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28.7.16

Iliteracial ambiental e falta de civismo: Quo Vadis?!


Felizmente que estamos perante uma excepção à regra, mas mesmo assim importa focar esta problemática, de forma a mitigar o que eu denomino como uma perda de competências no domínio do bom senso e da cidadania.
Há umas semanas atrás, quando abordei e partilhei num grupo do facebook o resultado de uma das minhas denúncias, surgiu um comentário que ilustra bem a gravidade da perda de competências no domínio da compreensão do território e dos seus valores e uma notória falta de sentido crítico perante os factos.
O comentário dizia "realmente nesse sítio tinha uma fauna exemplar, por favor procurem o que fazer, tanto mato para roçar e nada, enfim". Este comentário é bem a prova da iliteracia cultural que ainda vamos vendo pela região de Sicó e por esse país fora. Depois de uma denúncia sobre várias ilegalidades (3), surge um comentário que, imagine-se, apoia essas ilegalidades e que, quiçá, pretende dar lições de moral a quem defende a legalidade e pugna pelo bem público.
Não conheço a senhora que fez este comentário, mas fico com a ideia que conhece o visado da denúncia. Conheço agora apenas a escassa literacia ambiental da senhora em causa, ficando eu com sérias dúvidas se a mesma saberá o real significado de fauna, flora, Reserva Ecológica Nacional, ecossistemas, etc, etc. Pelo comentário da mesma, tenho sérias reservas, pois parece que confunde a fauna (animais) com flora (vegetação).
Curiosamente este tipo de comentários, tristemente infelizes, dá apenas mais razão e sustentação à minha posição, a qual privilegia a educação ambiental e cívica. Esta é uma das muitas razões que justificam o meu trabalho aqui no azinheiragate, o papel de educador. Mas para isso preciso de cada um de vós, pois só tendo pessoas para partilhar o conhecimento poderei ter sucesso no passar da mensagem e, assim, termos todos uma noção do que está em causa. A nossa maior riqueza é o nosso território, Sicó, que é a nossa casa. Se não cuidarmos dela, ficaremos em maus lençóis. Se cada um partilhar o seu conhecimento, seja ele qual for, todos ficaremos mais ricos e sairemos todos a ganhar.

28.3.16

A estupidez não tem limites, mas vai ter multa...


Freguesia do Zambujal, concelho de Condeixa-a-Nova, é precisamente ali que a estupidez não teve limites. Um qualquer cidadão teve a genial ideia de estoirar uns milhares de euros para fazer este belo serviço, o qual representa o expoente máximo da iliteracia ambiental e um sinal claro que muito há a fazer por parte das entidades públicas. Fiquei profundamente chocado quando um amigo me enviou estas imagens. Falta claramente sensibilização ambiental que possa precaver este tipo de acções muito negativas a vários níveis.
Possivelmente quem fez isto nem se apercebeu da acção pouco inteligente que promoveu naquele campo de lapiás, dada a geoiliteracia, mas uma coisa posso garantir, é que brevemente vai-se aperceber e da pior forma, pois esta acção é ilegal e está sujeita a "prémio". Não tenho prazer em promover este "prémio", mas em casos graves não há volta a dar... Quase que aposto que será para plantar eucaliptos...
Quando eu falo em políticas públicas específicas para o carso de Sicó, faço-o precisamente por isto mesmo, já que noutros países, como por exemplo a Eslovénia (berço do carso), estas já existem há muito tempo e isso faz toda a diferença em termos de desenvolvimento socio-económico. Vivemos na Idade Média em termos de legislação específica para a região de Sicó. Temos muito para andar em termos civilizacionais, isso é certo.
A região de Sicó podia estar à frente no seu tempo, pois tem um imenso património e mais-valias. Infelizmente vive-se uma república das bananas e o futuro não se afigura muito diferente, pois para que isso fosse possível as coisas teriam de estar a um outro nível. Temos o know-how, mas falta a vontade para mudar o paradigma actual...



23.10.08

Xeque Mate a Paulo Tito Morgado, por João Forte

Provérbio: "A justiça de Deus é infalível"
In: Jornal de Leiria, 23 de Outubro de 2008

Provérbio: "A verdade é nua e crua"


In: Jornal de Leiria, 23 de Outubro de 2008


"A verdade e o azeite vêm sempre ao de cima", é com este provérbio que inicío este comentário. Confesso que fiquei um bocado emocionado com esta notícia, já que a carga emocional é grande, afinal foi este caso que deu origem à minha situação de desemprego inesperado, já lá vão 7 meses.

Quando este caso foi despontado e começou a surgir na comunicação social, começaram os jogos de bastidores, onde Tito Morgado referiu que o meu afastamento (http://www.oalvaiazerense.com.pt/index.php?n=0803_01) seria pelo facto de supostamente eu não ter implementado uma aplicação SIG no site da autarquia, pura mentira, já que esta aplicação estava já pronta há quase 1 ano e só não estava online porque ele não fez o trabalho de casa, ou seja, não providenciou a verba para alugar um servidor web para servir de "casa" à aplicação. Esqueceu-se que tudos estes factos estão registados em acta em local seguro e fora da sua abrangência.... Por algum tempo, algumas pessoas menos informadas ainda pensaram que ele dizia a verdade, mas o tempo passou e a verdade começou a vir ao de cima.

Espero agora a oportunidade de ser entrevistado pelo Jornal o Alvaiazerense (ou outros...), já que com esta condenação de Tito Morgado o facto justifica-se, é uma questão de igualdade de tratamento!

Paulo Tito Morgado negou algo que foi evidente e que eu fiz questão de divulgar no youtube, facto este que não passou despercebido à sociedade no geral e que se reflectiu no enorme número de visualizações do vídeo mais emblemático da minha autoria, onde pretendi apenas desmascarar uma (grande) mentira:


Foram tempos difíceis, onde tive de me expor para me defender de ataques cobardes de alguns, mas estou orgulhoso do que fiz, não me arrependo de nada, a minha única intenção foi desmascarar a mentira e não fazer algo que o mesmo quis referir, nunca despoletei «uma série de ofensivas contra a Câmara Municipal e contra si, pessoalmente, através de e-mail’s e de vídeos no youtube.» Ainda teve a infelicidade de considerar «que as acusações que são feitas são sérias e, estando em causa o seu bom-nome e o da Câmara Municipal, propõe que se lhe instaure processo disciplinar e que se participe criminalmente.» (Acta da Câmara Municipal de Alvaiázere, a 22 de Janeiro de 2008).

Abriu um inquérito de averiguações (com vista a um processo disciplinar), mas acabou por desistir, a fundamentação não existia! Impediu-me de trabalhar, cortando o acesso ao computador que eu utilizava, situação que levou a uma queixa directa ao primeiro-ministro (sendo endereçada à CM de Alvaiázere um pedido de esclarecimentos!) e que mostra uma prepotência inaceitável por parte de um autarca. Tentou destruir a minha imagem de profissional íntegro, mas esqueceu-se que eu era dos poucos que trabalhava a sério e a população de Alvaiázere (e não só) saiu em minha defesa, protegendo-me de males maiores... com isso a minha imagem de profissional íntegro apenas saiu reforçada, a história espalhou-se a todo o país e alguns dos vídeos do youtube serviram para aulas numa universidade brasileira, sendo um exemplo de seriedade de um profissional que se viu em apuros por defender um património que é de todos!

Tenho uma excelente relação com a Câmara Municipal de Alvaiázere, por mais que Tito Morgado não goste ou não, pena é que ele coloque em cheque a imagem da Câmara, quem colocou o bom nome da Câmara foi Tito Morgado, não eu!

O caso seguiu nos media durante três longos meses, mas agora surge o que eu esperava e confirma tudo o que eu referi relativamente ao abate ilegal de azinheiras! Entretanto a aventura no youtube ganhou uma importância que nunca esperei, mas que se revelou uma boa defesa! Nunca hei de retirar os vídeos, apesar de muito exposto, retratam um caso que fica para a história da região e é um exemplo a seguir por outros!

Provérbio: "Quem mentiu e jurou, não me enganou"



Provérbios: "A coragem é a força de resistir e de sofrer"

"Quem está perto da razão, fica longe da culpa"

"A sabedoria não vem dos ricos, vem dos pobres"


Sinceramente não sei que mais escrever, já que a emoção é grande, a sensação de justiça é enorme. Contudo não posso deixar de salientar e agradecer a ajuda de muitas pessoas, as quais me ajudaram especialmente na fase que se seguiu aos ataques ferozes sobre a minha pessoa.

Há muitas a quem não posso agradecer na praça pública porque podem ter problemas nos seus empregos, este mundo é mesmo cão.... Mesmo assim agradeço-lhes, agradeço aos cidadãos "sem nome", agradeço à opinião pública que esteve sempre ao meu lado, ao lado da verdade, agradeço à imprensa que de forma imparcial tratou o tema (mesmo apesar de um jornal ter sido enganado aquando de uma visita ao terreno, onde curiosamente um tractor estava a barrar o caminho das azinheiras - muito conveniente...), e a todos os que me ajudaram e me mantiveram o ânimo, vivi tempos difíceis... felizmente já passaram!!

Se alguém pensa que me fico por aqui... desengane-se, pois a minha luta pela verdade está apenas no início. Lutei até agora em três grandes "batalhas" por Alvaiázere e pelas suas gentes, foram as três grandes lutas e todas elas ganhei:

- Abate ilegal de azinheiras (ganhou a verdade)

- IC3 (ganhou o traçado que mais beneficia Alvaiázere)

- Parque eólico de Alvaiázere (as ilegalidades foram descobertas e a comissão de acompanhamento chumbou o projecto, a ver vamos o que se segue...).

No entanto tenho pena de uma coisa, o facto de quem vai pagar as ilegalidades ser o contribuinte e não quem promoveu a ilegalidade, Tito Morgado. O dinheiro da multa deveria sair do ordenado daqueles que promoveram este atentado ambiental e não de quem não tem culpa!

No comício do PSD em Alvaiázere, a 17 de Fevereiro, Tito Morgado disse:

«O poder autárquico é o bode expiatório de tudo o que há de mal no nosso País» e, a cada dia que passa, «fazemos mais com menos», mas está-se a chegar ao «limite do insuportável e do insustentável».

Ao que eu respondo:

- É bode expiatório por alguma coisa, casos como o abate das azinheiras são só e apenas um dos muitos exemplos do porquê serem bodes expiatórios, pena é que assim seja, mas a verdade é esta mesma. O tempo de crise ajuda a estabelecer prioridades, exposições de pianos não são uma delas, servir o povo sim.

O limite do insuportável e do insustentável é ter em Alvaiázere um autarca que promeveu uma ilegalidade e continua no poder sem pedir a respectiva demissão, a lei é para cumprir!
E se este autarca não lida bem com críticas construtivas, habitue-se, pois vivemos em democracia e podemos expressar opiniões e dar a conhecer factos, sem que haja intenção de vingança, mas apenas justiça!
E se por acaso alguém pensa que eu tenho medo, desengane-se, já provei que sou capaz de me defender de vinganças e não tenho telhados de vidro...

Desculpem o texto talvez desconexo, mas a alegria é por demais evidente!!

Nota: para quem quiser rever o assunto, os conteúdos estão no início do blog, aquando da sua "inauguração" (assim percebem melhor...):


David e Golias: http://www.aciprensa.com/Banco/images/david.jpg

15.4.08

O porquê de dizer não à municipalização da REN: um exemplo prático!

Desta vez decidi falar sobre uma questão que à semanas atrás referi, a da petição contra a municipalização da REN, e isto mostrando um exemplo concreto:

Um dos problemas fundamentais nesta questão é que um terço dos orçamentos municipais se deve à edificação, o que significa por um lado que quanto mais se construir mais os municípios ganham em termos de orçamentos e por outro lado significa que obviamente na maior parte dos casos os municípios querem facilitar este facto. Este facto é um autêntico perigo em termos do ordenamento do território, criando casos muito problemáticos do ponto de vista ambiental e criando a médio prazo problemas muito graves, como o que assistiu nas inundações em Pombal.

O caso que vos apresento passa-se na freguesia de Pelmá, onde misteriosamente se constrói onde não se pode, ou seja em Reserva Ecológica Nacional, isto sem que haja a mínima dúvida na carta de condicionantes do PDM (por vezes estando em áreas limítrofes pode haver tolerância devido ao erro cartográfico associado das escalas, mas aqui não é o caso, está bem dentro!). As fotos foram tiradas a 14 de Fevereiro quando me desloquei lá para observar in loco este caso que me foi referenciado por uma pessoa que não se pode identificar, já que pode sofrer represálias..... para desempregado já basto eu!!

Esta situação foi denunciada às autoridades competentes e está a ser investigada, sinceramente estou curioso para ver o resultado do que quer queiram quer não (os lobbys) é um atentado ambiental punível para quem assinou o documento que autoriza a obra....

Brevemente voltarei a falar deste tema e de outras situações noutros locais que não Alvaiázere, já que o blog é sobre as Terras de Sicó!

Deixo-vos para já com três fotos para reflectirem sobre esta situação muito intrigante num país onde supostamente se têm de cumprir leis....











Os próximos temas a serem tratados muito brevemente vão ser:

- Irregularidades processuais graves na construção de parques eólicos: desmistificar estereótipos

- As obras na nascente do Rio Nabão em Ansião: Um elefante branco com pés de barro

- As cheias e inundações na cidade de Pombal: o porquê e quando voltará a acontecer

- Incêndios florestais e edificação: consequências da manipulação de mapas de risco de incêndios com vista à construção de edifícios ($$$$$$$$$$)

É apenas para vos aguçar o apetite, notem que não será obrigatoriamente por esta ordem!!

Bom trabalho