terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Modernismo, diziam eles. Estacionamento, mostro eu...


Urge fazer uma actualização do último comentário que fiz, sobre as obras do largo da igreja, em Chão de Couce, Ansião. As desculpas para o abate daquela árvore monumental eram, entre outras, o modernismo, que era necessário imprimir aquele local, contudo o decorrer das obras mostra algo de curioso...
Chamar modernismo à criação de estacionamentos é um bocado... abusivo, para não dizer outra coisa. Abateu-se de forma injustificada uma árvore com uns dois séculos, que fazia parte da identidade local e que até dava sombra ao parque onde as crianças brincavam. Abateu-se uma árvore monumental para, imagine-se, agora nascer um parque de estacionamento no local preciso onde estava o freixo. Posto isto, e divulgados os factos, pouco mais há a dizer senão que uma imagem vale mais do que mil palavras. E não há que enganar, pois é claro como a água. É assim que se contribui decisivamente para obliterar a identidade local, sem tirar nem pôr. 
Agora estou curioso para saber o que está pensado para o Largo do Alvorge, onde está planeada intervenção semelhante...


1 comentário:

Raquel silva disse...

Enfim..nas cidades tentam se salvar árvores, no campo cortam se árvores...