quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Percurso pedestre "Megalapiás": a verdade da mentira


Foi no último fim de semana que finalmente tive a oportunidade de me deslocar a Alvaiázere, de modo a fazer uma primeira avaliação de algo que afinal também me diz respeito, já que passou-se algo que mostra bem a falta de ética que se cultiva em Alvaiázere.
Passando directamente ao assunto, foi no mês passado que vi anunciado pomposamente a inauguração de um percurso pedestre, denomidado por "Percurso dos Megalapiás", curiosamente um percurso que não está homologado, porque será?
Chegado ao local onde se pode observar o painel que vêm na primeira foto, fiquei logo chocado com tamanha irresponsabilidade, pois este mesmo painel foi colocado na berma da estrada, expondo assim as pessoas a um perigo bem real.
Depois disto, comecei a analisar os conteúdos do painel, os quais me mostraram que foi feito um esforço notável na utilização de parte dos conteúdos da minha tese de mestrado (2008). Isto até poderia ser bom, já que estes mesmos conteúdos foram elaborados de modo a que quer a Câmara Municipal de Alvaiázere, quer a Câmara Municipal de Ansião, tivessem ao seu dispor, de forma gratuita, material como este, ou seja vários percursos pedestres (entre outras ideias, concretizadas ou não). No entanto o bom tornou-se mau, já que os conteúdos que desenvolvi foram manipulados de forma ética e moralmente reprovável, e logo sem ter sida feita qualquer referência aos mesmos, ou seja sem ser feita a obrigatória citação bibliográfica. Tudo isto aconteceu, na minha humilde opinião, porque Paulo Tito Morgado terá dado indicações para isso mesmo (ainda o ressabiamento?!), já que este não suporta ver nada que me esteja associado, mesmo que seja trabalho válido e reconhecido por quem de direito. É lamentável continuar a ver esta postura arrogante por parte de um autarca tão polémico. Na óptica deste autarca, o que é bom só pode partir dele mesmo e quem critica é apenas impedidor do desenvolvimento, como se este autarca soubesse o que é verdadeiramente desenvolvimento. É assim que as coisas funcionam por Alvaiázere...


Nesta ânsia de protagonismo, a coisa correu mal para os lados de Tito Morgado, já que o que foi feito é mau de mais para acreditar. Pegou-se em três dos percursos que eu elaborei em 2008, fez-se uma pseudo-fusão, a qual teve obviamente de se tentar descolar do meu trabalho, e evitou-se de qualquer forma utilizar as minhas palavras, mesmo que eu tivesse todo o prazer nisso. Ao invés, utilizou-se linguagem para descolar, linguagem errada do ponto de vista técnico, fez-se uma tradução anedótica de alguns termos técnicos e ainda se tomou a decisão errónea de fazer passar parte de um percurso por um lugar que deveria estar bem protegido. Isto já para não falar que parte significativa do percurso utiliza uma estrada alcatroada, mostrando uma notável falta de originalidade e irresponsabilidade, já que coloca os potenciais vissitantes ao real perigo de serem atropelados.


É realmente curioso como é que tentando fugir a todo o custo às minhas palavras, depois se esquece momentaneamente disto mesmo e se utiliza posteriormente algumas palavras minhas, não sendo sequer preciso estar muito atento para ver isso mesmo. É triste que, como de direito, não esteja referenciada a bibliografia na qual se baseou este, agora, mau exemplo de um percurso pedestre. Pegou-se num termo vistoso, como é o caso dos megalapiás, para tentar chamar a atenção sobre o mesmo. É curioso, já que o percurso pedestre no qual eu mais investi (Megalapiás da Mata de Baixo), e que até fiz um lançamento virtual em 2009, tendo feito um painel e uma brochura, foi aquele em que pegaram para esboçar o "Percurso dos Megalapiás".
Curiosamente os megalapiás são apenas um dos muitos pontos de interesse, não justificando minimamente o nome do percurso pedestre, já que afinal são vários os pontos de interesse e não um só. Não foram também referenciados alguns pontos de interesse, na minha opinião, porque estão intrínsecamente ligados à minha pessoa, não é assim caro Tito Morgado? Obviamente que quem não conhece não poderá compreender isto na sua plenitude, no entanto estou disponível para todos os esclarecimentos. Uma outra solução é consultar a versão online do meu trabalho de investigação, onde consta esta e outras mais informações.
Quem conhece irá ficar bastante intrigado com o facto da bibliografia base, que deu origem a este percurso pedestre, ter sido ostracizada, mas a seu tempo todos vão saber desta lamentável situação.


Fica assim devidamente referenciado um exemplo de como as coisas não se devem fazer, no domínio dos percursos pedestres. Já imagino o autarca local a pensar formas de abafar mais esta lamentável situação, uma das formas de o fazer é mantendo-se no silêncio, coisa que obviamente não irá resultar. Especialmente nos últimos 2 anos, este autarca tem seguido uma linha de silêncio, conjuntamente com campanhas de greenwash, já que é a únca forma de tentar fugir ao debate e ao diálogo, mas felizmente que a verdade é como o azeite, vem sempre ao de cima. Perde a região de Sicó, perde a Câmara Municipal de Alvaiázere (que é uma entidade pública, e não se pode confundir com o cidadão Paulo Tito Delgado Morgado) e perdem quer os cidadãos da região, quer os visitantes.
É a triste sina da região de Sicó, quando há boas hipóteses de fazer algo de muito positivo, faz-se algo como o "Percurso dos Megalapiás", um caso de estudo no domínio de más práticas associadas aos percursos pedestres. A denúncia dos factos está feita e o alerta dado, resta agora quem por lá passar constatar os factos no terreno...

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