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28.5.20

Inquérito sobre Participação e a Reabilitação Urbana de Condeixa-a-Nova

Tendo em conta o interesse desta questão, passo a divulgar um inquérito pertinente, o qual decorre do trabalho de investigação de uma tese de mestrado, onde o foco é a reabilitação urbana de Condeixa-a-Nova. Este inquérito tem como alvo cidadãos e associações de Condeixa-a-Nova, portanto caso seja o vosso caso, peço-vos ou para participar ou então, para divulgar entre os vossos conhecidos de Condeixa-a-Nova.
O inquérito para os residentes está logo abaixo deste parágrafo e o inquérito para as associações está logo a seguir, portanto não há que enganar. Pequenos gestos como participar neste inquérito, são uma mais-valia para o nosso futuro, já que permitem análises que mais tarde vão poder apoiar as decisões que tornam a nossa vida melhor. Portanto toca a participar e a divulgar entre quem vive em Condeixa e pelas associações de Condeixa-a-Nova. Como não posso participar, já que não resido em Condeixa, resta-me ajudar a divulgar este inquérito, já que sei o quanto é importante. Sempre que se justificar, farei divulgação no azinheiragate de trabalhos académicos sobre a região de Sicó, da qual Condeixa faz parte.




https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSew3FMZynDXyZNremXOjF85laVaMODD8kV_PKvLX0I1vZtrTA/viewform




27.10.18

O PO.RO.S transpira qualidade!


Demorou mas finalmente consegui arranjar tempo para visitar o PO.RO.S - Museu Portugal Romano em Sicó, situado em Condeixa-a-Nova. A expectativa era alta, anda mais sabendo do prémio europeu (Heritage in Motion) que há poucas semanas este Museu ganhou.
Não tinha investigado nada sobre os conteúdos do Museu, portanto fui sem saber o que ia encontrar. À chegada notei um pequeno pormenor, ou seja o facto de haver duas portas abertas (portões) confundiu-me, ficando eu inicialmente a pensar onde era a entrada principal. Um aspecto a melhorar.
Chegado então à recepção, fui bem atendido e toda a informação base foi prestada por quem lá estava, algo que é sempre um bom ponto de partida.
Com o folheto na mão iniciei então a visita, a qual demorou cerca de 2 horas muito bem passadas. Aproveitei ao máximo todos os recursos ali presentes, interactivos ou não, ficando a conhecer muitos pormenores que desconhecia e mais bem informado sobre factos que apesar de já saber, faltavam complementar. Desde o início até ao fim do percurso há muitos e variados pontos de interesse, desde objectos, recursos interactivos, que dão para ter interessantes experiências sobre quem eram os romanos e tudo o que envolvia a sua existência. Parece-me um Museu bem conseguido, o qual recomendo vivamente.
No final, e em em conversa com quem estava na recepção, fiz o que mais gosto, falar com as pessoas que vivem este tipo de espaços todos os dias e interagir. Fiquei a saber que houve um casal que em apenas 20 minutos "visitou" este Museu. Ou seja, não souberam desfrutar este belo espaço museológico, o que é uma pena. Para saborear este Museu precisam de hora e meia a duas horas, dependendo se forem com adultos e/ou crianças. Não abro muito o jogo do que por ali há, de forma a que a surpresa seja maior. Desafio-vos então a irem a este Museu. Para quem é da região é logo ali e para quem é de fora, aproveitem para vir passar um fim-de-semana à região de Sicó e, numa tarde ou manhã, vão então visitar o PO.RO.S. No final vão-me agradecer a dica...


13.8.17

Vandalismo nas Buracas do Casmilo: um apelo à mobilização!




As Buracas do Casmilo são uma referência internacional. Durante demasiado tempo foram um geossítio desconhecido, mas nos últimos anos ganharam o merecido destaque regional, nacional e internacional, graças a alguns investigadores que tiveram o mérito de reconhecer e estudar a jóia que ali encontraram.
Há pouco tempo a própria Câmara Municipal de Condeixa incluiu este geossítio no cartaz turístico da Feira de Turismo de Lisboa. Aparece também referenciado no programa escolar do Ministério da Educação. Mas não só...
Infelizmente o vandalismo que ali ocorre não tem parado e pouco ou nada tem sido feito para mitigar o grave problema que coloca em risco este património de valor inestimável. Há uns dias uma senhora natural da aldeia do Casmilo, entrou em contacto comigo, de forma a dar conhecimento desta situação, facultando-me inclusivamente as fotografias que ilustram este comentário. Como já não vou lá há uns meses, foi bom ter conhecimento de como as coisas estão por lá, já que assim consigo monitorizar de alguma forma a questão. Como eu sei que falando aqui desta situação pode ajudar a resolver este problema, faço então um apelo à Câmara Municipal de Condeixa que tome medidas concretas e objectivas para resolver de vez o problema do vandalismo no Vale das Buracas. Mas não só, locais e Universidade de Coimbra devem também mobilizar-se na defesa deste local icónico. E a imprensa regional também pode ajudar, dando destaque ao caso. Fica o desafio Jornal Terras de Sicó!
Isto pode e deve passar por várias acções. Desde a vigilância dos locais (telefonem à polícia caso vejam vandalismo) até à elaboração de um plano de gestão para este geossítio, muito se pode fazer para, na prática, salvaguardar este património que é de todos. Todos ficaremos a ganhar se o fizermos e todos ficaremos a perder se este património se perder!
E se for preciso a minha ajuda, cá estarei para, na medida das minhas disponibilidades ajudar à resolução do grave problema. A região de Sicó não se pode dar ao luxo de perder mais uma das muitas jóias da sua coroa!

22.10.16

Tuk tuk, está aí alguém?


Fonte: Jornal Terras de Sicó

Fiquei surpreso ao saber desta notícia, através do Jornal Terras de Sicó, pois não estava nada à espera de algo do género na região de Sicó. Durante uns dias ponderei sobre o significado desta notícia e confesso que não gostei. O motivo é muito simples, sou contra projectos do tipo "chapa 5", os quais não têm em conta a especificidade dos locais, desvirtuando-os. Isto além de não serem nada inovadores, pois os tuk tuk de português nada têm e além disso qualquer vila ou cidade consegue ter um par deles. Acho graça aos tuk tuks nos seus "habitats" e o seu "habitat" é a... Ásia, não Condeixa ou região de Sicó. Em Lisboa os tuk tuk já são um problema e, diga-se, não acrescentam nada de bom ao turismo, pois acima de tudo descaracterizam os locais para onde são importados.
Será que não conseguimos inovar e criar algo inspirado no local e às suas especificidades? Será que não conseguimos pegar no que já temos e adaptar aos novos tempos, conjugando o antigo com as necessidades actuais? Existem vária possibilidades, sendo que se deveriam priveligiar as mais sustentáveis e adequadas aquela realidade. Fosse algo ligado às carroças ou charretes, ao universo das bicicletas ou algo ligado a um transporte eléctrico ou a energia solar, muito há por onde pegar, bastando inovar. Porque não ponderar um concurso de ideias? Mesmo assim nem me parece que seja necessário um concurso de ideias, pois basta aplicar o que já existe e o que é local/regional. Parece-me que em Condeixa se perdeu uma boa oportunidade para inovar, em vez de ter algo que qualquer vila ou cidade tem, vulgarizando a coisa e, mesmo tendo em conta que no início a novidade puxa, mais tarde a tendência é a coisa banalizar e perder interesse.

28.3.16

A estupidez não tem limites, mas vai ter multa...


Freguesia do Zambujal, concelho de Condeixa-a-Nova, é precisamente ali que a estupidez não teve limites. Um qualquer cidadão teve a genial ideia de estoirar uns milhares de euros para fazer este belo serviço, o qual representa o expoente máximo da iliteracia ambiental e um sinal claro que muito há a fazer por parte das entidades públicas. Fiquei profundamente chocado quando um amigo me enviou estas imagens. Falta claramente sensibilização ambiental que possa precaver este tipo de acções muito negativas a vários níveis.
Possivelmente quem fez isto nem se apercebeu da acção pouco inteligente que promoveu naquele campo de lapiás, dada a geoiliteracia, mas uma coisa posso garantir, é que brevemente vai-se aperceber e da pior forma, pois esta acção é ilegal e está sujeita a "prémio". Não tenho prazer em promover este "prémio", mas em casos graves não há volta a dar... Quase que aposto que será para plantar eucaliptos...
Quando eu falo em políticas públicas específicas para o carso de Sicó, faço-o precisamente por isto mesmo, já que noutros países, como por exemplo a Eslovénia (berço do carso), estas já existem há muito tempo e isso faz toda a diferença em termos de desenvolvimento socio-económico. Vivemos na Idade Média em termos de legislação específica para a região de Sicó. Temos muito para andar em termos civilizacionais, isso é certo.
A região de Sicó podia estar à frente no seu tempo, pois tem um imenso património e mais-valias. Infelizmente vive-se uma república das bananas e o futuro não se afigura muito diferente, pois para que isso fosse possível as coisas teriam de estar a um outro nível. Temos o know-how, mas falta a vontade para mudar o paradigma actual...



23.3.16

Escola da Água: um notável projecto pedagógico no carso de Sicó


Ontem foi um dia diferente dos demais. A razão é muito simples, dá pelo nome de "Escola da Água". É um projecto de enorme importância e de grande potencial pedagógico e é dos raros centros de interpretação ambiental que verdadeiramente o é, já que desde há uns anos surgiu a moda de denominar tudo e mais qualquer coisa como centro de interpretação.
Já conhecia este projecto há alguns meses e há uns dias surgiu o convite para a desejada inauguração. Ansiava bastante pela inauguração, ainda mais porque há quase 10 anos andei a trabalhar num projecto similar (Escola da Geodiversidade e Escola da Biodiversidade). Infelizmente o projecto não foi em frente à conta de ressabianismos políticos. No caso da "Escola da Água" o destino do projecto felizmente foi diferente e todas as entidades e pessoas ligadas a este projecto conseguiram levá-lo a bom porto.


Chegado ao lugar da Arrifana, na Freguesia de Ega. Condeixa-a-Nova, deparei-me com algumas caras conhecidas e não demorou muito até surgir uma ideia para um artigo científico, bem como algo mais. Eram dezenas de pessoas, desde habitantes da Arrifana até investigadores vários. A imprensa esteve também presente, destacando eu o Jornal Terras de Sicó, que disponibilizou prontamente no seu facebook várias fotografias do evento.


Enquanto investigador do carso, e tendo em conta tudo o que já vi em termos de boas práticas e projectos em países como a Eslovénia, não tenho a mínima dúvida da qualidade do projecto "Escola da água". Todos os envolvidos estão de parabéns e agora é seguir em frente. Gostei bastante da forma como o projecto foi planeado e a forma como está posto em prática. Foi conseguido um bom compromisso entre os conteúdos pedagógicos e a forma de os expor no recinto da antiga escola primária da Arrifana. Conteúdos bem elaborados, claramente pensados por quem percebe da coisa, e uns belos painéis que qualquer pessoa deverá compreender aquando de uma visita aquele espaço. A solução encontrada para a exposição dos painéis interpretativos foi muito bem conseguida.  Importa referir que a visita aos painéis é gratuita, podendo qualquer um de vós parar naquele local e investir uns minutos na leitura e compreensão daqueles conteúdos.
Há uma grande margem para evoluir agora, mas para isso vão ser necessárias parcerias (algumas já existentes) e dinamização do local, com actividades várias. O limite é a criatividade, dando para fazer muita coisa neste âmbito, a começar peças escolas da região de Sicó, às quais recomendo uma visita.
Para o espaço interior, já é necessária marcação e tem de se pagar um valor simbólico, mas garanto-vos que vale a pena. Com esta última fotografia, deixo-vos uma pista do porquê valer a pena...


9.12.13

Lavadouros de Sicó


Penso que é mesmo a primeira vez que abordo directamente a questão dos lavadouros públicos da região de Sicó, onde, teoricamente, se procede à lavagem manual da roupa.
É mais um daqueles pormenores deliciosos com o qual esta região nos brinda. Apesar de já muito pouco utilizados, ainda subsistem alguns destes lavadouros, uns recuperados nos últimos anos. Infelizmente são escassas as iniciativas que visam o relembrar desta prática ancestral, daí o azinheiragate abordar esta temática. Quando digo relembrar, obviamente que não me refiro à lógica circense que muitas vezes popula o lembrar do antigamente.
Todos conhecemos algum lavadouro na nossa vila ou num dos nossos lugares, mas, genericamente falando, poucos são os que conhecem os lavadouros das outras vilas ou dos outros lugares. Este, na fotografia, fica em Condeixa, num lugar "perdido" da vista de muitos de nós. Só quem gosta de andar pelos belos lugarejos de Sicó encontra estas preciosidades. Esta, em especial, tem um complemento bem catita, ou seja aquele poço ali mesmo ao lado dos tanques.
Muito mais haveria a dizer sobre isto, mas, para já, fica o convite à reflexão!

18.9.13

Longe de nada, perto de tudo



Como já disse mais do que uma vez, um dos defeitos que temos é andar sempre do local X para o local Y, sem que, contudo, passemos pelo lugar Z. Apenas quem domina a linguagem geográfica poderá perceber bem o que quis dizer com isto do X, Y e do Z.
Indo então à questão, eu gosto muito do Z, pois ali há uma coisa importante, a dimensão dos lugares. Estive para colocar um título diferente a este comentário, seria "O lugar dos lugares", no entanto, e à última da hora, decidi não ir pelo mais óbvio, mas sim colocar dimensão no título.
Estas duas fotografias são do lugar do Zambujal, em Condeixa-a-Nova. Apesar deste ser muito próximo a Condeixa e, mesmo de Coimbra, é um lugar que, aparentemente está longe de tudo e perto de nada. Muito poucos são aqueles que, no seu trajecto normal, por aqueles lados, fazem o desvio para visitar este lugar, algo de muito comum na região de Sicó. O óbvio acaba por passar despercebido, já que estamos formatados para ir do lugar X ao lugar Y sem pensar muito.
Lugares como este há muitos por toda a região, e o cenário de vazio é comum na grande maioria deles. As políticas desenvolvidas nas últimas décadas favoreceram apenas uma coisa, o esvaziamento destes lugares a favor das cidades, mesmo que boa parte das pessoas esteja "enjaulada" em apartamentos sem alma, sem história e sem sentimentos. Alma, história e sentimentos é um recurso que lugares como o Zambujal têm para dar e vender, no entanto há cada vez menos compradores. Os velhotes vão morrendo e os novos desaparecendo destes lugares, fazendo com que muitos destes estejam literalmente  condenados a desaparecer em poucas décadas. Falo, claro, de lugares como este, não daqueles onde a última pessoa já foi para outras paragens.
Agora pergunto eu, porque não aproveitamos estes lugares, voltando a ocupá-los, voltando a dar-lhe sentido e voltando a cultivar todos aqueles terrenos em redor dos mesmos?
As políticas actuais atentam contra isto mesmo, por mais estranho que pareça. Tudo está feito para que seja mais fácil fazer o mais difícil, ou seja mais fácil construir de novo, muitas vezes em terrenos dantes agrícolas, do que reabilitar o velho.
Mais revoltado fico quando vejo os nossos políticos a vitimizarem-se, dizendo que a culpa não é deles. Então a as políticas de reclassificação de solos, que também ajudaram a este sangrar de pessoas destes lugares? Então as oportunidades alicerçadas nesta riqueza fenomenal? Será que é melhor "empurrar" o pessoal para as cidades, onde as coisas já não são como eram, onde se vive em total dependência de um ordenado?
A balança devia estar equilibrada, de um lado as cidades, do outro o campo, no entanto a balança está cada vez mais perigosamente a pender para o lado das cidades. Imaginem agora como será a esmagadora maioria de nós na mão de interesses económicos, numa qualquer cidade, vivendo numa total dependência de modas. Nós podemos viver independentemente de modas, e até as podemos criar a partir destes lugares catitas. Há que regressar ao campo, não ao campo de antigamente, mas ao campo actual, o qual está longe de nada e perto de tudo!