domingo, 17 de junho de 2012

bi(o)charada de Sicó


Se calhar é um título feio, mas apeteceu-me algo tipo 3 em 1, caso de biodiversidade, bicharada e charada, esta última alusiva ao quebra cabeças que é muitas vezes saber que espécie é aquela com a qual nos deparamos num passeio no meio da serra (de Sicó). Por esta altura já sei mais ou menos o que é, mas caso alguém me possa dizer no concreto agradeço.
É um facto que cada vez mais a sociedade, dita desenvolvida, nos obriga a ignorar pormenores que afinal fazem toda a diferença, daí cada vez mais as pessoas ignorarem o que têm, entre outros, ao nível dos pés. Nesta altura alguns de vós devem-se lembrar que, em pequenos (e menos pequenos também) sempre que alguém via algo a mexer-se no chão a primeira reacção era de "pisa, pisa!", ou então de "mata o diabo do bicho",  sendo que normalmente algum de nós esborrachava o coitado do bicho e depois se ria de forma parva, não percebendo o mal que estava a fazer. 
Nos dias de hoje isso ainda acontece, só não acontece mais por dois motivos, o primeiro é o de que já matámos muita desta "bicharada", o outro é o de nos andamos a afastar daquilo que é essencial, na Natureza, e a aproximar do supérfluo, daquilo que, cada vez mais, é made in china.
Cada vez mais há pessoas que mais do que não saberem que espécie é, não sabem sequer quanta "bicharada" existe por aí fora, o que é deveras preocupante. 
Cada "bicho" tem o seu lugar, a sua "função", no entanto somos formatados de modo a ignorar isto mesmo. Felizmente que há o reverso da medalha, já que cada vez há mais gente a informar, a educar e a fazer com que certos estereótipos deixem de existir. Mas mesmo assim ainda há um longo caminho a trilhar, há que continuar e apelar a que quem tem conhecimentos sobre determinada área, seja genérica ou específica, partilhe algum do seu conhecimento por exemplo na blogosfera, a qual se democratizou de forma inimaginável nos últimos anos. A blogosfera é um instrumento poderoso, no bom e no mau sentido, portanto há regras éticas e morais a seguir, isto se quisermos ser credíveis, honestos e consequentes, a bem de Sicó. Tudo o que referi atrás pode parecer simples e de fácil percepção, mas não o é, isso vos garanto, parem um bocadinho para reflectir sff.
As pontes do conhecimento têm vindo a construir-se, mas ainda há muitas pontes por construir...


2 comentários:

Carlos Franquinho disse...

Caro João Paulo, quanto ao bicho, trata-se de um Berberomeloe majalis L., 1758 (Coleoptera, Meloidae).

Quanto ao seu texto, e como tem sido hábito, estou plenamente de acordo quer com a forma quer com o conteúdo. :)

João Paulo Forte disse...

Obrigado pela importante informação caro Carlos Franquinho. Sicó agradece!