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28.7.25

Aves da nossa Sicó!

Quem tem a felicidade de poder fazer trabalho de campo, tal como os geógrafos o podem fazer, sabe que é algo de extraordinário, já que podemos andar fora do escritório a sentir o território e observar tudo o que há de maravilhoso para ver. E quanto mais andarmos, mais vemos. 

Este comentário serve para destacar as aves que tenho visto, umas pequenas e difíceis de ver, outras grandes e fáceis de ver. Nos últimos tempos tenho visto de tudo e ficado maravilhado. Há alguns episódios que mais tarde irei destacar, já que nunca tinha visto tal coisa, maravilhosa!

Depois de anos onde alguns caçadores sem escrúpulos abatiam tudo o que voava e onde águias, milhafres e outros quase desapareceram, estas têm recuperado a olhos vistos. Ter esquilos para caçar também tem ajudado à recuperação, pois o alimento é fundamental. E os esquilos estão bem espalhados por aí.



 

21.9.23

Se é certo que os atropelamentos podem acontecer, também é certo que temos de parar!


Pode acontecer a qualquer um de nós, que conduz à noite. Voam baixo e ficam encadeados pelas luzes dos carros. Já me aconteceu e sabem o que fiz? Parei para ver se estava bem. Felizmente que prosseguiu apenas com o susto.

Este mocho não teve essa sorte, pois o desfecho foi o pior possível. Quando vi que havia algo no meio da estrada, à saída de Ansião, após o Casal Novo, rumo a Alvaiázere, abrandei e logo parei quando vi que era um mocho. Vi que já estava a ficar rígido e tinha várias fracturas. Infelizmente não teve hipótese, pois o impacto foi forte e isso ditou o seu infeliz destino. Não sei quem o atropelou, sei apenas que quem o atropelou não parou para, pelo menos, o retirar da estrada e o levar para um local digno. Foi o que eu fiz, pois peguei nele e subi o talude da berma da estrada para ali o deixar de forma condigna.

Se é certo que não temos a culpa de atropelar animais, sejam eles aves ou outros, também é certo que é nossa obrigação parar para, primeiro, ver se está vivo, depois, não estando vivo, retirá-lo da estrada e levar o mesmo para a berma ou para um terreno adjacente à via. Pensem nisto por favor!

22.4.20

Dia da Terra para tótós


Para mim é todos os dias, contudo é importante que exista um "Dia da Terra", já que é das poucas formas de relembrar a algumas aves raras que o Planeta Terra é nada mais nada menos do que a nossa casa, sem a qual não existimos, portanto há que cuidar da nossa casa e de todos os que nela habitam.
Calhou bem ser hoje o dia de mais um comentário, o qual já estava planeado há 3 dias, depois de me terem pedido ajuda para resolver uma situação que mostra o desrespeito de algumas aves raras para com este nosso planeta Terra e para com outras espécies que partilham connosco esta casa comum. Falo, claro, da destruição criminosa de ninhos de andorinha, mais grave em época de nidificação.
Como não estou por Ansião, pedi a uma das leitoras do Azinheiragate que me arranjasse uma fotografia para ilustrar este comentário, já que não tinha nenhuma por utilizar no meu arquivo e não sou daqueles que vai buscar fotos ao google. Desde já o meu agradecimento pela cedência desta fotografia, a qual mostra algo de curioso, a pouco comum utilização intensiva de palha neste tipo de ninhos.
Indo aos factos, fui alertado para uma situação onde alguém destruiu ninhos de andorinhas, acto que é proibido por lei. Podem consultar o Decreto-Lei nº 49/2005, nomeadamente o seu Artigo 11 e especialmente a alínea "c)", onde consta que é proibido "Destruir, danificar, recolher ou deter os seus ninhos e ovos, mesmo vazios".
Assim sendo, se virem alguma ave rara, com duas pernas, a danificar ou a destruir ninhos, já sabem, toca a tirar fotografia e a telefonar para a SEPNA/GNR, que as aves raras que se estão a marimbar para a avifauna aprendem a lição.
não é a primeira vez que aqui tenho de abordar este tipo de actos imbecis, de gente inculta e iletrada do ponto de vista ambiental. Só insiste nestas acções imbecis quem é imbecil. Há formas de resolver este tipo de situações, portanto não há sequer desculpa para insistir na destruição de ninhos.
E não se iludam, pois sejam quem for a ave rara a cometer este tipo de actos imbecis, não terá misericórdia da minha parte, denunciando eu seja quem for, amigo ou não. Já há uns anos tive de fazer uns avisos sérios a pessoas conhecidas em Ansião, mas isso já foi há uns anos, pois agora a tolerância é zero! O aviso está feito, relembrando eu que tenho olhos em todo o lado...

8.4.20

Vamos falar da passarada?!


Sim, passarada é um termo vulgar, mas nada melhor do que utilizar este termo para vos prender a atenção para este tema. Vamos então falar de pássaros, aves ou avifauna, é como entenderem. É um tema algo ausente deste blogue, daí, e tendo em conta algumas curiosidades, ser a melhor altura para falar do tema.
Já muitos devem ter reparado em algo diferente no nosso dia-a-dia. Com a pandemia vieram muitos factos curiosos, sendo que um deles é o facto de, agora, ouvirmos mais facilmente o chilrear dos pássaros. Estes belos sons estavam abafados pelos constantes barulhos, seja de carros, obras ou outras coisas mais. Com esta acalmia o chilrear dos pássaros destaca-se na paisagem sonora de Sicó e não só.
Há umas semanas partilhei nas redes sociais um artigo que basicamente apelava a que pudéssemos dedicar algum do nosso tempo a observar os pássaros, nossos vizinhos, da janela da nossa casa. Passados uns dias apercebi-me que aquela partilha teve efeito prático, através de um amigo médico, que fez isso mesmo, observou uma bela ave de rapina da janela da sua casa, ficando maravilhado com o facto. Foi uma boa forma de passar o tempo de descanso a descomprimir dos tempos difíceis que nos assolam. As redes sociais podem ser uma boa ferramenta quando bem utilizada, fica a dica...
Já depois deste feliz episódio, e tendo eu este episódio na memória fresca, eis que me vejo de férias e com tempo livre q.b.. Eis que fui aos caixotes onde tenho guardados os meus livros e, pesquisando nos livros que tenho sobre a avifauna, peguei num e toca a folhear as páginas. É um velhinho Atlas de Aves do PNPG, onde constam muitas espécies, algumas presentes na região de Sicó. Já agora, e para os mais interessados, fica a dica de um site onde podem encontrar muita informação sobre espécies da avifauna.
O objectivo era simples, escolher um candidato para ser vítima das minhas saudades de desenhar. Há muitos anos que não me dedicava ao desenho. E eis que escolhi o Pica-Pau-Malhado-Grande, fácil de reconhecer. Preto e branco com dois sectores vermelhos, um na cabeça outro perto da cauda. O desenho é apenas a preto e branco, tal como estou habituado a fazer.
O desafio é simples, aproveitar estas semanas de confinamento para, da janela ou do quintal, observar aves. Alguém já viu a espécie retratada no desenho que fiz? Quem aceita o desafio?!