal educado, confesso que tem algum sentido de humor, contudo tem de se esforçar mais. O ego está ferido? Provocação não é sinónimo de falta de respeito, portanto sugiro-lhe que reveja o significado de ambos. O que você fez revela falta de respeito e não uma provocação, não seja ingénuo por favor. Quanto às decisões, folgo em ver que desconhece a realidade, pois se fizesse o TPC saberia que eu falo directamente com os visados, vou directamente às entidades, faço questão de colaborar e disponibilizo-me para trabalhar com todos os que me respeitam, uso o telefone/telemóvel, mail e afins, participando activamente nos processos de discussão pública e dando sugestões e conselhos. É por isso que sou respeitado e reconhecido, bem como pela minha frontalidade, temida por pessoas como você, é um facto. Portanto hipocrisia, falsos paternalismos e populismo não obrigado! Saia dos gabinetes, informe-se nos canais próprios e deixe de ligar tanto ao pessoal da política de esgoto que cultiva o ódio pela minha pessoa. O seu problema é não gostar de críticas, pensando, quiçá, que na vida são apenas aplausos. Eu convivo bem com ambos e aprendo com ambos. Deixar no sofá? Boa piada. Nem sofá nem tascas. Sou um homem de campo que e não um mero colarinho branco. E já agora, nunca utilizei prefixos quando escrevo o meu nome. Redes sociais? Não gosta do impacto delas, quando não lhe convém? Se quiser dou-lhe umas dicas. Já sei, ficou chateado com uma opinião minha, sobre a sua pessoa, no mundo virtual, no que concerne à política. Sim, as redes sociais têm grande impacto. Causam também comichão nos políticos e lóbis que pensam que podem fazer o que querem sem ser escrutinados por cidadãos informados. Essa do "miúdo" mimado mostra bem essa sua falta de seriedade intelectual e o desespero na falta de argumentos sérios e honestos. As minhas qualidades utilizo-as como eu bem entendo a várias frentes, das mais variadas formas, muitas criativas. Se não gosta delas está no seu direito, mas, caso não saiba existe uma "coisa" que dá pelo nome de liberdade de expressão, outra de democracia e outra de cidadania activa. Eu irei continuar a trabalhar pelo bem comum, tal como faço há muitos anos e, por vezes, sob risco de vida e sem ordenado, portanto habitue-se à minha presença e à minha cidadania activa e incisiva, alicerçada na seriedade e honestidade. Conhece o termo "ressabiado"? O seu problema é lidar mal com o escrutínio popular. Gostei de o ver a ter essa reacção, a qual revela alguma falta de maturidade e seriedade. Enquanto trabalhou na sua área, o desporto, era uma pessoa muito competente, que eu elogiava, contudo a politica desvirtuou as suas qualidades e discernimento. Pena é... Lembre-se que eu cheguei a onde cheguei sem cunhas, favores, politiquices e afins, nos quais este belo país é tão pródigo. Gostei bastante deste bocado, o qual serviu para eu conhecer o seu verdadeiro eu, facto até. agora desconhecido, confesso. Para me fazer uma provocação tem de "correr" muito mais, portanto boa tentativa Os meus cumprimentos"
Continuando, após me ter deparado com esta autêntica birra, constato que o Lic./Prof./Sr. Inácio Medeiros é uma pessoa visivelmente rancorosa e que se dá muito mal com a liberdade de expressão e com a cidadania activa, mas apenas aquela que não lhe convém ou aos seus amigos da política. Quem não se pautar segundo os gostos de sua excelência é ostracizado, tal como o indiciou. Foi uma atitude um bocadinho snob demais, não? Espero que estes seus desabafos o tenham aliviado, pois parece que tinha qualquer coisa atravessada há demasiado tempo. Tem aqui um ombro amigo, caso queira desabafar mais alguma coisa. Espero que este comentário, o qual irá de certeza incomodar o seu ego, contribua para uma maior maturidade da sua parte, bem como possa inclusivamente aumentar a sua tolerância perante aqueles que pensam e agem de forma diferente de si, já que deixou bem claro que a sua tolerância está, no meu entender, muito aquém dos princípios basilares de um estado democrático e dos próprios princípios que, teoricamente, balizam o seu partido político. Quanto aos conselhos que diz ter para me dar, lamento informá-lo, mas você não está habilitado para isso, pois os conselhos são para quem pode e não para quem quer. Parou no tempo e pensa que eu sou o "Joãozinho" de há 20 anos, o que é um erro básico. Falta seriedade, honestidade intelectual e alguma escola de vida, tal como os seus comentários o confirmam de forma explícita. E já agora, sabe a diferença entre confrontar e afrontar?
Espero igualmente que se dê ao trabalho de fazer o TPC, ou pelo menos mandá-lo fazer, de forma a que, de facto, saiba o que já fiz e o que faço em prol do bem comum. Aí saberá que faço coisas que não sabe (?), embora me critique por, supostamente, não fazer precisamente essas mesmas coisas. Já agora, porque omitiu as partes que não lhe convêm, sobre o que eu faço em prol do bem comum, não encaixava na novela que quis construir à pressa? É aquilo que eu chamo de hipocrisia, a qual baliza o seu discurso de ocasião, de base tecnocrática.
Enquanto trabalhou em prol do desporto, em Ansião, fez um trabalho excepcional, contudo, e após se meter na política, aconteceu o que acontece a muito boa gente, eclipsou-se e perdeu qualidades, tal como o seu percurso político o demonstra. No domínio político não lhe são reconhecidas grandes qualidades, tendo sido considerado pela generalidade das pessoas como um político mediano.
A melhor resposta que podemos dar a pessoas com esta postura ressabiada e mal intencionada é só uma, sermos incisivos na crítica e denunciar publicamente as mesmas sempre que se justifique, pois é assim que dá lições a quem precisa delas e se pugna activamente por uma cultura de exigência e meritocracia, em falta também pelos lados de Sicó. E não precisamos de descer ao nível do Lic./Prof./Sr. Fernando Medeiros, que mostrou apenas ser uma pessoa vulgar por detrás de um fato e uma gravata. Ao contrário dele eu não preciso de colocar prefixos antes do meu nome, pois, e independentemente das qualificações académicas, sempre fiz questão de ser tratado apenas e só como João Forte. Não vivo das aparências, não tenho duas faces e não sigo a linha do politicamente correcto só para não incomodar suas excelências. E já agora, convivo muito bem com a crítica honesta, mesmo que incisiva.
Relativamente à minha pessoa, e já que se tentou imiscuir na minha vida privada, lembro o Lic./Prof./Sr. Inácio Medeiros de duas coisas. Primeiro, estar desempregado não é vergonha alguma para mim, aliás é algo que afecta, de forma recorrente, os investigadores doutorados em Portugal. Fazer um trocadilho para gozar com o desemprego de outra pessoa é o cúmulo... Segundo, o que consegui até hoje, bem como o reconhecimento que tenho, foi resultado de muito trabalho e do meu mérito. O que sou e o que tenho não decorre de cunhas, tachos, fretes, favores a amigos, politiquices e afins. E lembre-se que parte do que faço, no que concerne à crítica e denúncia de factos vários, se deve à incompetência de políticos como você. Se houvesse mais competência da vossa parte eu não teria de denunciar tanta coisa. E, ao mesmo tempo, consigo ser um embaixador da região de Sicó, sem receber ordenado por isso. Faço-o por gosto e pela paixão pela nossa região.
E, finalizando, vejam como eu nem sequer precisei de me esforçar minimamente para responder a este senhor, já que foi ele próprio que arranjou "lenha para se queimar". E ao contrário do "zé da esquina" eu não pauto a minha acção pela má educação ou discurso mal intencionado, cingindo-me aos factos e balizando tudo o que digo ao abrigo do que é legalmente possível no domínio da liberdade de expressão e da ética, ou seja dentro dos limites. Esse é o problema do Sr. Inácio. Mas, e repetindo, até agradeço a este senhor se ter exposto desta forma, pois é a melhor homenagem e reconhecimento que me fez até hoje. As redes sociais, que tanto o incomodam quando surge algo que não gosta, estão cá para ficar, portanto adapte-se. Já agora, essa alusão às redes sociais é muito parecida aquela que um outro autarca, nosso conhecido, fez há poucas semanas numa assembleia municipal. Curiosamente o alvo era o mesmo....
Quanto ao bem comum, julgo que terá de fazer uma acção de formação neste domínio, já que trabalhar pelo bem comum é o que os bombeiros voluntários fazem, muitas vezes arriscando a vida e sem ordenado algum. Por essas e por outras é que somos tão reconhecidos, ao contrário dos políticos. Ser pago para trabalhar para o bem comum é diferente de trabalhar pelo bem comum, sabia? E não, a minha acção pelo bem comum está presente noutras frentes, igualmente de forma não remunerada, portanto siga o meu conselho, faça o TPC, de forma a evitar a triste figura que fez. Termino assim a lição número 1. Quando tiver agenda para isso, irei preparar a lição nº 2, já que agora estou a preparar uns projectos...
Nota: essa sua tentativa, mal dissimulada, de se imiscuir na minha vida pessoal e de beliscar as minhas qualidades humanas, sem dúvida por demais conhecidas e, acrescento, reconhecidas, foi simplesmente patética e bem ilustrativa de uma falta de honestidade e seriedade assinaláveis. A política tolda o discernimento, é um facto. Imagine se eu não fosse uma pessoa de princípios e se me imiscuísse na sua vida pessoal. Mas não se preocupe, sou uma pessoa de princípios e separo as coisas, tal como sabe, embora omita à conta da sua subserviência ao interesse político. Bom damage control!
Para entender melhor esta atitude, importa referir que o cargo actual que o Lic./Prof./Sr./Director-Geral Fernando Inácio Pires Medeiros ocupa, é, no meu entender, um cargo claramente politizado, facto que eventualmente o confunde, dado o cargo anterior. Há que lembrar que este ano há eleições autárquicas, pormenor que me parece o ter movido a fazer os comentários mal intencionados e mal educados. Contudo, e para que conste, ainda não tive convites por parte de nenhuma força política, daí estranhar a atitude de alguém que se manteve "na toca" até agora e que precisamente nesta altura "sai dela". Para quem nunca me confrontou com facto algum, pessoalmente ou através do mundo virtual, estranho bastante o que se passou. Faltou a coragem da parte dele, facto que não me surpreende de forma alguma.
Mas vamos aos factos. Divulgo os comentários (públicos e devidamente registados para a posterioridade...) que deram início a este episódio, na minha opinião, pouco dignificante para este indivíduo:
João Forte:
"Ontem partilhei também uma notícia que dava conta de um incidente, onde faleceram quase 30 bombeiros, e nem um "like" ou comentário..."
"Ontem partilhei também uma notícia que dava conta de um incidente, onde faleceram quase 30 bombeiros, e nem um "like" ou comentário..."
Fernando Medeiros:
"Likes!?
"Likes!?
Pela morte de 30 Bombeiros?
Isto
não é normal!!!"
Depois, uma terceira pessoa, minha conhecida, disse:
"Inácio, Inácio...estás a desvirtuar o sentido do comentário do João Paulo. Sabes bem que um "like" numa publicação significa, para além de gostar, a manifestação de "acordo", " solidariedade", etc..."
"Inácio, Inácio...estás a desvirtuar o sentido do comentário do João Paulo. Sabes bem que um "like" numa publicação significa, para além de gostar, a manifestação de "acordo", " solidariedade", etc..."
Fernando Medeiros:
"... afinal não sou só eu que não percebo nada de código Facebookiano. Tu
também estás com dificuldades. Que tal requerer ao João Forte uma ação de formação!
Não vai ser fácil. A agenda dele deve estar a transbordar de afazeres."
Depois, e novamente, a terceira pessoa disse:
"Engano teu, eu percebi perfeitamente o comentário do João."
"Engano teu, eu percebi perfeitamente o comentário do João."
João Forte:
"Caro
Fernando Inácio Pires Medeiros, considero esses seus comentários profundamente
lamentáveis, mais parecendo um mero esboço de uma patética represália política,
por eu ser uma pessoa demasiado incómoda para você e para os seus amigos da política.
Não consegue melhor do que isso?! Seja sério nos comentários, em vez de andar a
fazer estas tristes figuras nas redes sociais. Mas pensando bem, sinceramente
até lhe agradeço ter-se exposto publicamente dessa forma pouco honesta. Fica à
vista de todos que você compreendeu bem o que eu disse, não só porque me
conhece, bem como por saber que eu sou bombeiro voluntário. Você sabe ao menos
o que é ser-se bombeiro voluntário?! Você quis apenas barafustar, pensando que
eu sou aquele miúdo que conheceu há uns 20 anos e esquecendo-se que eu evoluí e
não me desvirtuei. Essa sua jogada patética teve negativa, mas se quiser
aprender umas coisas eu tenho todo o gosto de lhe dar umas aulas de ética,
moral e honestidade intelectual. Diga-me da sua agenda sff. Sobre os meus
afazeres e a minha agenda, fica-lhe mal tal comentário, mas é perfeitamente
compreensível tal a sua frustração, que leva a tal comentário sobre a minha
pessoa. E, para terminar, penso que saberá que eu não tenho contemplações com
pessoas mal intencionadas e com atitudes desonestas. Se tiver alguma coisa a
dizer-me, tenha a coragem de a dizer quando me vir. Os meus cumprimentos"
Fernando Medeiros:
"Desabafou?
Estará mais aliviado?
Não acredito, pois o que escreve revela
efetivamente de qual substância é constituído o seu pensamento resmungão e mal
intencionado, muito parecido ao que ontem e hoje utilizei consigo, para lhe
mostrar o seu estilo habitual. O que ousei fazer-lhe, foi uma provocação muito
parecida àquelas que habitualmente nos presenteia. Vi que não gostou, eu
particularmente também não aprecio o seu estilo, mas acredite que até tenho
admiração por si, porque pelo pouco que lhe conheço, sei-o com enormes
qualidades profissionais, porque as humanas são por demais conhecidas. Pena que
adopte essa postura de profeta da desgraça, criticando, ridicularizando,
hostilizando, principalmente aqueles que têm como missão trabalhar pelo bem
comum, preocupando-se com instituições, trabalhando arduamente por elas, tendo
por vezes que tomar decisões difíceis, mas tomam-nas! Não se deixam ficar no
sofá, a reagir nas redes sociais, ao trabalho que os outros vão fazendo. Isso é
que é "desonesto". Se não concorda com esta ou com aquela decisão,
bata à porta, use o telefone, "tenha coragem de falar diretamente"
com os alvos da sua ira, ao invés de se pôr a "barafustar" como um
"miúdo" mimado no Facebook que tanto gosta. Qualquer dia está a
concordar e a admirar qualquer feito de terceiros e ninguém acredita.
Gostava
que pudesse aproveitar as suas qualidades de outra forma mais construtiva,
menos sindicalista e mais colaborativa. Olhe e esqueça a ação de formação de
FB, esperando que estes conselhos que lhe dei, o possam fazer evoluir ainda
mais."
Depois disto, e após a terceira pessoa ter manifestado o seu desagrado por estes comentários no âmbito do seu comentário (que não tinha a ver com isto), decidi não dar seguimento aos comentários ali e enviar uma mensagem a este indivíduo, na qual consta:
"Boa noite. Essa do pensamento resmungão e mal educado, confesso que tem algum sentido de humor, contudo tem de se esforçar mais. O ego está ferido? Provocação não é sinónimo de falta de respeito, portanto sugiro-lhe que reveja o significado de ambos. O que você fez revela falta de respeito e não uma provocação, não seja ingénuo por favor. Quanto às decisões, folgo em ver que desconhece a realidade, pois se fizesse o TPC saberia que eu falo directamente com os visados, vou directamente às entidades, faço questão de colaborar e disponibilizo-me para trabalhar com todos os que me respeitam, uso o telefone/telemóvel, mail e afins, participando activamente nos processos de discussão pública e dando sugestões e conselhos. É por isso que sou respeitado e reconhecido, bem como pela minha frontalidade, temida por pessoas como você, é um facto. Portanto hipocrisia, falsos paternalismos e populismo não obrigado! Saia dos gabinetes, informe-se nos canais próprios e deixe de ligar tanto ao pessoal da política de esgoto que cultiva o ódio pela minha pessoa. O seu problema é não gostar de críticas, pensando, quiçá, que na vida são apenas aplausos. Eu convivo bem com ambos e aprendo com ambos. Deixar no sofá? Boa piada. Nem sofá nem tascas. Sou um homem de campo que e não um mero colarinho branco. E já agora, nunca utilizei prefixos quando escrevo o meu nome. Redes sociais? Não gosta do impacto delas, quando não lhe convém? Se quiser dou-lhe umas dicas. Já sei, ficou chateado com uma opinião minha, sobre a sua pessoa, no mundo virtual, no que concerne à política. Sim, as redes sociais têm grande impacto. Causam também comichão nos políticos e lóbis que pensam que podem fazer o que querem sem ser escrutinados por cidadãos informados. Essa do "miúdo" mimado mostra bem essa sua falta de seriedade intelectual e o desespero na falta de argumentos sérios e honestos. As minhas qualidades utilizo-as como eu bem entendo a várias frentes, das mais variadas formas, muitas criativas. Se não gosta delas está no seu direito, mas, caso não saiba existe uma "coisa" que dá pelo nome de liberdade de expressão, outra de democracia e outra de cidadania activa. Eu irei continuar a trabalhar pelo bem comum, tal como faço há muitos anos e, por vezes, sob risco de vida e sem ordenado, portanto habitue-se à minha presença e à minha cidadania activa e incisiva, alicerçada na seriedade e honestidade. Conhece o termo "ressabiado"? O seu problema é lidar mal com o escrutínio popular. Gostei de o ver a ter essa reacção, a qual revela alguma falta de maturidade e seriedade. Enquanto trabalhou na sua área, o desporto, era uma pessoa muito competente, que eu elogiava, contudo a politica desvirtuou as suas qualidades e discernimento. Pena é... Lembre-se que eu cheguei a onde cheguei sem cunhas, favores, politiquices e afins, nos quais este belo país é tão pródigo. Gostei bastante deste bocado, o qual serviu para eu conhecer o seu verdadeiro eu, facto até. agora desconhecido, confesso. Para me fazer uma provocação tem de "correr" muito mais, portanto boa tentativa Os meus cumprimentos"
Continuando, após me ter deparado com esta autêntica birra, constato que o Lic./Prof./Sr. Inácio Medeiros é uma pessoa visivelmente rancorosa e que se dá muito mal com a liberdade de expressão e com a cidadania activa, mas apenas aquela que não lhe convém ou aos seus amigos da política. Quem não se pautar segundo os gostos de sua excelência é ostracizado, tal como o indiciou. Foi uma atitude um bocadinho snob demais, não? Espero que estes seus desabafos o tenham aliviado, pois parece que tinha qualquer coisa atravessada há demasiado tempo. Tem aqui um ombro amigo, caso queira desabafar mais alguma coisa. Espero que este comentário, o qual irá de certeza incomodar o seu ego, contribua para uma maior maturidade da sua parte, bem como possa inclusivamente aumentar a sua tolerância perante aqueles que pensam e agem de forma diferente de si, já que deixou bem claro que a sua tolerância está, no meu entender, muito aquém dos princípios basilares de um estado democrático e dos próprios princípios que, teoricamente, balizam o seu partido político. Quanto aos conselhos que diz ter para me dar, lamento informá-lo, mas você não está habilitado para isso, pois os conselhos são para quem pode e não para quem quer. Parou no tempo e pensa que eu sou o "Joãozinho" de há 20 anos, o que é um erro básico. Falta seriedade, honestidade intelectual e alguma escola de vida, tal como os seus comentários o confirmam de forma explícita. E já agora, sabe a diferença entre confrontar e afrontar?
Espero igualmente que se dê ao trabalho de fazer o TPC, ou pelo menos mandá-lo fazer, de forma a que, de facto, saiba o que já fiz e o que faço em prol do bem comum. Aí saberá que faço coisas que não sabe (?), embora me critique por, supostamente, não fazer precisamente essas mesmas coisas. Já agora, porque omitiu as partes que não lhe convêm, sobre o que eu faço em prol do bem comum, não encaixava na novela que quis construir à pressa? É aquilo que eu chamo de hipocrisia, a qual baliza o seu discurso de ocasião, de base tecnocrática.
Enquanto trabalhou em prol do desporto, em Ansião, fez um trabalho excepcional, contudo, e após se meter na política, aconteceu o que acontece a muito boa gente, eclipsou-se e perdeu qualidades, tal como o seu percurso político o demonstra. No domínio político não lhe são reconhecidas grandes qualidades, tendo sido considerado pela generalidade das pessoas como um político mediano.
A melhor resposta que podemos dar a pessoas com esta postura ressabiada e mal intencionada é só uma, sermos incisivos na crítica e denunciar publicamente as mesmas sempre que se justifique, pois é assim que dá lições a quem precisa delas e se pugna activamente por uma cultura de exigência e meritocracia, em falta também pelos lados de Sicó. E não precisamos de descer ao nível do Lic./Prof./Sr. Fernando Medeiros, que mostrou apenas ser uma pessoa vulgar por detrás de um fato e uma gravata. Ao contrário dele eu não preciso de colocar prefixos antes do meu nome, pois, e independentemente das qualificações académicas, sempre fiz questão de ser tratado apenas e só como João Forte. Não vivo das aparências, não tenho duas faces e não sigo a linha do politicamente correcto só para não incomodar suas excelências. E já agora, convivo muito bem com a crítica honesta, mesmo que incisiva.
Relativamente à minha pessoa, e já que se tentou imiscuir na minha vida privada, lembro o Lic./Prof./Sr. Inácio Medeiros de duas coisas. Primeiro, estar desempregado não é vergonha alguma para mim, aliás é algo que afecta, de forma recorrente, os investigadores doutorados em Portugal. Fazer um trocadilho para gozar com o desemprego de outra pessoa é o cúmulo... Segundo, o que consegui até hoje, bem como o reconhecimento que tenho, foi resultado de muito trabalho e do meu mérito. O que sou e o que tenho não decorre de cunhas, tachos, fretes, favores a amigos, politiquices e afins. E lembre-se que parte do que faço, no que concerne à crítica e denúncia de factos vários, se deve à incompetência de políticos como você. Se houvesse mais competência da vossa parte eu não teria de denunciar tanta coisa. E, ao mesmo tempo, consigo ser um embaixador da região de Sicó, sem receber ordenado por isso. Faço-o por gosto e pela paixão pela nossa região.
E, finalizando, vejam como eu nem sequer precisei de me esforçar minimamente para responder a este senhor, já que foi ele próprio que arranjou "lenha para se queimar". E ao contrário do "zé da esquina" eu não pauto a minha acção pela má educação ou discurso mal intencionado, cingindo-me aos factos e balizando tudo o que digo ao abrigo do que é legalmente possível no domínio da liberdade de expressão e da ética, ou seja dentro dos limites. Esse é o problema do Sr. Inácio. Mas, e repetindo, até agradeço a este senhor se ter exposto desta forma, pois é a melhor homenagem e reconhecimento que me fez até hoje. As redes sociais, que tanto o incomodam quando surge algo que não gosta, estão cá para ficar, portanto adapte-se. Já agora, essa alusão às redes sociais é muito parecida aquela que um outro autarca, nosso conhecido, fez há poucas semanas numa assembleia municipal. Curiosamente o alvo era o mesmo....
Quanto ao bem comum, julgo que terá de fazer uma acção de formação neste domínio, já que trabalhar pelo bem comum é o que os bombeiros voluntários fazem, muitas vezes arriscando a vida e sem ordenado algum. Por essas e por outras é que somos tão reconhecidos, ao contrário dos políticos. Ser pago para trabalhar para o bem comum é diferente de trabalhar pelo bem comum, sabia? E não, a minha acção pelo bem comum está presente noutras frentes, igualmente de forma não remunerada, portanto siga o meu conselho, faça o TPC, de forma a evitar a triste figura que fez. Termino assim a lição número 1. Quando tiver agenda para isso, irei preparar a lição nº 2, já que agora estou a preparar uns projectos...
Nota: essa sua tentativa, mal dissimulada, de se imiscuir na minha vida pessoal e de beliscar as minhas qualidades humanas, sem dúvida por demais conhecidas e, acrescento, reconhecidas, foi simplesmente patética e bem ilustrativa de uma falta de honestidade e seriedade assinaláveis. A política tolda o discernimento, é um facto. Imagine se eu não fosse uma pessoa de princípios e se me imiscuísse na sua vida pessoal. Mas não se preocupe, sou uma pessoa de princípios e separo as coisas, tal como sabe, embora omita à conta da sua subserviência ao interesse político. Bom damage control!
terça-feira, 20 de dezembro de 2016
Pensar o futuro de Sicó: reflectir sobre 2016 para melhor preparar 2017
Estamos a poucos dias de finalizar mais um ano civil e iniciar um novo ano. É, portanto, a altura ideal para reflectir sobre o passado recente e idealizar o futuro próximo.
Ontem deparei-me com o que podem ver na fotografia e que ilustra este comentário. Parei logo e fui buscar a máquina fotográfica ao banco de trás do carro. É um daqueles momentos que merece ficar registado para a posterioridade, mesmo apesar do facto de ser um momento comum para quem por ali passa todos os dias quando o sol se mostra no seu esplendor. É uma imagem de contrastes, a bela da árvore e a bela da casa antiga e abandonada. Resumindo, é uma imagem de contraste, ideal para ajudar a reflectir um pouco sobre Sicó e sobre o seu património e a sua cultura.
Sobre 2016, foi mais um ano de activismo em prol do património de Sicó. Foi mais um ano de trabalho em prol desta extraordinária região e mais um ano de apoio a quem me pediu ajuda para resolver algumas situações mais gravosas. Dei continuidade à minha luta contra os interesses instalados, aqueles que pensam que querem, podem e mandam. Mas não ficam impunes... Estes mesmos interesses continuam a pensar que não há quem seja mais esperto do que eles, contudo afinal têm aprendido que há quem lhes faça frente, sem receio algum.
O património da região de Sicó continua a ser delapidado pela acção destes mesmos interesses e pela acção de gente que pensa apenas em si própria, desrespeitando a lei e o património de Sicó. Contudo as coisas têm mudado para melhor. Pouco a pouco, e graças ao trabalho de muitas pessoas, de muitas associações e afins, o património continua a ter muitos defensores, não daqueles que dizem que são, mas daqueles que são consequentes com o que afirmam e defendem. A todos esses, o meu muito obrigado!
Mas vamos a 2017. Vai ser um ano particularmente interessante para o património de Sicó. O facto de ser um ano eleições autárquicas representa por si mesmo um pormenor diferenciador, já que é aqui que se traçam boa parte das estratégias relativas ao património de Sicó, através dos respectivos programas eleitorais. Por isso será determinante envolverem-se nas autárquicas, seja em que partido político for ou em candidaturas independentes, ou seja simplesmente por votarem no dia das eleições. Contudo há outro pormenor importante, ou seja exigirem que o património seja protegido e valorizado. Chega da (i)lógica de exigirem apenas que alcatroem a vossa rua ou que coloquem uma manilha, tudo a troco de duas canetas de um qualquer partido, de um outro qualquer brinde, pois não é esse o caminho. Exijam o melhor dos candidatos, exijam que eles sejam consequentes com o que vão apregoar, já que palavras vãs e de ocasião valem zero.
Resumindo, para sermos uma região com futuro temos de ser exigentes connosco próprios, facto esquecido por muitos de nós. Só assim poderemos aspirar a algo melhor!
sexta-feira, 22 de abril de 2016
Desafio-vos para o "compromisso pela bicicleta"!
Tive conhecimento desta iniciativa há algumas semanas, sendo que possivelmente são poucos os que já têm conhecimento desta iniciativa ímpar. O "compromisso pela bicicleta" é uma iniciativa de enorme importância, e que abrange todo o território português, tendo surgido através da Plataforma Tecnológica da Bicicleta e Mobilidade Suave da Universidade de Aveiro. Os objectivos são o fomentar da utilização da bicicleta, a redução do tráfego automóvel, promoção da aquisição de binas nacionais (já é um forte cluster económico), melhor saúde, melhores cidades, entre outros. Podem consultar a informação no site respectivo.
A temática das bicicletas é regularmente abordada no azinheiragate, não só por ser um tema que me é muito próximo, enquanto utilizador diário deste belo meio de transporte (tenho 3 binas, 2 delas de marcas portuguesas e feitas em Portugal), bem como por ser uma questão de enorme importância em termos ambientais e de pura racionalidade e bom senso.
A iniciativa que agora destaco é um perfeito exemplo de desenvolvimento socio-económico, pois tem em conta uma premissa fundamental, o ambiente e a maximização racional dos recursos naturais que nele podemos encontrar. Destaco esta iniciativa de forma a lançar o desafio a entidades públicas, privadas e toda a sociedade civil. É certo que as coisas têm mudado no domínio da mobilidade sustentável na região de Sicó, contudo de uma forma esparsa, desconexa e inconsequente. Há casos interessantes a destacar, caso da e-Ginga, contudo mesmo esses têm tido falhas que não se podem menosprezar, caso da falta de abrigo para as bicicletas que já mostram a bela da ferrugem. Além disso, e que eu saiba, não foram disponibilizados dados estatísticos para análise de terceiros. Aqui seria importante destacar a importância dos dados abertos (open data), ou seja a disponibilização de dados por parte das entidades públicas, numa lógica de "smartcitie".
Mas voltando à questão propriamente dita, quantos de vós têm uma bicicleta na garagem e não a utilizam regularmente? Já agora, quantos têm uma bicicleta made in Portugal? Quantos de vós têm incutido aquele lamentável preconceito de que a bicicleta é para o pobre, para o coitadinho que não singrou na vida? Concerteza serão vários. Mesmo tendo em conta que hoje em dia se podem comprar binas de vários milhares de euros, o preconceito subsiste. Mesmo tendo em conta que nos últimos anos se assistiu aquele boom que se ocorreu em meados da década de 80, as mentalidades ainda têm muito que evoluir. Após 3 décadas, e quando pego na mais humilde das minhas binas, uma SIRLA com quase 30 anos, continuo a sentir aquele olhar "acusador" tipo, "lá vai o coitado que tem de andar de bicicleta"...
Mas vamos ao cerne da questão, a sociedade deve-se mobilizar em torno de grandes causas, o compromisso pela bicicleta é uma delas. As vantagens são imensas, riqueza para o país, pelo facto de aumentar a produção nacional de bicicletas (em vez de as mandar fazer em Taiwan...), diminuição do problemas associados à mobilidade urbana e semi-urbana e aumento da qualidade de vida, diminuição da poluição, diminuição de importações e aumento de exportações, etc, etc, etc.
Pôr o país no trilho certo passa por criar, apoiar e desenvolver iniciativas deste género. Agora fica o desafio para que todos participem, à sua maneira, neste compromisso!
O desafio vai em primeiro lugar, pelos motivos óbvios, às Câmaras Municipais de Ansião, Alvaiázere, Condeixa-a-Nova, Pombal, Penela e Soure.
O desafio vai em primeiro lugar, pelos motivos óbvios, às Câmaras Municipais de Ansião, Alvaiázere, Condeixa-a-Nova, Pombal, Penela e Soure.
quinta-feira, 10 de março de 2016
Ler em bom português ou mesmo em inglês, é só escolher!
Mais uma vez volto às leituras, com uma série de livros ou revistas que considero bastante interessantes. Nunca é demais relembrar a importância da leitura, seja miúdos, seja graúdos. Ponto de honra, livros sem "acordo" ortográfico, a bem da cultura, da identidade e do futuro da língua portuguesa.
Este primeiro livro foi uma notável oferta, a qual agradeço e faço questão de divulgar, já que este e outros livros recuperam história que urge manter viva e assim preservar. O património não vive sem pessoas de mérito que traduzam em livro a história da sua terra, da sua região ou do seu país.
Este segundo livro é outra surpresa, a qual recomendo vivamente. Uma obra em nome da ciência, acessível ao comum dos leitores.
Mais uma oferta, desta vez através da Associação Al-Baiaz e da Câmara Municipal de Alvaiázere. Ainda só dei uma olhadela na diagonal, mas já vi que há ali muito por explorar. Já vi ali uns pormenores que valem mesmo a pena uma boa leitura.
Novamente a Revista XXI, do melhor que há em Portugal. Recomendo vivamente para quem quer abrir os horizontes. Um bom investimento, duas vezes por ano nas bancas.
É isso mesmo, património á vossa espera neste livro. Não custa procurar obras relacionadas com a nossa região. Um bom ponto de partida, as bibliotecas municipais.
Destaco mais uma vez a revista Smart Cities. Este número é dedicado à economia colaborativa. A não perder...
É um livro mais técnico, mas acessível e de grande qualidade. Mesmo para quem não entende nada de geoconservação, tem aqui uma boa obra para ler durante umas semanas. Este exemplar foi adquirido na Islândia, o céu dos geógrafos físicos, e não só...
Tal como outros, ainda não tive tempo para começar a ler este livro, no entanto está nas prioridades, dada a qualidade do mesmo. Ainda pensei comprar a versão traduzida para português, no entanto só existia traduzido de acordo com o desacordo ortográfico, o que me levou a desistir da ideia.
Estou quase a meio deste livro. Posso dizer que é realmente fantástico. Escrito por um notável geógrafo, posso dizer, enquanto humilde geógrafo, que é uma excelente leitura, que abre horizontes e ajuda a perceber muitos aspectos que desconhecia. É uma leitura acessível a qualquer um de vós.
Agora, leiam por favor!
quinta-feira, 24 de dezembro de 2015
quarta-feira, 4 de novembro de 2015
Bicicleta, luzes... acção!
Mais do que um objecto vulgar, a bicicleta é, para mim, um objecto que está intrinsecamente ligado a uma forma de estar na vida, a um estilo de vida ainda considerado como alternativo. Infelizmente ainda existe o estigma associado ao acto de andar de bicicleta. "Lá vai o pobre diabo" é apenas uma de muitas expressões utilizadas para caracterizar aqueles que fazem questão em andar de bicicleta no seu dia-a-dia. É certo que as mentalidades evoluíram, mas não o suficiente. Continuo a sentir o mesmo que sentia há quase 30 anos, quando me olhavam, de alguma forma, de lado, num quase desprezo, quando passava com a minha bina na Vila de Ansião. Felizmente que nunca liguei a esse tipo de mentalidade e ignorei os comentários. O tempo acabou por me dar razão.
Tal como na década de 80 e início da década de 90, nos últimos anos a bicicleta voltou a estar na moda. E ainda bem!
O intuito deste meu comentário não é dissertar sobre este objecto de culto, mas sim alertar para alguns dos problemas associados ao importante acto que é andar de bicicleta. Faz bem à saúde, à carteira e, diga-se, consegue ser bastante emocionante. A única excepção, diga-se muito rara, é quando um mosquito entra onde não deve e incomoda.
Enquanto utilizador diário de bicicleta, seja para desporto seja para deslocação, tenho uma percepção que me faz ser crítico perante alguns comportamentos que devem ser evitados a todo o custo, a bem de todos. E quando falo em comportamentos desajustados, não estou a falar dos miúdos traquinas que populam a urbe, mas sim dos adultos que deviam ter alguma consciência cívica. É certo que falta sensibilização rodoviária, tal como se fazia antigamente, mas nada, sublinho, nada pode desculpar a não utilização de luzes à noite nas nossas bicicletas. Acima de tudo é uma segurança para nós, utilizadores de bicicleta. E não há desculpa, pois há várias formas de nos fazermos ver à noite. Eu tenho 3 bicicletas e faço-me ver de forma diferente, conforme a bicicleta em causa. Infelizmente já fui atropelado de bicicleta (de dia e sem culpa), portanto sei o que custa e o que dói...
Vamos todos colocar luzes e reflectores nas nossas bicicletas, pois é importantíssimo, especialmente no Outono e Inverno, onde as noites são mais longas. E não quero desculpas!
Agora uma sugestão, Outono e Inverno não são sinónimo de bicicleta na garagem. Não está sempre a chover, portanto aproveitem e façam da bicicleta o vosso transporte diário. Frio? Utilizem roupa adequada, é simples. Precisam de levar papelada e não é prático? Comprem acessórios que o possibilitem, pois há-os para todos os gostos e carteiras, impermeáveis ou não. É caro? Já pensaram quanto é que gastam em gasolina e manutenção do carro? Qual fica mais caro?! Muitos de vós trabalham a pequenas distâncias do trabalho, portanto distância não é desculpa...
À parte das luzes e reflectores, há a opção do capacete, o qual deve ser sempre uma opção e nunca uma obrigação. E já agora, nunca, mas nunca, utilizem a passadeira quando forem de bicicleta, pois apenas os peões têm prioridade, não quem vai na bicicleta e passa na passadeira. Evitem os passeios, pois na região de Sicó não há, regra geral, essa necessidade.
O desafio está lançado, esperando eu cruzar-me com alguns de vós um destes dias, de bicicleta, num qualquer lugar na região de Sicó.
sexta-feira, 22 de maio de 2015
Azinheiragate: toda a verdade!
Há uns anos prometi que, na altura certa, iria contar como tudo se passou naquelas complicadas semanas que se seguiram ao abate de azinheiras na Serra de Ariques, em Novembro de 2007. Muitas pessoas podem pensar que sabem da história verídica, no entanto o facto é que eu nunca contei a ninguém toda a história. Porquê? Simples, em primeiro lugar havia que proteger várias pessoas que, directa ou indirectamente me ajudaram naquela épica aventura. Depois foi bem mais inteligente contar partes segmentadas aos meus amigos. Ou seja, nenhum deles sabia a história no seu todo, mas juntos, todos eles saberiam o que se passou. Acaba por ser uma boa estratégia de protecção pessoal, a qual resultou em pleno.
Neste comentário irei ficar-me pelos factos concretos e, apesar de ir contar toda a história (factos), não irei falar de nomes, pois prometi que iria proteger quem me ajudou activamente ou me apoiou de alguma forma. Tudo o que aqui vou dizer é facilmente comprovável.
Já agora, a máquina fotográfica que agora vos mostro é aquela que muito trabalhou em prol do património, mostrando ao mundo aquilo que alguns negavam. Esta máquina fotográfica já faleceu, no entanto guardei-a, dado o seu muito simbólico valor.
Começando pelo início, algo que vos vai surpreender. Tudo isto começou antes mesmo do abate das azinheiras na Serra de Ariques. Semanas antes, no início de Novembro, eu tinha comentado num fórum de geografia, sobre algumas questões muito problemáticas associadas à construção de parques eólicos. O comentário dava pelo nome de "Parques eólicos e desordenamento do território". Este comentário teve eco a nível nacional, no meio geográfico, e foi aqui que as coisas se começaram a complicar. Para que não haja confusões da vossa parte, mais tarde fiz um outro comentário, similar, portanto não estranhem.
Voltando atrás, quando fiz aquele comentário, nunca pensei que ganhasse a visibilidade que ganhou. Talvez por isso, alguém foi informar certa e determinada pessoa que eu tinha feito um comentário incómodo, o qual apesar de não se referir explicitamente ao projecto de parque eólico na Serra de Alvaiázere, implicitamente tinha muito a ver com o mesmo. Essa certa e determinada pessoa, ao ser informada, terá, alegadamente, dito a uma terceira pessoa que iria tratar do assunto à sua maneira. Só mais tarde vim a saber disto, o que acaba por ter a sua graça, já que eu era próximo dessa mesma terceira pessoa e foi ela mesmo que me disse isto mesmo.
Mas indo então à questão de fundo, no dia 26 de Novembro de 2007, houve uma pessoa que chegou ao gabinete onde então eu trabalhava e perguntou-me se eu sabia do que estavam a fazer na Serra de Ariques. Ela própria estava confusa. Como eu não sabia de nada, também fiquei confuso, pois sendo eu o técnico com competências no ordenamento do território, era estranho, no mínimo, sem o meu conhecimento, estarem a abrir um estradão em plena serra de Ariques. Algo se passava naquela área de Reserva Ecológica Nacional e Rede Natura 2000 e eu tinha obviamente de ir ver o que se passava.
Chegado lá, deparei-me com este cenário que a fotografia mostra sem margem para dúvidas. Sendo eu geógrafo, rapidamente me apercebi da gravidade do sucedido. Tirei várias fotografias e regressei ao meu local de trabalho. Indaguei sobre o assunto e cheguei à conclusão que esta acção tinha sido autorizada pelo autarca local. Isto era muito estranho, pois ninguém lhe daria autorização para cometer tal barbaridade ambiental.
Durante o resto do dia pensei muito naquilo. À noite dormi mal, pensando na complicação que aquilo iria ser. Percebi que tinha duas hipóteses, a primeira era de ficar calado e pactuar com esta ilegalidade, sendo assim cúmplice. Seria muito cómodo, sem dúvida, mas afinal eu não era covarde para ficar no meu cantinho. Escolhi a segunda hipótese, menos cómoda, mas honesta e digna de um bom profissional que ama o seu trabalho e o património natural do seu país. Sabia que, ao escolher esta segunda hipótese, estaria a colocar em risco o meu posto de trabalho, mas afinal eu não era do tipo de pessoas que fica impávida e serena perante esta situação. Além disso, eu nunca fui de pensar num emprego para a vida, ao contrário de outros.
Tomada a decisão, decidi ir em frente, sabendo, no entanto, que se denunciasse a situação pessoalmente, teria sérios problemas. Isso não me impediu de pensar na melhor estratégia para que o caso viesse a público.
E passados poucos dias a estratégia resultou, já que bateu forte. Mesmo eu fui surpreendido, pois em plena página da Quercus, surgia a notícia do abate ilegal das azinheiras. Nessa altura a máquina giratória e a máquina de restos já tinham "fugido" da serra. Os dados estavam lançados e já não havia volta a dar. Naquela altura eu ainda não tinha a bagagem e o conhecimento que tenho hoje em dia, daí ter ficado um bocado surpreendido pelo mediatismo da coisa.
Notei que o ambiente ficou muito pesado no meu local de trabalho, pois toda a gente sabia, mas ninguém ousava falar do caso. Surgiu o tabú azinheiras. Mesmo eu não falava da situação, pois sabia que se o fizesse, teria chatices.
E passados poucos dias, já na primeira quinzena de Dezembro de 2007, numa segunda-feira, fui surpreendido da forma mais amarga. A minha mãe telefonou-me a dizer que eu tinha recebido uma carta registada, da Câmara Municipal de Alvaiázere. Pensei logo para mim o que poderia ser, mas já imaginava. Fui aos serviços administrativos e perguntei porque motivo tinha recebido uma carta, se não teria feito sentido receber em mão. A senhora disse-me, de cabiz baixo: "não sabes?!". Eu respondi-lhe que não. Foi buscar o triplicado da carta e lá estava a informação:
"Venho notificá-lo de que o contrato de trabalho... vai terminar... uma vez que não vai ser renovado", assinado por pelo agora ex. autarca.
O meu mundo desabou naquele momento. Se até então estava tudo correr bem no meu posto de trabalho, porque razão, passadas 2 semanas do abate das azinheiras, eu estava a receber aquela comunicação? Obviamente que percebi logo o motivo, mas custava-me acreditar que em pleno século XXI isto acontecesse. Nesta altura a imprensa local, regional e nacional deu cobertura a este abate de azinheiras, o que foi liminarmente desmentido pelo, então, autarca local. Meses depois foi-me dada razão, pela tutela, que aquilo era mesmo ilegal.
Perguntam agora vocês, porque razão eu denunciei o caso? Quem disse que a denúncia foi feita por mim? Surpreeendidos? Obviamente que fui eu que tratei que a denúncia fosse feita, mas efectivamente não fui eu que, na prática, denunciou. Quem foi nem sequer soube que era eu que lhe estava a comunicar o facto, embora pudesse ter imaginado. Quem fez a denúncia foi uma pessoa com muitos conhecimentos e muito bem posicionada.
Durante as semanas que se seguiram a imprensa foi a Alvaiázere várias vezes. Uma delas foi caricata, pois o jornalista (Diário as Beiras) foi levado até à Serra de Ariques, mas, antes de chegar ao sítio onde tudo se passou, estava, de forma miraculosa, um tractor a barrar o caminho. Estranha forma de apanhar lenha... Foram vários os episódios caricatos ocorridos, todos eles públicos.
Desde o dia 26 de Novembro em diante, nunca consegui pedir explicações a Tito Morgado. Este deixou de fazer o trajecto que costumava fazer diariamente, por detrás do edifício onde eu estava. Não sei se era para me evitar, mas que foi curioso foi. Nem um e-mail me enviou, tal como era costume fazer até então.
Por Dezembro adiante fui alvo de pressões inimagináveis. Tito Morgado continuava a negar o abate das azinheiras e então começou a afirmar que a minha saída se devia ao não cumprimento de algumas tarefas e não a uma suposta represália pela denúncia do abate das azinheiras. Nunca provou isto mesmo, pois felizmente que havia actas para comprovar que eu tinha cumprido tudo aquilo que me tinha sido incumbido. Houve também meia dúzia de pessoas que também me tentaram fazer a vida negra, ficando até incomodadas com o facto de, na minha hora de almoço andar a passear pela Serra de Ariques.
Foi nesta altura que me lembrei de fazer algo que nunca tinha feito, ou seja colocar vídeos no youtube. Foi aí que fiz, talvez, o mítico vídeo de, uma verdade inconveniente, versão Serra de Ariques. Nessa altura era inconcebível que alguém tivesse a coragem de fazer algo do género, mas isso não me impediu de fazer algo que pudesse mostrar ao mundo o que Paulo Morgado tinha autorizado e que, de forma taxativa, negava. Ao contrário do que este afirmou, eu não o fiz por qualquer vingança, mas sim por justiça e seriedade. Este colocou a minha vida pessoal e profissional em causa só porque, supostamente lhe fiz frente. Possivelmente este autarca não estava habituado a tal frontalidade, mas num país democrático podemos e devemos fazer isto mesmo. É raro, eu sei, mas é possível.
Tentou mover-me um processo disciplinar, contratando uma advogada, mas não teve sucesso. Mal sabia que, antes mesmo de eu ser chamado ao seu gabinete para falar com a advogada, eu já estava precavido, pois um passarinho já me tinha avisado que iria acontecer isto mesmo. Já tinha inclusivamente contactado um reputado advogado que, analisado o caso, afirmou que, e passo a citar, "é claramente uma situação de perseguição política". Felizmente que não foi necessário recorrer mais ao mesmo.
Mandou cortar a internet no computador que eu utilizava no meu posto de trabalho, algo que não me fez confusão porque eu não o utilizava para outros fins que não os indicados. Curiosamente não chegou a saber que afinal ainda tive acesso à internet o tempo suficiente para me salvaguardar... Este procedimento (impedir o funcionário de trabalhar) é proibido por lei, daí eu ter feito uma queixa sobre o facto. Fui impedido de trabalhar até ter metido férias, até ao final do contrato.
Foi nesta altura que percebi os amigos que tinha e que tinha muitas pessoas que, no final, me ajudaram imenso, que me protegeram em toda esta situação, seja colegas de trabalho ou amigos.
Houve uma altura que me fui abaixo, tendo parado os trabalhos da tese de mestrado durante 4 meses. Mas como bem se diz, o que não nos mata torna-nos mais fortes. Fiquei com uma visibilidade enorme e aproveitei a mesma em prol da defesa do património e do bem público. Não foi nada fácil, mas foi esta luta que me tornou um profissional reconhecido perante os meus pares. Foi esta luta que me levou às várias entrevistas em jornais, revistas e televisão, ganhando o património com isso.
Desde então denunciei todas as ilegalidades graves que tive conhecimento em Alvaiázere (e não só). Se até então havia algo que me limitava na minha acção enquanto cidadão, essa barreira deixou de existir com a minha saída do posto de trabalho que ocupava.
Muito sinceramente tenho muito a agradecer a Paulo Morgado, pois o que parecia que ia ser "o meu fim", foi apenas o meu "início". O que este autarca desencadeou foi afinal muito positivo. Fui para o desemprego, estando 1 ano a ganhar quase 1000 euros de subsídio de desemprego (quase o mesmo que ganhava a trabalhar!). Tive direito a subsídio de férias e natal em 2008 e ainda recebi uma compensação por sair, ou seja mais uns milhares. Aproveitei o tempo disponível para me dedicar ao mestrado, que concluí ainda nesse ano.
Passado esse ano, ainda tive direito a 600 euros por 6 meses e 300 euros por mais 6 meses. Aproveitei a oportunidade e concorri então a uma bolsa do doutoramento, conseguindo os meus objectivos e concluindo mais aquele degrau do conhecimento. Em Ansião chamamos a isto uma lição de vida...
Ao contrário do que este ex. autarca continuou a insistir, eu não fiquei com aquele sentimento patético vingança, pois a vingança é um mal que não nos leva a lado nenhum e que, aliás, é um mal que não me assiste. Fiquei com um sentimento de missão cumprida, de ter dado uma verdadeira lição de cidadania, de moral e de ética a quem fica muito incomodado quando em vez de palmas leva com críticas, mesmo que honestas e devidamente fundamentadas. Desde então, este, agora ex. autarca, já fez uma queixa sobre a minha pessoa, acerca de um comentário que o incomodou. Ainda bem que o fez, pois reforçou ainda mais a minha legitimidade, já que o Ministério Público não lhe deu razão e deu-me razão na legitimidade em criticar algo de concreto, baseando-me apenas nos factos. No final, pagou as custas judiciais e abriu um precedente... Foi mais uma bofetada de luva branca, entre muitas outras até então.
Como se costuma dizer, conhecimento é poder e eu gosto muito do conhecimento. Diria que é um dos meus vícios, querer saber mais e mais, o que acaba por ser uma chatice para algumas pessoas.
Confesso que não foi fácil guardar esta espécie de segredo por tantos anos, mas após a saída do agora ex. autarca, já me senti preparado para partilhar publicamente o "segredo da azinheira".
Nunca desistam de ser honestos, pois fazendo o bem e confrontando o mal é possível chegar longe. Eu provei isso mesmo!
domingo, 4 de janeiro de 2015
A utilização de drones na (re)descoberta do património de Sicó
Há poucos meses atrás referi o facto de, em 2015, pretender continuar a senda da inovação no azinheiragate. Começo a "época" de 2015 fazendo isso mesmo, inovar para abordar a questão do património. Faço algo que nunca fiz no azinheiragate, ou seja recorri aos serviços de um drone (Sky Ansião) para ter uma outra perspectiva de algo que, apesar de saber que ali existia, não conseguia aceder fisicamente.
O objectivo era simples, ver um povoamento arqueológico através dos "olhos" de um drone. O facto do mato ser cerrado e, por isso, dificultar não só a mobilidade bem como a observação, foi decisivo para que eu tivesse de recorrer aos serviços da Sky Ansião, que rapidamente acedeu à minha solicitação para este serviço.
Já tinha conhecimento deste povoamento arqueológico há alguns anos, pois ao analisar fotografias aéreas, datadas da década de 60, em estereoscópio, vi que havia ali algo que eu desconhecia. A curiosidade falou mais alto e lá descobri o que aquilo era. Mesmo não tendo conseguido chegar ao povoamento arqueológico consegui saber o que ele afinal era. Na altura fiquei sempre com a ideia que mais tarde ou mais cedo conseguiria outros olhos para ver o que os meus não chegaram a ver in loco, daí que até ao voo do drone, poucos anos passaram. Agora fica a satisfação de conquista, pois o património alimentou os meus olhos.
É importante salientar o facto das entidades públicas terem pleno conhecimento deste povoamento arqueológico e nada fazerem para valorizar o mesmo. Ou seja, desprezam este património sabendo que existe, o que para mim é muito grave. E depois queixam-se que são territórios do interior (treta!) e que são territórios encravados, quando afinal o único encrave é nos horizontes limitados.
Também importante é a questão do código de ética que deve estar associado à utilização de um drone, daí, e mesmo não havendo, eu e a Sky Ansião, acordámos um código de ética e conduta próprio. Primeiro, ângulo de filmagem fechado, de modo a que nenhum espertinho seja tentado a ir ao local roubar algum objecto de âmbito patrimonial. Segundo, nada de filmar ao pormenor estruturas físicas privadas, respeitando assim o direito privado. Terceiro, não estragar nada, a única coisa que saiu dali foram fotografias e filmagens. Quarto, fotografias e vídeos não têm quaisquer intuito comercial, mas apenas intuito em termos pedagógicos, ou seja mostrar o potencial que pode ter também no domínio da arqueologia. E outros mais. Não irei disponibilizar quaisquer tipo de informação acerca da localização deste povoamento arqueológico, só para que não fiquem dúvidas. Há que proteger algo que não está protegido e deixar a investigação para quem de direito.
Sei que estão já a ser preparadas algumas regras para a utilização de drones, legislando assim as suas actividades. Já houve abusos e há que prevenir isso mesmo.
O vídeo que a Sky Ansião me proporcionou mostra segmentos de um vídeo de maiores dimensões, este de acesso reservado. Pretendi que este vídeo, que agora vos disponibilizamos, levante apenas a ponta do véu de algo maior. Se estiverem atentos, poderão ver que no meio daquela imensa vegetação há uma pequena muralha, indicativa de um povoamento arqueológico perdido no tempo.
Espero que se sintam inspirados com esta nova perspectiva e sintam curiosidade na utilização de drones, pois na minha opinião há todo um mundo por explorar, no bom sentido, através dos drones. Caso a utilização de drones seja bem pensada na temática do património, temos todos muito a ganhar. É preciso inovar e espero que este vídeo seja o início de algo positivo.
Agradeço à Sky Ansião pelo seu notável contributo em prol do património, esperando eu que esta colaboração se possa voltar a repetir. Será uma questão de tempo até voltar a requisitar os serviços desta. Fiquei muito satisfeito e surpreendido com o resultado final. A relação custo benefício é excelente.
Espero então que desfrutem deste belo momento patrimonial!
quarta-feira, 24 de dezembro de 2014
sábado, 20 de dezembro de 2014
A região de Sicó vale mesmo a pena!
Que melhor forma do azinheiragate se despedir de 2014! Deixo-vos com algumas das imagens que mais me marcaram neste ano de 2014, esperando que as mesmas inspirem quem é de cá ou quem, não sendo, anda a pensar se vale a pena migrar ou emigrar para esta bela região que é Sicó. É por tudo isto e por muito mais que o azinheiragate existe, para proteger, valorizar e divulgar de alguma forma todo este riquíssimo património! E se com isso incomodo pessoas, entidades ou lóbis... temos pena!
sexta-feira, 12 de dezembro de 2014
Orçamento participativo para totós
Há alguns anos que começaram a surgir nas prateleiras de algumas livrarias. Falo, claro, de uns livros que, através de um notável marketing, baseado na expressão "para totós, pretendiam ajudar o leitor nas mais variadas matérias. Até hoje não vi nenhum livro que juntasse orçamento participativo à expressão "para totós", daí a escolha do título para este comentário, o qual espero que ajude pelo menos uma pessoa neste domínio.
Mas comecemos pelas coisas mais sérias, ou seja o tema dos orçamentos participativos. O orçamento participativo é uma ferramenta que tem muito potencial, já que consegue trazer muitas pessoas ao exercício efectivo da cidadania. Este é um dos nossos grandes problemas na região de Sicó, e não só. Temos o mau hábito de não fazer questão de tomar em mãos o belo exercício activo da cidadania. Muitos preferem alhear-se da mesma, pensando que, depois, quando as coisas não correm ao seu agrado, conseguem mudar alguma coisa apenas através da crítica pela crítica. Ou seja, quando têm a possibilidade de o fazer, não o fazem, mas depois, quando passou o tempo de falar, insurgem-se, imagine-se.
Os orçamentos participativos já chegaram à região de Sicó. Penela foi um dos casos que acompanhei, até porque se tem assumido como líder nesta questão, a par com Condeixa. Os meus parabéns as estes dois municípios. Em Pombal não sei exactamente como a coisa vai, no entanto sempre se encontra algo quando se procura na internet. Em Soure encontrei apenas uma referência, indirecta, sobre o tema. Em Alvaiázere não encontrei nada, o que, diga-se, não me surpreende tendo em conta o estilo de governança macrocefálica do autarca local.
Por Ansião o assunto já foi abordado em assembleia de Câmara, e é aí que fui descobrir uma preciosidade daquelas que vale mesmo a pena ouvir. Desde já deixo-vos o link em causa, sendo que a tal preciosidade se desenrola a partir das 2 horas e 49 minutos: http://bambuser.com/v/5111533
Trata-se então de uma série de comentários curiosos, por parte de um deputado, sobre o orçamento participativo. Logo, para começar, afirma que a sua opinião vale o que vale, o que na minha opinião mostra uma absoluta falta de confiança no que vai dizer. Ao nível de assembleia municipal há coisas que não me parece que sejam as mais correctas de se afirmar, esta é apenas uma delas. Depois, o mesmo deputado sublinha o facto de não ser propriamente um amante do orçamento participativo, o que mostra que logo à partida a sua mera opinião está enviesada por estereótipos.
Depois confirma que não sabe, no concreto, o que são os orçamentos participativos, pois afirma que são uma moda que se está a criar no país. Errado meu caro, os orçamentos participativos são parte do futuro em Portugal e na região de Sicó. Sugiro a este deputado que leia um bocado sobre esta matéria, não só no caso português, bem como, e fundamentalmente, a nível internacional, pois já há um bom historial sobre os orçamentos participativos. Se a nível nacional os orçamentos participativos são recentes, tal como os conhecemos, na Europa estes já têm tradição e meios financeiros substanciais.
Para piorar a sua fraca sustentação, em termos de argumentação, este deputado afirma que em alguns concelhos o orçamento participativo tem base antidemocrática. Diga lá outra vez sr. deputado José Carlos Marques?!
Para finalizar, afirma ainda que os orçamentos participativos basicamente já existem. Será mesmo assim? Novamente sugiro ao sr. deputado que leia sobre orçamentos participativos, pois claramente foi para aquela reunião sem fazer o trabalho de casa. Sugiro, entre muitos outros, a leitura de um interessante artigo, presente na Revista Smart Cities, número 2, com o título "cidadania à lupa", bem como a visualização dos sites dos orçamentos participativos de Penela e Condeixa. Aqui o sr. deputado poderá obter alguma informação que sustente minimamente as suas posições sobre orçamentos participativos. Por exemplo, sabe que está a ser preparado, em Portugal, um Observatório de iniciativas de democracia participativa? Chama-se "Portugal Participa".
Será que o sr. deputado não considera os cidadãos competentes para exercer a cidadania activa? Fico à espera das suas explicações, já que enquanto deputado deve-me explicações.
Claro que nestes processos, e tendo em conta que estão no seu início, haverá problemas, sejam eles mais ou menos complexos, mas afinal isso faz parte do processo de amadurecimento.
E é assim que as coisas andam, em termos de orçamentos participativos na região de Sicó.
Trata-se então de uma série de comentários curiosos, por parte de um deputado, sobre o orçamento participativo. Logo, para começar, afirma que a sua opinião vale o que vale, o que na minha opinião mostra uma absoluta falta de confiança no que vai dizer. Ao nível de assembleia municipal há coisas que não me parece que sejam as mais correctas de se afirmar, esta é apenas uma delas. Depois, o mesmo deputado sublinha o facto de não ser propriamente um amante do orçamento participativo, o que mostra que logo à partida a sua mera opinião está enviesada por estereótipos.
Depois confirma que não sabe, no concreto, o que são os orçamentos participativos, pois afirma que são uma moda que se está a criar no país. Errado meu caro, os orçamentos participativos são parte do futuro em Portugal e na região de Sicó. Sugiro a este deputado que leia um bocado sobre esta matéria, não só no caso português, bem como, e fundamentalmente, a nível internacional, pois já há um bom historial sobre os orçamentos participativos. Se a nível nacional os orçamentos participativos são recentes, tal como os conhecemos, na Europa estes já têm tradição e meios financeiros substanciais.
Para piorar a sua fraca sustentação, em termos de argumentação, este deputado afirma que em alguns concelhos o orçamento participativo tem base antidemocrática. Diga lá outra vez sr. deputado José Carlos Marques?!
Para finalizar, afirma ainda que os orçamentos participativos basicamente já existem. Será mesmo assim? Novamente sugiro ao sr. deputado que leia sobre orçamentos participativos, pois claramente foi para aquela reunião sem fazer o trabalho de casa. Sugiro, entre muitos outros, a leitura de um interessante artigo, presente na Revista Smart Cities, número 2, com o título "cidadania à lupa", bem como a visualização dos sites dos orçamentos participativos de Penela e Condeixa. Aqui o sr. deputado poderá obter alguma informação que sustente minimamente as suas posições sobre orçamentos participativos. Por exemplo, sabe que está a ser preparado, em Portugal, um Observatório de iniciativas de democracia participativa? Chama-se "Portugal Participa".
Será que o sr. deputado não considera os cidadãos competentes para exercer a cidadania activa? Fico à espera das suas explicações, já que enquanto deputado deve-me explicações.
Claro que nestes processos, e tendo em conta que estão no seu início, haverá problemas, sejam eles mais ou menos complexos, mas afinal isso faz parte do processo de amadurecimento.
E é assim que as coisas andam, em termos de orçamentos participativos na região de Sicó.
quarta-feira, 26 de novembro de 2014
Leiam, sem acordo ortográfico, o património e a cultura agradecem!
Já lá vão uns meses desde a última vez que foquei a bela da leitura, claro que apenas aquela livre de um suposto "acordo" ortográfico, o qual é um atentado à língua portuguesa. Agora que tenho algum tempo para as leituras não técnicas, toca a pegar naqueles livros ou revistas que adquiri recentemente.
Nunca é demais salientar a importância da leitura, mais ainda quando se pode aprender mais sobre temáticas como o ambiente e o património. Ler capacita-nos para o exercício da cidadania, não se esqueçam desse pequeno grande pormenor!
Destes todos destaco o primeiro, Pensar Como Uma Montanha, de Aldo Leopold. Já tinha ouvido falar muito deste livro, sobre o facto de ser uma obra intemporal e de ser daquelas obras que não devemos prescindir de ler. Confesso que não ligo muito a rótulos, já que, por vezes, são os fazedores de opinião que nos querem impor a sua visão sobre o mundo. Prefiro ler e ter a minha própria opinião.
Acabei hoje de ler este mesmo livro, ficando completamente rendido ao mesmo, algo que não é assim tão fácil. É uma obra que, mesmo apesar de ter sido escrita há quase 70 anos, é extraordinária, actual e de uma grande profundidade. A sua leitura exige sentidos afinados, pois só desta forma se consegue assimilar os factos e saborear as sábias palavras.
Apesar de ser uma edição antiga, é, sem dúvida alguma, um conjunto de obras com muita "matéria-prima" para trabalhar num passeio de lés a lés. Faltam-me ainda alguns...
Faço aqui uma breve nota de uma revista que apenas há 1 mês tomei conhecimento da sua existência, o que até é normal tendo em conta que este é apenas o seu segundo número, embora o terceiro esteja por estes dias a chegar às bancas. Fiquei rendido à qualidade e pertinência da Revista Smart Cities. Fiquei imensamente contente por esta, tal como outras, não adoptar o AO, algo que possibilita a sua compra da minha parte. A não perder!
Um livro a ter em conta no domínio do património construído. Há que dizer que a região de Sicó também padece deste grave problema. Brevemente irei voltar a falar disto mesmo.
E porque há uma grande diferença entre alimentos e produtos alimentares, eis um livro que me parece interessante neste domínio.
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quarta-feira, 22 de outubro de 2014
Voluntário/as precisam-se!
Fica o desafio para aqueles que podem ajudar no dia 25, em prol da floresta portuguesa. Eu estarei por lá, pedindo a todo/as o/as que possam que façam o mesmo. Agradeço divulgação!
sábado, 26 de julho de 2014
Blog aberto ao autarca Paulo Morgado
É a primeira vez que elaboro um comentário semelhante ao da "carta aberta a...". O motivo é simples, há uma justificação para um comentário "blog aberto a...".
Como em todos os blogues que têm na sua génese o exercício pleno da cidadania, a determinada altura da sua actividade surge uma queixa sobre um qualquer comentário presente no mesmo. O azinheiragate não foi excepção, pois ao final de 5 anos surgiu uma queixa, na forma de queixa-crime, por suposta injúria e difamação. O comentário em causa data de Junho de 2012, embora a queixa tenha sido efectuada em Novembro do mesmo ano. O queixoso foi aquele que seria o mais provável, ou seja o autarca Paulo Morgado, de Alvaiázere.
Apenas em 2013, mais precisamente em Outubro, soube da queixa, muito embora já suspeitasse que havia uma queixa pendente. Como é que eu sabia? Simples, a 31 de Julho de 2013, já depois de ter sido convidado, como independente para uma lista das autárquicas (Alvaiázere), recebi uma chamada de quem me tinha convidado a informar que, afinal, eu teria de ser excluído da lista. Isto apenas a 3 dias da entrega das candidaturas (a papelada estava toda preenchida desde o início da segunda quinzena de Julho). A justificação foi apenas uma, a de alguns elementos da candidatura afirmarem que eu tinha problemas em tribunal com o autarca Paulo Morgado. Fiquei estupefacto, pois além de eu não saber nada, havia várias pessoas, estratégicas, que já o sabiam. Fiquei surpreendido por constatar que há um partido político que aceita ordens de outro. Não houve coragem para falar olhos nos olhos...
Logo ali fiquei a suspeitar que havia uma clara jogada política, que visaria o meu afastamento das autárquicas 2013 em Alvaiázere. Afinal eu era o adversário mais temido, ainda mais sabendo que desta vez a lista já daria hipóteses reais, o que em termos políticos seria um terramoto em Alvaiázere.
As semanas passaram até que, no início de Outubro recebi uma carta da Polícia Judiciária, a informar que tinha sido constituído arguido e que teria de prestar declarações. Confesso que em termos emocionais fiquei afectado, e logo por dois motivos. Senti um dejá vu, pois já era a segunda vez que o autarca Paulo Morgado tentava algo do género, tal como em 2008. Nessa altura estava a finalizar o mestrado e durante 3 meses a tese ficou em stand-by, pois a cabeça não aguentou a pressão. O segundo motivo era porque agora, em 2013, estava na fase final do doutoramento. Como muitos poderão compreender, não é fácil gerir situações como esta, no entanto hoje em dia o arcaboiço já é suficientemente forte para aguentar mais ataques. No entanto continuo a ser humano, tal como qualquer um de vós.
Ainda em Outubro fui prestar declarações, o que me possibilitou conhecer parte das instalações da Polícia Judiciária. É uma experiência engraçada, confesso.
Depois foi esperar uns meses até que veio a esperada comunicação, através de carta, na qual eu fui informado que o processo tinha sido arquivado. A justificação foi aquela que eu sempre defendi, a de o meu comentário estava nos limites da liberdade de expressão, devidamente fundamentada e sem intuito que não o do esclarecimento dos factos apontados.
Foi um momento tremendo, pois mais uma vez consegui dar uma lição de cidadania plena ao autarca Paulo Morgado. Não há ninguém imune à crítica e à confrontação dos factos meu caro!
Nunca tive dúvidas sobre qual o desfecho de mais uma situação peculiar. Naquele comentário, em especial, tive cuidado redobrado, pois sabia que era um tema tremendamente incómodo para o visado. Cheguei a pedir uma segunda opinião a uma pessoa de grande confiança e valor humano e profissional, daí estar perfeitamente à vontade com aquele comentário. No entanto a mesma pessoa cedo avisou que o mais normal era o visado ficar incomodado o suficiente para que pudesse surgir uma queixa. E assim foi.
Agora de uma forma mais directa, agradeço sinceramente ao autarca Paulo Morgado ter feito queixa sobre a minha pessoa, pois se é que havia dúvidas sobre a seriedade e honestidade daquele comentário, estas ficaram cabalmente esclarecidas. Caro Paulo Morgado, tens de te habituar à ideia de que, sendo autarca, estás sujeito ao escrutínio e à confrontação com os factos reais e objectivos, não és intocável. Sei que sou incisivo na crítica, honesta e construtiva, no entanto tens de te habituar à ideia que a cidadania é para ser exercida em todo o seu esplendor, gostes ou não, fiques incomodado ou não. A vida não são apenas aplausos, há também as críticas, as quais devem servir como ensinamento. Eu não tenho problemas com a crítica, pois é ela que me ensina e melhorar naqueles pontos que faltam aperfeiçoar. Na minha opinião tu tens problemas com a crítica e não consegues lidar com isso. Lembro-te que foste tu que cortaste relações com a minha pessoa, iniciando a fábula de uma suposta perseguição que nunca aconteceu. Tentaste apagar a minha marca em Alvaiázere, no entanto além de não teres conseguido, acabaste por, ironicamente, ampliar a mesma.
Não tens coragem de me confrontar, será por falta de argumentos? E sim, eu sei que sou o teu mais temido adversário político.
Não tens coragem de me confrontar, será por falta de argumentos? E sim, eu sei que sou o teu mais temido adversário político.
Penso que não mediste bem esta tua jogada, a qual apesar de legal e de aplaudir, revelou-se como um autêntico bluff. Ficaste mais uma vez vulnerável perante uma opinião pública cada vez mais informada. No que me toca, a minha posição ficou ainda mais forte e credível. Ao contrário de ti, que utilizas a questão pessoal para me atacar, eu fico-me pelos factos ligados à tua acção enquanto autarca, não vou em pieguices. Eu não tenho problemas contigo, tu é que tens problemas comigo.
Lembra-te apenas que todos os ataques políticos e pessoais de que fui alvo me fortaleceram. Além disso eu mantenho os pés bem assentes na terra, pois mesmo tendo chegado à imprensa nacional e inclusivamente televisão, nunca caí em vedetismos, como por vezes pode acontecer.
Na edição de Junho do Jornal O Alvaiazerense escrevi uma carta aberta à tua pessoa, pois este tema interessa em primeiro lugar aos alvaiazerenses. Agora escrevo-te do azinheiragate, pois foi este blog e a minha pessoa que visaste.
Para terminar, quero apenas comunicar-te que, caso voltes a referir que o meu exercício da cidadania se move numa lógica de perseguição e/ou vingança, terás à tua espera um processo por difamação e com direito a indemnização. Não o faço agora porque não vejo nenhuma necessidade disso, não sou conflituoso e porque não gosto de andar com peanuts nos tribunais.
No entanto o meu fair-play continuará, pois, para mim, uma crítica tua é um elogio! No entanto não penses que podes continuar a brincar com a minha vida, isso não irei tolerar mais. Não irei tolerar mais que brinques com a minha honra e com a minha dignidade profissional. Além disso não aprecio amuos nem birras.
Penso que, ao não exerceres o teu direito de resposta, na edição de Julho do Jornal O Alvaiazarense, admitiste finalmente a minha razão. Não tenhas problemas com isso, pois errar é humano.
No entanto o meu fair-play continuará, pois, para mim, uma crítica tua é um elogio! No entanto não penses que podes continuar a brincar com a minha vida, isso não irei tolerar mais. Não irei tolerar mais que brinques com a minha honra e com a minha dignidade profissional. Além disso não aprecio amuos nem birras.
Penso que, ao não exerceres o teu direito de resposta, na edição de Julho do Jornal O Alvaiazarense, admitiste finalmente a minha razão. Não tenhas problemas com isso, pois errar é humano.
Governa bem e terás os meus aplausos. Governa mal e terás a minha crítica. É simples e não custa entender.
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