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14.10.24

Inauguração da Sede da Al-Baiaz





Este fim-de-semana foi especial para o associativismo da região de Sicó, pois no sábado, 12 de Outubro,  tivemos a inauguração da sede da Al-Baiaz, Associação de Defesa do Património. Foi em Alvaiázere e a nova sede é uma antiga escola primária, situada em Vendas de Maria (freguesia de Maçãs de D. Maria), cedida pela Câmara Municipal de Alvaiázere. Depois de recuperada, com o apoio financeiro quer da autarquia, quer de vários mecenas, além do trabalho de alguns voluntários amigos da Al-Baiaz, ficou com este belo aspecto. A recuperação do espaço cumpriu o que é desejável, ou seja de manter a traça e os pormenores, facto a aplaudir de pé. Notável trabalho!
Foi um dia de rever amigos do património e de fazer mais amigos do património, tendo eu saído dali bem feliz com o belo dia. 
Agora um pedido especial, associem-se à Al-Baiaz, de forma a que sejamos mais a trabalhar em prol do património de Sicó. São apenas 10 euros por ano, portanto não há desculpas. Eu faço parte de várias associações (seja enquanto sócio ou enquanto sócio e membro dos orgãos sociais). Na região de Sicó faço parte de duas, a Al-Baiaz e o Grupo Protecção Sicó.
No que concerne à Al-Baiaz, este novo espaço permitirá realizar actividades até agora difíceis, dada a falta de um espaço próprio e acessível a todos, portanto juntem-se a nós e vamos celebrar e divulgar o nosso património!

5.10.24

Não foi por mero acaso, foi um caminho trilhado com muita persistência e dedicação!

Resumindo, tudo isto não foi fruto do acaso, mas sim fruto de muito trabalho, muita persistência e resiliência, de gastos e de me ter rodeado dos melhores, trabalhando em rede, respeitando todos e aplaudindo todos. O mérito é de toda uma equipa! Apesar de sentir uma imensa alegria, sinto um enorme vazio e tristeza por já não ter um dos meus amigos entre nós e não poder comemorar com ele como sempre fazíamos aquando das nossas vitórias pelo património de Sicó. Esta vitória também é tua Sérgio Medeiros, estejas onde estiveres!
E em perspectiva, decidi que esta era a forma mais original de resumir a coisa de uma forma genérica, sabendo que tudo começou em 2006 e teve estes desenvolvimentos em 2008, 2023 e 2024:

2008



2023 
 

2024


Já compraram a National Geographic de Outubro? Eu já! Será para guardar em local muito especial e para me lembrar que a perseverança vale mesmo a pena. Sicó merece!

27.8.24

Vamos a um piquenique para conviver e debater os projectos de prospecção e pesquisa de areias siliciosas e argilas especiais?


A ideia surgiu após perceber que é necessário esclarecer as populações e debater a fundo, e de forma informal, os projectos propostos de pesquisa e prospecção de areias siliciosas e argilas especiais, nas freguesias de Pousaflores, Ansião, e Almoster, Alvaiázere. E tudo o que está a jusante após estes processos. Já houve duas sessões de esclarecimento, com a empresa em causa, sendo que participei nas primeiras e não pude ir às segundas. A recusa da população perante tais projectos é massiva, mas isso não é suficiente. A recusa da Câmara Municipal de Ansião é pública e teve inclusivamente um parecer desfavorável em sede própria. Da parte da Câmara Municipal de Alvaiázere houve um parecer positivo condicionado, sendo que posteriormente houve apenas umas afirmações de que talvez pudesse vir a ser desfavorável, facto que vale de pouco na realidade.
Esta é uma luta que irá demorar largos meses, senão alguns anos, daí ser fundamental empoderar as populações. Para isso proponho a organização de um evento daqui a algumas semanas, previsivelmente em Outubro, num sábado ou domingo. A ideia é organizarmos um piquenique na área limítrofe entre Ansião e Alvaiázere, entre as freguesias de Pousaflores e Almoster. Este piquenique poderia ser antecedido de um pequeno percurso pedestre e, na parte final, e durante o piquenique fazermos um pequeno debate para falar do que é importante e do que está, de facto, em causa. No caso de haver caminhada e alguém não poder ir, poderia ir ao piquenique e debate informal. 
Para o piquenique a ideia é simples, cada um levar a bucha e, quem quiser, partilhar. Levar uma manta, levar a família e desfrutarmos de uma área menosprezada, embora com muito potencial. Daqui a mais uns dias, previsivelmente duas ou três semanas, voltarei ao assunto, já com uma proposta de data para o evento. Entretanto peço-vos que partilhem este comentário, de forma a que a divulgação prévia comece atempadamente.

 

16.12.23

Abater árvores autóctones? Falem com os especialistas, em Alvaiázere...



Quando fui alertado para esta situação acreditei e não fiquei nada surpreendido, já que afinal é em Alvaiázere, onde o abate de árvores autóctones é comum e tem longa tradição. Desta vez foi, como de costume, num local idílico, com a desculpa esfarrapada das faixas de protecção de incêndios. Afectou-se a galeria ripícula e não só, foi tudo a eito a regra e esquadro. Quem mandou fazer esta besteira nunca deve ter visto os incêndios que ali costumam ser recorrentes, os quais não queimam a galeria ripícula. Num dos últimos incêndios que ali andei, enquanto BV, ardeu tudo menos a galeria ripícula. O que fizeram aqui foi uma burrice chapada que vai ter o efeito inverso. Além de não servir para proteger nada, vai facilitar ainda mais a expansão das invasoras e exóticas naquele local, inclusivamente na galeria ripícula. Será que esta gente não estuda isto?! Isto é básico!!!

Relativamente a esta questão da parolice das faixas a regra e esquadro, onde a regra é arrasar tudo sem critério, é algo de infelizmente comum, este é apenas mais um lamentável exemplo que em nada dignifica os organismos estatais e locais.

Sinto vergonha de ver mais este atentado à biodiversidade, já devidamente denunciado por outra pessoa que valoriza o património arbóreo. Sinto vergonha do que esta gente está a fazer ao país e à região a todos os níveis. Ganhem vergonha na cara!





 

18.11.23

Gráficos chocantes para reflectir sobre demografia e tudo mais...

Município: Alvaiázere (Dados: Pordata)

Município: Ansião (Dados: Pordata)

Município: Penela (Dados: Pordata)

São 3 gráficos que, para mim, geógrafo ansianense, são profundamente preocupantes, pois mostram uma realidade pura e dura. Não vou falar aqui muito dos gráficos, pois a intenção é que cada um de vós ganhe consciência do que está em causa para um futuro que já chegou. Só vou referir dois pontos sobre os gráficos, o primeiro que será um desafio colossal lidar com uma população escassa e idosa (pirâmide etária invertida), enquanto que o segundo é mais uma (ou mais...) questão à classe política no seu todo: será que isto não chega para todos verem que outras soluções têm de ser desenvolvidas e que a fórmula, gasta, tem de ser mudada? Postas estas duas questões, se é certo que há factores estruturais que fogem do controlo destes municípios, também é certo que há fórmulas que podem ajudar a reverter, em maior ou menor grau, este cenários dramático a todos os níveis, por parte de cada um destes municípios. É certo que há diferenças entre estes municípios, contudo o cenário é exactamente o mesmo para todos eles. Urge reflectir... 
Eu sou um dos que, infelizmente, contribuiu para esta diminuição de população residente, mas apenas porque fui forçado, já que na altura era persona non grata de boa parte do poder político, o qual me dificultou a vida a todos os níveis. Se me cativarem podem conseguir eventualmente recuperar não 1, mas 3 residentes. E como eu há muitos mais... Tic tac, tic tac... 

 

10.11.23

Afirmar que é medíocre até é um elogio...


Nesta primeira imagem está algo que não é medíocre e que foi feito há cerca de 16 anos por duas jovens que estavam a estagiar na Câmara Municipal de Alvaiázere, julgo que em turismo. Na altura pediram-me ajuda para elaborar um pequeno livro de apoio a turistas, com percursos pedestres e tudo. Material que cedi gratuitamente e que elas organizaram depois de umas dicas. Para a altura, até era algo à frente no seu tempo e que ainda hoje as deve orgulhar.
Mas acaba aqui a parte que não inclui uma inacreditável mediocridade no domínio dos conteúdos turísticos. Consultei mais uma vez o site da Câmara Municipal de Alvaiázere para ver o que tinha sobre turismo. E fiquei perplexo com o que vi...
Informação escassa e mal estruturada. E não é por falta de "matéria-prima" nem de locais turísticos ou de património natural. Consultei também a carta turística e quem percebe minimamente de SIG´s vê que aqueles conteúdos são dos primórdios dos SIG. Não há técnicos competentes para fazer conteúdos de qualidade e actuais?
Mas há algo que me revolta profundamente, ou seja o facto de, alegadamente, copiarem, e mal, o meu trabalho. Quem diz que aquele megalapiás é o "Homem Velho" é porque das duas uma, ou não é sério ou copia mal, já que na minha tese de mestrado baptizei outro megalapiás como "Homem Velho", sendo que o da imagem mais abaixo é afinal o "Tochas". Ao menos inventavam outro nome que não estivesse incluído nos vários lapiás que baptizei (após ter falado com residentes e perceber que não tinham nomes dados). Há duas coisas que abomino, incompetência e plagiar o trabalho alheio. E o incrível é que eu disse que podiam utilizar gratuitamente todo o trabalho, sendo que citar o meu nome seria apenas o que é de esperar quando se usa o trabalho de alguém. 
Podem perceber melhor do que falo aqui e aqui
Mas não me admira tudo isto, já que o que o autarca alvaiazerense apoia de forma firme uma mina de caulinos, projecto que caso vá em frente, destruirá boa parte da actividade turística (e não só...) em Alvaiázere e da própria região de Sicó.








 

9.10.23

Falar do património natural de Sicó lá fora!


Neste momento estou no Reino Unido, num congresso que visa o património geológico, geoconservação e afins, para fazer uma apresentação dos resultados de uma investigação sobre património geomorfológico da região de Sicó, mais concretamente de uma área que envolve os concelhos de Ansião e de Alvaiázere. De forma resumida, reavaliei os locais de interesse geomorfológico que avaliei há 15 anos, aquando da elaboração da minha tese de mestrado. É algo pouco feito em Portugal e que já tinha intenção de fazer há alguns anos, aproveitando agora este congresso para o fazer. Já vou aos congressos da PROGEO, uma associação internacional, desde 2008, e tenho apresentado em todos eles o resultado da minha investigação neste território, além também de outras duas duas investigações relativas a outros territórios (Mafra, Portugal e Morro do Chapéu, Brasil; Paredes de Coura, Portugal).
É importante haver mais investigadores a divulgar todo este património, mas para isso é necessário que existam apoios à investigação neste território. Só investigando é que se retira conhecimento do território, podendo depois conseguir as desejadas mais-valias em termos de divulgação e valorização a vários níveis (social, económico, etc).
No meu caso, e mais uma vez, vou a pagar do meu bolso, porque só assim consigo divulgar... Estranho mundo este, não?



 

4.10.23

Uma mina a céu aberto, em Rede Natura 2000? Sim, o autarca de Alvaiázere, alegado defensor da biodiversidade, apoia!



Quando surge algo negro no horizonte de Sicó e não vemos numa fase inicial, há sempre alguém que nos avisa, tal como foi este o caso. Apesar de eu seguir o portal PARTICIPA, não tinha reparado no que agora vos falo e passo a divulgar amplamente. 
Eis que está em discussão pública uma possível mina a céu aberto no concelho de Alvaiázere, freguesia de Almoster, para extracção de areias siliciosas e argilas especiais. Nesta primeira fase trata-se da discussão pública de direitos de prospecção e pesquisa destes minerais, seguindo-se depois uma segunda fase, esta já relativa à extracção dos mesmos. Um buraco com 1,5 km quadrados, para justificar o Sorte em Viver Ali, e premiar quem apoiou cegamente o autarca local, que deu luz verde às intenções de prospecção e pesquisa, abrindo assim a porta a tamanho buraco. E melhor, parte do buraco em plena Rede Natura 2000. Num país decente, nem sequer se colocaria a questão dentro de áreas protegidas, mas em Portugal pode-se tudo, seja pedreiras, parques eólicos, parques solares, minas, etc, é só acenar com umas notas e umas rendas e tudo se faz.
O incêndio de 2022, que varreu toda aquela zona, irá possivelmente ser uma boa ajuda para o trabalho de campo, já que há muito menos vegetação. E não, não estou a insinuar nada, estou apenas a ser factual. 
O autarca de Alvaiázere e o seu executivo deram parecer positivo condicionado, portanto vai ser curioso ver a reacção dos seus eleitores que tanto o apoiaram quando souberem desta amarga novidade, que ameaça Almoster tal como o conhecemos. 
O meu parecer vai ser negativo, pois é uma questão de princípio, áreas protegidas são para proteger, bem como a sua envolvência. Quem estiver sintonizado comigo e quiser participar nesta consulta pública, sabe onde me encontrar e como me contactar para pedir ajuda ou esclarecimentos. Temos até 9 de Novembro para nos pronunciarmos, portanto não se queixem depois que não tiveram tempo para analisar os documentos sobre o processo.
Há uns anos havia intenções de um antigo executivo em trazer uma... incineradora para Alvaiázere, agora isto... É esta a inovação e o desenvolvimento que queremos para a região?! Sobre o discurso do autarca alegadamente defensor da biodiversidade, o mesmo não é consequente, tal como agora fica cabalmente provado.


 

4.4.23

Não sei se hei-de rir, se hei de chorar com este caso: um dejá vu previsível...



Foi em 2011 que fui surpreendido por algo que não lembra a ninguém, pelo menos num país de gente competente. Nessa altura um trabalho que eu tinha elaborado no âmbito da minha tese de mestrado, foi utilizado por uma autarquia. Até aqui tudo bem, já que o trabalho em causa foi dedicado às gentes de Alvaiázere e Ansião, dado o facto da área que estudei se localizar em ambos os municípios. A questão é que o meu trabalho não foi referenciado como a base daquele percurso pedestre, facto que o torna um alegado plágio que em 2011 denunciei aqui. Mais abaixo têm em destaque as páginas da tese onde apresentei o percurso pedestre em causa. A situação nunca foi regularizada nem me foi apresentado um pedido de desculpas.

Mal eu sabia que em 2022 a novela ia ter continuidade. Desta vez o que aconteceu é o que podem observar nas primeiras três imagens. O que é que tem? Bem, primeiro o meu trabalho não é referenciado. Segundo, trata-se de um projecto que envolveu fundos nacionais. Terceiro, tendo parte dos conteúdos sido alegadamente copiados, estes foram mal copiados. A placa que se vê na imagem pretende destacar um megalapiás que não corresponde ao que está à frente deste, o qual foi baptizado como o "tochas". O "homem velho" é outro, situado mais abaixo e que na altura que tirei esta foto nem acesso tinha. Podem ver nas imagens abaixo os nomes dos megalapiás daquela área.

E a tradução com a ajuda do "tradutor" do google está um mimo... Nunca mais aprendem a utilizar os serviços de tradutores a sério. E com os termos científicos é de bradar aos céus este tipo de "tradução"...

Depois admiram-se com a migração ou emigração dos jovens qualificados naturais da região, que vão para outras paragens. Sorte em sobreviver aqui.





 

24.3.23

Fui lá e... uau!!!




Já aqui tinha falado deste notável projecto, onde se pegou numa ruína sem vida de uma igreja e se fez algo de inovador e belo. Quando o fiz, ainda não tinha feito a necessária visita e socorri-me de fotografias que me foram enviadas por uma das pessoas que tem o mérito do projecto em causa. Nessa altura a minha intenção era fundamentalmente ajudar a divulgar a nível nacional este projecto, algo que consegui, já que quando é necessário consigo levar bem longe estas notícias, através da minha rede de amigos/contactos.

Contudo faltava-me ir ao local ver com os meus olhos e sentir o local novamente vivo. Dantes era uma mera ruína que víamos ao passar na estrada à entrada de Almoster, Alvaiázere. Agora é algo bem diferente.

Fiz uma visita no início do ano e tive a sorte de estar ali sozinho, facto que possibilita sentir o local e desfrutar sem interferências e com os sentidos bem atentos. Foi uma experiência notável e a confirmação do que já sabia, ou seja que se trata de algo excepcional e que merece várias visitas. Já me imagino ali sentado a ler um livro ou a assistir a algum evento cultural. Não me canso de repetir que este projecto é algo de categoria nacional e que merece ser divulgado e usufruído. Agora toca a visitar Almoster e este local mágico em especial. E eu, que nem sou religioso, recomendo vivamente a que ali vão. Não tem nada a ver com religião, mas sim com beleza, com património e outras coisas mais. Há muito para absorver. A religião obviamente que faz parte da história.

22.2.23

SIG ou SIGA?


Na cultura portuguesa há uma palavra que usamos frequentemente quando somos pouco competentes em termos profissionais. Falo, claro, da palavra "siga", que utilizamos quando fazemos trabalhos amadores. Siga para a frente que está feito, dizem muitos. Já são menos os que dizem que o trabalho ficou bem feito...
Curiosidades à parte, vamos então aos factos que me levam a escrever estas linhas. Há poucos dias deparei-me com uma imagem que é basicamente um ortofoto com uns extras. Qualquer um percebe o que se pretende com esta imagem, contudo, e fazendo uma análise da mesma, nota-se uma pobreza franciscana na elaboração da mesma. Péssimo enquadramento do título e do logo do município, margens nem vê-las e legenda minimalista sem um bom enquadramento. Na rosa dos ventos mal se percebe o "N" (para quê complicar o que é simples...) e falta um elemento fundamental, ou seja a escala, gráfica ou numérica.
Entre Dezembro de 2004 e Março de 2008 fui técnico superior no município de Alvaiázere e implementei os SIG´s municipais (Sistemas de Informação Geográfica). Tristemente está à vista o investimento feito desde então nos meios humanos que lidam com os SIG´s municipais. 
Eu teria vergonha se apresentasse uma imagem destas, com tanto erro técnico. É suposto o trabalho ser de qualidade, já que os técnicos são pagos para isso. Exige-se os mínimos aos técnicos, municipais ou não. Brio profissional idem.

8.11.22

Mais parece discurso de promotor imobiliário...


Confesso que não é nada que não estivesse à espera, contudo acho lamentável em vez de ouvir um verdadeiro discurso de autarca, ouvir um discurso que mais parece o discurso de um promotor imobiliário. Há 2 décadas que o poder político em Alvaiázere cultiva esta lenga lenga de que a Rede Natura 2000 é factor que limita o desenvolvimento de Alvaiázere. Diria numa primeira análise, que o único factor que tem limitado o desenvolvimento de Alvaiázere é apenas e só uma visão redutora e ultrapassada do que é afinal desenvolvimento territorial. A visão deste autarca não concebe mais nada que não a visão que ele tem do território. Não concebe todo um mundo que está além da sua curta e limitada visão das potencialidades e valores deste território muito especial, as quais eu já tenho vindo a apontar há uns 17 anos. Construir zonas industriais dentro de um território com tamanhos valores naturais não é desenvolvimento, é sim uma crónica mentalidade estereotipada e uma notável inabilidade para governar/potenciar um território extraordinário. 
A Rede Natura 2000 não é nenhum entrave para o desenvolvimento deste território, é sim uma mais-valia que este autarca não tem habilidade para gerir e potenciar. Projectos que não vão de acordo com a sua visão muito redutora das riquezas patrimoniais daquele território são pura e simplesmente ignorados, mesmo que sejam projectos reconhecidos e de reconhecido potencial para Alvaiázere. 
Confesso que me fartei de rir com o populismo deste autarca quando ele refere que "temos mais 50% do nosso concelho em Rede Natura e ninguém gosta mais dela do que nós". Dito por quem tem sido das pessoas que mais tem desprezado quem, de facto, gosta e pugna por carolice pela RN2000, também no território de Alvaiázere. Alguém que ainda há 15 anos, aquando do atentado das azinheiras, na Serra de Ariques, esteve ao lado de quem mandou abrir um estradão ilegal em pleno habitat da RN2000, abatendo milhares de azinheiras em plena RN2000 e alegadamente difamou quem denunciou as ilegalidades. O tempo mostra quem é quem. O tempo não esquece...
Nesta entrevista ao Jornal Terras de Sicó este autarca tenta gerir bem as palavras, contudo não esconde ao que vem, que é poder construir dentro da RN2000, destruindo mais valores naturais e riquezas patrimoniais. Aliás a sua família política tem uma forte tradição nesse domínio, tal a quantidade de ilegalidades ocorridas nas últimas décadas, seja abertura ilegal de várioestradões, abate de azinheiras, carvalhos e afins. E tentativas de expropriar de forma alegadamente abusiva terrenos privados para construção de uma zona industrial (abatendo com isso dezenas de sobreiros e carvalhos centenários, além de azinheiras). É público, não estou a inventar nada, são factos!
Em vez de planear o território, tenta a política da vitimização para se desculpar pela fraca dinamização do território e falta de inovação territorial. O que interessa para este autarca parece ser desarmar a RN2000 para... poder construir zonas industriais. Estranho é este autarca falar dos 50 % de RN2000 e não falar dos outros 50% que não são RN2000. Será que fora da RN2000 não há área para zonas industriais ou isso não lhe interessa? Fica a pertinente questão. Não tem mostrado algo de essencial, ouvir todos e definir uma estratégia para potenciar o território e as suas riquezas naturais e patrimoniais. Será que não concebe deixar os seus "ódios de estimação" e ouvir quem sabe da coisa, independentemente de gostar ou não da pessoa? Omite que dentro das áreas urbanas, seja de nível I, II ou III, dá para fazer muita coisa que potencie a dinâmica territorial, já que o que é realmente importante para Alvaiázere é mesmo potenciar as suas riquezas e não construir pavilhões gigantes no meio de casas só para dizer que tem fábricas. No Rego da Murta está um dos piores exemplos de como as coisas não devem ser feitas, contra as populações e prejudicando as mesmas. Elas vão embora por algum motivo...
Não é também por acaso que o processo de classificação da paisagem de Sicó ficou em águas de bacalhau. Era mais um entrave para este e outros autarcas, que não concebem o mundo além da sua visão redutora do território. E o problema não é não saberem, mas sim não quererem saber.
Afirmar que a RN 2000 limita o desenvolvimento de Alvaiázere é, além de uma cabal prova de falta de competência para gerir um território tão valioso em termos ambientais, um sinal de uma visão demasiado redutora deste território, o qual era suposto este autarca conhecer a fundo, sem tabus e ideologias a toldar o discernimento. E nem se pode queixar de que não há pessoal jovem no concelho ou perto dele. Perde Alvaiázere, perdem os alvaiazerenses, que continuarão a ser menos com esta política completamente desajustada à realidade e ao valor territorial, e perde o imenso, repito, imenso património que deveria ser a base do desenvolvimento territorial. Quando a falta de competência para gerir o território e o preconceito e estereótipo ideológico imperam, pouco mais há a dizer. É mesmo um problema cultural estrutural que tem de ser ultrapassado também em Alvaiázere.
Eu aqui estarei para divulgar o património de Alvaiázere, natural ou não, e denunciar quem o degrada ou destrói. Já o faço activamente há 17 anos pro bono. E até já um curso de empreendorismo fiz em Alvaiázere. Eu não ligo a preconceitos e estereótipos, trabalhando seja com quem for que queira trabalhar em prol do excepcional património deste belo território que engloba também Alvaiázere.