domingo, 23 de agosto de 2015

Onde pára a resina?


Há coisa de 30 anos este era um cenário comum também pela região de Sicó. Isto antes da invasão do bandido do eucalipto. Fosse nestes recipientes ou noutros recipientes, a resina era recolhida e isso fazia com que parte da floresta estivesse a ter uma utilidade económica concreta e objectiva. Com este pessoal na floresta, esta estava mais salvaguardada, dada a sua óbvia e inegável utilidade. Via-se movimento onde hoje em dia não se vê movimento algum.
Extensas áreas estão ao abandono, fazendo com que o risco de incêndio suba exponencialmente. Nós fomos gradualmente abandonando a floresta. Muitos lembram-se apenas dela quando ela arde...
A lei do menor esforço impera hoje em dia, sendo que o bandido do eucalipto agradece a passividade dos portugueses. Há muitos portugueses que são co-responsáveis por este febre incendiária que nos consome há 3 décadas, pois ao não quererem saber da floresta, dos seus terrenos, são cúmplices!


O pinheiro tem perdido muito espaço na floresta portuguesa e isso é preocupante. Há que pense que só o eucalipto dá dinheiro. Este estereótipo tem vindo a trazer muita gente para a equipa dos cromos do eucalipto. A valoração económica da floresta tem sido esquecida pela sociedade, que prefere assobiar para o lado, pois assim tem menos trabalho (e felicidade...) pela frente.
Resina e pinhas são apenas dois dos rendimentos que se podem retirar anualmente do pinhal. São poucos pinheiros para retirar resina? Cooperativismo, conhecem? Assim ganha-se escala...
Não me lembro de quanto é o rendimento anual, promovido pela extracção da resina, no entanto lembro-me de há alguns meses ter visto uma reportagem onde se referia o ganho. E não é nada mau, mais ainda sabendo que é um ganho anual...
Deixem o eucalipto de lado, plantem espécies autóctones e também uns pinheiros!


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