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27.4.26

Queremos mesmo perder isto?


É apenas um de dezenas de milhar de registos fotográficos que tenho sobre Sicó. Largas centenas mostram uma vivência que aprecio desde sempre, uma vivência que vivi e que defendo e pugno para a nossa região. Infelizmente esta vivência está-se a perder a uma velocidade vertiginosa e com isso práticas importantes, formas de estar fundamentais para moldar a paisagem e um estilo de vida que nos consegue dar qualidade de vida e muita independência a todos os níveis. Pouco estamos a fazer para garantir que o futuro se sustente no muito e bom que ainda temos, mas que se irá perder caso não tenhamos a capacidade de delinear uma estratégia para desenvolver este território de acordo com todo este património.
Além ser um facto que não estamos no bom caminho, também é um facto que não valorizamos quem mais sabe, não temos uma cultura de mérito e de exigência. Temos, infelizmente, uma cultura do chico esperto, do favorecimento e do jobs for the boys. Não seria grave se boa parte do problema não fosse a nível político, o qual é a chave para o problema. Enquanto a chave do problema não deixar também ela de ser parte do problema, nunca sairemos da cepa torta. Enquanto a porta para o sucesso da região continuar a ser aberta para os amigos e não para quem mais sabe da região, tudo irá continuar na mesma. E já perdemos décadas com isto que falo...
Fica a reflexão!

 

19.4.26

Não terem comemorado o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios é preocupante...


Ontem foi um dia especial para o património, pois comemorou-se formalmente o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios. Eu fiz a minha parte enquanto defensor e promotor do património, dando uma palestra onde partilhei e aprendi mais sobre património cultural com quem assistiu ao evento, organizado pela Albaiaz - Associação de Defesa do Património.
Fazendo uma pesquisa pelas redes sociais dos Municípios, reparei que, em Alvaiázere, não houve nenhum evento promovido pelo município, houve apenas uma nota sobre o mesmo. Em Ansião nem isso. Em Pombal vi que houve uma acção de limpeza em redor do Castelo de Pombal, dadas as consequências da tempestade. Em Soure, nada surge sobre este dia no Facebook do município. Condeixa idem. Já Penela teve (hoje inclusive) visitas guiadas para comemorar este importante dia. Isto a nível de municípios.
Fazendo uma análise sobre a importância dada a este dia pelos municípios da região de Sicó, e tendo por base a importância que lhe deram, posso dizer que estou desiludido com os municípios que não comemoraram este dia com algum tipo de evento. É algo que considero inaceitável, já que as entidades públicas deveriam ser as primeiras a dar o exemplo em prol também do património. Há que reflectir sobre o porquê destes municípios que nada organizaram, não darem a devida importância ao Dia Internacional dos Monumentos e Sítios...
Parabéns às entidades e associações que organizaram actividades para comemorar este importante dia! O associativismo nunca desilude. Tenho pena não poder estar em dois lados, senão ontem teria ido à Redinha  assistir a uma bela palestra dada por reputados arqueólogos, também eles amigos do património de Sicó.



 

10.4.26

Uma jóia que tem de ser preservada a todo o custo!


Sim, é a nossa jóia. Onde? Algures pela região de Sicó! Palmilhando a região conseguimos perceber a jóia que temos em mãos, aonde vivemos. Porque insistimos em continuar a degradação e destruição desta paisagem de valor excepcional?! Que tal começarmos a passar menos tempo sentados a ver lixo televisivo e a passar mais tempo fora de casa? O desafio está feito e a paisagem de Sicó está à vossa espera. Conhecem bem? Olhem que não, olhem que não...

5.4.26

A vida no campo


Hoje o comentário é em torno deste registo fotográfico, o qual tem uma profundidade só ao alcance de quem aprecia o património da região de Sicó. Trata-se de uma fotografia que tirei quando fui a determinado local e, ao sair, me apercebi desta jóia. É uma fotografia que dava para dois dedos de conversa. E fico-me por aqui, esperando que alguns de vós se pronunciem sobre esta imagem...



 

23.3.26

É fundamental termos disponível nas bancas a imprensa local! É inaceitável não termos!!


É algo que não compreendo mas que com este comentário quero ver se de alguma forma ajudo a que o cenário mude. Quem acompanha o azinheiragate e me acompanha nas rede sociais sabe que regularmente dou destaque à imprensa local e regional, não tanto por mim, mas sim pela importância que a imprensa local e regional tem para o desenvolvimento territorial, para a cultura e outras "coisas" mais que eu defendo e promovo a título pessoal. A imprensa local e regional é um vector fundamental nesta equação, daí nunca ser demais sublinhar o facto e pugnar pela sua manutenção.
Eis que há poucos dias me apercebi de que, em plena sede de concelho, Ansião, não havia onde pudesse comprar o Jornal de Leiria, o qual acompanho há muitos anos. Como é isto possível? Territórios como este não podem ficar desligados da imprensa local e regional, aliás nenhum outro território pode estar. Ah e tal, porque não me torno assinante? Porque gosto de ir às papelarias e afins, sendo um hábito saudável. Mas claramente que me tornarei agora assinante, pois é a única forma de me manter informado e também ajudar a imprensa regional. Todos os territórios têm de ficar bem integrados na dinâmica da imprensa local e regional, a bem da nossa região, do nosso património, da nossa cultura, do nosso associativismo e muito mais, pois temos muito para "dar e vender". 
Por isto, e por muito mais, deixo um desafio a todos os municípios da região de Sicó, o de garantirem que há sempre locais onde esteja disponível para compra a tão necessária imprensa local e regional. Além dos locais prováveis, caso de papelarias, porque não postos de turismo a disponibilizar a imprensa local e regional? Sim, porque a imprensa local também é embaixadora da nossa região. No último ano perdemos um jornal regional de referência, o Jornal Terras de Sicó, agora não há disponível alguma da imprensa regional. O que se seguirá?! Temos de pugnar por uma imprensa local e regional, de qualidade e com jornalismo de referência, sem que este esteja dependente de subsídios de autarquias, que tantas vezes usam o facto como arma para condicionar os critérios jornalísticos. O desafio está lançado, sendo que lanço outro desafio, o de consumirem a imprensa local, pois é fundamental que o façam!

 

9.3.26

Novas datas para o 11º Curso de Iniciação à Espeleologia, Nível II



Tendo em conta o facto da tempestade Kristine ter afectado gravemente a nossa região, eis que foi reagendado o 11º Curso de Iniciação à Espeleologia, Nível II. Não percam esta oportunidade de conhecer um mundo novo e excepcionalmente belo, que faz literalmente sob os nossos pés. Fica o desafio para se inscreverem neste curso!

 

28.1.26

Sicó precisa de um geoportal dos baldios!

Imagem: Projecto Bem Comum


Nos últimos anos tenho acompanhado de perto, através de pessoas ligadas a projectos vários, um projecto particularmente interessante, no Minho, no qual já tive a honra de ser convidado, enquanto geógrafo, a testar/validar uma proposta de actividade inovadora. Isto porque já há vários anos que falo na questão dos baldios de Sicó, especialmente no facto de desconhecermos as áreas respectivas dos baldios nos vários municípios da região de Sicó. Mesmo nos geoportais municipais, a informação sobre os baldios não existe, restando saber porquê e porque ainda nada foi feito para que se conheça os mesmos e o que se faz nos mesmos, já que é do interesse público.

Deixo, por isso, o desafio à Terras de Sicó e aos municípios de criarem uma plataforma dedicada aos baldios da região de Sicó.

Transcrevo um resumo presente no site do geoportal dos Baldios do Minho:

"ACTIVIDADE 7.5.2. Criação e dinamização de Plataforma e Rede Digital Colaborativa - Geoportal dos Baldios do Minho [ALTO MINHO, CÁVADO, AVE]


Projectos de inovação social e dinamização económica, aliando o conhecimento técnico-científico e a sabedoria local, fomentam a capacitação e revitalização de sistemas socio-ecológicos, melhorando a habitabilidade e sustentabilidade locais. Plataformas digitais, como um Geoportal, integram dados de diversas áreas de espaços comunitários, facilitam a análise e desenvolvimento de propostas para melhorar a produção agro-silvo-pastoril, actividades culturais e turísticas, e incentivam a fixação de jovens. Nesse sentido, visa-se criar e dinamizar uma Plataforma e Rede Digital Colaborativa dos Baldios – Geoportal dos Baldios do Minho - com a recolha, processamento e partilha de dados espaciais, para suporte à decisão, bem como promoção e disseminação de boas práticas das comunidades locais."

 

5.11.25

O belo saco do pão! A bela trapologia!


Quando me deparei com o que veem na imagem fiquei contente. Isto porque além de não ser um saco de plástico, ser um saco de pano que lembra uma tradição quase esquecida e só relembrada por esta altura. Claro que com chuva é diferente, mas também aí há a solução de ter uma caixa para colocar o saco dentro, a salvo da chuva/frio/calor. E que tal voltarmos a valorizar a trapologia e os sacos de pão?
Parabéns a quem ainda valoriza algo de tão importante na nossa região!

 

23.10.25

Desafiar o paradigma da mobilidade!


Aos poucos as mentalidades no que toca à mobilidade vão mudando, mesmo embora ainda falte muito para sairmos do paradigma do automóvel como pseudo estatuto. Nos últimos meses tenho estado bastante tempo pela região de Sicó, nomeadamente em Ansião, e é sempre com alegria quando vejo alguém a desafiar o paradigma da mobilidade e abraçar a felicidade que é deslocar-se de bicicleta. E diga-se de passagem que as bicicletas eléctricas vieram facilitar as deslocações, pois permitem um menor esforço na deslocação. Já sei que agora vão dizer que agora começa a chuva e não vale a pena andar de bicicleta. A isto eu respondo que nada como comprar roupa adequada, que o problema fica resolvido. Nem é propriamente um problema, pois eu quando quero ir à praia não vou vestido com roupas de Inverno...

27.9.25

São bonitas, não há outra forma de o dizer!


Nas últimas semanas foram centenas as borboletas que vi, fruto do trabalho de campo. Foram semanas maravilhosas, a ver tanta borboleta das mais variadas dimensões e cores, algo digno de demorada contemplação. Num mundo onde somos quase que obrigados a viver a mil, esquecemos-nos de que é possível criarmos o nosso próprio tempo, onde podemos e devemos desacelerar e desfrutar do muito de belo que temos no nosso território. Afastarmo-nos dele não é nada boa ideia nem algo de bom para a nossa saúde física, mental e para o nosso futuro, pois só amamos aquilo que conhecemos.
Fica então o desafio para a contemplação da Natureza e dos muitos e belos aspectos que ela encerra. Deixem o carro, calcem umas sapatilhas e vão com tempo para a Natureza descobrir as muitas surpresas que ela tem à nossa espera!

9.9.25

Parabéns a quem nos traz alegria com estas obras de arte urbana!

Deparei-me com estes locais em tempos diferentes, tendo guardado as imagens para mais tarde falar do tema. Chegou o dia e uso agora 3 das várias imagens que tenho nos arquivos, de 3 locais diferentes, dois  são paredes de casas e um é um extenso mural artístico. Em qualquer um destes é uma alegria por ali passar e ficar com um riso na cara, pois é algo bonito de se ver e algo que várias pessoas fizeram questão e criar, daí as felicitar, já que estas obras de arte urbana enriquecem a paisagem urbana de Ansião. Mais simples ou mais complexas, todas elas são uma maravilha de se ver!




 

14.8.25

São muitas e bonitas!


Não sei muito sobre borboletas, sei apenas que são importantes, que são bonitas e que devemos fazer tudo para que, tal como outras espécies, tenham direito ao seu espaço natural. Nas últimas semanas, e devido ao trabalho de campo, tenho passado muito tempo onde mais gosto, a palmilhar o território que mais gosto, daí ter tido a possibilidade de ver centenas de borboletas e de várias cores. É, para mim, algo de mágico vivenciar a Natureza, a qual passa cada vez mais ao lado de cada vez mais pessoas, alheadas da mesma, com tudo o que de negativo isso acarreta e aos vários níveis. Por isso vos faço uma sugestão, aplicável a miúdos e graúdos, pesquisar sobre espécies de borboletas, sobre as borboletas que temos na região de Sicó, sobre o seu papel nos ecossistemas e no quanto felizes podemos ser ao passar mais tempo a desfrutar do mundo natural.



 

28.7.25

Aves da nossa Sicó!

Quem tem a felicidade de poder fazer trabalho de campo, tal como os geógrafos o podem fazer, sabe que é algo de extraordinário, já que podemos andar fora do escritório a sentir o território e observar tudo o que há de maravilhoso para ver. E quanto mais andarmos, mais vemos. 

Este comentário serve para destacar as aves que tenho visto, umas pequenas e difíceis de ver, outras grandes e fáceis de ver. Nos últimos tempos tenho visto de tudo e ficado maravilhado. Há alguns episódios que mais tarde irei destacar, já que nunca tinha visto tal coisa, maravilhosa!

Depois de anos onde alguns caçadores sem escrúpulos abatiam tudo o que voava e onde águias, milhafres e outros quase desapareceram, estas têm recuperado a olhos vistos. Ter esquilos para caçar também tem ajudado à recuperação, pois o alimento é fundamental. E os esquilos estão bem espalhados por aí.



 

19.7.25

Não nos resignemos, resinemos!


Aos poucos a resinagem vai recuperando, mesmo que ainda seja incipiente. Palmilhar o território permite-nos constatar o estado das coisas e fazer uma análise muito completa.

Lembro-me bem dos tempos de infância, na década de 80, onde o pinhal tinha uma boa expressão na região de Sicó e a resinagem ainda tinha algum peso. Era comum ver este cenário e ir às serrações onde os pinheiros eram cortados para tábuas. O cheiro era inesquecível. Depois veio a praga do eucalipto e foi o que é conhecido, destruição da floresta e prol de uma monocultura destruidora de tudo, solos, biodiversidade e que potenciou a piromania e a preguiça de cuidar dos terrenos. 

Temos de reduzir a área de eucaliptal. Plantar pinhal é uma ajuda. Resina, madeira, pinhas, etc. Porque a floresta faz-se de diversidade, não da monocultura do eucalipto!



 

23.5.25

Loureiros, folha de louro e gastronomia regional


Há umas semanas acabei por tirar foto a um pormenor, numa superfície comercial. Tratava-se do preço de umas meras gramas de folhas de louro, bem nossas conhecidas, ou pelo menos conhecidas para quem cozinha ou é bom garfo. Em moeda antiga são mais de 300 escudos por umas meras folhas. 
Quem, como eu, palmilha Sicó de lés a lés, sabe a quantidade de loureiros que existe nesta região e o quanto fácil é lavarmos um ramo de loureiro para casa, de forma a termos tempero para o ano inteiro. De graça... A esmagadora maioria dos loureiros está abandonada. Para reflexão!

 

14.3.25

Moinhos de vento: relíquias de Sicó


Não sei como, mas passou-me despercebido até há poucas semanas, quando ali ia a passar e o meu radar o apanhou. E já ali tinha passado dezenas de vezes... Estamos a poucas semanas da iniciativa do Dia Nacional dos Moinhos - Moinhos Abertos, 7 de Abril, data em que alguns dos moinhos que ainda funcionam abrem as suas portas para espalhar magia pelos visitantes. Sempre gostei de moinhos, ainda mais quando investiguei e escrevi sobre eles, seja num artigo científico seja aqui mesmo, no azinheiragate. Outros moinhos há que não funcionam, outros que estão em ruínas e locais onde a única memória que subsiste é apenas a base circular dos moinhos de vento, completa ou apenas parcial. 
Curiosamente não conheço outro moinho como o da imagem (que peço que não divulguem, já que há quem se possa aproveitar da informação para causar estragos...). Conheço os outros moinhos da região de Sicó, mas nenhum como este. Há uns parecidos, mas de metal e não de tijolo e cimento. É mais uma bela curiosidade e é mais um moinho que seria importante recuperar caso o/a proprietário/a estivesse interessado/a, pois é património de valor que importa recuperar e com isso ganha a região de Sicó. 
Confesso que fiquei maravilhado estar em frente a este belo moinho de vento, mesmo que no estado que está. É melhor do que já não existir e sinal que ainda é possível a sua recuperação. Aos proprietários, obrigado por não o destruirem e possibilitar que ele ainda exista!

 

4.12.24

Vejam Sicó e mostrem aos vossos filhos!



Foi já há uns meses que em conversa virtual com o mágico dos documentários, o Daniel Pinheiro, da Wildstep Productions, falava com ele sobre Sicó. Pouco tempo depois soube que iria surgir um documentário sobre a bela Natureza de Portugal, e nessa altura questionei-o se Sicó iria aparecer. Não deu pistas, tal como deve ser. Há poucos dias, mais concretamente 1 dia antes de sair o segundo episódio de "Portugal, uma história Natural", ele, de forma sublime, deu-me a dica que Sicó iria aparecer neste episódio na emissão da RTP1, portanto atenção redobrada. 
Não consegui ver durante a emissão, na manhã do dia 30 de Novembro, portanto vi à noite, já com a sala só para mim. Neste episódio foi destacado o centro de Portugal, do interior até ao litoral, sendo Sicó um dos destaques, nomeadamente as Buracas do Casmilo e o Vale dos Poios, com as suas características boticas e abióticas. Vale mesmo a pena ver este (e os outros episódios!). Som extraordinário, paleta de cores excepcional, tudo aquilo que quem gosta de Natureza e de Sicó aprecia.
Vejam e mostrem aos vossos filhos, pois só conhecendo se ama, só se protege o que se ama! E temos um longo trabalho pela frente...








 

27.9.24

Vamos falar da política de gestão de resíduos orgânicos na região de Sicó?


Deparei-me com este contentor de resíduos orgânicos num exclave de Soure, ou seja numa descontinuidade territorial do concelho de Soure, sendo portanto uma boa oportunidade para abordar a questão da compostagem e da política dos resíduos orgânicos na região de Sicó, e logo de uma forma duplamente interessante.
É fundamental que os resíduos orgânicos que produzimos, caso dos restos de comida, não sigam para o lixo, mas sim para um processo de compostagem, já que além de assim serem valorizados, não se contribui ainda mais para os aterros municipais ou supramunicipais. Se bem me lembro esta tipologia de resíduos representa à volta de 30% do total de resíduos indiferenciados encaminhados para aterro. É, portanto, fundamental ter uma política de gestão dos resíduos orgânicos devidamente planeada. Contudo isto tem de ser bem ponderado, já que no meu entender, não faz sentido ter um contentor deste tipo em aldeias como esta. Em aldeias como esta o que faz sentido é ter um espaço próprio para a compostagem (para aqueles que não a façam à antiga, como dar os restos às galinhas, cães e afins), evitando ter de vir um camião recolher os resíduos. Ou seja trata-se de gerir este tipo de resíduos numa lógica de proximidade e num ciclo curto, mais eficaz, racional e sustentável. Claro que num meio urbano como são as vilas, já não será a opção mais indicada, pois aí já há apartamentos onde, obviamente, não se consegue fazer uma compostagem de ciclo curto. Ou seja, a estratégia para a gestão de resíduos orgânicos deve ser diferenciada e ajustada entre aldeias e vilas e cidades na região de Sicó. 
Eu sempre encaminhei os resíduos orgânicos, independentemente de viver em vilas, cidades ou mesmo países diferentes, já que sempre soube da importância de lidar eficazmente com esta questão. Viver no campo, em contacto com a Natureza, é a melhor escola que podemos ter. Tudo o resto vem a jusante.