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9.10.23

Falar do património natural de Sicó lá fora!


Neste momento estou no Reino Unido, num congresso que visa o património geológico, geoconservação e afins, para fazer uma apresentação dos resultados de uma investigação sobre património geomorfológico da região de Sicó, mais concretamente de uma área que envolve os concelhos de Ansião e de Alvaiázere. De forma resumida, reavaliei os locais de interesse geomorfológico que avaliei há 15 anos, aquando da elaboração da minha tese de mestrado. É algo pouco feito em Portugal e que já tinha intenção de fazer há alguns anos, aproveitando agora este congresso para o fazer. Já vou aos congressos da PROGEO, uma associação internacional, desde 2008, e tenho apresentado em todos eles o resultado da minha investigação neste território, além também de outras duas duas investigações relativas a outros territórios (Mafra, Portugal e Morro do Chapéu, Brasil; Paredes de Coura, Portugal).
É importante haver mais investigadores a divulgar todo este património, mas para isso é necessário que existam apoios à investigação neste território. Só investigando é que se retira conhecimento do território, podendo depois conseguir as desejadas mais-valias em termos de divulgação e valorização a vários níveis (social, económico, etc).
No meu caso, e mais uma vez, vou a pagar do meu bolso, porque só assim consigo divulgar... Estranho mundo este, não?



 

22.8.19

E o geovandalismo continua nas Buracas do Casmilo...


Nos primeiros tempos a situação ocorria apenas numa das cavidades, conhecidas por "buracas", algo que já era grave, contudo a situação continuou a agravar-se e a estender-se a outras cavidades. O geovandalismo está em força no conhecido geossítio "Buracas do Casmilo"...
Há poucas semanas, e mais uma vez, uma pessoa que vive na aldeia mais próxima, contactou-me a dar conta do agravamento da situação, daí eu ter voltado ao local para analisar com os meus olhos e perceber a coisa no seu todo. E lá fui eu...


Fui a fiquei entristecido, pois mesmo apesar da imensa divulgação que este geossítio teve nos últimos tempos, nenhuma medida prática foi tomada para resolver o problema. Ver uma galinha dos ovos de ouro ser degradada a esta velocidade e não ver as entidades locais e regionais a tomar medidas custa-me e não é pouco.
Estão à espera de quê para elaborar um plano de gestão para este geossítio? Não sabem fazer? Simples, falem com quem sabe. Eu sou suspeito, eu sei, mas não podemos ser presos por ter cão e presos por não ter cão. Se quiserem fazer as coisas como deve ser, falem comigo ou com outros que saibam sobre esta questão.
Entre a aldeia do Casmilo e as buracas, vi duas infra-estruturas que indiciam ser para colocar painéis, contudo isso não chega nem de longe.
Vamos resolver este grave problema de uma vez por todas?